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Descrição
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O tesoureiro-mor da Colegiada, António Pinto Barbosa, tendo continuado com a acção que seu penúltimo antecessor pusera à Misericórdia, e que estava parada, sobre ela mandar dobrar os seus sinos aos finados, recebendo dinheiro por esses toques, e achando-se a causa em termos de se fazer conclusa, afinal, por falta de juiz de fora, intervieram as partes em juízes louvados, Domingos Lopes Ribeiro e Tomás Pinheiro de Morgade que, nesta data, deram sentença contra a Misericórdia para que mais não mandasse fazer os ditos toques, sob pena de dez cruzados por cada vez, de cuja sentença a Misericórdia apelou para a Relação do Porto.
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Data
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10 janeiro 1724