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Parte de N.º 618 de 24/03/1877
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FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
618
5.’ ANNO
1877
,
„
osrrintoriO dO EDITOR K PROPRIETÁRIO
Amgna-see
vende-se
n°
e:
^X n.
’
3
E, para
onde
deve
J«?#í
Maiha Dias
da
Costa,
rua
,
o
,
j.
sia»
de
interesse
particmar. *
__________
PU1BMCA-SE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
rxços
:
Braga,
anno
1^600
rs.“=Semestre
ÍBO
rs.=Provin-
cias
anno 2&000
rs
e
sendo
duas 3&600
rs.~™Semestre
1^050
n.2=Brazil,
anno 3$600 rs.
—
Semestre 1^900 rs.
moeda
forte,
ou
8^000
reis
e
4$õ00
reis
moeda
fraca.-="A.nnuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10rs.
Para
os
assignàntes
20 9
j
9
d
’
abatimento.
Não
queiramos
avivar
mais
a ferida
da
queda
mortal,
que tantas
lagrimas
fez
derramar
a
infeliz
Eva.
Fallemos
da
rea-
lisação
da
promessa
divina,
objecto
da
esperança,
que
os
filhos
da
culpa
tinham
depositada
em
seus
corações.
Todos
os
povos
da
terra
faliam
em
suas
historias
dos
tristes
effeitos da que
da fatal.
A
mulher
principalmente
*
pagou
caro o
seu
procedimento:
As
dôres
do
parto
ainda
hoje a
atormentam
e
o
ma
rido
a
despedia
por
qualquer
cousa
(Dent.
22).
Era
com
efleito
triste
a
condição da
mulher,
e como
já
disse
só
a animava
a
esperança
de
um
dia
ser
feliz,
segundo
lhe
dizia
o
seu
coração.
O
Senhor
linha
dito
á
serpente:
uma
mulher
te
esmagará
a
cabeça
(Genesis,
cap.
3,
v.
3),
e Eva
suspirava
por
essa
hora
feliz.
Com
effeito
passados
quatro
mil
annos
Anna,
esposa
de
Joaquim
deu
ao
mundo
o
fructo
de
suas
entranhas,
uma
loura
menina
que
em
creança
deu
mostrai
do
que devia
ser
mais
tarde.
Cresceu
no
mundo
e
com
ella
a
virtude.
A
humildade
era
o
que
mais
a
distinguia.
A
serpente
maldita
tremeu
debaixo
de
seus pés;
e
mais
tremeu
quando
mais
tarde
esta
linda
virgem
deu
em
"Belem
o
grande
Redemptor
do
mundo, quff
tinha
sido
annunciado
aos
homens
pelos
profe
tas
e
patriarchas.
A
estrella
de Jacob
allumiou
o
mun
do;
e
a
mulher
dentro
em
pouco
viu-se
na
posse dos
seus
antigos
direitos.
Jesus
Christo
veio
explicar
a
lei,
res
tituindo
a
mulher ao
seu
antigo
matri
monio.
Eis
aqui
a
historia
da
mulher. De
todas,
a
Virgem
porém,
foi
a
mais
forte:
porque
ella
venceu
o dragão
infernal,
que
brando
as
algemas,
com
que
elle
nos ti
nha
prezo;
esmagando-lhe
finalmenle
a
cabeça,
concorrendo
d
’
este
modo
para
a
grande
obra
da Redempção.
Por
isso
ella
ha
de
viver
sempre
nos
corações
da hu-
lher para
ser
o
adjutorio
do
homem,
cum
pra
ella
a
sua
missão,
obedecendo-lhe e
sendo-lhe
fiel;
pois
que
a
infidelidade
da
mulher
é
causa das
desgraças
que
vem
á
casa
1
Em
tres
épocas
consideraremos
nós
a
mulher:
antes
do
seu
peccado,
depois
do
seu peccado
ou
da
queda,
mas
antes
de
Jesus
Christo,
e
depois
de
Jesus
Chrislo.
Não
sabemos
bem, se
foi
grande
ou
pequeno
o
espaço
de
tempo,
em
que
vi
veu
feliz
o ditoso par; mas
sabemos
que
eram
tempos
d
’ouro
os
de então,
tempos
d
’
amor
e
felicidade!
Oh
dias
de
rosa_
e
ventura
!
Sonhos
dourados
os
de
então
!
A
mulher parecia
adivinhar
o
pensamento
do
homem
e
este
o
da
mulher!
N
’aquelle
jardim
de
rosas,
delicias
e
amor,
ambos
viviam
contentes,
sem
que
a
fadiga,
o
cançasso, a
dôr
e
a morte
alli
entrassem
!
Ambos
tinham
a mesma
vontade
O
homem
amava
a
sua
mulher,
feliz
com
panheira,
e
a
mulher
amava
o
homem,
o
objecto
do
seu
amor.^
E assim
elles
mostravam
que
ambos
tinham
nascido
um
para
o omro,
e
para
viverem
ambos juntos
no
meio
de
tantos
gosos
e
felicidades,
que
o
Senhor
lhes
deu.
Era
esta
a
vida
e
a
sorte
feliz
da
di
tosa
Eva.
Mas,
ai!
A mulher
não
se
soube
conservar
no
meio d’
esta
grande
felicidade!
Os
índios,
os
Persas,
os
Chinezes,
os
Thibetanos,
os
Scandinavos,
os
Mexicanos
e
muitos
outros
povos
conservam
ainda
em
suas
historias
o fatal proceder
da mu
lher,
designada por
elles
com
vários
no
mes.
Em
breve
se
seguiram
os
eífeilos
da
queda
fatal
!
O Senhor
diz
á
mulher:
terás
os
fi
lhos
no meio
das
maiores
dôres,
e
ficarás
sugeita
ao
leu marido
!
E Eva
assim
viveu
por
espaço
de
muitos
annos,
restando-lhe
só
no
coração
a
esperança
de
um
dia ter melhor
sorte.
Foi
o
Senhor
de
misericórdias,
que
se
compadeceu
d
’
ella.
ÍSS4AC5A.
—SABB5AD®
M
MARÇO
A mtaSíser.
Diz-nos Moysés
no
grande
livro
da
sciencia,
onde
vemos
a verdade
sobresair
e
brilhar
com
vivas
côres,
que
Deus,
depois
de
ter
creado
o
homem,
disse:
não
convém que
o
homem
esteja
só;
dêmos-
lhe
pois
uma companhia.
E
assim
como
Adão
não
tinha
pre-
senceado
as
scenas
da
creação
(talvez
para
lhe
não
acontecer,
como
tinha
acontecido
aos
anjos
máos,
que,
querendo
imitar
o
mesmo
Deus
em
ac.los
da creação,
enchen
do-se
de
orgulho,
mereceram
ser
esbu
lhados
do
céo
e
expulsos da
companhia
do
Senhor!),
assim
também
elle
não
pre-
senceou
a
formação
da
mulher,
que ha
via
de ser
a
sua companheira.
Eis
como
Moysés
por
revelação
e
in
spiração
divina
nos
narra
o facto:
Fez
Deus
com
que
Adão
dormisse;
e
no
acto
do somno o
Deus
milagroso
tira
uma
das
costellas do
dormente Adão,
e
com
um
pouco
de
barro
fórma
a
mulher
linda
como
a
rosa,
perfeita
como
as
obras
do
Creador.
Adão
acorda;
vê
a
mulher
similhante
a
si,
essa
mulher
que
foi feita
na
occasião
em
que
elle
dormia,
e
a
qual o
Senhor
lhe
destinava
para
companheira;
e
Adão
exclama:
Eis
aqui
os
ossos
dos
meus
os
sos
e
a
carne
da
minha carne;
por
isso
o
homem
deixará
o
seu
pae
e
a
súa
mãe,
unir-se-ha
a
sua
mulher e
serão
dois
em
uma
só
carne=í(wo
in
carne
una.
Vemos aqui
a
instituição
do
matrimo
nio,
a sua
indissolubilidade
e
a
monoga
mia.
Vemos
que
a
primeira
mulher assim
como
o
primeiro
homem
não
teve
pae nem
mãe,
mas
que
Deus
os
formou
de
um
pouco
de barro,
e
de
barro
como
são,
estão suscepliveis
a
peccar;
e
peccarão,
se
não
implorarem
o
auxilio
do
céo
e
a
graça
divina.
Pois
bem,
se
vemos
Deus
crear
a mu-
manidade,
e
o
Christianismo
tel-a-ha co
mo
immortal.
E
na
verdade Maria,
a formosa
filha
do
Senhor,
é
aquella
mulher
da
Bibha,
que
mais
merece as
nossas
attenções.
No
antigo
testamento
temos:
Sara,
que
era
a
mais
formosa; Agar,
orgulhosa;
Re-
becca,
mãe
de
Jacob,
que profelisou
a
vinda
do
Messias;
Rachel
e
Lia,
filhas
de
Labão,
aquella
esteril
e.
esta
feia;
Dina,
a
gentil
menina,
por
quem
Sichem,
filho
do
rei
Hemor
se
enamorou;
Ruth,
a
la
boriosa
e
virtuosa
moabita,
casada com
o
rei
Booz;
Débora;
a varonil;
Abigail,
com quem David
casou;
Bethesabeia,
com
quem
David
commetteu
adultério;
Suzana,
a
casta,
que
foi
livre
por
intervenção
de
Daniel;
Judilh,
a
astuta,
que
degolou
Holofernes, o
atrevido
general de
Nabu-
co,
e
por
cuja
acção
cóinpoz
um
cântico
dos
mais
sublimes,
que
se
lêem na
Bí
blia,
e
muitas
outras
tanto
do
antigo
co
mo do novo
testamento; porém
repito,
de
todas
estas
a que
merece mais
a
nossa
attenção
é
Maria,
a
Santa
Virgem
de
Na-
zareth.
ALBINO
S. D. C.
A’ BlecSrtcçwo do
a
Apost®!®».
Londres,
28
de
fevereiro,
1877.
SUMMARIO.
II.
—
(l.°
de
Março) Noticia
(que
pa
rece
de
Entrudo)
de
falar
simplesmente,
curar,
etc.
pelo telegrapho.—III.
—A
im
prensa
Russa
caracterizando
sufliciente-
menle
bem a
Inglaterra,
e
a
política
In-
gleza.—
Factos e circunstancias,
mostran
do,
como
o
Liberangui:
mo
Portuguez fez
instrumento
dos
Inglezes,
para
preparar
a
destruição do império
Calonial
eCatholi-
co
Portuguez.
—
IV.
—
A
Turquia
objecto,
d
’
ora
em
diante,
de
zelos
e
rivalidades,
políticas
e
commerciaes,
mas que
será
so-
25
FOLHETIM
Acabado
o
primeiro
prato
a
velha
en
cheu
os
copos
e
disse
:
—Cândido,
bebamos
este
copo
de vi
nho
pela
causa
do
meu
prazer
e
pela
tua
ventura.
—
Oh!
sim!
minha mãe!...
—
A
’
saúde
d
’esla
feliz
noite!
excla
mou
a
velha
com
as
lagrimas
nos
olhos.
—
Sim...
sim;
e
também
á felicidade
da tarde
que
passou
!
Os
copos
esvaziaram-se.
A
cêa
prolongou-se
até
ás
nove
horas
:
a
velha e o
mancebo conversavam
ale
gremente:
nunca
uma
noite
igual
se
ha
via
passado
no
Purgalorio-trigueiro.
Quando
terminada
a
cêa
a
velha
es
crava
de
Irias
acabava
de relirar-se, Cân
dido lembrou
á
sua mãe
adoptiva
a pro
messa,
que
lhe
linha
feito
—
Já
ceámos,
minha
mãe;
e
eu
estou
ancioso
por
conhecer
o
vosso
segredo.
—
Ainda
não... creio
que
ainda
é
cedo:
que
horas
serão?...
—
Mais
de
nove.
—
Pois
espera
até
ás
onze.
—
Porque então
?
—
E
’
uma
puerilidade...
quero
fallar
ás
mesmas
horas,
em
que me
bateram
á
porta.
—
Em
que
vos
bateram
á
porta?...
—
Sim.
—
E
para
que?
perguntou
Cândido
cu
rioso.
—E
’
a
minha
historia...
é
o
meu
se
gredo.
__
Vós
aguçaes
a
minha
curiosidade, mi
nha mãe
1
—
Tanto
melhor.
—
Fallae
por
quem sois!
nada
faltasse
um
vaso
de
flores naturaes
ornava
a
meza.
—
O
que
é
isto,
minha
mãe?... pergun
tou
Cândido
sorrindo
se.
—
E
’
uma
noite
de
prazer,
meu
filho;
respondeu
a
velha;
e
graças a
Deus
que
o
teu
rosto
se
está
parecendo
com o
meu
coração:
sorriem-se
ambos.
Estás
alegre
hoje?..
—Oh!
muito!
muito!...
tanto
que
te
nho
medo
do
meu
prazer.
—
Porque?...
—
Porque
receio
seotir^nie
dobradamen-
te
infeliz
ao
depois.
—
E qual
é
o
motivo
da
tua
inespera
da
alegria
hoje?...
—
Minha
mãe,
eu
vos
peço
perdão;
mas
é
um
segredo
do
meu
coração.
—
Pois
bem...
eu
o
respeito.
__
E
será
igualmente um
segredo
do
vosso
o
prazer,
que
vos transpira
no
ros
to, e
que
em
tudo
mais
se
demonstra
em
nossa
velha
casa?...
—
Segredo
ou
não...
eu
t
’o
direi.
—
Quando?...
—
Mais tarde.
.
—
Bem... esperacei;
mas
dir-me-heis
hoje.
—Sim
; depois
de
ceiarmos.
—Pois
ceiemos.
A
velha
e
o
moço sentaram-se,
e
co
meçaram
a
comer
com
a
melhor
von
tade.
—
Minha mãe,
disse
Cândido
;
nunca
me
senti
tão
feliz !...
—
Nem
eu
tão
alegre,
meu
filho
;
bem-
Idito
seja
Deus
!...
—
Qual
de
nós
terá
razão?
—
Nós
ambos.
uii.
j.
ii.
is
hícebo
.
OS
DOIS
««s
ROMANCE BRAZILEIRO
VOLUME
II
XIII
O
anniversario.
A’quelle
dia
tão cheio
de
acontecimen
tos
de
immensa
importância,
para
os
amo
res
de
Marianna
e Celina,
tinha de
seguir
uma
noite
não
menos
fértil
ainda.
Eram
oito
horas.
A
voz
da
velha
Irias
acabava
de
cha
mar
a Cândido
para
cear.
O
mancebo,
alegre
como
nunca
esti
vera
em
toda
a
sua
vida,
desceu
as
es
cadas
do
velho
sotão,
e
entrando
na
sa
leta
do
Purgalorio-trigueiro
encontrou
sua
mãe
adoptiva
risonha,
e
prazenteira
como
em
nenhuma
outra
noite
se
mostrára
a
seus
olhos.
Era
talvez
uma
noite
de
festa
aquella
que
se
estava passando
na
pobre
casa
:
sobre
a
meza haviam
dois
pratos
de
mais
;
centra
todos
os
antigos
hábitos
uma
gar
rafa
de
vinho,
e
dois
copos
se
apresen
tavam
aos
olhos
de
Cândido,
e
para que
—
A
’
s
onze horas
da
noite.
—
E até
lá
o
que faremos?
—
Eu,
respondeu
a velha,
pensarei
no
presente, que
me
trouxeram
a
essa
hora.
’ —E
eu?...
—
Tu...
ora...
tu
pódes muito
bem
pensar
na
tua
ventura
da
tarde, que pas
sou.
—
Dizeis
bem, senhora!...
exclamou
o
mahcebo.
E
fechando
os
olhos,
com
os
lábios
dilatados
pelo
mais gracioso
dos
sorrisos...
pensou
em Celina,
até...
Até
ás
onze horas
da
noite.
Quando
os sinos
deram
o
signal
d
’
es-
sa
hora,
Cândido,
como
despertando
de
um
somno
feliz,
exhalou
um
profundo
suspiro,
e
abrindo
os olhos
viu
Irias
sen
tada
diante
d
’
elle
:
—
Onze
horas!
disse
o
mancebo.
—
Sim
;
é
tempo,
respondeu
a
velha ;
eu
vou
fallar...
Irias
e
Cândido
respiraram
e
arranja
ram-se
em
suas
cadeiras,
como
se aquel
la
tivesse
de
contar,
e
este
de ouvir uma
d
’essas
longas
historias,
que
se
contam
nas
noites de
inverno.
E
a
velha
fallou.
—
Ha vinte e
um
annos...
—
Ha
vinte
e
um
annos?!!
exclamou
o
mancebo
interrompendo
Irias
;
ha
vinte
e
um annos?!!
não
é
essa
a
minha
edade?
—
Creio
que
sim.
—
A
vossa
historia tem
pois
relação...
—
Saberás,
se
me
quizeres ouvir.
—Fallae,
disse
Cândido torcendo
as
mãos
com
vivos
signaes
de impaciente
curiosidade.
(Continúa)
■
<
que
perder,
e
que
se
houvesse
tido
juizo.
mais poderia frustrar
o
projecto
Inglez
de
formar
em
África,
á
custa
de
Portu
gal
também,
outro
Império
da índia). Já
com
essas
vistas
—
porque
daqui
se vê
ao
longe,
—
foi
a celebre
expedição
e
guerra
da
Abyssioia,
com todo
seu
supérfluo
ap-
parato,
de
elephantes
Asiáticos,
tropas
In
dianas
e
Europeas, etc.;
para
deixar
em
África uma
opinião
da
potência
irresistí
vel
Ingleza,
que
precedesse
os
procedi
mentos
actuaes
e
os
que
vam
seguir-se;
que
estavam
no
choco,
desde
que
Livingsto-
ne veio
revelar
muita
cousa
que
os
Por-
tuguezes ha muito
sabiam,
mas
que
es
condiam
de
proposito
uliimamente, por
avareza
commercial
de particulares,
não
sabendo
ou
não
querendo
o
Governo
oc-
cupar-se
disso.
No
tempo
tão
calutnniado
do
governo
(ou
desgoverno)
do
Senhor
D. Miguel
—
mas
desgoverno
causado
principalmente,
pela
pertinácia
infame
da
maçonaria,
mascara
da
e
disfarçada
com o nome
de
libera
lismo,
—
ainda,
assim
mesmo,
se
pensava
em
cousas
de
interesse
nacional;
e
mais
e
melhor
se
havia
de
pensar,
se
a
ca
terva
maçónica, immoral e
ambiciosa
de
roubar,
não
tivesse,
com
ajuda
dos
In-
glezes,
e
daquelle
honradíssimo
Luiz
Fip-
pe
Egalité,
perseguido
sem
cessar
a
Pa-
tria que,
por
sua
desgraça
os
produ
ziu.
Não
se
precisa, para prova
do
que
acabo
de
dizer,
mais
que
os
tres
factos:
—
1.®
do tratado, trabalhos e
investiga
ções
para
a
navegação
internacional
do
Tejo
e do
Douro
nas
duas
nações
a
que
pertencem;
—2.°
A
admissão
dos
Jesuítas,
com
o
fim
principal
de
civilizar
e
calhe
quizar
o nosso
Império
Africano—
já
que
o
Brazil
foi
tão
parvo
que
deixou
persua
dir
pelos
Inglezes
e
pela
Maço«aiia,
a
se
isolar
das outras
tres
nobres
e
principaes
partes
do
Mundo,
em
que
tinha
quinhão
solidário
com
Portugal,
que
lhe
deu
a
ci-
vilisação
com
o
Christianismo,
e
o
tirou
primeiro
da
banidade
selvagem
—
3.° A
ex
pedição
(assim
mesmo
defeiturosa
e
mal
arranjâda,
aos Estados do
Muata Cazem-
be
—
%nde
já
tinha
fallecido
o
habil
Doutor
Lacerda,
um
Livingslone
Portuguez),
da
qual
dá
sulliciente
conta
o livro
do
Mi-
guelista
Major
Gamito.
Ainda
poderia
acrescentar
a
isto,
outro
melhoramento
considerável
para
cuja
resolução
—
empa
tada
por tantas
preoccupações
económi
cas
—
eu
lambem
principalmente concorri:
quero
falar
da
primeira
Diligencia,
esta
belecida
entre
Lisboa
e
Badajoz
(e
Madrid,
até
onde
era
prolongada
já);
e
que
ces
sou
e
acabou
pouco
depois,
em
razão
da
necessidade
em
que se
viu
o Governo,
de
fazer face
aos
ataques
da
Liberangada
re
belde
e
anti-Portugueza,
protegida
pela
Inglaterra
e
pela Maçonaria
universal
(teste
Saldanha,
na
sua
celebre
e
parvissima
carta
—onde espontaneamente
confessou,
que
tinha
sido
Chefe
dos
Maçons, dos
Carbonários,
e
dos
Templários,
para
fazer
a
guerra
a
D.
Miguel).
IV.
—
Ha
52
annos, quando
eu
apren
dia
Allemão,
li
uma
broxura
(talvez
ainda
a
tenha
por
ahi
na massa
da
minha
pa
pelada),
escrita
naquella
.
lingua,
e
im
pressa
em
Berlim,
em
1810,
ou
12,
se
bem
me lembro;
onde
se
tratava
de
po
lítica
Europea
concernente
á
Turquia.
Era
escrita
no
interesse
Inglez,
e
ali
se
dizia:
—
Qne
uma
nação
tão
poderosa,
e ao
mesmo
tempo
tão
socegada
e
pacifica,
qual
a
Turquia,
era
de
muito
grande
utilidade
para
a
Europa;
guardando-lhe,
por
assim,
dizer,
as
costas,
e
não
tendo
esta
nada
a
temer
d
’
alli,
ou
não
dando
aquelle
Im
pério
cuidado
a
ninguém
cá
.para
o
Occi-
denie.
Quantum
mutalus
ab
illo
é hoje o
çs-
tado
de
cousas
á
mesma
Turquia
relativo!
Então
mesmo,
já
a
expedição
Eranceza
ao
Egyplo
havia
indicado
á
Inglaterra,
que
os"
seus grandes
interesses Orientaes
não estavam
de
todo
isentos
de
perigo
e
rivalidade.
O
vapor,
porém,
e
sobre
tudo
o
Canal de Suez,
a que
a
Inglaterra
fez
tanta
opposição, para
cuja
construcçào
não
deu
um penny
(e
de
que
hoje
tira
já
mais
partido
que
nioguem
—
nem
tardará
muito
a
estar
inteiramente
senhora
delle),
veio
a dar
agora
á
Turquia
uma
imporlancia
cem
vezes
dobrada.
Hoje
a
Porta,
em
vez
de
ser
aquella
garantia
de
socego
e
segurança
para
a
Europa,
do
lado
do
Levante,
é
um osso
de
contenda
e
de rivalidade,
que
não póde,
anno
mais,
anno
menos,
deixar
de
vir
a
dar
em
conflictos
muito
maiores
e
impor
tantes que o
da Criínea.
A.
R,
SARAIVA.
bre
tudo
victima
da
poiitica
e
dos interes
ses
Inglezes.
[Conclusão]
í.°
de
Março,
1877.
II.
—
Não
tardará
que
se
possam
com-
municar
pensamentos e discursos,
antes
de
se
formarem uns e
se
pronunciarem
os
outros;
suppondo,
como
parece, que
não
seja
peça
de entrudo,
como
as
datas
poderiam
fazer-
suspeitar,
a
longa
descri-
pção
que
hontem
appareceu
copiada
nos
papéis
d
’
aqui,
de
um
novo
invento,
na-
quelle
fértil
campo
delles,
os
Estados Uni
dos
da America
do
Norte
Transcreve-se
do
Boston
Daily
Glove,
de
13
de
Fevereiro,
longa
e detalhada
relação,
da
experiencia
feita na presen
ça
de
numeroso
concurso,
de um
inven
to,
por
meio
do
qual,
se
affirma,
que á
distancia
de
18
milhas
(citando-se
as
lo
calidades),
se transmitiam instantaneamente
discursos, canções, mensagens e-
respostas
de
toda
especie;
ouvindo-se
destas
ultimas
distinctamente
a
musica
e
as
palavras,
etc.
Se
a
cousa
é
séria
e
verdadeira,
como
parece
(e
pode ver-se
no
Times
de
hon
tem
a
relação
por
extenso);
e
se
as
dis
tancias
(izessem
pouca
ou nenhuma
diffe-
rença,
como
succede
com
os
telegraphos
electricos
—e
sobre
tudo,
se
a
voz assim
se
podesse
transmittir
também
por
baixo
do
mar,
—
ahi leríamos
uma
nova
revolu
ção, ou
modificação
e alteração
na
lele-
graphia.
HL—
A
Imprensa
Russa
parecer ver
assás
claramente
a
travez
da poiitica
In-
gleza
nestes
negocios
da
Turquia.
Eis
o
que
segundo o
mesmo
Correspondente
de
Berlim
—
sempre,
na
minha
opinião,
ornais-
bem
informado
nas
cousas da
Rússia,
cu
ja
lihgua
creio
sabe
e
lê
os
papéis
da
mesma,
—
diz
a
Gazela
de Moscou
sobre
a
matéria,
alludindo
ao
que
se disse
aqui
no
Parlamento,
«que o
objecto
da
Ingla
terra
na
Conferencia,
era
manter
a
paz
da
Europa,
e
a
iniegridade
da
Turquia»
A
dita
Gazeta
Russa,
porem,
declara,
por
sua
parle,
que.
«nada pode
igular
o
Machiavelismo,
a
immoralidade,
o
descara
mento,
e
a mordacidade
da
poiitica
Bri
tânica. Que
a
Conferencia
fôra
reunida
para o
fim
de
melhorar
a
condição
dos
Rayas, Christãos,
sem
referencia
alguma
á
integridade
da
Turquia».
Outro
papél
Russo,
o
Mir,
diz,
que
os
debates
recentes
no
Parlamento
Britâ
nico
lhe fazem
lembrar
o
que o Enviado
de
Veneza
em
Londres,
escrevia
para
a
sua
Patria
ou
Governo,
ha
300
annos,
com
relação
aos
procedimentos
de
Croin-
wel,
dizendo:—
«Dissolveu
o Parlamento,
e
agora
guarda
elle
para
si
mesmo
lodo
o
falar
e mentir.»
Quem,
como
eu,
tem
estado
em
In
glaterra
ha
48
annos,
e
visto
como,
no
Parlamento,
e
fora
delle,
e por
meio
dos
correspondentes
da
imprensa
periódica,
se
mente
-
quando,
isso
laz conta
—
da
ma
neira
a
mais
descarada;
procedimentos
e
caracler
das
pessôas; se
torcem,
se
falsi
ficam
os
factos,
quando
vam
contra
a
opi
nião e
desejo
do
senhor
John
Buli;
não
lerá
muita
duvida
em
subscrever
a
se
melhante
pensar
e opiniões
dos
papéis
Russos.
Para
confirmação
podia
eu
apresentar
abundancia
de
provas,
volumes
de
discur
sos parlamentares
de
homens
os
mais
autorizados,
como
Lords
Grey,
Palmerslon,
Russell,
etc.;
como,
e
muito
especialmen
te,
o
celebre
O
’
Connell—e
com
elle
seus
amigos
Sheil,
Duncombe,
etc.
pronuncian
do,
no
Parlamento, as calumnias
as
mais
atrozes
contra
D.
Miguel,
D.
Carlos,
etc.
E
mais
recentemente,
;
que
infamias,
que
calumnias, que mentiras, não
fòram
vomi
tadas
contra El-Rei
de
Nápoles
(pai do
actual desterrado
por
Cavour,
Garibaldi,
e
os
Inglezes)?
jQue
fel
o
Times,
por
exemplo,
deixa
de
cuspir
sempre
que
a
occasião
se
apresenta,
contra -os Bourbon
Legítimos
quaesquer
—
e
tudo
isto
prin
cipalmente
por
odio ao
Calholicismo
!
ó
Nào
tem
o
proprio
Gladstone
(que
pri
meiro
tragou
em
Nápoles
quantas
infamias
os
revolucionários
e
os
maçons
lhe
em
butiram),
ainda bera
recentemente,
esta
do
desfigurando
amargamente
o
Calholi
cismo,
o
Papa,
os
Catholicos?
Certamente,
os
papéis
da
Rússia
não
dizem
cousa
que se
não podesse
facilmen
te
provar
com
abundantes
factos e discur
sos
Inglezes;
e
no
que
respeita
á Turquia,
ao
Ègypto,
á
índia,
e
agora
ás
Africas
Oriental,
Occidental,
e
Central,
já estam
apparecendo
muitas
desfigurações
e
impu
tações,
a
PoUugal
principalmente
(por
ser
a
nação
Oe
por
ora
ahi
tem
mais
mental o
Miserere
chamado
das
Violetas,
No
fim
sairá
da
Misericórdia
a
procissão
das Endoenças, na
qual
será
condusida
a
veneranda Imagem
do
Senhor
Ecce
Ilorno;
Sexta-feira
Santa.
Pelas 9
e
meia
ho-
ras
da manhã,
o
snr.
arcebispo
irá
assis-
tir
á solemnidade
da
missa
dos
presan-
ctificados
e adoração
da
Cruz, segundo o
rito
bracarense, e
á
procissão
do
enterro.
De
tarde,
no
fim
do
Miserere,
haverá
o
sermão
da
Soledade,
prégado pelo
revd.®
padre
Joaquim
da
Silva
Barros;
Sabbado
Santo.
Pelas
9
horas da
ma
nhã
haverá
na
Sé
Primacial
a
bênção
do
novo
lume e
da
agua
da
Pia
Baplismal,
e
a Missa
da
Alleluia,
na fórma
costu-
mada.
Diceioisarlo
de
Geograpliia Uni-
versai.—
Temos
recebido
regularmente
os
fascículos
publicados
do Diccionario
de
Geographia
Universal,
edição
da
empresa
«Horas
Românticas».
A
’cerca
desta
obra
mònumental
escre
ve
o
periodico
«
L
’
lllustration
Universel-
le»;
Não
obstante
não
termos
por
costu-
me
fazer
apreciações
de livros
estrangeiros,
não
podemos
comludo
deixar
de
fazer
men
ção
d
’esle,
por
causa
do
vivo
interesse
que
desperta
e
da
sua
grande
importân
cia.
Os
19
fascículos
já publicados e
que
nós
temos
recebido
nos
provam
quanto
o
fDiccionario
de Geographia
de
M
Co-
rqzzi
é
completo a
este
respeito.
A
geo-
^faphia
de
Portugal,
d
’esle grande
paiz,
,
que»
apesar
da
estreiteza
dos
seus limites,
espantou o
mundo
com
as
suas
expedi
ções,
bem como
a
do
Brazil,
está
admi-
.
Kjvelrtiente
desenvolvida,
com
os
mais
mirftíciosos
detalhes
e
mais
admiravel
pre
cisão.
Portugal,
como
é
sabido,
é
o
uni
co
paiz,
que pela
extensão
e
imporlancia
das
suas
colonias,
póde
rivalisar
com
a
i
Inglaterra.
Algumas
contestações
teem
por
jsso
surgido
entre
os
dois
povos
por
cau
sa
dos
limites
de
suas
respeclivas posses-
•
sões,
e
ainda
uliimamente
em
24
de
ju
lho
de
1875,
o
marechal
<]e
Mac-Mahon,
escolhido
para
arbitro
n
’
uma
questão
d
’es-
ta
natureza,
decidiu
o
litigio
a favor
de
Portugal.
Todas
estas
questões
occupam
natu
ralmente um
logar
importante
no
diccio
nario
portuguez,
em
q
e
se
fazem
esfor
ços,
quasi
sempre
com
vantagem,
para
fazer
prevalecer
o
direito
d’esie paiz
a
suas vastas
possessões,
e
desapparecerem
as
duvidas
que
por
vezes
se
levantaram
a
respeito das
soas
descobertas.
Ueeorreneia lamentável. —
Foi
anle-hontem
recolhido
ao
hospit I
militar
o
furriel
do destacamento
de cavallaria,
estacionado
nesta
cidade,
o
qual ficou
com
uma
perna
muito
malferida
em
re
sultado
d
’
uma
queda
do
cavallo
em
que
montava,
ao
recolher-se da data
dagoa.
Grande
incêndio.—
No
dia
20
ar
deu
em
Lamego o
palacete
do
snr.
vis
conde
de
Guedes
Teixeira,
no
qual
eslava
0
Banco
do
Douro.
Salvou-se
quasi
toda
a
mobília.
Obito.
—
Falleceu
no
dia
21
em
Coim
bra
o
snr.
dr.
João
Antonio
de
Sousa
Doria, lente
jubilado
de
medicina.
Era
um cavalheiro
dos
mais
prestan
tes
d
’
esle
paiz,
e
de
todos
bemquislo.
Deus
tenha
a
sua
alma
na
Gloria.
Uiecionarío
Popular.—
E’
regula
ríssima
a
publicação
d
’
esle
diccionario,
que
está
a
findar o
seu
vo
ume
2.°
Agradecemos
a
remessa
dos
fascículos
com
que
temos
sido
honrados.
®ov« livraria.
—
Abriu-se,
na
rua
do
Souto,
uma
nova
livraria,
succursal
da
livraria
Moré,
do
Porto.
Além
de
haver
n
’esta
cidade
bastantes
livreiros
acredita
dos,
demasiados
para
o
movimento
litte-
rario
d
’
esta
terra,
não
nos
pareceu
acer
tado
o
passo
que
o
snr.
Mengo
acaba
de
dar,
por
estar ainda
muito
de
fresco
a
lembrança
dos
insultos
e
aggressões
feitas
á
classe
ecclesiaslica
na
pessoa
do
illus-
trado
sacerdoie,
o
revd.®
Mesquita Pimen-
lel,
redaclor
da «Palavra».
De
certo
o
snr.
Mengo
não
consultou
pessoas
desin
teressadas
e
conhecedoras
do
espirito
re
ligioso
d
’esta
terra,
aliás
'
retardaria
a
sua
vinda
até
que
fosse
pleno
o desaggravo
dado
á
respeitável
classe
sacerdotal
que
o
povo
bracarense
tanto
venera e
estima.
Noticias
<áe Visella. —
Escrevem-
nos
d
’
aquella
localidade
em
20
do
cor
rente:
Correm
pouco
auspiciosos
os
trabalhos
do
novo
estabelecimento
lhermal.
Em
me
nos
de
ires mezes,
tres
mortes!
Uma
moça
de
17
annos
de idade
foi,
por
imprudência
sua,
colhida
pela
corrente
do
rio
sem
que
alguém
do
trabalho
désse
pela
sua
falta:
já
a
longa
distancia
foi
Pio
IX, Pap».
A
todos
os fieis
de
Jesus
Christo
que
virem
as
presentes
leltras,
saude
e
bên
ção
apostólica. Visto
que
a
Sociedade
ca
tholica
da
juventude
italiana,
além
dos
numerosos
e
insignes
actos
da
piedade
filial
que
ella
não
cessa
de
cumprir,
com
a
maior
parte
dos
christãos
animados
do
mesmo
espirito,
para
com
o
Pae
commum
da catholicidade,
querendo
dar
um teste
munho
de
seu zelo
para
com
Nosco e
da
sua
gratidão
para
com
Deus,
cuja
Provi
dencia
soberana
Nos
fez
chegar
vigoroso
de
espirito
e
corpo
até
esta
idade,
ape
sar
das
terríveis
provas
contra
as
quaes
luclamos,
resolveu, se
Deus
o
permitlir,
celebrar
solemnemente,
no
dia
3
de
ju
nho
proximo,
o quinquagésimo
anniversa-
rio
da
nossa
dignidade
episcopal,
e
como
ella
deseja
que
este
acontecimento apro
veite
ao
povo chrislão;
Nós,
na
nossa
pie
dosa
caridade,
attento
em augmentar
a
re
igião
dos
fieis
e
salvação
das
almas
pelos
lhesouros
celestes
da Egreja,
e
querendo
obtemperar
aos piedosos
desejos
d
’esta
so
ciedade,
forte
(jia misericórdia de
Deus
todo
poderoso,
<e.-d^euctoridade
de
seus
bemavenlurados
*
áj«Kolos
.Pedro
e
Paulo,
concedemos
inísprtcqrdiosamente
no
Senhor
a
lodos
e
a
caída
t£m
dos
lies
de
Chris
to
de
ambos «s
sexos,
no
dia
3
de
ju
nho
d’
este
an^ío,
assistindo
em
qualquer
Egreja ou
oraU>rjo,ao Santo
Sacrifício
da
missa,
depois^ripAe
ter
confessado
no^
verdadeiros-
saditinrçntos
de<
penitencia
e
alimentado
cjiín
q-
sagrada communhãp,
pedirem
a
Deus piedosanqenle
pela
cofi-
versão
doí,
.p^ccadorqs,
pela
propagação
da
fé,
pela
paz
e
triunfo
da
Egreja
ro^,
uma
indulgência
plenária,
coni
re
de
todos
os
seus
peccados,
appli-
mana,
missão
cavei
iguahneàile
por
modo
de
suffragio
pelas almas
&os
christãos
sabidos
.d
eita
vida
em
União pela
caridade
com
Deus.,
Queremos
além
d’
isto,
que
as
copias ou
exemplares
impressos
d’
estas
presentes
let-
tras,
assignaMs
por
algum
notário publi
co
e
que esteja
munido
‘
do
sello
de
qual-
*
quer
pesJoa
cbnstituida
em
dignidade
ec
clesiaslica,
obtenham
absolutamenle
a
mesma
f'ó
‘
cqfrio se
«stas
mespias
ittósem
mostradas
’
ou^represepladas.
.■
Dado
ím
*
Roipa,
junto
a
8.
Pedro,
’sob
o
annel
do Pescador,
a
27
de
fevereiro
de 1877,
do
nosso
pontificado
tr-igesimo
primeiro
anno.
.
j
r,
(LugarVdo
sello). '
•
/
■
Pelo
cardeal Asqúini,
D.
Jacobini„‘
shbslituto.
SAZETI1SA
LRuvjierenne
—
Expõe-se
segunda-
feira
na
parochial
egreja
de S.
Victor.
A
Semana Santa na Sé Pri
maz.
-
Começa
amanhã
esta
semana,
cha
mada
Hebdos
magna
em
rasão
dos
altos
tuisterios
que
n’
ella
se
celebram.
E
’
pela primeira
vez
que
s.
ex.
a
revd.
tDa
assiste na
Sé
ás
grandes
ceremonias d
’es-
ta
semana,
e
porisso
tem
destinado
ir
alli
no
Domingo de
Ramos.
Fará
o
snr.
ar
cebispo
a
bênção
dos
Ramos
e
presidirá
á
procissão:
Haverá
missa
de
circulo;
Quarta-feira
de
Trevas.
Começarão
as
Matinas
ás
4
horas
da
tarde,
com
res-
ponsorios
cantados
a
musica da
capella,
e
o
psalmo
Miserere,
a
grande
instrumental;
Quinta-feira
Santa.
Haverá
Pontifical
e
Bênção
dos Santos
Oleos.
S.
exc.
a
revd.
,ua
dará
communháo
geral
ás
pessoas
presentes;
as
quaes,
assim
como
aquellas
que
nesse
dia,
confessadas
e
communga-
das
visitarem
a
Cathedral,
e
orarem
a
Deus
pela
exaltação
da
fé, e
conforme
as
intenções
do Surnmo
Pontífice-,
ganham
indulgência
plenaria,—por
ser
o
dia
da
primeira
missa
que
o
venerando
prelado
celebra
na Cathedral. O
mesmo
ex.
m°
e
revd.1110
snr.,
pela
sua
uliima
Pastoral,
que
por
falta
d
’espaço
não
publicamos
hoje,
concede
a.
todos
os
confessores
ha
bilitados
da cidade,
desde
o
dia
24 até
domingo
de
Paschoa,
amplas faculdades.
A
’s
3
horas
e
meia
da
tarde far-se-ha
a
ceremonia
do
Lava-pedes
a
12 ecclesias-
licos
dos
que assistirem
á
sagração
dos
Santos
Oleos.. S.
exc.
a
revd.
ma
servir
Ihe-
ha antes
ura
jantar
no
salão
do seu
Pa
ço:
separadamente
serão
vestidos
12
po
bres,
na
fórma
do
costume.
Finda
a ce
remonia
prégará
o
sermão
do
Mandato o
snr.
padre
João
Rebello.
O
prelado
as
sistirá
ás
Matinas, como
na
vespera,
can-
lando-se
com
acompanhamento
a instru-
r^r^BamEr.gg
tirada
do
rio
por dois
homens,
e
presta
dos todos
os
soccorros
da
medicina,
foram
infructiferos
para
a fazer
voltar
á
vida.
Outro
trabalhador
esmagado
por
uma
pedra,
conduzido
ao
hospital
de
Guima
rães,
poucos
dias
depois,
era
cadaver.
Ante-hontem
ao
lado do sul
do
rio
foi
visto por
um
homem
um
cão
com
um
vulto
na
bocca.
Aproxima-se
d
’
elle,
e
observa
ser
o
corpo
d
’
uma
creança
recem-
nascida,
lendo
o
craneo
meio
devorado,
assim
como
o
peito. Procedendo-se
a
in
dagações recaem suspeitas
em
uma
rapa
riga,
que
trabalhava
nas
obras
da
fregue-
zia de
Lustoza,
do
concelho
de
Louzada.
Não nos
consta
até á
hora
em
que
es
crevemos,
que
a
malvada,
qualquer
que
fosse,
tenha
caido
no
poder da
justiça.
Ilontem
foi
levantado
o
respecttvo
auto.
Esperamos
que
a
justiça
seja
inexorável
para
se
não repetirem
tão monstruosos
crimes,
que
envergonham
a humanidade.
—
Visellense.
«o
gjezerto c5’«s»a».
—
E
’
esta
in
teressante
publicação
a primeira
parle
das
Aventuras
de
terra
e
mar,
do
capitão
Meyne-Reid, que
a
empreza «Horas
Ro
mânticas»
está
dando
á
estampa,
tradu
zidas
com
muito
esmero
e impressas
lu
xuosamente.
Todos
os
volumes
são adornados de
primorosas
gravuras.
Virão
a
formar
uma
bibliotheca
cu-
riosissima
e
digna
d
’
estimação.
Novo
cs>r«8ei»S.—
Em
um
numero
do
«Tablet»,
íê-se:
Vae
haver
um
novo
cardeal
inglez^
o
Arcebispo
Howard,
que
recebeu
a
intima
ção
de
que
vae
ser
elevado
ao
Sacro
Col
legio,
no consistorio
que
será
celebrado
na segunda
semana
do
mez
de
março.
'
O
arcebispo
Eduardo
Henrique
Howard,
nasceu
a
13 de fevereiro
de
1826.
E
’
neto
de
Lord
Edward
Charles
Howard,
irmão
de
Edtiard
Howard,
12.
0
duque de
Norfolk,
e
íilho
Edward
Gdes
Howard,
Esq.
que
falleceu
no Funchal,
ilha
da
Madeira, onde
descançam
seus
restos
mor-
taes,
quando
o
futuro
cardeal
era
ainda
muito novo.
O
Arcebispo
Howard
pertenceu
á
mi
lícia ingleza, como oflieial
nas 2.
as
Life
Guards,
tendo
dirigido
o
sahimento
fúne
bre
do
duque
de
Wellington.
Deixando
o
exercito
pelo serviço
da
Egreja
em
1853,
entrou
na
Academia
dei
Nobili Ecclesiaslici
em
Roma,
e
foi orde
nado
subdiacono
por
S.
Eminência
o
cardeal
Wiseman,
no
dia
8
de
dezembro
de 1854,
dia
em
que foi
definido
o
dogma
da
Immaculada
Conceição.
Em
1854
foi
ordenado
presbytero
na
Basílica
de
S.
João
de
Laterão,
pelo
car
deal
Vigário
de
Roma,
Patrizi.
Distinguiu-
se
pelos
seus
serviços
e
prudência, como
pela
felicidade
que
linha
era
conhecer as
linguas
estrangeiras,
sendo nomeado
pela
Santa
Sé
para
ir
á
índia
afim
de
tomar
parte nas
negociações
relativas
ao
scistna
de
Goa.
Quando voltou
d’
esta
importante
com
missão
foi
nomeado
Prelado
Domestico
de
S.
Santidade.
Em
agosto
de
1870,
foi
nomeado
peio
cardeal
Maítei,
então
Deão
do
Sacro
Collegio,
para
seu
vigário
no
cilicio
de
Arcipreste
de
Basílica
de S.
Pe
dro.
Monsignor
Howard
foi
nomeado
Bispo
coadjutor
de
Frascati,
em
22
de julho
de
1871
e
no
dia
30
do
mesmo
mez,
foi
sagrado Arcebispo
de
Neo
Coseria,
in
par-
tibus.
na
Basílica
de
S.
Pedro
pelo
car
deal
Sacconi.
O
arcebispo
Howard
é
bem
conhecido
e
muito
considerado
em
Roma,
como
ec-
clesiasiico
exemplar,
de
presença
distincta
e
vida
estudiosa.
Falia
fluentemente o
francez,
o
italiano,
o
russo
e
o arabe
com
as linguas semiihantes.
A
nova
da
sua
elevação
á
purpura
cardinalícia
será
recebida
com
muito
pra
zer
e
satisfação
pelos
seus
numerosos
ami
gos
de Inglaterra
e
de
Roma.
Teremos
agora
tres
cardeaes
súbditos
de
Sua
Magestade
Britânica,
—
O
Arcebispo
Cullen,
Dublin,
Irlanda,
o
Arcebispo
Man-
ning,
Weslminster,
Londres,
e
o
Arcebispo
Howard.
A.
lamilia
Howard,
que lem
dado
á
Egreja
tantos
ecclesiasticos
disdnctos,
ape
nas
conta
dois
Cardeaes,
Philip
Howard,
íilho
de
Henry
Frederick,
conde
de
Arun-
del,
Lord
esmoler
da
Rainha
D.
Calha
rina
de
Bragança,
consorte
de
Carlos
II,
Cardeal
d’este
1675
até
1794, e
Eduar
do
Henrique,
proximo
a
ser
creado
Car
deal.
Sermúo.
—
No
domingo
passado
pre
gou
na
capella
do
Paço
Arciuepiscopal
o
talentoso
estudante
do
3.°
aimo
theologi-
co,
o
snr.
Manuel
Vieira
Reis
Júnior.
O
assumpto
que
tomou—
A
ínnocencia
da
vida
chrislã
—
foi
desenvolvido
com
muito
engenho
e
eloquência;—
o
que
não
nos
admira porque
conhecemos os
talentos
que distinguem aquelle
nosso amigo.
Foi
uma
estreia brilhante.
Renfão
<ie Ramos.
—
Celebra-se
ámanha
a Bênção
dos
Ramos
na
Sé
e
no
Sancluario
do
Bom
Jesus
do Monte.
A
eãte
áltimo
local costuma
concorrer
muito
povo
desta
cidade
e
de
fóra.
Cantil
lo
-Castella-Braneo. — A
cha-se
gravissimamenle
enfermo,
e,
se
gundo
nos
informam,
sem
esperança
de
vida,
o
snr.
Camillo
Castello-Branco,
nos
so
primeiro
romancista
e
um dos
mais
notá
veis
e
fecundos
escriptores d’
este
século.
Fazemos
volos
ao
ceo
pelas
melhoras
do
illustre
enfermo.
Novo euiinl,—
O
correspondente
pa-
riziense
do «Times»
diz
que
M.
de
Les-
seps
annuncia
do
Cairo
que
o
canal
Is-
mailich,
que
liga
o
Nilo
ao
lago
Timsah,
será
officialmenle
inaugurado
no
dia
9
de
abril
proximo.
Nlontanltas de
agl.—
As
montanhas
de
sal
que se
descobriam
-no
Estado
de
Nevada,
na
margem do
Ferry e
do
Vir
gin,
pódem
passar
por
grandes
curiosi
dades
da
natureza.
O
seu
solo
lem
a
dureza
do
mármore,
e
comò.-outras
ro
chas,
é
atravessado
por veias heteroge-
neas.
Os montões
de sal
qu«
se
destaca
ram
d
’
e!las
são
d’
nm
pardo-
sombrio:
se
melham-se
ao
granito
ordinário
e
encerram
92
0/
q
de
sal
puro.
Na
vertente
oeste
da
montanha,
acha
ram-se
laminas
de
sal
tão
transparentes,
que se
lè commodamente
através,
na
es
pessura
de
14
ou
15
centímetros.
Não
longe
d’
alli, ao norte,
salta
uma
fonte
profunda
bastante
considerável,
cujo con-
theudo
em
sal
excede
a
de
iodas as
fon
tes
salinas
conhecidas
até
hoje.
Portuguezes
fiUleeòlos. —
Desde
23
a
28
de
fevereiro, falleceram
no
Rio
de
Janeiro
os
seguintes
súbditos
.
portu-
guzes:
•
Joaquina
de
Sousa
Guimarães,
39 a.,
s.;
Joaquim
Bamos,
23
a.,
s.$ João
Mar
tins-Fagonde,
35
a.,
s.;
Justino
Teixeira
Lopes,
45
a.,
s.;
Francisco
Machado
de
Sousa,
70
a.,
v.;
Francisco
Ignacio
de
Moraes,
35
a.,
s.;
José
Xavier
Malheiro,
25
a.,
c.;
Manoel
Joaquim
Garcia,
51
a.,
s.; Francisco
Pereira
da
Silva,
30
a.; c.;
Bernardo Marques,
36
a.,
c.;- Francisco
Estacio,
34
a
,
s.;
Adão
Monteiro
de
Queiroz,
73
a.;
Francisco
José
Pereira,
40
a.,
s.;
Antonio Pinto
de
Azevedo,
29
a.,
c.; Antonio
Moreira
da
Rocha,
31 a.,
s.;
José
Antonio
da
Silva,
41
a.,
c.;
Francisco
Antonio
da Silva,
41
a.,
v.;
Isabel Maria das
Neves,
37
a.,
c
;
João
da
Silva,
60
a., s.;
Anna
Joaquina
Ferreira,
40
a.,
s.;
João
Simões
da
Silva,
28 a.
s.;
A
’ caridatSe
publica.—
Recommen-
damos ás
almas
bemfazejas
uma
pobre
mulher
de
80
annos
de idade, que
se
acha
doente
e
sem
meios
de
subsistência,
para
que
a
soccorram
com
urna
esmola
pelo
divino
amor
de
Deus.
Mora
na
rua
de
S.
Gonçalo
n.°
11.
iooicimros
Francisco
Jacome de
Sousa
Pereira
de
Vasconcellos,
Vasco
Jacome
de
Sousa
Pe
reira
de
Vasconcellos,
e
Visconde
de Ruães,
julgam
ter
agradecido
pessoalmenle
a
to
das
as
pessoas
da
sua
amisade
e
relações
que
lhes
dispensaram
dislinctos
obséquios
durante a
grave
e prolongada
enfermida
de
de
sua
muito
querida
e
sempre
chora
da
irmã
e cunhada
Maria
da
Conceição
Jacome
de
Sousa Pereira
de
Vasconcel
los,
assim
como
ás
que
se
dignaram
acom
panhar
o
cadaver
da
finada
até
a
real ca
pella
de
Santa
Cruz
e
ahi
honraram
com
a
sua presença
os
ofiicicios
fúnebres
que
tiveram
logar
no
dia
25
do
mez
passado;
mas
sendo
possivel
que
para
com
algu
mas
deixassem
de
cumprir
tão
imperioso
dever,
pedem
desculpa
da
ommissão,
e
significam
assim
a
sua
mais
intima
e
cor-
deal
gratidão.
Igualmente
agradecem
a
todos
os
se
nhores
reverendos
ecclesiasticos,
que
obse-
quios.amente
se dignaram
celebrar
e
as
sistir
aos
referidos
officios
por
alma da
li
nada.
,
(169)
.
.
...
....'SSSfiga»
ANNUNOIOS
CONVITE
Por
ordem
do
Exm.
0
Snr.
Presidente,
são
convidados
todos Illm.
os
Snrs.
Socios
da
Associação
Commercial
d
’
esta
cidade,
a
comparecerem
na
sala
da
mesma,
hoje,
24 do
corrente,
pelas
5
horas da
tarde,
para se
discutir
a
representação
delibera
da
na Assembleia
transada.
Braga
23
de
março
de
1877.
O
Secretario
da
Meza,
(178)
Antonio
Joaquim
Moreira.
THEATRO
DE
Em conformidade
com
o
art.
n.°
8
dos
estatutos
do
theatro
de
S. Geraldo,
são
convidados
os
snrs.
accionistas
para
com
parecerem
no
salão
do mesmo
theatro,
no
dia
2
d
’
abril
pelas
11
horas
da
manhã
a
fim
de deliberarem
sobre
assumptos
de in
teresse para esta associação.
Braga
20
de março
de
1877.
O presidente,
(179)
Jeronymo
da
Cunha
Pimenlel.
PAO DE LO’
Na
rua
das
Aguas
n.°
70,
recebem-se
encommendás
de
roscas
de
pão
de
ló
de
todos
os
tamanhos
e
da
mais
superior
qualidade
;
e
tem
bem
enfeitadas,
á
von
tade
do
freguez.
(177)
CAIXA
PERDIDA
Perdeu-se
uma
pequena
caixa
de pra
ta para
rapé, desde
a
rua
dos
Biscainhos
até
S.
Miguel-o-Anjo n.°
33.
Quem
a
en
tregar
recebe
gratificação.
(180)
VENDA DE QUINTA
(í
B
raça
vohiiitat-in)
Quinta-feira
5
d
’
abril
do
corrente anno,
vender-se-ha
em
praça
particular,
ao
meio
dia,
na
.
Vilia
de
Felgueiras,
a
grande
e
mimosa
quinta
do
convento
de
Potnbeiro,
proximo
á
estrada
de Rodagem
que
segue
da
referida
villla
para
a
cidade
de
Gui
marães,
a qual
pertenceu
ao
fallecido
An
tonio
Pereira
Leite
Guimarães.
E
’
toda
fe
chada
pela
circulação
d
’
um
muro,
e
é
de
natureza
allodial.
Compõe-se
de diversos
campos,
gran
de
sorte
de
mato,
e
tapada
de Santa
Cruz,
contendo
bravios
com
abundancia
para
a
mesma
quinta,
casas
de
vivenda,
grande
parte das
casas
do
convento
e
outras
diversas
para
commodidade
dos
ca
seiros,
grande
encanamento
d
’aguas
das
quaes
é
muito
abundante,
grande
e
ma
gnifico
chafariz,
alpendre, espigueiro
e
ei
ra
ladrilhada
;
—
estes
quatro
objectos
riva-
satn
pela
sua
elegante
e
segura
construc-
ção
com
os da
mais
famosa
quinta
que
haja
na
redondeza
d
’
esta
vilia,
—moinho,
madeiras
serradas
e
por
serrar,
produz
grande
quantidade
de
vinhos
e
fructas,
10
carros
de
pão
annuaes, grandes tu-
Ihas,
pipas
e
outras
vazilhas
para
guardar
os
líquidos.
Pensa
tres
a
quatro
juntas
de
bois.
A
venda
terá
logar
na
dita
vilia, em
frente da
casa
da
camara.
Esta
quinta
é
toda
livre
e
desemba
raçada
;
não
paga
foros
nem
tem
compro
missos
de
especie
alguma.
No
acto
da
praça
estarão
patentes
todos
os documen
tos
necessários
para
segurança
do
com
prador.
(172)
Rua
de
S. João n.°
9
Joaquim
Antonio
Pereira
(vulgo
o
Ma
duro')
com estabelecimento de
mercearia
na
rua
de
S.
João
n.°
9
A
—
a 9
E,
faz
publico,
que
junio
do
seu
ramo
de
nego
cio,
tem
uma
doçaria
e
confeitaria,
onde
se
faz
toda
a
qualidade
de
doce
o
melhor
possivel,
e
bem
assim
se
encarrega
de
qualquer
encommenda,
que
será feita
com
a
maior
promplidão
;
porisso,
conta
com
a
concorrência
do
illustre
publico,
pois
que
tanto
em
preço
como
em
qualidade
do
doce,
o
póde
servir
melhor
do
que
nin
guém.
(167)
Arrematação
simultânea
na
Re
partição
de Fazenda
do dislri-
cto de
Braga e na Administra
ção do Concelho
de Braga, no
dia
13
de abril de
1877,
de propriedades pertencentes á
Santa Casa da Misericórdia do
Porto.
Distrieto
e
concelho «Se ãSraga
Freguesia
de
Vimieiro
Um
campo
de
terra
lavradia
com
ar
vores
de
vinho
e
agua
de rega
e
lima,
chamado
o
Campo
da
Fontella,
situado
ao
poente
da estrada
do
Porto
a
Braga,
no
logar
de
Maçada,
confrontando do
nascen-
cente
com
a
referida
estrada,
do
pçente
cohi
Estevão
da
Costa
Ribeiro,
norte
com
prédio
do
padre Ignacio
Ribeiro
da Cruz,
sul
com
propriedade
de
José
Antonio
Go
mes.
Louvação
130$000
rs.
Tres
leiras
de
malto
com
carvalhos
e
pinheiros, sitas
no
monte
chamado
da
An
dorinha,
no
logar
da
Maçada,
e
se
deno
minam
leira
da
Esperança,
Bouça
e
leira
dos
Castanheiros.
Formam todas
uma
pro
priedade
que
desce
do
nascente para
o
poente,
apresentando
1!
linhas
que
con
frontam
da
fôrma
seguinte:
tres
que
fi
cam
do
lado
do
norte
confrontam com
João
Ferreira
e
José
Cerqueira;
tres
que
(icam
do
lado do
poente
confrontam
com
o
mesmo
Cerqueira
e
Estevão
da Costa
Ribeiro
Cruz;
duas
do lado do
sul
con
frontam
com o dr. Daniel José
Fernandes
e
Manuel José
Ferreira
Hilário;
tres
do
lado
do
nascente
confrontam
com José
Joa
quim
de
Carvalho
e
João
Ferreira. Estas
leiras
com
a
que
se
segue
constituem
um
prazo foreiro á
Camara
Municipal
de
Bra
ga
em
400
reis
annuaes
e
landemio
de
quarentena,
pagando
estas
leiras
ao
cabe
ça
de praso
50
reis
annuaes,
a que
o
ar
rematante
fica
obrigado.
Uma
leira de ter
ra
de
monte,
chamada
a
leira
da «Fonte
de
Ouro»,
sita
na
logar
do Marco,
no
monte
da
«Andorinha»,
confronta
do
nor
te
e
nascente
com
terra
dos
herdeiros
de
Manuel
Ferreira,
sul
com
José
Gonçalves
e
do poente com
o padre
Ignacio
Ribeiro
da
Cruz.
E
’
sujeita
ao
praso
acima
refe
rido,
pagando
ao
cabeça
de
praso
10
reis
annuaes.
Louvação
69$038 rs.
Porto
e
Santa
Casa
da
Misericórdia,
17
de
março
de
1877.
é
O
Oflicial-Maior,
Manuel
Gonçalves da
Costa
Lima
(175)
NOVO HORÁRIO
Manuel
Rodrigues Santa
Marinha
&
C
*
Antonio
do
Couto
Vinagreiro,
da
cidade
de
Guimarães,
fazem
publico
que
a
sua
diligencia
diaria
de
Braga
a
Guimarães
fi
ca
saindo
desde
o dia
1
d
’
abril
ás
5
ho
ras
da
manhã.
N.
B.
Os
snrs.
passageiros
que
quize-
rem seguir
nos
seus carros
para Amaran-
te, Fafe,
Gandarelía,
Arco
e
Cavez tem
de
seguir
n’
esta
mesma diligencia.
Os
bilhetes
veniiém-sè
no
mesmo
es-
criplorio
do
bem
conhecido
Ribeiro
Braga.
Braga
15
de
março
de
1877.
Pelos
annuricianles==fliõeiro
Braga.
(165)
-----------------------------------------
. I
■
A
BELLA PINGA
•No
armazém
de
vinhos
da
Rua
de
San
to
André
n.°
20,
encontra-se
um
variado
sortimento,
das
principaes
qualidades
de
vinho
de
Monsão,
Arcos
de
Val-dè-Vez,
de
Basto
e
do
concelho
de
Braga.
Vende-se
por
pipas
e
barris.
Quem
per-
tender
dirija-se
a
Cerqueira
da
Silva
&
Gonçalves,
largo
da
Lapa n.° 1 ou
com
Francisco
Manoel
Xavier,
rua
.dos
Chãos
n.°
25.
(148)
Vinho
do
Alto Douro
No
Campo
de
D.
Luiz
1.°, casa
n.° 9,
e
morada
do
Bacharel Antonio
Joaquim
da
Silva
Cerqueira,
vende-se
vinho
superior
do
Douro,
da
melhor
localidade
d'aquella
região,
e
de
sua
própria
casa.
(174)
17-RUA DE
S.
VICENTE-17
BRAGA
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únicos
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machinas
para coser,
com
casas
estabelecidas
em
Portugal
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fornecer directamente
ao
publico
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e
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obtiveram maiores
prémios
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S.
VICENTE,
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DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para S. Vicente, Pernambuco, Bahia,
Rio de
Janeiro,
Montevideo
e
Buenos-Ayres
Acceitando
lambem
passageiros
de
3.
s
classe para SANTOS
e
RIO GRANDE DO SUL|
com
trasbordo
no
Pio de
Janeiro
PAQUETES A
GUADIANA
.
’:
.
28 de
Março
♦
NEVA
.....
13
de Abril
MONDEGO.
.
.
.
28
de
Abril
SAIR
DE LISBOA
ELBE
.........................
13
de
Maio
MINHO
.........................
28
de
Maio
TAGUS.........................
13
de
Junho
PREÇOS
aOMMODOS
Cada paquete d’esía companhia
leva
a
bordo
eriados e cosistlseir»»
portngneze»
para
commodidade
dos
passageiros
de
todas as elasaes.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia Central
no
Porlo
ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção
para
Lisboa
é
por
conta da
Companhia.
A
bordo os passageiros teeaas grátis cama, roupa de eama, co
mida
feita por cosãBtbeiros portuguezes, vinho duut
*
vezes
par dia,
assistência medica, serviço
<ie
eriadoa
e outras
despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
de
um
quarto
de
século tem
feito cora
que os
paquetes
d’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional;
além d
’isso
pela limpega,
boa ordem,
bom
tratamento e
accomodações
a
bordo,
e
pelos melhoramentos
mais
modernos
tanto
para a
hygicne
como
para
a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e pelos
agrade
cimentos
de
mais
de
mil
e
cera
passageiros
d’enlre
elles
feitos
por
escripta
como
consta de
docu
mentos
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos,
pelo
Governo
Inglez
para
a
conducção das
suas
malas
do
correio, e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES PAQUETES a honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Imperador e
Impe
ratriz
do
Brazil,
como
também
S.
A. o
Infante D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rna
do
’
s
Inglezes,
23,
do
agente
GUILHERME
C.
TA1T;
e
nas
provín
cias
nas
agencias e correspondências
estabelecidas
em
todas as
principaes
cidades
c villas.
Agente
em
Braga
o
snr. João
.Manoel
da
Silva Guimarães,
rua
do
Souto.
de
um
gosto
agradavel,
adoptados
com
grande
exito
ha
mais
de
20
annos
pelos
melhores
médicos
de
Paris-,
curào
os
deflussos,
gripe,
tosse,
dores
dé garganta,
catarrho
pulmonar,
irritações
do
peito,
vhs
urinarias
e
da
bexiga.
Paris,
BLAYN,
Pharmacien
à
Paris,
7,
rue
du
Marché
Saint-Honoré. Preços
540
«
810
reis.
Pasta
260 reis,
Em
Lisboa
:
Barreto,
e
em
todas
Pharmacias.
etc.
DOWS BâS MIMEW
TRATAMENTO
(
sem
necessidade
de repoiso
nem
regimen)
por
Mad. Lachapelle,
professora
parteira,
das
enfermidades
das mulheres,
inllammações,
ulceras,
consequên
cias
do
parlo,
desarranjo
dos orgãos,
causas
frequentes e ás
vezes
ignoradas
da
es
terilidade,
languidez,
palpitações,
debilidade,
doenças
nervosas,
enfraquecimento
e
muitas enfermidades
reputadas
incuráveis—
Os
meios de
cura
que
emprega
Mad.
La
chapelle,
simples
e
infalliveis.
são
o
resultado
de
assíduos
estudos
e
observações
pra.
jicas.
Consubações
das
3
ás 5—
Rue
Monlhebor,
27, perto
Tolherias,
Paris.
(40-H-)
INJECTION BROU
Linimento
BOYER-MICHEL para cava
los
fazendo as vezes de fogo e não deixando
vestígios
do seu
emprego M
ichbl
,
pharma-
çeutico
em Aix (na Provença) Èranca —
Preço
1,000 reis.-Em
Lisboa
o snr
Barreto, Loreto, n 0
28 — 30/25)
AOS
AMADORES
Dinheiro a
juro
N
’esta
Redacção
se
diz
quem
dá
a ju
ro
a
quantia
de
quatrocentos
mil
reis
so
bre
hypotheca,
e
com
fiadores
idoneos.
(164;
VENDA
DE
CASAS
DE
M
jh
"
tT
Quem
quizer
aprender
a tocar
guitar
ra,
dirija-se
á
rua das
Aguas
n.°
40.
Preco
por
cada
licão.
.
.
60
rs.
(168)
Hygieniea Infallivel ypreaervativa;
absolutamente
a
unicaqne cura sem
lhe jantar mais nada. Vende- s-l
se
nas principaes pharmacias do
mundo. Exigir
a I
instrucclo
do
use. (30 afioe de exitoAVuii, casa do
I
inv"
B™
Magenta, CM.
UA
m
,
S' Barreto Loreto 28
e 30. •
I
•
Vende-se
4
moradas
de casas
com
quintal
e
agua,
sitas
na
rua
de
D. Pedro V,
sendo
n.°
76,
77,
85
e
86.
Tracta-se
no
largo
dos
Penedos,
n.°
1.
(65)
Venda
de casa
Vende-se
a
casa
da
rua
do
An-
í°
n,
°,
11
5 Para
tractar
na
mes
-
A
ma,
desde
Q
mei()
<Jja
até
ás
2
horas
da
tarde.
(64)
Arrematação
simultâneo no
Mi
nistério da Fr-zemla e us» Ee-
parlição
«le Fazenda «Uo
Biatri-
«•itíi de
Braga, na
dia “8 «Se
mar
ço «I®
ÍSH31»
propriedade
pertencente
lí
HGnta
da
YSi-
■ericordip
<ss>
Forío,
Uma
propriedade
sita no
logar
de
Ma
çada, freguezia
de Santa
Anna
de
Vimiei
ro,
que
se
compõe
de
casas
de
habita
ção,
um
andar e
lojas,
terra
la
.radia
com
arvores
de
vinho
e
fructo,
tudo
em
so
calcos,
descendo
do
nascente
para
o
poen
te
até
chegar
á
estrada
real,
que
vae
do
Porto
para
Braga.
Tem
agua
de
rega
e
lima
de
duas
prezas
e
confronta
em
toda
a
linha
do
poente
com
a
referida
estra
da
real,
sul
com‘
a
propriedade
de
Luiz
Antonio
Dias,
nascente
com
Maria
José
Ferreira
Hilário,
com
Manuel
Pereira
Mar
tins
e
com
Manuel José
da Cosia,
norte
com
prédio
de Manuel
José Ferreira
Hi
lário.
Parte
dos
dous
primeiros
socalcos,
comprehendendo
a
parte urbana,
é terreno
de dous prazos,
foreiro
á
Camara
Municipal
de Braga
em
110
reis
e laudemio
de
qua
rentena.
O resto
da
propriedade é
one
rado
também
ao
dominio
de
querentena
para
a
fazenda
nacional
por
dois
prazos
pertencenies
aos
extinclos mosteiros
dé
Santo
Agostinho
de
Lisboa,
e
extinclos
religiosos
do
Colleginho da
cidade
de
Lisboa,
aos
quaes o
arrematante
fica
obri
gado.
Louvação
1:557$855.
Porlo, e Santa
Casa
da Misericórdia,
7
de
março
de 1877.
O
oílicial
maior,
Manuel
Gonçalves
da
Cosia
Lima.
(153)
Arrematação voluntária dos bens
immobiliarios do fallecido vis
conde de S. Lazaro,
Pelo
juiso
de
direito
d’
esta
comarca,
e
cartorio
do
3.°
oílicio, de
que
é
escrivão
Moita,
no
dia
15
do
proximo
futuro
mez
d
’
abril,
pelas
9
horas
da
manbã,
á
porta
do
tribunal
judicial
silo
no largo
de
San
to
Agostinho,
se
tem
d’
arrematar,
e
en
tregar
a
quem
mais
der
—
quando
conve
nha
—
os
bens seguintes:
A
casa
nobre,
com
seus respeclivm
jardins,
e
quintal
junto, tudo circuitai
por
muro,
de
natureza
alludial,
no
val«
de
25:090(8000
rs.
A
propriedade
rústica
contígua
Desdi
tos
jardins,,
comprehendendo a
cochein,
casa
de
cazeiros, eira,
coberto,
aguas f
mais
pertenças,
que
se
compõe de
varia
prasos
foreiros
ao
revm.
0
cabido da
S
Primaz,
aos
herdeiros
d
’
Estevão
Falcão
Col
ta
de Menezes,
á
real
irmandade
de
Sanli
Cruz. Hospital
de
S. João
Marcos,
á
tra
Primaz,
e
á
coraria
da
Sé.
confroní
do
nascente
coin a
rua
de
S.
Lazaro
i
quintaes
das
casas
da
rua
da
Ponte,,
com
terra.de D.
Adelaide
Raio
de
Pain:
do
sul
com
a
mesma;
do
põente com'
caminho
chamado
do
Fojacal;
e
do norft
com
o
quintal
da
dita
casa
nobre,
no
vi
lor
de
12:000^000
rs.
Uma
morada
de
casas
em
principio
í
construcçào,
defronte
da
referida
casa
n-
bre
com
toda a
pedraria
aparelhada
e
p«'
apparelhar,
que
se
acha depositada
no
cair-
po dos Remedios,
no valor
de
3:000$$
reis—
e finahnente
uma
outra
morada
i
casas
com
seu
eido,
denominado
da
Ci
çada,
no
logar
do
Sobreiro,
freguezia
Santa
Eulalia
de
Tenões.
no
valor
dere
400$000
;
porisso
toda
a
pessoa
que q«i
zer
lançar
póde
comparecer
no
dia eh
ra
indicado.
Braga
5
de
março
de
1877.
Pela
commissão
administradora
e
I'
quidataria,
O
solicitador=João
Ferreira
Torres-
(147)
LETRA PERDIDA
Perdeu-se
uma
Letra
de
300$000
rej
do
Banco
Industrial
do Porto,
vinda
í
Rio
de
Janeiro,
d
’agencia
do mesmo-)
pessoa
que
a
achasse
e
a
queira entreg1
o
póde
fazer no
Campo
de
SanfAnnai
1
27,
a
Antonio
Gonçalves
Valença,
e
retf
berá
alviçaras.
■
ii Matji«0r>«Aaa%>A.
-.
rMvaaaoBnatuaiaMaaKffniaiMt.'-
'
**
»
*
r
*
ARTE DE TACHYGRAPHIA
c
'
Vende-se
em
Braga,
rua Nova,
o-
e
no
Porlo
:
preço
300
rs.
