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Parte de N.º 573 de 28/11/1876
- conteúdo
-
4.°
ANNO
1876
FOLHA COMERCIAL RELIGIOSA
E HOTICIOSA
NUMERO
573
Àsrigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Joti
Mário.
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n."
3
E,
para
onde
deve
dirigida
toda a
correspondência
franca
de
porte.
=
A.s
assi-
gsatem
são
pagas
adiantadas;
assim
coroo
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
l$600
rs.=Semestre 850
rs.^Pronm-
cias,
anno
2^000
rs
e
sendo
duas
3$600
rs.
—
Semestre
1S050
rs.=Braztl,
anno 3&600 rs.—
Semestre 1^900 rs. moeda
forte,
ou
8Ô000
reis
e
4^500
reis
moeda
fraca.—Ánnuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs. Pará
os
assignantes
20 */
9
d
’
abátimenlo.
Hontem,
27,
ás
tres
horas
da
tarde
começaram
as
torres da
Sé
e
Paço
a
dar
as
badaladas
fúnebres do
estilo,
annnn-
ciando
aos
bracarenses
que
o ex.
1110 e
revd.
11(0
snr>
0.
José
Joaquim
d
’
Azevedo
e
Moura,
Arcebispo
Metropoliia,
Senhor
de
Braga,
Primaz
das
Hespanhas,
tinha
fallecido
na
cidade
d
’
Evora.
O
finado Prelado
nasceu a
16
de ou
tubro
de 1794,
na
freguezia
de
S.
Pedro
Apostolo
da
vida
d
’
Alfandega da Fé.
d
’
este
arcebispado.
Era
filho
de
José
d
’
Azeve<lo
e
Moura
e
D.
Thereza
do
Carmo
Almeida,
tomou
em
Braga
as
primeiras
ordens
de
subdiacono
em
13
de
setembro
de
1818,
conferidas
pelo
snr,
D.
fr.
Miguel
da
Ma
dre
de Deus,
e
de
diácono,
em
10 de
setembro
de
1819,
por
o snr.
D.
Anto
nio
José
d’
Oliveira,
bispo
de
Eucarpe.
Fez
a
sua
entrada solemne
no
dia
18
de novembro
de
1856.
lendo
chegado
a
esta cidade
no
dia
7,
vindo da
cidade de
Vizeu,
d
’
onde
era
bispo
desde
1847.
Na
capella
do
Paço
Episcopal
de
Fon-
tello
tinha
recebido
no
dia
2
o
Pallio,
que
lhe
foi
lançado
pelo
ex.
1,10
snr.
bispo
I). José
Manoel
de
Lemos.
S.
ex.
a
retirou-se
em
15
de
junho
de
1875
para
a
sua casa
d
’
Evora,
onde
se
finou
hontem,
pelas
5
horas
da
manhã,
tendo
recebido
os
Sacramentos
da
Eucha-
rislia
e
Extrema-Uncção.
Quando
s.
ex.
a
revd.
ma
o
snr,
arce
bispo
de
Braga,
D.
João
Chrisostomo,
re
cebeu o
telegramma
em
que
se
lhe
com-
municava
que
o ex.
m0
e
revd
''
l0 snr.
D.
José
se achava
gravemente
doente,
orde
nou que
se
fizessem
preces
publicas
na
fórma
do
estilo—
In
quacumque tribululio-
ne,
por
3
dias
successivos
na
Sé,
capella
do Paço,
Misericórdia,
mosteiros
e
conven
tos
das
religiosas,
no
sanctuario
do Bom
Jesus
do Monte,
e
em
todas as
egrejas
onde
se
conserva o
Santíssimo
Sacramen
to;
afim
de
rogar
ao Altíssimo
pela
saude
e
conservação
do
illustre
prelado
enfermo,
as
quaes
começaram
no
dia
25.
O
ex.
m°
e
revd.
m°
snr.
Arcebispo
D.
João,
mandou
publicar
o
seguinte:
Tendo
sido
Deus
servido
chamar
á
Sua
presença
o
exm.°
e
revm.0
snr.
D.
José
Joaquim d
’
Azevedo
e
Moura,
Arcebispo
Metropolitano
e
senhor de
Braga,
Primaz
das
Hispanhas,
boje pelas
5
horas
da
ma
nhã,
segundo
a
participação
olíicial
que
acabamos
de
receber
;
e
querendo
dar
á
memória
de tão illustre
Prelado
todas
as
demonstrações
que
lhe são
devidas;
Havemos por
bem
Ordenar
o
seguinte:
1.
°—
Que
nas
torres
da
Sé
Cathedral
e
de
todas
as
egrejas,
mosteiros, sanctua-
rios
e
capellas
d
’este arcebispado
se dè
em
tres
dias
successivos
os
signaes
do
esty-
lo
pela
manhã, ao
meio
dia
e ao
cerrar
da
noite;
2.
°
—Que
na
Sé
Cathedral
nos
tres
dias,
em
que
se
fizerem
os
signaes
nas
torres,
sejam
ditas
por
alma
do
exm.°
finado
Mis-
sas
de
requiem,
se
o
rito
o
permittir,
por
todos
os
sacerdotes
que
por
sua
devoção
quizerem
celebrar, ou receber
por
cada
uma
que celebrarem
na
Cathedral
a
es
mola
de
300
reis
;
3.
°
—
Que
se façam
exeqnias
na mesma
Cathedral
por
alma do exra
0
finado,
e
que
os
muito
revd.
os
Vigário
Geraes
e
Arciprestes
promovam
para
que
ellas
se
façam
em
todas
as
egrejas
d
’esle
ar
cebispado,
que
for possível
fazerem-se com
a
necessária
solemnidade
;
4.
°
—
Que
nos
dias
28,
29
e 30
do
cor
rente mez
de
novembro
estejam
fechados
todos
os
tribunaes
e
repartições
ecclesias-
licas d
’
esta
côrte
Bracarense
;
5.
°
—
Que
no
Seminário
Conciliar
de S.
Pedro
haja
feriados
nos
mesmos
dias
28,
29
e
30.
Paço
Archiepiscopal
de
Braga,
27
de
novembro de
1876.
Joâo,
Arcebispo
de Braga.
O
Secretario
do
mesmo
senhor, o
dou
tor
Egydio
Pereira de
Oliveira
e
Azevedo,
publicou
o
seguinte
:
Em consequência do fallecimento
de
sua
exc.
a
revm.
a
o
snr.
D.
José
Joaquim
d
’
Az.evedo
e
Moura,
o
exm.°
e
revm.0
snr.
Arcebispo de
Braga,
D.
João
Chrysostomo
de
Amorim
Pessoa,'
seu
Successor,
tem
determinado encerrar-se
por
espaço
de
tres
dias. O
que
se
faz
publico
por ordem
do
mesmo
exm.°
e
revm.0
snr.
Paço
Archiepiscopal
de
Braga,
27 de
novembro
de
1876.
Egydio
Pereira
d'Oliveira
e
Azevedo.
Secretario
Particular
de s.
ex.
a
revm.
a
D. JOÃO
CHHYSOSTOMO
DE
AMORIM
Pessoa,
por
mercê
de Deus,
etc.
Tendo
Nós
deliberado
fazer
a distri
buição
dos
prémios
aos
alumnos
do
Se
minário
Conciliar
de
S.
Pedro,
n
’
esta
Ar-
chidiocese
dc
Braga, Primaz das
Hespa
nhas,
no
dia
em
que
a
Egreja
Cathoiica
celebra
a
festividade
da
Immaculada Con
ceição
de
Maria
Sanctissima,
Mãe
de
Deus,
Padroeira
d
’
este
reino
fidelíssimo
de Por
tugal
;
Havemos
por
bem
approvar
o
program-
ma, que
baixa com
esta
Nossa
Portaria,
e
que
deve
regular
aquelle
acto,
ao
qual
desejamos
dar
toda
a
solemnidade
possí
vel.
No
dia
8
de
Dezembro
do
presente
anno
de
1876,
acabada
a
missa
solemne
que
o il!."
‘
°
e
rev.
!U0 cabido
está
na
pos
se
de
cantar
na
capella
d
’
este
Paço
Ar
chiepiscopal,
e
depois
de
encerrado
o
S''.
Sacramento
com
as
ceremonias
do
rito
ro
mano,
descerá
o
Prelado
á
mesma
capella,
para
se
eucorporar e presidir
o
préstito,
que
será composto
do
corpo
dos
profes
sores
do
Seminário
e
seus
empregados
superiores, dos
premiados
e
alumnos
inter
nos
do mesmo
Seminário,
e
seguirá
acom
panhado
por
uma
banda
de
musica
mar
cial
para
a
sala
chamada de
Beiação.
Será
previamente
convidado
o
ill.mo
e
rev.
u
‘
°
cabido
para
assistir
e
honrar
com
a sua presença,
esta solemnidade
lilte-
raria,
assim como
os
muito rev.
os
desem
bargadores
da Delação
Ecclesiastica,
e
revd.'
s
parochos
de
Braga,
os
quaes
se
gundo
sua
dignidade
e
cathegoria
eccle-
siaslica,
terão
logar
dentro
da
teia
e
á
direita
<io Prelado.
O
muito
revd.
0
vice-reitor
do
Seminá
rio,
professores
e
alumnos
premiados,
terão
também
logar
dentro da teia,
á
esquerda
do
Prelado.
Os
alumnos internos
do
Semi
nário
e
seus
preleitos,
tomarão
o
logar
do
costume.
Tomados
que sejam os
assentos,
far-
se-ha
um
discurso,
que
seja
proprio
da
solemnidade
d’
este
acto,
e
no
fim
d
’elle,
tocando
a
musica,
serão
distribuídos
pelo
Prelado
os
diplomas a
cada
Um
dos
pre
miados,
começando
a
distribuição
pelos
alumnos
do terceiro
anno,
e
acabando
pe
los
do
primeiro.
Os
alumnos
premiados
receberão
indivi
dualmente
o
diploma das mãos
do
Prelado,
estando
de
joelhos
junto
d
’elie,
e
beijan
do-lhe
o
anuel
depois de
o
lerem
rece
bido,
voltarão
para
os
seus
logares.
Logo
que esteja
acabada
a distribuição,
e
achando-se
todos
em pé,
os
alumnos pela
mesma
ordem
por
que receberam os pré
mios,
irão
receber
um
abraço
do
Prelado,
do
muito
revd.
0
reitor e
vice-reitor
e
dos
professores
do
Seminário.
Acabado
este
acto,
se
algum
dos
pro
fessores
ou
outra
pessoa, que
antes
tenha
alcançado
licença
do
Prelado,
quizer
reci
tar
algum
breve
discurso
ou
poesia,
po
derá
então
fazel-o,
tomando
cada
um
{dos
assistentes
os
seus
respectivos
assentos.
O
préstito,
pelo
caminho mais
curto,
acompanhará
o
Prelado
aos
seus
aposen
tos,
ua fórma
do
costume
Tendo
a commissão
central
do
f.°
de
Dezembro
renovado
em
seu
oflicio
de
18
do corrente
mez
de
Novembro
o
pedido
ROMANCE BRAZ1LEIRO
VOLUME
1
Historia
do
botão
de
rosa.
[Continuação]
Sonhei.
Eu
estava
em
um
valle
coberto
de
verde
gramma;
defronte
de
mim erguiam-
se
dois
montes
altos,
e
povoados
de lin
das
palmeiras
;
por
entre
elles
prolongava-
se
um
lago
profundo,
mas
de
aguas
tão
límpidas,
que
se
lhe
via
perfeilamente
o
leito
de
areias de
ouro.
O
lago,
que continuava
por entre os
montes
"vinha
lermmar-se
no
valle, e
a
poucas
braças
de um
outeirinho,
onde
eu
estava
sentada
debaixo
de
um
caramanchão
natural.
Não
era
dia nem
noute
;
era
a
horas
do
crepúsculo.
De repente
soou
uma
musica
doce
e
maviosa,
como
eu
nunca
tinha
ouvido;
e
uma
multidão
de meninos similbantes,
aos
que
eu
imaginára
accordada,
todos
elles
lindíssimos,
loiros,
muito claros 6
rosa
dos,
vieram
com
ceslinhas
de
dôres
nos
braços
dansar
ao
redor
de mira.
A
musica
soava
sempre...
sempre...
e
parecia
que
vinha
do
ceo.
No
fervor
de suã
dansa
começaram
os
meninos
a
lançar
ílôres
sobre
mim
;
der
ramou-se
na
atmosfera
um
imraenso
per
fume...
deleitoso...
embriagador...
e a
mu
sica
soava
sempre
tão
doce...
tão
bella,
que
eu
me
senti
adormecer
eutre
perfu
mes
e
harmonias...
Mas
era
um somno
de encanto,
no
qual
eu
via
tudo
quanto
se
passava
no
valle..
Então
o
mais
formoso
d
’
aquelles
me
ninos
tirou
d
’
enlre
os cabellos,
que
eram
fios
de oiro,
uma
seita
pequenina, porém
muito aguda,
chegou-se
a
mim,
e
rasgan
do-me
o peito,
arrancou-me
o
coração.
Eu
não
senti
dôr,
nem
correu
san
gue;
e
a ferida
de meu peito
fechou-se
de
repente
a
um
beijo,
que
n
’elia
deu
o
menino
;
e
não
ficou
cicatriz.
A
musica
cessou
immedialamente,
es
vaeceram-se
de súbito os
perfumes
;
os
meninos
baleiam
palmas,
e soltaram gran
des risadas, e
eu
despertando
ao ruído
d
’el-
las,
comecei
a
chorar
muito
por
vèr
o
cruel
roubador
levar
o
meu
coração;
A poucos passos
de
mjfli
o
menino
cavou
a
terra
cora
a
setla,'lançou
na co
va que
fez,
o
meu
coração,
e
cobriu-o
com a mesma
terra
que
havia
tirado.
E
os outros
que
me
viam
chorar
mui
to,
vieram
coin
as
mãosinhas
aparar
minhas
lagrimas,
e
foram
com
ellas
regar
o
meu
coração,
que
estava
plantado.
Chorei
ainda,
e
emquanto
chorei,
elles
regaram
a
terra;
e
quando o
meu
pran
to
cessou,
vi
ir
nascendo
um
arbustinho
no logar
onde
o
meu
coração
fôra plan
tado.
Os
meninos
mal
perceberam que
o ar-
buslinho
vinha
brotando,
correram
para os
monies batendo
palmas
e
rindo-se
muito.
Desceu
então
do ceo
um
bello
anjo,
que
veio
voar
á roda
de
mim,
e
depois
pousou
entre
ílôres
sobre
o
caramanchão:
esse
anjo
tinha
o
rosto
de
minha
mãe,
e
olhava
para
mim
tão
piedoso!...
E
o
arbustinho
foi
crescendo...
foi
cres
cendo...
era
uma roseira: começou
a
flo
rescer,
e
bolou
tres
botões:
um do lado
esquerdo,
outro
da
parte
direita,
e
o ter
ceiro
em
cima.
Quando
os
botões
estavam
completa
mente
desenvolvidos,
eu
vi um
ba.el
que
vinha
sahindo
d
’
entre
os
dois
montes,
e
navegando
pelo
lago.
O
batel
era
lindíssimo,
as
cortinas
eram
de
franjas
de
ouro,
as
velas
de
seda,
os
marinheiros
tinham
cintas
marchetadas
de
esmeraldas
e
diamantes; e
o
dono
do
ba
tel
veslia-se
com
riqueza
tal, que
só
se
vê
em
sonhos,
e que
não
se
póde
explicar
em
desperto.
O
dono
do
batel
saltou no
prado, e
apesar
de sua
magnificência,
eu
tive
me
do
de
seu
olhar
que
era
feroz,
de
seu
sorrir
que
era
medonho,
de
suas mãos
que
eram
de
desmesurada grandeza.
E
elle
veio
vindo...
veio
vindo...
até
que
parou
defronte da
roseira...
Eu
levantei
a cabeça,
olhei
para
o
meu
anjo,
e
vi-o
tremendo
de
susto
e
olhando-
me
com
expressão
de
dôr tão profunda,
que
desatei
a
chorar
desolada.
O
dono
do
batel não
quiz
vêr
as
mi
nhas
lagrimas...
Com
ar
prelencioso,
com
passo firme
aproximou-se da
roseira,
e
colheu
o
pri
meiro
botão...
era
o
do
lado
esquerdo.
Mas
quando
o
quiz
levar
aos
lábios pa
ra
beijal-o...
o
botão se
foi
mirrando
..
mir
rando...
mirrrando... até
que
sumiu-se
de
todo,
e
se
esvaiu
em
um
sopro,
que
si
mulou
um
suspiro.
O
meu anjo so
lou
um
grito
de prazer,
e
o
batel
e seu dono
de
*
appareceram
ino
pinada...
inexplicavelmente.
Tudo
mais
ficou
como
estiva
;
e
a
ro
seira
com
os
dois
botões,
que
lhe
resta
vam.
E
logo
depois
eu
vi
não um
batel,
mas
um
carro
que
vinha
sahindo
d'entre
os
montes,
e
navegando
pelo
lago.
O
carro
era
lodo
de prata,
e
puchado
por grandes
cavallos
negros
riquissima-
mente
ajaezados,
que
bufando,
nadavam
co
mo
se
fossem
peixes: os
creados
venciam
em
magnificência
e
luxo
aos marinheiros
do
batel
:
outra
vez riqueza
e
brilhantis
mo
;
mais
riqueza ainda
do
que
ha
pouco.
E
saltou
no
prado
o
dono
do
carro
de
prata;
vinha
coberto
de vestes
muito
ri
cas
e
muito
lindas,
e
tinha
o
peito
cheio
de
brilhantes medalhas;
mas
apczar
d
’
is-
so
eu
vi,
que seu
olhar
eslava
amorteci-
bli.
íi.
iíij iwALEUb'*
para
que,
onde
fosse
possível, se celebras
se
o faustíssimo
anniversario
da
indepen
dência
da
nossa
patria,
e
desejando
Nós
concorrer,
do
modo
que
Nosé
possível,
pa
ra
que
este
anniversario
seja celebrado
corn
toda
a
solemnidade;
Havemos
por
bem
renovar
o
que se
acha disposto
a
tal
respeito
em
a
Nossa
Portaria
de
23
de
Novembro
do
proximo
passado
anno
de
1873.
Paço
Archiepiscopal
de
Braga,
23
de
Novembro
de
1876.
J.
Arcebispo
de
Braga.
kJUA-UA
— TEâtÇ VFEIK 1 «»
A
41318338 49
Sfioatilrea,
18 de Bfwvembro,
1818.
(A'
redacção
do
«
Commercio
do
Minho»)
Eis
ahi
a
minha ultima carta ao
Apos
tolo,
que
não
deixa
de
conter
interesse
para
nós,
especialmente
pela
justiça
que
faz
á
Imperatriz
e
Rainha,
tão
calumniada
pela Maçonaria.
A.
R. SARAIVA.
Londm,
8 eSe líovembro, 3
81®.
/A’
redacção
do
«
Apostolou
.
)
I.
—Ao
abrir
o
Times
de
ante-hontem,
a
primeira
epigraphe que
me
chamou
a
at-
tençào foi
a
seguinte:
—
«
O
Imperador do
Brazil
em
Troya.»
E
como
eu
tenho
mui
ta
estimação
por
Sua
Magestade Imperial,
não
obstante
minha aversão
a seu
Pai
pe
los
males
incalculáveis
que
causou
á
Na
ção
Portugueza,
induzido
pela
peste
ma
çónica,
que
se
deixou
fazer
instrumento,
para
ruina
do
magnifico
Império
de
Portu
gal,
Brazil
e
Algarves;
excitou-me
logo
in
tensa
curiosidade
a
dita
epigraphe.
Antes,
porem,
de
passar
avante,
e
para
que
me
não accusem
de uma
aversão
caprichosa
pelo
Successor
que
(sem
a
sua
loucura)
devia
ser
do
mais
formoso
Império
que
a
natureza
creou,
permitta-se-me
notar,
que
a
minha
aversão
não
é
a
de
um
pagão
ou
a
de
um
maçon;
é
sim a
de um
Chris-
tão,
que deplora
do
fundo
do
coração
uma
tal
ruina
moral,
e
que,
ao
mesmo
tempo
que
stigmatiza
a
conducta,
tão
louca
quan
to
culpável, do
indivíduo,
implora
para
a
sua
alma, tão
mal guiada,
tão
mal
educa
da,
a
clemencia
da
Misericórdia
Divina —
que,
com
razão
imputará,
tahrnz,
ao
des
cuido
de
El-Rei
D.
João
VI,
na
educação
de
seus Filhos, as desgraças que
os Es
tados
Lusitanos
viérain
a
soffrer
por
essa
infeliz
causa
(delirant
Beges,
plecluntur
Achivi).
.0
Senhor
D.
Miguel
(que,
a pesar
de
tudo,
tinha
sempre
um affecto
verdadeira
mente
fraternal
por
seu
Irmão,
que tanto
mal
lhe
fez),
reconhecia
frequenlemente,
com
profundo sentimento,
em
Si
mesmo,
essa
imperdoável negligencia
de
El-Rei D.
João
VI,
seu
Pai. Quem
isto
escreve
—
que
scienler
nunca
mentiu,
e
que
viveu annos
com
o
mesmo
Senhor
D. Miguel (quando
Elle, de
ordinário,
estava
sentado neste
mesmíssimo
logar
desta
sala
onde
o
Cor
respondente
do
Apostolo
está
escrevendo),
lhe
ouviu
mais
de uma
vez
essa
lamenta
ção Porem, se
alguém
ousasse
duvidar
da verdade
desta
minha
asserção,
posso
dar-lhe
uma
testemunha
insuspeita,
a
de
um
mui
respeitável
e
respeitado Cavalhei
ro
Inglez, perfeitamente
independente,
que
muitas
vezes
passou
temporadas
na
maior
intimidade
com
El-Rei,
e que
habita
a
menos
de
dois
minutos
de
distancia
desta
casa;
o
qual
confirmaria
plena
mente
cada
palavra,
cada syllaba,
do
que
eu
acabo de
anunciar.
E
advirta-se
mais,
que,
salvo
essa
confiança
com
que
por
algum
tempo
me
tratou,
por
seu
interesse
mesmo,
não
devo
a
Elle
Senhor
D.
Miguel
favor
al
gum;
e
antes
posso
alíegar,
e
provar,
con
sideráveis e
numerosas
injustiças
que
me
fez,
sem
razão
—antes
pelo
contrario:
mas
as
quaes
eu
attribuo,
não
a
vicio
de
co
ração,
pois
nenhum
jámais
conheci
mais
nobre
e
justo,
quando
se
guiava
por
suas
inclinações
e
impulsos.
Altribui,
e
attribuo,
esses
defeitos
á
sua
verdadeira
causa,
á
educação summamente
negligente
e de
feituosa.
que El-Rei
D João
VI,
deu
a
seus
Filhos
(ou
antes
á
que lhes
deixou
de
dar).
D
’ahi viéram
os
males
pernicio
sos que
perdéram
o
immenso
e
riquíssimo
Império
Lusitano;
e
que
muito receio ve
nham
perder
as
metades
em que elle
to
lamente
(ou
antes pérfidamente;
foi
parti
do
pela
maçonaria.
Antes
de
passar
avante, permitta-se-me
fazer
ainda
uma
justiça,
ou
reserva,
que
já
deixei indicada:
quando
faliei
da
mui
defeituosa
—ou
quasi
nenhuma
—
-educação
que
El-Rei
D.
João
VI
deu
a
seus
Filhos,
sublinhei,
como
agora,
a
palavra
filhos,
que
mais
ordinariamente
se
toma
pelo
con-
juncto
de
fUhos
e
filhas',
no
caso
de
que
estou
tratando não
é
assim—pelo menos
em
relação
ás
tres
Filhas
mais
velhas
d
’
EI-
Rei I).
João
VI.
—
quero
dizer,
da
Prin
ceza
da
Beira,
D.
Maria
Thereza;
da
Rai
nha
que
foi
de Hispanha,
D.
Mana
Isa
bel,
mulher
de
Fernando
VII;
de
D. Ma
ria Francisca,
mulher
de
D.
Carlos
V.
Das outras tres Filhas dEI-Rei
D.
João VI,
as
Infantas
D.
Isabel
Maria,
D.
Maria
d
’Assumpcçào,
e
D.
Anna, que
foi
Marqueza de
Loulé,
tive
menos
conheci
mento,
ou
nenhum;
e
p
>r
isso
posso
dei-
las
falar menos
competentemente:
da
In-
fanta
D.
Isabel
Maria
vi,
todavia,
cartas
de
seu
punho,
que
davam
mui
fraca
idéia
de sua
educação
literaria.
Quanto ás
tres
Princezas que
a
Hispa
nha
nos
levou
(uma
das
quaes,
talvez
a
melhor
em
algum
sentido,
não
me
lem
bra
que
periodico
Portuguez
em
Londres,
nesse
tempo, dizia
fôra
levada
«ao
Mino-
lauro da
Hispanha»],
posso
delias
falar
com
bastante
conhecimento
de
cousas,
e
afiirmar,
que
haviam
tido
educação
esme-
mane:
ztrr^isnrriKrw>»"»snB»a»Xi.T?.vi:.v™.
rada,
e
própria
de
Senhoras
e
de
Prin
cezas.
Da
que
foi
primeiro
Rainha de
Hispa
nha
de
facto e de
direito
(que
de
direito
as
duas
outras
também
o
fôrara),
de
D.
Maria
Isabel,
posto
que
a
não
conheci,
posso
dar
testemunho
que
vale
mais
que
o
meu.
Os
elogios
que
ouvi
fazer
dessa
Senhora,
por
toda
a
gente
em
Hispanha,
alta
e
baixa,
mas principalment
pelo
povo
commum
em
Madrid,
quando
ali
fui
pe
las
primeiras vezes,
no anno de
1827; a
saudade
e
affecto
que
manifestavam;
os
ex
emplos
de
benevolencia, da
caridade,
de
interesse
pelos
pobres,
pela
infancia
des
valida,
que
a
gente
me
recitava
—
isto de
pois
do
tallecimenlo
da
Rainha
poucos
annos antes,
eram
argumentos
que
não
permittiam
duvidar
dos
altos
merecimen
tos e
virtudes
daquella
Senhora;
que Deos
levou
para
castigar
a Hispanha:
pois,
se
Ella
tivesse continuado
a
viver,
não
se
houveram
dado
os
males
terríveis
que têm
fustigado
e
fustigam
aquella
nação.
Quanto
ás
duas
outras
princezas,
aqui
nesta
mesma
sala
tenho
numerosos
docu
mentos
(mais
de
cem)
e
correspondências
de
seu
punho,
não
só
em
bonita
e ele
gante
letra,
mas,
em seu
dizer,
estilo,
e
matéria,
manifestando
indubitavelmente
educação
qual
competia
a
Personagens
da
sua jerarquia
—
e
o
que mais
é,
nobreza
e
elevação
de
sentimentos
inteiramente de
accordo
com
a
posição
em que
a
Provi
dencia as
fez nascer e as
collocou.
iQual
seria,
poderiam
perguntar-me,
a
razão
da
differença,
entre
a
educação
dos
dois
Príncipes,
e
das tres
Princezas?
Essa
razão
posso
positivamenle
dal-a:
—
Foi porque
essas
tres
primeiras
Princezas
foram
educadas
ainda
debaixo
da
vista,
ins-
pecção, e
direcção
de
sua
Mãi,
a
Impera
triz
e
Rainha,
D.
Carlota
Joaquina,
que
tinha
Ella
mesma
sido
educada
e
instruí
da
pelo
muito
sábio, erudito e
dislincto
Bispo
de
Segovia,
Henrique
Seio,
o
gran
de
Traductor
da
Biblia
em
Hispanhol;
e
que
até
acompanhou
a
Princeza
a
Portu
gal,
e
ahi
residiu
algum
tempo
continuan
do
instruindo-a,
quando
Ella
veio,
muito
menina
ainda,
casar
com o
Principe
D.
João
que foi
D.
João VI,
depois.
(Continúa)
A.
R. SARAIVA.
... ..
—
----
A
gusrovíiçúo dt»
SSiaturia Eeeíesâras-
tiea.
Entre
os
muitos
livros, que moderna
mente se
tem publicado,
e
estão
publican
do
de sã doutrina
e
reconhecida
utilida
de
para
prover
a
instrucção
do
clero
e
dos
fieis, e para
corroborar
a
fé
e reba
ter
a impiedade,
tem logar
muito
dislincto
o
Tratado
de
Historia
Ecclesiaslica
do Pa
dre
Rivaux, segundo
o
juízo
formado
pela
leitura
dos
primeiros
íasciculos,
traduzidos
pelo
erudito,
zeloso
e
infaligavel
parocho
de
Cacia,
Francisco Luiz de
Seabra.
Os
factos
são
expostos
com
muita
ordem
e
I
clareza,
as
fontes
d
’
onde
são
tiradas
as
provas
em
que se
baseiam,
insuspeitas
e
orthodoxas,
e o
critério
com que
são
apreciados e
julgados,
muito
discreto
e se
guro.
Pelo
que
deferimos
de boa mente
o
re
querimento
que
nos
foi
feito,
para
appro-
var,
como
approv^mos,
o
sobredito
Tratado
de
Historia
Ecclesiaslica,
e muito
recorn-
mendamos
a
sua
leitura no nosso
bispado
pelos
bons
fructos
que
ha
de
produzir
para
o
bem
da
religião
e
da
Egreja.
Paço
episcopal
de
Coimbra,
16
de
no
vembro
de
1883.
Manuel,
Bispo
Conde.
CAZBTIlBi
Partida. —
No
comboio
da
tarde
d
’
honlem
partiram
para
Evora
os
snrs.
conegos
Figueiredo
e
Vieira
de
Sá
que
alli
vão,
commissionados
pelo cabido, assistir
ás
exequias
do
finado
arcebispo
D.
José.
fotsíioreío.—
Hontem
pelas
3
horas
da
tarde
realisou-se
o
casamento
da
snr.
*
condessa
d
’
Oeiras, D.
Francisca Emilia
Pereira
da
Silva
de
Sousa
de Menezes,
filha dos
snrs.
condes
de
Bertiandos, com
o
snr.
D.
Pedro
de
Lancastre,
filho
d?s
snrs.
condes das Alcaçovas.
A
ceremonia
realisou-se
no oratorio
do
palacio
dos Biscainhos,
assistindo
ape
nas
os
parentes
mais
proximos
dos
nu
bentes.
Foram
madrinhas
a
snr.
a
condessa
de
Bertiandos,
D.
Anna,
cunhada
da
noiva,
e
a
snr.a
marqueza
de
M onfalim
e
de
Terena, sua
prima
coirmã.
Foram
padrinhos
o
snr.
D.
Caetano
de
Lancastre,
irmão
do
noivo
e
o
snr.
conde
de
Bertiandos
p
>r
procuração
do
snr.
duque
de Palmella,
primo
coirmão
do
noivo.
Alem
das
pessoas
da
casa dos
Biscai
nhos
assistiram
o
snr.
conde
das
Alcaço
vas
e
suas
filhas e
filho,
a snr.a
D. Ma
ria
e
D.
Eugenia
e
D.
Caetano
de Lan
castre,
o
snr. D.
Pedro
de
Portugal,
os
snrs.
marquezes
de
Monfalim e
de Tere
na,
o
snr.
Antonio
Pereira
da Silva
e
o
snr.
Damião
Pereira
da
Silva.
0
casamento foi
abençoado
pelo
snr.
abbade
da
Sé
Depois
da
ceremonia
serviu-se
um
lunch,
e
os noivos
partiram
para
Bertian
dos.
CoESegs®
do
*
OrfAos.
—
No
coucur-
so
aberto
em
1873
para
o
projecto
d
’
nm
novo
edifício para o collegio dos
Órfãos
de
S.
Caetano,
ao
qual
foi
unico
concor
rente
o snr.
Cruz,
desta cidade,
obteve
este
snr.
o prémio de
400$()00
reis.
Associação
€ta48«oEic«.
—
Sob
pro
posta
do
director
espiritual
d
esta
Associa
ção,
o
snr.
padre
João
Velloso,
vae
a
Associação
mandar dizer
uma
missa
pelo
eterno
descanço
do
fallecido
cardeal
An-
tonelli,
á
qual
assistirão
os
associados.
do,
seu rosto
pallido
e
rugoso,
e
suas
mãos
já
trémulas
:
era um
velho.
E
elle
veio
vindo
..
veio
vindo...
até
que
parou
defronte
da
roseira.
Eu
levantei
a
cabeça,
olhei
para
o meu
anjo
e
vi-o
tremendo
de
susto,
e
olhan
do-me
com
expressão
de
dòr
tão
profun
da,
que
desatei
a chorar
desolada.
0
dono do
carro
de
prata
não
quiz
ouvir
as
minhas
lagrimas...
Com
ar
também
pretencioso,
mas
com
passos mal seguros,
aproximou-se
da
ro
seira,
e colheu
o
segundo botão...
era
o
do
lado
direito.
Mas
quando
o
quiz
levar
aos
lábios pa
ra
beijal-o...
o
botão
se
foi
abrindo...
abrin
do...
abrindo...
as
pétalas
de
rosa
se
fo
ram
um
a
um transformando
todos
em
pennas
de
mil
côres,
até
que
todo
o bo
tão
se
metamorfoseou
em
passarinho,
que
se
escapou
das
mãos
trémulas
do velho, e
voou
dtreito
para
o
ceo.
0
meu anjo
soltou
um
grito
de pra
zer,
e
o
carro
e
o
velho
desappareceram
como o
bate! e
seu
dono.
Tudo
mais
ficou
como
estava:
sómen
te
a roseira
é que tinha
dois
botões
de
menos.
Só
restava
o
terceiro
botão.
Veio
vindo
emfim
por
entre
os
dois
montes,
e
navegando
pelo lago,
não um
batel
nem
um carro
de
prata
puchado
por
cavallos
negros;
mas uma
grande
cesta
formada
por
um
bello
tecido
de
flôres,
e
conduzida
por
formosas
garças
que
tra
ziam
suas
azas
brancas
fóra
d
’agua.
Soou
de
novo
a
musica
maviosa
e
do
ce,
e
as
garças
exhalaram
por
seus
bicos
aromas
deleitosos...
mas
d
’essa
vez
eu
não
adormeci
entre os
perfumes, e
as
harmo
nias.
E
saltou
no
prado
um
mancebo
tão
bonito...
tão
bonito...
com
seus
cabellos
negros
e
ondeados,
e
um
sorrir
que
era
todo
meiguice
e
ternura
I...
não
havia
nem
riqueza
nem magnificência;
havia
graça
e belleza.
E
elle
veio
vindo...
veio
vindo...
até
que
parou
defronte
da
roseira.
Eu
levantei a cabeça, olhei para o
meu
anjo,
e
o
vi como
nadando
entre
a
duvi
da
e
a
esperança,
e olhando,
ora
para
mim
ora
para
o
mancebo,
com
tanta
ternura,
que
eu
fiquei
lambem anciosa
e
anhelan-
te
olhando
ora
para
o
meu
anjo ora
pa
ra
o
bello
mancebo
que
eu
já
temia
vêr
passar sem
colher
o
botão
de rosa,
que
unico
restava.
0
moço
da
cesta
de
flôres
pareceu
adi
vinhar minha
esperança,
e
sorriu-se
com
um
sorrir
tão
meigo
I...
Com
ar
gracioso,
e
leves
passos
apro-
ximon-se
da
roseira,
e
colheu
o
terceiro
botão...
Mas
quando
o
quiz
levar
aos
lábios
para
beijal-o,
o
botão
se
foi abrindo...
abrin
do...
abrindo
até
deixar
patente
todo
seu
seio...
não
haviam pétalas
de
rosa...
lá
es
tava
o
meu
coração...
0
anjo
que
tinha
o
rosto
de
minha
mãe,
bateu
as
azas,
e
baixando
o
vôo
veio
beijar-me
nos
lábios...
e
voou
depois
pa
ra
o
ceo.
E
o
mancebo
correu
a
mim
para
bei
jar-me lambem;
porém
eu tive
medo,
mui
to
medo
d
’
esse
beijo,
e
soltando
um
gri
to...
despertei.
Era
dia
Fiquei
ainda
uma
longa
hora
na ca
ma,
pensando
no
meu
sonho...
E
desde
então
eu
amo
os botões dé
rosa
sobre
todas
as
flores
;
não
quero
ne
nhuma
outra
llôr
no meu cabello : tenho
por
elles
uma
especie
de
culto.
Porque
sempre
me
parece
estar
ven
do
o meu
coração
encerrado
em
um
bo
tão
de
rosa.
XI
Velando
e sonhando.
Ao
bafejo
dos
zéfiros,
e
ao clarão
do
luar,
uma
joven
e
um
mancebo
velavam á
mesma
hora.
Essa
hora era
socegada,
muda,
mis
teriosa
e
bella :
era
além
de
meia
noite.
Depois de muito
tempo,
depois
de
tan
to
tempo,
que
já
a
velha
Irias
se
não
lembrava
do
dia
em
que
pela
ultima
vez
fechára
as
j mellas
do
sotão do
Purgatorio-
trigueiro,
abria-se
emfim
aquella
d
’
essas
janellas,
que
deitava
para
o
fundo,
e jun
to
d
’ella
sentára-se
um
mancebo.
No
Cèp-côr-de-rosa
duas
mãosinhas
bran
cas
e delicadas,
tinham
levantado
uma
vi
draça
;
e
uma
jnven
encantadora
se re-
costára
a
eçssa
janeila,
que
era
a
de
seu
quarto,
e
que
se
abria
para
o
jardim.
Esses
dóis
mancebos
que não podiam
vêr-se,
ficaram
ahi
silenciosos...
meditando.
Respiravam
ambos
uma
atmosfera
per
fumada pelas
exhalações
das
flôres
do jar
dim
do
Ceo-côr-de-rosa.
E
os
pensamentos
que
deixavam
es
capar
essas
duas
almas
virgens,
subiam
talvez ao
ceo
nas
azas
de
faceiras auras
embalsamadas
de
aromas.
0
mancebo
que
alli
estava
meditando,
tinha
apenas
vinte
annos,
e
a moça
con
tava
sómente dezeseis.
Em
que
pensavam
elles?...
Tão
moços,
tão
novos,,
com
a ligeire
za da
adolescência,
com
o
frescor
e do
çura
da
primavera da
vida,
porque
estão,
e
como pódem elles
dois
estar
prezos
a
uma
só
ideia,
pensativos
e
melancólicos?...
A
meditação
pertence
á velhice
;
e
to
davia
aquelles
dois
mancebos
com
os olhos
no
ceo,
e
o
coração
na
terra,
meditavam
também...
Celina
e
Cândido
começavam a pagar
um tributo
sagrado
que
á
natureza
se
de
ve...
sem
querer...
sem
pensar
‘
em
tal,
elles
deviam
prender-se
pelos
pensamentos
primeiro,
e finalmente
pelo
coração...
Tinham-se
retirado
as
visitas,
os
ami
gos
que haviam
formado
o
ultimo
serão
do
Ceo-côr-de-rosa;
a
Bella
Orfã
achava-
se
emfim a
sós
no
seu
quarto,
onde
duas
horas
antes
contára
a
suas
amigas
o
sonho
do
botão
de rosa...
(Continúa)
Mg^JF^.g
JOÍ^ggTigCr.K
<5
governo franeez e
«s enter
ros
«eJvês».
—
0
«Centro
telegráfico
hes-
panhol»
diz de
Paris
para
as
folhas
do
paiz
visinho que,
em
conselho
de
minis
tros,
foi
resolvido
que,
ao
contrario do
qne
desejavam
os
radicaes,
não sejam
prestadas
honras militares
a
quem
fôr
en
terrado
civilmente.
Novena da Immaenlnda.—
A
’
ma-
nhã,
por 3 e
meia
horas
da
tarde,
começa
no
templo
do
Carmo
a
novena
da
Imma-
culada
Conceição,
mandada
fazer
pela
As
sociação Calholica
de
que
é
Padroeira.
Haverá
praticas
nos
dias
l.°,
7.°,
8."
e
9.°
«endemia.
—
No
dia
10
de
dezembro
haverá
na
Associação
Catholica
uma
so-
lemne
academia
em
honra
e
louvor
da
Virgem
Immaculada.
Aeção meritória.—
N’
um
dos dias
mais
chuvosos
que
ultimamente
estiveram,
abateu
grande
extensão
do leito da
rua
dos
Pellames,
defronte
do
formoso
prédio
do ex.m)
snr.
Antonio
José
Pereira
de
Magalhães.
Tendo-se
por
este
motivo tornado diffi-
cilimo,
e
extremamente
perigoso
o
tran
sito
ifaquelle
ponto,
especialmente
de
noite,
aquelle cavalheiro
mandou,
durante
tres
noites,
collocar
grande
numero de
luzes nas janellas e
sacadas
da
sua
casa,
para
assim
evitar
quaesquer
desastres,
que
cerlamenle
se
teriam
dado
sem
aqueila
óptima
medida,
porque
a
extensa
rua
dos
Pellames
é
illuminada
por
um
unico
lam-
peão
!
Em
nome
dos
moradores
d
’
aquella
rua
tributamos
aqui
ao
snr.
Pereira
de
Ma
galhães
os
devidos
louvores.
Novo
temporal —
S^osítes abati
das.—
Na
noite
de
sexta para
sabbado
desenvolveu-se
sobre
o
Porto
um
fortíssi
mo
vento
leste,
que
foi
seguido de
co
piosa
chuva,
que
se
conservou
até ás 7
horas
da
noite
de
hontem,
causando gran
de
numero
de
inundações.
—
De Caminha
diz
o
correspondente
do
•
P.
de
Janeiro»,
que
em consequência da
cheia
caiu
parte
da
ponte
sobre
o
rio
Cou-
ra,
e
que
o
aqueducto
de
Molêdo,
na es
trada
de
Vianna
para
Caminha,
esiá
aber
to,
nào
lendo
por
isso
seguido
para
Vian
na o
correio
do
Alto
Minho,
por eslar
interrompido
o Iransito
em
ambos
os
pon
tos.
Consta
lambem
que
abateu
a
ponte
so
bre
o
Rio
Ancora.
—
Em
um
aterro
que ha
proximo
a
Sosão,
entre
as
estações
do
caminho de
ferro
do
Douro,
Ermezmde
e
Valongo,
foi
arrastada
pelas chuvas
grande
quantidade
de
terra,
sendo
preciso
fazer transbordo
dos
passageiros
do
comboyo
da
tarde
para
um
comboyo
que
d’
esla
cidade
partiu
pa
ra
o
local.
Não
houve a lamentar
mais
que
a
demora.
Mias» de requeiro
—
Celebrou-se
hontem
no
Populo
uma missa
de
requiem
para
sufragar
a
alma
do
finado
duque
de
Saldanha,
a
acto
que
assistiu
todo
o
regimen
to
e
auctoridades.
Negocios
eceBesjssstãcras.—O
«Dia-
rio
do
Governo»,
n.°
267,
de
25
do
cor
rente
publica
o
seguinte.
Portarias
mandando
abrir concurso
por
provas
publicas
para
o provimento
das
egre
jas
parochiaes
de
Santa Anta
de
Villarinho
Aguchão,
diocese
de Bragança
do conce
lho
de
Macedo
de
Cavalleiros,
e
de
N.
S.
da
Assumpção
de
Fonte
Arcada,
do
con
celho
de
Sernacelhe, diocese
de
Lamego
Despachos
apresentando
os
presbyte
ros:
Anlonio
Paes
de
Figueiredo
e
Campos,
na egreja
parochial
de
S.
João Baptista
de
Alcochele,
diocese
de Lisboa.
Antonio
Augusto
Pinheiro,
apresenta
do,
precedendo
concurso
por
provas
pu
blicas,
na egreja
parochial
de
S.
Paio
de
Anciães,
diocese
de
Braga.
Anlonio
Lopes
Coelho
de
Abreu, apre
sentado
na
egreja
de
N.
S. do
Ó de
Bar-
couço,
diocese
de
Coimbra. Francisco
Ro
drigues
Noiva,
apresentado
na egreja pa
rochial
de
S
Lourenço
de
Carnide,
da
dio
cese
de Lisboa.
João
de
Barros,
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Pedro
de
Castro
Daire,
diocese
de
Lamego.
Manuel
Frenco
Pedra,
apresentado na
egreja
parochial
de
S.
Pedro
Apostolo
de
Gondarem;
diocese de
B^aga.
João
Gomes
dos
Santos,
apresentado
na
egreja
parochial
de
Santa
Maria
de Lamas,
diocese de
Aveiro.
'TraBasferencissa e Eiwmeaçises.—
No
«Diário
do Governo», n.°
267
vem
vários
despachos
entre
os
quaes
os
se
guintes:
Ayres
Frederico de
Castro
Solla,
juiz
de
direito
em
Braga,
transferido
para o
Porto:
Joaquim
d
’
Almeida Correia
Leal, juiz
de
direito
em Barcellos,
transferido
para
Braga.
Augusto
José
Pereira
Leite,
delegado
do
procurador
regio
em
Braga,
nomeado
juiz
de
Caminha.
Antonio
Cardoso
e
Silva,
administra
dor
do
concelho
em
Braga,
exonerado
des
te
cargo,
e
nomeado
delegado
do
procu
rador
regio
para
o
Porto.
Ca«s»»a»®8s4»
«Se 8>
AÍT
osesj
»,
d’3Ses-
panlta.—
Dizem
vários
jornaes
que
D.
Af
fonso
vae
casar
proximamente
com a
in-
fanta
D. Maria
das
Mercês,
terceira
filha
do
duque
de
Montpensier.
Adsiiiniatrador
«io concelho
—
Foi
nomeado
administrador
do
concelho
de
Braga,
o
snr.
José
Joaquim d
’
Araujo
Correia.
Óptima
nomeação.
Probidade. —
Numa
carruagem
de
2.
a
classe
do
comboio
das
11
e meia
ho
ras
da
manhã,
aqui
chegado no dia 25,
a
superiora
das
Irmãs
hospitaleiras
perdeu
um
porte-monnaie, no
qual
trasia
a
quan
tia de
26$0t>0
reis,
dinheiro
para
as
despez.as
de
viagem. O
porte-monnaie foi
achado
peio
capataz
Alexandre
Dias,
que
immedialamente
o
foi
entregar
ao
snr.
Alves,
chefe
da estação
d
’
esta
cidade,
e
este
cavalheiro
mandou
logo
restitml-o,
do
modo
mais
delicado,
áquella
senhora.
Este
testemunho
de
probidade
dado
pe
lo
snr.
Alexandre
Dias,
não
é
o
unico
qne
abona
inconcussamente a
sua
honra
dez;
pois
sabemos
que
este
digno
empre
gado, lendo,
em
outra
estação,
achado
lambem
quantia
superior
a
2Ó0$000
reis,
a
fôra
logo
restituir
ao
dono.
Empregados
desta
ordem
são
dignos
de
toda
a
consideração
e
louvor.
Um
thegonra
paleographieo.__
Sabe-se
que
o
celebre
mosteiro
do
monte
Cassino,
situado
na
estrada
de Roma
a
Capua,
a
80 kilometros de
Nápoles,
exis
te
ainda.
Restam
alli
apenas
vinte
frades
que
dirigem
um
collegio
de quinze
novi
ços,
e
um
seminário
de
sessenta
discípu
los.
Os
jornaes
napolitanos
informam-nos
que
estes
religiosos
começaram
a
publica
ção
d
’uma
olva
importante,
editada
no
convento
mesmo,
onde
possuem uma im
prensa
typograíica
e
chromolithogralica.
E
’
a
descripção
completa de lodos os
manuscriptos
encerrados
na
sua
bibliothe-
ca,
e
seus
archivos,
com
fac-similes
mui
to bem
conservados
da Escriptura,
assim
como
miniaturas.
A
obra
é
intitulada
Bt-
bliolheca
Casinensis
e
constitue
um
ver
dadeiro
thesouro
de
paleographia,
que
po
de
rivalisar
com
as
mais
bellas
edições
d
’
este
genero
publicadas
em
França,
na
Inglaterra
e
na
Allemanha.
—
(«J.
M.»)
A
h
ga-sits»» de
ISalsne.—
Estas
gru
tas
são
uma
das
curiosidades
maiores
de
França.
Não
teem
pararello
senão
com
o
famoso
Mammouth
dos
Eslados-Unidos.
A
’
entrada,
a
piedade
humana
collocou
um altar
á
Virgem.
Pareceria,
com effeito,
que
é
preciso
o
ces
triplex
de
que
fala
Horacio,
para
alguém
se
atrever
a
passar
debaixo
des
tas
terríveis
abobadas.
E
’
uma
viagem
lú
gubre.
Accendem-se
archotes
e
entra-se.
n
’
umã
especie
de
inferno.
Umas
vezes
ro
chedos enormes estão
suspensos
sobre
a
nossa
cabeça
a
alturas
vertiginosas;
ou
tra,
o ceu raso
da
gruta
é tão
baixo
que
se
é
obrigado
a
andar
quasi
de rastos...
Por
instantes morcegos
gigantescos
pas
sam,
roçando
a
luz
dos archotes...
Emfim
chega-se
a
um
lago
gelado.
Está
alli
um
es
quife.
Os
curiosos
podem
passear n’
elle.
Ftiiielinl
8 de
novembro. —
Da
correspendencia
com esta data
enviada
ao
«Commercio Portuguez»
fazemos o
seguinte
extracto:
—
Este
anno
que
vae
correndo
tem
sido fértil
de
acontecimentos
tristes
no
nosso porto.
São
II
os
navios
que
teem
sido
arrojados
á
nossa
praia,
por
terríveis
temporaes,
contando com
os
4 que tenho
de registar
hoje.
Felizmente
só
4
victimas
temos
a
lamentar
em
todos
elles.
N
’
uma
terra
como
esta, onde
faltam
todos
os
meios
de
soccorro
aos naufragos
e
onde
só
temos
a
muita
coragem,
a
mui
ta
abnegação
e
os
verdadeiros
sentimentos
humanitários
dos
nossos
bravos
maríti
mos,
é digno
de
notar-se
o
pegueno
nu
mero
de
victimas
que
succumbem
n
’
dslas
terríveis
conjuncturas,
o
que
só
se
explica
pelo
heroísmo
d’
esses
homens
que
s<n
au
xilio
de
apparelho algum,
se
arrojam con
tra
as
ondas
embravecidas
para
salvarem
seus
irmãos,
indo
até dentro dos proprios
navios
meio
destruídos,
arrancai-os
ás
gar
ras
da morte.
O
povo da
Madeira
deve
ufanar-se
d’
is
to,
e
eu
que
me
honro
de
ser
filho
d
’
es-
ta
terra,
é
com
orgulho
que
»qui regis
to
estes
factos,
e
presto
o devido
tributo
de
admiração
e
respeito
a
essa
heroica
coragem
e sublime
abnegação.
Foi
nos
dias
11
e
12
do
corrente
que
se
deram
os
4
naufrágios
de que
fallo.
N
’
estes
dias
foi
violentíssima
a tempes
tade
que
pairou
sobre
esta
cidade
e
ha
muito
que não
se vê mar de vaga
tão
gros
sa
do
quadrante
sul.
Pelas
4
horas
da
tarde
do
dia
11,
veio
á
praia
a barca
allemã
«Fear-Not»,
que
ficou
logo despedaçada,
podendo
sal
var-se
com
muito
custo
a
tripulação,
á
excepção
de
um
marinheiro,
que
na
oc
casião
em que
se
atirava
á
praia,
foi
ar
rastado
por
uma
onda
e
desappareceii.
A
’
s
5
horas d’
esse
mesmo
dia,
nau
fragou
o
baile
«Fontes
Pereira de
Mello»,
e
pouco depois
a
escuna
ingleza «Theo-
dosia»
salvando-se
todos
os
tripulantes.
No
porto ficaram
ainda
fundeados
e
em
péssimas
condições
mais 8
navios,
e
a
noite
de
11
para
12
foi
de
extrema
an-
ciedade
para
esta
população
que
a
cada
momento
esperávamos
ver
algum
de
elles
ser
arrojado
contra
a
praia,
e
na
escuri
dão
da
noite
mais
diíiicilmenie
soccorri-
do.
Felizmente
nada
d
’
isto
acconteceu,
e
na
manhã
do
dia
12
o
tempo
abonançou
um
pouco mais,
por algumas horas;
A
barca
allemã
«Leopold»,
que
durante
a
noite
tinha
picado
os
mastros
para
poder
resistir
ao
temporal,
pediu
soccorro
e
com
graves
perigos
e
a
muito
custo
poderam
ir
a
bordo
dois
barcos,
trazendo
a
tripu
lação
que
a
abandonou
Na
tarde
d
’este
dia
veio
esta
barca
a
terra,
desfazeudo-se
Içgo.
Quatro
dos
navios
que
estavam fundea
dos
conseguiram
levantar
se
n
’
esta
manhã,
e
no
dia
14,
tres
dos
que
ficaram
—
de
pois
de
outra noite
horrível—
achavam-se
em
péssimas
condições: uma
barca
allemã
com
agua
aberta, um
brigue
inglez
com
o
apparelho
meio cortado, e
mn
patacho
da
mesma
nacionalidade,
todos
pedindo
soccorro,
por
não
poderem
resistir
ás
on
das,
que
continuavam
grossas
e
embrave
cidas.
O
tempo,
porém,
começou
a
abonan
çar
a
pouco
e
pouco
e
não
tivemos
de
presencear
novas
desgraçadas,
talvez
mais
funestas
pelo
estado
em
que estes
navios
já
se
achavam.
E’
digna de
louvor,
como
acima
disse,
a
maneira
por
que se
comportaram
em
tão
terríveis
conjuncturas os
mais
bravos
marítimos.
Entre
outros,
devo
lembrar
João
de
Souza,
o
«patacho»,
que
fez
prodígios
de
coragem
por occasião do sinistro
da
barca
allemã
«Fear-Nól»,
e
Augusto
Ma
ria
de Gouveia,
que,
com
mais
9
valen
tes
companheiros,
fóram
com
uma
ded-i
cação
inexcedivel
e
arrostando
com
os
maiores
perigos,
buscar
a
bordo
da
barca
allemã
«Leopol»
a
tripulação
que
pedia
soccorro.
O
Governador
civil
foi
visto
no
meio
dos
mais
corajosos
a
animar
e
a
dirigir
o
humanitário
serviço,
que
todos se
em
penhavam
em
prestar
aos
naufragos,
e to
das
as
outras
auctoridades,
empregados
da
alfandega
e
muitos
cavalheiros
nacionaes
e
estrangeiros
auxiliaram
e
estrangeiros
auxiliaram
o
eílicazmente
em
tão
difiiceis
e
temerosos
lances.
sssçÃo soaausicoss
Snr.
redactor.
■
Sendo
os
homens
naturalmente
propen
sos
a
emitar, dependendo não
raras
vezés
as
suas
boas
ou
más
acções
do
bom
ou
mau
exemplo
que
lhes
é
dado,
justo
me
parece
que,
em
vez
de se
lhes
fazer
co
nhecer
os defeitos
e
vicios
dos
outros,
co
mo
de ordinário
succede,
ao
contrario
se
lhes
apresentem
as
virtudes
e
boas
ac
ções
de
que
temos noticia,
aíim
de
que,
d
’
este
modo,
se
estimulem
a
pratical-as.
E
’
isto
o
que
intento nas seguintes
li
nhas,
que
muito
desejaria
tivessem cabi
mento
n’
um
pequeno
espaço
do
seu
jor
nal.
No
dia de
hoje achando-me
na
egre
ja de
Sobradello
da
Gama,
do
concelho
da Povoa
de
Lanhoso,
vi
as
pomposas
exequias
que
no anniversario
do
falleci
mento
de
João
Gonçalves
d
’01iveira
Gui
marães
lhe
fazia seu
filho
o
revd.0
Manuel
Gonçalves
Guimarães,
que,
supposto
au-
zente no Rio
de
Janeiro,
não
poude
es-
quecer-se
d
’
aquelle
a
quem
sempre,
como
bom
filho
amára
e
respeilára.
Com
eífeito
não
se
poupou
a
despesas
para levar
a
effeito
os seus piedosos
in
tentos
de suffragar
a
alma
de
seu
presa-
do
pae.
E
assim
foi,
que
se
via
a
egre
ja
ricamente
armada
como
nunca
em
laes
funcções
;
um
numerosíssimo
clero
a
quem
mandara
dirigir geral convite
assistindo
ao
religioso
acto;
o canto
Gregoriano
e
as
sagradas
ceremonias
exactamente
desempe
nhadas.
Isto
na verdade
commovia
o
coração
e
fazia
confessar
que
o
stir.
Guimarães
é
um bom
filho,
que
tão
acertada
e
louva
velmente sabe usar
da
fortuna
que
Deus
lhe
tem
posto
á
sua
disposição.
Oxalá
que
todos
os
filhos
o
emitassem
!
Caslellões
20
de
novembro
de
1876.
(4455)
*
*
-riaffijsr
KX--7 MrtiRgirarr.
âto
.-
*
iiacwyraw.,-.-.
ULTIH0S
T
EI»
EGK.
ATUÍAS
oa
AÍSESÍCIA.
HkVAS
MADRID
24
—O
«Imparcial»
diz
que
no
combate
travado
entre
Martmez
Cam
pos
com
os insurgenles de
Cuba
a
8
kilometros
de S.
Juan
de
Remedios,
os
iusurgentes
perderam 300
homens
entre
mortos,
feridos
e
prisioneiros, abandonan
do
8
carretas
de
mantimentos
e
munições
;
os
restantes
fugiram.
No congresso,
respondeu
a
uma
in-
terpellação,
ácerca
de
um
antigo
perió
dico
O
parlamento, dando
detalhes
sobre
um
pretendido
tractamento
entre
Hespanha
e
Allemanha,
o
ministro
dos
estrangeiros
declarou
que
era
inexacto.
PARIS
24,
—
Periódicos
da esquerda,
dizem
que
a
camara
de
deputados
está
resolvida
a nào
ceder
cousa
alguma
na
questão de honras
militares
aos
funccio-
narios
enterrados
civilmente.
A
«Liberlé»
diz
que
a
maioria
republi
cana
é
quasi
unanimemente
hostil ao pro-
jecto.
LONDRES
24
—
0 «Times»
insere
una
telegramma
de Berlim, dzendo
que
Bis-
mark
assegurou
ao
marquez
Salisbury
as
intenções
paciàcas
da
Allemanha
e
que
na
caso
de
ser
inevitável
collisão
guardará
a
neutralidade
amigavel
para
com
todas
as
partes
interessadas.
Ainda
que
esperando
um
accordo,
Bismark não
encobre
que
as
circumstancias
são
ameaçadoras.
lOADECIMlHOS
O
abaixo
assignado,
na
impossibilida
de
de
agradecer
pessoalmenle
a
todas
as
pessoas
que se
dignaram
cumprimenlal-a
por
occasião
do fallecimento
de
sua
pre-
sada
esposa,
assim
como
áquellas
que
a
acompanharam
á sua
ultima
morada,
o
faz
por este
meio,
testimunhando
a
todas o
seu
eterno
reconhecimento.
Braga
27
de
novembro
de
1876.
(4456)
Manuel
da Silva
Gandarella.
fílUDÔSO
a<UA
®®S
CAFBLLISTAS,
N.° i5
Grande
sortimento
de
chá hysson
su
perior
de
900,
l$100 e
!$200
rs.
(ou
459
gr.)
Sterina
com o
pezo de
459
gr.,
de
4,
5
e
6
velas por
210
reis,
e
muitos mais
artigos
que,vende
por
preços
commodos.
(ó452)
Muita
altenção
F.íepomito
de
biaeoutos de Valongo
no
estn>beieeiinwt«»
de
Cterquei-
m
da
Silva asçalves (easii re—
dond»).
LARGO
DA
LAPA
N.°
1
Preços
Biscoulo
valonguense
kilo
280
Ditos
Macarrão
280
Dito
Brazileiro
300
Dito Imperial
)>
330
Bolacha
doce
»
280
Bolachinha
d
’
araruta
340
Tosta
azeda
190
Dita
doce
(4450)
280
cê
Arrematação
de bens
Pelo
juiso
de direito
da cidade
e co
marca
de
Braga, e
cartorio
do
escrivão
Antonio
Cailos
(TAraujo
Moita,
por
for
ça
de
execução hypothecaria
em
que
foi
exequenle
o
fallecido
José Fernandes
Dias,
negociante
da
mesma
cidade,
hoje
seus
herdeiros
habilitados
I).
Maria
líita da
Silva Dias,
viuva
d
’
aquelle
fallecido, e
seus
filhos
e
genro,
todos
da
referida
cidade,
e
executados
José
Maria Themoteo,
e
mu
lher
Justina
Rosa,
e
Justina
Maria,
sol
teira,
moradores
na
freguezia (1’
Argeris,
comarca
de
Val-Passos, se
tem
de
arre
matar
e
entregar a
quem por
elles
mais
der
e
lançar
no
dia
10 do
proximo
mez
de
dezembro,
pelas
10
horas
da
manhã
á
porta
do
tribunal
judicial
da
dita
cidade
e
comarca
de
Braga,
o
qual
é
silo
no
largo
de
Santo
Agostinho
da
mesma
cida
de.
todos
os
bens
de
raiz
de
que
se
com
põe
a
casa
e
casal
dos
referidos
executa
dos
e
que eram pertencentes
a
seus
falle-
cidos
paes
e
sogros Themoteo José
e
mu
lher,
cujos
bens
são
situados
na
dita
fre-
gue/ii
de Argeris, e
da
de S.
Thiago
do
mesmo
concelho de
Val-Passos,
e
da
so
bredita
execução constam,
assim
como
dos
respectivo»
edilaes
qne
se
acham
allixados
na
porta
do
dito
tribunal
e
na
casa
dos
executados,
seus
nomes,
confrontações e
valores.
1'orisso
quem
os
pertender
póde
comparecer no
indicado
dia,
hm
a
e
local
que
seião
entregues
a
quem
p«r
elles
mais
der
e
lançar.
Braga 24
de novembro de
1876.
(443
1)
Maria
Rita
da
Silva
Dias.
FLUIDE
IATIF
de
JOMES
Por
suas
propriedades benéficas, goza este pro-
ducto de alta
e merecida reputação. Suaviza e ama
cia
a pelle,
allivia as irritações causadas pelas
mu
danças
de clima, pelos
banhos do mar, impressões
desagradaveis
do
vento ou do calor, etc,
etc. I
Uma
simples applieação
faz desapparecer as ra
chaduras das mãos e dos beiços. Preço
630 reis.
PARA
OS
CUIDADOS
DO TOUCADOR
É
muito digno de ser recommandado 6
Sabão
latif,
que
possue todas
as
propriedades suavizan-
tes doFluide, e
um
aroma delicadissimo.PreçoõOOr’.
23, Boulevart
des Capucines, Paris,
j
De
Fronte
da
entrada
do
Grand-llotel.
Fabricante
de Escovas Inglesas Perjumeria,
Loja
de
papel, Objetos de
Fantasia, Estojos diversos,
Cutelaria,
Artigos
de
Luxo, Luvas, etc.
Deposito eni Lisboa, sur. Barreto, Lorêto
n.°
28
—30
(26
*)
TTeixrirsa
e
MeHjjsaàin.',
levam ao co
nhecimento
do
publico
que
a
carreira
es
tabelecida entre
Braga
e
Povoa
de La-
nhoso
que
até
aqui
partia
(Testa
cidade
ás
6
horas
da
manhã,
do
dia
23 em
«liante
íica
partindo
ás
6
e
meia.
Os
car
ros
que
diariamente
parlem
para
a
Povoa
de
Lanhoso
de
manhã
e
de tarde
vão
em
direitura
a
Simões. Os bilhetes
vendem-se
no escriptorio do
Ribeiro
Braga.
(4437)
v
?w«3ni
MSGOI.A AMERICANA
Consullorio
a toda
a
hora,
tanto de
dia
como
de
noite
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(4332)
OGG,
Pharmaceutico, 2, rua de Castiglione, Pariz, unico preparador.
a
O
DE
i
Debaixo
desta forma especial a pepsina he posta inteiramente ao abrigo do contacto do
ar;
desta maneira este precioso medicamento nem se altera nem perde as suas proprie
dades,
e a
sua efficacia
lie então certa.
As
Pilulas de Iloog são de trez preparações differentes :
1«
PILULAS DE HOGG com
pepsina pura, contra as máes digestões, as azias,
os
vomitos e outras
aflecções especiaes do estomago.
2°
PILULAS
DE HOGG- com pepsina unida ao ferro reduzido
pelo hydrogenio,
para as affecções
do estomago complicadas de fraqueza geral, pobreza de sangue, etc., etc.:
são
egualmente muito
fortificantes.
3»
PILULAS DE HOGG com pepsina unida ao iodureto de ferro inalterável,
para
as doenças escrofulosas, lymphaticas e syphiliticas, na phthisica, etc.
A
Pepsina
pela sua
união ao ferro e ao iodureto de ferro modifica o que estes dois
agemes preciosos
tinham
de muito excitante sobre o estomago das pessoas nervosas ov
irritáveis.
. .
As
Pilulas
de
Hogg vendem-se somente,em frascos triangulares, nas prmcipaes pharmacias.
Deposito
em
Lisboa, o snr. C. G. Barreto — n ° 28 e 30 — Loteio.
(34
•'
TABACARIA PORTUENSE
sjMtsa
27
e
27
A,
Rua
do
Carvalhal,
Esquina
do
Carmo,
2
e
2
A.
Grismte SJepoHito il? Tabneos <las
Fabricas
j^acêoasaes,
taes
como
Por
tuense,
Santa
Apolonia
Utilidade
e
Liber
dade,
etc.
Descontos
sem competidor
Bilhetes
e
cautelas
de todos
os
preços
da
Loteria.
Satisfaz qualquer
pedido
dos
generos
d
’esle
annuncio
com a maior promptidão.
O
gerente,
Antonio
Martins
da
Silva
Mattos.
(4447)
,
Arrematação
No
dia
3
de
dezembro
proximo,
pelas
10 horas
da
manhã,
no tribunal
judicial
d
’
esta
cidade, se
tem
de
proceder
á
ar
rematação
d
’uma
morada
de
casas,
com
seu quintal
e
poço, situada
na rua
de
S.
Victor,
d’
esta
mesma
cidade,
com o n.°
57,
foreira á
Mitra
da
Sé,
Primaz,
avaliada,
livre
dé
fôro
e
laudemio
na
quantia
de reis
1:941^420;
isto
por
deliberação
do
con
selho
de
famdia,
no
inventario
de
meno
res
a
que
se
anda
procedendo
por
falle-
cirnenlo
de
Theresa
Maria
de
Jesus,
pelo
cartorio
do escrivão
Freitas.
(4446)
A
1$000
rs.
a
colleção
de
89
nume
ros,
ou a
50
rs. cada uma
corda,
protn-
ptas
com
papelão;
vende
se
na Tabacaria
Nacional,
Campo
de SanfAnna
n.°
67, (la
do de
baixo)
em
Braga.
(4448)
HOHAKI0
João
Baptista
Fernandes,
da
Portella
do
Vade,
leva ao
conhecimento
do
pu
blico
que
o
carro
que d’
esta
cidade
sae
para
a
Portella
ás 3
horas
da
tarde,
e
da
Portella
para
Braga
ás
5
da
manhã,
prin
cipia
a
sahir
no
dia
24
do
corrente
de
Braga
ás
2
horas
da
tarde,
chega
á
Por
tella
ás 5,
sae
da
Portella
para
Braga
ás
6
horas da
manhã
chega
a
Braga ás 9,
e
o
carro
que
ás terças-feiras
saía
ás
2
horas
da tarde
íica
suspenso
até
novo
an-
n
inicio.
Braga
22
de
novembro
de 1876.
(4439)
João
Baptista
Fernandes.
Vende-se
um
sofá,
12
cadeiras,
2
di
tas
de
braços
e
1
meza
de
sala, 1
lavató
rio,
1
cama
franceza
e cclxões. 1
dita
amarquezada,
mezas
brancas,
cadeiras,
1
commoda
e
mais
objeclos
tudo
novo,
com
prado
á
pouco;
quem
quizer
comprar
di-
nja-se
á
rua
de
S.
Vicente,
n.°
128.
(4436)
Substitutos militares
Braga.
Rua
do
Campo
n.°
15.
Ha
sempre
homens
promptos
para
sen
tar
praça.
Preços
commodos.
(4440)
Vende-se
uma victoria
ingleza
quasi
nova,
dous
garranos
muito
lindos
com
ar
reios
novos;
quem pertender
dirija-se
a
Bernardo
José
Vieira
(Franqueira)
que
dirá
seu preço.
(4434)
Para
os
engenheiros,
pharmaceulicos,
médicos,
dentistas,
professores
e outras
pessoas qoe
desejarem
obter
o
diploma
de
doutor
ou de
bacharel
de
uma
universida
de
estrangeira.
Dirigir
carta
registada
a
Medicus,
13,
praça
do
Rei,
Jersey.
(In
glaterra.)
(31
—
)
I
jhòuba
I
s
—
4
|
r
UA
m-:s.MARCOS.
’
N.ã
.1
vende
papeis
pinta-
dos
para
guarnecer
sallas,
lindíssimos
gostos, a
prin-
H
cipiar
em
80
reis
a
peça,
g
1
HLIÃL
DA
CAIXA
E
C » X <» SI IC
A
P ESHOtt I ST A
Sociedade anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capitai
................
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela
rua
do
Campo)
BRAGA.
Empresta dinheiro
sobre
curo,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobre
todo
e
qual
quer
objecto
do valor
não
inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á ordem
abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está
aberta
todos
os
dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás 7 da
noite,
e
nos dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
O
gerente
—
A.
G.
Ferreirinha.
ITíJSCÇÃÕ
HYGIESICA
E A
ES A MICO PK
® PH IT A
T
IC
£)
Esta
injecção
é
a
unica
e
eflicaz
qne
cura
em
seis
ou
oito
dias toda
a qualida
de de purgações
tanto
antigas como mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em Braga
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz,
rua
de
S.
Barlholomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na
phar
macia
Madureira,
rua
do
Triunfo
n
0
142„
proximo
ao
Palacio
de
Cryslal.
Preço
de
cada
Irasco
—
400
rs.
(4449)
A6UA8
AECAESSfW-eAS®2I.%8
DAS
PEDRAS
SALGADAS
Premiadas
na
Exposição
de
Vicnna
em
'
d873.
Estas
aguas
que
a
analyse
e
experiím-
cia
tem
mostrado
serem das
primeiras
da
Europa,
aplicam-se
com
vantagem
em
mui
tas
moléstias,
mas
os
seus
efleitos
mais
notáveis
são:
nas
moléstias
de
estomago,
bexiga,
ulceras
chronicas
'e
moléstias
de
pelle.
A
Companhia
só
garante
a
pureza
das
aguas
vendidas
nos seus
depositos,
ou
nos
estabelecimentos
que
se
sortirem
dos
mesmos.
Deposito
principal
no
Porto
—
B.
T.
de
Mesquita
Montenegro.
R.
de
D.
Maria
2?
n.°
30.
Braga —
Antonio
Alexandre
Pereira Maya.
R.
dos Chãos.
(4105)
Vende
olio, tintas
e
vernizes
para pinturas
<ie
casas,
tudo
de
boa qu.di-
dáde.e
preços
muito
resu
midos.
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas,
ges
so
para
estuques de
ca
sas,
tudo
de
primeira
qua
lidade.
(Z
*
)
ATTEEÇÂO
Trocam-se
por
Promissórias
do
Banco
do Minho ou
Commercial
duas
moradas
de
Casas
n
’esta
cidade.
íio
escriptorio da
administração
d
’
este
jornal
se
diz
quem.
(4445)
JOSE’ DA SILVA FENDAO
Ca:>i
loja «Se fnto feilo
68,
Campo
de
SanCAnna
(lado
de baixoJ,
68
Participa
aos seus
amigos
e
fre-
itçÃVl
gfeies,
tanto
d’esta
cidade
como
Wdas
províncias que
tem
um
bonito
líí
Í
e
variado
sortimento
de
fato
fei-
to, casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes
de
calça a
1$500.
2$000
e
2$500
reis;
tudo fazendas
modernas.
Guarda
pós de
casimira
e
de
glpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panco
familiar,
e
meoles,
bonels
de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de
todas
as
qualidades,
de
500
rs.
até
809
;
manias
de
seda
de
lo
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
eucommendada,
e prompti-
íica-se
a
íicar
com
ella
quaudo
não
fique
á
vontade do
freguez.
(1
*
)
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—-1876.
