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Parte de N.º 876 de 19/12/1878
- conteúdo
-
JETOBJJHÍJW.
1
’OIATICA.
1E W«®r
JTHCIííSA
REDACTORES—D.
Miguel Sotío-Mayor e
D
f
.
Custodio
Velloso.—
DIRECTOR—
Antonio Joaquim de Mesquita Pimentel.
6.°
ANNO
PREÇO
DA ASSIGNATURA
.
i&m
850
40
20
Braga,
12
mezes.
»
6
»
.
Correspondências
partic. cada
linha
Annuncios
cada
linha....................
Repetição
....................................
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS, QUINTAS
E SABBADOS.
33
À£r«.
CS-
.4?^.
QUINTA-FEIRA
19 DE DEZEMBRO DE 1878
Uma
folha
de
um
livro
que
está
no prelo.
O
luxo,
de que os moralistas, e
os
políticos
tem
dito tanto
bem,
e
tanto
inal,
e
que
os
segundos
chamam
o
ornamento
da
sociedade;
e
que
os
primeiros
proscre
vem
como
vicio destruidor
da
mesma
so
ciedade, imputando-lhe a decadência
dos
Impérios;
o
luxo
que
tanto
se
tem
des
envolvido,
e
estendido
na
actualidade,
e
que
os
economistas
d
’
agua
salobra
dizem:
que
íaz passar
as
riquezas da agricu
lu
ra
e
de
um
povo
agrícola
para
as mãos
de
um
povo
manufactureiro;
o
luxo
se
ria
na
verdade
um dos
melhores
meios
da
repartição das
riquezas
do
Estado,
se
o
considerassem no
que
é,
e
no
que
vale,
e
o limpassem
dos
vícios que
lhe
formam
o
cortejo,
das
vaidades,
que
desperta,
dos
abusos,
que
propaga,
das
loucuras,
que
produz,
e
se
limitasse
ao que é,
e
ao
tim
para que
naturalmente
con
corre.
Sem
este temperamento,
sem
esta
ín
dole,
sem
estas
condicçôes, e
circumstan
cias,
o
luxo
gera
a irreligião,
deprava
os
costumes
públicos,
abate
as
nações,
arruina
as
famílias,
enforca
a
agricultu
ra.
efemina
os
homens,
enche
as
ca
beças
de
vento,
e
os corações
de
insen
sibilidade,
e
transforma
as
orelhas
hu
manas
em
orelhas
de
burro
cantadas
pe
las
canas,
como
foram
as
de Mydas
!
Não
será
estranho
á
natureza
do
nosso
jornal
o
exame
d
’
esta questão
importante,
que
a
sã
phiiosophia
deve
encarar
dif-
ferenlemente
do
que
a
encaram
os
po
líticos
sem
politica
do
tempo
presente:
é
uma
questão
de vida,
e
de morte,
e
de
boa
e
má
fortuna
para
o
nosso
paiz.
«O
luxo
(dizem
os
do
difinilorio)
con-
«siste
no
uzo,
que
cada
qual
faz
da
sua
«riqueza,
ou da
sua
industria para tor-
«nar
a
sua
existência
mais
agradavel
pelo
«augmeuto
das
comraodidades
da
vida,
e
«pelos prazeres
da
sociedade».
Eu não
vou
tão
longe,
e
limito
a
di-
finição
a
menos
palavras
dizendo:
que
o
luxo
é
o
uzo
de todas
as
coisas,
que
licitamente
contribuem para
tornarem
a
vida mais
commoda.
Os
prazeres da so
ciedade,
que
é
olhada
como
um
corpo
composto
de lodos
seus
membros,
não
podem
ser
tomados
em
conta
na
difini-
ção,
porque
em
nenhum
lugar
do
mun
do
deixa
de
ser
extraordinariamente
maior
o
numero
dos
pobres
do
que
os dos ri
cos.
Dizem
os
políticos:
que
toda a
nação,
em
que
se
vê
o
luxo
muito
generaiisa-
do,
dá
provas
de
possuir
grandes
ri
quezas;
de
que
estas
riquezas
estão
bem
distribuídas,
e
que a
maioria
da
socie
dade
possue
um
snperlluo
para
gastar
nos
gosos,
e
nos
prazeres.
Nunca
Portugal foi
mais
rico
do que
depois
das
descobertas,
e
das
suas
con
quistas
na
Asia,
na
África,
e
America,
sendo
por
mais
de
um
século
o
empo-
rio
do
ouro,
das
pedrarias,
e
de
todos
os
objectos
de
commercio
importados
do
novo
mundo;
e
qual
foi,
e
em
que
con
sistia
o
seu
luxo? Em
fabricar,
e con
struir,
e
armar
cada
anno
centenares
de
galeões,
e
de
navios;
em
levantar
fabri
cas
magnificas
manufactureiras;
em
edi
ficar
templos
sumptuosos
em
honra
do
Deus
dos
Exércitos;
taes
como
o
de
Al-
cobaça,
da
Batalha,
de
Bethlem,
e
de
Mafra;
em
semear por todas
aqueilas
terras longínquas
egrejas,
conventos,
hos-
Ipitaes.
e
misericórdias;
em
sustentar
cen
tenares
de
religiosos,
para
civilisarem
tantos
povos
barbaros
e
plantar
entre
el
les
a
verdadeira
arvore
da
civilização,
a
cruz,
e
ensinar-lhes
a
sciencia
da
vida
do
ceu,
e
do
mundo.
Eis
aqui
o
luxo
d’
aquellas
eras,
em
que
Portuga!
nadava
era ouro!
Examinem-se
os
quadros
dos
costumes
d
’aquelle tempo,
e
admirarão
a
simplicidade
dos
trages,
e
dos
adornos
dos
membros
das
mais
altas
famílias:
a
saia,
as
roupinhas,
o veu,
o
capote,
o
lenço,
e
a
capoteira,
eis
os
andrajos
de
todas
as
mulheres;
e
não
falemos
nos ho
mens, porque
então
não
havia
peralvi
lhos.
A cosinha
italiana, e
o
cosinheiro
fran-
cez
eram
desconhecidos;
mas
nem
as
mo-
das
no
variar
dos
trages,
nem os
gui-
zados
á italiana,
e
á
franceza
fizeram
falta
ao
luxo,
nem
o
augmentaram
de
pois
que
vieram
apanhar-nos
os
muitos
milhões
de
cruzados
porque se
venderam,
e
estão
vendendo.
O luxo
por tanto, como
por
ahi
o
entendem,
e
o
praticam,
não
é
signal
de
que
o
paiz
está
mais
rico,
nem
de
que
a
riqueza
esteja
melhor
repartida;
e
en
caminha as gerações
a
cahir
na
miséria,
na
fraqueza,
e
na
imbecilidade:
é
um
symptoma
de
que
a politica
começa
a
fazer
bamca-rota.
José
de
Freilas
Amorim
Barboza.
(Continua)
V I&ed&çç&o slo
aCoinmereio do
Londres,
29
de
Novembro,
1878.
O
principal
interesse
que
preoccupa'
aqui
a
attenção
é,
naluralmente, o
pro-
■
gresso
da
guerra
no
Afghanistan.
Pare
ce
que,
até
agora
a
invasão
Ingleza
(pois!
que outra
cousa não é semelhante
guer
ra
—
sendo
o
motivo
d
’ella
o
não querer
o Amir
receber
uma
embaixada
Ingleza,
—
conao
se
cada um
não
fosse
livre de
re
ceber
em
sua casa
as
visitas
que
lhe
conviessem,
ou não),
tem
sido
o
que
os
Francez.es
chamam
enfoncer
une
porte
ouver-
te
(«arrombar
uma
poria
aberta»).
Pois
que,
como
os
despachos
mesmo
confes
sam,
a
resistência
até
agora
encontrada
—no
proprio
celebre
desfiladeiro
de
K/ty
ber,
onde,
em
1844,
os Inglezes
perde
ram
tantos
mil
homens,
e
o
resto
de;
um
exercito
de
vinte-e-dois mil
leve
que
retirar, derrotado
e
quasi
aniquilado;—
ago
ra
têm
elles
occupado
aqueilas
posições,
e
aqueilas
fortificações,
quasi
sem
resis
tencia;
aprisionando
a maior
parte
das
forças
que
os
guarneciam
(ou
deviam
defender);
tomando
a
artilharia,
os
arma
zéns
de
munições
e
mantimentos,
etc.
Estes
factos,
se
assim
sam
verdadei
ros,
desmentem
as
allegações,
de
que
engenheiros
e
ofliciaes
russos
inspiravam
e
dirigiam
a
resistência do
Amir
ás
per-
tenções
Inglezas;
porquanto,
se
os
ditos
Moscovitas
lá
estivessem e
dirigissem,
não
se
haviam
de
ler
passado
as
cousas
tão
agradavelmente.
Cá
de
mim
para
mira,
apesar
de
to
das
as
protestações
em
contrario,
estou
persuadido
de
que
os
Inglezes
o
que
que
rem
é
reduzir
o
Amir
a
vassallo
da
Im
peratriz,
titular
da
índia, isto
é,
tornar
o
Afghanistan
Possessão
da
Inglaterra.
Per
fim
d
’esta
guerra.,
havemos,
em
toda
probabilidade,
vêr
os Inglezes
traça
rem
a
linha nominal
de
limitação
entre
o
Império
Inglez
da
índia
e
o
Estado
vassallo
do
Afghanistan,
de sorte,
que este
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
.........................
2^000
»
6
»
.............................l$95ií
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
Folha
avulso
..........................
3&600
.
3$600
59
N.° 876
tique
absolutamente á
mercê
dos mesmos
Inglezes.
Veremos;
estou
persuadido
se-
rám
estipulações impostas
ao Cabul,
que
lornarám
Herat
virtualmenle
possessão ou
guarnição
Ingleza;
e
gradualmente
os
li
mites
do
novo Inaperio
Indo Britânico se
irám
ensanchando,
até,
provavelmente,
abrir
caminho
de todo
Inglez
para
o
Golfo
Pérsico
—salvo se
a
Rússia
pozer
a
isso
embargos
por alguma
combinação
com
a
Pérsia.
A
Gazela
de
Pelersburgo
diz,
que
«a
guerra
declarada
pela
Inglaterra
ao
Afgha
nistan
em
consequência da chegada
da
Embaixada Russa
a
Cabul,
é
realmente
guerra
contra
a
Rússia,
e
não
contra
o
Afghanistan
mesmo.»
A.
R. SARAIVA.
ram
gastos
em
esmolas
aos
pobres,
nos
seguintes
generos:
broas
de
milho,
pão
trigo,
carne,
vinho,
anoz
e
bacalhau.
Hoje
a
Conferencia sustenta 50
famí
lias.
O
rnappa da
receita
e
despesa
da
Conferencia
de S.
Vicente
de
Paulo
desde
a
sua
installação
a
14
de
janeiro
de 1878,
—
—
mm.»
f»in
ii
hhmh
^
ii
6ÃZSTII.SA
Saleninidades.—
Conforme
annuncia
■
ramos,
eilectuou-se
no
dia
12
do
corrente
a
reunião
de
todos
os
socios
da Conferen
cia
de
S.
Vicente
de
Paulo, estabelecida,
ha
um
anno,
n’
esta
cidade
pelos
arden
tes,
zelosos
e
perseverantes
esforços
do
snr.
Senna
Freilas
e do
seu
digníssimo
presidente.
A
reunião
leve
logar
ifttm
dos salões
do
Paço
Archiepiscopal,
lendo-se
dignado
assistir
a
ella
o exc.
m*
e
revd.',1•
snr.
arcebispo.
Convidado
pelo snr.
presidente,
o
exc.mo
snr.
Antonio
Maria
Pinheiro
Torres,
usou
da
palavra
o
revd.mu
padre
Senna
Freitas,
que,
como sempre, com
o
seu
verbo
inspirado,
convincente
e
respi
rando
inexcedivel
zelo
e
ardor,
arreigou
mais
uma
vez
o
espirito
da
caridade
e
da
perseverança
no
animo do
selecto
au
ditório
que
o
escutava
attento
e
commo-
vido.
Não
terminou
sem
cumprir
um
de
ver
de rigorosa
justiça,
rendendo
sincero
l
e
ardente
preito
de
homenagem
ás
quali-
|
dades,
virtudes
e
indefessa
actividade
do
digno presidente
da
Conferencia,
o
distin-
cto
medico
Pinheiro
Torres.
Era
tão
jus
to
este
dever,
tão
elevado
e
sincero
era
conceito
em
que
todos
tinham o
indefes-
so
e
talentoso
presidente,
ião
inequívocas,
e
tão
numerosas as
provas
que durante
um
anno
tem
dado
de
ser
um
presiden
te
inexcedivel,
que
a
assembleia
irresistivel
mente
appiaudiu
o
orador
ao
chegar a
esse
poncto. embora
pezassem
estas
ma
nifestações
á
modéstia
de
s.
exc.
*
Do bello
relalorio
a
cuja
leitura
se
procedeu, se deprehenderia
que
a
Confe
rencia
de
S.
Vicente,
no
curto
praso
da
sua
existência,
tem
feito
os
mais
lisongei-
ros
progressos
e
colhido
as
mais
satis-
factorios
e
consoladores
resultados.
A receita
da
Conferencia
desde
o
principio
de
janeiro
até
ao
fim
de
no
vembro, proveio
de
tres
fontes:
1.
*
:
—
collectas
recebidas
nas
sessões
pela
fór-
.
ma
marcada
no
Regulamento,
2.3:
—
sub-
scripção mensal ou annual
dos
socios
ho
norários
e
subscriptores.
3.
*
:
—
esmolas
dadas
á
conferencia
por
indivíduos
a
ella
estranhos.
a
24
de
novembro
do
mesmo
anno é
o
seguinte:
Beceita:
Collectas
2780515
Esmola
do
commendador
Jo
sé
da
Silva Figueira, do
Rio
de
Janeiro
5000000
Esmola
de
D.
Francisca
Ma
chado
120000
Esmola
de Manoel
José
da
Rocha
Velloso
130300
Esmola
da
Santa
Casa da Mi
sericórdia
100000
Esmola
da
Commissão
dos
inundados
500000
Esmola
de
1
anonymo
18000®)
»
de outro
1000000
»
do
traductor
do
livro
de
Landriol:—
A
anctcrida
de
e
a
liberdade
30000
Socios
honorários
e
subscri-
ptores
2050650
—
—■■■!
II
■
—
Despeza:
Empregados
1:3520695
100180
Imprensa,
annuncios,
e
des
pezas
da
secretaria
60920
Missas,
telegratnma
de
Roma
395
Esmolas
em
generos
5110486
Manta
a
um
pobre
10700
Saldo
da
Conferencia
5360891
8150834
As
collectas
produziram
278$345
Subscripções
dos
socios
hono
rários,
e
subscriptores
20^0630
Esmolas
e
donativos
8650500
1:3520693
Despesa:
A
importância
das
sommas
gas^h
até
21
de
janeiro
foi
de
5360861,
sendo
230675 dispendidos
com dous
creados,
um
cobertor,
impressão
de
livros,
missas
e
(lelegrammas;
e
os
restantes
5130186
fo
—
No
domingo, ás
10
horas
da manha,
sahiu
da
egreja
do
Collegio
de
S.
Paulo
a
procissão da
Bulia
da
Santa
Cruzada,
acompanhada
de algumas
irmandades,
alumnos
do
seminário
diocesano de
S.
Pedro,
collegiaes
de
S
Caetano,
parochos
de
differenles
freguezias,
cabido, camara
ecclesiaslica
e
professores
do
seminário.
Debaixo
do pallio ia
o
snr. Deão
da
Sé
Primaz
levando
a
Buila.
Atraz
do
pallio
seguia
o
presidente
da
camara, administrador
do
concelho,
e
mais
alguns
empregados
públicos.
Fecha
va
o
préstito
uma
força
de infanteria
8,
com
a respectiva
banda.
Foi
orador
o
revd.
mo
Porfirio
Antonio
da
Silva,
fâmulo de
s.
ex.
a
revd.
“
a
O
orador
conservou-se
á
altura
do
seu ele
vado
e
momentoso
assumpto,
e
o
seu
ex
tenso
discurso
sobre
a
Bulia
da
Cruzada
foi
escutado
com
visível prazer
e
profun
da attenção
por
um
numeroso
e
selecto
aulitorio. O
joven
levita
tem.
na
verda
de,
deanle
de
si,
se
proseguir, uma
car
reira
brilhante
e
cheia
de
Duetos
na
pre
dica
sagrada.
—
Teve
logar
á
noute
do
mesmo
dia,
n
’
um
dos
salões
do
Paço Archiepiscopal
a
annuncia-
da
academia
religiosa,
promovida
pela
Asso
ciação
Catholica
d
’
esta
cidade.
Sua
exc.
a
revd.tna
,
não
se
satisfazendo
com
a
concessão
do
seu
paço á Associa
ção
Catholica,
para esta academia, dignou-
se abrir
a
sessão
e assistir
durante
al
gum
tempo,
não
obstante
o
estado
me
lindroso
da
sua saude.
A
’
entrada
de s exc.a
revd.
“a
a
as
sembleia
levantou
tres
vivas.
Oraram
vários
cavalheiros.
Usou primeiramenle
da
palavra
o
mui
to
digno
e
esclarecido
.director
espiri
tual,
o
snr,
padre
João
Antonio
Velloso,
que
provou
em
primeiro
logar,
com
ai-
gumentos
icrespondiveis,
a
conveniência,
utilidade
e
actual
necessidade
das
associa
ções
catholicas,
e
occupou
se
em
segui
da
em
refutar triunfantemente
algumas
das
principaes calumnias
qne
os homens
ímpios
e
infaluídos
do
presente
século
forjaram
contra
a
Egreja
Calholica.
O
seu
valioso
discurso, onde
os
as
sumptos
que
tomou
foram
ião
magistral
mente
tractados. foi
calorosamente
applau-
dido
por
lodos
os
circumstanles.
Sua
exc.a
rev(
j m
mostrou-se
immen-
samente
satisfeito
com
a
bella
oração
do
revd.
(no
Velloso,
e
tomando
em
seguida a
palavra,
conservou talvez
por
espaço
de
meia hora
o
auditorio suspenso
dos
seus
lábios,
tomando
para
assumpto
do
seu dis
curso o
primeiro
ponto
de
que
se
tinha
occupado
o
orador,
confirmando
e
corro
borando
com
as
mais
sensatas
e
irrespon-
diveis
considerações,
que
as
associações
catholicas
eram
utilíssimas
e
convenien-
lissimas
nos
tempos
actuaes.
Quando
s.
exc.a
revd.
“
ia
,
n
’um
tom
caloroso,
euergico
e
retumbante
proferiu
estas
palavras:
«Se
um
dia
a
Religião sof-
frer
perigo
n’
este
arcebispado,
cujo
pas
toreio
me está
confiado, contae-me
ao
vosso lado,
e
se
depois
de
cincoenta
an
nos
consumidos
nos
laboriosissiraos tra
balhos
pastores,
fôr
preciso
sellal-os
com
o
meu
sangue,
de
boamente
serei
mar-
tvr»,
a
assembleia
não
ponde conter-se
que
não
prorompesse
n
’
uma
explosão
de
demonstrações
de
dedicação
e^amor
para
com o venerando
prelado.
Em seguida
deu
elle
a bênção
aos
as
sistentes
e
retirou-se
no
meio
das
mais
espontâneas
e
sinceras
acclaraações.
Subiu
depois
á
tribuna
o
exc.
1119 snr.
Messias
Fragoso,
digníssimo
professor
de
Philosophia.
no
Seminário
Conciliar.
Sua
exc.a,
não
obstante ter
confessado
não
estar
convenientemente
preparado,
arreba
tou
o
aud
torio
com
o
seu
verbo
fluea
te,
terno,
suave
e
inspirado.
Fallou
so
bre
o
estado
do
mundo
antigo
e
a
re
volução
operada
pelo
christianismo
pelas
armas
da
palavra do
soffrimenlo,
da
dôr.
e
do
martyrio.
Seguiram-se
lhe
o
exc.
1
*’
snr.
dr.
Cus
todio
Velloso,
que
na tarde
de
domingo
tinha
chega
Jo
de
Viila
do
Conde,
convidado
para
assistirá
academia
religiosa.
Instado
por
vários
cavalheiros
para fallar,
s.
exc.
a orou
sobre
a
necessidade
que
havia
de
que
na
epocha
diíficii
que
atravessamos
todos
confessássemos
desassombradamente
as
nos
sas
crenças, observando
o
facto
muito
consolador
de
se
vêr
a
mocidade
dos nos
sos
dias
confessar altamente
em
todos
os
togares
as
suas
crenças
religiosas,
fa
cto
que
virá
a
ser
muito
mais
consola
dor
ainda,
se
ella
fôr animada
e alentada
a
manifestar se desassombradamente,
como
o
vae
sendo.
Restringindo-se
ao
nosso
paiz,
fez
depois
varias
considerações sobre
a
imprensa.
O
snr.
presidente levantou
a
sessão
depois de
ler
dito
algumas
palavras
o
snr.
Cunha
Vianna,
que
lambem
alli
se
achava.
Todos
os
oradores
foram
muito fes
tejados.
Não
terminaremos
sem dizer
duas
pa
lavras
sobre
algumas
lamentáveis
irregu
laridades
qne se
deram
por
occasião
d
’
es-
ta
academia.
Segundo
nos
informaram,
a
commis
são
ou
direcção
da Associação,
entre
va
rias
deliberações
que
tomára,
adoptou
es
tas
ires:
I
a
Que
ninguém
absolutamenle
entras
se
sem
ser
socio,
e
sem
vir
munido
da
sehlra
d’
enlrada.
2.
a
Que
cada
socio
podia
levar
duas
pessoas
do
sexo
feminino
de
sua
famí
lia.
•I
a
Que
houvesse
um
convite
especial
dirigido
á
imprensa
da
terra e
aos corres
pondentes
de
jornaes.
Não
queremos
entrar,na
apreciação
d
’
es-
sa§
medidas, comquanto
tivéssemos
direito
a
íaíei-o,
embora
na
inconsciente
expres
são
d’
um
dos
direclores,
fossem
decisões
de
corpos
colledivos.
Limitamo-nos
a dizer
que o
modo
porque
taes
coisas
se
pozeram
em
pra
tica,
deu
logar
a
inconvenientes
e
a
ver
dadeiras misérias, que
a
penna
repugna
registrar,
porque,
francamente
o
dizemos,
dão
a
mais
triste
ideia
do
tino,
da
pru-
dfincia
e
do entendimento
de taes
corpos
colledivos.
Podíamos
citar
muitos
fados e
acom-
panhal-os
dos
respectivos
corameata/ios;
mas
nem
podemos
dispôr
d’
espaço,
nem
nos
ê
agradarei
assoalhar misérias
sem
qualificativo,
quo
profundamente
lamen
tamos
e
nos
deixaram
com
as
mais
des-
cgyadaveis
impressões.
Demais
essas
coi
sas
são
já
conhecidas
de
muitos
dos
nos
sos
leitores
da
cidade,
e
o
amor
da
justiça
nos
ordena
declarar
qne
teem
sido
amar
gamente
sentidas
por
algumas
pessoas
respeitáveis
pertencentes
á
direcção
e
commissão,
que na
nossa
presença
sty-
gmatisaram
com
um
critério
que
muito
as
honra
e
as
salva
de
qualquer
censu
ra,
o
modo
simplesmente
mesquinho,
bai
xo,
e
indigno
de gente
séria e
bem
educada
com
que se
procedeu
na
admis
são
dos
socios.
Mas
se
estamos
resolvidos a
nâo
gas
tar
espaço do nosso
jornal
com essas
misérias,
eslamos
promptos
a
dar
vocal
mente
todas
as
explicações
e
esclareci
mentos
que
porventura
se
nos
peçam
no
nosso
gabinete
de
trabalho.
Por
fim,
lambem devemos
deixar
con
signado
que
nenhum convite
recebemos
para
a
academia,
ao contrario
do
que
suc-
cedeu,
segundo
nos
informam,
com
os
nos
sos
estimáveis
coliegas. Honra-nos uma
distincção que não
merecíamos
e
cordeal-
mente
agradecemos;
mas
atiremos
com a
penna
para
o
lado,
antes qne
nos aban
done
o sangue
frio
Ctorregpond
eneia de
JLiitsdre»—
Por
se nos ter
extraviado,
com
outros
originaes,
a
correspondência
de
Londres,
que
hoje
vae
publicada
n
’
oulro
logar,
ti
vemos
de
interromper
hoje
a
«parodia
em
prosa»
qne
o
nosso
obsequioso
e
sabio
correspondente fez.
a
uns
chochis-
siinos
versos,
do
«Partido
do
Povo»,
e
cujos
princípios
já
os
leitores
conhecem.
Pedimos
ao
auctor
e
aos
leitores
des
culpa
d
’
esta
demora.
Enfermidade.
—
Tem
permanecido
no
leito
ha
dias,
a
braços
com
uma
gástri
ca,
o
director
technicn
da
typograpbia
(Peste
jormd,
o
snr.
Luiz Pinto
Martins
o
qne
deveras
sentimos.
Fazemos
votos
pelo seu
prompto
res
tabelecimento.
incendia
—Em
a
noite
de
sabbado
manifestoi:-se
incêndio,
no
Porto
no
pré
dio
n.°
76
a
78
da
rua
de
S.
João,
pro
priedade
da
snr.a
baroneza
do
Seixo
e
habitado
pelo
snr.
Antonio
Augusto
Mar
ques
Guimarães.
Os prejuizossão calculados
em
1:501
WOO
reis. A mobília
estavo
segura
na
Compa
nhia
Indemnisadora.
Tiieata-o
—
Em
Barcellos
vae
construir-
se
um
novo
theatro.
Ha
já
uma
commis
são
para
solicitar
a
snbscripção,
por
ac-
ções,
do
capital
necessário.
Fnlteeimen
4o.
—
Falleceu
no
dia
10
do
corrente,
em
Coimbra,
o snr.
dr.
José
Maria
de
Lima
e
Lemos,
venerando
e
respeitabilíssimo
sacerdote
e
exempla
ríssimo
ministo
de
Christo.
0
seu falle-
cimento foi
muito
sentido
em
Coimbra
e
por
toda
a
parle,
«mde
havia
conhe
cimento
dos
dotes
moraes
de
tão
illustre
e
respeitável
varão
aposlolico,
sendo
to
dos
admiradores
das
virtudes
que
o
en-
nobrecíam.
&
*
r»dueçS<»
«sçjrícaí:»,
—
0
districto
de
Vianna
do
Caslello
produziu
na
co
lheita
passada
520:955
decalitros
de
vi
nho
de uva,
750
ditos
de
vinho
de ma
çã,
179
de
vinho
de outras
fructas,
4:503
de
aguardente,
e
311
vinagre.
P
m
Jítseações.
—
-
Começamos
hoje
a
enumeração
das
publicações
recebidas;
—
Almanach
Calholica-LerjUimista
para
1879.
E
’
um
formosíssimo
livrinho, que
to
dos
devem
possuir.
Contém
excellentes
artigos
em
prosa
e
verso
de
eseriptores
duplamente
respeitados
pela sua
virtude
e
sãs
doutrinas,
e
pelo
talento
esclare
cido.
Ignoramos
se elle
se
acha
á
venda
n
’
esta
cidade;
no-entanto
póie
requisitar-
se
da
redacção
da
«Nação»,
da
Livraria
Calholica,
ou
da
Livraria Leituras
Popu
lares,
em
Lisboa.
Custa
apenas
130
reis,
franco
de
por
te,
para
as
províncias!
—
A Furmosa Lusilania,
por
Ludy Ja-
ckson
—
Traduzida
e
annotada
por
Camillo
Caslello
Branco.
Recebemos
uma
riquíssima
capa
d
’
en-
cadernação
para
esta
obra,
edilorada
com
nitidez e
esmero superiores
pelo
snr.
Manoel
Malheiro,
distinclo
editor
portu
ense
Agradeced# esta
delicada
oíferta
d
’a-
quelle
cavalheiro,
aproveitamos
a
oppor-
lunidade
para
transcrever aqui
o
juizo
que
sobre
a
Formosa
Lusilania
escreveu
o
director
do
«Occidente»,
periodico
illus-
trado
de Lisboa.
E
’
como
segue:
«A
edição
portugueza
da
Formoza
Luzt-
liça,
combate
profundamente
convicto
de
que
sahirá
da refrega
victorioso.
Uma
das
armas
forjadas,
com
todo
esmero,
nos
arsenaes da
eschola
delete-
ria,
para
verberar
o
catholicismo,
e
des
virtuar
o
povo,
é
a
da
propaganda
cor
ruptora
por
meio
do
jornal,
do
pamph-
Icto,
do
livro
barato,
da
caricatura
al-
tentatoria
do respeito
devido
a
veneran
das
instituições
religiosas,
da
eschola
gra
tuita,
dos
affagos,
dos
mimos,
e
blandí
cias
á
infancia.
Desgraçadamente
a
voz
da
descrença
dos
dogmas,
e
das
doutrinas
.
catholicas
tem
pervertido
o animo de muitos
filhos
d
’
esla
terra,
e
produzida
também
em
muitos
a
indifferença.
E
comquanto
se
haja
opposto
já á
cicuta
a triaga;
com
quanto
muitos
varões
corajosos,
e outras
tantas
mulheres
fortes
estejam
pugnando
gentilmente
pela
melhor
das
causas,
a
da
egreja,
não
nos
parece
que
os
esforços,
no
campo
da
verdade, egualem
as
dili
gencias
dos
contrários.
A libiesa,
em muitos, manifesta-se;
a
acidia,
em
outros,
não
é
menos
pronun
ciada;
a
pusillanimidade,
n
’
estes, evidente;
os
respeitos humanos,
n
’
uma
grande
par
le, palpaveis, e
de
todo o ponto
funes
tos.
E
de
ludo
isto resulta
o enfraqueci
mento
do
elemento
catholico,
com
incal
culável
vantagem do
inimigo
commum, o
qual, em
vez
de
desmaiar,
se
ostenta
mais
ousado,
na
proporção
da
indolência
do
adversário.
Não
se
diga de nós
o mesmo
com
plausibilidade.
E
para
que se
não
diga,
damos
á
luz
publica o
presente
opusculo,
onde o leitor
não encontra,
talvez,
ma
téria
nova, mas,
cremol-o,
um
desperta
dor
para
muitos
necessário,
e
para toda
alma christã
um
conselheiro leal,
embora
ás
vezes,
quiçá, excessivamente
rigoroso.
Nem
ludo
que
lerdes
n’
este
livrinho
é
nosso;
mas
cremos
que
a doutrina
é
toda sã, como
ancioso
o
desejo,
que
nu
trimos,
de
que ella
aproveite
a
todos,
que
nos
lerem».
tania
deve
se
ao
snr. Manoel
Malheiro,
proprietário
da Livraria
Portuense,
que
além de
nos
proporcionar
a
leitura
d
um
bello volume, sob
o
aspecto
artístico
e
material,
incumbiu
a
versão
a
um
verda
deiro
mestre da
língua,
a
Camillo
Cas
lello
Branco,
que
ao
mesmo
tempo
en
riqueceu
a
obra
com
muitas
notas
elucidati
vas.
quasi
sempre
graciosas
e
exlremamenle
sensatas,
servindo
de
correctivo
a
algu
mas
ligeiras inexactidÕes
de detalhe,
que
a
auctora
uma vez por
outra
commette
na
sua
rapida
passagem
atravez
das
nos
sas
cousas e
dos
nossos costumes.
A
Formosa
Lusilania
peia
justiça
com
que
um
elevado
espirito
estrangeiro
apre
cia
as
nossas
cousas,
pela
elegante
des-
preienção
das suas observações
e
da
sua
critica,
pelas
excellentes gravuras
no
ge-
nero
inglez,
intercaladas
nas
suas
paginas,
é
um
bello
livro
digno
de
todos
os
que
presam
as boas
lettras.
A
auctora
percorre
n
’
uma
rapida
vi
sita
o
nosso
paiz,
desde
o
magesloso
porto
de
Lisboa,
até
ás
formosas
veigas
do
Minho,
tendo
sempre
uma
observação
justa
para
cada
novo aspecto
da
paizagem,
no
meio
da
qual
vão
avultando
successi-
vamente os monumentos e
os
principaes
pontos
pittorescos
do
nosso
paiz,
Cintra.
Collares,
o
Bassaco,
a
Halalha,
os
Jero-
nymos,
a
Torre de
Belem,
o
Caslello
da
Pena,
a
Barra de
Lisboa,
o Douro,
etc.
Parece-nos
ter
dito o sufficiente para
despertar
a
curiosidade
dos
leitores,
com
relação
a
um
livro
a
todos
os
respeitos
notável,
e
dos
mais elegantes
que
nos
últimos
tempos
teem saído
das
typogra-
phias portuguezas,
e
especialmente
dos
prelos
portuenses, que pódem
competir
com
os
estrangeiros
na
nitidez
e
perfeição
dos
seus
productos.
0
preço
da
obra,
com uma
bellissima
encadernação,
em relação
ao
seu
mereci
mento,
é
extremamente
raodico,
4$500
reis, e
o
seu
editor
na
rua
do
Almada
no
Porto,
satisfaz
promptamente
quaes-
quer requisições».
í®
«íí«5e3eBia»tes>õsm».—
Recebemos
o
n
0
4
do
Ecclesiasterium.
Traz
o
retrato
de
D.
fr.
Vital,
finado
bispo
de
Olinda,
e
a
biographia
d
’
este
grande
confessor
da
fé.
■
Por
esta
occasião
muito
agradecemos
as
delicadas
expressões
com
que
o
nosso
generoso
collega
nos
honrou.
Vovn
tentativa A®
reg
s®í«is».—
Participam
de
Londres.
12,
sobre
a
nova
tentativa
de
regicídio, contra
a rainha
Vi
ctoria:
«Um
tal
Edward
Burn
Madien
com
pareceu
boje
no
tribunal
de Bow-Street,
por
ter
dirigido a
C.
Liddell,
sub-secre-
lario
do
ministério
do
reino,
e
ao
em
baixador
a
Inglaterra
em
Paris,
lord
Lyons,
umas
cartas
aoonymas,
disendo
que
não tardaria
muito
que disparasse
um
tiro
sobre
a rainha.
«Madden
couta
60
annos
e
exercia
as
fnncções
de interprete.
Havia
já
muito
que
a
policia andava
era
busca
do
an
dor.
«As
senlinellas
do
paiacio de
Windsor
foram reforçadas».
«HeaeçAo
e j»r>»s»»tgat»iSw».—
As
sim
se
intitula
um
livrinho,
cuja
rece
pção
já acctisamos
opportunamente,
devi
do
a penna correcla
e
pura do
exc."
10
snr.
Francisco
Manique.
Vamos
transcrever as
palavras
com
que
o erudito escriptor
prefacia
a
sua
obra
de
tão
momentosa
necessidade
nos
tempos
actuaes:
«Quando
os apostados
inimigos
da re
ligião
calholica,
e
da
moral
publica
estão
pondo
todos
os
meios
possíveis
para
obli
terar
do
coração do
nisso
povo
as
san
tas
crenças,
e
doutrinas
acceitas.
e
en
sinadas
pela
egreja
fundada
pelo Filho
de
Deus;
quando
a
lucta
entre
o
sensualis-
mo,
e
a
fé,
a
philosophia
impia,
‘
e a
ca
são
calholica,
a
matéria, e
o
espirito
é
agora
accesa,
como
poucas
vezes
tem
sido, desde
os
ultimes
paroxismos
do
pa
ganismo
debellado
pela
nascente
ideia
christã,
não
pode,
sem
desdouro
proprio,
o
soldado,
ainda
valido,
da
milícia
de
Christo,
ver
da
tenda,
em
culposo
ocio,
a
terrível
pugna
entre
a
verdade,
e
o
erro,
que
tem
por theatro
a
Europa,
e
uma
grande
parte
do
novo
mundo.
A
luva
foi
arrojada ao
catholicismo
pelos
modernos
heresiarchas,
os
quaes,
para
illudirem
mais
facilmente
os
inexpe
rientes,
vestem
a
libré da
liberdade,
que
'ífectivamente
hostilisam
a
todo
o
transe.
Felizmenle,
porém,
o
campo
catholico
não
trepida;
veste
a
armadura,
embraça
o
escudo
da
fé,
ergue
a
luva,
desce á
E
’
este
livro
um d
’
aquelles
que sob
lodos
os
pontos
de
vista
póde
ser
consi
derado
um
livro
de
oiro.
Bem
merece
da
religião
e
da
socie
dade
quem
assim
vota
o
seu
privilegiado
talento
á
mais
sancta
das
causas.
Não
queremos
lisongoar
o
snr.
Fran
cisco
Manique
S.
exc.
a
deve
ter
gosado
nos
applausOs
justíssimos
da
sua
con
sciência
o
primeiro
galardão
devido ao
seu
empenho
glorioso.
0
verdadeiro prémio
de
laes
esforços
e
labores,
só
o
dará
o Omnipotente,
em
cuja
honra
fui
escripto
este
livrinho,
que
nós
muito
recommendamos
a
todos
os
ca
tholicos.
—0
«Diário»
de
13 pu
blica os seguintes
despachos:
0
presbytero
Antonio
Manuel
de
Mat
tos,
parocho
coilado
na
egreja do
Salva
dor
do
Mosteiro
do
Souto—
apresentado
na
egreja
de Santa
Maria
de
Airão,
no
concelho
de
Guimarães,
diocese primaz
de Braga.
0
presbytero
Manuel
Justino
Teixeira
de
Carvalho —
apresentado
na
egreja
de
S.
Tliiago
de
Figueiró,
no
concelho
de
Amares,
diocese
primaz
de
Braga.
0 presbytero
Pedro
AíTonso
Ribeiro,
parocho
colado
na
egreja
de
S.
Sebas
tião
de
Darque
—
apresentado
na
egreja
'de
Santa
Maria
Maior
de
Vianna
do Cas
lello,
diocese
primaz
de
Braga.
0 presbytero João Carlos
Henriques
Pereira
—
apresentado
na
egreja
de
N.
S.
da Conceição
de Arega,
no
concelho
de
i
Figueiró
dos
Vinhos,
diocese
de
Coim
bra.
0
presbytero
Antonio
Pereira Rodri
go—apresentado
na
egreja
de
S.
Thiago
de
Viila
Garcia, no
concelho
e
bispado
da
Guaida.
E
no
«Diário»
de 16 os seguintes:
0
presbytero
Anlonio
Pinto
de
Car
valho, parocho
coilado
na
egreja
de
S.
Miguel
de
Varziella,
diocese
primaz
de
Br»ga
—
apresentado
na
egreja
parochial
de
Santa
Maria
de
Ayrães.
da
mesma
diocese.
0
presbytero
Anlonio
Simões
de
Car
valho
—
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Miguel
de Penella,
diocese
de
Coim
bra.
0 presbytero
Agostinho
Rodrigues
da
Costa
Carvalheira
—apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Bernabé
do
Ervedal,
dio
cese
de Évora.
0
presbytero
Antonio
Alves
Ferreira
—
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Lourenço de
Corvide,
diocese
de
Leiria,
EIXMOT1
precedendo
concurso
por
provas
publi
cas.
O
presbytero
Manuel
Branco de
Le
mos,
bacharel
formado
em
(heologia
—
apresentado
na
egreja
parochial
de
Nossa
Senhora
da
Luz
da
Carvoeira,
diocese
de
Lisboa,
precedendo
concurso
por
provas
publicas.
O
presbytero
Manuel
Antonio
Luiz
de
Andrade
—
apresentado
na
egrejt
paro-
chial de Nossa
Senhora da Expectação de
Vallada,
diocese
de
Lisboa.
P«nte
intímiciuuai «ohre
w
MítiU».
—
O
«Noticioso»,
de
Valença,
transcreveu
de
um jornal
de Vigo,
a
«Concórdia»,
as seguintes linhas:
«Muito
pouco
se
tem
acúvado
o
as
sumpto
de
somina
importância
para
os
interesses
d
’
esla
província
(Galliza).
a
ponte
internacional sobre o
Minho,
projectada
e
tantas
vezes
estudada
para
enlaçar
a via
ferrea
de
Orense
a
Vigo
com
as
de
Por
tugal,
e
como
unico
meio
de
conseguir
que
em
breve
praso
entre
aquella a
to
mar
parte
na
rede geral
de
caminhos
de
ferro
de
Península.
Respeito
ao
sitio
onde
se
deve
le
vantar
essa obra,
parece
que se
ba
che
gado por
tina a
um
accordo,
resolvendo-
se
que
seja
proximo
da
cidade
de
Tuy
e
viila
de
Valença,
como
o
exigia
a
im
portância
d
’
essas
duas
povoações.
Porém,
como
nunca
escasseiam
contratempos
quando
se
trata da prosperidade
da
Gal
liza,
outra
nova dilliculdade surgiu,—
se
a
ponte
deve
ser
destinada sómente
para
dar
passagem
aos
trens
do caminho
de
ferro,
ou com
um
taboleiro
especial para
o
sei
viço
de
passageiros
a
pé,
carruagens
e
gado,
como
tinha
proposto
o
distincto
engenheiro
o
snr. Page,
que de um mo
mento
a
outro
deve
chegar
a
Tuy,
para
dar
nova
informação.
A
lógica,
a
conveniência
e
as
illustra-
das
informações
do
snr.
Page,
cremos
que
conseguirão
vencer esse
incoinprehensivel
inconveniente,
unico obstáculo
que
se
op-
põe
á
realisação
de
tão
importantíssimo
melhoramento,
que,
se
se
levar
a
cabo
sem
se
estabelecer
ambos
os
serviços,
representaria
o
maior
dos
desatinos.
In
calculáveis
vantagens
alcançará
o
publico
com
a
facilidade
da
passagem
do
rio,
e
os
governos
hespanhol
e
portuguez
ne
nhum
sacrifício
soltriam
ern gastar
setenta
mil
pesos
na
construcção
d
’
um
taboleiro
para
a
passagem
do
publico,
se
attender
a
que
lhe
deve
produzir
annualmente
oito
a
dez
mil,
calculo
moderado,
se
se
tiver
em
conta
o
actual
rendimento
da
barca».
Eu»tasa«iaçai>
na
IHatleira.
—
Noticias
telegráficas
recebidas
do
Funchal
dizem
que
as
ultimas
chuvas, que
tèem
sido
torrenciaes,
causaram
alli grandes
inun
dações.
sendo
uma
povoação,
cujo
nome
ainda
se ignora,
cornpletainente
destruída.
Víetimcis
«.la
fome.—
A
fome
tem
causado
muitas
victimas
em
Mogador
e
seus arredores.
Os pobres
succumbem
nas
ruas
e
nos
campos,
calculando-se
uns
27
obitos
diários. Sobem
a
8:000
as
victimas
da fome.
SALVAS
AS
CREANGAS
Peia
doce
Revalestière
da
Barry
de
Londres
—
Por
toda
a
parte
se
deplora
que
a
creança
—
a
alegria da
família
e
a
esperança
da
na
ção
—é
muito
mal
tratada.
Sómeule
óevi-
do
á
ignoraucia
das
mães
e
das
ames,
<nur
rem
eiias
no
primeiro anuo,
60:000
ètn
França
e 40:000
em
Inglaterra
1
Esta
mi
séria
é
devida
ou
a
uma
alimentação
de
leite
muito
frequente,
ou
antes
ao
uso
do
leite
de
vacca
ou
de
cabra,
ou
á
açorda
—
alimentos
inadmissíveis,
e
que,
ordina
riamente,
trazem uma
irritação da
mucosa,
e,
como
consequência
inevitável, a
escan-
desceocia
ou
a
diarréa,
os
vomiios
contí
nuos,
a
atrophia,
as
caimbras,
os espas
mos,
a
morte.
Reconheceu
se
que
a
di
gestão
de
uma creança,
orna
vez cbm-
prometlida,
as
drogas
mais bem
escolhidas
não
leem
poder de
reparar o
mal!
E’
um
flagello
para
a
família
e
para
o
paiz
esta
cruel
destruição!
Ha
comludo
um
meio
simples
e
pouco
dispendioso
de
o
conse
guir,
e
que
tem
sido
provado
durante
vin
te
e
oito
annos;
é
sustentar
as
creanças
de
peito e
as
creanças
doentes
e fracas
de
qualquer
edade
com a
KevaSeseíèce a>u
Burry,
ires
vezes
ao
dia,
simplesmente
cosida
com
agua
e
sal.
fe.’
,
finalniente,
o
inatento
par
exeeíleacii»
que,
elle
só
eonaegue
evitar
t»<loa
os aecidentea
d:
*
in-
faneia.
Citemos
algumas
das provas
abundan
tes
da
sua
influencia
invariavelmente
salu
tar,
mesmo
nos
casos
mais
desesperados
.
Cura
n.°
80:416.—
®
snr.
doutor
F.
W.
Beneke,
professor
de medicina
na
Uni
versidade
de-
Marbourg,
refere-se
da
se
guinte
maneira á
clinica
de
Berlin,
em 8
de
abril
de
1872:
«Nunca
esquecerei
que
devo
a
vida
de
um
de
meus
filhos á
Hevalesciére
BJts
Sarry.
«A
creança,
na edade de
quatro ân
uos,
solfria sem causa
appareute,
uma
atrophia
completa, com
contínuos
vomitos
que
resistiam
á
mais
cuidadosa
dieta
a
duas
amas
e
a
lodos
os
tratamentos da
scieucia medica.
A
SSevaleaeiéee
fez
parar
irnmediaiamente
os
vomitos
e
res
tabeleceu-lhe
completamente
a
saude
em
seis
semanas.
De
todas
as
minhas
expe
riências
feitas
posteriormente
com
a
EEe-
V4sl»ss®ién-e
obtive
os
mesmos
resultados.
E
’
quatro vezes
mais
nutritiva que
a
carne».
Cura
n.°
70:410.
—
Fabrica
de
Gran-
villars
(Alto
Rheno)
12
de
julho
de
1868.
Senhor.
—
Considero-me
feliz
por
poder
di
zer-lhe
que
o
meu
primeiro
filho,
muito
definhado,
fbi
alimentado
durante
um
an-
no
pela
sua
ESevalessíér»,
e
que
a
sua
saude
e
o
seu
desenvolvimento
são
uma
maravilha
para
todo
o
mundo.
Não
ha
na
aldeia
creança
tão
forte
como
o
meu
fi
lho em
relação
á
sua
edade.
—
M
ercier
.
CUra
n.°
87:421.
—
Bruxellas,
23
de
junho
de
í874.—
O
meu
filho
mais novo,
abandonado
ua
edade
de
quatro
para cin
co
mezes pelos
médicos,
não
queria to
mar
oem
digeria
alimento
algum,
e
acha
va-se,
por
consequência,
o'utn
estado
de
fraqueza que
punha
em
perigo
a
sua
exi
stência;
foi
então
que
lhe
fiz
preparar
um
caldo
de
Revalesciére
fraco,
que
elle comeu
com
apetite,
e de que continuou a
ali-
mentir-se
exclusivamenle
durante
alguns
mezes.
H
je,
que
tem
onze
annos
de
eda
de,
é
forte
e
gosa
saude.
—D
eswert
.
E
’
seis vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
ecouomisa
cincoenla
vezes
o
seu
preço
em
remedios.
—
■
Preços
lixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
1/4 kilo,
500
; de
l
j
i
kilo
800
rs
; de
um
kilo,
l$40Ó
reis; de 2
*
/,
kiles,
3$200
reis;
de
6
ki-
los,
6^400;
e
de
12
kilos,
12^000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$40()
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Keraleseière
ehoeolatadi
*
$
ella
res-
titue
o
appettite,
digestão,
sotnuo,
energia
e
carpes
duras
ás
pessoas,
e ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
maú
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e
em
paus,
ern
caixas
de folha
dt
lata
de
12
chavenas,
500
reis;
de
24 chave
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
1^400;
de
12
’
4
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
BU S3A®mV ©/ IAMETÍS»,--
Place
Vendòrne, 26, Paris.
77
Regenl-
StreeJ,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
phàrmactíuticos,
droguistas,
.mar-
cieiros,
etc.,
das
províncias devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
Kdsboa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32;
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12
—
For-
4®, J.
de
Sousa
Ferreira &
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI-
NH0.=Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
—
ssareellos,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
tírsíja,
Domingos
j.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A. Pereira
Maia,
Pharm., rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
&
Irmão,
rui
do
Souto.
—
Viasma
á®
©as-
Aflonso
drog.,
rua
da Picota;
J.
A.
de
Barros,
drug.,
Rua
graude,
140.
—
©xiftmascãeís,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José, J. da
silva,
drog.,
Rua
da
Bainha,
29 e
33.—
Fe»i»fis»l,
Miranda,
pharm.
—
Fort«».
M. J.
de Sou
sa
Ferreira
&
Irraão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
,J.
R.
de Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeila,
160;
Fontes
<5c
C.
a,
drogs.,
Pra
ça
de
D. Pedro,
105
a
108;
Antonio J.
Salgado,
Phaimacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
225 a 227.—
Pont® «Io
I«i-
m», A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
farss
do
Votrieizss,
P.
Machado
de
Oliveira,
pbarma.—
Vaiença
do
ífKinho,
Francisco
José de
Sousa,
pharm.
—
Víil»
da
Conde,
A.
L.
Maia Torr
s,
pharm.
CISITOS
Muita
attenção
Antonio
José
Ribeiro
Parada,
resi
dente
na
estrada
de
ferro
de
Cantagallo,
estação
de Macueo,
Província do
Rio
de
Janeiro,
agradece penhoradissimo,
as dis
tintíssimas
provas
de
interesse
e
aílecto.
que
recebeu
de
muitas
damas
e
cavalhei
ros
d’esta
cicade,
quando
em
princípios
de
setembro
do
corrente
anno,
se
divul
gou infundadamente
a
sua
morte,
e
por
esta
occasião oíferece
a
essas
pessoas
o
seu
limitadíssimo
valimento n’
aquella
Pro
víncia.
Alluga-se
do S.
Miguel por
diante,
2
prédios
recentemente
reconstruídos
de
no
vo, com
os
n.
os
27 e
28,
eitos
na
rua
de
D.
Pedro
V,
com
quintal ajardinado
todo
morado,
e
com
agua.
Tem
commo-
dos
para
numerosa
familia,
e
dos
2.6S
andares
gosam-se
os
pontos mais
impor
tantes
de
Braga.
Passa
ao pé
da
porta
o
americano.
A
tratar
com
o
seu
pro
prietário
nos
baixos
dos
mesmos onde
po
dem
ser
vistas a
toda
a
hora
do
dia
e
podem
ser
occupadas
desde
já.
(9Í9-Q)
(2168)
Antonio
José Ribeiro
Parada.
_ _
ANNUNC10S
_ _
Banco
Commercial
de
Braga
em
liquidação
A
Commissão
liquidatária
d
’este
Banco
desejando
facilitar
aos snrs.
credores
a
iquidação
dos
seus
créditos,
resolveu
re
duzir
o
mais
possível os preços
das dif-
1'erentes
acções
que lhes
oíferece
em
pa
gamento;
e
considerando
a
mesma
com
missão liquidataria
que
não
pode
fazer
maior
redução
aos
preços
dos
diíferentes
titulos
que
possue,
salvo
com
maiores
e
inevitáveis
prejuízos
para
os
mesmos
cre
dores,
porisso
espera
que
se
apressarão
a
vir
liquidar
brevemente
seus
créditos,
na
certeza
de
que,
se
o
não
fizerem,
terão
de
soffrer as
consequências
que
d
’
ahi
lhes
resultar.
Braga
12
de dezembro de
1878
DINHKIRO
A
JURO
Ha
para
mutuar a
quantia
de
tres
contos
de reis
3:000$00(J
reis.
Quem
o
pretender
todo ou
parle
póde
dirigir-se
ao
largo de S.
Francisco
n.°
6,
l.°
an
dar.
(2172)
COGITE
Os
devotos
do Santíssimo
Rosto do
Senhor,
que
se
venera
a
Traz
da
Sé;
convidam
todas
as
pessoas
que
quizerem
assistir
a uma
missa
cantada
a
instru
mental,
que
se
hade
mandar
celebrar
no
dia
20
do
corrente
mez,
pelas
9
e
meia
horas da
manhã,
na
real
capeila
da
Mi-
zericordia;
pelas
almas
fallecidas
no
dia
20
de
dezembro
de
1846;
e
por
todos
os
mais
devotos
do
mesmo
Santíssimo
Rosto
do
Seubor.
Braga
15 de
dezembro
de
1878.
(2173)
ALUGAM-SE
as
casas
n.°
21,
no
Campo Novo
do Reduto,
nobres
e com
muitos
commodos.
Trata-se
na casa
imme-
diata
n.°
22.
(981)
COFRE
DE FERRO
Quem o
tenha
para
vender,
falle
na
rua
Nova n.°
4.
CONTRA
A
TOSSE
O
Progressivo
constimmo,
que
diaria
mente
vão
obtendo
os
re!s®ça«l!SB
pei
toraea
b«8»í»«s»ie®s,
é
a
mais
evidente
prova
da
sua
eííicacia.
Preço:—
caixa, 100
reis—
pelo correio. 140.
Deposito
principal.
E
*
J»®rss»tieja-Kíe-
c»—rua
do
Bomjardim,
370, á
Cancella
Velha
—
Porto.
(2166)
Dinheiro
sobre
penhores
Na
Caixa
Penhorista
Bracarense, rua
de
D.
Gualdim,
ao
pé da
Roda,
dá-se
dinheiro sobre
prata,
ouro,
joias,
roupas
e
outros
mais
objectos
que tenham
va
lor
de
cincoenta
mil
reis
para
cima;
tem
grande abatimento
nos
juros.
Aclia-se
aberta
desde
as
7
horas
da
manhã
até
ás
8
da
noite.
MACHINAS
PARA COSER
BRAGA
DA
C&iapankia
fabril
SINGER
15—
run
«Je
S.
Vicente—17
As
melhores machinas
para
costura
que
todo
o
mundo
conhece
e
que
nunca
tive
ram
rival.
Vendeu no
anno
de
1877,
machinas
de
costura!!!
mais
«O:47«
que
em
1876.
A
Companhia Fabril
Vende
as soas
magnificas
e
sempre
acreditadas machinas,
ao
alcance
de
todas
as
fortunas,
a
prestações
de
50®
reis
eenswssaes
sem
prestação
de
entrada
ou
10
por
cento
a
menos
a
promplo
paga
mento.
MACHINAS
LEGITIMAS
Para famílias, alfaiaíes, costureiras,
chapelleiros
e sapateiros
A COMPANHIA
FABRIL
Garante
todas
as
suas
machinas
nã»
só
no seu bello
trabalho,
como
na
sua
tmmensa
duração,
com
séria
garantia.
Avisamos o publico
que
te
nha todo o cuidado para não
ser enganado com as machinas
imitações,
como algumas pes
soas, por
infelicidade
d’ellas, o
tem
sido.
As
machinas
legitimas saveam
só
se
encontram
á
venda
na
Sub-succursal
da
tOmNHIA
FABRIL S1AGER
17, RUA DE S. VIGENTE,
17
BRAGA
Os
Kitebuçwdos
mytilieoH,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral e
ex-
pectorante,
são
o
melhor
dos
remedios
até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa 200
reis.
—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito
no
Porto,
PHARMA
CIA
CENTRAL,
rua
de
Santo
Anlonio,
227.
Unico
deposito
em
Braga,
PHARMA
CIA
DOS
ORPHÃOS,
praça
Municipal.
I
(2080)
e
nas
casas estabelecidas
em
todas
a
ca
pitães
dos
districtos
de
Portugal
e
His-
panha.
Ensino
esmerado
e
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DE FAZENDA DO
DISTRICTO
DE DRAGA
PAGAMENTO
DE
JUROS
DOS
TÍTULOS
DE
DIVIDA
FUNDADA
DO
SEGUNDO
SEMESTRE
DE
1878
Por
esta
Repartição
do
Fazenda
se
annuncia
qne
está
aberto
o
pagamento dos referidos
juros
no
Cofre
Central
d
’
este
districto,
desde
as
10
horas
da
manhã
até
ás
3
horas
da
tarde
nos
dias
e
pela
fórma
abaixo
designada de
conformidade
com o
sorteio
a
que
previamente
se
procedeu
:
Dias
em
que
se
effectuam
os
pagamentos
1
Numero
das
relações
que
se
pagam
em
cada
dia
Observações
Dezembro
18
Numero
1
até
38
Os
coupons serão pa-
D
19
»
39
»
108
gos
conforme
se
»
20
»
109
173
forem
apresentando.
21
»
174
»
240
23
241
D
317
26
»
318
D
378
27
))
379
451
SS
23
B£ BH1»M BE 1878
PROSPECTO DOS PRÉMIOS
1 de
Um
piano,
novo e
garantido,
do
conhecido
auctor
«Gaveau»,
modelo
n.®
1,
com o
n.°
8612,
comprado
e
depositado
no
muito
acreditado
armazém
da
viuva de
José
de
Mello
Abreu,
para o
bilhete
que
contiver
o
numero
em
que sahir
o
primeiro
prémio
de
2.500:000
pesetas.
1
de
Uma
nova e
excellente machina de costura, para família,
do
afamado
auctor
«Singer», para
o
bilhete
que
contiver
o
numero
em
que sahir
o
segundo
prémio
de
1.250.000
pesetas.
í
de
Um
relogio
d
’ouro,
experimentado,
para
homem,
do
fabricante
«Jnlien
Gene-
ve»,
com uma
excellente
caixa
d
’
ebano.
para o
bilhete
que contiver
o
nu
mero
em
que
sahir
o
terceiro
prémio de
750:000 pesetas.
2 de
Um
par
de
castiçaes
de
prata,
para cada
um
dos
bilhetes
que
contiver
qual
quer
dos numeros
em
que
sahirem
os
2
prémios
de
25t
’:000
pesetas.
4
de Uma
duzia de
colheres
de prata, para
chá,
para
cada
um
dos
bilhetes
que
contiver
qualquer
dos numeros em que
sahirem
os
4
prémios
de 125:000
pesetas
20
de
Um
talher de prata,
composto
de
faca,
garfo
e
colher,
com a
competente
caixa,
para
cada
um
dos
bilhetes que
contiver
qualquer
dos
numeros
em
que
sahirem
os
20
prémios
de 50:000
pesetas.
30
de Uma
bolsa
de
prata,
para
homem
ou
senhora,
para
cada
um
dos
bilhetes
que
contiver
qualquer
dos
numeros
em
que sahirem
os
i.0
prémios
de
25.000
pesetas.
40
de
Uma
entrada para
a
Habilitação
Loterica,
com
direito
a
uma
cautela
de
600
reis,
em
séries
de
6
lottrias,
no
valor
cada
entrada,
de
30600
reis,
para
cada
um
dos bilhetes
que contiver
qualquer
dos
40
numeros
cujas 3
ultimas
lettras
sejam iguaes
ás
3
ultimas
lettras
do
numero
em
que
sair
o prémio
de
2.500:000
pesetas
99
prémios.
Declara-se
que
as
relações
se
acham
desde
já
no
Cofre
Central
para
serem entregues
aos interessados,
onde
os
mesmos
as deverão
pro
curar
afim
de
tomarem
conhecimento
dos
numeros
que
coubaram ás
suas
relações.
Repartição
de
Fazenda
do
districto
de
Draga,
17
de Dezembro
de
1878.
0
Delegado do Tliesouro,
CADA
BILHETE PARA ESTA RIFA
CONTÉM 20 NUMEROS
E
CUSTA 700 REIS
Os
prémios
annunciados
n
’
este
prospecto,
acham-se
desde
já
patentes
no
Es
tabelecimento
de
Loterias,
de Lourenço
Marques d’Almeida,
na
rua
das
Flores
n.®
112,
para
onde deve
ser
dirigida
qualquer
encommenda
de bilhetes.
(2171)
Eduardo
Tavares.
~
MÀGASIN DES DÉMOISELÊÊS
NT.
A
quem
emiipriir
de
5
bilhetes
para eimn,
concede-se
o
abatimrnto
«le
IO
por
cento.
(2100)
Publica-se
a 10 e
25
de
cada
mez,
por
fascículos
in-8.°
grande
Gnvurtg
«le
inndng
e
modelo
*
«le
taE»eç»rin
eoloritlog;
a
Kguas
gravntio»
a
preto;
novidadeo
para
piano
e
cante;
nlhunt
«ie
lavores.
folliHH
«le
eonfecçãeg;
croehet
e
renilxti;
«•iwewiM,
etc.
O
i7íag«s.e»in
dca
»«-inoiHelle«,
graças
ás
importantes
reformas
que
introduziu
na
sua
publicação,
é
hoje
o
mais
elegante, o unico
que
dá
mensalmenle
um
trecho
de
musica,
e
retine
o
duplo
attractivo
de
um
periodico
lillerurio
interessante
e
um
periodico
de
modas
completo, inteiramente
independentes
um
do outro.
Preço
pac-n
P«irt«agal
(as
assignaturas
fazem-se
por
um
anno principiando
no
í.°
de janeiro)
40000
rs.
Também
se
acceitam
assignaturas
separadamente
de
cada
edição:
ediçáo do
dia
reis;
edição do
dia
25—
4&1M
rs.
Subscreve-se
na
administração
d
’
este
periodico.
OLEO
■
'
ar macia de HOGG, 2, rue de Gastiglione, Paris
(Unico
proprietário).
j
|
higados
’
frescos
lí
Dl
I
BAGALAO de
Prescripto
por todos os médicos e empregado com o mayor succeso
contra
:
a«
enfermidades
do peito, afleiedes
escrofu
losas, tosses
chronicas,
rheumatismos,
magreza
crianças, das impigemes
’
—
fluxos
brancos,
debilidade
geral,
etc.,
etc.
1?
HOCTQ
Agradavelefacil
de tomar.—Desconfiar das falsificações.
3
Exigir-se-ha
a
marca da
Fabrica
juntó que encobro
A
SCZ4
®
a capsulo de cada
frasco de
feitio
triangular, e a firma
HOGG
e Cia,
que devera
achar-se sobre o rotulo.
HOGG
'
PUNOS
UsLt.DOS
Depositos
nas principaes Pharmacias e em Lisboa, nas casas de B
arreto
rs«a
do
Loreto,
«8
e
30.
A
zevedo
e
Filhos, B
arral
e I
rmão
;
em
Porto
nas
casas de A
lbano
A
bílio
A
ndrade
,
S
ouza
F
erreira
e
I
rmão
J
osé
P
into
• em
Coimbra,
Salvador F
erraz
.
’
COSINHEIRO
No
Co
legio
dos
Orphãos precisa-se
de
um
cosinheiro
e
de
um
ajudante
'le
co-
siuha.
Quem pretender,
falle
no
mesmo
Collegio.
(2124)
Dinheiro
a juro
Ha
na
confraria
de
Santo
Antonio
da
Praça
Munif
ipal
a
quantia
de 6500000
reis
para
mutuar.
O
secretario—
Padre
Fran
cisco
Maria.
(2117)
PUIU)
VINHO
DO
DOUKÕ
“
Pianos
de
mesa
construcção
a
mais
solida,
e
de
7
oitavas
completas,
tendo
sido
seu
cus
to
vindos
da
fabrica
a
80
e
100
libras;
quem
pretender
comprar
falle
com
o
ser
vo
do Sacramento
da
Sé
que
indica
quem
os
vende,
boje
por
muito
menos
de
metade.
(2161)
DINHEIRO
A
JURO
Arrematação
voluntária
Na
rua
de
S.
Marcos
e
casa
da
As
sembleia Bractrense,
ha
para vender
em
hasta
publica
um magnifico
piano
verti
cal,
de
sete
oitavas,
da
acreditada
casa
de Paris,
Maugeot
Frères
&
C.a,
e quasi
novo.
Póde
ser
visto
e
experimentado
lo
dos
os
dias
até
15
do
corrente
mez,
em
que
terá
logar
pelas
doze
horas
do
dia
a
arrematação
na
referida
casa,
e
será
en
tregue,
quando
convenha
a
quem
maior
lanço
offerecer.
(2147)
Luiz
Pinto
da
Cunha e
Sousa,
lem
á
venda
a
60
e 70
reis,
na rua
do Farto
n.°
9
e
9
A.
(Traz
da Sé). (2160)
A
confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
Primaz,
lem
para
mutuar, a
quantia
de
5GO0OUO
reis.
(2065)
Arrematação
Pelo
Tribunal
do
commercio
ae
pri
meira
instancia d
’
esta cidade
de
Braga
e
seu
districto,
e cartorio
do
escrivão
do
tribunal
José
Firmino
da
Costa
Freitas,
de
quem
aetualmente
é escrivão ajudante
Ma
noel Gonçalves
da
Maia,
se
faz
publico,
que no dia
22
do
corrente
mez
de de
zembro,
pelas
10
horas
da manhã,
na
praça
publica
do
mesmo
juízo,
lem de
voltar
á
praça,
bens
já
praciados,
com
o
abatimento
de
ametade
do
seu
valor,
e
bens
ainda não
praciados
e
dividas
activas
pelo
seu
effectivo
valor,
tudo
per
tencente
á
massa
fallida
de
Joaquim
José
Gonçalves Loureiro,
negociante
qne
foi
u’esta
cidade,
e cujos
bens
são
os
se
guintes, a
saber:
<
Bens
já
praciados
com
o
abatimento
de
metade
do
seu valor.
Duas
moradas
de
casas
terreas,
situa
das
no
caminho
que
vae
para
a
cerca
do
Populo,
com
seu
quintal, no
valor
de
1600000.
O
foro
de
8,59
de
meado,
no
va
lor
de
70000
reis.
O
foro
de
48,357 de
meado,
e
í
«£000
reis
em
dinheiro,
no
valor
de
220000
rs.
O
foro
de
40.298
de
meado,
no
valor
de
1000000
reis.
O
foro
de
32,238
de
meado,
no
va
lor
de
80000
reis.
O
foro
de 32,238
de
meado,
no
vaotl
de
80000
reis.
O
foro de
100
reis
em
dinheiro,
no
valor
de 10000
reis.
O
foro
de
40
reis
em
dinheiro
no
■valor
de
400
reis.
*
O
foro
de
48.397
de
meado,
no
va
lor
de
120000
reis.
Foros
ainda
não
praciados
e
pelo
seu
justo
valor.
O
foro de
360
reis
em
dinheiro,
no
valor
de 60000
reis.
O
foro dos litros
correspondentes
a
2
1
[4
alqueires
de meado,
no valor
de
180000
rs.
Dividas
activas
ainda
não
praciadas
e
pelo
seu
justo
valor.
Dividas
activas,
como
consta
do
livro
que
apresentou
o
fallido,
na
importância
de
2600425
rs.—
Braga
9
de
dezembro
de
1878.
—
O
escrivão
ajudante—
Manoel
Gon
çalves
da
Maia.
(21,74)
RESPOVSAVEL
—Luiz Baplista da Silva.
BHAGA,
TYPOGBAPUIA LUSITANA—1878.
