A conservação do legado arquitectónico constitui um aspecto fundamental da vida cultural das sociedades modernas. Nos últimos anos têm-se verificado investimentos consideráveis nesta área, os quais têm resultado num desenvolvimento notável no âmbito da inspecção, das técnicas de ensaios não-destrutivos, da monitorização e da análise. No entanto, a compreensão exacta da realidade construtiva das estruturas antigas, bem como, a sua reabilitação adequada são ainda desafios muito importantes para os investigadores e t écnicos do presente.

As restrições à inspecção e remoção de amostras em edifícios de elevado valor histórico, bem como, os custos elevados das tarefas de inspecção e diagnóstico, conduzem frequentemente a informação muito reduzida sobre a composição construtiva interna dos elementos estruturais e sobre as propriedades dos materiais existentes. Desta forma, o estudo das construções históricas deve ser desenvolvido com base na utilização adequada das modernas tecnologias. A responsabilidade do especialista é escolher e gerir os meios técnicos e financeiros disponíveis para alcançar os elementos necessários e suficientes para o conhecimento sobre a estrutura, o seu comportamento estrutural e as suas necessidades reais de reparação. A visão moderna da intervenção em monumentos assume como condicionantes a reversibilidade, a intervenção mínima e o respeito pela natureza construtiva original, atendendo às necessidades óbvias de funcionalidade e resistência.

O Departamento de Engenharia Civil da Universidade do Minho tem adoptado esta postura nas intervenções e diagnósticos em que tem estado envolvido. O grupo que se dedica a construções antigas conta com equipamento experimental moderno, um conhecimento amplo sobre técnicas de análise avançadas, com vários projectos de investigação financiados nesta área e com um número considerável de formandos em actividades de pós-graduação.

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