Testamento de João do Amaral e Paiva solteiro, morador na freguesia de Santos, da cidade de Lisboa, que foi aberto em 9 de Dezembro de 1723. Instituio por suas herdeiras ás Religiosas de Santo Alberto, da cidade de Lisboa. Deixou uma capella que instituiea Duarte Gomes a sua sobrinha D. Antonia de Paiva

Descrição
Testamento de João do Amaral Paiva, solteiro e morador na freguesia de Santos, Lisboa, no qual estabelece como suas herdeiras as religiosas de Santo Alberto e como seus testamenteiros Frei Agostinho da Nzaré, religiosa de São João de Deusa, e Francisco Luís André, seu criado. O testador determina ser enterrado no hábito da Ordem de Nossa Senhor do Carmos dos Padres Marianos Descalços, e sepultado no Mosteiro das Religiosas de Santo Alberto, definindo os rituais fúnebres e de celebração por alma com detalhe. O testador distribui as obrigações de empréstimos que lhe eram devidos por diversas irmandades e outras instituições religiosas, sob certas condições. Deixa a uma Tomásia Maria, filha de Bento Dias e Maria da Conceição, sua mulher, uma pensão enquanto não tomar estado, revertendo-a para as suas herdeiras quando tomar, e um caixão da Índia de uma fechadura, além de objetos de prata; deixa depois quantias diversas a várias pessoas, aparentemente todas de Lisboa. Ordena a venda dos seus móvies da Quinta de Palma de Cima, devendo o valor resultante ser empregue por sua alma. Faz legados têxteis e em dinheiro a diversas instituições religiosas. Deixa também dinheiro para dotar donzelas pobres, entre muitas outras ações previstas num longo testamento. Nomeia como sua sucessora na capela que institui Duarte Gomes na freguesia de São Julião de Lisboa a sua sobrinha, D. Antónia de Paiva. Fólios: 23. DImensões: 32,5x22,5cm.
Identificador
156.3
Criador
Joaquim Inácio da Rocha Pereira e Magalhães, escrivão do Registo Geral dos Testamentos de Lisboa
Data
17/03/1723
anotações
Encontra-se em bom estado.O documento original foi fixado a um bifólio, que contém o sumário que assumi como "título". Assim, o documento original tem apenas 21 folhas. O testamento é longo, devido sobretudo aos numerosos empréstimos de que o testador era credor, distribuindo-os e fazendo a distribuição geral dos bens e direitos com detalhe, ainda mais por não ter sucessores. Tem no mesmo suporte o instrumento de aceitação e o auto de abertura, este última de 9 de dezembro de 1723, não muito depois da feitura do testamento.
Abrangência espacial
Lisboa Ocidental
Tipo
Testamento. Manuscrito