comerciominho_08121877_723.xml
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Parte de N.º 723 de 08/12/1877
- conteúdo
-
BUKIuIGIOSA
E3
^«iijS^Biaj S Oí^ri.U.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA.
N.°
3 E.
PHEÇO
DA AsblUiXA 1 lin A
rrewwaow8n
ii
«i
mim
iii
wímm
«
mw
biim
i
bi
miih
iimui
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
5.° ANNO
Braga,
12
mezes
.........................
»
6
»-......
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
....................
Repetição....................................
15600
850
40
20
10
PUBLICA-SE
ÃS
TERÇÃS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
Províncias,
12
inezes.........................
25000
»
6
......
15050
»
sendo
duas
assignaturas
35600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
35600
Folha avulso
...............................
10
N.°
723
HSaAfiA
—
SABB4WO
» BE
BEXE7SBB»
ME
IWfJ
Platão,
chamado
por
antenomazia
o
di
vino,
analisando
os
delietos
contra
a
Di
vindade,
disse
no
seu
Tratado
das
Leis,
dialogo
10,
«que todo
o
homet»,
que
ne
ga
a existência
de
Deus,
é
tam
impio:
que
aquelle,
que
diz
que
ha
Deus,
mas
que
Deus
se
não
importa
com
0
que
os
ho
mens
fazem
na terra, é
outro
impio:
e
que
0
que
se
persuade
que
Deus
vende
os
seus
favores
por
offerendas,
é
mais
do
que
impio.»
Isto
disse
e
escreveu
Platão
n
’aquelle
tempo,
em que
0
Deus
dos
chrisiãos,
0
verdadeiro
Deus,
não
era
conhecido,
como
se
deixou
conhecer pela
vinda
de
seu
Fi
lho
a
resgatar
0
mundo!
Que
diremos
nós
Ir
je,
e
que
nome
daremos
áquelles, que,
cercados
por
todos os
lados
de
provas
pai
paveis,
e
palpitantes
da existência
d
’
Esse
Ser
Supremo,
infinito
em
poder,
em
scien
cia, e
ein
perfeições,
negam a
Deus,
ne
gam
as
obras
de
Deus,
e
attribuem
tudo
ao acaso?!
Que
diremos?... Réprobos,
lhes
chama a Egieja,
e
lhes
chamam
as
Escri-
piuras
e
0
Espirito
Sancto.
Que
0
sejam
para
si;
Deus
tenha
pie
dade
ci
’elles!
Que no
fundo
dos
seus
co
rações neguem
a
existência
do
Creador
Universal:
que
o
reconheçam;
e
tenham
para si
—
que se
não
intremelte
com
os
ne
gocios
do
mundo: que
sómente
0
consi
derem
como
um
Ente,
que
vende
as
suas
graças,
e a
justiça,
por
suífragios,
e
offer-
las:
que,
cegos
pelo
êrro,
evitem
com
munical-o
aos
outros;
farão
0 papel
d
’
im-
pios
como
homens:
mas
se
elles
se
apre
sentam
na
sociedade
como
apostoles da
impiedade,
n’
este caso as leis
devem pu-
nil-os,
porque no
primeiro
caso
é
des
truída
a
ideia da
existência
de
Deus; no
segundo
é
destruído 0
principio
funda
mental,
de
que
essencialmente
depende
a
crença;
e
no
terceiro
farão
do
culto
re
ligioso
um
instrumento do
crime:
os
pri
meiros injuriam
e
despresam
o
culto
pu
blico,
e
as
crenças
nacionaes;
mas
os
se
gundos
são
blasfemos:
-áquelles violam
os
deveres
religiosos:
mas
os
outros
atacam
os
religiosos, e
os
civis: está
na
Egreja
o
remedio
para
curar
uns;
e
nas
leis
da
mesma Egreja, e nas leis
civis,
0
reme
dio
para
curar
os
outros.
■
Entre
os
romanos,
e
nos dias
de
Cí
cero,
havia
leis
religiosas
sem
sancção
pe
nal,
e
havia
outras,
que fulminavam cas
tigos
contra
os
transgressores:
a
primei
ra
das
que
estabeleceram
0
culto,
deixa
va
aos
deuses
o
cuidado
de
castigar
as
transgressões
iDeorum
injurive,
Dias
cu-
roe»
.corno
diz
Tácito).
As
leis,
que
prohibiam
0
culto
par
ticular
das
novas
divindades,
que
0
povo
não
admillia.
levantar
aliares
ao vicio;
as
mulheres,
de tomar
parle
nos
sacrifícios
nocturnos,
e inicial-as
nos
magistérios;
as
leis,
que
prescreviam
entre
as
fami
lias
a
estabilidade
do culto
privado,
que
mandavam
observar
as
festas
religiosas,
e
a
maneira
de
as
fazer; todas estas
leis
ca
reciam
de
sancção
penal;
mas
0
roubo
sacrílego era punido
com
a
pena
do
par
ricídio;
o
prejurio, ou
juramento
falso,
era
punido
com
a ignominia
tprejurii
pena
divina,
exilium:
Humana,
delecus»:
0
in
cesto
sacrílego
era
punido
com
a
morte:
e 0
desprezo
para
com
as
respostas
dos
Augures
era
puni
to
com a pena
capi
tal.
Entre
nós
ha
a
lei
fundamental, que
estabelece,
e
segura
como
religião
do
Es
tado
a
Catholica Aposlolica
Romana;
e
a
lei,
ou
codigo penal,
que
a
garante,
ful
minando
penas
mais
ou
menos
graves
aos
que
a
injuriam
e
desacatam
em
publico,
por
palavras,
por
acções,
e
por
escri-
ptos,
ou
por
outra
qualquer
fôrma e ma
neira;
mas estamos
vendo
enterros
civis
de
chrisiãos, estamos
vendo
baptismos
ci
vis,
estamos
vendo
atacar,
na
imprensa,
e
em
jornaes,
em
panfletos, em
comedias
representadas
nos
theatros
públicos,
os
dogmas,
e
os
mysterios do
Ghrislianismo.
religião
do
Estado;
e
ainda
não
vimos
um
só
ministro
da
corôa,
ou
do
governo,
nem
um
só
delegado,
ou
procurador regio,
sen-
linellas
da
ordem
publica,
e
íiscaes
da
execução
das
leis,
que
a
sustentam,
fazer
instaurar
sequer
uma
policia
correccional
contra
um
d
’
esses escandalosos,
contra
um
d
’esses
preversos
atrevidos,
que
cos
pem
injurias
nas faces
do
Christo,
dos
ministros
do
Sanctuario,
e
que
em
lin
guagem
desbragada,
e
malsonanle
aos
ou
vidos
dos
filhos
da
Egreja
escarnecem
de
tudo!
De
maneira
que
a
regra
fundamental
d
’
essa
Carta
sem
fundamento,
é
0
nome
de
Giliat
escripto
pelo
dedo
de
Beniche-
te
sobre
a
côdea
de
gello,
que
0
sol des
faz;
e
as
sancções
do cod.
pen
são a
grita
dos
lapazes
para
afugentar
os
par-
daes
da
seara,
e
mais
nada!
Mas
se
um
homeio, ou uma
mulher
de
vida
escandalosa,
iôr
nomeado
pelo
que vai
de
face
a
face, ou na
ausência,
por
outro,
ou
por
outra:
se
chamarem
ladrão
a
quem
por
tal
é
conhecido; ou
ve
lhaco,
ou
mentiroso.
.
e
tal:
ahi
está
o
tribunal
de
portas
abertas,
e
francas
pa
ra
a
accusação,
e
para a sentença
con-
demnatoria!
E
se
a
injuria
é
feita
ao
ma
gistrado,
e
ao
empregado
publico,
por
se
dizer: que
é
um
déspota,
que
é
um
in
decente,
pelos
despotismos
que pratica,
e pelas
indecências,
que
commelte,
e
que
são sabidas
de
muita
gente;
ahi
accode
logo
0
magister publicus,
de
espada
em
punho
para
matar as
carriças
mal-dizen-
les,
e cortar
as
más
línguas!
E
prove-se
lá
0
que
se
provar,
porque não
se
ad-
mitte
prova*de
ser verdade
o
objecto
in
dicado,
e
envolvido
nas
expressões?!
Que
contraste!
Para
os
crimes religio
sos
da natureza
d’
aquelles,
que
offendem
simultaneamente
as
leis
civis,
os
minis
tros
da religião,
a
sociedade
christã,
os
costumes
pubiicos,
e
a
moral
publica;
que
atacam
ao
mesmo
tempo
a
Instituição
po
lítica,
a
auctoridade
alta,
e baixa,
do
Es
tado.
não
ha
justiça
publica,
nem
parti
cular;
nem
olhos,
que
vejam,
nem
ouvi
dos,
que ouçam,
nem
mãos,
que
se
es
tendam,
nem
pés,
que
se
movam
«Con-
licuere
omnes,
inlenlique
ora tenebanl!
»
mas
cá
de
portas
a
fóra,
e
de
portas
a
den
tro
0
noli
me tangere
é
a
carta
de
segu
ro,
e
de alforria,
que
sustenta
o
ladrão
industrioso
na
sua
vida
industriai;
que
sus
tenta
a
meretriz
na
honra, de meretriz;
e
que
sustenta
0
vicioso
no
seu
deus,
e
no
no
seu direito!
De
maneira,
que um
povo
de
chris
tãos
ha
de
ser
indifferente
para
com
as
injurias,
para
com
os
attentados.
para
com
os
insultos,
e
para
com
as provoca
ções
que
meia
duzia
de bonifrates,
de
igno
rantes,
e.
de
scribilarios cominettem,
e
desaforadamente
espalham
contra a dou
trina
das
crenças
publicas,
e
contra
tan
tos
milhares
de
famílias, que
as
professam
desassombradamente
porque
são
admittidas
pela
iei
das
leis
do Estado;
e
a esse po
vo
recusa-se
0
direito
de
defeza,
que
au-
clorisa
0
que
se defende
a
desarmar
o
inimigo,
a
quebrar-lhe
as
armas
na
cabe
ça,
ou
a
mandal-o
pentear
macacos
para
os sertões
africanos.
E
os
snrs.
bispos
e
p
Stores
do
reba-
nho
de
Christo
não
se unem
para
fazer
montaria
a
estes lobos
cervaes, que
lhes
vão
diminuindo
as ovelhas,
e
enchendo
os
cordeiros
de
ronha!
Teem
medo
de
que
os
crucifiquem
de
cabeça
para
baixo?!
O
tempo
dos
Neros
não
é
este;
e
se
0
fôra,
que
melhor
sorte
queriam
elles
que
a
do
primeiro
Chefe?
A
’
s armas!
Guerra
ao
inferno, e
a
seus
agentes!
guerra
sem
descanço:
e,
ou ven
cer.
ou
morrer na lucta! A corôa do
mar-
tyrio foi
a
que
coroou
na
terra
o
Rei
da
Gloria,
e
que
abriu
as
portas
d
’
ella
para
lodos
áquelles
que
a
soífierem
n
’
este
mun
do.
Nada
de
procrastinar:
deixemos
esses
cuidados,
e
linguagem
para
os
corvos;
0
FOLHETIM
a
.
di
vi
:
lay
0
CONDE
BE
TREAZEk
ROMANCE.
Versão portugueza.
AO
PEGAR DA PENSA.
Como não
póde negar-se,
que
0
ro
mance
é,
nos tempos
correntes,
um
meio
poderosíssimo
de
propaganda;
tomo
nin
guém póde
contestar
que,
pelo
assim
conhecerem,
d
’elle
se
servem
os
inimigos
da
Religião,
e
os
apologistas
das
iheorias
mais extravagantes,
e
das
mais
perniciosas;
como
temos
0
dever
impreterivel
de op-
por
livro a
livro,—
não
recusando
batalha
em
qualquer
campo
que
nol
a
oflerecem
os
nossos
adversários;
eis
porque
nos
dispozemos
a
pôr em
linguagem
0
seguinte
bellissimo
romance,
que
oílerecemos
aos
leitores
do «Commercio
do Minho».
O
Traduclor.
Similis
erit
viro
stulto,
qui
ajdifi-
cavit
domum
suum super
arenam.
—
S.
Math.
VII,
26.
AO
LEITOR.
A impulso
d
’
um
illuso sentimento de
prudência,
grande
numero
de pessoas,
aliás
religiosas,
são
levadas
a
dissimular
perante 0
mundo
as
crenças que
teem
nas maravilhas irrecusáveis
das
tradicções;
e
assim,
pouco
a
pouco,
em
virtude
do
habito
d
’esta
falsa
razoabilidade,
se
vae
atenuando
a
seus
olhos
a
importância
e
realidade
dos
factos
íundamentaes
em
que
assenta a
nossa
fé.
Eis
como um
pseudo-
racionalismo insensivelmente
se
insinúa
nos
espiiitos,
e
como,
sob pretexto
de
serem lidos
por mais
razoaveis
e
de
não
ferir
melindres,
a vida
christã é
sullocada
pelos
respeitos humanos.
De
tal
modo
estamos
persuadidos
do
perigo
que
se
espéssa
debaixo
das
boas
boas
intenções
d’
esle
senti mento
erroneo,
que
nós
quizeramos,
para
combater
tão
perigosa
timidez d’
alguns
catholicos,
po
der
bradar
a
lodos
os
ouvidos:
SÓ
O
SOBRENATURAL
É
VERDA
DEIRO
!
O
quanto
seja
pernicioso
olvidar
isto,
é 0
que
vamos
fazer compendiando pro
vas
históricas.
Todos
os
factos
em
que
nos
apoiamos
na
presente
historia são
d
’
uma
exactidão
escrupulosa,
e
assentam
em
documentos
aulhenlicos,
afora
modificações necessárias
de
adaptação,
e
exigidas
mesmo
pelo
res
peito
das pessoas
que nella
foram
ado
res.
Queira
0
leitor
acompanhar-nos
a um
dos
sumptuosos
boleis do arrabalde
Sainl-
Honoré.
Alli, n
’
um
gabinete
de
trabalho
rica
menle
mobilado,
dois
homens
nos
farão
assistir
á
conversação
que
segue;
I
A
iisubiçíío
—
Creio, snr.
conde,
ter-vos
submetido
um
magnifico
projecto.
—Sim, o
vosso
projecto
é
incontesta
velmente
grandioso;
mas
a figura-se-me
negocio
bem grave.
—
Essa
objecçào
surprehende-me
da
parle
d’
um
financeiro
da
vossa
impor
tância.
—O
que
eu
disse, snr.
Calvarez,
não
é
precisamente
uma
objecção;
mas
antes
uma
simples
reflexão
naturalíssima,
por
que
ninguém
meteria
hombros a
uma
empreza
tão
collossal.
á primeira
palavra,
e sem
pesar
bem
todas
as
consequências.
—
Não
é
a
v.
exc,
a,
snr.
conde,
que
se
deve
fazer
notar,
que
os
negocios
em
grande
escala
são
sempre
mais
seguros
do
que
as
combinações
mesquinhas,
e
que
se
removem
mais
facilmente
os milhões
do
que
os
pequenos
capitaes.
—
Isso
é, reaimcnte, d
’
uma verdade
banal,
mas
ainda
é
necessário
medir
com
cuidado
as
próprias
torças.
—Perfeitainenle.
Ora
não
seria eu
quem
viesse faltar
d
’
um
negocio
d
’
alguns
reaes
a um
personagem
do
vosso
credito
e
da
vossa
influencia.
Dae-me
que
eu
diga
sem
lisongeria.
snr. conde,
que
as
grandes
einprezas
estão
talhadas
para
v.
exc.‘
,
e
que
eu
devera naturalmente
pen
sar
em
v.
exc.
a
primeiro
que
em qual
quer
outro
para
apresentar
esta
pérola
das
ideias, que será
0
negocio
capital
da
nossa
epoca.
—
Acredilae
que
vos agradeço
prefe
rencia
tão
lisongeira,
e
não
suspeiteis
ao
menos
que
esta
minha hesitação
em
aco
lher
a
vossa
ideia
signifique uma
recusa.
—
Em
lodo
0
tempo
das
nossas
ve
lhas
relações,
que
ouso
chamar amigá
veis,
v.
exc.
a
far
me-ha
a
justiça
de con
fessar
que
nunca
lhe
propuz
especulações
mal concebidas,
nem
projectos
no
ar,
de
que
se
haja
airependido.
-Apraz-me reconhecer,
caro
snr.
Cal
varez,
a
vossa
perfeita
intelligencia
dos
negocios;
mas
devereis
concordar
que
0
projecto
que
me
apresenlaes,
e
que
me
parece
incontestavelmente
seriissimo,
exi
ge
condições
principaes
que são, quan
lo
não
insuperáveis,
ao
menos
mui
duvido
sas.
—
Não
digo
0
contrario;
mas
para
mim
está
nisso
precisainenle
0
seu
me
ilo;
porque
não
é
elle
uma
tentativa
de
pouco
mais
ou
menos,
para
a
qual
0
primeiro
chegado
se
desvaneça
de
poder
entrar
em
concorrência.
.
C.anl liia)
tempo
vôa,
e o diabo,
que
lhe
pressente
o
fim,
trabalha
com atan
para concluir
a
sua
colheita:
não
nos deixemos
colher;
trabalhemos
por
nos
livrar-nos, e
livrar
nossos
irmãos
emquanto'é
tempo.
José
de
Freitas
Amorim
Barbosa.
A
propowilo
dos
bancoa
e
eo>n-
punliina.
A
judiaria
apresentou
em
campo
um
financeiro
de
pòlpa para defender os
in
teresses
do burgo,
prognosticando horrí
veis
calaslrophes
aos
miseráveis
estabe
lecimentos
que
não
tem
razão
de
ser
na
opinião
do
sabio
professor in
absentia.
Causa
dó
quando
se vê sair a
campo
uma
auctoridade
desta
fibra,
e
quando
vemos
como
por em
encanto
a
dirigir
bancos e
companhias,
struinas
reconhe
cidos,
e
que
sem
pudor
se
apresentam
a
daí
conselhos,
quem
precisa
de
os
re
ceber.
e
a
quem
não
lhos
pede,
nem
d
’elles
precisa,
dados
por
sabio
de
tal
quilate.
Mas que,
o
homem
cheira-lhe
tudo
isto
a carne
podre
e
quer já
deital-a
ás
feras e
aves
de
rapina, e
estamos
por
um
triz
a
ver
cair
sobre as
tristes viclimas
os
lobos
e
tubarões
da
rua
dos
Capellis-
tas,
e
esvoaçar
o
açor
temivel
dos
seus
píncaros
a disputar
a
preza.
Se
o
apreciador
de
tão
momentoso
as
sumpto
fosse d
’
uma
força
d
’auctoridade
que
o caso
exige,
e
não
um
grutesco
desconchavado, nós
mandal-o-hiamos
para
i
«Actualidade»,
jornal
do
Porto,
que
tratando
da
formação
dos
últimos
bancos
e
companhias,
diz
bem alto
e claro
o
motivo
porque
elles
foram
creados
e
para
que.
No
entanto,
porque
essa leitura
deve
interessar
a
moitas
outras
pessoas
fare
mos
um
resumo
do
assumpto,
que
é
ma
téria inslructiva,
limitando-nos
por hoje
a
Lisboa
O
Banco
Luzitano
foi
creado
pelos
despeitados
com
o
Banco
de
Portugal.
E
tiveram
muitíssima
razão para
o
fazer,
e
a
seu
tempo
diremos
os
motivos.
0
Banco
Ultramarino foi
creado
para
r.egocios
muito importantes
nas
cinco
par
les
do
mu
mio
Os
despeitados
dos
tres
bancos
e
das
caixinhas
que
o
Porto
para
cá
mandou
crearam
o Banco
Commercial
de
Lisboa,
e
ainda
diremos que.
este
Banco
foi
bem
pensado,
porque
os
outros
eram
para os
poucos
indivíduos
que
traziam
o
muito
capital
que
nelles
havia.
No
entanto
alguns
que
ficaram
desapon
t.dos
por
se
verem
fóra
da
direção
do
Banco
Commercial,
foram
crear o
Banco
de
Lisboa
&
Açores,
que
desde
a
sua
creação
tem
dado
um
grande
impulso
ao
commercio
e agricultura
do
archipelago
do
que se
póde
tirar
certidão
em
fórrua
que
faça
fé.
Ainda na
creação
deste
banco,
logo
que
saíram
da
casca
os
açoresinhos,
al
guns,
dos
q«e
ajudaram a
tirar
os ovos,
e
não
tiveram
partilha
na ninhada,
pro
testaram
desforra,
e
desta
saiu
o
Banco
Nacional
Insulano,
que
lambem ainda
nin
guém
soube
se
é
de
todas as
ilhas
na
cionaes
se
de
parle
d’ellas,
no
entanto
continua
em Lisboa
disputando
a
preza
aos
Açores.
E
ainda
aqui
não
fica
a
mania
e
a
necessidade
de
arranjar
bancos.
Na
ver
dade
o
estar
muito
tempo
de
pé
faz
doer
as
canelas,
porque
as
nossas
pernas
por
mais
fortes
que
sejam
nunca
chegam
ás
d
’
um
banco,
ainda
que
seja de
pau
de
pinho.
O
Banco
de
Portugal
e
Brazil
foi
o
refugio
de
todos
os
despeitados
dos
tres
bancos
—
Commercial, Açores,
e
Insulano.
Estes
fundadores
illnstres
quizeram
fazer
uma
imitação
do
New
London & Brazi-
lian
Bank,
mas
nunca passaram
além mar
com
as
suas
operações,
como
este
que
tem
succursaes
importantes
em
todas
as
praças
do
Brazil,
emquanto
que
aquelle
nada
lá tem,
que
se saiba
e
se
veja
em
movimento
Antes
da
creação
do Banco
Commer
cial
já
se
tinha
creado
a Sociedade
Ge
ral
Agrícola
e
Financeira,
com
capitaes
francezes,
e
passava
quasi
desapercebida,
e
lambem
o Banco
do
Povo,
que
ainda
era
microscopio,
e
hoje já
se
vê,
e
conta
não
ser
engolido pelos
tubarões
e
lobos
vorazes,
ou
devorado pelas
aves
de ra
pina,
porque
tem
o
povo
soberano
para
o
defender.
Também
a
Caixa
de Credito
Industrial
e
Mmte-Pio
Geral
são
anteriores,
mas
os
figurões
dos
bancos
d
’
então
como
os
ugurões
dos
bancos
d
’
hoje,
não
lhe
tem
querido
dar
foros
de
bancos.
No
entanto
o
snr.
Manoel
Gomes
da
Silva já tirou
uma
solemoe
desforra,
pondo tudo em
alarme
com
os
tacões
(ou
com os
bicos)
das
suas
botas.
Diz
a
«Actualidade»
que
o
Banco
de
Lisboa
&
Açores
lomou
o logar
impor
tante
que
teve
o
Banco
Luzitano, o
que
por
certo
nos
é
a
melhor
recommenda-
ção
na actualidade
E
’
preciso pôr
todos
os
directores
com
commendas
e
viscon-
dados
para
a
cousa
entrar
no
caminho
direito
que
o
espera.
Os
serviços
que
este
estabelecimento
presta
ao
Estado
dão
jus
aos
seus
directores
á
grandeza,
comludo
é de
esperar que
não
encom-
modem
os
visinhos
para
alargar
a
sua
lhesouraria,
como
projeclaram
os
luzita-
nos.
Deus
nos
livre
de
máos
visinhos
de
ao
pé
da porta. A
inveja faz
andar a
acotovelarem-se
uns
aos outros, e
a
in
trigar-se,
espreitando
os
negocios e fa
zendo-lhe o
mal
possível.
Nunca
o
inve
joso
medrou
nem
quem
ao
pé
d'elle mo
rou,
e
se
bem
que
isto
não
é regra,
ha
exemplos.
Todos
nós
lemos
visto
casas
muito
fortes
hoje,
fecharem
se ámanhã, e
por
isso nada
de
cuspir
para
o
ar,
meus
commendadores
aspirantes a
viscondes
Do
grande
ao
ridículo vae
só
uni
passo.
Entre
mortos
e
feridos
hão
de esca
par
muitos,
e
o perigo
da
morte dá
força
para
segurar
a
vida.
Nós
pela
nossa par
te
não
e-perainos
morrer
como
qualquer
macaco,
que
viesse
lá
do
Brazil.
A
seriedade
dos
indivíduos não se
mede
pelo
dinheiro
com
que gira,
que
muitas
vezes
póde
não
ser
seu;
mas
sim
pelo
seu todo
de
homem
de
bem.
Querer
passar carta
de
ignorante
com
toda
a
semeeremonia
a
certas
e
deter
minadas
pessoas
que
lhe
são
desaffectas,
é
ser
ainda
mais
ignorante.
O
proprio
snr.
Manoel
Gomes da
Silva
é
homem
mais
intelligenle
do
que pensam
hoje
d
’
elle,
avaliado
pelo
seu
infortúnio.
Porque
em
Lisboa uma
caixa
póde
li
quidar, porque
nas
províncias
alguns
ban
cos e
companhias
liquidam,
não
se
segue
que
todos
hão
de entrar
nesta
ordem
para
dar
gosto
ao
illustre
financeiro
de
mau
agouro.
A
maioria
das
vezes
os
grandes
são
os
que
vão
a
terra, e
os pequenos
fi
cam.
Não
sabem
que
os
mosquito
já
dei
tou
o
leão
por
terra.
Pois
é
bom
ler
em
vista
esta
fabula,
que
é
muito
moral
A
fusão dos
bancos
e
companhias
seria
um
expediente
de
g'ande
alcance
ecouomico
commercial,
indicou
se
isso
lo
go
na
crise
de
agosto
de
1876,
não
qui-
zeram,
e
os
resultados
são
a
liquidação
mais
necessária
do
que
mesmo
forçada.
E
não
quizeram porque
os
directores
não
queriam
perder
a
sua importância.
As
dilfieuldades
progrediram
e
a
necessi
dade
de
sair
de
taes
dilliculdades
vão
dando
tristes
expedientes.
Era
melhor
voltar
á
fusão, porque
assim
ficariam
em
boas
condições
de
força,
o
que
hoje
é
tudo
anemia
e
fraqueza.
Mas os
tubarões,
os
lobos,
e
as
aves
de
rapina
nao
quererem
isto,
querem
carne
podre
para
se
cevar,
e
gordos
ar
rotaram a
viscondes,
que
não
são
dos
arroios
mais
agradaveis.
Vá
pois
tendo
a
terra
o
que não
fôr
da
maçonaria
argentaria,
venha
a
restric-
ção
na
lei
das sociedades
anonymas que
será
o
complemento
da
cruzada
infame
que
se
prepara
contra
o
commercio
e
honestidade
dos
homens
que
não
transi
gem
com os
traficantes
arvorados
em
grandes
senhores.
•
•
*
6AZITILHA
X.
Senhora da
Conceição.
—
Fes-
teja-se
hoje
a Augusta
Padroeira
rLeste rei
no,
nas
seguintes
egrejas,
n
’
esta
cidade.
Capella
do
Paço.
—
Houve
hontem
vés
peras.
e
boje
Terlia
cantada
pelo
revm.0
cabido,
exposição
do
SS.,
missa
solemne
e
sermão.
Finda
a
festividade, s.
exm.
a
revm.
a
distribuirá os
prémios
aos
estu
dantes
que
mais
se
distinguiram
nas
au
las
do
curso
triennal do
Seminário
Con
ciliar,
—
acto
feito
segundo
o
programma
dos
annos anteriores.
Terceiros.
—
Missa
cantada, exposição
do
SS.
lodo
o
dia,
sermão;
pratica
e
exer
cício
de
tarde.
E’
costume
fazer
entrega
ao
novo
Definilorio,
que
ficou
composto
dos
snrs:
Ministro
—
dr.
Jeronymo
da
Cunha
Pi-
mentel,
vice-ministro—Coinmendador
José
Falieeiinento.—
Falleceu ha
dias,
na
freguezia
de
Thaide,
a exm.a snr.a
D.
An-
lonia
Josepha
Angelina
Lopes
Athaide
e
Brito,
da
illustre
casa
de
Santo
Amaro,
e
irmã
mais velha
do
exm.
u
Desembargador
o
dr.
Florentino
Antonio
Lopes
d
’Alhaide
e Brito.
Era
a
finada,
senhora
de
alevanladas
virtudes;
e
não
obstante
a
sua
avançada
edade
governou
sempre
com
locidez
e agi
lidade
a
sua
casa
de
numerosa
familia.
A
seus
desolados
irmãos,
e
sobrinhos,
enviamos
nossos
mui
sinceros
pezames.
Pedimos
aos leitores
um
P.
N.
por
alma
da
illustre
finada.
Audiências
geraes.—
No
dia
a
do
corrente
foi
julgada Anua Maria Antunes,
da
rua da
Boa-Vista
d
’esta cidade,
accu-
sada
do
crime
de
furto. Absolvida.
Sermões.
—
Continuam
a haver
na
egreja
do
Populo
—
e
não
na
do
Collegio,
como
por
engano
dissemos
—
os
sermões
do Advento.
Prégou
no
domingo
o
snr.
padre Luiz
Gomes.
Os
tres
restantes
se
rão
prégados
pelos
rev.
Os
padres
João
Re
bello,
Albuquerque,
e
Velloso,
os
quaes
se
prestaram
gratuitamente
para
este
ser
viço do
Senhor.
Ijivraritt
do
falieeido
padre
fiar-
tinho.—
O snr.
Eugênio
Chardron,
acre
ditado
livreiro
d
’esta
cidade,
comprou a
excellente
livraria do falieeido
padre
Mar-
linho Antonio Pereira
da
Silva,
bem
como
uns
cincoenta
e
tantos
sermões
inéditos
do
mesmo.
Estes
sermões
vão
ser
dados
á
luz, revistos
e
precedidos
da
biografia
do
finado
pelo
snr.
padre
dr.
Luiz
Maria
da
Silva
Ramos,
e
acompanhados d
’
uma
boa
photograqhia
do finado,
para
os
assignan-
tes.
O Universo
lltustrado.
—
Recebe
mos
os
n.
os
37
e
38
d
’esle
bello
jornal,
que
pelo
seu
incontestável
mérito artísti
co
e
litlerario tem
conseguido
vencer as
enormes
dilliculdades,
com
que
teem
de
luclar
emprezas
d’
esta
ordem.
Oxalá que
a
sua
amavel
visita
nos
encante
por
dila
tados
annos
Vende-te peio
ineaiuo
preço.
—
Um
jornal
uew-yorkino
narra
o
seguinte
curioso
facto
transcriplo
pelo
«J.
da
Ma
nhã»:
Havia n
’uma
cidade
dos
Eslados-Uni-
dos
um
rapaz,
que
passava
por
ser
aquil-
lo
a
que
se
dá o
nome
de
hermaphrodita,
isto
é,
pertencente
aos
dois sexos.
Não
obstante,
casou
com
uma rapariga
lindís
sima
e
deram-se
sempre
muito
bem.
Um
bello
dia
Carie
Moore
iera
o
nome
do
bi-
sexual)
desappareceu
misleriosamente
dei
xando
a
juvenil
esposa,
no
seu estado
in
teressante,
e
nunca
mais
se
soube
nada
d
’
elle.
Anlonio
Rebello da
Silva
; secretario—dr.
Domingos
Moreira
Guimarães
;
vedor
da
fa
zenda
—
José
Joaquim
d’
Araujo
Corrêa
;
vi
gário
do
culto
—
P.
e
José
Luciano
Gomes da
Costa
; visilador—
João Manoel
da
Silva
Gui
marães
;
mestre
de
noviços
—
Antonio
Joa
quim
Moreira
; syndico—
Anlonio
José
Gon
çalves
Nogueira;
zelador
—
Bento
Gonçal
ves
dos
Santos
; lhesoureiro—
Domingos
Jo
sé
Gomes.
Conceição.—
Missa
cantada,
com
expo
sição,
e
sermão de
tarde
Salvador.—
Missa
cantada,
exposição,
e
sermão.
Penha.
—Costuma
haver
também
missa
cantada,
exposição,
e,sermão.
A
Immaculada
Conceição
é
festejada
também
em outros
templos,
como:
Col
legio,
Remedios,
Populo,
Hospital, etc
Aaaocíaçã»
<>»tli«»liea.—
A
festivi
dade
mandada
fazer
pela Associação
Ca
tholica
em honra
da
Padroeira
da
mesma,
a
Immaculada
Conceição,
ultima
hoje
com
a
missa
solemne
na egreja do
Hospital,
e
visita
com
indulgência
na
do
Carmo.
Ahnanhã ha
uma
solemne
academia,
que
terá
logar no
salão
da
Relação
Ec-
clesiastica,
no
largo
do
Paço,
e
que
co
meçará
por
7
horas
da
tarde.
Espera-se
que,
se
não
occorrer
incon
veniente,
s.
ex.
a
revm.
a
o
snr.
ar
cebispo
á
mesma
assistirá,
bem
como
o
exm.°
snr.
marquez
de
Vallada.
São
esperados
alguns
oradores
de fóra;
mas
não
podemos aiíirmar
que virão,
pois
que
pode
haver qualquer
impedimento
que
os
impossibilite de
comparecerem
como
acontece
com
o
snr.
abbade
Nobrega,
com
que
se
contava,
e
que
por
falta
de
saude
não
pode
vir.
Passados
cerca
de
dois
annos,
a espo
sa
abandonada,
ao
regressar
d
’
uma viagem
a
casa
d
’
uns
parentes,
pernoita n
’
um ho
tel e
julga
ouvir atravez
das
paredes
do
seu quarto
uma
voz
que
lhe
pareceu re
conhecer
Era
a
de seu
marido.
Movida
pela curiosidade,
salta
do
leito,
vae
pé
an
te
pé
até
á
porta
do
quarto
contíguo,
d
’
onde
saia aquella
voz
e
cola
o
olho
ao
buraco
da
fechadura.
Ceus!
que
horror!
Viu
distinctamente
seu
marido,
em
trajos
feminis,
deitado
no
leito
com
um
gentil
mancebo,
a
quem dava
o
nome
de
es
poso!
Não
diz
o
jornal
o
que
a
esta
scena
se
seguiu;
apenas
acrescenta
que
pende
d
’
um dos tribunaes
n
’
uma
cidade
america
na
o
processo mais
original
e
extraordi
nário
de
que ha
memória,
a
saber:
Luiz
Miller,
esposo
do
macho
femea
Carie
Moore
queixa-se
á
justiça
de que
Cezarina
Steltin
(a
verdadeira esposa
de
Carle-Moore)
é
tola,
pois
diz
que
era
ca
sada
com aquelle,
quando
esle
é
mulher
e
casada
recentemente
com
elle
Luiz
Mil
ler
n’
uma
egreja
da
Philadelphia.
Do
seu
lado Cezarina
Stetlin
sustenta
os
seus
direitos
mostrando
os
documentos
que
compiovam o seu
casamento,
com
o
mancebo
Carie
Moore!
E
que
volta!
A
ser
verdade,
como
ha
de desenre
dar-se
esta
meada?
Giierrn
d<»
Orieiraíe.
—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Belgrado
4.
—
O
príncipe
Milano
pro
nunciou
domingo
em
Belgrado
um
discur
so,
ao
passar
revista ás
milícias.
Accen-
tuou
especialmente
a
allirmação
de
que
se
a
Servia
volta
á campanha
é
porque
tem
alliados
poderosos.
A
Inglaterra
enviou
uma
nota
particular
á
Servia,
para
a
dis
suadir
da
guerra.
Athenas
4.
—
Estão
reunidos
na
pro
víncia de
Apocorona
(ilha
de
Creta),
3
000
cretenses
armados. Apesar
dos
conselhos
da
Grécia,
as
hostilidades
estão
imminen-
tes.
Consorcio.
—
Hontem
por
ti
horas
da manhã
ligaram-se
pelos
sagrados
laços
matrimoniaes,
a
ex.
,n
‘
snr.
a
D.
Maria
Mathilde
d’
01iveira
Braga,
joven
e
inte
ressante
filha
do
ex.
tn
°
snr.
Joã»
Antonio
d’Oliveira
Braga,
com o ex.™
0
snr.
José
Mauiicio
Rebello
Valente,
da
cidade do
Porto.
A
ceremonia
teve
logar
no
oralorío
particular
do
snr.
Oliveira
Braga, sendo
celebrante
o
ex.
mo
snr.
conego
Manoel
Anlonio
da
Costa.
Os
noivos
partiram
para
o
Porlo,
acompanhados
de
suas
famílias,
no
com
boio
das
2
horas.
Damos-lhes
os
para
béns,
assim
como
aos
nossos
patrícios
e
amigos
os
paes
da
noiva.
—
Dizem
nos
que um
filho do
mesmo
snr.
Oliveira
Braga,
brevemenle
casará
com
uma
menina
do
Porlo.
Exposição.
—
E
’
hoje
aberta
ao pu-
alico
uma
exposição
de
vistas
em
chrystal
e
slereoscopicas, que
contém
bellas
col-
lecções
das
mais
acreditadas
fotografias
e
lythograiias.
A
exposição
Salão
Americano,
perten
ce
ao
snr.
Machado
Guimarães,
e é
aberta
no
campo
de SanfAnna,
junto
á
Padaria
Hespanhola.
Todos
os
concorrentes
teem
direito a
um
prémio
tirado
á sorte.
Os
preços
são:
de
dia, 60 reis,
e
de
noite, 80
reis.
Aayio
de iVIendieidade.
—
A
’
tnanhã,
por 1 hora
da tarde,
haverá segunda
reunião,
no
salão
do
Tribunal
judicial,
para se
tratar
de
levar
a
effeito
a
funda
ção
do
Asylo
de
Mendicidade.
Obito.
—
Falleceu
em
Lisboa
o
snr.
Luiz
da
Cunha e
Menezes,
sobrinho
do
ex."
19
snr.
marquez
de
Vaflada, a quem
cumprimentamos.
Creança
abandonada.
—
Ante-hon-
tem appareceu abandonada junto
do por
tal
dos
Terceiros
uma creança
recem-
nascida.
ftrév».
—
Os
operários
da
fabrica de
chapéus
do
snr.
Taxa
& C.
a
fizeram
an-
te-hontem
gréve.
Deapaeleos
eecieaiaBticon.
—
Aca
bam
de
ser
despachados
os
seguintes
pres-
byteros
:
Alexandre
Gonçalves
Rainalho,
parocho
collado
na
egreja
de
Vera Cruz,
diocese
de
E»ora,
apresentado
na egreja
de
Santo
Aleixo,
diocese de
Beja.
José Anlonio
Cantiga,
parocho
colla
do
na
egreja
de
N.
S. das
Relíquias,
dio
cese
de
Beja,
apresentado
na
Egreja
paro
chial
de
S.
Pedro
de Melides,
da mesma
dio-
C6S6»
Vicente
Paulo
da
Silva Santos,
parocho
collado
na Egreja
de
Santo André,
diocese
de
Beja, apresentado na
Egreja
parochial
de
Santa
Maria
de
Odemira,
da
mesma
diocese.
Gaspar
Teixeira
da
Veiga,
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Pedro
de Abassas,
diocese
de Braga.
Mathias
Alves,
apresentado
na egreja
pa
rocbial
de
S.
Pedro
de
Esmoriz.
diocese
de
Braga.
Manoel
Luiz
Alvares,
apresentado na
egreja
parochial
de
S.
Martinho d,o
Lago,
diocese
de
Braga.
José
Antonio
Marques, parocho
collado
na egreja de
S.
Miguel
de
Cjaçariihè,
dio
cese
de Braga,
apresentado
na
egreja
paro
cbial
do
Salvador
de
Ribas,
da
mesma
dio
cese.
Joaquim
José
Barbeitos
Pinte,
apresen
tado
na
egreja
parochial
de
S.
Martinho
do
Valle,
diocese
de
Braga.
Declarados
sem effeito,
a
requerimento
do
interessado,
o decreto
de 5
de
março
e caria
regia
de
22
de abril de
1874,
pelos
quaes
se
íizera
mercê ao
presbytero
Manoel
José
Pereira
da apresentação
na
egreja
pa
rocbial
de
S.
Martinho
de
Aguas Santas,
diocese
de
Braga.
José
Fernandes
Moradias,
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Domingos
do
Carril,
diocese
da Guarda
.Manoel
Gonçalves
da
Silva,
apresentado
na
egreja
parochial
do
Espirito
Santo
das
Monteiras,
diocese
de Lamego.
Manoel
Ribeiro
Botelho,
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Thiago
de
Leomil,
diocese
de Lamego,
Ceufereneia*
Iiberst«is.
—-
Vae
ha-
vel-as
brevemente
na
capital.
Será
primeiro
orador
o
snr.
Magalhães
Lima,
e
o seu
discurso
versará
sobre
a
questão
dos
cemilerios.
Não
cançam
os
snrs.
liberaes
na
sua
propaganda
:
e
os
catholicos
quasi lodos
dormem
o
sornno
da indifferença
!
fthra
impirtante.
—
Recebemos os
fascículos
13
da
Historia
da
Egreja
pelo
dr.
João
Alzog,
que
vae
já
no
3°
volume.
Esta
obra
é
de
reconhecida
utilidade
e
tem
metecido
a
approvação
do
nosso
epis
copado
e
do
de vários
outros
paizes.
Ainda
ha
pouco,
o
Exc.'
n0
Arcebispo
da
Bahia,
publicou
a
seu
respeito
uma
provisão
do
lheor
seguinte
:
D.
Joaquim
Gonsalves
d
’
Azevedo, por
mercê
de
Deus
e
da
Santa
Sé
Aposlolica
Ar
cebispo
da
Bahia,
primaz
do
império
do
Brazil, do
conselho
de
Sua
Mageslade
o
imperador,
a
quem Deus
guarde,
etc.
Fazemos
saber
que
tendo-nos
sido
re
querida
a
nossa
approvação
para a
publi
cação
de
obras
de reconhecido
rnerito
lil-
lerario
e
scienlilico,
que,
debaixo
do
ti
tulo de
collectivo
de
Biblolheca
Catholiea
se
está
fazendo na
cidade
de
Lisboa,
sob
a
direcção
de
esclarecidos
e
idoneos
sa
cerdotes,
e
considerando
de
quão grande
utilidade
póde
ser
esta
empreza
para
a
mai
r
illustraçào
do
Clero
e
propagação
da
sã
doutrina
entre
os
fieis
tfesla
nossa
archidiocese,
conformando-nos
èetn
outras
approvações que
a
mesma
empeza
já
me
receu
da
parle
de
alguns illuslres
senho
res
Prelados
do
reino
de
Portugal:
Have
mos
por
bem
conceder,
como
pela
pre
sente
concedemos,
a
nossa
approvação
á
referido
empreza,
recommendando
em
par
ticular
ao
nossos
diocesan-
s
a
obra
intitu
lada
Historia
Universal
da
Egreja
pelo
dr.
João
Alzog
com
que
a
mesma
empreza
encetou
os
seus
trabalhos.
Dada
e
passada
em
a
nossa
residên
cia
archiepiscopal
da
Bahia,
aos oito dias
de
outubro
de 1877.
—gg
Joaquim.
Arce
bispo
da
Bahia.
U
m
»
cão
feliz.
—
Morreu
o
cão
de
Bismarck,
o
cão
Nero,
a
que
chamavam
o cão
do império.
Como
houvesse
suspeitas
de
que
o
ani
mal
tinha
sido
envenenado,
o
cadaver
de
Nero
foi
submeltido
a autopsia
e
verifi
cando-se
serem
justificadas
as
suspeitas
o
príncipe
ordenou
que
os
intestinos
fossem
enviados
a
Berlim dentro de
um cofre,
e
fez
em
seguida
o
enterro
do cão
com
a
maior
pompa.
O
cadaver
envolto
n
’
uma
magnifica
manta
de
veludo
foi metlido n’uma
cai
xa,
e
levado por
8
empregados
do
palacio,
para
uma
cova
especial
aberta
no
parque.
O príncipe
e
a
princeza
promettem
ca
da
um
130
mil
reis
a
quem
descobrir
o
assassino
de
Nero I
Preço do»
cereaes.
—
Na
terça-feira
ultima,
n
’esta
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi
:
Trigo................................................
R60
Milho
alvo.......................................
600
Centeio........................................
500
Milho
branco
.
.
.
.
.
410
»
amarello.............
400
Painço
.............................................
420
Cevada
.............................................
600
Balata.
.
.
.
.
.
.
560
Feijão
vermelho. ....
900
»
amarello............
640
»
branco
.............
800
»
rajado
.
.
.
.
.
550
»
fradinho.............
480
Azeite,..................................................
60100
Uembrança.
—
Em
um
século,
em
que se ifçga ao
Pontífice
Romano
aquil-
lo
que
por
direito
divino,
natural,
e
ec-
clesiaslico
lhe
pertence,
não
é
para
admi
rar,
optes
é
natural,
e
summamente
lou
vável,
que
os
seus verdadeiros filhos o
in-
demnisem
d
’
aquillo
que outros
lhe
negam,
e portanto
costumo
ein todos
os
annos
por
este
tempo do
Natal
mandar
conjuncta-
mente
com
outros
catholicos ao
SS.
Padre
um
óbulo,
que,
ainda
que
pequeno,
signi
fique
o
nosso amor,
obediência
e
adhesão
á
Santa
Sé,
e
ao
Vigário
de
Chrislo;
vou
por
este
meio
lembrar
aos
que
nos
annos
antecedentes
se
tem
associado
commigo
para este
fim,
e
aos
outros
que
nova
mente
qoizerem
associar-se,
que
é
chegado
o
tempo
de
mandar
a
consoada
ao
Nosso
SS.
Padre
Pio
IX.
Braga 4
de
dezembro
de
1877.
P.
e
João
Rebello
Cardoso
de Menezes.
%
’
a
pe»»ntt»
earitativam.
—
Na
rua
Direita,
da
freguezia
de
S Pedro
de Ma
ximinos,
n.°
18,
existe
uma
entrevadinha,
de
16
annos
de
idade,
e
filha
de
paes
extremamente
pobres,
que conlinuamenle
soffre dores
tão
acervas,
que
só
as
almas
bemfazejas
lhe
podem
dar
algum
allivio,
soccorrendo
a
com
uma
esmola
pelo
divino
amor
de
Deus.
A
’
a
almns
caa-iduaaa.
—
Recommen-
damos
ás
almas
caridosas
uma
infeliz
viuva,
moradora
na
rua
de
S.
Bernabé,
n.°
13,
(solão).
Tendo
80
annos
d
’
edade,
e
porisso
sem
poder
applicar-se
a
qualquer
trabalho,
lucta
com a miséria
extrema.
Appet»
á
caridade.
—
A
entrevada
Maria
Antonia
Ferreira,
viuva
do
Antonio
dos Granginhos,
e
que
ha
tempos
saiu
do
Hospital com moléstia
incurável,
lem
agora
os
seus padecimentos
mais
aggravados,
achando-se
sem
meios
de subsistência
pa
ra
poder
tratar-se
no
pouco
tempo
que
lhe
resta
de
vida.
Imploramos,
pois,
a
caridade
das almas
piedosas,
para
que
se
lembrem
da
infeliz
com
uma
esmola.
A
sua
residência
é
na
rua
do Alcaide,
u.°
17,
n
’
um
quarto
á
porta
da rua.
BANG
J
COMMERCIAL DE
BRAGA.
Resumo
do
balanço
do
Banco
Commercial
de
Braga
em
30 de
Novembro
de
1877.
Activo
Acções,
prestações
a
receber
1:2420500
Dinheiro em
caixa.
.
.
• 32:847088o
Letras
em
carteira. .
. .
125:2620511
Ditas
em
liquidação.
.
.
133:2140881
Empréstimo
sobre penhores.
65:3090235
Contas
correntes
com
garan-
. ..........................................
668:4710075
Agentes
no
paiz.
.
.
.
107:9400275
Ditos
no
estrangeiro.
. .
47:9220279
Acções
de
c.
própria.
.
.
267:8340000
Papeis
de
credite.
.
.
.
468:1330020
Diversos
devedores.
.
.
.
99
7310368
Moveis
e
utensílios.
.
.
.
1:7220625
2.019:6310934
Fasaivo
Capital..................
1:000:0000000
Obrigações...........
815:5340594
Depositantes
..............
4:4800738
Agentes
no
estrangeiro.
.
.
540394
Diversos
credores.
.
. .
28:5840601
Leiras
em
deposito.
.
.
.
29:0890765
Leiras
a
pagar
..........
45:0660164
Nolas
em
circulação
. .
.
2000000
Fundo
de
reserva.
. .
.
53:0000000
Dividendos a
pagar.
.
.
.
7550790
Lucros
suspensos.
.
.
.
21:6860085
Ganhos
e perdas.
. .
. 21:1790823
2.019:6310954
Braga
5
de
Dezembro
de
1877.
Os
Directores
Luiz
Antonio
da
Costa Braga.
Manoel
José
da
Costa
Guimarães.
BANCO
DA
COVILHÃ.
Sociedade
anonyma
—
ftesponsabilidide
li
mitada
Capital
3.OOOiOOO0»»l>
rei»
emissão—reis 750:000^000
dividido
ein
7:500
acções
de
100&000
reis
cada
uma.
Balanço
em
30
de
Novembro
de
1877.
Aetivo
Accionistas............................. 4000000
Leliras
descontadas
e
a
receber.............................
348:1580904
Empréstimos
s.
penhores.
160:2370785
Contas
corrent.
com
caução
305:2100345
Efleilos
depositados
.
.
.
12:0000000
Papeis
de
credito.
.
.
.
9:4670800
Agencias
no
paiz.
.
.
.
23:0810580
Dilas
no
estrangeiro.
.
.
9:6540829
Devedores geraes.
.
.
.
8:5570119
Mobília
e utensílios.
.
.
1:9370159
Despezas d
’inslallação .
.
2:6580815
Caixa...................................
18:7080953
Passivo
Capital
...................................
Fundo de
reserva. .
.
.
Funlo
para
o edifício
do
Banco
.................................
Depositos
á
ordem
.
.
.
Ditos
a
praso.......................
Devidendos
a
pagar.
.
Credores
d
’
effeitos
deposi
tados...............................
Diversos credores
.
.
.
Contas
interinas.
.
.
.
Ganhos
e
perdas
.
.
. .
900:0730289
750:0000000
4:7770265
5000000
7:7210618
95:4450305
1:5160000
12:0000000
9:3830998
2
>20500
18:5230603
900:0730289
Covilhã
30 de
Novembro
de
1877
Os
Directores
J.
d
’A.
Vaz
de
Carvalho.
A.
Baptista
A.
Leilão.
SAtlflE
i
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de saúde,
DD
BARRY
de
Londres.
30
ann«>M
d’
iavs»riaveí
«maesiio
2
Combatendo
as
indigestões
(despepsia)
gaslrica,
gastralgia,
flegma,
arrotos,
amargor
na
bocca,
ptluitas,
nauseas,
vomitos,
irrita
ções
inteslinaes, bexigas,
dizenteria,
cólicas,
osse,
alhsma,
falta de
respiração,
oppre^sào,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabeihes,
debtli
dade,
Iodas
as desordens
no
peito, na
gar
ganta,
do
altlo,
dos
bronchtos,
da
bexiga,
do
ligado,
dos
rins,
dos
intestinos, da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue,
83:000
curas
en
tre
as
quaes
contam-se
a
do
duque de
Pluskow,
da
ex.
ma
snr.
a marqueza
de
Brehan,
Lord
Sluart
de
Vicies,
par
d
la-
glalerra,
o
doutor
e
ptofessor
Wurzer,
etc.
etc.
Cura
n.°
65:311.—
Vervaot,
28
de
mar
ço,
1866.
—
Senhor.
—Bemdito
seja
Deus!
A
sua
Kevaleacière
salvou
me
a
vida.
O
meu
temperamento,
naluralmeote
fiaco,
estava
arruinado
em consequência
de
uma
horrível
dispepsia
que
dmava
ha oito
an
nos, tratado
sem
resultado algum
lavora-
vel
pelos
médicos,
que
declaravam
que
al
guns
mezes
de
vida
me
testariam,
quan
do
a eminente
virtude
da
sua
Síevalea-
eière
me
restituiu
a
saude.—A.
B
bune
-
lière
, cura,
Cura
n.°
78:364.
—
Mr. e
m.me
Leger,
de
doença do
tigado,
diarrhea,
tumor
e
vo
mites.
Cura
n.°
68:471.—
Mr.
Pierre
Castel-
li,
abbade,
de
prostração
completa
ua
edade
de
83
annos
;
a
Kevulescière
re
moçou-o.
«Prégo,
confesso,
visito
os doen
tes,
dou
grandes
passeios
a
pé.
e
sinto o
espirito
lúcido
e
a
memória fresca.»
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva
do que a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa cincoema
vezes
o
seu
preço e:n
remedios.—
Preçoi
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
kilo,
500 ; de
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
1040b
res;
de
2
‘
/
t
kilos,
30200
reis;
de
6
ki
los,
’
604OO;
e
de
12 kilos,
120000
rs.
Qs
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem comer
a qualquer bera, veodem-se
em caixas
a
800
e
10400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
4
a
Revaleaeière
efeeeolatada
;
ella
-rçs-
tiçue
o appettite,
digestão,
somoo,
enerva
e
carnes
duras ás pessoas,
e
ás
creaiiçss
as
mais
fracas,
e sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e
em
paus,
em
caixas
<té
fclba
da
lata
de
12
chavenas,
500
reis;
de
24
ebave-
nas,
800
reis
;
de
48
chavenas,
10400
7
da
120
chavenas,
30200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
85U
IlAItSSU
4:
USVIITE».
—
Place
Vendòtne,
26,
Paris. 77
Regent-
Streai,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmacèulicos,
droguistas,
m-r-
cteiros,
eiç.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
SLísboa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Azevedo
Filhos,
praça
de
D. Pedro.
31,
32,
.Barrai
&
irmão»,
i
tia
Aurea,
12
—
ê»,
J
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI-
NH0.
=
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm. —
Hareelloa, Antonio
João de
Sousa
Ramos,
phaun..
Largo
da
Po<
te.—
SSrags»,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça Municipal,
17 —
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
írmào,
ru.i do
Souto.—
Viataota
dto
Caa-
Ceiío,
Affonso
drog.,
rua
da
Picota; J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande,
140.
—Slssimaráe®,
A.
J,
Pereira
Martins,
pharm.—
Anlonio
d
’
Araujo Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
si'
va,
drog.,
Rua
<ia
Rainha,
29
e
33.
—
Pen»ftel,
Miranda, pharm
—
Fort», M.
J
de
Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua da Banha
ria, 77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E,
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36; Viuva
Desirè
Rahir,
Rua de
Cedofeila, 160; Fontes
& C.
a,
drr-g-t., Pra
ça
de D,
Pedro, 105 a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pha
tnacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio, 225 a
227.
—
do
Id-
ma
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
Fovos»
d®
V«rzfm,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.
—
Valença
doffliiiho,
Francisco
José de
Sousa,
pharm.—
ViSla
d«
CJoiade,
a
.
L.
Maia
Torres
pharm»
ASliBCIMWOS
O Reitor
de
Villarinho, e
seu
sobri
nho,
o
rev.°
José
Joaquim
da
Silva Araú
jo,
da
freguezia
d
’
Ailiàis,
summamente
penhorados
pelas
distinctas
provas
de
ami-
sade
que
receberam
dos
illm.
os
e
extn.'s
snrs.
e senhoras
que
tomaram
parte
na
sua dôr, pela
morte
de
seu
caro
e
sem
pre
chorado
pae
e
avô
José
Custodio
de
Araújo,
e
em
especial
dos
exm."
8
e
revm.
os
snrs.
ecclesiasticos
que
assistiram
ao
ofli-
cio
d
’
bonra
que
pela
alma
do
mesmo
se
celebraram
na egreja
da
freguezia
d’
Athães,
d
’esla
comarca
de
Villa
Verde,
no
dia
28
de
novembro
prelerito, do
corrente anno,-
agradecem
a
todos
em
geral,
pelo
não
po
derem
fazer
pessoalmente,
protestando
a
todos sua sincera gratidão,
e
o
mais
vivo
reconhecimento.
(639)
CARDOSO
19, Hua
dos
Capelliatas,
11.
Recebeu grande
sortimento
de
chitas
pcrcales,
gosto
inteiramente
novidade para
99,
100
e
120
rs Lenços
de
malha,
tou
cas
de
lã
para
creança, cazacos,
capinhas
e
meias de lã
sortidas
em
córes
para
senhora
e
creança.
Grande
sortimento
de
gravatas
para
homem
e senhora,
alta
no
vidade.
Chailes
para
senhora,
dezenhos
in
teiramente
novos.
Camisas
de
percalle
de
côr,
para
homem
a
900 e
i0
>00
reis.
Per
fumarias,
e sabonetes.
Cuias e tranças,
pretas
e
de
côres. Sapatos
de borracha
pa
ra
homem,
senhora
e
creança,
e
muitos
outros
artigos
que
\ende por preços
exlre-
inamente commodos.
Chá superior de 90D
e
10100
rs.
459 gr.
(649)
Precisa-se
de
um
homem para assen
tar
praça
por
um
recruta.
Para
traclar
na
rua
do
Alcaide
n.°
11
(608;
•>\vgff^/viX<3Z^T^^/-i^av<*3»mL3.;^'ttM»jr.^^ ,
r.5&
ALCATRÃO
BARBERON
Unico
que contém todos os princípios balsâmicos e aromáticos de
Alcatrão de
Noruega.
Noi
fortes
calores
e
nas mudanças ae estação, impede que a agua se corrompa: é uma bebida hygie-
aloa
e
preservadora de moléstias epidemicas.
— Dóse : uma colherzinha n’um copo cragua
accrescentada
a
bebida ordinaria. — Preço 400 reis.
ALCATRÃO
RECONSTITUINTE
BARBERON.
com
chlorhydrophosphato
de
cal.
Consumpção,
moléstias do peito, tisica, anemia, dyspepsia, rachitismo,
moléstias
dos
ossos,
das mulheres e das crianças. —
Preço
:
500
reis.
ELIXIR
FERRUGINOSO
BARBERON.
com
chlorhydrophosphato
de
ferro.
— Recon
stitua
o
sangue
sem
causar o
estomago. Muito agradavel,
digestivo
e
tonioo.—
Preço: 800 r*.
FOGO
BARBERON PARA
OS
CAVALLOS.
Substitue
o ferro
candente
wa destruir
o
pello.
Exito infallivel e facil applicação.
—
Preço
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950
reis.
Depositos
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BARBERON & C'«,
en
Châtillon-sur-Loire
(Loiret),
França. Em
Lisboa,
Barreto,
rua
do
Lorêto, n.°
28—
30.
28i
17
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EUA
DE
S.
VICENTE
-
17
BEIAGA,
S1BAS
&
PlJgSTACÕSS
>8
00
RH.
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coser,
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casas
estabelecidas
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Portugal
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fornecer
directamente
ao
publico
e
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obtiveram
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de
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FABRIL SINGER
17,
RUA DE S. VICENTE, 17
BR
ã
GA
ou
U
SU
POiíTO
(c86)
Vende-se
uma morada
de
casas,
construída
de
novo,
na
rua
de
San
fiL.iSá.
t0
A
(l
[
On
io
d
as
Travessas
n.°
13;
leni
frente
e
sahida
para
a
nova
rua
que
vae
da
rua
da
Sé ás
Carvalheiras.
Quem
perlender
falle na
mesma.
(638)
Peio
jniso
de
direito
de
Braga,
escri
vão Pessa se
ha
de
proceder
no
dia
16
do
proximo
dezembro
pelas
10
horas
da
manhà
na
praça
das
arrematações
á porta
do
tribunal
no
largo
de Santo
Agostinho
d’
esta
cidade,
á
arrematação
de
uma
mo
rada
de
casas
de
um
andar,
e
suas
per
tenças, designadas
com
o
n.°
41
e
41
A
e
um
pequeno
quintal
que
produz
horta
e
aíguma
frucla,
sita
na
rua
da
Boa-Vista
<l
’
esla
cidade, de
natureza
de
praso de
que
é
directo
senhor
o reveiendissimo
Ca
bido
da
Sé
Primaz,
e
enfiteuta
a
casa
das
Hortas
a
quem
se
paga
o
fòro
an-
nual
de
1$200
rs. E
se
arremata
a
di
ta
propriedade
para
pagamento de
dividas
passivas
no
inventario
orfanologico
a
que
se
procede no dito
jniso
e
cartono
do
dito
escrivão
por
fallecimento
de
Bento
Alves,
menor,
filho
que
licou
dos
fallecidos Jo
sé
Antonio
da
Cunha e
mulhor
Anlonia
Maria
Angela
moradores
que
foram
na
di
ta
rua
da
Boa-Visla
a
cujo
casal
per
tence
a
dita propriedade.
E pelos mesmos
edilaes que
se
passaram
para
a
arrema
tação
por
este
annuncio e
outro
igual
successivos
um ao
outro são
também
ci-
âades
todos
os
credores
incertos
do
dito
casal
inventai
iado
para
assistirem
queren
do á
dita
praça
e arremaiaçào
e
virem
requerer
e
allegar
o
que
lhe convier, de
baixo
da
pena da
lei
quando
não
compa
reçam.
E
é
o
valor por
que
vae á
praça
a
dita
propriedade
a
quantia
de
380$000
rs.
livres
para
o
casal.
Braga
24
de
novembro
de
1877.
0 escrivão
José Luiz
d
’
Oliveira
Pessa.
Verifiquei.
(641)
Adriano Carneiro
Sampaio.
NOVO REMUJJ
Tendo
de
se
mandar
fazer
de
madeira
o
retábulo
do
altar
da
capella-mór
da
Sé
Primacial
de
Braga, convidam-se todas
as
pessoas
habilitadas
para executar
esta
obra
e que
queiram
encarregar-se
(Telia,
a man
dar
suas
propostas
ao
fabriqueiro
da
mes
ma
Sé até
ao dia
31
do
corrente
mez.
A
planta
e
condições
da
obra estarão
pa
tentes
na
casa
da
fabrica
da
dita
Sé
no
dia
10
do
corrente
e
seguintes desde as
9
horas
até
ao
meio
dia.
Braga
4
de dezembro
de
1877.
M
a
1J
A
íí
is
â
J
j
111
li
£
Lk
&
(INCORPORADA
POR
CARTA REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES A
VAPOR
Para
S.
Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo e
Buenos-Ayres
Acceilando
também
passageiros
de
SP
classe,
com
trasbordo
no
Rio de
Janeiro,
para
SANTOS,
PARANAGUÁ.
SANTA
CATARINA, RIO
GRA<N'DE
DO
SUL,
PORTO
ALEGRE,
CAMPINAS,
S. PAULO,
CANPOS,
VICTORIA,
MACEIÓ, e
outros
pontos do
litoral
e
interior
do
Brazil,
ao
sul
de
Pernambuco
B*EÍ.«
MESMÍÍ
FEtEÇO
QVE
?>lll
4»
K-l»
»E
J
AJIJEIKO
PAQUETES~T~SMR
HE
LISBOA
TAGUS
.........................
14
de
Dezembro
GUADIANA
.
.
.
28
de
Dezembro
ELRE
.........................
13
de
Janeiro
MINHO
...
.
28
de
Janeiro
PREÇOS
COMMODOS
Cada
paejjsete
<i
’
eHta eompanhia
leva
a
bordo
criados
e
eoainheâroa
portugueze»
para
commodidade dos
passageiros
de
todas as eíasses.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia Central
no
Porto
ou
em qualquer
Agencia
provincial,
a
conducçào para
Lisboa é
por
conta
da
C
m/vpanhia.
Os
passageiros
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
teem
sustento e
hospedaria
gratuita
durante
a
demora precisa
para
obter
trasbordo.
A
iiortio
os
passageir»» teem
grátis
eama,
roupa «Se
eanta,
eo-
midn
feita
por
cosásiSseiree
portuguezes,
vinlao
duas
vezes
por
dãa,
assisteneia
medica,
serviço
de
eriatlos
e
outras
«lespezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que.os
paquetes
d
’esta
companhia
(a
mais
antiga
na carreira do
Brazil)
sejam
conhecidos pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional;
alem
d
’
isso
pela
liinpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento
e
accoraodações
a
bordo,
e'
pelos
melhoramentos
mais
modernos
tanto
para a hygiene
como
para
a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
innu-
meros
agradecimentos
que
ha archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a conducçào
das
suas
matas
do
correio, e
por
este
serviço
recebe a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Imperador
e
Impe
ratriz
do Brazil,
como
também
S. A. o Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dós
Inglezes, 23, do agente
GUILHERME
C.
TA1T;
e
nas
provín
cias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas as
principaes
cidades
e villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
rua do
Souto.
NGVO
1I0RA1UO
Manoel
Antonio
de Castro Teixeira,
da
rua
da
Sé,
desta
cidade,
leva
ao
conheci
mento
do
publico,
que a
sua carreira es
tabelecida
de
Braga
a Salanionde
e
vice-
versa
que
até
aqui
partia
d
’
esla
cidade
ás
9
horas
da
manhã,
fica
partindo
desde
o
dia
6
em diante
á
meia
hora
dt pois do
meio
dia.
Os
bilhetes
vendem-se
na
mes
ma
casa
em
Braga no
bem
conhecido
Ri
beiro
Braga,
em Salamonde
na
casa
do
Fufú.
Braga.
3
de
Dezembro
1877,
pelo
annunciante
—
Ribeiro
Braga.
(635)
AO
PUBLICO
Joaquim
Leal,
com
estabelecimento
de
fazendas
de
lã.
seda
e
algodão,
na
rua
do
Souto
n.°
39,
declara
que
lendo
veri
ficado
que
para
a
prosperidade,
obsta
ci
dade,
d
um
estabelecimento
do genero
do
seu
é
condição
essencial
a
posteigação do
divino
preceito
da
guarda
do
domingo,
tem
deliberado
liquidar o seu
estabeleci
mento.
Em
harmonia
com
esta
delibera
ção, fará
notavil
reducção
de
preços nas
suas
fazendas.
(632)
)
o
COUPON PRIMA
A
IMMACULADA
CONCEIÇÃO
=•
'
j
g
Exemplares
•
CJ
I
(
l7nȋo
jPas-ssiesaHs? BrlSas _
Arfes
BOULEVARD
DE
LA MADELEINE,
17,
3 ra
PARIZ
S
i
o
■
S
á
Representante
em
Madrid
g.
5
03
'
5
>
dlivar,
®
—
®.°
Solicitador
—
V.
Lopes
da
Gama
Eserinterio
—
Tayi»w«
s».°
&
—
£®orto
(613)
PROFESSOR
DE COMMERCIO
Acaba
de
chegar
a esta
cidade
um
professor
com
muitos
annos
de
pratica
de
ensino
do curso
completo,
etc.
Também
lecciona
só
qualquer
das
dis
ciplinas,
como: escripturação mercantil
ge
ral
ou
especial,
contabilidade
commercial,
systema
monetário
e
cambial, metrologia
universal;
geographia,
historia
e
direito
commercial;
algebra,
economia
política,
dezenho,
call^raphia,
línguas,
etc,
Eslá
aberra
a
matricula até ao
1.° de
dezembro,
dia
em
que
se
inaugurará
o
curso.
Preço
em
classe
—2^5001
Curso
diurno
Parlicutarmenle
—
4$5OO)
e
nocturno.
Rua
do
Conselheiro
Januario,
31.
(622)
Allenção
Na
rua
de
S.
Lazaro,
n.°
4,
compra-se
uma
Imagem
do
Crucificado,
que
tenha
de
altura,
fóra
a
cruz, urn
metro
ou
pouco menos.
(H34)
S*rrle»<Ie
se
alug«»r
uma casa ri’es-
ta
cidade
ou arrabaldes (preferindo-se
na
freguezia
de S.
Pedro;,
com
alguns
com-
tnodos
decentes,
e
com
quintal
ou
quin
talejo.
Fal
ar
na
rua
da Cruz
de
Pedra,
n.°
5.
(624)
CinS.TKS.<iEî
fiJEKTISTA.
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDIC0-CIRURG1-
CA
DO
PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
'19.
BR
a
GA
.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
jíte
e
corstinúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(580)
