Título: Mosteiro de São José do Carmo

Datas extremas: [1731/1799]

Dimensão: 3 livros

Nível de descrição: arquivo

Nome produtor: Mosteiro de São José do Carmo

História Institucional: O mosteiro de S. José fica situado na antiga rua da Infesta, hoje largo dedicado ao arqueólogo vimaranense Martins Sarmento.

O negociante Francisco Antunes quis fundar um convento em honra de Santa Teresa, para religiosas, e começou a construção lançando a primeira pedra em 26 de Março de 1685, sendo dita a primeira missa ainda antes de acabarem as obras, em 1687, ano em que algumas senhoras tomaram o hábito carmelitano, com o título de recolhidas dos carmelitas.

Por volta de 1704, estando o edifício concluído, receberam a bula do papa autorizando as religiosas a tomarem o véu das carmelitas calçadas, trocando a primitiva evocação de Santa Teresa pela de S. José. No entanto, como na igreja deste convento o lugar central do altar era ocupado pela imagem de Nossa Senhora do Carmo, ficou este a ser o seu nome mais conhecido.

Esta comunidade de carmelitas viveu até 1743, debaixo da obediência do provincial dos carmelitas calçados; sustentando repetidas e complicadas demandas por falta de jurisdição consistente e aceite de quem haveria de depender este convento. Sabe-se que no governo do arcebispo de Braga, D. Rodrigo de Moura Teles, em 1726, foi instaurado às freiras um interdito, por haverem tomado, de uma forma livre e contra seu desejo, véu preto. Contudo em 1748 esta comunidade aceitou a plena jurisdição do Ordinário no episcopado de D. José de Bragança. A este devem a construção da sua capela-mor, a edificação do mirante, a extensão da cerca e o alargamento do terreiro fronteiro à igreja.

A última freira, D. Catarina Angélica do Amor Divino, faleceu em 1854, vinte anos depois da extinção das Ordens religiosas em Portugal, ficando o edifício propriedade nacional. Mais tarde, devido aos esforços do relançamento da fé, clérigos e leigos constituem-se em associação, lavram os seus estatutos e “chamam a si a fábrica da Igreja” e reconstituem a Ordem do Carmo. A 27 de Julho de 1866, por Breve Apostólico a irmandade do Carmo foi elevada à categoria de Ordem Terceira do Carmo, confirmado, pelo geral da Ordem Carmelitana em Roma a 30 de Julho de 1868.

O convento foi concedido ao Ministério de Guerra instalando-se nele o Batalhão de Caçadores 7, que foi mais tarde para Valença. Sabe-se também que funcionou nas suas dependências o Hospital Militar.

Finalmente, as instalações foram cedidas, por decreto de 30 de Maio de 1860, para o Asilo de infância desvalida de Santa Estefânia-Amor de Deus e do Próximo, que ainda lá se mantém, e cuja comissão tomou posse em 27 de Agosto de 1862.

História custodial e arquivística: Existe uma nota no catálogo antigo que refere que os dois Livros de ” Recibos de juros”do arquivo do Convento de S. José do Carmo foram entregues ao Arquivo Municipal Alfredo Pimenta pela Repartição das Finanças de Guimarães. O outro livro foi incorporado Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, aquando da sua criação, de acordo com o disposto no capítulo XXIV do decreto nº 19.952 de 27 de Junho de 1931, republicado em 30 de Julho do mesmo ano.

Âmbito e Conteúdo: O arquivo do convento de S. José do Carmo é composto livros de recibos de juros e um livro de despesa.

Ingressos adicionais: Não se prevê a entrada de novas unidades de instalação.

Condições de reprodução: A reprodução deverá ser solicitada por escrito, através de requerimento dirigido ao responsável da instituição. O seu deferimento encontra-se sujeito a algumas restrições tendo em conta o seu estado de conservação ou o fim a que se destina a reprodução.

Descrição do estado de conservação: No geral o arquivo está em bom estado de conservação.

Condições de acesso: Comunicável, salvo os originais em mau estado de conservação.

Instrumentos de descrição: Catálogo disponível em suporte papel e electrónico.

Unidades de descrição relacionada: Existe documentação do Convento de São José do Carmo no Arquivo Distrital de Braga. Poderá, ainda consultar a seguinte monografia: ARAÚJO, António Sousa, SILVA, Armando B. Malheiro – Inventário do fundo monástico conventual. Braga: Arquivo Distrital de Braga; Universidade do Minho, 1985. 228pp; 23 cm

Nota do(s) arquivista(s): O conteúdo informativo da “História institucional” baseou-se na seguinte bibliografia:

ARAÚJO, António de Sousa Araújo – Inventário do Fundo Monástico Conventual - Braga, Arquivo Distrital de Braga. 1985.133 p.

CALDAS, António José Ferreira – Guimarães: apontamentos para a sua história. Guimarães: Câmara Municipal de Guimarães; Sociedade Martins Sarmento, 1996. 432 p.







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