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Parte de N.º 772 de 09/04/1878

conteúdo
i.
EDITOR

E
PROPRIETÁRIO

JOSÉ

MARIA

DIAS

DA

COSTA,

RUA
NOVA

N.

3

E.
Q.°

ANNO
PBEÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes..........................
Correspondências

partic.
cada
linha
40
Annuncios

cada
linha.....................

20
Repetição....................................
ABBI1
DE
DK
POR

GLO
_______ , ____
DIAS
2^3
D ABRIL NA SÉ GA-
thedral

de

braga
.
As exequias que

os habitantes
da
cidade
de

Draga,

á

frente
dos quaes

se

cdlocou

s.

ex.
a
rev.
ina

o

snr.
arcebispo

Primaz,
fizeram celebrar

nos dias
2
e
3
do
cor­
rente,
por
alma de

Pio
IX,
de
santa

me
­
mória. foram em

tudo

dignas
d
’aqueile

que
d’
ellas

era
objecto,

e
não
menos
d

es-
ta
fiel

antiga
e

augusta

cidade
O

vasto

e

magestoso

templo

da



calhedral

achava-se
por toda

a parle
co­
berto
de
decorações

fúnebres,

por

entre

as

quaes

se

coava
a

meia-luz

do

dia,
que

com
a
claridade

melancólica
de
grande nu
­
mero

de

faroes

e

luzes

resaindo
em

fun
­
do

escuro,

insinuava

na

alma um vago
mixto

de saudade

e

tristeza

indefinida.
Do
pavimento
da

capella-mór

até

aos|pul-
pilos

levantava-se

um

tablado

na altura

de
l.'
n40,
no qual se

elevava

ura
rico

baldaquino
sustentado

por
oito

columnas,
sobre

cujos

capiteis

de

talha
doirada
cor­
ria
uma

trabalhosa

cornija,
onde
assen­
tava
a

elevada

cupula

rematada pela
cruz
pontifical
que

quasi

locava

no

zimborio.
No
centro

das

columnas

via-se
um

ele­
gante cenolaphio, parte
de

talha
doirada,

parle
de

ricos

bordados,

erguido

em

quatro
pilares,

e

no

cimo
sobre uma

almofada

estava

a

thiara
coberta
de
crepe.

Na
face

do

centro
sobresaia
o retraio

do

fallecilo

Pcnliíice

também
velado.
Ao
lado

da

ur­
na
quatro columnas
sustentavam
outras

tantas

andarelas
com

dezenas

de

lumes,

que
juntas

aos

innumeros
que a

circunda­
vam
em casliçaes

e

serpentinas
de

prata
formavam

uma
camara

ardente

deslum­
brante.
Na
base
da frente
do
bildequino,

e

seguindo

depois

pelas

columnas do
templo

achavam-se

collocados

e
engrinaldados

com

cypreste os

seguintes

dísticos, que mar­
cam

os

nrineinaes

factos

da
vida
do
im-
SOLEMNES

EXEQUIAS
ALMA DE PIO IX. DE
RIOSA
memória
,

NOS
cam

os
principaes
factos

da
vida

mortal

Pontífice:
do
P.

IX.
NASCEU
EM

SINIGAGLIA
13
DE
MAIO

DE
1792
PUBLTGA-SE
ÃS

TERÇÃS,
QUINTAS E SABBÃDOS.
faroes
de
cera

e
adornados

com

cypres-
tes.

As
naves

laleraes

também
estavam
forradas, assim

como

os

altares,
cada

um
dos

quaes

linha
seis luzes.
Ao
meio
dia

de
2

as

torres
da
Ca­
lhedral

e

do

Paço,

e
todas
as

restantes
da

cidade

annunciaram

o

começo
d
’esta

fúnebre

homenagem

ao

grande

Pio
IX.
cuja
memória se

prepetuará

de
geração
em

geração
até
ao
fim

dos

séculos.

Sobre
3

horas

da

tarde
começaram

as
vesperas,

pre
sididas

pelo
venerando
Prelado.
Dois
co
­
ros,
um
na

capella-mor,
com s. ex.
a
rev.
ma
,
capitulares
e
quarenta e
cinco

sacerdotes,

e

outro
ao
longo da

nave
central
de

que
faziam
parte

os

collegiaes
do
Seminário

Con
­
ciliar


perfazendo ao

todo
numero
exce
­
dente

a
300

clérigos—
cantaram
alternada
­
mente

as

Antiphonas

e

os
Psalmos.
Seguiram-se

os

tres

Nocturnos

de
Ma
­
tinas,

sendo

as

lições

cantadas

pelos

ca­
pitulares,

e

os

responsorios

de

David
Pe­
res
pela

numerosa

orchestra

que

os execu

tou
irreprehensiveimente.
Assistiram

a

este

acto,

que

terminou
de­
pois
das
6

horas

da tarde,

grande
mul
­
tidão de
fieis,

communidades

do
Seminá­
rio de

S. Pedro

e
do
collegio
de

S.

Cae
­
tano, e

alumnos
dos

collegios

do

Espirito
Santo

e

S.

Luiz

Gonzaga

com

os

seus

superiores.

Em
razão
do

grandíssimo
nu
­
mero

de

concorrentes

no

dia

seguinte,
só então

alli

assistiu
uma

deputação
de
cada
um destes collegios,

composta

de

seis ou

oito

alumnos,

e
dos
mesmos.
Na manhã

do

dia

3
P.
IX.—Nomeado
Arcebispo
de—
Spole-
to

21
de
Maio

de


1827.
P.

IX.—
Creado Cardeal

1
i

de

De­
zembro

de

1840.
P.

IX.—Eleito

Papa—
16

de
Junho
de-
1847.
P. IX.

Regressa

de

Gaeta

a Roma

—12

de
Abril de

1830.
P. IX.—Canonisa

os Martyres

do
Ja
­
pão

8

de
Junho de—
1854.
P.

IX.

Proclama
dogma

a

Iramacu-
lada
Conceição

8

de

Dezembro de

1834
P.

IX.

Celebra

o

Centenário
de

S.
Pedro_ ___ ______
P.

IX.

Reune

o

Concilio Vaticano

8

de
Dezembro
de

1869.
P. IX.
—Declara

S.

José,
da

Egreja
—8 de

Dezembro
de

1870.
P. ÍX.—Celebra
o 50.°

anniversario
da

S.

Episcopal

21
de
Maio

de

1877.
P.

IX


Falleceu
no Vaticano

7

de

Fevereiro
de

1878.
.9 de

Junho

de

1867.
Padroeiro
A

capella-mor
estava

toda

forrada,

bem

como

a

nave

central.

Nos

púlpitos, core­
tos

piimitlivos
e

ao

longo

da
nave
viam-

se

jarrões

com

cypreste,
candelabros

e

gtande

numero

de
globos
com
fogachos
de

álcool,

alem

de

mais

seis
suspensos
com
pastai
PREÇO-j DA
ASSIGNATURA
2&000
1&050
3&600
3&600

10
Províncias,

12

mezes.....................
»
6
»
.....................
»
sendo
duas

assignaturas

Brazil,

12

mezes,

moeda
forte.
.

Folha

avulso
...............................
dação de

Pio

IX

para
a

sua

elevação ao
Pontificado

cifrou-se

na

sua

sabedoria

e

virtudes.

O

seu
merecimento

foi
o

pre­
gão

do

seu nome.

Descripção

do
estado
da

Europa

em 1846.

Propaganda
acliva

de

sistemas

políticos,

e

de

theorias so­
cialistas.

Pio IX
conhece

os

perigos

e

não
se
amedronta.

Põe todos os

seus dis
vellos

e
exíorços
em
prolligar

erros,
cor­
rigir
desmandos,

revigorar

a disciplina,

melhorar

os
costumes
e
em
promover

com

a

salvação

das
almas

o respeito

aos

prin
­
cípios

que

são
o fundamento
da
moral,

da
ordem

e
da
sociedade.
Não
anathe-
legitimos

da
socie-
Condemna
o

racio-

i
rasão

sem
busso-

freio,

e

os

deveres

.......................

o

socialismo,

que no
seu
cruento
ensaio
em

uma

grande

nação

desdobra

sobre

ella as

Irevas
visíveis

do

inlerno

de

Milton.

O
restabelecimento
da
hierarchia catholica
na
Inglaterra,
a

de­
finição
do

dogma
da
Conceição

Imma-
culada,

e
a

convocação

do

concilio

do

Vaticano

são

os

factos
capitaes

do
Pon-
liticado

de

se

patenteia
seu
zelo.
Segunda
Pio

IX,
raatsa

os

progressos
dade
contemporânea,

nalismo,
que

deixa
la,

as

paixões
sem

sem

norma.
Fulmina
Pio
IX,

e nos
q

a

sua
fé,
a

sua
uaes

melhor

piedade

e

o
os superiores
começaram

a
i
celebrar-se missas geraes, da esmolla de
í

500
reis.

O

numero
não
foi
grande,

por
­
que
quasi

todo

o clero

tinha
celebrado

i
missa

gratuitaraente

por
alma

do immor-

lal
Póntitice.
A

s

10

horas
achava-se

postada

no
lar­
go
da


uma
guarda
d

honra

de

capi
­
tão,

precedida
da
musica tendo

as
caixas

cobertas

de

luto;
e
á

porta

da

Calhedral

as

dignidades, capitulares,

a
grande

com
­
missão
promotora

d

estas

demonstrações,
e
as
auctoridades receberam o
snr.
arce­
bispo,

que
alli
se

fez

conduzir

de

coche

e
cruz

alçada.
Começaram

as

Laudes

logo

que
s.
exc.a
revd.
ma
foi
paramentado,
servindo-

lhe

de

presbylero

assistente
o ex.
mo

Deão,

e

de

diáconos
os
revd.,nos
snrs. desem
­
bargador

vigário
geral

e
o arcypreste

do

julgado dr.

João
Dias
d
’Araujo.
Seguiu-se

a

missa

de

Pontifical,
em

que
foram
acolylos
os

revd.n,os
conegos

drs

Martins
e

Figueiredo,

e

mimstran-
te
S‘
ao

Lavabo os revd.
,nos

desembargador
doutor

Fiorenlino

Antonio
Lopes
d

Athaide

e

Brito,

e

o
desembargador

e

reitor do
Lyceu,
Domingos

Moreira Guimarães.
A

missa

foi
a de
Mozart,

desempe­
nhada

pela

capella

do
snr.

Luiz
Baplista

sendo regente
da

orchestra

o

snr.
Esmenz,

a

qual

se

compunha
de

vinte

e

oito
in­
strumentos
e

vinte

vozes

com

collegiaes
de

S. Pedro

e meninos

orfáos,
tornando-
se

sensível
a

falta

de alguns

cantores

do
Porto

que

não

compareceram

por

motivos

que

ignoramos.
Finda

a missa,

a
orchestra

executou

uma
sentimental
composição

do
snr. Es-

meriz, denominada Salva,
e

em

seguida
subiu ao
púlpito

o
revd.
,n“

conego
dr
J.
Alves Malheus

que

pronunciou

unja
bri
­
lhantíssima
oração
fúnebre,
tomando

para
thema
as

palavras
do Eccl.,
cap.
v,
v

li,
_
Pirmus

iu
via Dotnini.

_
No
exordio
annunciou tres
proposições
.

a
demonstrar:
o

zêlo
apostolico

de
Pio

;

IX,

a
sua
constância

heroica,

e

a

sua

ca-


ridade
estremada.
!

Primeira parte.—A
unica

recommen-
moral

de
de

figurar

com relêvo e
honra
na
epopeia

dos fortes

e

dos

heroes.
Sua constância
inabalavel,

que

torna

bem
patente

deplorando
a sorte

da

Polonia
e
reevindicando

para

ella a

li
­
berdade

de

ser

catholica.
Pio
IX

mostra

a

sua

impavidez

reanimando
os

bispos

al-
lemães
na

sua resistência
ás leis

oppres-

sivas

dos
direitos
e

liberdades da
Egreja.

Um
anceão

imbelle

e

desamparado

lucta
sem
desânimo
com

o

collosso

coroado,
que
pelas

suas

conquistas
e

victorias
ti
­
nha deslumbrado
o
espirito

da

Europa.
Iguala, se não excede,
os
grandes

Papas

da

edade
media,

e

clama

á

face

do
mundo
admirado:=«antes

o

holocausto
da vida,

do

que o

sacrifício

da

consciência;
antes
um

desastre

de mais,
do

que
uma
ver­
dade

de menos; antes

a

sugeição

á

cólera

dos
homens,

do

que
a
deserção da
causa
de
Deus=-.
Pio
IX
protesta,

com

rasão,

contra
a

invasão
dos

seus
estados,

facto,

em

que
a

fôrça
esmagou
o

direito
e

em

que

se
consummou
uma
suprema

affronia

á
magestade do

Ponlilice
e
flagrante

vio­
lação
do
direito

das

gentes.
Desamparo
e

angustia

de
Pio

IX
por
não

lhe

ser

dado

transmiltir
ao

seu
successor
o
poder

tem­
poral,

que

linha

por

si

a
consagração do
tempo,
o
beneplácito oa historia
e

as

altas
conveniências

da Egreja

Catholica.

Protestando

pelo
seu
direito, Pio IX

de­
fende não


a

causa do

Pontificado

ca-
tholico, mas

também

a
causa
das

peque
­
nas

nacionalidades,

que não
teem

outra

defeza

e

outro
recurso

senão
a
evidencia
do

seu direito
e

a sympalhia
pela

sua
fraquesa.
Pio
IX pode

aceitar

o

subsidio

de
todas
as

nações
catholicas

sem

deixar

s

de
ser

Pontífice,

não
pode,

porem.
.
tar

o orçamento d

um
só paiz
sem

xar

de

ser

funccionario. Resta
ao

presentemente

o

poder

espiritual,

o

mais
nobre e

augusto
de

todos
os

poderes por­
que
impera
nas

intelligencias

e

nos

cora­
ções.

Pela
sua

realeza

espiritual

o

Pon
­
tificado

calholico

tem
sido

o tribuno

dos

povos,

o vindicador

da

justiça

e
o
pala­
dino
da civilisjção.

Nem espadas,

nem

calaslrophes

podem
derrocar
ou

abalar

esta realeza.

Citação

do

protestante

Ma-
aiulay
em

abono

do vigor
e

da

vitali
­
dade

do

Papado.
As

desventuras
de
Pio

IX

afervoram

à
fé,

accrcscemam
sua

po
­
pularidade

e

augnaenlam

a

preponderância

do

Pontificado.
Terceira

parte.
—Exemplaríssima

cari-
parte.

Caracter
que

o
torna

digno
acei
dei-
Papa
por-
N.° 772
dade

de

Pio
IX comprovada

por

vários

factos da
sua

vida. Pio IX

estreito

com-

sigo

mesmo,
dispende

quantiosas

sommas
em remediar

pobresas e
socccrrer

infor-
tunios.
Em

1854
o

cholera

morbus

fasia

em Roma
horríveis
desvastaçôes.

Pio

IX

pratica,

então,
actos da

maior

coragem
e

da
maior
caridade.
Aconselhado

para

sair
de

Roma,

responde:=-*sou

pae,
e um

pae
não

desampara
seus

filhos quando

elles

pa

lecem

e

morrem

.
Na
jornada
para
Gaeta
pede

a

Deus

pelos

seus

inimigos.

Pio

IX

pelos

seus

trabalhos,

pelas

suas

virtudes,

e

pelos
seus

infortúnios
con
­
quista as

gratidões

da
Egreja,

os

res­
peitos

do

mundo,

e os

applausos

da

his­
toria.
Findo

este
eloquentíssimo

discurso,

encaminhou se

para

o

plano
onde

estava
o

tumulo,
o
snr.

arcebispo,
seguido

dos

revd.
ulos

conegos

que

tinham

de

dar

as

absolvições,

o

diácono
ministrante,

o

revd.
0
arcipreste

de Villa

Verde,
e

o

presbylero

e

diáconos

assistentes.
Tendo
tomado

as
­
sento

no
faldestorio,

s.

exc.a
revd.
ma
can­
tou
a

oração

Non
inlres,
começando

as

absolvições
dadas

pelos

revd.
1
*
10

conegos

Martins,
Figueiredo,

Costa,

e

Vieira

de

Sá,

sendo a ultima
pelo

Prelado.
A

tocante
musica

do
1.®

responsorio

Subvenile
foi

a

de

Gallassi

e

as

dos

quatro

de
Peres.
Dito

o

ultimo

Requiescal

in

pace,

s.
exc.
a

revd.
ma

desparamentou-se
e

dirigiu-

se

ao
altar

do

Sacramento,

onde
fez

ora
­
ção,
dispondo-se

a

sair.
A
orchestra

re­
petiu

então

a Salva.
A

capa

magna

que

serviu

ao

veneran­
do

Prelado

era
de

velludo
preto,

e

as

lunicellas

de

seda,
sendo aquella

e

estas
mandadas

fazer para
este
fim:
a
casula

que

serviu

na
missa
era

a

que

s.

exc.
a
trouxe
da

índia,
e que é

bordada

a

oiro

,
e de

finíssimo

gosto.
,

Cêrca

de

3

horas
da

tarde
o
snr.
ar­
cebispo

retirou-se,

acompanhado

pela
in-

'

numera
e

grada

multidão
que

concorrera
.
áquelle

acto,

entre
a
qual

nos recordámos

(

de
ver

o

snr.

governador
civil,
secretario
geral, Relação
Eccclesiaslica

e

da

Lega-
cia,
com

alguns

desembargadores

de

fóra

da

cidade,

camara

municipal

incorporada

e

de

becas,

coronel
dhnfanleria

8

e go
­
vernador

militar

com

a
oílicialidade

do

corpo

e
reformados,
reitor

e
corpo
do­
cente

do
lyceu, juizes
de

direito
substitutos,

delegado

do

procurador

regio,
adminisirador

do
concelho, director

das obras
publicas,

de­
legado
do

lhesouro,

chefe

de
policia, em
­
pregados

do

governo

civil,
dos

tribunaes
judiciaes,

da

administração,
e

de
varias

repartições,
pessoas

gradas, membsos-
da

commissão,

etc. etc.
Na
missa

e absolvições foram
distri­
buídas

tochas

ao clero

e convidados em

numero

de
300
ás

fileiras
da

frente,
não
se

podendo distribuir

a
todos

por
causa
da
grande

agglomeração

de

fieis.
A

concorrência

d

ecclesiaslicos
de so
­
brepelizes,
de capas

e
meros

especta
­
dores,

foi

enorme,

e

afoitamos-nos

a
di­
zer

que

com

os

de fóra
da
cidade

e

os

seminaristas

seriam

cêrca

de
500.
Compareceram

nos
do

s

dias

grande
numero
de

praças
da

policia
civil,

que
fez

bom serviço,
e

um
piquete

de

bom
­
beiros
voluntários

com

as

bombas

e
aprestes.
E’
digníssima

de louvores
a magna

commissão
que
dirigiu
esta
imponente

so-

lemnidade;

seja-nos

licito

especialisar
os

encarregados

da
decoração

do

templo,
os
snrs.

João
Baplista

Braga,
Jeronymo

Fer-

,

reira

Couto, e
Peixoto.












Ao
tConiniereio
do
iWinho».
Londres,

30

de

Março,
1878.
A
guerra

entre

a

Inglaterra

e
a Rús­
sia

parece


inevitável.

O congresso

go-

rou-sc,
porque

Gorlschakoff

diz,

que
não

submelteria

ao
dito
congresso

o

tratado

feito

com
a
Turquia,

e

á
vista d
’isso,

a

Inglaterra

não

quer

entrar

em

tal
con­
gresso.
As
probabilidades

quasi certezas
—da
guerra,

á
qual

Lord

Derby
repugna
mui
­
tíssimo,
e
todavia vê
quasi


inevitável,

fez

que
elle

ante-hontem

deixasse o
Mi­
nistério

que
occupava
dos

Negocios

Es­
trangeiros;
para

o

qual foi

nomeado
Lord
Salisbury.
Os
preparativos

de

guerra,

tanto

ma
­
rítima
como

lerraquea,

activain-se
com

o
maior
vigor

aqui;
mobilisam-se milí
­
cias,
facilitam-se

auctorisações

do
Parla­
mento
para recrutamentos, etc.,
tanto
para
operações
no
mar
como

em
terra;

e preparam-se

e

aprestam-se

todos

os

abastecimentos

de

cousas
necessárias

para
as
forças

de terra e

mar,

com

a
maior
energia

e

presteza.
As

indemnisações

de
guerra
que

a

Rússia

exige

da Turquia

são
enormes;

montam
á
exorbitante
somma

de

rublos

1.410,000,000;
mas a
Rússia
acceitará

em

pagamento
lerrilorio

no

valor
de

1,100,000.000,
e

o
resto
em dinheiro;

isto
é,


terá

a
Porta

que

pagar 310,000,000

em

dinheiro

fse

o
poder

achar para isso).
O
que se
vê,
com

tudo,

porora,
são

preparativos
para

o

que der
e

vier.
E

muito
possível,

porem,

que
a

esquadra
Ingleza no Mar
de
Mármore


um
golpe
súbito,

entrando

sem-ceremoma
no

Bos-

phoro.
Em

tal

caso,

se

os

Russos
tra
­
tassem
de impedil-o,

poderiam

por

ahi

começar
as

hostilidades,
e

determinar
isso
guerra

acliva.
Um

paragrapho
de

Roma
no

Daily
Telegraph
diz,
que

em

consequência

do

restabelecimento
da
Hierarchia
Catholica

na
Escossia,

Leão

XIII pensa em tratar

de
entrar
em

relações
diplomáticas

com

a

Inglaterra,

ou

Governo
Inglez.

Não
deixo

de

acreditar
na probabilidade
da

noticia,
por

motivos

de

meu

conhecimento

parti­
cular

e

curioso
de
que
alguma
outra

vez

podeni

fallar
mais
de
vagar.
A.

R.
SARAIVA.
A

EteâaeçSo «B«» «Comnaereio «1»
Alinho».
Londres,

30 de

Março,

1878.
Essa
segunda
carta

que
hoje

também

envio,
de

qual

não

pude

aprontar

antes
a

copia

por

outras

urgentes
occupações,

vai,
como
se
verá,
com mais

interesse

agora

que
se

a

tivesse

aprontado
logo

depois
que
escrevi,
na

data
d
’ella, o

original

que

loi

para
o

Brazil.

De

sorte,
que
estimo

agora não
ter podido
man­
dai

a

antes
Recommendo

aos
leitores

do

Commercio

do
Minho,
que

a

leiam
com

altenção;

e
ao
Rem

formoso
de

não

sujar

com

ella

as

suas

brilhantes

colummis,

para
não

prejudicar

a
«
Revalesciére du

Barry,

de

Londres»,

que

até

livra
de
bexigas

depois

de
morto,

e
ás

tAguas
Circassianas», capazes de
transformar

uma

usada

matrona
de 71 em uma
florescente
belleza

de

17.
Peço-lhe
também,



da

minha parte
os

pesames
á

Liberangada,

a

qual

devo
­
tamente

contava,

que a
ultima
eleição

Pontificia

havia

de

produzir

um
Papa

(ou

Papalvo),

que
satisfizesse
as
amaveis

as
­
pirações
do

Times

e

da

Maçonaria;

quaes
o

Protestante
oráculo

as delineava

de
antemão,

em seu

empenho

anti

catholico,
de
pôr

o
Pontífice,
VIGÁRIO
DE

CHRIS-
TO.
ás

ordens

da

maçónica de

Turim,
ou

do

Quirinal

de
arromba
(isto é,

que
arrombou
a

machado

a

porta

do

Palacio

do

Papa,
aíim
de
o
roubar).

Estas
bre­
ves

palavritas,
com

que
deparei
hontem,
no
ministerial

Telegrapho
assim

que
o

abri,
mostraram
como

a
Providencia,
qne
vela

sobre

a Igreja,

não

quiz

contentar
o
Times

e

a

Liberangada
com

dar-lhes
um
Papa
a seu
sabor
d

elles.
Diz

o

Te
­
legrapho:

«O

Papa

Leão

XIII,

hontem, 28,
ce
­
lebrou

o
esperado

Coiisistorio

no

Valica
no,

e
do
Throno
Pontifical pronunciou

uma Allocução

aos
Cardeaes

reunidos,

no

decurso
da

qual
declarou
a
sua

adhesão

á

política
do

ultimo

Papa»

(os itálicos

sam

meus.


O
Times

e

seus
amigos

de
­
vem

ficar
com
cara
de.

.

.

Basta

por

hoje.
A.

R

SARAIVA.
SUMMARIO.
I. —
Insidioso

artigo

do Times,

ado
­
çando,
na
primeira

parte
a

boca
aos
Ca

tholicos,
com

dizer verdades,
incontestá
­
veis, a
respeito

do Catholicismo e do

Pa­
pa;

isto

para

fazer,

na
segunda
parle,
sobresahir
mais o
triumpho

Protestante
(triumpho
que é

mais

da

Inglaterra

qne
do

Piemonte),

evidentemente
applaudindo-
se

de que

o

Pontífice
d

ora

em
diante
não
é


Soberano,
mas

súbdito

ou
vas-
sallo.
II.

—Conclusão

do
importantíssimo
ar­
tigo

de

relações

authenticas sobre

o

Ma
­
çonaria
—sobre
que,

provavelmente
com-

mentarei

um tanto

na

minha
próxima

e

ultima

carta.
I.

Não obstante haver a
mala

desta

manhã

levado
para
o

Brazil

o

Times

de
hontem,

que

me

era

impossível

examinar

antes
delia
partir,

encontro

de tão

grande
significancia,
tão

importante,
o

contendo
de

seu
segundo

directivo,

que

vou

tratar
de,

immediatamente,
registrar
a'gumas

das
graves
clausulas

do
dito

conteúdo;
acom
­
panhando-as

de
reflexões

assás

graves

que
ao

mesmo

tempo

me
occorrem.
Tratarei
de
abreviar o

que
possa,

bem

qne
se
não

poderá

cortar

muito

a

ob­
servações

cujo

objecto

as
torna

de

tanto

momento.
Crê-se

o
Redactor,
fundado

nas
com-

muoieações

que

diariamente
lhe

faz

pelo

telegrapho o
seu

Correspondente

actual
em Roma

(que
vejo
pelo

Weeldy

Regis-

ter.

é
hoje
de novo
o

snr.
Galenga,
com

o
Times correspondente
da Cidade
Eter­
na),
qne
Sua
Santidade

«está
mui
pro­
ximo

(esperamos
que

não)
do

seu
falle-

cimenlo»

Que
o

Pontífice,

em

virtude

da
sua
extraordinária
energia

de
caracler,
ainda

luta

contra

as

consequências

da
idade,
e por

uma
hora
ou
duas,

trabalha

e



altenção

a

alguns

assumptos,

e
cita o
jor
­
nal-não

sem
uma
certa

ironia
—o
sanc-
cionar
o Santo

Padre

e

approvar,

que

S.
Francisco

de

Salles
seja

declarado

e

con
­
siderado

como
o
Proteclor
e
advogado

dos

Jornalistas.

As
formaes
palavras

seguin­
tes
do

primeiro

jornal

Protestante

[o
pri
­
meiro

do

mundo
lambem, a certos
res­
peitos),
merecem
de

ser

consderadas
e

pon

leradas,

na

extraordinária
e momen
­
tosa

conjunclura

da

sociedade

actualmente
Escreve:


«Alguma
cousa
de
admiravel

e
tocan­
te,

ao

mesmo

tempo,

ha

nesta

indomá­
vel

força

de
vontade,

e
Pio
IX

será
re
­
cordado

a

este

respeito,

como
tendo

sido

até
ao

fim

digno

de
si
mesmo.
Sam

raros

os

casos

em

que
um

Soberano que
ha

vivido

alravez

dos annos

e

ancieda
des,
do Papa

actual,

foi

capaz

de
assim

manter

a

sua
energia
e
a

sua
influencia

até

o
derradeiro momento.
Mas

esse

mo­
mento

está evidentemente
perto,

e

um
dos

mais

eventuosos

de
todos
os

Pontificados

vai

breve

concluir.
«Não anteciparemos

a revista
que
lerá

de

fazer-se

necessariamente

então
da
longa

vida
e

reinado
de

Pio
IX.
Por muita

op-

posição

que se
lhe
ha

feito,
e
numero
­
sas

como

tem
sido

as perdas
que
ha

sof-
frido,

merece

pessoalmente

o
respeito

da
Europa

e
do
mundo

Christão,

e
o seu
tim

se

aguardará
em
silencio.

Mas

não
é
faltar-lhe ao

respeito,
o

lembrar,

que
a
sua

morte será
evento

momentoso, e
se

guido
immediatamente por
aquillo
que
tem

de
ser

necessariamente
um dos
mais

importantes

incidentes da
historia

moder
­
na.

Deve

ser
seguida
pela
eleição
de

novo

Papa,

ou,

por outras
palavi

as,

da
mais

importante

Personagem

na

Igreja
Chrislã.
«Uma
semelhante
avaliação
da

influen­
cia do

Papa
será

reconhecida
tanto

por

Protestantes

intelligentes

como

por

Calho-

licos
Romanos».
Per

minha
pa

te

requeiro
aqui,
antes
de

proseguir
com
a

citação do

Times,

que

os

leitores
recordem
do
que n
’esla

correspondência
tenho repelidas
vezes
pon
­
derado,
sobre

a
influencia

política,

peso,

importância
social,
do
Corpo

Catholico
na
Gram-Bretanha
mesmo

e

em

suas

Pos­
sessões.
Este

grande
peso,

esta

impor
­
tância

muito
positiva,

e

como

o

Times
mesmo

confessa,

inevitável

já,
e

inimpe-

divel,

é

o

fundamento

que

me

tem
leva
­
do,

bastantes

vezes, a ponderar

e

apon
­
tar

este
evidente

e
solido
progresso,

que
a
Religião
verdadeira
e

suas idéias

fazem

na
Cominunidade
Britanica.

E

é
por
isso

que,

hnmildernenle
confiado

na
Providen­
cia
Divina,
tenho

para

mim,

que

a

In­
glaterra,

depois

de
ter
sido,
com seu Pro-

testatismo

um

açoite,

um

flagello da

Igreja

Catholica
(para

punii-a
e

purifical-a de
alguns abusos
e

co

rupções
de seus

mem
­
bros

e directores);

ha

de
ser,
no

tempo
destinado

e Providencial,

um

instrumen
­
to,

de
sua

revigoração
salutar;

alcançando
as

consequências
disso

a

circulo

muito
maior
que

cs
limites
do
Império
Britâ
­
nico.
Proseguindo

agora
com

as

reflexões

do
Times:


«O

tempo
ha muito
passou
em
que

nós

podíamos
encerrar-nos

em

nosso

an
­
tagonismo
Protestante,

e

tratar

o

Mundo

Catholico

Romano

como
cousa

fora
e

alem

de
nossas
sympathias.

A

mudança

é de
­
vida

em

parte
ao

facto,

de
que

os

Ca-

tholicos
Romanos
ham
sido,

no

decurso

deste
século,

admittidos

a

seus

legítimos
logar
e

influencia

entre
nós,

e

formam

hoje uma
larga

parle

constituinte

de

nossa

vida
nacional.

Mas deve-se

mais
ainda

ao

alargamento
de nosso
horisonte;

e á

nossa

percepção

mais

plena

do
grao
em
que
toda

a
vida
religiosa

da Europa se

acha
en­
feixada

e

ligada».
O

que
o
artigo
depois

continúa
dizen­
do,
é
verdade

em
muito

grande parle;

mas

não
se

refere

á nova

Allemanha
de

hoje,

á Allemanha
de Bismark,
persegui
dera
rancorosa

do

Catholicismo. Refere

se
ao

facto,

da boa harmonia

em

que,

como

ha

muito

era
sabido,
os
Protestantes

e

Catholicos
Allemães
viviam,

e

eram igual
­
mente
protegidos

e

tratados,

pelos

anti
­
gos

Governos
da
Confederação,
que
a

am
­
biciosa

Prussia

destruiu;
usurpando,
se
­
gundo

seu
costume,

e

apoderando-se
dos

diversos

Estados

da

antiga

Confederação.
Antes

disso,
era
sabido

e

notado,

como

Catholicos

e

Protestantes
não

só viviam

em

boa
paz

entre

si,

mas
até,

em
vá­
rios
casos,
uns

e

outros

se

serviam

da

mesma
igreja da localidade,

para

seus

respeclivos

culto

e
serviço

Divino.
(Cont
lúa)
A.

R.

SARAIVA.
No
dia
do

Patrono
da

Egreja,

S.

José

19

de

março
do

anno
corrente—aban
­
donou
este

valle

de
lagrimas

S.

Alteza
a
princesa
Maria Crescencia

Octavia Loewens-
tein
Werlheim

Rosemberg
Esta

illustm
princeza
pertencia
á
fa
­
mília
do
snr.

D
Miguel

de

Bragança
por

sua augusta

Mãe.
Nasceu

a

3

d’agosto

de 1813,

e

ca
­
sou

a
4
d
’oulnbro

de 1836

com
S.

A
Alexandre,
Principe de
Isenburg-Birstein.

de

quem
viuvara

em

15
de

fevereiro

de

1848.
Era

dotada

das

mais

excelsas
virtu
­
des,

ás

quaes

se
deve
a

conversão
ao
catholicismo

da
Casa
de

Isenburg-Birstein,

que

em 1861
abjurou

o protestantismo.
Expirou

na

casa

natal

de

Heubach,
para

onde
viera em
novembro
passado

afim

de

obter

algum

allivio

á
doença que

a
linha

assaltado.
Resta-nos
orar

fervorosamente

pelo

eterno

descanço
de tão
illustre
finada
a
quem

Deus,

cremol-o
piamenle


terá

dado

o

prémio

merecido.
Lniuperemie. —
Expõe-se

quinta-
feira

na

capella

dos

Congregados.
ProeisaAo

«S«
Pans*.—
Por

causa

do

mau tempo,

não

saiu

no
domingo

a

procissão
de

Passos,

que

se

fará

n

um

dos

dias d’
esta
semana,

se
o tempo

o con
­
sentir.
Não
obstante
a

invernia,

foi

conside­
rável
o

numero
de via-sacras
que

na

ma
­
drugada
e
durante
o

dia se

fiseram,
e

sempre

com

muita

concorrência
de
fieis.
<J
snr. nrcebisj»».—
S
exc.a

rev.

la

o

snr.
arcebispo

Primaz

achou-se

consti
­
pado
na

sexta-feira
da
semana
passada,
e,
tendo

feito
a

ordenação

no
sabbado,
ag-

gravou-se-lhe

este

incommodo;
por
este
motivo
recolheu-se

aos
seus
aposentos
para

tomar

algum
resguardo.
Festa «le N.
gen3ías-a Sores,
nos
Congregado».

Na
quinta

e

sexta-

feira

tem
logar

no templo

dos

Congrega­
dos
a

festividade de N.
Senhora
das

Do
­
res,
a

mais
pomposa
das
festividades

que
se

fazem
n

esta

cidade
Consta
nos que

o orador

é
o snr.

co-
nego Alves

Mendes,

do

Porto,
um

dos

mais
brilhantes

ornamentos
do púlpito por-

tuguez.
íis-ãa XIII e o imperailof

Stussín.

Eis

o
texto da

carta

que

q

Papa

Leão

XIII dirigiu

ao

imperador
r|j

Rússia,
participando-lhe
a sua elevaçãoao

throno
pontifício:
«Ao

muito
sereníssimo

e muito
poder»,
so

imperador
e

rei, saude.
Pelos
desígnios

impenetráveis
do

Senhor

e

sem

mérito a|.
gum
da
nossa
parte,

fomos elevado
á

ca.

deira

dos

apostolos

e

cumprimos o
grato
dever de

levar

com presteza

este

facto

ao

conhecimento

de

V.
M.

imperial e
real,

sob

cujo poderoso

e

glorioso

sceptro

se

acha

tão

grande
numero

de

adeptos

da

nossa
santíssima

religião.
«Sentindo
não encontrar



as
rela,
ções

que
tão
felizmente
existiam

outr’
ora

entre
a

Santa Sé

e V.

M., appellamos pa.

ra

a magnimidade
do

vosso
coração, a tim
de

alcançar que
a

paz

e

a
tranquilidade

das
consciências

sejam
restituídas

a

essa

parte
tão

considerável

de vossos
súbditos.
E

os

súbditos

catholicos
de
V.

M.

não
dei­
xarão
de.

como

lhes

impõe

a

própria



que

professam,

mostrar

se,

com a

mais

es
­
crupulosa
submissão,

respeitosos

e
fieis

pa.

ra com
V.
M.
«Plenamente certo

da
justiça
de

V,

M,

nós
imploramos
ao Senhor que

vos
con
­
ceda

os

dons

do céo com

abundancia

e
lhe

supplicamos

que
se

digne
unir
V.
y,
a

nós
pelos
laços

da

mais
perfeita

ca­
ridade.
D

do

em
Roma,

na

basílica
de

S.
Pedro,
em

20

de fevereiro

de

1878
e
primeiro

do

nosso

reinado.
Assignado,

Papa

Leão
Xlll».
O

czar
respondeu
nos

seguintes
ler­
mos:
«Recebem
s

a
notificação

que

Vossa
Santidade
nos
fez

da

sua

elevação

ao
throno

pontifício
e
os

votos

que
nos

exprime

a
fim

de
que
as

boas

relações

entre
o

nos
­
so
governo

e

a Santa

Catholica Roma­
na

possam

restabelecer-se
em

vantagem
dos
povos do
nosso

império

que
professam
es
­
sa
religião.
Participamos

do
desejo

de

Vos­
sa
Santidade.
A
tolerância
religiosa

é

um

principio

consagrado na

Rússia
pelas
tra
­
dições

politicas
e
pelos
costumes

nacio-

naes.
«Não

tem dependido
de

nós
que

a
Egreja
Catholica

Romana,
como

todas as

que existem

no

nosso

império,
sob
a

egi-

de

das

leis,

não
cumpra
com
plena

segu­
rança

a
missão

que

a

religião,
rigorosa
­
mente

estranha

ás influencias

politicas,

é
chamada

a

exercer
para

edificação

e mo-

ralisação

dos

povos.

Vossa
Santidade
póde

estar

convencido

de

que,

n

estes
limites,

toda
a

protecção

compatível com
as
leis
fundamentaes

do
nosso
império,

que

é

nos
­
so
dever
fazer

respeitar, será concedida!
Egreja
de

qne

Vossa

Santidade

é
chefe
espiritual

e

que
secundaremos

com

empe
­
nho todos os

vossos

esforços
tendentes
ao

bem-estar
religioso

dos
nossos
súbdi­
tos

do
rito catholico
romano.
Oisestãn tio
Os-iemte.

Os
últimos

telegrammas

relativos

á

questão
do
Oriente,
são

os

que seguem:
Corre

o
boato

de

que

a

esquadra
cou
­
raçada
allemã
vai
ao
Oriente,

em

princí
­
pios

de
maio.
O
governo russo comprou
grande
quantidade

de
material de guerra
na

Allemanha.

Em

vista
do
accordo
da
Áustria

e
Inglaterra,
é
p
r
ovavel

que
o

ge­
neral
Ignatieff

volte a

Vienna. Foi

nomea­
da
uma
commissão

de senadores

e

depu­
tados
do
governo

roumanso

encarregada de
protestar
contra
o

traclado

de

S.

Ste-

fanio.
Vienna

1

A

«Correspondência
políti
­
ca»

diz

que
noticias

de
Contamino;

la
an-

nunciam

o

reviramento

provável

e
emi­
nente

da
política

do

sultão
a

favor
da
Rússia
que
parece

trinmphar

da
iralltien-
cia

inglesa.
Esta

mudança manifestar-se-

hia

por
modificações

ministeriaes

muito

próximas.
Portsmouth
5

-Foi
ordenado

a

2

na­
vios

de

transportar

tropas,

que

se
aprom-
piam,

para
partir

em
48
horas.
Berlim
4


Foi
ordenada

a

mobilisa-

ção

nos

4
últimos

dislrictos
militares
da
Rússia.

Espera-se

que
o
principe

de
Gor-
tschakoíf

declare
ás
potências,

que

depois

da

circular
do

marquez

de

Salisbury,
j&

não
é

verosímil

que

o

congresso

possa

resolver

as

questões

pendentes.
Londres

5

Norlhecote

declarou
q
11
®
não

tem

havido

nenhuma

negociação ul­
terior
com referencia
ao

congresso.
Noticias

de
Berlim

confirmam os
cv

forços

da

Allemanha
para

conseguir
os com
­
promissos
entre

a
Rússia

e
a
Áustria,

nW
s
a

Áustria parece
firmemenle

resolvida

í

fazer

causa

cominem
com

a

Inglaterra,

para

defeza

do

direito

publico
da
Europa-
Um telegramma
de

S.

Petersburgo pa*
ra

o

«Times»

diz

que

ainda

se
não

aban*



















donou
alli

a

esperança

da

solução
paci­
fica

das
contestações
entre
a
Rússia
e
a
Inglaterra.
Informações

recebidas

de
Constantino
­
pla
desmentem

a

existência

de qualquer

convenção
secreta

relativa

á

cessão

da

es­
quadra

turca.

Os russos exigiram
sómen­
te
que
a
esquadra

fosse
posta

á

sua
disposição em caso

de
guerra
com

a
In
­
glaterra.
Berlim
5—
A

«Gazela

da

Allemanha
do
Norte»
diz
que
a
Allemanha não

é

pre­
judicada
pelo

tractado
de

S.
Stefanio,

mas

não

é

indiflerente
á
pertubação

geral

re
­
sultante

d’esse

tractado.

A

Austria e
a

Inglaterra

deveriam ter
formulado

as
suas
condições

logo depois
da

to

nada
de

Plewna,
emquanto
a

Rússia não
estava

ligada

pelo

tractado.
A

«Gazeta»
crê
que

a Rússia,

a

Aus
­
tria

e
a Inglaterra

estão
menos

em

du
­
vida

por
questões
de princípios
que

por

falta

de

accordo

em
tempo

opportnno.
Espera-se porém

que
prevalecerá, a
geral

necessidade
da
paz,
conseguindo
con
­
ciliar

os

interesses
oppostos.
{'■» n«vo
vuleão Eatados-
Uni«!o».

l)

«Chicago

Evening
Journal»,

falia

de

um

pequeno

vulcão,

de

um Ve-

stibio
em

miniatura

(liltle

american
Ve-

tuvius)

que

apparecpti

em
plena
activi-
dade

no
estado

de
Nebraska.


é

conhecido de
alguns
sábios

in­
vestigadores;

situado
na

parte

nordeste
de
Nebraska eleva-se

em

uma

região
affasta-

da
de

todo

o

movimento
commercial, na
ribeira

Occidental
do
Missouri,

não

sen
­
do

mencionado
em
nenhum
tractado

de

geographia
ou geologia.
Não obstante
foi

o

centro
dos

grandes

abalos

de

terra

que
quasi

diariamente

se sentiram,

de 4

a

16

de

novembro

de

1877,

em

Hampshire,

Ver-

inont,
Massachusset

e
Canadá,

ete.
O

vulcão
poucos
mezes

depois

da
sua
apparição,

desenvolveu

uma
aclividade

pro­
digiosa;

os
gazes
destacados
da
sua

crate
­
ra
viam-se

á

distancia

de

19 a 21
kilo-

metros.
A TODOS
sem
medicina,

pur
­
gantes, nem despezas, com o
uso
da

delicio­
sa

farinha de
saúde,
DE

BABKY

de

Londres.
annM eí’invariuve!

sisaeeeBse
3

Combatendo

as
indigestões
(despe
­
dias) ga>lrica .
gastralgia
,

flegma,
ar­
rotos,
ventos,

flatos, amargôr

na

bocca,

pituitas,

nauseas,

vomitos,
irritações

intes-
tinaes, bexigas

diarrea,

dizenleria,
cólicas,

tosse,

athsma,

falta
de respiração,

oppressão.

congestões,

mal

dos nervos,

diabethes,
debili
­
dade,

todas

as
desordens

no

peito,
na gar
­
ganta,

do
alito,
dos
broochios,

da
bexi
­
ga,

do
ligado,

dos
rins,
dos

intestinos,
da

mucosa,
do
cerebro

e

do

sangue. 83.000

curas entre

as

quaes

contam-se
a

do du
­
que

de
Pluskuw,

da

extii.
a

snr.a
marque-
za

de

Brehau,
de

Lord Stuart
de
Decies,
par

(1

inglateira,

do
doutor

e

ptolessor

Wmz r,

etc.

etc.
Cura n.°65:311.—
Vervant,
28

de mar
­
ço
de
1866.

Senhor.

Bendito

seja
Deus!
a
sua

Revaleseãère

salvou-me

a
vida*
O

nicu temperamento, naturalmete
fraco,
eslava arruinado

em

consequência
de mu-
horriv

1
dispepsia

que
durava
ha

oito
ati-

nos,

tratado
sem

resultado

algum
favoras

vel

pelos

médicos, declaravam

que

alguna
mezes

de

vida

me
restariam,
quando
a
eminente
virtude

da

sua

Revalescière

me

restituiu
a

saude.


A.

B
runeliére
,
cura.
Cura
n.°

45:270.

Tisica.—

M.
Ro-
berts,
d

uma

constipação

pulmonar
com

los«e,

vomotos,

constipação

e

surdez

de
2o

annos.
Cura
n.°

74:442.

Courmes,

por

Ven
­
ce
(Alpes-Maritimos),

julho
de
1871.
— «De
­
pois
que
fiz
uso
da

sua

benefica

Keva-
lesctère,

sinto

uovo
vigor;

a

laryogite
de

que
soffro

ha
dois

annos
tende
a

desap-
parecer

assim

como

os

incommados que
sentia

em

lodos
os membros.
E
’seis

vezes

mais

nutritiva

do

que

a

car
­
ne,

sem
esquentar,

economisa

cincoenla

vezes
o
seu

preço

em
remedios.



Preços
fixos

da
venda

por miúdo
em

toda
a

pe
­
nínsula :
Em

caixas

de

folha

de

lata,

de

*/
4
kilo,
300
; de

4
|
s

kilo

8'90
rs

;
de

um

kilo,

10400

*es; de
2
*
*
*

ll
i

kilos,
302'90
reis;
de

6

ki-

ws,

60400;

e

de

12

kilos,
120000

rs.
Penhorados

profundamente

pelas
altas
provas

d

eslima
com
que
nos

honraram

as
pessoas
das
nossas relações,
por
occa-

sião
do

fallecimento

do

nosso

saudoso

filho,

irmão

e

cunhado,
Thomaz

Agostinho
da
Costa Braga,

cujos
despojos

mortaes

fo­
ram
dados
á

sepultura

no

dia

18
do

pas
­
sado março;
por

este

meio a

todas

pro­
testamos

o
nosso

reconhecimento,

especia-

lisando,
como
nos
cumpre,
o
rev.m0

eccle-
siaslico que

acompanhou
o

cadaver.
João da

Cosia

e

Silva
Anna
Joaquina
de

Carvalho
Theresa
P/iilomena

das
Dores
Antonio
José

da
Conceição
da

Costa

[ausente)
Hirta
da
Guia
da

Cosia

Nobre

(auseute)

Leonardo

Pinlo

d
’Oliveira.
VENDE SE
Uma

morado
de
casas

de
um
pri
­
meiro
andar

com
muitos

commodos
para família,
boas lojas, poço
com
muito

boa agua,

e
grande

quintal,



bem

plantado

e
muito
a

vinhado,

na

rua
Direita
da

Cruz

de
Pedra

n.°

55.
Para

tratar
no

n.°

57

C.
VENDE-SE
Uma
pia de

pedra,

que

leva

uma
pipa

d

agoa,

na

rua
Direita

da Cruz

de
Pe­
dra
n.°
57

C.

(818)
PIANO
DE MEZA
Vende-se
um de
7

oitavas de

muito
bom auctor.
Trata-se
com

Antonio

Fernandes
Gomes
de

Campos, no
campo

de
Sant
’Anna

d

esta
cidade.

(824q
Os
biscoitos

da Revalesciére
que

se

po
­
dem

comer

a

qualquer

hora,

vendem-se

2ía

caixas
a 809
e

10409

reis.
O
melhor chocolate
para

a

saúde

é

a
Revaleaeière
;

ella
res-
titue

o

appettite,

digestão,
somoo,

energia

e
carnes
duras
ás

pessoas,

e
ás
creanças

as

mais
fracas,

e sustenta dez vezes
mais
que

a
carne,

e

que

o
chocolate
ordinário,

sem
esquentar.
Em



e
em
paus,

em

caixas

de folha

de

lata
de
12
chavenas,
500

reis;

de 24

cháve
­
nas,

800
reis;

de

48

chavenas,

10400
;



120

chavenas,
30200

reis,

ou
25
reis

cadí
chavena.
«51

íJARRir

C.s
I
í
BMITEE».


Place

Veudòme,
26,

Paris.

77

Regent-
Street,

Londres.
Valverde,

1,

Madrid.
Os

pharmaceuticos,
droguistas,

mer-
cieiros,
etc.,
das

províncias

devem

diri
­
gir

os

seus
pedidos

ao

deposito

Central

.
snr.

Serzedello
&

C.
a

Largo

do

Corpe

Santo
16, Sdsboa, (por grosso

e

miudo)
;
Azevedo

Filhos,
praça

de

D.

Pedro,

31,
32,

Barra!

&

Irmãos,

rua

Aurea,

12—íPcr-
«®,

J,
de

Sousa

Ferreira
ái

Irmão,

rua

da

lanharia,

77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO

E
MI-
NHO.=Aveiro,

F.
E.

da

Luz e

Costa,

pharm.

Rareellos,

Antonio

João
de
Sousa

Ramos,

pharm.,

Largo
da Ponte.

Domingos

J.

V.

Machado,

drog.,
praça

Municipal,
17


Antonio

A.

Pereira
Maia,
Pharm., rua

dos

Chãos

31



Pipa

Irmão,

rua

do

Souto.

Víasa»»
de
Cas-

âeíitó,

Àílooso
drog.,

rua

da Picota;

J.

A.
de

Barros,
drog.,

Rua
grande,
140.

ColauriM,

A.

J.

Pereira

Martins,
pharm.—
Autonio
d
’Araujo

Carvalho,
Cam
­
po

da
Feira,

1;

José,
J.

da
Silva,
drog.,
Rua
da
Bainha, 29 e
33.

Penafiel,

Miranda,
pharm.

?or«o,

M.

J.
de Sou

sa

Ferreira

&
Irmão,
Rua

da Banha
­
ria,

77;
J.
R,

de

Sequeira,
pharm.,

Casa

Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo

dos

Loyos,
36;
Viuva
Desirè

Rahir,
Rua

de

Cedofeila,

160;

Fontes
& C.
a, drogs.,
Pra
­
ça
de

D.
Pedro,
105
a

108;

Antonio

J.
Salgado,

Pharmacia

Central,

Rua de
San­
to
Antonio,

225 a 227.—
Poate

lai-

sa®,

A.

J.
Rodrigues

Barbosa,

pharm.

Fo-s-oa
«E®

VarssisM,
P.
Machado

de

Oli

veira,

pharma.

Valença
do
ffiinS»®,
Francisco
José

de

Sousa,

pharm.

Vilís


C©B8de,
A.

L.

Maia

Torres,

pharm.
AfiBADECIMBTOS
Maria
das
Dores
da

Rocha

Veiga,

Amé
­
lia

Augusta da
Rocha
Veiga

e

Anna
do
Carmo
da Rocha
Veiga,

intimamente

pe
­
nhoradas
com

todas

as
pessoas

que se
dignaram
comprimental-as por

occasião
do

fallecimento

de

seu
muito
chorado
e

pre-

sadissimo

pae
e irmão,
José

da
Rocha

Veiga,
e

que
tiveram

a
bondade de as­
sistir

aos

responsos,

que

tiveram lugar
no

cemiterio

em
22 do

mez
passado
pelo

eterno

descanço

de

sua

alma,
a
todos

protestam

cordealmenle

a

sua

sincera

gra
tidão.

(832
a)
Dinheiro a
juro
Quem pretender

tomar

a
juro

de
lei

a
quantia

de

350^000

reis,

sobre
hypothe-

ca,
dão-se

na
rua

de .S.

Vicior d
‘esta

ci
­
dade,
n.e 76.
(839)
Vendem-se
os

prédios

20

a

20

B,

21

a
21
A, 22
a
22

B,

silos

na
rua

dos Ca-

pellistas.

Para

tractar-se,

entrada

da

mes­
ma
rua,

22
B.

(838)
FM /•
M
c-
1
'JS
aíl.

X:?

‘«ti- ' cite* **
Associação
Commercial de Benefi­
cência em
Braga
Por

determinação
do
exm.°

snr.

Pre­
sidente d’
Assembleia

Geral,

são
convida
­
dos
todos
os
snrs.

associados
d

esta

asso­
ciação a

reunirem-se

na

casa

da
mesma,

no
dia
10
do

corrente pelas
6

e
meia
horas
da

tarde,
para
se
dar

cumprimento
ao
que dispõe
o art.

39
§

unico

dos
es­
tatutos.
Braga

5

d
’abril
de 1878
O i.°
Secretario,
(836) Francisco
José
Vieira

de

Carvalho.
Arrematação

de bens
de raiz
Por deliberação

da commissão

liquida­
tária
do

Casal
do
illm.
0
snr.

Manoel

Go
­
mes

da

Silva
Mattos, da rua
d
’Agua d

es-

ta cidade,
creada
pela

escriptura

publica
celebrada

na

nota
do
Tabellião
Rib

iro,

aos
7

de

dezembro

de

1877,
tem
de
ser
vendidos

em

praça

no

salão
do
theatro

de
S.

Geraldo ás

11

horas

do
dia
28

do

corrente

mez, a
casa nobre
numero
7

do

Campo

de
SanfAnna,
as quintas
e

bens
situados nas
freguezias

de S.

Viclor,

e

de

Gualtar,
e

bem

assim

os

fóros pertencen
­
tes

ao

mesmo

casal.
Em
casa
do

snr.
Paulo
José
da

Costa,
no
largo

do

Barão

de S.

Martinho

podem

ser
examinados
os

mappas

descriplivos
com

os

esclarecimentos
precisos

e

reipeilantes
aos

bens

do

casal
em

liquidação.
O
pagamento

dos
bens

e

foros

que

fo
­
rem

arrematados
deverá
ser
feito

dentro
de

oito
dias,

mediante

um

recibo
interino,
com

dedução
do

importe
dos

laudemios
re-
lalivamenle

áquelles
bens,
que

lendo
a
na­
tureza

de
praso,
a

commissão

não

te­
nha
podido
distinguir

dos
bens

allu-

iaes,

devendo
celebrar-se
as escripluras

d'tssas
compras

doze

mezes
depois,

den
­
tro

de

cujo

periodo
os
respectivos

dire-

ctos
senhorios
são

convidados

a

designar

aos
compradores,

á
face

dos

tilulos,

os

aens

de

cujo

valor
tenham
direito
a

lau-

demio.
Os

directos senhorios
suppõe

a

com
­
missão

serem
o

Arcediago
de

Braga,
a
Casa

dos

Bravos,

a
exm.a

Camara,
a con
­
fraria
de Nossa Senhora
da

Abbadia

da
Porta

do
Souto,

a

confraria

do

Subsino
da

freguezia

de
Gualtar,

e
o
exm.°
snr.

Francisco

Falcão,

a
exin.a

snr.a

D.
Ma­
ria
Ignacia

de

Faria
Machado,
e

o
snr.
João

Leite

de

Magalhães
da
freguezia
de

uamaçães

d
’este concelho.
Braga

3

de
abril
de
1878.
A

commissão

liquidataria
Henrique

Freire

d'Andrade

Manuel
Luiz

Ferreira
Braga
(837) Antonio

Santos

d

Azevede

Magalhães.
Arrematação
O
conselho

administrativo

do regimen
­
to
d
’infanteria 8, faz
publico,
que

para

cumprimento

das
ordens

do
ministério

da

guerra
de 26 de
março

findo

e

por

es­
tarem

promptas as

respeclivas
condições

que
estarão
patentes
no
indicado
conce­
lho

todos

os

dias

não

santificados

desde

,as
9

horas

da

manhã até ás

2

da tarde;

tem

de

proceder á
arrematação
das
obras
de

escoramento
em

dois
lectos

e uma pa
­
rede

do

hospital regemenlal
e

construc-
ção d

oma tarimba volante,

rebocos e caia­
ção

na

casa que deve

servir
para

a
guar­
da
do dito
hospital, cuja
arrematação

te
­


logar
no

dia

23
do
corrente

pelas
11
horas

da
manhã
na
salla

das
sessões
do
mesmo

conselho.
Quartel

em Braga,

8

d
’abril
de

1878.
O

secretario

do conselho
Bernardo
Osorio,
(840) Alferes

d’
infanteria

8.
Ninguém

arremate

ou

contrate,
as

ca-

zas

do
inventario,
por

fallecimento

de

Domingos

José

d

Azevedo,
morador

que
foi,
na
rua da Ponte,
freguezia de
S.
La-

zaro,

sob

pena

de

nullidade;
visto

estarem

as

ditas
cazas

doadas a

um

seu

filho
au-
I

sente,

conforme se
pode
verificar,
no
escriptorio do snr.
Tabellião,

Bento
da

Luz

Pereira

da
Silva: nota

1.223,

11. 98

v.,

em

31
de

janeiro

de

1867.
RETRATOS DE PIO
IX.
Na

administração
d’
este

jornal
ven
­
dem-se

bellos retratos oleogralicos, em

ponto grande,
do

fallecido

Pontitice
Pio

IX.
Com

caixilho

em
preto
com

friso
doi­
rado
—700
reis.


o retrato

200
reis.
RETRATOS
DE
S. SANTIDADE
LEAO XIII.
No

escriptorio

da
administração

d’
este

jornal

vendem-se duas

magnificas

foto
­
grafias
de
S.

Santidade

Leão

XIII.
Própria
para

quadro

200
reis.
Miniatura—
140

reis.
PREVENÇÃO.
José
Antonio

de Faria

d
’esta
cidade
de

Braga,
faz
publico

que,
pelo

cartorio
do snr.
Freitas
promove
acção

commer
­
cial

contra Anna
Valente

e
marido

da

freguezia

de
Tivães,

e

Custodia

Valente

e

Francisca
Valente estas

da
freguezia
de

Turiz,

co-herdeiros

por inventario

que

cor
­
reu

pelo

cartorio

do

snr.

Machado
de

Villa

Verde,
para

que,

ninguém

contrate

nem

compre aos
sobreditos

co-herdeiros,
as

ditas heranças

sem que,

a
acção

pen
­
dente.

se

julgue,

sob pena
de

nulidade.
(827)
O

CHDYSO>TOMO

POKTU-
GUEZ

ou
O
PADRE ANTONIO VIEIRA
Da Companhia
de

Jesus
N

um
ensaio

d’
eloquencia

compilado

dos
seus
sermões

segundo os
princípios
da

oratoria

sagrada
PELO

P AB9KE
AKTOKIO
SIO
VOK1TI
Da

mesma

Companhia
SERMÕES

DE QUARESMA.
Um

volume
de

667

paginas 1$800.
Vende-se
em
Lisboa,
na

Livraria
Edi­
tora
de
Mallos

Moreira 8:

C.*

Praça

de

D.
Pedro, n 0 68.
IZTVROS
»E
IIISSV E SEMANA.
SANTA
Grande
e

'ariado sortimento
com

ca­
pas

de marfim, madre-perola,

tartaruga,

ébano,

massa,
veludo

e
couro

da

Rússia,
de
700,

1^1)00,

H200-MW)
1^800



2^000.
2^500,
2^8')0,
3^000

4^001)5^)00


6^000,

6^5(10,

70200,

80000

90000

120000,

140000
e

160000

reis

cala

um.
27

Praça
do

Barão
de

S. Martinho—
27
(831)
VEHOÂ

DE

TBWES.
Vende-se
uma
porção
de traves

de
castanho.

Quem
pertender

dirija-se
á
rua
da

Boa-Vista
n.°

24.
LARGO
DE
N. S. A BRANCA
N.°
4 e
5.
—BRAGA
Á venda
Novo
Epitome

de
Historia
de

Portu
­
gal,

adptado

pelo

conselho

geral
de

tnslruc-

ção
publica

para

uzo das

escolas.
Pelo

conselheiro

Viálc.

(829)




























PIANO A 3 CORDAS.
Vende-se
ou
aluga-se

um

etn muito

bom
estado,
no

Hotel
Particular
no

Largo

da
Praça
d
’esta cidade.

(833)
S*ÃO

»E
EÓ.
Na
rua

das

Aguas

n.°

70,

fazem-se

roscas

de

pão

de

da mais

superior

qualidade,
e
de
todos

os

tamanho;

e
em-

feitadas
á vontade
do

freguez.

Também
se

emfeitarão

roscas

ainda

que

tenham
sido

feitas
em

outra
parte.

(835)
DINHEIRO A
JURO.
A

Irmandade

de Santa

Maria

Magda-

lena,

da
Falperra,

tem

para dar
a juro

1:350^000
reis.
Braga
2
de

fevereiro

de
1878.
O
secretario

Padre
Luiz

Gomes

da
Silva.
(735)
Licor
e pílulas do dr. Laville
Esta

medicina

anti-gottosa

e

anti-rheumatica

é

de
justo
titulo

o
reputada

infalli-
vel
desde
30
annos,

contra
os ataques,
e
as

recaídas.

Sua

efficacia

é tão

grande,
que

duas

ou tres pequenas

colheradas

são
bastante

para

curar

as

dores
mais
agudas.

E’

a
unica
scientifica

e
officialmente
reconhecida

e
que
offerece

todas
as
garantias. Veja-

se

o livrinho,

que
se


grátis
em

todas

as
pharmacias. Preço

2$00

*

r-.
Para

evitar
se

os

graves

perigos

da

falsificação,
a
qu
d,
em
vúla
da
alia

repu
­
tação
de

nossos

produ

los
augmenla
cada

dia, dere-se exigir

a

assignatura

do

dr.
Laville

e
o

sello

de

garantia

estampado
em

tinta

azul)
do

Governo

Francez.—
Venda

por

maior,

F.

CO.VÍAR
28

rue

St.
Clau.le

Deposito
no
Porto

Ferrira

&
Irmão,
rua
da

Banharia
77

e
79.
(42
-H-)
NOVA

LOJA

ALFAIATE
Manoel

José
de
Lima

(vulgo,
Ganda-

relia),

annuncía

ao
respeitável publico,
e

aos
seus

amigos,

que
acaba
de

se

esta­
belecer
na

rua

de

S. Marcos,

n.°
11.
Pede,
pois,

a
todos,

para

irem

alii
utilisar-sè
dos
seus serviços.
As

suas obras
serão

feitas

com

esme
­
ro,
e
rasoaveis
em

preço.
CSWURCBÃO

wkstista
DA
Escola Americana
Consultono

a
toda
a
hora, tanto
de
dia

como de noite.

Rua

do

Campo
(antiga
Porta

de

S. Francisco)
n.°
22.

(800)
A BELLEZA

DAS SENHORAS
Pomada

sympalhica,

para
destruir,

de

momento,
o
pello
da cara
e

mesmo
cabel-

lo em
quantidade,
sem

causar

o menor

damno

á

pelle.
Xarope peitoral de Rei
Empregado

com os

melhores
resulta­
dos

nas moléstias
pulmonares,
tosses
an
­
tigas
e

modernas,
bronchites

agudas

e

chronicas.
broncorrhea,

calharro
pulmonar

seja qual

fôr
o

seu

estado,

pneumonia, pleu-

resia.
tisica,

calharro suflocanle,

angina

nervosa,
tosse

asthmalica,

escarros

de
san­
gue,
etc.

etc.
Os

eíleitos
d

este
verdadeiro

especifico

são

seguros
e
rápidos
e

é

considerado
na
opinião
publica
o
melhor

medicamento
pa
­
ra
taes

padecimt

ntos.
A’
venda

em Braga'

nas

pharmacias
Pipa à
Irmão,

Orphãos

e

Alvim.

Em

Guimarães
na

pharmacia

de

Pereira Martins.

Deposito
principal

na

phar-

macia Lisbonense, Largo do
Corpo

Santo


LISBOA.
(762)
COKm
TOSSlSa
Os

Kthtifaiíoii
niytilieca, de
na­
tureza
balsamica,

calmante,

peitoral
e
ex-
peclorante,

são

o
melhor
dos
remedios até
hoje

conhecidos
nas doenças
tossicolosas.
Caixa 200
reis.

Meia

caixa

100

reis.
Unico

deposito:

PHARMACIA
CEN
­
TRAL, rua de
Santo
Antonio,
227,
no
Porto.
Em
Braga:

PHARMACIA DOS OR
­
PHÃOS,

praça

Municipal.

(621)
CIBURCIIÃO ÍJEÀTíisTÂ
APPROVADO

PELA
ESCOLA

MEDICO-C1RURG1
CA

DO

PORTO
Rua

de
S. Marcos
n.°

19.
BRAGA.
Faz
tudo quanto

diz
respeito

á

sua

arte e

continua
operando

grátis,
pobres

e
soldados.

(801)
LÍNGUA FRANGEZA.
Ensina-se na rua
de

S. Victor

n.°

1,

em

Braga.
(828)
SL


BSC

KIPCÕ
ES ESTR
AG

E111

AS
Bem

conhecidas são
a

pontualidade

e
economia
com

que
as

toma

em

Paris,
Lon
­
dres

e

demais

capitaes

da

Europa
e
America,

desde

1845,
A
AGENCIA

FRANCO

H1SPAN0-P0RTUGUEZA
I)E
G.
A. SAAVEDRA, 55—Rua Taitbout, Paris.
Citemos

alguns
periódicos:
Cltnrívairi,
Daily BTews,
Hebats, Figaro, Frenee, Galigsianis, Afes
saisger,

Clazetle de Frnnee, Gazette ifSédieale,
Gazette etes Tribunaux,
lllustrutson

franeaiae, Iliustration a!leman4e, Indépt-ndanee belge,
Jonrnnl des
eeonoinisie», Eiberté, JVKoniteur <’e In
coifure, Mortiing
Chronicie, nimg-lKeraid, Xord, Fatrie,
evite britaiiique, Siecle,
Sport.
Union,

Univcrg.
Recommenda
lambem
os
amenos

e

tileis

jornaes

de

moda
Etegasice Parisíenn®.
Primeira
edição:
dois
n.
os
cada
mez

com

numerosas

gravuras,
tres

bellas
aguarellas
e

moldes
cortados

em papel.
—Um

anno
100

rea
­
les,

ou 4^500

reis;
seis
mezes, 56

reales,

ou
2$520.
Segunda
edição:
um n.°

cada
domingo,

illuslrado
com

numerosas

gravuras,

se­
te
a

nove

bellas

aguarellas,
e

moldes

cortados em

papel
cada
mez.

Um

anno
236
reales,
ou 10$620
reis;
seis

mezes

108
reales,
ou
4$860
rs.
Modes s»ftisvelie«, Conseilles*
dea Dames
ANNO
XVI

ANNO

XXIV
O

melhor
elogio
que

se

lhe

póde
fazer
é

referir
a

época
da

sua

fundação.

O

seu
preço

por

anno
é de
2^100
rs.
Também se

encarrega

a
ztgencia
Franco-Hispano-Portugueza

da

compra

de

li­
vros

estrangeiros
e em geral

de

toda

a

classe

de
commissões.

Os
particulares,

Atbe-

neus, Casinos,

Círculos,
Gabinetes
de

leitura,

encontrarão

n
’esla
tarifa

os
títulos das
melhores
folhas

periódicas

que
se

lêem

na

Europa.
Í
r
UA

DES.
MARCOS, N.5.f
vende
papeis

pinta-

®

dos

para

guarnecer

saltas,

H

lindíssimos
gostos,

a prin-
cipiar
em

80

reis

a
peça,

g

f -----

fc
Vende

olio,

tintas

e
vernizes
para
pinturas
de

casas,

tudo

de

boa
quali-

dade.e
preços

muito
resu
­
midos.
Vende cimento
roma­
no
para

vedar

aguas,

ges-

so

para

estuques
de
ca
­
sas,
tudo
de primeira
qua
­
lidade.
Pio

IX
em Miniatura ou Desumo
da
Historia
de l
io
IX.
Pelo
Padre
Luiz

B.
C. Pacheco.
A


venda
no
escriptorio

d’
este jornal.
Preço
300
reis.
DINHEIRO

A JURO
A

Confraria

de

Santo

Amaro

da Sé

tem
dinheiro
para

dar
a
5
0/0

sobre

hypo-
theca.
(706)
Fabrica a vapor d< fundição de
ferro

e

metaes
Xraveasa de S. J«io—BJraga.
Nesta

fabrica,
unica

na

província

do

Minho,

fabrica-se
toda

a

qualidade

de

obra,

tanto
de
ferro
como

de metal.
O

proprietário da
mesma

não
se

tem

pou
­
pado

a

sacrifícios

para
poder

elevar
este

mélhoramento
de
industria

á
altura
de
poder

competir
em

tudo

com

as

fabricas
de igual

genero

do Porto
e

outras

loca­
lidades,

e

em
parle

o
tem
conseguido,
pois

que

no
seu
estabelecimento
se

fazem
obras

de
todos
os

tamanhos

e

qualidades
pelos

preços

que
possam
ser

enconlradcs

no

Porto.
Nesia
fabrica
fundem-se

peças de

pezo
de
5,000

kilos,
e
maiores,
sendo

preciso

achando-se

muitas
obras

fundidas,

c0
.'

mo

são:
buxas
para

eixos
de

carruagens

moinhos

para

moer

tintas,
pés

para
meí

zas

de

mármore

ou de madeira,
bancos
para

jardins,

bombas

de

qualquer
pres
­
são

e

comprimento,
grades
para
sacadas

ou

jardins,

columnas
e
consolas
para
lampeões,
prensas
para copiadores,
fuzos
de

novo

sysiema

para

lagares,
ferros para
alfaiates
e

chapelleiros,

tapetes
e venti-
ladores
para

soalhos,

canos

e

tubos
para
.-gtii.

j<.e'lios

de

todas

as
grossuras.

Tam-

bem
comeria

todas

as

obras

deste

gene,

ro

—Preços

do
Porto.
Braga,
Fundição

do

Minho.
O

Proprietário

Antonio
Germano

Ferrei,

rinha.


o
A
b

Verdadeiras
|
ULULAS

|
SAO AS ÚNICAS
©APPROVADAS

PELA

ACADEMIA

DE
MEDICINA©

©

ve

pauis

@
0
Por

sua

Pureza
e
inalterabilidade
@
CURAM
as
escrófulas,

a insufflciencla do
sangue,
a
anemia paludosa,


FORTIFICAM

as
constituições fracas
J
ou arruinadas,'
®
AJUDAM
a formação
das jovens, etc.,
etc.
Exigir nossa
firma,
pC.P

Cp

(j)
2*
aqui

juncta,
posta
na
Xparte
inferior

de um
,---------
O
rotulo
verde.

- ------ -

"
@

Pharmacien, 40.
r.
Bonapari»,Paris
fg;
Quem
quizer

arrendar
a

casa n.°

7,
no

campo

das

Carvaihheiras,
falle

com
Joaquim

Antunes
Alves, na rua

do

Cam
­
po, d’
esta

cidade,
que

está

auclorisado

para este fim.
(713)
BREVE

COMPENDIO
DE
ORAÇÕES

E
DEVOÇÕES
ADOPTADAS PELOS MISSIONÁRIOS
QUARTA

EDIÇÃO
Novamente

correcta

e

muito augraentada

com

novas
orações

e
devoções

indul-

genciadas, e

concedidas
posterior-
mente

á

ultima Raccolla.
Com

approvação

de

S.
Exc.a
Rev.mi
o
Snr.

D.

João
Chrysostomo
de
Amorirn

Pessoa,

Arcebispo
Primaz.
Vende-se

em

Braga,
na rua

Nova
n.°
3
E,
e

nas
principaes
livrarias;

e

no

Porto

na Livraria

Catholica,
Praça

de
D.
Pedro,

e

na

Portuense

de Manuel

Malheiro,
rua

do Almada.
Preço

em

brochura. .
.

.
160

reis
»
encadernado
....

240 »
Diccionario Prosodico de Por­
tugal

e
Brazil por Antonio
José de Carvalho e João de
Deus.
1
vol. —
1$00U

reis.
Remelte-se
pelo

correio
a

quem

man­
dar

l$050.
Todos

os

pedidos devem
ser

feitos a

Pacheco
&

Barbosa—Lisboa.
No
Brazil,
a

Lopes

do

Couto

&

Filhos


Rio

de
Ja-
neiro.
Programma
dos
exames de ad­
missão nos Lyceus Nacionaes.
Vende-se

por 40
reis na
Portaria
do
Lyceu.
Tambctn

se vende

programmas
para

mestres
d’escolas.
BISuURSO


deputado franeez catUioIteo
O CONDE
ALBERTO DE MUN
Prmiuneiado no eneerramesito da
assembleia
geral d«n mesibroS
da
obra

dos
eiveulos
catEtoIieod
de

operários
TRADUZIDO

PELO
i
*<»
rf
.

fmeitas
Dedicado

ás
Associações

Catholicas

do

Porto

e

Braga.
Vende-se

n’esla redacção
por
60

rs.