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Parte de N.º 573 de 28/11/1876

conteúdo
4.°

ANNO

1876
FOLHA COMERCIAL RELIGIOSA
E HOTICIOSA
NUMERO
573
Àsrigna-see

vende-se
no

escriptorio do

editor

e

proprietário

Joti

Mário.

Dias
da

Costa,
rua
Nova

n."
3

E,
para
onde

deve

dirigida
toda a

correspondência

franca
de
porte.

=

A.s

assi-

gsatem
são

pagas

adiantadas;
assim

coroo

as
correspondên
­
cias

de

Interesse

particular.
Folha

avulso
10

rs.
ÁS

TERÇAS,

QUINTAS

E

SABBADOS.
P
reços
:

Braga,

anno
l$600
rs.=Semestre 850
rs.^Pronm-

cias,

anno

2^000

rs

e

sendo

duas
3$600
rs.

Semestre

1S050

rs.=Braztl,

anno 3&600 rs.—
Semestre 1^900 rs. moeda

forte,

ou

8Ô000

reis
e

4^500
reis
moeda
fraca.—Ánnuncios
por
linha
20
rs.,
repetição

10

rs. Pará

os

assignantes

20 */
9
d

abátimenlo.
Hontem,

27,
ás
tres
horas

da

tarde
começaram

as
torres da

e

Paço
a

dar
as

badaladas
fúnebres do
estilo,

annnn-
ciando

aos
bracarenses

que
o ex.
1110 e

revd.
11(0
snr>

0.
José

Joaquim
d

Azevedo

e
Moura,

Arcebispo

Metropoliia,

Senhor

de
Braga,

Primaz

das

Hespanhas,

tinha
fallecido
na

cidade
d

Evora.
O

finado Prelado
nasceu a
16
de ou
­
tubro

de 1794,
na
freguezia
de

S.

Pedro
Apostolo

da

vida

d

Alfandega da Fé.

d

este
arcebispado.
Era

filho

de
José

d

Azeve<lo
e

Moura

e

D.

Thereza
do
Carmo

Almeida,

tomou

em
Braga

as

primeiras

ordens

de

subdiacono

em

13
de

setembro

de

1818,

conferidas

pelo
snr,
D.
fr.
Miguel

da

Ma­
dre
de Deus,
e
de
diácono,

em

10 de

setembro
de

1819,
por

o snr.

D.

Anto
­
nio
José
d’
Oliveira,

bispo

de

Eucarpe.
Fez

a

sua
entrada solemne

no
dia

18

de novembro
de

1856.
lendo

chegado
a
esta cidade

no
dia
7,

vindo da
cidade de
Vizeu,

d

onde
era

bispo

desde
1847.
Na

capella

do

Paço
Episcopal
de
Fon-

tello

tinha

recebido
no

dia

2

o
Pallio,
que

lhe

foi

lançado

pelo

ex.
1,10

snr.

bispo

I). José

Manoel

de

Lemos.
S.
ex.
a

retirou-se
em

15
de
junho

de

1875
para

a
sua casa
d

Evora,

onde
se
finou

hontem,

pelas
5

horas

da

manhã,
tendo
recebido
os
Sacramentos

da

Eucha-

rislia

e
Extrema-Uncção.
Quando
s.

ex.
a
revd.
ma

o

snr,

arce
­
bispo
de

Braga,
D.

João

Chrisostomo,

re
­
cebeu o
telegramma

em

que
se

lhe

com-
municava

que
o ex.
m0

e

revd

''
l0 snr.
D.

José

se achava

gravemente

doente,
orde
­
nou que
se

fizessem

preces

publicas

na

fórma
do

estilo—
In

quacumque tribululio-
ne,
por

3
dias
successivos
na

Sé,

capella
do Paço,

Misericórdia,
mosteiros
e
conven­
tos
das

religiosas,

no

sanctuario
do Bom
Jesus

do Monte,
e

em
todas as

egrejas
onde
se

conserva o
Santíssimo
Sacramen
­
to;

afim

de

rogar
ao Altíssimo
pela
saude

e

conservação

do
illustre
prelado
enfermo,
as
quaes
começaram

no
dia

25.
O

ex.


e
revd.


snr.

Arcebispo

D.

João,

mandou

publicar
o

seguinte:
Tendo

sido
Deus

servido

chamar

á

Sua
presença
o
exm.°

e
revm.0

snr.
D.
José
Joaquim d

Azevedo

e
Moura,

Arcebispo

Metropolitano

e
senhor de
Braga,
Primaz

das

Hispanhas,

boje pelas
5
horas

da

ma
­
nhã,

segundo
a

participação

olíicial
que
acabamos

de

receber
;

e

querendo
dar
á

memória
de tão illustre
Prelado
todas

as

demonstrações

que
lhe são

devidas;
Havemos por

bem
Ordenar

o

seguinte:
1.
°—
Que
nas

torres

da



Cathedral

e

de

todas
as

egrejas,

mosteiros, sanctua-
rios

e

capellas
d
’este arcebispado
se dè
em
tres

dias

successivos
os

signaes
do
esty-

lo

pela

manhã, ao

meio

dia
e ao

cerrar
da

noite;
2.

°
—Que

na



Cathedral

nos

tres
dias,

em
que
se

fizerem

os
signaes

nas
torres,
sejam

ditas
por
alma
do
exm.°

finado
Mis-
sas
de
requiem,
se

o

rito
o

permittir,

por

todos
os

sacerdotes

que
por
sua

devoção
quizerem

celebrar, ou receber
por

cada

uma

que celebrarem

na

Cathedral

a

es­
mola

de
300

reis
;
3.

°

Que
se façam

exeqnias

na mesma

Cathedral
por
alma do exra
0

finado,

e

que
os
muito

revd.
os

Vigário
Geraes

e

Arciprestes

promovam

para

que

ellas
se
façam

em
todas

as

egrejas

d
’esle

ar­
cebispado,

que

for possível

fazerem-se com

a
necessária

solemnidade
;
4.

°

Que
nos

dias
28,
29
e 30
do

cor­
rente mez
de

novembro

estejam

fechados
todos

os
tribunaes
e
repartições

ecclesias-
licas d

esta
côrte

Bracarense
;
5.

°

Que

no

Seminário

Conciliar
de S.
Pedro

haja
feriados

nos
mesmos

dias

28,
29
e
30.
Paço
Archiepiscopal

de

Braga,

27

de

novembro de

1876.
Joâo,

Arcebispo

de Braga.
O
Secretario
do

mesmo
senhor, o
dou
­
tor

Egydio
Pereira de

Oliveira

e

Azevedo,

publicou

o

seguinte
:
Em consequência do fallecimento

de

sua
exc.
a

revm.
a
o

snr.

D.

José

Joaquim

d

Az.evedo

e

Moura,
o
exm.°

e

revm.0

snr.
Arcebispo de
Braga,
D.

João
Chrysostomo
de
Amorim

Pessoa,'

seu
Successor,

tem

determinado encerrar-se
por
espaço
de
tres
dias. O
que
se
faz
publico
por ordem

do

mesmo

exm.°
e
revm.0

snr.
Paço
Archiepiscopal

de
Braga,

27 de
novembro

de
1876.
Egydio
Pereira

d'Oliveira
e
Azevedo.
Secretario
Particular
de s.
ex.
a

revm.
a
D. JOÃO

CHHYSOSTOMO

DE
AMORIM
Pessoa,
por
mercê

de Deus,

etc.
Tendo

Nós
deliberado
fazer

a distri
­
buição

dos

prémios
aos

alumnos
do
Se­
minário
Conciliar

de

S.

Pedro,
n

esta

Ar-

chidiocese

dc

Braga, Primaz das

Hespa­
nhas,

no

dia

em
que

a
Egreja
Cathoiica
celebra

a
festividade

da

Immaculada Con­
ceição
de

Maria

Sanctissima,

Mãe
de
Deus,

Padroeira

d

este
reino
fidelíssimo

de Por
­
tugal
;
Havemos

por

bem
approvar

o
program-
ma, que
baixa com

esta

Nossa

Portaria,
e

que
deve

regular

aquelle
acto,

ao

qual
desejamos

dar

toda
a
solemnidade
possí­
vel.
No

dia

8

de
Dezembro

do

presente
anno

de

1876,

acabada
a
missa
solemne

que
o il!."

°
e

rev.
!U0 cabido
está

na
pos­
se
de
cantar

na
capella
d

este
Paço

Ar­
chiepiscopal,

e

depois

de

encerrado

o

S''.
Sacramento

com
as
ceremonias

do

rito

ro
­
mano,

descerá

o
Prelado

á

mesma
capella,

para

se
eucorporar e presidir
o

préstito,

que

será composto

do

corpo
dos
profes­
sores

do

Seminário

e

seus

empregados
superiores, dos
premiados

e
alumnos
inter­
nos
do mesmo

Seminário,
e
seguirá

acom­
panhado
por

uma
banda

de

musica

mar
­
cial
para
a

sala

chamada de

Beiação.
Será
previamente
convidado

o
ill.mo

e

rev.
u

°
cabido

para
assistir

e
honrar
com

a sua presença,
esta solemnidade
lilte-

raria,

assim como

os

muito rev.
os

desem
­
bargadores
da Delação

Ecclesiastica,
e
revd.'
s
parochos
de
Braga,

os

quaes

se
­
gundo
sua
dignidade

e

cathegoria

eccle-
siaslica,
terão
logar
dentro

da

teia

e

á

direita

<io Prelado.
O
muito
revd.
0
vice-reitor
do
Seminá
­
rio,
professores

e
alumnos

premiados,

terão
também

logar

dentro da teia,

á

esquerda

do
Prelado.

Os

alumnos internos
do
Semi­
nário
e
seus
preleitos,

tomarão
o
logar

do

costume.
Tomados

que sejam os

assentos,
far-
se-ha

um

discurso,

que

seja

proprio

da

solemnidade

d’
este

acto,
e
no
fim
d
’elle,

tocando

a

musica,

serão

distribuídos

pelo

Prelado

os
diplomas a

cada
Um

dos

pre­
miados,

começando
a

distribuição

pelos

alumnos

do terceiro
anno,

e

acabando
pe
­
los

do
primeiro.
Os

alumnos
premiados

receberão

indivi­
dualmente

o
diploma das mãos

do
Prelado,
estando
de

joelhos

junto
d
’elie,
e
beijan
­
do-lhe

o

anuel

depois de
o

lerem
rece­
bido,
voltarão

para

os

seus

logares.
Logo
que esteja
acabada

a distribuição,

e
achando-se

todos

em pé,
os
alumnos pela
mesma
ordem

por

que receberam os pré­
mios,
irão
receber

um

abraço

do
Prelado,
do

muito

revd.
0

reitor e
vice-reitor
e

dos
professores

do

Seminário.
Acabado
este

acto,

se

algum

dos
pro
­
fessores
ou
outra

pessoa, que

antes

tenha
alcançado
licença

do

Prelado,

quizer
reci
­
tar

algum
breve
discurso

ou

poesia,

po­
derá

então
fazel-o,

tomando
cada
um

{dos
assistentes

os

seus
respectivos
assentos.
O

préstito,

pelo

caminho mais
curto,

acompanhará
o

Prelado

aos

seus

aposen­
tos,

ua fórma

do

costume
Tendo
a commissão

central
do
f.°

de

Dezembro

renovado
em
seu

oflicio

de

18

do corrente
mez

de

Novembro

o

pedido
ROMANCE BRAZ1LEIRO
VOLUME
1
Historia

do

botão

de
rosa.
[Continuação]
Sonhei.
Eu
estava

em
um
valle

coberto

de

verde

gramma;

defronte
de

mim erguiam-

se
dois
montes

altos,
e

povoados
de lin­
das
palmeiras
;
por

entre
elles

prolongava-
se

um

lago

profundo,

mas
de
aguas

tão

límpidas,
que

se
lhe

via

perfeilamente
o

leito

de
areias de

ouro.
O

lago,

que continuava
por entre os

montes

"vinha
lermmar-se
no
valle, e
a
poucas

braças

de um

outeirinho,

onde
eu
estava
sentada
debaixo
de

um

caramanchão

natural.
Não

era
dia nem
noute
;

era
a
horas
do
crepúsculo.
De repente

soou

uma
musica

doce

e

maviosa,

como

eu

nunca

tinha

ouvido;
e

uma

multidão
de meninos similbantes,
aos
que

eu

imaginára
accordada,

todos
elles

lindíssimos,
loiros,

muito claros 6

rosa­
dos,

vieram

com

ceslinhas
de
dôres

nos

braços

dansar
ao

redor
de mira.
A
musica
soava

sempre...

sempre...

e

parecia

que
vinha
do
ceo.
No
fervor

de suã

dansa
começaram

os

meninos

a
lançar

ílôres
sobre
mim
;
der­
ramou-se

na
atmosfera

um
imraenso
per­
fume...

deleitoso...
embriagador...
e a

mu­
sica

soava

sempre
tão

doce...

tão
bella,

que

eu

me
senti
adormecer
eutre
perfu­
mes
e

harmonias...
Mas
era
um somno

de encanto,
no
qual

eu

via

tudo

quanto

se

passava

no

valle..
Então

o

mais

formoso
d

aquelles
me
­
ninos
tirou

d

enlre

os cabellos,

que
eram

fios
de oiro,

uma

seita

pequenina, porém
muito aguda,
chegou-se

a

mim,

e
rasgan­
do-me

o peito,

arrancou-me
o

coração.
Eu
não

senti
dôr,

nem

correu

san­
gue;
e

a ferida
de meu peito

fechou-se

de

repente

a
um
beijo,

que
n
’elia

deu

o

menino
;

e

não
ficou
cicatriz.
A

musica

cessou
immedialamente,

es
­
vaeceram-se
de súbito os

perfumes
;
os

meninos

baleiam

palmas,

e soltaram gran
­
des risadas, e

eu
despertando

ao ruído

d
’el-

las,

comecei
a
chorar

muito

por
vèr

o
cruel

roubador

levar

o

meu

coração;
A poucos passos

de

mjfli

o
menino
cavou

a

terra

cora

a

setla,'lançou

na co
­
va que

fez,
o

meu

coração,

e
cobriu-o

com a mesma

terra

que

havia

tirado.
E

os outros

que
me

viam
chorar

mui­
to,

vieram
coin
as

mãosinhas
aparar

minhas
lagrimas,

e

foram

com

ellas
regar

o

meu

coração,

que

estava
plantado.
Chorei

ainda,

e

emquanto
chorei,
elles

regaram

a

terra;

e

quando o
meu

pran
­
to
cessou,

vi
ir
nascendo

um

arbustinho
no logar

onde

o

meu

coração
fôra plan
­
tado.
Os

meninos

mal

perceberam que
o ar-

buslinho
vinha

brotando,

correram

para os

monies batendo
palmas
e
rindo-se

muito.
Desceu
então

do ceo
um

bello
anjo,

que

veio

voar
á roda

de
mim,
e
depois

pousou

entre
ílôres
sobre
o
caramanchão:
esse

anjo

tinha
o

rosto

de

minha

mãe,

e

olhava

para

mim
tão

piedoso!...
E
o
arbustinho

foi

crescendo...

foi

cres­
cendo...
era

uma roseira: começou
a
flo
­
rescer,

e

bolou

tres
botões:

um do lado

esquerdo,

outro

da

parte
direita,
e
o ter
­
ceiro
em
cima.
Quando
os
botões
estavam

completa
­
mente

desenvolvidos,
eu
vi um
ba.el
que
vinha
sahindo
d

entre
os
dois
montes,

e

navegando

pelo
lago.
O

batel
era

lindíssimo,

as
cortinas

eram

de

franjas
de
ouro,
as
velas

de

seda,
os
marinheiros

tinham
cintas
marchetadas
de

esmeraldas
e

diamantes; e

o
dono
do
ba­
tel

veslia-se

com

riqueza
tal, que

se


em

sonhos,

e que
não

se
póde

explicar

em
desperto.
O
dono
do
batel
saltou no

prado, e
apesar

de sua

magnificência,

eu

tive
me
­
do

de
seu
olhar
que

era
feroz,
de

seu
sorrir
que

era
medonho,

de
suas mãos
que
eram
de
desmesurada grandeza.
E
elle

veio

vindo...

veio

vindo...

até

que

parou
defronte da

roseira...
Eu
levantei
a cabeça,

olhei

para

o

meu

anjo,
e
vi-o

tremendo

de

susto

e
olhando-
me

com

expressão

de
dôr tão profunda,

que

desatei
a
chorar
desolada.
O

dono

do

batel não
quiz

vêr

as

mi­
nhas

lagrimas...
Com
ar

prelencioso,
com

passo firme
aproximou-se da
roseira,

e

colheu

o

pri
­
meiro

botão...

era

o

do

lado
esquerdo.
Mas
quando

o
quiz
levar

aos

lábios pa
­
ra

beijal-o...

o
botão se

foi

mirrando
..
mir
­
rando...

mirrrando... até

que
sumiu-se
de

todo,
e
se
esvaiu

em

um
sopro,

que
si
­
mulou
um

suspiro.
O

meu anjo so
lou

um
grito

de prazer,

e

o

batel

e seu dono
de
*
appareceram

ino­
pinada...
inexplicavelmente.
Tudo

mais
ficou

como
estiva

;
e

a

ro­
seira

com
os
dois

botões,

que

lhe

resta
­
vam.
E

logo
depois

eu

vi

não um

batel,

mas

um

carro
que
vinha

sahindo
d'entre
os
montes,

e
navegando

pelo

lago.
O

carro
era

lodo

de prata,

e
puchado
por grandes

cavallos

negros

riquissima-
mente

ajaezados,

que
bufando,

nadavam
co­
mo
se

fossem
peixes: os
creados

venciam
em
magnificência
e

luxo

aos marinheiros
do

batel

:
outra

vez riqueza

e

brilhantis
­
mo
;

mais

riqueza ainda

do

que
ha
pouco.
E

saltou

no
prado
o
dono

do

carro

de

prata;

vinha

coberto
de vestes

muito
ri
­
cas

e

muito

lindas,
e

tinha

o

peito

cheio
de
brilhantes medalhas;

mas
apczar
d

is-

so

eu

vi,

que seu
olhar

eslava
amorteci-
bli.
íi.

iíij iwALEUb'*










para
que,

onde

fosse

possível, se celebras­
se

o faustíssimo

anniversario

da

indepen­
dência
da

nossa

patria,
e

desejando

Nós
concorrer,

do

modo

que
Nosé

possível,

pa
­
ra

que

este

anniversario
seja celebrado

corn

toda

a

solemnidade;
Havemos

por

bem
renovar

o

que se
acha disposto
a

tal

respeito
em

a
Nossa
Portaria

de

23
de

Novembro

do
proximo

passado
anno

de
1873.
Paço
Archiepiscopal

de

Braga,

23
de

Novembro
de

1876.
J.

Arcebispo
de

Braga.
kJUA-UA

— TEâtÇ VFEIK 1 «»
A
41318338 49
Sfioatilrea,
18 de Bfwvembro,
1818.
(A'

redacção
do

«
Commercio

do

Minho»)
Eis

ahi

a
minha ultima carta ao
Apos­
tolo,

que

não
deixa

de

conter

interesse
para

nós,

especialmente

pela

justiça

que

faz

á

Imperatriz
e
Rainha,
tão

calumniada

pela Maçonaria.
A.
R. SARAIVA.
Londm,

8 eSe líovembro, 3
81®.
/A’

redacção

do
«
Apostolou
.

)
I.
—Ao

abrir
o

Times

de
ante-hontem,
a
primeira
epigraphe que
me

chamou

a

at-

tençào foi
a

seguinte:

«
O
Imperador do
Brazil
em

Troya.»

E

como
eu
tenho

mui­
ta

estimação

por
Sua

Magestade Imperial,

não
obstante

minha aversão
a seu
Pai

pe
­
los
males

incalculáveis
que
causou

á
Na­
ção

Portugueza,

induzido

pela
peste

ma
­
çónica,

que
se

deixou

fazer
instrumento,
para
ruina

do

magnifico
Império
de
Portu­
gal,
Brazil

e

Algarves;
excitou-me

logo
in­
tensa

curiosidade
a

dita
epigraphe.
Antes,
porem,
de
passar
avante,

e
para
que

me

não accusem
de uma
aversão
caprichosa
pelo

Successor

que

(sem

a
sua

loucura)

devia
ser

do

mais
formoso

Império

que

a
natureza
creou,

permitta-se-me

notar,

que
a
minha

aversão
não

é

a

de
um
pagão

ou

a

de

um
maçon;
é

sim a
de um

Chris-
tão,

que deplora

do

fundo
do

coração

uma

tal

ruina
moral,
e

que,

ao
mesmo
tempo

que

stigmatiza
a
conducta,

tão

louca

quan
to

culpável, do
indivíduo,
implora

para
a
sua
alma, tão

mal guiada,

tão

mal
educa­
da,

a
clemencia

da
Misericórdia

Divina —

que,

com

razão
imputará,

tahrnz,

ao
des­
cuido

de

El-Rei

D.

João

VI,
na

educação

de

seus Filhos, as desgraças que
os Es
­
tados

Lusitanos

viérain

a

soffrer
por
essa

infeliz
causa

(delirant

Beges,
plecluntur

Achivi).
.0
Senhor

D.
Miguel

(que,
a pesar

de

tudo,
tinha

sempre
um affecto
verdadeira­
mente

fraternal
por

seu
Irmão,
que tanto
mal

lhe

fez),
reconhecia

frequenlemente,
com

profundo sentimento,

em
Si

mesmo,
essa
imperdoável negligencia

de
El-Rei D.
João

VI,

seu

Pai. Quem
isto

escreve

que
scienler
nunca

mentiu,
e

que

viveu annos

com

o
mesmo
Senhor
D. Miguel (quando

Elle, de
ordinário,

estava
sentado neste
mesmíssimo

logar
desta
sala
onde

o

Cor
­
respondente
do

Apostolo

está
escrevendo),
lhe

ouviu

mais

de uma

vez

essa

lamenta
­
ção Porem, se

alguém

ousasse
duvidar

da verdade

desta

minha
asserção,
posso

dar-lhe

uma

testemunha
insuspeita,
a
de
um

mui
respeitável
e

respeitado Cavalhei­
ro

Inglez, perfeitamente
independente,
que
muitas

vezes

passou

temporadas
na

maior
intimidade

com
El-Rei,
e que
habita
a
menos
de

dois

minutos

de
distancia

desta
casa;
o

qual
confirmaria
plena

mente

cada

palavra,
cada syllaba,
do

que
eu

acabo de
anunciar.
E

advirta-se
mais,

que,

salvo

essa

confiança

com

que
por

algum

tempo
me

tratou,
por

seu

interesse

mesmo,
não

devo
a

Elle
Senhor
D.
Miguel
favor

al­
gum;
e

antes

posso

alíegar,

e
provar,

con­
sideráveis e

numerosas

injustiças

que
me

fez,
sem
razão
—antes

pelo
contrario:

mas

as

quaes

eu

attribuo,
não

a

vicio
de

co
­
ração,

pois
nenhum
jámais
conheci

mais

nobre

e
justo,

quando
se

guiava

por

suas
inclinações

e
impulsos.
Altribui,

e

attribuo,
esses
defeitos
á
sua

verdadeira
causa,

á

educação summamente
negligente
e de
­
feituosa.
que El-Rei

D João
VI,

deu
a
seus

Filhos
(ou
antes

á

que lhes

deixou

de

dar).

D
’ahi viéram

os

males

pernicio­
sos que

perdéram
o
immenso

e

riquíssimo
Império
Lusitano;

e

que

muito receio ve­
nham

perder
as
metades
em que elle

to
­
lamente
(ou

antes pérfidamente;
foi

parti­
do

pela
maçonaria.
Antes
de
passar
avante, permitta-se-me

fazer

ainda
uma

justiça,

ou

reserva,

que

deixei indicada:

quando

faliei
da

mui

defeituosa
—ou
quasi
nenhuma

-educação
que

El-Rei

D.

João
VI
deu

a
seus

Filhos,

sublinhei,

como

agora,
a
palavra

filhos,

que

mais

ordinariamente
se
toma
pelo
con-
juncto

de
fUhos

e

filhas',
no
caso
de
que
estou

tratando não
é
assim—pelo menos

em

relação

ás

tres

Filhas

mais

velhas

d

EI-

Rei I).

João

VI.

quero
dizer,

da

Prin­
ceza

da

Beira,
D.
Maria
Thereza;

da
Rai
nha

que

foi

de Hispanha,
D.

Mana

Isa­
bel,

mulher
de
Fernando

VII;

de
D. Ma­
ria Francisca,

mulher

de
D.

Carlos

V.
Das outras tres Filhas dEI-Rei
D.
João VI,

as
Infantas

D.

Isabel
Maria,

D.
Maria

d
’Assumpcçào,

e
D.
Anna, que
foi
Marqueza de
Loulé,
tive

menos

conheci­
mento,

ou

nenhum;

e

p

>r
isso

posso
dei-

las
falar menos

competentemente:

da
In-
fanta

D.
Isabel
Maria

vi,
todavia,

cartas

de

seu
punho,

que
davam

mui

fraca

idéia

de sua
educação

literaria.
Quanto ás

tres

Princezas que

a

Hispa­
nha

nos

levou

(uma
das
quaes,

talvez
a

melhor

em

algum
sentido,
não

me

lem­
bra

que

periodico

Portuguez
em

Londres,

nesse

tempo, dizia
fôra

levada

«ao

Mino-

lauro da

Hispanha»],
posso
delias

falar

com

bastante
conhecimento

de
cousas,

e

afiirmar,

que
haviam

tido
educação
esme-
mane:

ztrr^isnrriKrw>»"»snB»a»Xi.T?.vi:.v™.
rada,

e
própria

de

Senhoras
e

de
Prin­
cezas.
Da
que

foi

primeiro
Rainha de

Hispa
­
nha

de
facto e de

direito
(que

de

direito

as
duas
outras

também

o

fôrara),

de

D.

Maria
Isabel,

posto

que

a
não

conheci,
posso
dar
testemunho

que
vale

mais
que
o

meu.
Os
elogios
que

ouvi
fazer
dessa

Senhora,

por
toda

a
gente

em

Hispanha,

alta

e

baixa,

mas principalment

pelo
povo
commum

em
Madrid,

quando

ali

fui

pe
­
las
primeiras vezes,

no anno de

1827; a
saudade

e

affecto

que
manifestavam;

os
ex­
emplos

de

benevolencia, da
caridade,

de

interesse

pelos
pobres,
pela

infancia
des
­
valida,

que
a
gente

me
recitava

isto de­
pois

do

tallecimenlo
da

Rainha

poucos
annos antes,
eram

argumentos

que

não

permittiam
duvidar

dos

altos

merecimen
­
tos e

virtudes

daquella

Senhora;

que Deos
levou

para

castigar

a Hispanha:
pois,
se
Ella
tivesse continuado

a

viver,

não

se
houveram

dado
os
males
terríveis

que têm
fustigado

e

fustigam
aquella
nação.
Quanto
ás
duas
outras
princezas,

aqui

nesta

mesma
sala
tenho
numerosos

docu­
mentos
(mais

de

cem)
e

correspondências

de

seu
punho,
não


em

bonita

e ele
­
gante

letra,
mas,

em seu

dizer,
estilo,
e
matéria,
manifestando
indubitavelmente

educação

qual

competia
a

Personagens
da
sua jerarquia

e

o
que mais

é,

nobreza
e
elevação
de
sentimentos

inteiramente de
accordo

com
a

posição

em que
a

Provi­
dencia as

fez nascer e as

collocou.
iQual

seria,

poderiam

perguntar-me,
a
razão

da

differença,

entre
a

educação
dos

dois
Príncipes,
e
das tres

Princezas?

Essa

razão
posso

positivamenle

dal-a:


Foi porque

essas
tres
primeiras

Princezas

foram

educadas

ainda
debaixo

da

vista,

ins-

pecção, e

direcção
de

sua
Mãi,

a
Impera
­
triz

e
Rainha,
D.

Carlota

Joaquina,
que
tinha

Ella

mesma
sido
educada

e

instruí­
da

pelo

muito
sábio, erudito e

dislincto
Bispo
de
Segovia,
Henrique
Seio,
o

gran

de

Traductor

da

Biblia

em

Hispanhol;

e

que
até

acompanhou
a
Princeza

a

Portu
­
gal,
e

ahi
residiu
algum

tempo

continuan­
do
instruindo-a,
quando

Ella

veio,
muito

menina

ainda,

casar

com o

Principe

D.
João

que foi
D.
João VI,
depois.
(Continúa)
A.
R. SARAIVA.
... ..

----
A
gusrovíiçúo dt»
SSiaturia Eeeíesâras-
tiea.
Entre

os

muitos
livros, que moderna­
mente se

tem publicado,

e
estão
publican
­
do

de sã doutrina
e
reconhecida
utilida
­
de
para
prover

a

instrucção
do

clero

e

dos

fieis, e para
corroborar

a


e reba­
ter

a impiedade,

tem logar
muito
dislincto
o

Tratado

de

Historia

Ecclesiaslica
do Pa­
dre

Rivaux, segundo

o
juízo

formado
pela

leitura
dos

primeiros

íasciculos,
traduzidos

pelo

erudito,
zeloso

e

infaligavel

parocho
de

Cacia,
Francisco Luiz de

Seabra.

Os

factos

são
expostos

com
muita
ordem
e
I
clareza,

as
fontes

d

onde

são

tiradas
as

provas

em
que se
baseiam,
insuspeitas

e
orthodoxas,
e o

critério

com que
são
apreciados e

julgados,
muito

discreto

e se
­
guro.
Pelo
que
deferimos

de boa mente

o

re­
querimento
que
nos
foi

feito,

para
appro-

var,

como
approv^mos,
o
sobredito

Tratado

de
Historia
Ecclesiaslica,
e muito
recorn-
mendamos

a
sua
leitura no nosso

bispado
pelos

bons
fructos

que

ha
de

produzir
para

o
bem

da
religião

e

da

Egreja.
Paço
episcopal
de

Coimbra,

16

de
no­
vembro

de

1883.
Manuel,
Bispo
Conde.
CAZBTIlBi
Partida. —
No

comboio

da

tarde
d

honlem

partiram
para

Evora
os

snrs.
conegos

Figueiredo
e

Vieira
de



que
alli

vão,
commissionados
pelo cabido, assistir

ás

exequias
do

finado
arcebispo

D.
José.
fotsíioreío.—
Hontem

pelas

3

horas
da

tarde
realisou-se

o

casamento

da
snr.
*

condessa
d

Oeiras, D.
Francisca Emilia
Pereira

da

Silva
de
Sousa

de Menezes,

filha dos

snrs.
condes

de
Bertiandos, com
o

snr.
D.
Pedro

de

Lancastre,
filho

d?s

snrs.
condes das Alcaçovas.
A

ceremonia
realisou-se
no oratorio
do
palacio
dos Biscainhos,

assistindo

ape­
nas
os
parentes

mais

proximos

dos
nu
­
bentes.
Foram
madrinhas

a

snr.
a

condessa

de

Bertiandos,

D.
Anna,
cunhada

da

noiva,

e

a
snr.a
marqueza

de

M onfalim

e

de

Terena, sua
prima

coirmã.
Foram
padrinhos

o

snr.

D.

Caetano
de

Lancastre,

irmão
do

noivo
e

o

snr.

conde

de
Bertiandos
p
>r

procuração

do

snr.

duque

de Palmella,

primo
coirmão

do
noivo.
Alem

das

pessoas
da
casa dos
Biscai­
nhos

assistiram
o
snr.
conde

das

Alcaço­
vas

e
suas

filhas e
filho,
a snr.a
D. Ma­
ria

e
D.

Eugenia

e
D.

Caetano

de Lan
­
castre,

o
snr. D.

Pedro

de
Portugal,
os

snrs.

marquezes

de

Monfalim e
de Tere
­
na,
o

snr.

Antonio
Pereira
da Silva

e
o

snr.

Damião
Pereira

da

Silva.
0
casamento foi
abençoado
pelo

snr.
abbade

da


Depois
da

ceremonia

serviu-se
um
lunch,

e

os noivos

partiram

para
Bertian­
dos.
CoESegs®

do
*

OrfAos.

No

coucur-

so

aberto
em

1873
para

o

projecto

d

nm
novo

edifício para o collegio dos

Órfãos

de

S.

Caetano,
ao

qual
foi

unico

concor­
rente
o snr.

Cruz,

desta cidade,

obteve
este
snr.
o prémio de

400$()00

reis.
Associação

€ta48«oEic«.

Sob
pro­
posta

do

director
espiritual
d

esta
Associa­
ção,

o

snr.

padre
João

Velloso,

vae

a

Associação

mandar dizer
uma

missa

pelo

eterno

descanço

do

fallecido

cardeal

An-

tonelli,
á

qual

assistirão

os

associados.
do,
seu rosto
pallido
e
rugoso,
e
suas
mãos



trémulas

:

era um
velho.
E

elle

veio

vindo
..

veio

vindo...

até

que

parou

defronte

da
roseira.
Eu
levantei

a

cabeça,

olhei

para

o meu

anjo

e
vi-o

tremendo
de

susto,

e

olhan­
do-me

com

expressão

de

dòr
tão

profun
­
da,

que

desatei
a chorar
desolada.
0

dono do

carro
de
prata
não
quiz

ouvir
as
minhas

lagrimas...
Com

ar
também

pretencioso,

mas

com

passos mal seguros,

aproximou-se
da
ro
­
seira,
e colheu

o

segundo botão...

era

o

do
lado

direito.
Mas

quando
o

quiz

levar

aos

lábios pa
­
ra

beijal-o...

o
botão
se

foi
abrindo...

abrin­
do...

abrindo...
as
pétalas
de
rosa

se
fo­
ram
um

a

um transformando

todos
em

pennas
de
mil
côres,
até
que

todo
o bo
­
tão
se

metamorfoseou

em

passarinho,

que
se
escapou
das
mãos
trémulas

do velho, e

voou

dtreito

para

o
ceo.
0

meu anjo
soltou
um

grito

de pra
­
zer,
e
o
carro

e
o
velho
desappareceram

como o

bate! e

seu
dono.
Tudo
mais
ficou
como

estava:
sómen­
te

a roseira

é que tinha

dois
botões

de

menos.


restava

o

terceiro

botão.
Veio

vindo
emfim

por

entre
os

dois

montes,

e

navegando
pelo lago,
não um

batel
nem

um carro

de

prata
puchado
por

cavallos
negros;
mas uma

grande
cesta
formada

por

um

bello
tecido

de
flôres,
e

conduzida
por

formosas
garças

que

tra
­
ziam

suas

azas
brancas

fóra
d
’agua.
Soou
de

novo

a

musica

maviosa

e
do­
ce,

e

as
garças

exhalaram
por

seus
bicos

aromas

deleitosos...

mas

d
’essa

vez
eu

não

adormeci

entre os

perfumes, e
as

harmo
­
nias.
E

saltou
no

prado

um

mancebo

tão

bonito...
tão

bonito...

com
seus
cabellos

negros

e
ondeados,

e

um

sorrir

que
era
todo

meiguice
e

ternura

I...

não

havia

nem

riqueza
nem magnificência;
havia
graça
e belleza.
E
elle
veio

vindo...
veio

vindo...

até

que

parou
defronte

da
roseira.
Eu

levantei a cabeça, olhei para o
meu

anjo,
e

o

vi como
nadando
entre
a
duvi­
da

e
a

esperança,

e olhando,

ora

para

mim

ora
para
o
mancebo,

com

tanta

ternura,

que
eu

fiquei

lambem anciosa
e

anhelan-

te
olhando

ora
para
o

meu

anjo ora
pa
­
ra

o
bello
mancebo
que
eu



temia
vêr
passar sem

colher
o
botão
de rosa,
que
unico

restava.
0
moço

da

cesta
de

flôres

pareceu
adi
­
vinhar minha
esperança,

e
sorriu-se

com

um
sorrir
tão

meigo

I...
Com

ar
gracioso,
e

leves

passos

apro-
ximon-se

da

roseira,
e
colheu
o
terceiro
botão...
Mas

quando

o

quiz

levar

aos

lábios

para

beijal-o,

o

botão

se

foi abrindo...

abrin
­
do...

abrindo

até
deixar

patente

todo

seu
seio...
não

haviam pétalas

de
rosa...



es
­
tava

o

meu

coração...
0

anjo
que

tinha
o
rosto

de
minha
mãe,

bateu
as

azas,

e

baixando
o
vôo
veio

beijar-me

nos

lábios...
e

voou
depois
pa
­
ra

o

ceo.
E

o
mancebo

correu
a

mim

para

bei
­
jar-me lambem;
porém
eu tive

medo,

mui
­
to
medo

d

esse

beijo,
e
soltando

um

gri
­
to...

despertei.
Era

dia
Fiquei
ainda

uma

longa

hora
na ca
­
ma,
pensando
no

meu

sonho...
E

desde

então

eu

amo
os botões dé

rosa

sobre

todas
as
flores
;
não
quero
ne­
nhuma

outra

llôr
no meu cabello : tenho

por

elles
uma

especie

de

culto.
Porque

sempre

me

parece
estar

ven
­
do

o meu

coração

encerrado

em
um

bo­
tão

de
rosa.
XI
Velando
e sonhando.
Ao
bafejo

dos

zéfiros,

e

ao clarão
do

luar,

uma

joven

e

um
mancebo
velavam á
mesma

hora.
Essa
hora era

socegada,
muda,

mis
­
teriosa
e

bella :

era

além

de
meia

noite.
Depois de muito

tempo,

depois

de

tan
­
to

tempo,

que

a

velha
Irias

se
não
lembrava

do

dia

em

que

pela

ultima

vez

fechára
as
j mellas

do

sotão do
Purgatorio-

trigueiro,
abria-se

emfim
aquella

d

essas
janellas,

que
deitava

para

o

fundo,

e jun
­
to
d
’ella
sentára-se
um
mancebo.
No
Cèp-côr-de-rosa

duas

mãosinhas
bran
­
cas

e delicadas,

tinham

levantado
uma
vi
­
draça

;

e

uma
jnven

encantadora
se re-

costára

a

eçssa

janeila,
que
era

a
de
seu
quarto,

e
que
se

abria
para

o
jardim.
Esses
dóis
mancebos

que não podiam
vêr-se,

ficaram
ahi
silenciosos...

meditando.
Respiravam
ambos
uma

atmosfera

per­
fumada pelas

exhalações
das
flôres

do jar
­
dim

do

Ceo-côr-de-rosa.
E

os

pensamentos
que

deixavam

es
­
capar

essas

duas
almas

virgens,

subiam
talvez ao
ceo

nas
azas
de

faceiras auras

embalsamadas

de

aromas.
0
mancebo

que
alli

estava

meditando,
tinha
apenas
vinte
annos,
e

a moça

con
­
tava

sómente dezeseis.
Em

que

pensavam
elles?...
Tão

moços,
tão

novos,,
com
a ligeire­
za da
adolescência,
com

o

frescor

e do­
çura
da

primavera da

vida,

porque
estão,
e
como pódem elles
dois

estar

prezos

a

uma



ideia,
pensativos

e
melancólicos?...
A
meditação

pertence

á velhice

;
e
to­
davia
aquelles

dois

mancebos

com

os olhos

no

ceo,
e
o
coração

na

terra,
meditavam
também...
Celina

e

Cândido
começavam a pagar

um tributo
sagrado
que
á
natureza

se

de
­
ve...

sem

querer...

sem

pensar

em
tal,
elles

deviam

prender-se
pelos

pensamentos

primeiro,

e finalmente

pelo

coração...
Tinham-se

retirado
as

visitas,

os
ami­
gos

que haviam
formado

o
ultimo
serão

do

Ceo-côr-de-rosa;
a
Bella

Orfã
achava-

se
emfim a
sós

no

seu
quarto,
onde

duas
horas

antes

contára

a

suas
amigas

o
sonho
do
botão

de rosa...
(Continúa)














Mg^JF^.g
JOÍ^ggTigCr.K
<5

governo franeez e
«s enter­
ros

«eJvês».

0

«Centro

telegráfico

hes-
panhol»

diz de

Paris

para

as
folhas
do
paiz
visinho que,
em

conselho
de
minis­
tros,

foi

resolvido

que,

ao

contrario do
qne

desejavam

os

radicaes,
não sejam

prestadas
honras militares

a
quem
fôr

en
­
terrado
civilmente.
Novena da Immaenlnda.—
A

ma-

nhã,

por 3 e
meia
horas
da
tarde,
começa

no

templo
do
Carmo

a
novena

da

Imma-
culada

Conceição,
mandada

fazer
pela
As
­
sociação Calholica
de

que

é

Padroeira.
Haverá

praticas

nos

dias
l.°,

7.°,

8."
e
9.°
«endemia.

No

dia

10

de

dezembro
haverá

na

Associação

Catholica
uma
so-
lemne

academia
em

honra

e

louvor

da

Virgem
Immaculada.
Aeção meritória.—
N’
um

dos dias

mais
chuvosos
que

ultimamente
estiveram,

abateu

grande
extensão

do leito da
rua
dos

Pellames,

defronte
do

formoso
prédio

do ex.m)

snr.
Antonio

José

Pereira

de
Magalhães.
Tendo-se

por
este
motivo tornado diffi-
cilimo,
e

extremamente

perigoso

o
tran­
sito

ifaquelle
ponto,
especialmente

de
noite,
aquelle cavalheiro
mandou,

durante
tres
noites,

collocar
grande
numero de

luzes nas janellas e
sacadas

da

sua

casa,
para
assim

evitar

quaesquer
desastres,

que
cerlamenle

se
teriam

dado

sem

aqueila

óptima
medida,

porque
a

extensa

rua
dos

Pellames
é

illuminada
por

um
unico

lam-
peão
!
Em
nome

dos
moradores
d

aquella

rua

tributamos
aqui
ao

snr.

Pereira
de

Ma­
galhães

os

devidos

louvores.
Novo
temporal —
S^osítes abati­
das.—
Na

noite
de
sexta para
sabbado

desenvolveu-se
sobre

o
Porto
um
fortíssi
­
mo

vento
leste,

que
foi
seguido de
co
­
piosa

chuva,
que
se
conservou
até ás 7
horas

da

noite

de

hontem,
causando gran
­
de

numero
de

inundações.

De Caminha

diz
o
correspondente

do


P.

de
Janeiro»,
que
em consequência da

cheia
caiu

parte

da

ponte

sobre

o

rio
Cou-
ra,
e

que

o

aqueducto
de

Molêdo,

na es
­
trada

de

Vianna
para

Caminha,

esiá

aber­
to,

nào
lendo

por

isso
seguido

para

Vian
­
na o

correio

do

Alto

Minho,
por eslar

interrompido
o Iransito
em

ambos

os

pon­
tos.
Consta
lambem

que
abateu

a
ponte

so
­
bre

o

Rio

Ancora.


Em

um
aterro

que ha
proximo

a
Sosão,

entre

as

estações
do

caminho de
ferro
do

Douro,

Ermezmde
e
Valongo,
foi
arrastada

pelas chuvas
grande
quantidade

de

terra,

sendo

preciso

fazer transbordo

dos

passageiros
do
comboyo
da
tarde

para
um
comboyo

que
d’
esla

cidade
partiu

pa­
ra

o

local.
Não
houve a lamentar

mais

que
a
demora.
Mias» de requeiro

Celebrou-se
hontem

no
Populo

uma missa
de

requiem
para

sufragar

a

alma

do
finado

duque

de

Saldanha,
a
acto
que
assistiu
todo

o

regimen­
to

e
auctoridades.
Negocios
eceBesjssstãcras.—O
«Dia-

rio
do
Governo»,

n.°

267,

de
25
do
cor­
rente

publica
o
seguinte.
Portarias
mandando
abrir concurso
por

provas
publicas
para

o provimento
das

egre
­
jas
parochiaes
de

Santa Anta
de

Villarinho

Aguchão,

diocese

de Bragança

do conce
­
lho
de
Macedo

de

Cavalleiros,
e
de

N.

S.

da

Assumpção

de
Fonte

Arcada,
do

con­
celho

de

Sernacelhe, diocese

de

Lamego
Despachos
apresentando

os
presbyte

ros:
Anlonio

Paes
de
Figueiredo
e

Campos,

na egreja
parochial

de
S.
João Baptista

de

Alcochele,
diocese

de Lisboa.
Antonio

Augusto

Pinheiro,

apresenta
­
do,

precedendo

concurso
por

provas

pu
­
blicas,
na egreja
parochial

de

S.

Paio
de
Anciães,

diocese

de

Braga.
Anlonio

Lopes
Coelho
de

Abreu, apre­
sentado

na

egreja

de
N.

S. do
Ó de
Bar-

couço,

diocese

de

Coimbra. Francisco

Ro
­
drigues
Noiva,
apresentado
na egreja pa
­
rochial

de

S

Lourenço

de
Carnide,

da
dio­
cese
de Lisboa.
João

de
Barros,
apresentado
na

egreja

parochial

de

S.

Pedro
de

Castro

Daire,

diocese

de

Lamego.
Manuel

Frenco
Pedra,
apresentado na
egreja

parochial

de

S.

Pedro
Apostolo

de

Gondarem;
diocese de
B^aga.
João

Gomes
dos

Santos,
apresentado

na
egreja
parochial

de

Santa
Maria

de Lamas,

diocese de
Aveiro.
'TraBasferencissa e Eiwmeaçises.—
No

«Diário

do Governo», n.°

267
vem

vários
despachos
entre

os
quaes

os

se
­
guintes:
Ayres

Frederico de

Castro
Solla,
juiz
de

direito

em

Braga,

transferido
para o
Porto:
Joaquim

d

Almeida Correia

Leal, juiz
de

direito
em Barcellos,

transferido
para

Braga.
Augusto

José
Pereira
Leite,

delegado
do
procurador

regio

em

Braga,

nomeado

juiz
de

Caminha.
Antonio
Cardoso

e

Silva,
administra­
dor

do

concelho
em

Braga,

exonerado
des
­
te

cargo,

e
nomeado
delegado

do
procu
­
rador

regio
para

o

Porto.
Ca«s»»a»®8s4»
«Se 8>
AÍT
osesj
»,
d’3Ses-
panlta.—
Dizem

vários
jornaes

que

D.
Af­
fonso

vae

casar

proximamente

com a
in-
fanta

D. Maria

das
Mercês,
terceira
filha

do

duque
de

Montpensier.
Adsiiiniatrador
«io concelho


Foi
nomeado

administrador
do

concelho
de
Braga,
o

snr.
José

Joaquim d

Araujo
Correia.
Óptima
nomeação.
Probidade. —
Numa
carruagem

de
2.
a
classe

do

comboio

das
11

e meia

ho­
ras
da

manhã,
aqui
chegado no dia 25,
a

superiora

das

Irmãs

hospitaleiras

perdeu

um
porte-monnaie, no

qual

trasia
a
quan
tia de
26$0t>0

reis,

dinheiro
para

as
despez.as
de

viagem. O

porte-monnaie foi
achado
peio

capataz
Alexandre

Dias,
que
immedialamente

o

foi

entregar

ao

snr.

Alves,

chefe
da estação
d

esta

cidade,

e

este
cavalheiro

mandou
logo

restitml-o,
do

modo
mais

delicado,
áquella
senhora.
Este
testemunho

de
probidade

dado

pe­
lo

snr.

Alexandre

Dias,
não

é
o

unico

qne
abona

inconcussamente a

sua
honra­
dez;
pois
sabemos

que

este

digno

empre­
gado, lendo,

em
outra

estação,
achado

lambem

quantia
superior
a
2Ó0$000
reis,

a
fôra
logo

restituir

ao
dono.
Empregados

desta
ordem

são

dignos

de

toda

a

consideração

e
louvor.
Um

thegonra
paleographieo.__
Sabe-se

que

o
celebre

mosteiro
do
monte
Cassino,
situado

na
estrada
de Roma

a
Capua,

a
80 kilometros de

Nápoles,

exis
­
te
ainda.

Restam
alli

apenas
vinte

frades
que
dirigem

um
collegio
de quinze

novi

ços,

e

um

seminário
de

sessenta

discípu­
los.

Os

jornaes
napolitanos
informam-nos

que

estes

religiosos
começaram

a
publica
­
ção

d
’uma

olva

importante,

editada

no
convento

mesmo,
onde
possuem uma im
­
prensa

typograíica

e
chromolithogralica.
E


a
descripção
completa de lodos os
manuscriptos

encerrados

na
sua

bibliothe-

ca,
e

seus

archivos,

com

fac-similes
mui­
to bem
conservados
da Escriptura,

assim

como

miniaturas.
A

obra

é

intitulada
Bt-

bliolheca
Casinensis
e

constitue

um

ver­
dadeiro

thesouro

de

paleographia,

que

po­
de
rivalisar

com
as
mais

bellas

edições

d

este

genero
publicadas

em
França,
na

Inglaterra

e
na

Allemanha.

(«J.
M.»)
A
h

ga-sits»» de
ISalsne.—
Estas

gru­
tas

são
uma

das
curiosidades
maiores
de
França.
Não

teem
pararello

senão
com

o

famoso

Mammouth
dos

Eslados-Unidos.
A


entrada,

a
piedade

humana

collocou
um altar

á

Virgem.
Pareceria,
com effeito,
que

é

preciso
o
ces
triplex

de

que
fala

Horacio,
para
alguém
se

atrever

a

passar

debaixo
des­
tas

terríveis
abobadas.

E

uma
viagem

­
gubre.

Accendem-se
archotes
e
entra-se.

n

umã
especie

de

inferno.

Umas

vezes

ro­
chedos enormes estão
suspensos
sobre

a

nossa
cabeça

a
alturas
vertiginosas;

ou
­
tra,

o ceu raso
da
gruta

é tão

baixo
que
se

é

obrigado

a

andar
quasi

de rastos...

Por

instantes morcegos
gigantescos

pas­
sam,
roçando

a

luz
dos archotes...

Emfim

chega-se
a

um

lago
gelado.

Está

alli

um

es
­
quife.

Os

curiosos

podem
passear n’
elle.
Ftiiielinl

8 de
novembro. —
Da
correspendencia

com esta data
enviada
ao

«Commercio Portuguez»
fazemos o
seguinte
extracto:

Este
anno

que
vae

correndo
tem
sido fértil

de
acontecimentos
tristes
no
nosso porto.

São
II

os

navios
que
teem

sido
arrojados

á
nossa

praia,

por
terríveis

temporaes,
contando com

os
4 que tenho
de registar

hoje.
Felizmente


4

victimas
temos

a
lamentar

em
todos

elles.
N

uma

terra
como

esta, onde

faltam

todos

os

meios
de
soccorro
aos naufragos

e
onde


temos

a
muita
coragem,

a
mui­
ta

abnegação

e

os

verdadeiros
sentimentos

humanitários
dos

nossos

bravos

maríti­
mos,

é digno

de

notar-se

o

pegueno
nu
­
mero

de

victimas
que

succumbem
n

dslas
terríveis
conjuncturas,
o

que


se

explica

pelo

heroísmo

d’
esses
homens

que

s<n
au­
xilio
de

apparelho algum,

se

arrojam con­
tra

as

ondas

embravecidas
para
salvarem

seus

irmãos,

indo

até dentro dos proprios

navios

meio
destruídos,

arrancai-os
ás

gar­
ras

da morte.
O

povo da
Madeira

deve
ufanar-se

d’
is
­
to,
e

eu

que
me
honro

de

ser
filho

d

es-
ta

terra,

é

com
orgulho
que

»qui regis
­
to
estes

factos,
e

presto

o devido
tributo
de

admiração

e
respeito

a

essa

heroica

coragem

e sublime

abnegação.
Foi

nos

dias

11

e

12

do

corrente
que
se
deram
os

4

naufrágios

de que
fallo.

N

estes

dias
foi
violentíssima

a tempes
­
tade
que

pairou

sobre
esta

cidade
e
ha
muito
que não
se vê mar de vaga

tão
gros
­
sa

do

quadrante

sul.
Pelas
4

horas
da

tarde

do
dia
11,
veio

á

praia
a barca
allemã

«Fear-Not»,
que

ficou

logo despedaçada,

podendo

sal
­
var-se

com
muito

custo
a
tripulação,

á
excepção
de
um
marinheiro,

que

na

oc
­
casião
em que

se

atirava
á

praia,

foi

ar­
rastado

por
uma

onda
e

desappareceii.
A

s
5
horas d’
esse
mesmo
dia,
nau
­
fragou

o

baile
«Fontes
Pereira de

Mello»,

e
pouco depois

a

escuna

ingleza «Theo-

dosia»

salvando-se

todos

os

tripulantes.
No

porto ficaram
ainda

fundeados

e

em
péssimas

condições

mais 8

navios,
e

a

noite

de
11

para
12

foi

de
extrema
an-

ciedade
para
esta

população

que

a

cada

momento

esperávamos
ver

algum
de

elles

ser

arrojado
contra
a

praia,
e
na

escuri­
dão

da

noite

mais
diíiicilmenie

soccorri-
do.
Felizmente
nada
d

isto
acconteceu,
e

na
manhã

do

dia
12
o

tempo
abonançou
um

pouco mais,

por algumas horas;

A
barca

allemã
«Leopold»,

que
durante

a

noite
tinha

picado

os

mastros

para
poder

resistir

ao
temporal,

pediu
soccorro

e
com

graves

perigos

e
a

muito
custo
poderam

ir

a

bordo

dois
barcos,

trazendo

a

tripu­
lação

que

a

abandonou
Na

tarde

d
’este
dia

veio

esta

barca

a
terra,

desfazeudo-se
Içgo.
Quatro

dos

navios

que
estavam fundea
­
dos

conseguiram

levantar

se

n

esta

manhã,
e
no
dia

14,

tres
dos

que
ficaram

de
­
pois

de
outra noite
horrível—
achavam-se

em
péssimas
condições: uma
barca
allemã

com

agua
aberta, um
brigue
inglez

com

o

apparelho

meio cortado, e

mn
patacho
da

mesma

nacionalidade,

todos
pedindo

soccorro,

por
não
poderem

resistir
ás

on
­
das,

que

continuavam

grossas
e

embrave
­
cidas.
O

tempo,
porém,
começou

a

abonan

çar

a
pouco

e

pouco

e
não
tivemos

de
presencear

novas

desgraçadas,

talvez

mais

funestas

pelo

estado

em
que estes

navios


se

achavam.
E’

digna de
louvor,
como
acima
disse,

a

maneira
por

que se

comportaram

em

tão

terríveis

conjuncturas os
mais

bravos

marítimos.
Entre

outros,

devo

lembrar

João

de

Souza,

o

«patacho»,
que
fez

prodígios
de

coragem

por occasião do sinistro
da
barca
allemã
«Fear-Nól»,
e

Augusto
Ma
­
ria
de Gouveia,

que,

com
mais
9
valen
­
tes

companheiros,

fóram
com

uma

ded-i

cação

inexcedivel

e

arrostando

com

os

maiores

perigos,

buscar

a

bordo

da

barca
allemã
«Leopol»
a

tripulação

que

pedia

soccorro.
O
Governador

civil
foi

visto

no

meio

dos
mais
corajosos

a
animar

e

a

dirigir
o
humanitário
serviço,
que

todos se
em
­
penhavam

em
prestar

aos

naufragos,

e to
­
das

as

outras
auctoridades,
empregados

da

alfandega

e

muitos

cavalheiros
nacionaes

e

estrangeiros
auxiliaram

e

estrangeiros
auxiliaram
o
eílicazmente
em

tão

difiiceis

e

temerosos

lances.
sssçÃo soaausicoss
Snr.

redactor.


Sendo

os

homens
naturalmente

propen­
sos

a

emitar, dependendo não

raras

vezés

as
suas
boas
ou

más
acções

do
bom

ou

mau

exemplo

que

lhes
é

dado,

justo

me

parece

que,

em
vez
de se

lhes

fazer

co­
nhecer

os defeitos
e
vicios
dos
outros,
co­
mo

de ordinário

succede,

ao
contrario

se

lhes

apresentem

as

virtudes

e
boas

ac
­
ções

de

que
temos noticia,

aíim
de
que,
d

este
modo,

se
estimulem

a
pratical-as.
E

isto

o

que

intento nas seguintes

li­
nhas,
que

muito
desejaria
tivessem cabi
­
mento

n’
um

pequeno

espaço

do

seu

jor
­
nal.
No

dia de

hoje achando-me

na
egre­
ja de

Sobradello

da

Gama,
do

concelho

da Povoa

de

Lanhoso,

vi

as

pomposas
exequias
que
no anniversario

do
falleci­
mento

de
João

Gonçalves
d
’01iveira
Gui­
marães
lhe

fazia seu
filho
o

revd.0

Manuel

Gonçalves
Guimarães,
que,
supposto

au-
zente no Rio
de

Janeiro,

não

poude

es-
quecer-se

d

aquelle

a

quem
sempre,
como

bom

filho
amára
e

respeilára.
Com

eífeito
não
se
poupou

a

despesas
para levar
a
effeito
os seus piedosos
in­
tentos

de suffragar

a

alma
de

seu

presa-

do

pae.
E
assim
foi,

que
se
via
a

egre­
ja
ricamente
armada

como
nunca

em

laes
funcções
;

um

numerosíssimo
clero
a

quem
mandara
dirigir geral convite
assistindo

ao
religioso

acto;

o canto
Gregoriano

e

as

sagradas

ceremonias

exactamente

desempe­
nhadas.
Isto

na verdade
commovia
o

coração

e
fazia

confessar
que

o

stir.

Guimarães

é

um bom
filho,
que
tão

acertada
e
louva­
velmente sabe usar
da
fortuna

que
Deus

lhe

tem
posto
á
sua
disposição.

Oxalá
que
todos

os

filhos

o

emitassem
!
Caslellões
20
de
novembro
de

1876.
(4455)

*

*
-riaffijsr
KX--7 MrtiRgirarr.
âto
.-
*

iiacwyraw.,-.-.
ULTIH0S
T
EI»

EGK.

ATUÍAS

oa

AÍSESÍCIA.
HkVAS
MADRID
24
—O
«Imparcial»
diz

que

no
combate
travado

entre

Martmez
Cam
­
pos

com

os insurgenles de

Cuba
a
8
kilometros

de S.

Juan
de

Remedios,
os

iusurgentes
perderam 300
homens

entre
mortos,

feridos
e

prisioneiros, abandonan­
do
8

carretas

de
mantimentos
e
munições
;

os

restantes

fugiram.
No congresso,
respondeu

a
uma
in-

terpellação,

ácerca

de

um
antigo
perió­
dico
O

parlamento, dando
detalhes

sobre
um
pretendido
tractamento

entre
Hespanha

e

Allemanha,

o
ministro
dos

estrangeiros
declarou
que
era

inexacto.
PARIS
24,



Periódicos

da esquerda,

dizem
que
a

camara
de

deputados

está

resolvida

a nào

ceder
cousa
alguma
na

questão de honras
militares

aos
funccio-
narios

enterrados
civilmente.
A
«Liberlé»

diz

que

a

maioria

republi­
cana
é
quasi

unanimemente
hostil ao pro-
jecto.
LONDRES
24



0 «Times»
insere
una

telegramma

de Berlim, dzendo
que
Bis-

mark

assegurou

ao

marquez
Salisbury

as

intenções

paciàcas
da

Allemanha

e

que

na
caso

de
ser

inevitável
collisão

guardará
a

neutralidade
amigavel

para

com
todas
as

partes

interessadas.
Ainda

que
esperando

um
accordo,
Bismark não
encobre

que
as
circumstancias
são
ameaçadoras.
lOADECIMlHOS
O

abaixo

assignado,

na

impossibilida­
de

de

agradecer

pessoalmenle

a
todas
as
pessoas

que se
dignaram

cumprimenlal-a
por

occasião

do fallecimento

de

sua
pre-
sada
esposa,

assim

como

áquellas

que

a

acompanharam

á sua
ultima
morada,

o

faz
por este

meio,
testimunhando

a

todas o

seu
eterno

reconhecimento.
Braga

27
de

novembro
de
1876.
(4456)
Manuel

da Silva
Gandarella.
fílUDÔSO
a<UA
®®S
CAFBLLISTAS,
N.° i5
Grande
sortimento

de

chá hysson
su
­
perior

de

900,

l$100 e

!$200

rs.
(ou
459

gr.)

Sterina

com o

pezo de

459
gr.,

de

4,

5

e

6

velas por

210
reis,

e
muitos mais
artigos

que,vende

por

preços
commodos.
(ó452)
Muita
altenção
F.íepomito
de
biaeoutos de Valongo
no
estn>beieeiinwt«»
de
Cterquei-
m
da
Silva asçalves (easii re—
dond»).
LARGO

DA
LAPA
N.°
1
Preços
Biscoulo

valonguense
kilo
280
Ditos

Macarrão
280
Dito

Brazileiro
300
Dito Imperial
)>
330
Bolacha

doce
»
280
Bolachinha

d

araruta
340
Tosta
azeda
190
Dita

doce
(4450)
280




















Arrematação

de bens
Pelo

juiso
de direito

da cidade

e co
­
marca

de
Braga, e
cartorio
do

escrivão

Antonio
Cailos

(TAraujo

Moita,
por

for­
ça

de

execução hypothecaria

em

que

foi
exequenle

o

fallecido
José Fernandes
Dias,

negociante

da

mesma
cidade,

hoje
seus

herdeiros

habilitados

I).

Maria
líita da
Silva Dias,
viuva
d

aquelle
fallecido, e

seus
filhos

e

genro,

todos

da
referida

cidade,
e

executados

José

Maria Themoteo,
e
mu
­
lher

Justina

Rosa,

e
Justina
Maria,
sol­
teira,

moradores
na
freguezia (1’
Argeris,
comarca

de
Val-Passos, se
tem

de
arre­
matar
e
entregar a

quem por

elles
mais

der

e

lançar

no
dia

10 do
proximo

mez

de
dezembro,
pelas

10

horas
da
manhã
á
porta

do
tribunal

judicial

da
dita
cidade
e

comarca

de

Braga,

o

qual
é
silo
no

largo

de

Santo
Agostinho
da
mesma
cida­
de.

todos

os
bens

de

raiz
de
que

se

com
­
põe
a

casa

e
casal

dos
referidos
executa
­
dos
e

que eram pertencentes

a
seus

falle-

cidos

paes

e

sogros Themoteo José
e
mu­
lher,

cujos

bens
são
situados
na

dita
fre-

gue/ii

de Argeris, e
da

de S.

Thiago

do
mesmo

concelho de
Val-Passos,

e
da
so
­
bredita
execução constam,
assim

como

dos

respectivo»
edilaes

qne
se

acham
allixados

na
porta

do

dito

tribunal
e
na

casa

dos

executados,

seus
nomes,
confrontações e

valores.
1'orisso

quem
os
pertender

póde

comparecer no
indicado
dia,
hm

a

e
local
que

seião
entregues

a
quem
p«r

elles
mais
der
e

lançar.
Braga 24
de novembro de

1876.
(443
1)

Maria

Rita

da

Silva
Dias.
FLUIDE

IATIF

de

JOMES
Por
suas
propriedades benéficas, goza este pro-
ducto de alta
e merecida reputação. Suaviza e ama­
cia
a pelle,
allivia as irritações causadas pelas
mu­
danças
de clima, pelos
banhos do mar, impressões
desagradaveis
do
vento ou do calor, etc,
etc. I
Uma
simples applieação
faz desapparecer as ra­
chaduras das mãos e dos beiços. Preço
630 reis.
PARA

OS
CUIDADOS

DO TOUCADOR
É
muito digno de ser recommandado 6
Sabão
latif,

que

possue todas

as
propriedades suavizan-
tes doFluide, e
um
aroma delicadissimo.PreçoõOOr’.
23, Boulevart
des Capucines, Paris,
j
De

Fronte

da
entrada
do
Grand-llotel.
Fabricante
de Escovas Inglesas Perjumeria,
Loja
de
papel, Objetos de
Fantasia, Estojos diversos,
Cutelaria,
Artigos
de
Luxo, Luvas, etc.
Deposito eni Lisboa, sur. Barreto, Lorêto
n.°
28
—30
(26
*)
TTeixrirsa
e

MeHjjsaàin.',
levam ao co
­
nhecimento
do

publico

que

a

carreira
es­
tabelecida entre
Braga
e

Povoa
de La-

nhoso
que
até
aqui

partia

(Testa
cidade
ás

6

horas
da
manhã,

do

dia
23 em

«liante

íica

partindo
ás
6

e

meia.
Os

car

ros
que
diariamente

parlem

para
a

Povoa

de

Lanhoso

de

manhã

e
de tarde
vão
em
direitura
a
Simões. Os bilhetes
vendem-se

no escriptorio do

Ribeiro

Braga.
(4437)
v
?w«3ni
MSGOI.A AMERICANA
Consullorio

a toda

a

hora,

tanto de
dia
como
de

noite

Rua

do
Campo

(antiga
Porta

de

S.

Francisco)
n.°

22.
(4332)
OGG,
Pharmaceutico, 2, rua de Castiglione, Pariz, unico preparador.
a
O

DE
i
Debaixo
desta forma especial a pepsina he posta inteiramente ao abrigo do contacto do
ar;
desta maneira este precioso medicamento nem se altera nem perde as suas proprie­
dades,
e a
sua efficacia
lie então certa.
As
Pilulas de Iloog são de trez preparações differentes :

PILULAS DE HOGG com
pepsina pura, contra as máes digestões, as azias,
os
vomitos e outras
aflecções especiaes do estomago.

PILULAS
DE HOGG- com pepsina unida ao ferro reduzido
pelo hydrogenio,
para as affecções
do estomago complicadas de fraqueza geral, pobreza de sangue, etc., etc.:
são
egualmente muito
fortificantes.

PILULAS DE HOGG com pepsina unida ao iodureto de ferro inalterável,
para
as doenças escrofulosas, lymphaticas e syphiliticas, na phthisica, etc.
A
Pepsina
pela sua
união ao ferro e ao iodureto de ferro modifica o que estes dois
agemes preciosos
tinham
de muito excitante sobre o estomago das pessoas nervosas ov
irritáveis.
. .
As
Pilulas
de
Hogg vendem-se somente,em frascos triangulares, nas prmcipaes pharmacias.
Deposito
em
Lisboa, o snr. C. G. Barreto — n ° 28 e 30 — Loteio.
(34
•'
TABACARIA PORTUENSE
sjMtsa
27
e
27

A,
Rua

do
Carvalhal,
Esquina

do

Carmo,

2

e
2

A.
Grismte SJepoHito il? Tabneos <las
Fabricas
j^acêoasaes,
taes

como

Por
­
tuense,

Santa
Apolonia

Utilidade

e
Liber­
dade,

etc.
Descontos
sem competidor
Bilhetes

e

cautelas
de todos
os

preços

da
Loteria.
Satisfaz qualquer

pedido

dos

generos

d
’esle

annuncio

com a maior promptidão.
O
gerente,
Antonio

Martins
da

Silva

Mattos.
(4447)

,
Arrematação
No

dia
3

de

dezembro

proximo,
pelas
10 horas

da

manhã,

no tribunal

judicial
d

esta

cidade, se

tem
de

proceder

á

ar
­
rematação

d
’uma
morada

de

casas,

com

seu quintal

e

poço, situada
na rua
de

S.

Victor,
d’
esta

mesma
cidade,

com o n.°
57,
foreira á

Mitra

da

Sé,

Primaz,
avaliada,
livre

fôro

e

laudemio
na
quantia
de reis

1:941^420;
isto
por
deliberação

do

con
­
selho

de
famdia,

no

inventario

de

meno­
res
a

que
se
anda

procedendo
por

falle-

cirnenlo
de

Theresa

Maria

de

Jesus,

pelo

cartorio
do escrivão

Freitas.
(4446)
A

1$000
rs.

a

colleção

de
89
nume
­
ros,

ou a
50

rs. cada uma

corda,

protn-
ptas

com

papelão;

vende

se

na Tabacaria

Nacional,

Campo

de SanfAnna

n.°

67, (la­
do de
baixo)
em

Braga.

(4448)
HOHAKI0
João

Baptista

Fernandes,

da
Portella
do

Vade,
leva ao
conhecimento
do
pu­
blico
que
o
carro

que d’
esta
cidade
sae

para

a
Portella
ás 3
horas
da

tarde,

e
da
Portella
para

Braga

ás
5

da

manhã,
prin
­
cipia
a
sahir
no
dia
24

do
corrente

de

Braga
ás
2
horas

da

tarde,
chega

á
Por­
tella
ás 5,

sae

da

Portella

para

Braga
ás
6
horas da

manhã
chega
a

Braga ás 9,
e
o

carro

que

ás terças-feiras

saía
ás

2
horas

da tarde
íica
suspenso

até

novo
an-

n
inicio.
Braga
22

de

novembro

de 1876.
(4439)

João
Baptista
Fernandes.
Vende-se

um
sofá,
12

cadeiras,
2

di­
tas

de

braços
e
1

meza
de

sala, 1
lavató­
rio,

1

cama

franceza

e cclxões. 1
dita

amarquezada,

mezas

brancas,
cadeiras,
1
commoda

e
mais
objeclos

tudo
novo,
com­
prado

á
pouco;
quem

quizer
comprar

di-
nja-se

á
rua

de

S.

Vicente,
n.°

128.
(4436)
Substitutos militares
Braga.
Rua
do
Campo
n.°

15.
Ha

sempre

homens
promptos

para
sen
­
tar
praça.
Preços

commodos.

(4440)
Vende-se

uma victoria

ingleza

quasi
nova,
dous
garranos

muito

lindos

com

ar
­
reios
novos;
quem pertender
dirija-se

a
Bernardo

José

Vieira

(Franqueira)

que
dirá

seu preço.
(4434)
Para
os

engenheiros,

pharmaceulicos,
médicos,

dentistas,
professores

e outras

pessoas qoe

desejarem
obter

o

diploma
de

doutor
ou de
bacharel

de

uma
universida­
de

estrangeira.
Dirigir
carta

registada

a

Medicus,
13,

praça

do

Rei,

Jersey.

(In­
glaterra.)
(31


)
I
jhòuba
I
s


4
|
r
UA

m-:s.MARCOS.

N.ã
.1

vende

papeis
pinta-

dos

para
guarnecer
sallas,
lindíssimos
gostos, a

prin-
H
cipiar

em

80

reis

a
peça,

g
1
HLIÃL

DA

CAIXA
E

C » X <» SI IC
A
P ESHOtt I ST A
Sociedade anónima
de
responsabilidada
li
­
mitada
Capitai
................
RUA
NOVA

DE

SOUSA,

N.°
9
(Também

com

entrada

pela
rua

do

Campo)

BRAGA.
Empresta dinheiro

sobre

curo,

prata,

joias,

papeis

de

credito,

cereaes,

roupas,

moveis,

ferramentas,

e

sobre

todo

e

qual
­
quer

objecto
do valor

não
inferior

a
100

réis.
Recebe

pequenas
quantias

em

deposito
a
praso

ou
á ordem

abonando
juros

aos

depositantes.
A

caixa

está

aberta
todos
os

dias

des
­
de

as

9

hora

da
manhã

até
ás 7 da
noite,

e

nos dias
santificados
estará

aberta


até
ao

meio

dia.
O
gerente

A.

G.

Ferreirinha.
ITíJSCÇÃÕ

HYGIESICA
E A
ES A MICO PK
® PH IT A
T
IC
£)
Esta

injecção

é

a
unica

e
eflicaz

qne

cura

em
seis
ou

oito

dias toda
a qualida­
de de purgações

tanto

antigas como mo­
dernas,
ainda
as

mais
rebeldes.
Vende-se

em Braga
na
pharmacia
Alvim,

á

Porta

Nova.

Em

Coimbra,

pharmacia

Barata
Di-
niz,

rua

de

S.
Barlholomeu.
Deposito

principal
no

Porto
na

phar­
macia

Madureira,
rua

do

Triunfo

n
0
142„
proximo
ao

Palacio
de

Cryslal.
Preço

de
cada
Irasco

400
rs.
(4449)
A6UA8
AECAESSfW-eAS®2I.%8
DAS
PEDRAS
SALGADAS
Premiadas
na

Exposição
de

Vicnna

em
'
d873.
Estas

aguas

que
a
analyse

e

experiím-
cia

tem

mostrado

serem das

primeiras

da

Europa,

aplicam-se
com

vantagem

em

mui­
tas

moléstias,
mas

os
seus

efleitos

mais

notáveis

são:

nas

moléstias

de

estomago,

bexiga,

ulceras

chronicas
'e
moléstias

de

pelle.
A

Companhia



garante

a
pureza

das

aguas

vendidas

nos seus

depositos,

ou

nos
estabelecimentos
que

se

sortirem

dos

mesmos.
Deposito
principal

no

Porto

B.

T.

de

Mesquita
Montenegro.

R.

de
D.

Maria

2?
n.°
30.
Braga —
Antonio
Alexandre
Pereira Maya.
R.

dos Chãos.

(4105)
Vende
olio, tintas

e
vernizes
para pinturas
<ie

casas,

tudo
de
boa qu.di-
dáde.e

preços

muito

resu­
midos.
Vende
cimento

roma­
no
para

vedar

aguas,

ges­
so

para
estuques de
ca
­
sas,

tudo
de
primeira

qua­
lidade.

(Z
*
)
ATTEEÇÂO
Trocam-se

por
Promissórias

do
Banco
do Minho ou
Commercial

duas

moradas
de

Casas
n
’esta

cidade.
íio

escriptorio da
administração

d

este
jornal
se
diz

quem.

(4445)
JOSE’ DA SILVA FENDAO
Ca:>i

loja «Se fnto feilo
68,
Campo

de

SanCAnna
(lado

de baixoJ,
68
Participa

aos seus

amigos

e
fre-
itçÃVl

gfeies,

tanto

d’esta

cidade

como
Wdas

províncias que

tem

um
bonito

líí

Í

e
variado
sortimento
de

fato
fei-

to, casimiras
para
fato

muito

baratas,

cortes

de

calça a

1$500.

2$000

e
2$500

reis;

tudo fazendas
modernas.
Guarda
pós de

casimira

e

de
glpa-
ques

inglezes,

roupa

branca,
assim como
camisas
de

600
reis

para

cima,

ceroulas
de

400
reis

até
800,

de

panco

familiar,

e

meoles,
bonels
de
gorgurão

de
seda
e
de

casimira

de
todas
as
qualidades,

de

500
rs.
até
809
;

manias

de
seda

de

lo
­
dos

os

feitios.
Encarrega-se

de
fazer

qualquer
obra

que
lhe
seja

eucommendada,

e prompti-

íica-se

a

íicar

com
ella
quaudo
não
fique
á
vontade do
freguez.

(1
*
)
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—-1876.