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Parte de N.º 821 de 08/08/1878

conteúdo
kg

^'í>'rau:H>SAL.
EDITOR
E

PROPRIETÁRIO JOSÉ
MARIA
DIAS DA
COSTA,

RUA
NOVA
N.°

3
E.
PREÇO

DA
ASSIGNATURA
PREÇO

DA
ASSIGNATURA
6.° ANNO
Braga,

12 mezes
..................
1&600
»

6
»..,....
850
Correspondências
partic.

cada

linha

40
Annuncios
cada
linha........
20
Repetição...........................

10
PUBLIGA-SE
ÁS

TEHfAS,
QUINTAS

E

SABBADOS.
Províncias,
12

mezes
................
2^000
»
6

»
................
l$050
»
sendo

duas

assignaturas

3&600
Brazil,
12

mezes,

moeda
forte.
.

3^608
Folha

avulso
........................

íô
N.° 821
BRAGA



QUINTA
FEIRA
3 DE
AGOSTO
DE

1393
A

RedaefSo

do

aCommereio

do

Minho».
Londres,
27
de
Julho,
1878.
[Continuação]
SUMMARIO.
III.


Progressos

da

Educação

Catholi-
ca
do

Povo
na Inglaterra,
como

nos

Esta-

dos-Unidos
da
America
do
Norte.
IV.

—Resposta do
Imperador

Guilher­
me ao

Papa
Leão
XIII,

á

parte
que
este

lhe

deu
da Sua
eleição ao Tbrono
Ponti­
fício.


Resposta
do Principe Herdeiro,
que
preside
ao
Geverno
durante

o impedimen
­
to
do
Imperador,

a
uma

segunda

Carla

do

Ponlilice,

desejando

modificação

das

Leis

Prussatias

em relação á

Igreja.
V.



Chypre
cedida

á

Inglaterra

em

propriedade,

assim

como

também

virtual
­
mente
a
Turquia

Asiatica

(Creta
devia
se­
guir).
VI.


Morte
do

Bispo

d
’Olinda, anle-

hontem á

noite,
em

Paris.
III.

(Julho
7/.

Quando

vemos,
infe
­
lizmente, em
paizes
que foram
os

mais

Catholicos,

e
que,
por

zêlo

religioso

prin­
cipalmente,
se

abalançaram

a
tão

grandes

commeltimentos,

e
isto
com tão
exiguos
meios,

em
comparação
dos

que

hoje

exi
­
stem
para

grandes
navegações

e
desco­
bertas;
quando contemplamos,

digo, em
taes

paizes

hoje
o
desprezo
—e

mais

que
o

desprezo,
o
odio—
da

Religião,

que

mo
­
ral
e
politicamente

os
engrandeceu;
não

póde

um

coração patriota

de

quem
veio
á
luz
em

taes

paizes,

deixar

de

sentir
o
mais

pungente desgosto.
A


consolação

e
lenitivo
em tão

tristes considerações,

é

o

contemplar
os

progressos
Providenciaes

da

verdadeira

Re
­
ligião em

paizes

os
mais florescentes e

ricos, e

onde

ainda

tão
recenlemente
pa
­
recia
dominar
absoluto

e

triumphanle

o

Protestantismo.
A

Inglaterra

com
suas

immensas

co­
lónias

e

possessões,
e
os
Estados
Unidos

da

America,

com sua
grande
e
crescen­
te

população
sam

os

paizes
hoje

onde

o

Catholicismo
existe

mais

verdadeiro
e real.

n
’uma
porção

mui

grande,

e

rapidamente

crescendo,

de

seus
habitantes

respecli-
vos.
Em

artigos

e

documentos

procedentes

da
Grande
Republica
Americana
no
Nor­
te
(mas

que
agora
me

levaria

muito lon­
ge
o

referir

e
analysar),

e no

que

se

pas
­
sa
n

esta
Inglaterra,

se

encontram

as

pro
­
vas
o

mais
decisivas

do meu precedente

enunciado:

Limitar-me-hei

á

prova

que
resulta,

evidente,
da seguinte

mui
abrevia­
da
noticia da
ultima

reunião

catholica,
muito

numerosa, que
aqui
leve

logar

em

2o

do passado

junho

proximo,
presidida

pelo

Cardeal
Arcebispo,

e

assistida

por
5
ou

6

mil

Catholicos,

de

todas

as
classes,
que
o

salão

pôde
conter,
e

o
enchiam.
O

Cardeal
que
presidia,
illuslrou

logo
8o

iniciar

os
procedimentos,

o
immehso
progresso

que

nos

últimos
doze

annos
tem

leito

o
movimento

educacional,

em

pro

do

qual
este

ajuntamento
era cele­
brado;

movimento
em

que

elle
Cardeal

Arcebispo

havia tido

tão

grande

parte
promovendo-o.
Não

passaram

além
de 11:000

os
rae-
uinos

que,

na

inspecção

feita

das
esco­
las,

então se

encontráram

recebendo o

ensino;

boje

o
numero

é
de
18:417. At-

tribue-se

este

grande

e

verdadeiro

pro-

9
r
csso

(não
trato

aqui
do
palavrão da
moda
escripto
com

as

mesmas
lettras.

pronunciado

a

granel

pelo

rebanho de
superficiaes,

incapazes
de
definir
o
que
por

isso
entendem)

este

progresso,
digo,
real

e

salutar,

altribue-se
ás
diligencias

e

cuidado

incançavel do

Arcebispo,

secun­
dado

pelo

zêlo

admiravel

do

clero.
O
Conde

de Denbgh

propoz a
seguin
­
te
resolução

que
foi

acolhida

e

votada
por
geral
e

calorosa
approvação da vasta
assembleia:


«Que
a

necessidade
de

multiplicar
e

manter
Escolas Catholicas,
em

unidade

com

a

Igreja
e

sob

a direcção

d

ella, se
toma

todos as
annos
mais
evidente,
pelo

visivel

augmento

dos
perigos
que

resul­
tam

dos syslemas de
instrucção
secula
­
res,
e

á
vista
das
consequências

desa
­
strosas que



dos
mesmos

tem
resultado

n

outros

paizes.»
E

consolador
o

reflectirmos—
como

o

nobre

Lord
notou,

com applausos
ardentes
da

vasta

assembleia —

que

emquanlo

Go
­
vernos
estrangeiros estám
cíaramenle

fa
­
zendo
quanto

pódem para
impedir
a Re
­
ligião,

o



Governo

em que

realmente

se

deixa

livre

aos

Catholicos

o

cumpri­
mento

de seus deveres como
Catholicos
é

o

Governo
Inglez.
E

ninguém

se
admirou,

bem

que
to
­
dos
estimaram

ouvil-o

da

asserção
que
accrescentou,
dizendo,

haver-lhe

sido

fei­
ta

a

elle

proprio

esta

reflexão
o anno

passado,

nada

menos

que
por
Sua

San­
tidade

Pio

IX
de saudosa

e respeitada

me
­
mória.
Parece,
na

verdade,
haver-se

o
Catho­
licismo

verdadeiro

refugiado

na

Inglaterra

Protestante.
E’
tanto

mais

vantajosa

e

Providencial
esta
circumstancia,
quanto,
depois

da mu
­
dança
ultima

de
Ministério

na
Bélgica,
onde
o

liberanguismo se

instalou

no

Go
­
verno,

é

muito

de

temer

que

a
Religião
tenha

a
soíTrer
Iracasserias

e

perseguições

mais ou menos

activas,
mais

ou
menos
disfarçadas.
E

pelo contrario, talvez

a

Hollanda,

mais
nominalmente

Protestante,

como

a Inglaterra,

seja
hoje
melhor

asilo

Catholico,

que sua
antiga

associada,

bem

que
esta
se

separasse

d
’ella

em

razão
do

Protestantismo

Hollandez,
então,

quan­
do quizerana casal-as.

Evidentemente,

Di-

gilus
Dei
esl

hic,

e

Deus quer

castigar
as

nações
que

se
chamam

Catholicas

e


verdadeiramente
o
não
sam.
A.

R.

SARAIVA.
Preces e
colloquios á Virgem SS.
Oh
Maria
Immaculada!
Oh

Formosura

intinita!
Esposa
de D^eus
bemdicta!
Oh

da

Graça Mãe
creada!
Oh

Imperatriz

dos
Ceus!
Compendio
da
perfeição!
Acceitàe

meu

coração,
E

ponde-o

nas

mãos
de

Deus.
Sois,
Senhora,
os
meus amores:
Purificae

a

minlfalma;
Dae-me

do marlyrio
a
palma;

Dae-me

do

marlyrio

as flores.
Sim,

oh
minha
Mãe
Sandíssima:

Eu

quero
morrer
por
Vós:
Corlae
me

da vida

os
nós,
Minha

Mãe.

Clementíssima.
No

meu
sangue
os
meus

peccados
Sejam,

Senhora,
envolvidos:

Prestae,

Virgem
Santa,

ouvidos,
P
’ra

que

sejam

lavados.
Os
meus

peccados

lavae
Do

marlyrio
no
meu

sangue;
Embora
Salan

se

zangue;
A

minha
prisão

quebrae.
Sob
teus

Divinos
Pés
Esmaga

o

infernal

dragão.

Senhora!

ouve

por

quem és
Os

ais
do
meu

coração.
Torna-me puro,

Senhora!
P

ra
que

seja
servo

Teu,
E

no

mondo

a

toda

a
hora
Te
louve,
e
depois

no

Ceu.
Teu

Filho

por-mim

morreu;
Por

Elle
quero

eu morrer;
Quero

a

divida

pagar
P

ra

no

Seu reino

ir

viver.
Reparte

a

tua

humildade,
E

a lua

graça

commigo;
Eu

sou

filho

do
Teu

Filho,
Tu
és
Mãe,
dae-me

castigo.
Conceição

Immaculada.
Virgem Pura,

Mae

de
Deus!
Quando

eu
sair
d

este

mundo,
Abri-me

a
porta

dos
Ceus.
J.

F.

A.

B.
CORRES

POKDElíCIA
Uisboa
5 «Uagost»
de
1393
Que

grande

faina
até

hontem,
de

cer
­
tos
galopins,

mas

que

grande

indifferença

dos

cidadãos!
Se

nós
víssemos

sair

uma lista d

um

comicio
grandioso

e
sério,
bem;

mas
qnem

é

que

nos

impõe
listas?

Quem!
Os
namorados

do
governo?

Os

agiotas?

Os
trapaceiros

polilicos?

Os

insignifican
­
tes?
Nem

mais

nem
menos.
São

estes

pa
­
tuscos

que

solicitam

ura

logar
gratuito,

de

tanta

responsabilidade,
e

que tiram

o

tem
­
po

aos
cuidados
da

casa

e

da
familia,

aos
homens

sérios.
Isto
leva
agoa

no bico.
Se as

freguezias
elegessem
os

seus
delegados, n’
uma reunião
geral,

e

que
aqui

se

escolhessem
os

homens

para a
vereação,

bem;
mas o

que se faz?
O

que lodos

sabem,

mas
que

não

é

o
que
se

deve

fazer,
para
que

da eleição

podesse

sair

uma
vereação

como

precisa
o

município

de
Lisboa.
Tudo

assim

vae,
tudo
assim
ha

de ir,

emquanto

os governos
e
as

opposições
metterem seu
nariz

nas

eleições,

e
im-

pozerem

gente



sua,

onde


devia

estar

o
cidadão

livremente
eleito.
Promeltem

hygiene,
avenidas

e não
sei

quantas

cousas
maravilhosas,

sem
me
­
smo
algum
d
’elles

saberem o

que

aquil-
lo

é.
O

que

acontece

para
a
vereação

é
o
mesmo

para

a

junta

geral

de

districto.

Querem

entrar em

S.
Bento

pela

porta
camararia

e

districtal.
Enjoa

vêr

por alli
metlerem-se
á

cara

nomes

de

traficantes

convictos,

de agiotas

réconhecidamente
rapinadores,
falsiticado-
res

e
trapalhões.
E


muito,
mas
é
a

ver­
dade

pura
Sao

(fura

atrevimento

de
espantar.
Olhem

que

hygiene
elles

nos

podem

dar

Alguns

precisavam

fazei
os
correr

por

lar­
ga

avenida

nos

sertões

africanos.
Esta
sociedade

e-lá

na

maior

força

da
sua

corrupção.
E


preciso
sair d
’isto.
Mas como?
Começar

por
pouco,

mas

bom,
que

do
pouco
se

chegará
ao

muito,
que

se
precisa
Sentimentos do patriotismo
acima

de

tudo,

e deixar
no

esquecimento

as
diver­
gências
do

passado

e
do
presente.
Breve
ahi
veremos

os

galopins

a

fazer

os deputados;

deputados
da

nação

serão

muito
poucos,

raríssimos.

Ora
um

go­
verno

que

faz

deputados
e
pares

á

sua
vomade

que garantias
nos
póde
dar
de
li­
berdade?
Isto

é uma burla constitucional,

e

nós

queremos
a

liberdade
real
e
verdadeira,
como
ella

deve

ser



na terra.
Esta

doutrina,
este cathecismo
não

pó­
de agradar
aos
governos

corruptos
e cor­
ruptores,

que
mais
ou

menos
tem

pesa­
do
sobre

a
nação,
mas é ella
a
verdadei­
ra,
quer

elles
a
queiram

acceitar, quer
não.
Breve
apparecerão

os

mesmos
homens
que
ha
pouco

votaram

a
lei
de
consu
­
mo,

as
barreiras,

o
imposto
de

transito,
e

de exportação dos

nossos
vinhos,

e

vo
­
tarão tudo

o

mais
que
lhe ordenarem

os

seus
amos,
ou

os

seus

corrilhos.
Thucydides
CODIGO

ADMINISTRATIVO
TITULO

VIII
Dos
magisti-ndos
e
empregados
administra

ti

vm
[Continuação]
CAPITULO I
Do

governador civil
e

dos

empregados

da

secretaria do
governo civil
SECÇÃO

I
Do

governador
civil
Art.
187.°

O

governador

civil

é
obri
­
gado a
visitar
annualmente
o
districto,
provendo

ás
necessidades
publicas

quanto
couber

em suas

attribuições,

e
dando conta

ao

governo
do estado
d’
elle

e

dos

melho­
ramentos

de
que

é

susceptivel.
Art.

188.°

Nos
casos

omissos
e

ur­
gentes
o

governador
civil

é

auctorisado

a dar

as
providencias
que
as

clrcumstan-
cias
exigirem,
dando

immedialaraente
conta
ao

governo.
Art.

189.
fl

As

resoluções
tomadas

pelo

governador
civil

podem,
em

todos

os
ca­
sos

e

a

todo
o
tempo,

ser

revogadas

pelo

governo.
§

unico.
Das
resoluções
tomadas
pelo

governador
civil

ha

recurso

para

o

su
­
premo
tribunal
administrativo

nos

casos
de incompetência,
excesso
de

poder,

vio
­
lação

de
lei

e

offensa
de

direitos.
SECÇÃO

II
Dos

empregados do governo
civil
Art.

190.°

Em
cada
governo

civil

ha

um

secretario
geral
nomeado

por
decreto
do

governo,

precedendo

concurso

como

fôr
determinado

em

regulamento.
Art.
191."
Para

ser

nomeado

secre­
tario

geral
do

governo

civil

é necessário

ser
formado em

direito,
e
haver
servido,

pelo menos,
dois
annos
os

cargos
de

ad­
ministrador

de

concelho,

de
oíFicial
ou

amanuense
da
secretaria
d

estado

dos

ne­
gócios

do
reino, ou
de
oflicial

das

secre­
tarias

dos
governos
civis.
Art.
192.°
Compele
ao

secretario

ge-
,ral:












1.
®
Dirigir,

sob as ordens

do gover
­
nador
civil,
o

expediente

e
trabalhos
da

secretaria,

podendo

çorresponder-se
cotn

todos
os

funccionarios

e
repartições
su
­
bordinadas

ao
governador
civil;
2.
®

Exercer

as

funcções
do ministério

publico junto do

conselho
de

districto,

e

de
quaesquer
tribunaes
e
estações

admi
­
nistrativas,

cuja
jurisdicção

comprehenda
a área

da circumscripção

districlal,
po
­
dendo
assistir

ás

sessões,
reclamar e
re­
correr

para

os

tribunaes
competentes,

sempre

que
o
exigir o interesse publico
e
o
bem
do
estado.
Art.

193.°

Os

quadros

das
secretarias

dos

governos

civis
são

fixados por
lei.
Art.
194.°

Os empregados

das
secre­
tarias dos

governos

civis são
nomeados
pelo

governo,

em
concurso
documental.
§
1

Para

estes

logares
teem
prefe­
rencia

os

que
tiverem

serviços

de
admini­
strador

do concelho.
§
2.°

Para

os

logares
de
ciliciai

têem
preferencia,

em igualdade

de circumstan-

cias,

os

amanuenses
das
mesmas

secreta­
rias
§
3.® O

governador

civil

nomeia

o

por
­
teiro,

contínuos

e

os
outros

empregados

menores
da
secretaria

e
os

que
devem
fazer

as

vezes
dos que
faltarem

ou
estiverem

impedidos.
Art.

193.2
O governador
civil
nomeia
in
­
terinamente

de
entre

os
empregados

da
secretaria

os
que

devem

fazer

as

vezes

dos
que

faltarem

ou

estiverem
impedidos.
CAPITULO

II
Do

administrador
do
concelho

e
empregados

da
administração
SECÇÃO
I
Do administrador do concelho
Art.

196.


O

administrador

do
conce
­
lho

é
nomeado

por
decreto, sobre

pro­
posta
do

governador
civil,

e

presta

jura
­
mento

nas

mãos

d

este

magistrado.
Art.

197.°
Para
ser

administrador

do
concelho

é

necessário
ter

um curso
de
inslrucção

superior.
§

unico
Na

falta
de

pessoas
habilita
­
das

nos
term

>s
d’
este
artigo,
póde

a

no­
meação

recahir

em indivíduo

que
tenha

um

curso

de

inslrucção

secundaria
Art.
198
0 O

administrador do
con
­
celho
vence

ordinado

pago

pela

camara
municipal,

e

perceberá

os
emolumentos que
por lei
lhe

competirem.
Art.
199.


O administrador

do

conce
­
lho
póde
ser

suspenso

pelo
governador
civil,

mas
não póde
ser

demiltido senão
por
decreto.
Art.
200.


O

administrador

do
conce­
lho
lerá

um substituto,

que

fará as
suas

vezes

nos

casos

de

ausência,


falta
ou

im­
pedimento.
§

unico São

applicaveis

nos
substitu­
tos

as

disposições
dos artigos 196.

e

199 0
Art.

201.° No caso de ausência

ou

im­
pedimento
do
administrador,

do

concelho

e

do

seu substituto,
e
emquanto
o

gover­
nador
civil
não
nomear

quem

interinamente

o
substitua,

faz

as

suas

vezes o
presidente
da
camara.
§

unico.
O presidente,

emquanto

sub-

Stitue
o
administrador, não

póde

exercer
funcções
de vereador.
Art.
292.


O administrador
do

conce-
celho
é-encarregado

sob

a
aucloridade

e
inspecção

do

governador
civil,

da

execu
­
ção
immediata

das
leis

e regulamentos
da
administração publica.

*
*
'•
*

*
-



-■

----
-

~v"
niwm»
riTrniwii«[nri
ORIENTE.
4J»
ts-ativi» iterlim.
(Cuntinuaçilo)
A

parle
da

Servia
Ari.

31.®

As

altas

partes
contratantes
reconhecem

a

iudependenpia
do

principa
­
do

da

Servia,

ligando-a ás
condições

ex
­
postas no artigo seguinte.
Art.

32."
Na
Servia,

a

dislincção

das

crenças

religiosas e
d
as

confissões

não

pó­
nei:

,
sar

opposta

a
ninguém
como
um

mo­
tivo
de

exclusão ou

de incapacidade, no

que

diz
respeito

ao

gozo

dos

direitos
civis

e

p

diticos.

admissão

aos
empregos
públi
­
cos,

funcções
e honras, ou

exer
icio dos

d

versos

misteres

e

industrias, em

qual­
quer

localidade

que

seja
A

liberdade
e
a
p

.mica

exterior
de

todos

os

coitos

serão
as
-'.'juradas

a
lodosos
emigrantes
da
Ser-
v,„,

assim
cuino
aos
estrangeiros,

e
ne­
nhum
obstáculo

poderá
ser

posto

á

orga-
nisação

gerarchica
das
dilferentes commii-

nhões,
ou
ás

suas
relações
com
os
seus
chefes
espiriluaes.
Art

33."

As
novas

fronteiras
da

Ser­
via

são

fixadas
como

segue:

(Caeloera de
­
suni).
Art. 31.0

Até

á
conclusão

de

novas

combinações,

nada

será

mudado
na Servia

das
acluaes

condições
das
relações
com-

merciaes

do

principado

com

os
paizes

es
­
trangeiros.

Nenhum

direito

de

transito
será

exigido sobre
as
mercadorias

que
atra
­
vessarem

a

Servia.
As immunidades

e
pri
­
vilégios

dos

súbditos

estrangeiros,

assim

como os

direitos
de
jurisdicção

e
de

pro

lecção
consulares,

taes quaes
estão

hoje,

íicarão

em
pleno
vigor,

emquanto

não
fo­
rem
modificados

de
um
commum
accordo
entre

o

principado

e

as potências

interessa
­
das.
Art.

33.”
O

principado
da

Servia
é

substituído

pela
sua
parte
nos

compro
­
missos

que
a Sublime
Porta

contrahiu

tan
­
to
para

com a

Austria-Hungria,
como

pa
­
ra

com

a

companhia

dos
caminhos
de

fer
­
ro
da
Turquia
da

Europa,

com
relação
ao
acabamento

e

ligação,
assim
como

á
exploração

das linhas
ferre

s
a
construir
no

terntorio
novamente
adquirido

pelo

principado.
As

convenções

necessárias
pa
­
ra

regular estas
questões
serão

concluídas

immedialamente

depois

da

assignatura
do
presente
tratado
entre a
Austria-Hungria,
a
Porta,
a

Servia,

e

nos

limites
da

sua

competência, o
principado
da

Bulgaria.
Art.

36.

Os

musulmanos
que

possuam
propriedades

nos

territórios
annexados
á
Servia

e
que

quizerem
fixara

sua
residên
­
cia
fóra
do

principado,
poderão

conservar

n

elle

os
seus
bens
immoveis,

arrendando
os

ou

fazendo

os
administrar
por

terceiros.
Uma

commissão
turco-servia
será
encarre
­
gada

de

regular,

no
praso

de

tres annos,
todos
os
negocios
relativos
ao

modo de

alienação,

de exploração

ou
de

uso,

por
conta
da Sublime

Porta,
das

propriedades

doestado

e

dos
estabelecimentos

pios

(va-

coufs),
assim

como
as questões
relativas

aos interesses dos

particulares
que

pos
­
sam

estar

alli
comppromeitidos.
Art. 37.


Até

á
conclusão
de

um

tra
­
tado

entre

a

Turquia
e a

Servia,

os súb
­
ditos

servios
que
viajarem ou se

demo
­
rarem

no

império
oltomano

serão
tratados

conforme
os

princípios

geraes

do

direito
in­
ternacional.
Art.
38.®

As

tropas
servias
serão

obri­
gadas

a

evacuar

no

prazo

de
quinze

«lias,

a
contar

da
assignatura
do
presente tra
­
tado,
o

lerilorio
não

comprehendido

nos

novos
limites do

principado.
Art.
39.


O

liibuto
da Servia

será

capilalisado,
e

os

representantes

das po­
tências
em

Constantinopla

fixarão

a

laxa

da
capitalisaçào

de

accordo

com
a
Subli
­
me
Porta.

Como
a Servia
deve
encarre-
gar-.se de

uma
parte

da divida
publica

otlomana

pelos novos territórios
que
lhe

são allribuidos
pelo

novo
tratado,

os

re
­
presentantes

em
Constantinopla
determi
­
narão
a
importância
d
’elle,

de accordo com

a
bublime

Porta,
sobre
uma

base
equi
­
tativa.
A
parle
da

Roumania
Art.

40.®
As

altas

parles contratantes

reconhecem
a

independencia
da
Rouma­
nia, ligando-se

ás

condições

expostas

nos

dois
artigos
seguintes.
Art. 41.°
Na

Roumania,
a dislincção
das
crenças

religiosas
e

das

confissões
não

poderá

ser

opposta

a

ninguém
como
um

motivo

de

exclusão ou de

incapacidade
no

que

diz

respeito

ao
gozo
dos
direitos

civis

e
políticos, admissão aos empregos
públicos,

funcções

e

honras,
ou
exercício
dos

differentes misteres

e

industrias,
em

qualquer

localidade

que
seja.

A

liberdade
e
a

pratica

exterior
de

todos

os

cultos

serão asseguradas

a

todos

os

que
sairem
do
estado

roumanico,

assim
comõ

aos

estrangeiros,
e
nenhum
obstáculo
será
pos­
to, quer
á
organisação jerarchica

das

differentes

communhões,

quer

ás suas re
­
lações

cotn os seus chefes
espirituaes.

Os
nacionaes

de
todas

as

potências,

commer-

cianles,
ou

outros,

serão

tratados
na Rou­
mania sem
dislincção

da

religião,
no



de

uma
perfeita

egualdade.
Art.

42.


O

principado

da
Roumania
ceie,
a

S
M.

o

imperador

da Rússia

a
porção

do
território
da
Bessarabia,

desli­
gada

da
Rússia

em
consequência
do tra
­
tado

de
Paris
de
1836,

limitada a

oeste

pelo

thalweg

do

Prnih, ao meio

dia

pe­
io

thalweg
do

braço
do

Kilia
e a

embo
­
cadura
de Stary
Stamboul.
Art.
43.
”.

As

ilhas

forman
lo
o
Delta
do

Danúbio,
assim

como

a

ilha das
Ser­
pentes,

o sandjak
de

Toultcha,
compre-
hendendo

os

districlos

(casas)
de Kilia,

Soulina,

Mahmsudie,
Isalcha,

Toultcha,
Matchin, Bahadagh,
Hirsovo,

Kustendje,

Medjidié,

ficam

reunidas

á
Roumania.
O

principado
recebe
álem
d

isso

o

território

situado

ao
sul
da

Dobroutcha

até

uma

linha

que
terá

o

seu
ponto

de partida
a
leste

.da
Silistria, terminando no
mar

Ne­
gro

ao
sul

de
Mangalia.
O
traçado
da
fronteira

será

fixado

nos logares
proprios

pela

commissão

européa,

instituída

para

a
delimitação

da

Bulgaria.
Art.

44.°

A

questão

da
repartição
das
aguas

e

das
pescarias

será

submetlida

á
arbitragem

da commissão

européa

do

Da­
núbio.
Art.

43.®

Nenhum

direito

de
tran­
sito
será
exigido

na
Roumania
sobre

as

mercadorias
que
atravessarem
o

prin­
cipado.
Art.
46.


Poderão

ser
concluidos

pela
Roumania
convénios para

regular

os pri
­
vilégios
e
attribuições

dos
cônsules
em

matéria

de

protecção

no principado.
Os
direitos adquiridos
ficarão

em
vigor

em
­
quanto

não

forem

modificados

de

commum
accordo
entre
o

principado

e
as
partes
in
­
teressadas
Art.

47.°

Até

á

conclusão de

um tra
­
tado

regulando
os
privilégios

e

altribui-
ções
dos
cônsules

entre

a

Turquia

e
a
Roumania,
os
súbditos

roumaicos,

que
viajarem

ou
se
demorarem

no império
ot-

tomano,
e

os
súbditos

ottomanos,
que
via
­
jarem

ou
se
demorarem

na
Roumania,
go
­
zarão

dos

direitos
garantidos aos

súbditos
das

outras
potências
européas.
Art.
48.


O

tributo

do
principado
da

Roumania
será

fixada
pelos

repre
­
sentantes

das

potências
em

Constan­
tinopla,

de de

accordo

com
a

Sublime
Pôrta
Art. -19.°

No

que

diz

respeito

ás

empresas

de

obras

publicas
e

outras

da

mesma
natureza,
a

Roumania
será

sub
­
stituída,

por
lodo
o território

cedido,
aos direitos

e
obrigações da Sublime

Porta.
A

navegação
do

Danúbio
Art.

30.


Afim
de
augmentar

as

ga­
rantias

fixadas

para

a
liberdade
da
nave
­
gação
no Danúbio,

reconhecida

como

de

interesse
europeu,

as altas partes con
­
tratantes
decidem

que
todas

as

fortalezas
ou
fortificações
que
se
encontram
no

per­
curso

do

rio
desde as
Portas
de Ferro

até
ás suas

embocaduras

sejam
arrasadas

e
não

se

elevarão

outras
novas.

Nenhum

navio

de

guerra
poderá

navegar

no
Da­
núbio

agua
abaixo
das
Portas
de
Ferro,
á
excepção

dos
barcos

ligeiros
destinados

á

policia
fluvial
e

ao

serviço

das
alfande-

gas.
Os estacionários

das
potências
nas

embocaduras do

Danúbio

poderão

todavia

subir
até

Galatz.
Art.
3
1
."

A
commissão

européa

do

Da­
núbio,
no

seio
da

qual

a
Roumania
es­
tará

representada,

conserva-se

nas

suas
funcções

e
exercel-as-ha d
’ora

ávante

até
Galatz

em

completa
independencia
da au
­
toridade
territorial.

Todos
os

tratados,

ac-

cordos,
actos e
decisões
relativos

aos
seus

direitos,
privilégios,

prerogativas
e

obriga
ções

ficam
confirmados.
Art.
32.

Um

anno
antes
de
expirar

o

termo
assignado

para

a

duração

da com
­
missão

européa,

as
poiencias

pôr-se-hão
de accordo ácèrca

do

prolongamento
dos

seus
poderes

e

ácêrca

das
modificai,ões
que
julgarem

necessário

introduzir

lhes.
Art.

33.


Os
regulamentos

de
nave
­
gação,

de

policia
fluvial

e

de

vigilância,
desde
as

Portas

de

Ferro

até
Galatz,

se­
rão

elaborados
pela
commissão
européa,
auxiliada

por

delegados
dos
estados

mar-
ginaes,

e

postos

em

harmonia

com

aquelles

que

foram

ou
fossem
edlados

para

o

per­
curso

agua

abaixo
de
Galatz.
Art.

34.®
A
exeíução

dos

trabalhos
destinados

a debellar

os

obstáculos
que

as
Portas
de
Ferro

e
as
cataractas

oppõem

á
navegação

fica

a
cargo
da

Auslria-Hun-

gria.
Os estados
marginaes

d’
esta
parte

do

rio

concederão
todas
as

facilidades que
possam

ser

requisitadas
no

interesse

dos

trabalhos.
As

disposições
do

artigo
6.°

do

tratado

de

Londres,
de

43

de

março
de

1871,

relativas

ao

direito
de
perceber
uma
taxa

provisória

para

cobrir
as
despe­
sas
d

esses

trabalhos,

ficam

mantidas
a

favor
da Austria-Hungria.
è

A T t Tt 1 Vi
«i
j&d
-ií'f
&

áni

(„-&j
Cíoegada

Imngesti

ds»
Vitgvui
SeuanaeiiiiidUa


Esta
prestes
a
entrar
na

machina

a

nossa

folha; porisso

não

podemos

referir

as demonstrações
de
santo
jubilo
que
estão
lendo logar
pe
|
a
chegada,
e
conducção

para

o

templo

do
Populo

da

admiravel

Imagem

de

N.

Se
­
nhora

da

Conceição.
Duas

palavras

só, a
vôo

d'ave.
O
arco

da Porta

Nova

acha-se

emban
­
deirado

e
briltianlemenle
illuminado,

dos

dois

lados,

a
rua
d
’Andrade

Corvo

emban­
deirada

e

illuminada,

e
a
rua
Nova

emban­
deirada.
A
egreja
do

Popul
i

e
muitas
casas

particulares
embandeiradas
e

illuminadas.
Innumera

multidão nas
ruas
e
largos

do

giro
do
préstito.
Tres

bandas
de
musica
e
numerosos

foguetes

em
differentes

pon-

ctos.
Terminaremos
registrando

uma
acção

que

honra
d

um

modo
supremo
o

exc.
m
®

snr.
J.

Alves,

digníssimo

coronel
d

infan-
teria 8.
Como
o

magesloso templo

de
N.

Se
­
nhora

do

Populo

pertencia

ao

exlincto

con
­
vento
da
Ordem
de
Santo Agostinho,
de
­
nominada

dos

Gracianos,

e
contíguo

a

este
templo,

em
parte do
.convento
está

aquar
­
telado

o

regimento

8;
pediu-se
ao
snr.
coronel

Alves
que

uma

guarda
fizesse
a
policia
á

entrada

do
mesmo.
S. exc.
a
não



da

melhor
vontade

se

dignou

satisfazer

este
pedido,

mas fez
mais,

muito mais.
Ou
fosse

por especial

devoção
para
com

a

SS.

Virgem
da
Conceição Imma-
culada,

Padroeira de Portugal,

ou
porque
os

seus
profundos
sentimentos
religiosos

o

conjurassem
a honrar
mais
alta

mente Aquel­
la

que

por

alguns

dias
vàe

ser

Hospeda,
mandou

espontaneamente

para
a
estação
da

via
ferrea
a

força
disponível

do

corpo,


umas
100 praças,

com

a

respecliva

ban
­
da

marcial,

afim

de
acompanharem

a
Rainha
dos

Anjos
e
nossa
excelsa

Mãe.
Actos
d

esles

teem

na

consciência de
quem
os

pratica
o
devido

applauso. e a
recompensa



a

dará

Aquella

que é

a
Dispensadora

de
todas

as
graças.
()iir
«igniilcava
ttquiiio?

Na

terça-feira
á

noite
percorreu
algumas
ruas
da

cidade,

vindo
dos

lados

de S. Victor,

um
vivorio
tão
nojento,
que
não

sabemos

como

classilical-o.
Ainda a

estas
horas
ignoiâmos

o que

significava
àquillo, que
começou
depois

de

concluído
o
apuramento na
assembleia

de
S.
Victor.
EieíçSe
*
.

As

eleições
camararias
e
districtaes
a
que

se

procedeu

no

domingo,

neste

concelho,
deram
o

seguinte

resulta­
do:
Maioria
do

governo
Santo

Estevão
de

Penso
349
Tadim
207
Bom
Jesus
39
Lomar
239
Palmeira

260
Adaufe

107
------------
1:241
Maioria

da
opposição
Mire

de
Tibães
32

114
Congregados
78
S. Victor

33
Collegio

43
----------------
322
Portanto
venceu
o
governo

por

919

Poesia. —
E

d

um

nosso

collaborador

e

amigo

a

poesia

que
hoje

publicámos

n

ou--

tro
logar.
Desejávamos,
como
o
seu
auclor,

que

ella

fosse
cantada
por
occasião

da

chega
­
da da

Imagem
da

Virgem
Santíssima; po­
rém
recebemol-a

muito tarde,
quando

não
era
possível

espalhal-a.
No
entanto,
nas

vesperas

da

peregri-

.

nação,
que
lerá

Jogar
no
dia

23, re­
produzi

La-hemos,
maiidando-a

também

im­
primir
em
separado
e

distribuir

pela
ci
­
dade.
F atlecs

is».-

nta.

Falleceu
ante-hon-
tem
e
enterra-se

hoje

na
egreja
de
8.
Francisco,

parochia
de

S.

Jeronymo
de

Real,

o
honrado

negociante

de ferragens

u

aquella

freguezia
o

sr.

Luiz
T.


Silva.
Era um

cidadão
probo
e gosava

de
geral

estima.
Os nossos
pe-ames
a

todos
os

seus.
Bittro.


Falleceu

ha

dias

no

Fundão
a

virtuosíssima

esposa
do

exc.
n

snr.
vis­
conde

do

Outeiro,

a
quem
damos

sinceros

pesames.
Aos
eleitores

pedimos
um
P. N.
por
ah
|ia

da

nobre

finada
S.
Cisetasuo.

Precedendo

novena,

festejou-se

honlem, no collegio

dos
orlaov

de

8.
Caetano,
havendo
missa

solenine,

e
sermão,
o
glorioso

Patrono

d

aquel!e

e
s'

tabeiecimeulo pio.








Cereo.—
Da

capella

das
Carvalheiras
gae

na

madrugada

de
sabbado

a
procissão
de
S.
Loorenço

que
é

o
cerco
da
ci
­
dade.
Depois

de
recolhida
canlar-se-ha

na

mesma

capella
missa

solemne,

seguindo-se
0

sermão.
proeíasão.—
No domingo,

depois

das

3

horas
da
tarde,
sairá
da

egreja paroehial
(j
e

S.
Victor a

procissão
do
Corpus

Christi,

a

qual

será
feita
com
lodo
o

esplendor

e

brilhantismo.
jll,

Senhora da Boa

Morte.—
Festeja-se
no

domingo, no
templo

do

Col-
|e<TÍo,
a

Imagem

de
N.
Senhora
da
Boa
Morte,
havendo
missa

cantada
com
Exposição

do
SS.,
e

sermão.
Seminário Coneilior
de
S.

Pe
­
dro.—
O

revd.
mo

snr.
reitor do
Seminá
­
rio

de

S.

Pedro
mandou

aíTuar
e
publi
­
car
um
edital

em

que

declara;
Que

os

alumnos
que

pretenderem

ma-

tricular-se
n

aquelle

Seminário,

no

anno

lectivo
de
1878-1879,
deverão

requerer

até

ao

dia
21

de setembro;
Que

as

matriculas

dos
alumnos

exter­
nos terão

logar
nos dias 30

de

setembro,

j

e
2

d’
outubro; sendo
no

1.°
d

esles

as

do

curso

triennal,

no
2.°

as
de

portuguez,
francez,
latim

e

geometria,
e

no
3.°

as

de

rhetorica,

phylosophia

e
geographia;
Que
as
matriculas

dos

alumnos inter­
nos

lerão

logar

no

dia

5

de
outubro,

que
se
­


o

da
sua

entrada, até ás

3

horas
da
tarde;
Que

os

alumnos
do
1.°

anno

do

curso

triennal.

documentem
os

seus requerimen­
tos com
'certidões
d

approvação

em

por-
luguez

(curso

completo),
francez,

latim,

phylosophia,

geographia
e

geometria:
os

do
2.°

anno, certidão

das

disciplinas

do

I
.":

os
do 3
0

das

do

2.°;
Que

os

de
portuguez,

francez,
latim

e

geometria juntem
certidão

d

exame d

in-
strucção
primana,

feito

em
qualquer

ly-

ceu;

os
de

rhetorica

e

phylosophia
certi­
dão
de
latim;

os
de

geographia,
certidão
de
geometria;
Que

os

collegiaes
ajuntem,
além dos

documentos

referidos,
alteslado

do

revd.0
parodio

em

conformidade
com

a

Portaria

de s.

exc.a
revd.'"
3
,

de

31

de maio

de

1875;
Que

as
aulas
do

Seminário

se
abrirão

no

dia
7

d

outubro.
Anniversnrio
nntalicio.

No

dia
5
do
corrente completou
26

annos

Sua

Alteza
Keal

a

Senhora

Infanta

D. Maria

das Neves

de

Bragança

e

Bourbon,

esposa

deS
A.

R.

o

Senhor
Infante D.
Affonso
de
Bourbon

e

Este.
®
coirilenl

Franehi.

O

cardeal
Franchi,

que

ultimamente

falleceu

em

Ro­
ma,

era
um

dos

primeiros
personagens
do

sacro
collegio
pela

finura
do

seu

trato,

espirito

atilado

e
dotes
diplomáticos.
Em

1853
foi

encarregado de negocios
fira

Hespanha

para

fazer
a

concordata,
e

ira
bom
exilo

da

sua missão

demonstrou
desde

logo o

seu

subido

saber,
perspicá­
cia

e

sensatez.
Foi

depois
successivameme
nomeado

ioter-nuncio

em

Madrid

e
embaixador
ex
­
traordinário

em

Constantinopla.
Nascera

ém

Roma
em
1819
e

era

filho

de
tiin

tabellião.
Os

romanos
acusavam-no

de
ter

gel-

luluia,

o

que
nós chamamos

«homem

de

tttau
olhado».
Era prefeito

da
propa
­
ganda
Contra

o envenenamento.


Diz
a
«Boa

Nova», do
Pará,

que

é

bom
que
todos
conhecessem

a
fundo

o

modo

de
cu­
rar

urn
envenenamento,
para
não

esperar,

■como

se
faz
sempre

até
que

se

chame^
o
tnedico,
pois

são
tão
rápidos os

máos
ef­
eitos

do veneno,
que
quando
chega
o fa­
cultativo



não

remedio.
No

entanto
deve preparar-se
o
enve-
■nado
bebendo
uma

quantidade

proporcio­
na ás
suas

forças

d
’agua
quente
ou

fria,
Çom
assucar. Uma
grande

quantidade

de

cite

puro
tépido

é

também

de
muita
uli-

'idade.
A
clara
do,

ovo ou

a
gelatina de
carne

dissolvida em agua costumam

bastar

enquanto
se
subministram soccorros
effi-

«azes.
Deve

tomar-se
também
um
copo

de

azeite
para
que

banhe
as

paredes
do
esto-

tfiago e

esophago
para as preservar do

c
°utacto
do

veneno
ao

tempo

do vo
­
mito.
Poderá fundar-se

uma

persuasão

de

en-
v
fineuamento
sempre
que
uma

pessoa
que
8°ze

de

boa
saude
ou

Irgeiramente
indis-

Pfista

experimente
de repente,
depois

de

ler

comido

ou
bebido
qualquer

alimento,
h!1)
ataque

de grande

dôres

no
ventre,

fre
­
mentes
vomtós,

cursos

abuniantes,
syn-

CoP*s,

spismos, movimentos,
convulsões,

e
Wialmetile

quando
estes

symptomas
per
­
sistem

com

tenacidade

durante
muitas
ho
­
ras
ou
muitos

dias.
Requerimento

modelo.

Senhora

—Diz
fulana

de

tal.
Viuva,

que

foi
ca­
sada

com

o

fallecido defuncto

fulano
de
tal,

Capitão

Mór

da
bicha,

ordenanças,
ou

chuços,

como

a Vossa

Magestade, mais
conta
fizer,

que na

vida

do

finado nunca

a

ella lhe

faltou

o

preciso,

e

ao
presente
pelas

trapalhadas

d’estas

cousas
que
Vossa

Magestade
muito
bem

hade
saber,

se acha

no

ultimo
aquartelamento
da vida,

sem
ter
nem para

a
bruxa

da

noute,
que

é
o
que

ás

vezes
ainda
lhe
custa

mais

que

o
pão; e como
ella
e
o

seu

defunto,
e

to­
dos

os

defuntos seus
ascendentes,
sempre

foram

vassallosmui

legítimos e
lhe
aborrece
ver

tanta
miséria

em

sua
casa,
Pede

a Vossa
Magestade

seja
servida
mandar

essa
gente

das
côrtes,

ou

do
jury,
ou como
é

que

se
chama,
que
lhe

paguem
a

mensali
­
dade
d

uma
mesada

mensal

todos os

mezes,

não seja

menos

de seis

mil
reis,
que
assim

mesmo

não

é
de­
mais.
Assim
Deus

ajude

a

sua
alma.
E.

R.
M.
(Este

requerimento
modelo
foi

lançado

na

caixa
da Secretaria
da
Guerra,

em

Lis
­
boa)'.
ISO
mortos
por
«Si«.


Em

Ara-
caty
(Brazil)

a

situação

continua
má.

As

péssimas

carnes

que

comem

elevaram

a
mortalidade

ao
algarismo

de

180

por
dia!
^uestiio
do
Oriente.

Os

últimos

telegrammas
relativos
á

questão

do

Oriente,

são
os

que
seguem:
Londres

3

Sir

Strafford
Northcote

re
­
petiu
na carnara dos deputados

que
não

existe
nenhum
outro

compromisso
alem

da
convenção

de

4

de

junho,
nem

accordo

algum

secreto.
Os

accordos

confidenciaes

que ha entre
as

potências sobre

questões
importantes, e
nos

quaes
a

Inglaterra
to
­
mou parte,

são

communs.
Declarou

lam­
bem

que

ignora
se
poderá

disculir-se

na
sessão

actual
o
accordo
com a
Turquia
ácerca
das
reformas

asiaticas

e
as garan­
tias
d

essas
reformas.

Depois

de

longo de
­
bate,

a

proposta

do
marquez

de Hartin-

gton
foi

rejeitada
por
338

votos

contra
195.
O

«Times»

declara-se satisfeito
com

os

debates

havidos

no

parlamento,
cujo
voto
permittirá
ao

governo

assegurar
a

justa
in­
fluencia
da
Inglaterra.
Bucharest,

3

Regressam
diariamente

ao
seu
paiz

5:000

russos.
O

governo

rou-

mano

designou as
tropas
que devem
oc-

cupar
a
Dobrudscha.
E

provável que
o
coronel

Leona

será

nomeado governador da
Dobrudscha.
Vienna
3

Os

austríacos
occuparam
Lioubouski
sem
resistência

e

avançam

para

Mostar.
Us
musulmanos
catholicos prestam
obediência

aos
austríacos.
Londres
4

Em

um

bauqnete
que
foi
offerecidoa
lord

Beaconslield

pelo
lord

maire

este

disse
áquelle
que
acredita

na
duração
da

paz.
porque

as
potências

estão
satisfei
­
tas

do

equilíbrio
estabelecido
no

Mediter­
râneo.
Assegurou

que
são
amigaveis

as re
­
lações

das potências.
Berlim

3

Realisou-se
hoje

a
troca

das
ratificações

do

tractado
entre

todos

os

em
­
baixadores,

excepto
o
da

Turquia,

o

qual

declarou

que o sultão

ratificou

o

tracta­
do

e reconhece

que
começa
hoje

a
vi­
gorar.
Constantinopla

2—
A

Porta
decidiu
eva­
cuar

Varna.
Os

russos

evacuarão
os

arredores

de
Constantinopla

em

quinze

dias.
O

«Daily News»
publica

um despacho

de

Constantinopla

annunciando

a existência
de

negociações
para
a
cessão

das ilhas de

Cchrfu

e
Rhodes á
França.
Rebentou
uma
revolução

em

Mostar.
O

kaiinakan

e

o muili

foram
assassi­
nados.
Os
turcos

devastam

e
evacuam

a
Bul­
garia.
Assegura-se

que
a
Porta

expediu

uma

circular
ás

potências explicando

os

motivos
.da

convenção

de
4

de
junho.
Vienna
5

Tem

havido
varias

escara­
muças
entre

os
insurgentes
da

Bosnia

e

Herzegovina

e

as

tropas

austríacas,

ficando

alguns

mortos

e
feridos.

Os
christãos
bos-

niacos

e

herzegovinos

responderam
a

uma

proclamação
do

imperador Francisco

José
exprimindo
a

sua gratidão,
fidelidade
e

esperança
na
regeneração

do paiz.
Londres
6

Annuncia

o «Times»

que
se realsa

hoje
em Tiplitz a
entrevista
dos
imperadores

da Allemanha

e

da

Áu
­
stria.
O
sultão

pediu

a

mediação

da

rainha
Vicloria
para impedir

que

as tropas
au­
stríacas

ultrapassem

os
limites
de

Banga-
luka

(?).
Em resultado dos
bons
oílicios

de

Layard,

ministro

inglez

em Constantinopla,

foram

aplanadas

as

difíiculdades

relativas
á
Grécia.
Paris
6

0
governo
inglez
pediu

ao

de

S. Petersburgo

que
mande

suspender

a
mar
­
cha
da
expedição

do

general

Kauffman,

ao
sul
de
Oxus.
Constantinopla

6

Os

embaixadores

acon
­
selharam

a
Porta

a

regular

a
questão
grega,

em
conformidade

com as

resoluções

do
congresso.
Os turcos

activam

a

evacuação
de
Varna.
Os

musulmanos,

em Ardahan,
resistem
aos
russos.
Portuguezes
foileeidos. —

Desde

8

de

a
16

de

julho,
falleceram
no

Rio

de
Janeiro,

os seguintes

súbditos

portugue-

zes:
Antonio

Joaquim
Coelho
da

Silva,

54
annos,
casado;

Francisco

Benites Pinheiro,
54

a.
c.;
Margarida

da

Conceição
Teixei­
ra,

24
a. s.;

João

Vicente
Estrella,
52

a.
v.;

Ludovina Pinto de

Salles,

21 a.

c.;
José
da
Costa,

79

a.
c.; José Fer-

nandes
da
Silva
Guimarães,
36 a.

s.;

Cândido
Antonio de

Sousa,

29

a.

c.;

An
­
tonio

Zeferino,

42

a.

c

;

José

Borges

Go-

dinho,

18

a.

s.;

Manoel

Caetano
Pereira,

40
a.

s.;

Manoel
José
Pinto,
45
a.
s.;

João

Machado,

40

a.

v.;

Manoel
Dias
de

Carvalho,
31 a
s.;

João Dias
Areas


­
nior,

25
a.
s.; Francisco
Teixeira,
13

a.';

Marianna

Raymunda

de

Gouveia
Francos;
74
a.

v.;

Manoel
Vieira,

31

a.

c.;

Anlo-
nio

Ignacio
da
Silva

Pereira, 27 a. s

;

Julio de


Brandão,
29

a.

s.; José
Luiz

dos

Santos,

48
a.

s.;

Manoel

de
Olivei
­
ra,
43
a.

c.;

Joaquim

da
Costa,

26

a.

s.; Henrique

Monteiro,
46

a.

s.; Anna
Rita

Peviato,

76

a.
v.; Maria

Gertrudes
de Lima,
80
a.

v.;
João

Antonio
da
Sil
­
va

Guimarães,
52
a.
c ; Augusto

Moteira

«le

Moraes,
43

a.
c.;

Antonio

Pereira

de

Sequeira, 58
a.

c.;

Antonio
Gonçal­
ves

da

Silva,

36

a
s.;
João

Francisco
Ferreira, 58 a

s.;

Manoel

José

Ferrador,
28

a.
s.;
Luiz

Antonio,

66
a.

s.;

Fran
­
cisco

Lopes de

Carvalho,
56
a.
c.;
Ma

theus da

Rosa

Simão,

40

a.

v.;
Joaquim
Correia

de
Campos, 52 a.

s.; Manoel

Fran­
cisco

Mancebo,
92 a.

v

; Antonio Nu
­
nes,

28

a.

s

;

Manoel

Joaquim

de Sá


­
nior,

35
a.

c.;

Aldoura
Telles
de
Men­
donça,

32

a. s.; José Ferreira

Prainha,

68
a.
s.;

Manoel
Gonçalves

de

Jesus. 49
a.

c.;

Julio
de Castro Leite,
42.
c.
Banco

Commercial de Braga em
liquidação
Sociedade

ansnyma

de

responsa
­
bilidade

limitada.
Resumo do
aclivo e

passivo

deste Banco

em
31 de

Julho

de

1878.
Activo
Caixa:

dinheiro
existente.

.
Papeis

de

credite.

. .

.
Ditos
das cauções das c.

cor
­
rentes

liquidadas

.

.

.
Acções
de

c.

própria.
.
.
Hypothecas

de
Raiz . . .

Agentes
no paiz.
.
. .
Ditos
no estrangeiro.
.
Letras
descontadas.

. .
.
Ditas
a
receber.
.

.
. .

Ditas

de concordatas a
receber
Ditas
em liquidação.
Contas

correntes

com

garan­
tia.............................................
Empréstimo

sobre
penhores.
Diversos

devedores.
Accionistas

por

prestações
a
receber..............................
Despezas
de

liquidação
.
Moveis

e

utensílios.

.

.

.
30:0950092
375:6610400
186:3770237
273:9680000
1:1000000
64:0170778
23:0890584

37.2240153
2:7190960

24:1250030

123:4820042
191099:0937
98:8180414
22

3530972
1:2420500
4730174
1:4750815
1.457:3240118
Passivô
Credores
privilegiados
Por

depositos
judiciaes
Por

depositantes.

.
.

.
Por

dividendos

a pagar.

.
Por

notas
a

recolher.
Por

saques

do

Brazil.
Por

agencias no
paiz.

.
.
Por

diversos
credores
com
50955
1:8390445

7510480

1800000

1
:4
130765
1150938
caução.

'.
........................

21:8340980
Credores
por
encontros

a
fazer

em

diversas

contas
activas. .

.

.
.
.
.
2:8070985
Credores

chirographarios
Por
obrigações
.........................

361:6470148
Por

juros
a

pagar.

.

.

.
1:9190145
Contas
geraes
Capital
..................................

1:000:0000000
Fundo
de
reserva.
.

.

.

53:0000000
Ganhos e
perdas.

.

.

.

11:7880277
1.
457:3240118
Braga
5
de

Agostoo

de

1878.
Pelo

Banco
Commercial
de
Braga,

em

liquidação
A
commissão
liquidataria
Manoel
Simões

Braga.
Manoel

Joaquim

Gomes
João
Luiz

Pipa.
Manoel

Ignacio
d’
Oliveira
Braga.
Manoel Antonio

da

S.a Pereira
Guimarães.
Antonio
José Antunes

Reis.
MIOBCIIOKOS
O abaixo

assignado

summamente
pe
­
nhorado
para

com

todos

os

illm. e

revm.
oS

snrs.

que no
dia

21 de

maio
se

dignaram

assistir ao

officio

de

corpo

pre
­
sente

por

alma

de

seu

fallecido

thio

P.

José Lopes
d
’Oliveira

Pójeira,
que

teve
logar na
egreja

de

Cabanellas;
e

b
*
m
as
­
sim
para
com
as
pessoas

de

sua estima

e amisade

que assistiram

e

se

dignaram

de

o

comprimentar
por

essa

occasião,
vem
por
este

modo

patentear

a

todos

a

sua
mais

reconhecida
gratidão
por

não
o
poder
fazer

pessoalmenle.
Cabanellas
6

de
agosto

de

1878.
(1016)
Constantino
Lopes
Pójeira.
innunoios
ALUGAM-SE

a

começar

do
S. Mi­
guel

em

diante,

as

casas
n.°
16

e

17,
na
rua de Santo
Antonio

das
Travessas,
cotn

boas

accommodações,

construídas
de

novo;

tem

saida

para

a

nova
rua

das
Carvalheiras. Trala-se
com

João
da

Costa
Palmeira.
(1017

T.)
SERRARIA,

CARPINTERIA
E

MUAGEM,
A VAPOR
DA
Companhia
Edificadora
e
Indu­
strial

Bracarense
Sociedade
iinonyma
de

responsa
­
bilidade
limitada
RUA
DA

CRUZ

DE
PEDRA,

N.°
6
A
12
BRAGA
Esta Companhia

encarrega-se

de aprom-

ptar

no

seu

machinisrno

a
vapor,

com
brevidade,
perfeição

e
barateza,

toda
a

obra

de

carpinteria,
como
são:

portas,

ja-

nellas,

sôcos,

alesores
ou
apilarados,
mol­
duras,

etc.,

de
qualquer

qualidade

de
ma
­
deira.
Aprorapta

solho
aplainado
e
rasgado,

de

pinho

da
terra,
Flandres

ou
castanho’.
Serra
toda
a
qualidade de madeira, á

vontade

do

freguez.
Tetii sempre
um
bom

deposito

de

fari­
nhas

de differentes cereaes,
e

recebe os
mesmos

para
moer

por
coma

do

freguez

(1018)
Arrenda-se
Uma

casa

de

dons

andares, com
mui
­
tos
commodos,
agoa,

bom sotão

e grande

armazém,

tudo
com

limpeza,
na rua
das
Agoas,
n.° 101.
Para

tractar

falla-se

na

rua
de

S.

Vicente
n.°

56,

onde
está a

chave

para se
mostrar.

(1019)
58
--
B.ua do
Carvalhal—
58
Fazem-se

chapéus

de
palha,

seda

e

ve'-
ludo,

para
senhora,
e

vestidos

á
moda.
Preços

rasoaveis.


















CARREIRA. DIARIA
$
■t&S,
fes
Manoel
Antonio

de Castro
Teixeira
d
’es-
ta cidade, faz publico

que
principia

a
sua
carreira

de

diligencias

para a
Povoa

do
Varzim dia
8
do
corrente a sair
de

Bra
­
ga
ás
5

horas

da

manhã

e
volta
da

Po
­
voa

ás

4

da

man'aã.
Preço
dentro

e.

fóra
500

rs.
Cada passageiro tem 10

kilos

de

ba
­
gagem, e
o
que

passar
paga

20

rs.

por

fcil
0.

_
Os

bilhetes

vendem-se

em
Braga

na casa

do
bem

conhecido Ribeiro

Braga,

e
na

Povoa

do

Varzim
na

mesma

casa
do
costume,
no

Rego.
Braga
2

de Agosto
de
1878.
(1020)
Pelo
annunciante=-/fiteiro

Braga.
Companhia

dos Banhos de
Vi-
zella
Sociedade

anonyma


responsabi­
lidade

limitada
São convidados
os

senhores
accionistas

a

pagarem
n’
esta
cidade,

a

Antonio

José
Ferreira

Caídas

no

campo
do
Toural

n.°

38,

até

o fim
do

corrente
mez,

a
4.
a
pre­
stação
de

100000

reis

por

acção.
Guimarães
1
de
agosto
de 1878.
Os

directores
Anlonio

José

Ferreira

Caídas.
Joaquim Ribeiro

da

Costa.

Anlonio

Peixoto

de Mattos
Chaves.
(1015)
Companhia
Edificadora e
Indu­
strial
Bracarense.
Sociedade anonyma

de
responsa-

lidade limitada.
Por
ordem

do
Exc.mo

Presidente

do

Conselho

Fiscal

são
convidados

os

Snrs.

Accionistas d
’esta
companhia
a

reunirem-

se
em assembleia

geral

ordinaria

no
dia
8

do

proximo
mez

de

agosto
pelas 10

ho­
ras

da

manhã,

no

escriplorio
da

compa
­
nhia rua da
Cruz

de
Pedra
n.°
s
6

a

12,

para
os

fins

designados
nos

art.

27

e
28

dos
Estatutos.
Braga

e
escriplorio
da

companhia
25

de
julho

de 1878.
O
secretario
(1009)
José
Pinto
Barbosa.
Collegio
dos Órfãos
de S. Caetano
Não
se tendo

verificado

a
arrematação

annnnciada, a

Commissão
administrativa
do

Collegio

dos

Órfãos

de
S.

Caetano

faz

publico

que até

o
dia
11
do
corrente

mez
ás

onze

horas

da
manhã,

recebe
pro
­
postas em

carta

fechada,
para a

adjudi
­
cação
da
demolição
e

apeamento
da
par­
le

de
pedra
dos

edifícios situados

nas

Car
­
valheiras, onde

tem

de
ser
erigido o

novo

edifício

do

Collegio,

em

conformidade

com

as condições
patentes
na secretaria
do
mesmo
Collegio,

que
pódem
ser
examina
­
das

todos

os
dias

não

santificados,
desde

as
9

horas
da

manhã até

ás

3
da
tarde.
As

propostas

deverão
conter

a
decla
ração
de
que

os
proponentes

se
prestam
a

depositar

no

cofre da
administração
a
importância
de

5

por

cento

do
preço

da

adjudicação,
por
quanto

se

offerecem

a
fazer

a

demolição

e

apeamento
indicado,
e
o

nome do
concorrente.
As
cartas
devem
ser

subscriptas do
seguinte

modo:

Proposta

para
a

demoli­
ção

e apeamento
da

parte

de

pedra

dos

edifícios

das
Carvalheiras,

pertencentes ao
Collegio
dos

Órfãos
de

S.
Caetano.
No

dia

e

hora

indicada serão
as pro
­
postas
abertas
na

presença
dos proponen
­
tes,

e
a

adjudicação
feita,
se
convierem
os

preços

offéiecidos.
Braga

1

de
agosto
de

1878.

(1013)
Quem
quizer

arrendar

a

casa

n.°

7,

no

campo

das
Carvalheiras, falle

com

Joaquim
Antunes
Alves,
na
rua
do Cam
­
po,
d

esta
cidade,

que
está

auctorisado
para
este

fim.

(1006)
ALUGAM-SE
as

casas
n.°
21,

no

Campo

Novo
do

Reduto,

nobres

e

com

muitos
commodos.
Trata-se

na
casa

imme-
diala

n,°

22.
(981)
PEDÍBO
A

Meza
da
Santa

Casa

da

Misericór
­
dia, d
’esta
cidade.
t>ndoem
consideração

a

avultadissima
despeza
que
está

custan­
do
o
fornecimento
de

pannos
e

fios
para

o
curativo
de
feridas no

Hospital

de S.
Marcos,

empenha

n

esle
acto

de
caridade
a

devoção

de

seus

concidadãos.
O
Escrivão
Dr.
Domingos
Moreira

Guimarães.
(1002)
,

_________
VENDA
DE
CASAS
No largo

da Ponte
de

S. João
ao

enirar

na
rua

do

Paemante

(la
­
do

esquerdo)

vendem-se

as

duas
moradas
de

casas
construídas

de novo,

juntas

ou

separadas;
trata-se
na

rua

de
S.
Marcos

com Antonio
Silverio
de
Paiva.
Arrenda-se

na
rua
de

S.
Marcos, o
andar superior

da

casa
que
habita

Anto­
nio

Silverio

de

Paiva,
em

frente

ao con
­
vento

dos

Remedios.
Prefere
se

uma se
­
nhora

de

probidade

com
creada,

ou

eccle
­
siastico
idoso.
Póde
ver-se

a
qualquer
hora.

(916)
DINHEIRO A JURO
Até á
quantia
de
2o0:000

réis

dá-se
sobre
hypoteca

na
confraria

de

Santo
Amaro

da



Primaz.
Trata-se
com

o

thezoureiro

da

mesma,
padre

Francisco

Lobo,

na
rua do

Poço

d

esta
cidade.

1014
VENDEM-SE

duas moradas
de
casas,
uma
na

rua
do

Anjo,

com os

n.
os

Ue

11
A.
e outra

na
rua

de
D.

Pedro,
com

o
n.°
1;

quem

as

pertender

procure
o
dono

n

esta
todos

os

dias,
(exceptuando

os

dias
sanclificados), desde

as
8

até

ás

10
horas
da

manhã.
(978)
Muita
attençâo
Alluga-se

do S.
Miguel
por

diante, 2
prédios

recentemente
reconstruídos
de

no­
vo,

com
os

n.
os 27 e
28,

eitos

na
rua
de D.

Pedro
V, com
quintal

ajardinado
todo
morado,
e

com

agua.
Tem

commo
­
dos

para numerosa
familia,

e

dos

2.
ts
andares gosam-se
os
pontos
mais
impor­
tantes

de

Braga.

Passa
ao


da
porta

o
americano. A
tratar
com
o

seu

pro
­
prietário
nos
baixos
dos
mesmos
onde
po­
dem
ser
vistas todos
os dias,

das
4

horas

da tarde

por diante.

(949-Q)
|
rua

des
.

marcos
,
n
.


5.

|
B

Vende
papeis

pinta
­
dos
para
guarnecer
saltas,
$

lindíssimos gostos, a
prin-

«S

cipiar

em 80 reis
a
peça.
É-

Vende
olio,

tintas e
vernizes
para

pinturas de

casas,
tudo

de

boa
quali-
4
dade.e

preços

muito
resu-
§
midos.
<2
Vende
cimento
roma­
no
para

vedar

aguas,

ges­
so

para

estuques
de

ca
­
sas,

tudo
de
primeira

qua­
lidade.
94, RUA DE D. PEDRO V, 94 E
Tem

para

vender

cal

branca,

1.
a
qua
­
lidade

a

600
rs.

cada

60
kilus
a corres
­
ponder

um

quintal; dita de

2.
a
qualidade
(a
que

alguém

chama
de
l.
a)

a
550;
cal

parda.

1.® qualidade,

a

480;
dita

de

2
a
,
450.
Para

grandes
encommendas
é

ne­
cessário

os

snrs.

consummidores

fazerem

as

suas

requisições

com
8

dias

de

antici-

pação,

para

serem

bem servidos

com
a
cal fresca.
Este

deposito

estabelecido ha 20 an­
nos,

acha-se
nas

condições

de
não

ter
n
’esla

cidade

quem

possa

fazer
mais

van­
tagens, tanto

nos
preços, como
na

esco
­
lha

dos generos,
por

ser

seu

domno
estuca
­
dor

com

pratica
de
32

annos. Todos
os

generos

serão

postos
nas
obras,
n
’esta

cidade,

sem

augmento
de
preço,

quando
os

snrs.

consummidores

gastem mais
de

600 kilos.
(954)
JOSÉ ANTONIO FERREIRA
GOMES
—5
Rua
Nova
de

Souza
5

Com

estabelecimento de
mercearia,

pregagens

e

objectos

para
flores e

de

es-
criplório.
Vende
pregos

de
arame

de todas
as
dimençôes.

'(843)
CIRI}R6lAO

DENTISTA
APPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-GIRURGI
CA
DO

PORTO
Rua

de

S.

Marcos
n.°
19.
BRAGA.
Faz
tudo

quanto
diz
respeito á

sua

arte

e
coutiiiúa

operando
grátis, pobres e

soldados.

(801':
'
Vende-se
uma
morada

de

casas

qj

1

sita
na
rua

da
Cruz

de Pedra n.°

g

a 6

A,
de 2
andares,

aguas
furtadas, lojas,
sotto,

quintal

e

agua.
Trala-se
com
Francisco Martins da

Silva
Araújo,

morador

na
mesma

rua,

ca­
sa
n.°7,
contígua
aquella.
(862)
AKKENDAM.SE
Desde
0 proximo

S. Miguel,
tres
moradas

de
casas
de
2

andares,

construí
­
das
de
novo,
com

quintal

e
agua,
na
rua

de

S.

Geraldo

n

0
18,

20
e
22

Trata
se
na
mesma
rua
n.°
17.
(943)
INJECÇÃO

miENKA
BA.LSA.MICO PROPHITATICO
Esta

iujecção

é
a

unica

e

eflicaz
qu
e

cura
em

seis
ou

oito

dias
toda
a qualida­
de

de purgações tanto
antigas

como

mo.
dernas, ainda
as
mais

rebeldes.
Ven.le-se
em

Braga,

na
pharmacia Alvitn,

á
Porta

Nova.

Em
Coimbra,
pharmacia

Barata
fli.
niz,

rua

de

S. Barlholomeu.
Deposito
principal

no

Porto
na

Pha
r
.
macia

Madureira,
rua

do

Triunfo
n.®

(42
proximo

a<> Palacio

de

Chrislal.
Preço

de
cada frasco—
400
rs.
(861)
SSWil
Os
Rebuçado
*

uiytilieoH,

de

na
­
tureza

balsamica,

calmante,
peitoral

e

ex-

pectorante.

são 0 melhor

dos

remedios

até
hoje

conhecidos
nas doenças tossicolosas,
ARRENDA-SE
o 2.°
andar
da
casa
n.°
11

em a
rua
das agoas d

esta

cidade.
Tra
­
ta-se

com

seu
$ono na
mesma.
(984)
Aluga-se
a

casa
n.°

88 da rua
l.

da

Boa-Vista.

(906)
Caixa

200

reis.—
Meia

caixa 100

reis.
Unico
deposito



Porto.

PHARMA
­
CIA CENTRAL,
rua

de
Santo

Antonio
227.
Unico

deposito

em

Braga,

PHARMA-

C1A

DOS

ORPHÃOS,

praça

Municipal
(994)

owar
lina
dou Capelliatag,

SS
Defronte

da Alfandega.
Tem

no

seu

estabelecimento

os

seguin­
tes

objectos
abaixo
exarados

pelo
menos
preço possível, a
saber:

chitas

largas bem

sortidas,

finas

em

côr,

e
bom
panno,

a

80,
90,
100 e 110

0

covado;
ha
linda

len-

çaria
de
seda

e

selim,
tanto
para

senho
­
ra,
como
outros

proprios

para

assoar;
guardasoes

de
seda,

para

homem
e

se
­
nhora;
castiçaes

de metal,
e
vidro;
jarras
de procelana;
agoas
de

colonia;
collarinhos
e
punhos
para

homem;
madopolões;

me
­
rinos
brancos; pannos

crú,s;
lenços

de

cambraeta

de linho

para
bolso;
jarras
pra­
teadas,

em
differenles

tamanhos;

adere
­
ços

e

brincos; sapatos

de
borracha,
pelli-

ca;

trança, ourello;
gravatas

de

seda,
ou
gorgorão.
largas,

para

homem,
modernas;
lençaria

de
côres

em
algoção,

cassa,

sarja,

melim,

e

d’
outras qualidades; lunetas de
grau
e

oculos;

sabonetes sortidos; livros
de

missa;
peitos
de
bertanha

de

linho;
colchas
brancas,
yara cama;

pós
d
’arroz

em

caixinhas

de

vidro.
N

este

estabelecimento

ha

um
sortido

completo

de
tudo

e

barato.
(858)
Fabrica
a vapor
d' fandção
de
ferro e
metaes
Travessa de

S. -EoSio
—Itragu.
Nesta
fabrica,

unica

na
província
do
Minho,

fabrica-se

toda
a
qualidade
de
obra,

tanto

de ferro
como

de

metal.

0

proprietário da
mesma

não
se

tem
pou­
pado
a

sacrifícios
para

poder

elevar

este

melhoramento

de industria

á

altura
de
poder
competir
em tudo

com

as

fabricas

de

igual

genero
do
Porto
e
outras loca­
lidades,

e

em

parle

0
tem
conseguido,
pois

que no

seu

estabelecimento

se
fazem
obras
de
todos
os

tamanhos

e qualidades

pelos

preços
que
possam
ser
encontrados

no

Porto.
Nesta
fabrica

fundem-
se

peças

de
pezo
de

5,000

kilos,
e

maiores,
sendo
preciso,
achando-se


muitas
obras

fundidas,
co­
mo

são:
buxas
para

eixos

do

carruagens,

moinhos
*
11
*

1

para

moer tintas,
pes

para

nie-

zas
de

mármore
ou

de
madeira,

bancos
para
jardins,

bombas
de

qualquer

pres
­
são
e

comprimento,

grades para

sacadas

ou
jardins,

columnas

e

consolas

para

lampeões,
prensas
para

copiadores,

hizos
de

novo

systema

para
lagares,

ferros
para
alfaiates

e
chapelleiros,

tapetes

e
venti
­
ladores

para

soalhos,
canos

e

tubos

para

agua,

joelhos

de

todas

as
grossuras,
tam­
bém
concerta

todas

as
obras
deste

gene­
ro.
—Preços
do
Porto.
Braga,
Fundição

do

Minho.
O

Proprietário

Anlonio
Germano
Ferrei-

rinha.
Instrucção

Primaria
e Franeez
Na
rua
Nova

de Santa

Cruz.
n.°

acha-se

aberto

um curso
de
Instrucção

Primaria

e
Franeez,
que
é

regido

pç°

ordinando

Anlonio

Joaquim
de 1
^
<!S(
1UI
.

Pimentel,

e

por

seu
pae,

bacharel

fornoa

em

direito

pela

Universidade
de

Coimbra.