À imagem do que sucede com outras terras, a imprensa local de Guimarães tem uma longa tradição, iniciada em 1822, no dealbar do liberalismo, com o Azemel Vimaranense.
Até aos nossos dias, viram luz do dia mais de centena e meia de projectos de publicações periódicas que, prosseguindo os mais diversos objectivos e orientações, nos fornecem testemunhos datados sobre o quotidiano vimaranense, os episódios história local e o modo como daqui se vai observando Portugal e o Mundo.

Criações de um tempo transitório, movendo-se no curto prazo, os jornais constituem um significativo observatório do fluir do quotidiano.
Todavia, se a sua preservação assegura a salvaguarda da nossa memória colectiva, o carácter efémero que lhe está na natureza levanta sérias dificuldades à sua conservação: enquanto objectos de consumo imediato, a sua produção obedece mais a imperativos económicos do que à necessidade de resistência à usura do tempo. Impressos em papel de baixa qualidade, os jornais levantam dificuldades de conservação acrescidas, que explicam desaparecimento de muitos dos exemplares que saíram dos prelos ao longo de quase dois séculos.
Com a sua perda, foi uma parte da nossa memória colectiva que se perdeu.

Movida pelas preocupações de salvaguarda do património e da memória que fazem parte da sua matriz fundadora, a Sociedade Martins Sarmento reuniu ao longo da sua existência uma valiosa hemeroteca, constituída pelas colecções dos periódicos que, desde o primeiro quartel do século XIX até aos nossos dias, se publicaram em Guimarães.
Muitos dos exemplares pertencentes a este acervo são os únicos conhecidos, pelo que tem havido particular preocupação com a sua conservação, estando em curso um projecto de digitalização das colecções de jornais, que permitirá limitar o acesso físico aos documentos, mantendo disponíveis e acessíveis os respectivos conteúdos.

 

  topovoltar