Título: Mariano da Rocha Felgueiras

Datas extremas: 1890-1972

Dimensão: 28 pastas; 42 plantas; 6 livros; 2 fotog.; 440 monografias.

Nível de descrição: arquivo

Nome produtor: Mariano da Rocha Felgueiras

História biográfica: Mariano da Rocha Felgueiras nasceu no dia 8 de Fevereiro de 1884, na freguesia de Mesão Frio, no concelho de Guimarães. Era filho de Nicolau Máximo Felgueiras e de D. Bernardina Adelaide da Rocha Felgueiras, neto paterno de um vimaranense ilustre, bacharel em Direito, o conselheiro João Baptista Felgueiras, figura notável do liberalismo. Mariano da Rocha Felgueiras era, também bacharel em Direito e fez parte do Centro Republicano, em Guimarães. Em 1908 foi eleito, por aclamação, para integrar uma comissão que tinha a seu cargo a reorganização do centro.
Após a proclamação da República, iniciou uma intensa actividade na vida politica. Pertenceu ao Partido Republicano Português e, mais tarde, aquando da cisão daquele partido, militou no Partido Democrático. De Março a Agosto de 1911 exerceu funções de vice-presidente da comissão administrativa da Câmara Municipal de Guimarães, sendo presidente José Pinto Teixeira de Abreu, cargo que viria a ocupar até Março de 1914. Logo a seguir foi eleito presidente da comissão executiva da Câmara Municipal de Guimarães, funções que desempenhou até Maio de 1917. De Abril a Setembro de 1919 presidiu a nova comissão administrativa. De Janeiro a Junho de 1926 assumiu a presidência da Câmara Municipal de Guimarães.
Enquanto autarca, Mariano Felgueiras empreendeu o Plano de Alargamento da cidade e a construção de um edifício para aí instalar os Paços do Conselho, projecto da autoria do arquitecto Marques da Silva. Iniciada em 1925 esta obra nunca viria a ser concluída. Em 1954 o então Presidente da Câmara, Capitão Magalhães Couto, decretou a sua demolição. Em 1922 Mariano Felgueiras foi eleito deputado pelo Círculo de Guimarães, tendo sido de novo eleito para a legislatura seguinte, em 1925. Enquanto parlamentar, Mariano Felgueiras pugnou pela criação do curso comercial na Escola Francisco de Holanda e pela instalação dos correios no Palácio de Minotes. Em 1926 foi aí professor. A 2 de Fevereiro de 1927 pediu licença ao seu director e a 3 de Fevereiro participou activamente no Movimento Revolucionário que eclodiu em Guimarães e que de imediato se concentrou no Porto. Exilou-se, então, na Galiza e mais tarde em França.
A 27 de Novembro de 1933 casou com Jeanne Albertine
Em Maio de 1928, tendo como companheiros do Partido Republicano Português, Lago Cerqueira e Agatão Lança e da Liga de Defesa da República, Afonso Costa, Jaime Cortesão e Pina Morais, integrou a comissão que visava o estabelecimento de um acordo entre aqueles dois partidos. Em 1933 foi amnistiado, tendo regressado a Portugal em Maio do mesmo ano, fixando residência em Lisboa até 1948, ano em que regressou a Guimarães. Em Guimarães iniciou uma intensa colaboração com a imprensa local tendo exercidos o cargo de director do jornal “ a Velha Guarda”. Foi correspondente dos jornais “O Rebate”, “O Mundo”, “ O Desforço de Fafe”, entre outros. Durante períodos eleitorais publicou artigos no jornal “A República” de Lisboa.
A sua última intervenção pública foi em 1975 aquando da visita a Guimarães do Professor Emídio Guerreiro. Mariano Felgueiras faleceu a 24 de Janeiro de 1976, com 91 anos de idade.

História custodial e arquivística: Este arquivo pessoal foi doado pela esposa de Mariano Felgueiras, M.me Jeanne Felgueiras conforme consta da acta de doação da Câmara Municipal de Guimarães de 3 de Janeiro de 1986.

Âmbito e conteúdo: Constituído maioritariamente por correspondência enviada/recebida, recortes de jornais e artigos publicados em publicações periódicas, plantas, monografias, fotografias etc.

Ingressos adicionais: Arquivo desactivado.

Condições de reprodução: A reprodução deverá ser solicitada por escrito, através de requerimento dirigido ao responsável da instituição. O seu deferimento encontra-se sujeito a algumas restrições tendo em conta o seu estado de conservação ou o fim a que se destina a reprodução.

Condições de acesso: Comunicável, salvo os originais em mau estado de conservação.

Descrição do estado de conservação: No geral o arquivo está em bom estado de conservação.

Instrumentos de descrição: Inventário em suporte papel

Regras e convenções: ISAD(G); NP 405


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