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Descrição
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Sessão da Sociedade Patriótica Vimaranense - às nove e meia horas da noite, aberta pelo seu Presidente Barão de Vila Pouca; lida e aprovada a acta. Por proposta do Presidente, na forma dos estatutos, fez-se a eleição da mesa e saíram eleitos: Presidente, João Barroso Pereira, vice-Presidente, António de Nápoles, secretários José de Sousa Bandeira e António Leite de Castro, vice-secretários Joaquim Pinto Teixeira e José Correia de Oliveira Mendes. - Souto, relator da comissão de Salubridade, leu o projecto para o conserto das ruas: Bandeira pediu urgência, e, concordando nisso a assembleia, foi posto em discussão na sua generalidade e aprovado em globo; - Manuel Baptista Sampaio propôs que todo o dinheiro que se apurasse para este fim, não entrasse nos cofres da Câmara; - Vieira, como membro da Câmara, deu explicações e orou a favor do artigo; - Abreu aprovou a necessidade da medida, mas combateu o meio dela; - Bandeira, sustentou o artigo e Moreira de Sá contra; - Agostinho Vicente requereu se consultasse a assembleia se a matéria estava discutida, e, decidindo-se que sim, posto o artigo à votação foi aprovado; - o parágrafo 1º teve renhida discussão: oraram contra Abreu e a favor Basto, Dr. Souto, Bandeira, Pinto Teixeira, Costa, Barroso e Agostinho Vicente, e, julgando-se discutido, posto à votação passou; - Costa "pediu que se exigisse também a demolição do Castelo para o dito fim, e até por ser uma cadeia bárbara que serviu no tempo da usurpação"; Agostinho Vicente abundou nas ideias do Costa; Bandeira combateu o argumento "lembrando ser um monumento antiquíssimo, que recordava a história do país, e muito particularmente a de Guimarães; lembrou o respeito que os ingleses têm aos monumentos antigos, e falando largamente votou contra; Abreu abundou nas ideias da não demolição; Agostinho Vicente falou a favor da demolição, por ter sido prisão do tempo do usurpador; Basto falou no sentido do Bandeira, assim como Souto, Barroso, Moreira de Sá e Vieira, e, julgada a matéria discutida, foi posta à votação; o Bandeira, visto a transcendência do objecto, que nada menos importava do que o privarmos dos testemunhos da antiguidade, requereu votação nominal e, sendo assim decidido, votaram a favor da demolição: Costa, Castro, Barão de Vila Pouca e José Correia ( ), e contra: Barroso, Souto, Basto, Ferreira Guimarães, Sampaio, Freitas Guimarães, vigário de Creixomil, Leite de Castro, vigário-geral, Arcediago, Lima, Vieira, Maia, Sá e Bandeira; ficou por isso rejeitado o argumento de Costa. Pinto Teixeira que na redacção não houvesse melindre, por isso que dizendo-se que a Torre, que se pretendia demolir, fora dada ao Cabido, devia o governo ser prevenido disso: Bandeira combateu a ideia, dizendo que ainda que tivesse sido dada ao Cabido para as obras da igreja, o Cabido se não tinha dela aproveitado, e que hoje era pertencente aos Bens Nacionais. - Souto, como relator da comissão de Salubridade, leu o requerimento para se pedir a vacina: foi aprovado e mandado expedir. Às 10 horas foi levantada a sessão e dada para ordem da noite o projecto das calçadas. (Não sei quem é o célebre Costa, por haver diversos sócios com tal apelido. Castro é Agostinho Vicente Ferreira de Castro; José Correia é o cirurgião José Correia de Oliveira Mendes; Pinto Teixeira é o advogado Joaquim Pinto Teixeira de Carvalho; Bandeira é o escrivão José de Sousa Bandeira).
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Data
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31 janeiro 1836