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Parte de N.º 865 de 23/11/1878
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-
REDACTORES
—
D. Miguel Sollo-Mayor e Dr.- Custodio Veto.—DIRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Pimentel.
PREÇO
DA
ASS1G.NATURA
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
6? AN NO
Braga,
12
mezes...............................
1^600
»
6
»..........................
SoO
Correspondências
partic.
cada linha
40
Annuncios
cada
linha
.....................
20
Repeti-;
Io
....................................
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS, QIOTAS E SABBADÔS.
Províncias,
12
mezes
................
2&008
»
6
»
................
1&050
» sendo
duas
assignaturas
3^600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3^600
Folha
avulso........................
Í0
N.° 865
SRÂGA
—
SABBADO 23 DSC
KOV&OKO
BE
ÍSJ S
ras
aduncas
e
insaciáveis do
(isca!
da
fa
zenda
e
a
bolsa
do
misero
contri
buinte.
Não
tomamos
a penha
para
vir
li-
songear
o
snr.
Delegado
do
Thesouro.
De
fôrma
alguma. A
lisonja,
sobre
ser
um
acto
torpe
e
reprovado,
que
uma
auclo
ridade
que
se
presa
repeiliria
como
um
insulto,
é
arma
que
não
sabemos,
nem que
remos
brandir.
Pelo
contrario,
afoutamente
declaramos
que,
se
s. ex.a
nos merecesse
censura,
irrogar
ih’
a
iaraos
com
o
mesmo
desas
sombro
com
que
stygmaiisainos
e
con
tinuaremos
a slygmatisar
o
proceder
d
’
um
seu
subordinado,
que,
pelos
modos,
se
julg-m
no
direito
de
op.primir
os
contri
buintes
com quantos
vexames
lhe
apra
zera,
auclorisando-se,
(quem
sabe?)
com
o
titulo
de
serviços
prestados
nas come
dias
eleitoraes.
Limitamo-nos
simplesmente,
pois,
a
re
tribuir
com outro
dever
de
justiça
e
de
gratidão,
registrando
novamente
o acto
de
s.
ex.
3,
da
mesma
maneira
que
aos
aclos
do
snr
da fazenda retribuímos
com
outro
dever
de justiça,
depondo
as
quei
xas
dos
opprimidos
contribuintes
nas
mãos
da
aucloridade
que
possa
e
deva
punil-o
exemplarmente.
Não
temos
a
honra
de conhecer
pes-
soalmente
nem
o
snr.
Delega
lo
do
The
souro,
nem
o
sur
escrivão
de fazenda.
A
ambos
conhecemos
simplesmente
por
tradicção:
o primeiro d
’
esles
cavalheiros,
pelo
seu
saber
e
illuslraçào
como
jorna
lista
que
foi
durante
muitos annos,
pela
sua
rectidão
e
honestidade
de
caracter,
e
finalmente
pelo honrosissimo
documento
com que
nos
acaba
de
dar
a prova
mais
cabal
e
inequívoca
de
que
não
desmente,
no
mínimo
ponto,
investido
na
nova
po
sição,
a dignidade
e
inteireza que
man
teve
no
campo
da
imprensa
;
o
segundo,
conhecemol-o
de
sobejo,
e,
ainda
mal,
an
tes
o
não
conhecêramos,
pelos
factos
que
na
sua
reparição
leem
sido praticados,
e
pe
las
justos
clamores
que
algumas
das
victimas
tem
levantado
nas columnas do
nosso
pe
riódico.
Uma
só bússola,
portanto,
nos
nor
teia,
coíuo
nos
norteou
hoje,
e
nos
nor
teará
ámanhã,
e
sempre,
em
tudo
quan
to
n
’esta
folha
publiquemos:
a
defeza
da
verdade,
da
justiça
e
do
direito.
Não
bajulamos
pessoa
alguma, não
ire
pidamos
deanle
de
ninguém,
não
obede
cemos
a
pressões
estranhas,
nem
nos
avil
tamos
a
subserviências
qnaesquer.
Não
acceilamos
palavras
d’
ordern
de
partido
algum liberal,
nem terçamos por
diabo
ou
satanaz,
nem sabemos
discernir en
tre
quaesquer
dos
grupos
que
se
degladiara
no
campo
liberal.
Repelimos:
a
nossa
pen-
na
é
livre,
independente
e támsómenle
inspirada
u
ntem,
hoje,
e
sempre,
pelo
es
pirito
da
verdade
e
da
justiça.
Exin.°
snr.
Delegado
do
Thesouro:
Apoz
a
publicidade
do
primeiro
facto
illegal
da
do na
fazenda
d
’
esle
concelho,
apparece-
ram
muitos
contribuintes
pedindo-nos
a in
serção
de
outros
factos
altenlatorios
de
seus
direitos,
prova
manifesta de
que
existe
muita
oppressão
secreta
e
occul-
la
praticada
á
sombra
da
lei
e
das au-
cloridades
que
tem
o
dever
de
salvaguar
dar
os direitos
e
interesses
dos
cida
dãos.
Sem embargo,
não
pretendemos lison-
gear
a
opinião
publica, nem
vimos
captar
sympathias
dos
contribuintes
que
não
cum
prem
com
os
deveres
que
as
leis
lhes
impõe.
Sabemos
que
o
cidadão
deve
pagar,
e
o
porquê
d
’
èsse
dever.
Sustentar
o Contrario
seria
mais
uma
rematada
loucura
da
nõssa
parle,
do
que
Está,
ao
que parece,
a
politica a
mu
dar
novamente
de
scena.
A
saiba
do
snr.
Barjona
do
ministé
rio,
é
prenuncio
para
muitos
da
queda
que
dará
em
breve
o
gabinete
de
que
fazia
parte.
Assim
será,
se
dermos
credito
aos
que
se
ufanam
de
muito atilados
n
’esles
myst
rios
de
politica
liberal.
A
nós,
porém,
que
somos
profanos
em
laes
segredos,
cumpre-nos
apenas
re
gistrar
os factos,
sem nos
privarmos
to
davia
do
direito
que
nos
assiste
de
commen-
tal-os,
como
devemos.
Nada
aproveitamos
com
este
jogo de
pastas.
Que
seja
o snr.
Fontes,
ou
o
snr.
Dias
Ferreira,
ou
o
snr.
Braamcamp,
o
primeiro
galan da
comedia,
é-nos
inteira
mente
indifferente.
•
São
todos
ramos
da
mesma
arvore,
que
por
isso
mesmo
não
póde dar
fruclos
differentes.
A
mesma
causa
produz
sempre c-s
mesmos
eíleitos.
E
a
politica
liberal
tem
a
sua
causa
na
revolução,
que
tanto
ha
desgraçado
este
paiz, como
qualquer
dos
outros
on
de
tem
logrado
dominar.
Mais
ou
metros
hypocritas,
na essên
cia
tem
sido
sempre
os
mesmos
homens,
que
desde
a epocha
nefasta
de
trinta
e
quatro
hão
sido
guindados
ao
poder
en
tre
nós.
E
o
povo
sabe
por
uma
dura
expe-
riencia,
que
nada
te
m
a
esperar
de
bom
n
’
estas
mudanças
de
scenario.
Seja
porém
como
for,
o
que
não
sof-
fre
duvida
é
.
que
o
snr.
Barjona
deixou
por
agora
de
ser
ministro
dos
negocios
«eclesiásticos
e
justiça.
E
diremos
por
agora,
visto
que
s.
ex.
a
exeiceu
o
cargo muito
a
contento
do
snr.
D.
Luiz, o
que
lhe
dá direito
a
lá
vol
tar.
A
Egreja,
porém,
é
que
de
certo
não
vestirá
lucto
pela
sua
falta.
Os
cabidos
sem
pessoal;
os prelados
reduzidos
á
mingua
de gente
e
meios;
e
os
poucos
conegos
de uma outra ca-
thedral sem
receberem
os
seus
vencimen
tos;
mostram
bera,
que
este
ministro,
também
appeilidado
das justiças,
só pe
las
injustiças
se
tornou
notável.
De
feito
a
historia
d
’
este
pontificado
liberal
não
é
de
geilo
a
fazer
a
inveja
de
ninguém,
Bem
sabemos,
que
na
já
longa
lista
de
seus
antecessores
não
encontrou
o
snr.
Barjona
melhores
modelos;
mas
nem
por
isso é
menor
a
responsabilidade
que
pe
sa
sobre
o
seu
nome.
O
logar
passou
a
ser
preenchido
interi
namente.
até
que
em
breve,
talvez se
lhe
dê
por
senhor
effeclivo,
quem?
quem
quizerem,
visto
que
a Egreja,
e
por
tan
to
os calholicos,
que
formam
a
immen-
sa
maioria
do
paiz,
já
sabem,
que
nada
aproveitarão
com
a
escolha.
O
peior
é
que o
paiz
de
cada
vez
mais
se
approxima
do
abysmo,
e
que
o
povo
não
desperta
d’essa
mortal
ielhargia
em
que o
prostrou
o
liberalismo!...
Emf;m
cumpra-se
a
vontade
de
Deus,
que
pela
nossa
parte não desesperamos.
E
quem
ha-de
desesperar,
tendo
a
consciência
de
que
milita
pelo
direito
e
pela
justiça?
11.
MAKINUO.
A
respeito,
«S®
»s»sr.
e«ei-ivií®
4Íe
f;»-
zemia
dPeste
eosaeeSía®.
Raras
vezes
a
imprensa
periódica no
nosso
paiz
lerá
podido regosijar-se
de
re
gistrar
nas
suas
columnas documentos
tão
dignos
é
honrosos,
como
o que
foi
ut
limamente
enviado
pelo exm.°
snr.
Dele
gado
do
Thesouro
a
esta
redacção,
e pu
blicado
no
u.°
862
do
«Goramercio
do
Minho»
.
Um
cavalheiro,
empregado na
redac
ção d'esie
jornal,
sentindo-se
atrozinente
lesado
nos
seus
direitos
pelo
snr.
escri
vão de
fazenda,
levantou, embora com
moderação
e
delicadeza
maior
do
que
me
recia
a
flagrante
injustiça
de
que
era
vi-
ctima,
ura
grilo de indignação conlra a
maneira
insólita
e
illegal porque
fôra
tra
tado
na
qualidade
de contribuinte.
Inspirado
por
seus
sentimentos
de re-
ctidão
e justiça,
o
exm.°
snr.
Eduardo
Tavares,
logo
que
teve
conhecimento
do
facto,
exigiu
do
seu
subordinado que
se
justificasse da
arguição,
que
no
campo
da
publicidade
lhe
era
feita
Os
leitores
não
ignoram
já
o
modo por
que o snr.
escrivão
da
fazenda
preten
deu
justificar-se
perante
o Superior
da
arguição
que
este
jornal
lhe
irrogou,
nem
tampouco
a
resposta
que,
em
troco
doí
seu
aranzel.
recebeu.
A
maneira
porque
procedeu
o
sur.
Dele
gado
do
Thesouro
é,
attentas
muitas
circum-
stancias,
sobremodo
louvável;
e
se
o
nobilita
altamente
aos
olhos
do
publico
sensato
como
um
funccionario
dotado
d’
um
ca
rácter
recto
e
integro,
não
honra
menos
a
humilde
redacção
d
’um
peviodico.
que,
mercê
de
Deus,
tem até
ao dia d’hoje
deslisado
serena,
desassombrada
e since
ra pelas vias
da
justiça
e
do
direito
em
quantas
questões
ha
defendido
ou
susten
tado.
A
imprensa
jornalística,
que
tem
a con
sciência da
sua nobre e sublime
missão
e
que
sabe
traduzil-a
praticameate
pela
defe-
za
da
verdade
e
da
justiça,
sem
degene
rar
em
torpezas,
calumnias, e
muitas ou
tras
misérias
que
caracterisam,
infelizmen
te,
uma
grande
parte
dos
jornaes,
s
;f-
fre,
ha
muito,
fome
e sêde
de
justi
ça!
Abusos
sem
numero
e
sem
qualifi
cativo,
de
tantos jornalistas
devassos,
in
conscientes
e
corruptos
teem
convertido
esta
instituição,
aliás
tão
sublime,
tão
bel-
la,
tão civdisadora, n
’
uma
arma
vil
e!
mortífera
e
n
’
um
cego
instrumento
das
|
suas
paixões,
da
sua
politica
mesquinha, '
dos
seus
caprichos
e
velleidades.
Comludo
alimentamos
a
esperança
de
que
tempo
virá
em
que
ella reassuma
o
logar,
a
força,
a
influencia e
a
conside
ração a
que,
com
justo
titulo,
tem
di
reito.
Entretanto,
com
verdadeiro
jubilo
re
gistraremos
estes
aclos,
como
o que men
cionamos,
que
provam
que
asna voz
ain
da
não
é
de
todo desattendida,
e
que
ha
auctoridades
que
sabem
conseienciosamenle
dar-lhe
importância e
consideração,
sa
bendo
discernir
entre
a
imprensa
verda
deira
e
a
imprensa falsa.
Ingenuamente
confessamos que
por
es
tes
motivos,
e
segundo
o costume
da
maioria
das
auctoridades
do
nosso
paiz,
abrigamos
duvidas
sobre
se
a nossa
hu
milde
voz
encontraria
echo
no
animo
do
snr.
Delegado
do Thesouro.
Hoje, depois
dos
factos
passados,
e
da
justiça
que
nos
dá
direito
a
esperar,
só
nos
resta
pedir
humildemenle
perdão
do
nossC) juiso,
e
consignar
d’
um modo
so-
lemne
e
terminante
que
ha
uma
auctori-
de
que
escuta
a
voz
do
opprimido,
na
tribuna
da
imprensa,
e
que
promelte
desas-
sombradamenle
interpôr-se
entre
as
gar
o
acto
altamente
criminoso
de
’
querer
des_
truir
a
sociedade
pelas
suas
bases.
Mas
lambem
sabemos
que
os
cidadãos
não
estão
obrigados
a
sustentar
pinhaes
d
’
Azambuja,
nem
montes
da
Falperra;
pois
é
lambem
para destruir esses
fojos
de
la
droeira
que contribuem
com
o
seu
di
nheiro.
Conhecedores
dos
deveres
do
jornalis
ta,
franqueamos
as
columnas
ao
opprí-
mido,
ao
lesado,
á
victima do
despotismo
occullo
e
secreto,
o
mais
criminoso e
le-
mivel
de
todos
os
despotismos.
Não
recuaremos
na
senda que
ence
tamos.
Cofitiwuaretnos
a
ser
perante
a
aucloridade
interprete
íiel
das
queixas
dos
contribuintes;
e,
ao
cabo de
tudo,
só
uma
cousa
pedimos:
Justiça,
e
nada
mais:
Justi
ça,
e
nada
menos.
A.
M.
Ijisbou,
i.» de
navemhra
de 199 9.
(Do
nosso correspondente).
Dizem
os francezes: Pas
de
nouvelles,
bonnes
nouvelles.
E
realrnenle
não tenho que
vos
dizer
hoje
nada de
novo;
o
que
de
certo
já
é uma
boa
nova
para
a
epocha.
Quereríeis
que
vos
dissesse
que
tudo
por
aqui
corre
ás
mi! maravilhas
para
os
que
nos
vão
cavando
cada
vez
mais
a
ruina?
Quereríeis
que
vos
dissesse
que
o
mer
cado
monetário
se
ostenta
frouxo,
e
dan
do
a
medida exacta
do
nosso
deplorável
estado
financeiro.
Quereríeis
que
vos
dissesse
que
o
com-
tnercio
dos
vendedores
a
retalho dos
dif
ferentes
generos
se
queixam
do
pequeno
consummo
d
’
elles?
Quereríeis que
vos dissesse
que
os
titulos
de
credito
descem
dentro
e
fora
do
paiz,
como
syrnptomas
de
grave doen
ça
financeira,
embora
o
ministerialismo
faça
um
ultimo
esforço
para vêr
se
lo
gra
inspirar
aos
ânimos,
mais
ou menos
descridos,
confiança, e
boa sombra
a
favor
da
situação?
Quereríeis
que
vos
dissesse
que
a
es-
tatislica
dos crimes,
a
despeito
de
ter
mos
exuberância
de
policias,
nos mostra
quotidianamente
que
a
causa
da
morali
dade
soffre
cada
vez
mais
as
consequên
cias
do
desprezo,
com que o
governo
at-
tende
a
ella?
Quereríeis
que
vos
dissesse
que
a
im
prensa
independente
denuncia,
a
cada
pas
so,
mais
um
abuso,
mais
um
despotismo,
mais
uma
violência,
mais um
sophisma
legal,
mais
um
nepotismo,
mais uma ar
bitrariedade,
mais
um
ludibrio conlra o
povo,
mais uma affronta
aos
foros,
e
fran
quias
nacionaes?
Para
que
vol-o
diria,
se
já
o
sa
beis fia
muito,
se
ha
muito
ninguém
o
ignora?
Meu
bom,
e
exeellente
amigo,
para os
males
—
bem
acerbos
são
elles!—
que
aífli-
gem
a
nação,
não
ha
remedio
na
panacea
liberal.
A
revolução destroe, não
cria
o
util;
daninifica,
não
beneficia; mata,
não
cura.
Os
factos proclamam-n
’o;
a
consciên
cia publica
assevera-o;
a
própria impren
sa
liberal
manifesta-o.
Não
nos
devem,
porém,
de
maravilhar
os
actos
da
revolução,
nem o
estado
pe
rigosamente
raorbidp
da
causa
publica; o
que
nos
deve
deveras
de
surprchender
é
a
gentileza
espartana,
com
que
este
po
vo
solfre
o
jugo,
e
as
humilhações
qua-
si
permanentes,
com
que
o
convida
o
liberalismo.
Muitos
pensam
que
a
nação
tem
de-
f
m
wmj
W
u
t
i
w-f
.
y"\
generado;
que
o
sangue portuguez
d
’on-
ir’ora
lhe
não
pulsa
nas
vêas
já;
que
estes
últimos
quarenta
e
qnalro
annos
de
capliveiro
lhe
tem
embotado
os
brios,
e
feil
>
beijar
voluntariamente
a mão
de
ferro,
que
a
esmaga.
As apparencias
pa
recem
justificar
a
opinião
dos
que
assim
injuriam
o
melhor
dos
povos;
elle,
porém,
mostrará
um
dia
que
descende
dos
que
libertáram
o
paiz
da
oppressão
castelhana,
dos
que varreram
do
solo
da
patria
o
dominio
ominoso
do
despotismo
francez;
dos
que
n
’
um
relancear
d
’olhos enxotá-
ram
do poder, duas
vezes,
a
revolução.
Em
política,
meus
amigos,
nào
ha
uem
sempre,
nem
nunca.
O asserto
é
de
ura
dos
nossos
mais
illustrados
es-
criptores
contemporâneos.
Domingo
foi
a inauguração de
uma
nova
creche estabelecida
no
largo
da
Graça. Houve
Te-Dewn,
e
sermão, jantar,
e
grande
concorrência
de
curiosos.
E’ uma
instituição
sympalhica,
cora
quanto
nos deva
de
despertar
a
dôr
de
vèrmos
completamenle
desprezada pela
benelicencia
publica, a
infeliz
classe
dos
ofliciaes
do
exercito
vencido
pela
quadru
pla
alliança.
As
creancinhas,
cujas
mães carecem
do
trabalho
braçal,
mais
ou
menos
lon
ge
do
lar
domestico,
para
o
alimento,
são
de
todo
ponto
dignas
de
todos
os
auxí
lios;
todavia,
a
velhice
decrepita,
e
des
valida,
e
credora
de longos,
e
prestantes
serviços
á
nação,
parece
que
não
deveria
accender
menos,
nos
espíritos
bemfaze-
jos,
o
desejo,
traduzido
hoje em
facto,
de
soccorrer
áquelles honrados
e
antigos
servidores
do
Estado,
a
quem
o
libera
lismo
conlemnou
a
uma
perpetua
pro-
scripção
n-a patria,
a
quem,
nem
ao
me
nos permitte
que
mendiguem,
impune
mente,
o
negro
pão
da
caridade
publica!
—
Tendes
de
certo
noticia
já
de
que
o
carcereiro
de
Leão
Xlll
vae,
ou
já
saiu
de
Roma,
a
visitar parte das
pro
víncias
do
reino
ddtalia;
ignoraes,
porém,
talvez,
que
os
prelados das
diversas
dio
ceses,
receberam
instrucções
tendentes
a
evitarem,
elles,
e
o
resto
do
clero,
a
presença
do rei
excommungado.
E’
assim
que
o
poder
pontifício dobra
a
cerviz
ao
poder
leigo
do
intruso
se
nhor
da
cidade
dos
Papas!
«Non
possumus»,
respondia
Pio
IX,
o
Grande,
ás
exigências impias
do
usur
pador
dos
Estados
da
Egreja;
«Non
pos-
sumos»,
diz
Leão
XIII
a
tudo quanto
o
filho
de
Victor
Manoel
pede
ao
Pontífice,
sempre
que
a
exigência
é
opposta
ás
leis,
e
ás
regalias
da
Egreja.
Humberto
trepida
ante
a
força revo
lucionaria,
corva-se
ante
os
seus
proprios
súbditos;
o
Papa-Rei
ergue
porém
nobre
mente
a fronte
diante
do
colosso da
re
volução;
reage
contra
os
decretos impios
do
liberalismo.
Elle quer, ancèa
dominar
aquelia vontade
de
ferro,
e sente-se
fra
co,
para
combater
ura
inimigo
orphão de
lodos
os
auxílios
dos
poderes
da
terra!
Grande
é,
por
certo,
a
força
de
uma
Religião,
contra
a
qual
se
envidam lo
dos
os
.esforços
dos
inimigos de Deus,
e
se
mantém
de pé,
zombando
d
’
elles
—
Dizem-
me
que
o
snr.
Barros
e
Cu
nha
foi
eleito deputado
também
por
S.
Thomé.
Teremos,
pois,
nova
eleição
no
circulo
95,
e
uma
nova
desfeita para o
governo.
As
sessões
da
camara
baixa
promet-
tem
muito
interesse
aos
que
se
divertem
no
circo
de
S.
Bento.
A
opposição será
forte,
não
só
nu
mericamente,
senão
porque
conta
nas
suas
fileiras
alguns
alhletas,
que
hão
de
in-
cormnodor
sobremodo
os
defensores
do
governo,
attenta
a
prova
da
aptidão d
’el
les para
a
guerra
offensiva.
Depois,
não
lhes
faltará material
pa
ra
baterem
a
cidadella
do
poder,
cujos
defensores
teem os
arsenaes
assaz
des
providos
de
tudo
quanto
lhes
será
mister,
para
se
opporem
com
vantagem
á fúria
dos
contrários.
No fim
de
tudo será
guerra
de
ale
crim,
e
manjerona,
embora o
paiz
te
nha
mais
uma
prova
cabal
do
que
são
os
homens,
que
ahi
nos
dominam
em
nome
da
liberdade, que
elles
enxovalham,
e
esbofeteara.
Assim
iremos até
que a
nação
des
perte,
e
se
emancipe.
Todo
vosso
A.
UZETILKÃ
A
cmarehla
faaenilaria.—
Vamos
mudar
de
taclica,
para
ver
se
d
’
este
modo
nos
fasetnos
comprehender;
E
’
,
ou
não
certo
—
que o
snr.
da
fa
zenda
mandou
illegalmente
fazer
uma
penhora
n’
uma
casa e
eido
do
logar
de
Mesão-frio,
freguezia
de
Santo
Estevão
de Penso,
por
contribuições
que
á
fa
zenda
devia
o
fallecido
pae
da
proprietária
da mesma,
Antonio
da
Cruz
Araújo
Moura?
E
que
a
proprietária
nada
herdou
de
seu
pae,
fallecidos no
estado
de
absoluta
po
breza,
e
que
comprou
com dinheiro
seu
proprio
a
casa
e
eido
penhorado,
sendo
uma
e
outro
do
seu
exclusivo
dominio?
e_(iue
a
proprietária,
Anna
Joaquina
de
Jesus
Araújo e
Moura,
não
póde
ser
obri
gada
a pagar
pelos seus
bens
dividas
de
seus
faliecidos
paes?
Agora
o
mais
bonito.
E
’
, ou
não
certo
que
o
depositário
da
penhora
foi
intimado para
entrar
com
o
dinheiro
no
praso
de
ires dias,
sob
pena
de
prisão
(
*
?
’**
),
quando
o
caseiro
que
arrendou
a
propriedade
penhorada
só deve
pagar
para o Natal,
segundo
o seu
ar
rendamento?
e
que
tudo
isto
é
illegal,
porque
a
executada
está
ausente
no
im
pério
do
Brasil?
e que
tudo
isto
é
inau
dito
,
TUMULTUA
RIO, e
ANARCflICO
?
?
?
E
ainda
exigis
mais provas
de
que
o
snr
da fazenda
é
um
empregado
impos
sível?
Tel-as-heis.
Cavalheiros,
de
cuja
seriedade não
é
licito
duvidar,
asseveram
aos
que
o
snr.
da
fazenda
costuma
dizer
amiudadas
vezes:
—
mrç
PAIRA
BRAGA
PARI
AR-
RANJAR
DINHEIRO,
E
NÍû
PA
SSA
ARRANfJAR
AHAGOS».
—
Eis
O
homem.
Os
commentarios
a
todos
estes
factos
hão
de
ser
feitos
opportunamente.
PtiblieitçSe
*
.
—
Continuámos
a
en-
numerar
as
publicações
qne
temos
rece
bido,
as
quaes
muito
agradecemos:
La
Naluraleza,
Revista
de
ciências
y
de su
aplicacion
á las
artes y
á
la
in
dustria.
—
Madrid,
calle
de
Pizarro, 13.
Distribuiu-se
o n.°
50 d
’
esta
revista,
o
qual
contém
excellentes
artigos
scienli-
ficos
e
primorosas
gravuras.
—
O
Agricultor
do
Norte
de
Portugal
—
N.°
1
do volume
II.
—
Inslrucção
pastoral
sobre
o
protestan
tismo dirigida
aos
seus
diocesanos
pelo
Hispo
do Porto,
D. Américo.
E’
esta
a edição
popular,
cuja
publi
cação
noticiámos
estar
a
concluir-se
pela
casa
Chardron,
que
para
isso
obteve
li
cença
do
venerando
Prelado
portuense.
Custa
120
reis
na
livraria
Chardron.
—
Historia
de
Portugal
llluslrada
—
Em-
preza
Litteraria
de
Lisboa,
rua
Nova
do
Almada,
24, Lisboa.
Está
publicado
o
1.°
volume d’
esta
obra,
adornado
com
14
óptimas
gravuras
em
papel
velino.
Andam
em publicação
o 2.°
e
5.
*
vo
lume,
tendo
saido
8
fascículos
do
2.°,
e
13
do
5.°
Continúa
a
receber
se
assignaturas
no
escriptorio
da
empreza
editora.
—
Diccionario
Popular hislorico,
geo-
graphico
mylhologico, etc.
Recebemos
os fascículos
ultimamente
saídos.
—
A
casa
Chardron tem
no
prelo
um
livro
intitulado Galeria
de figuras
porlu-
guezas
—
A
poesia
popular
nos
campos, por
L.
A. Palmeirim.
—Tragédias
da
córle,
por
Augusto
Ma-
quel,
—Versão
de
Cunha
e
Sá.
Recebemos
o
ultimo
volume
d’
este
ro
mance
publicado
pela
empreza
Horas
Ro
mânticas,
de
Lisboa.
Dia 1
de
dezembro.
—
Alguns
membros
da
classe
escolástica
bracarense
levam
á
scena
no theatro
de
8.
Geraldo
no
dia
1 de
dezembro,
o
drama
—
Oppres
são
e
Liberdade,
e
a comedia
em
um
acto
—
As eleições.
Condemnnfão.-O
regicida
Monca-
si,
que
attentou
contra
a
vida
de
D.
Af-
fonso
d
’Hespanha, foi
julgado
e
condem-
nado
á morte
a
12
do
corrente,
mas
falta
ainda
que
a
sentença
seja
confirmada
pelo
supremo
tribunal
de
justiça.
O
abbade
Darraa.
—
Com
50
annos,
^.alleceu
em
Paris o
sabio
e
eloquente
historiador
da
Egreja,
M.
o abbade
Dar-
ras,
cujas
exequias
foram
celebradas
na
egreja
de Santa
Clotilde, no
meio
de
um
grande
concurso
de padres
e
de
escripto-
res
calholicos.
Não
poude
concluir
a
sua
Historia
universal
da
Egreja,
magnifico
monumento
levantado
em
honra
do
ca-
tholicismo, a
qual
já
conta
vinte
e
cinco
volumes,
e
apenas
chega
até
á entrada
da
edade
média.
Rouba.
—
No dia
19
do
corrente
fo
ram
roubados ao
snr.
J.
Narciso
Ribeiro
de
Carvalho,
morador no
logar
da
Ca-
pella,
freguezia de
S.
Paio
d
’
Arcos,
de
este
concelho,
quatro
cordões
de
ouro,
e
outros
objectos
do
mesmo
metal,
8
libras,
e algum
dinheiro
em
prata
tudo
no
valor
aproximado
de
150$000
reis.
Portugal...
feliz.
—
Nas
proximida
des
de
Beja,
ha
poucos
dias
um
tal
Faus-
tino
José
matou
com
um
machado
um
pobre
homem
que
lhe
fora
pedir
agasa
lho,
por
uma
noite,
enterrando-o
era
frente
da
casa.
©bit».—
No
dia
18 falleceu
em
Lis
boa,
no
seu palacio
do
Arco
de
Santo
André,
a
exc.
ma
snr.
a D.
Maria
de
Oli
veira
Pinto
da França,
virtuosíssima
espo
sa do
(xc.
mo
snr.
D.
José
Machado de
Castello Branco,
filho e
representante
dos
snrs.
condes
da
Figueira.
«utro.
—
Falleceu
era
Setúbal a
ex
,na
snr.
a
D.
Liberata
Brelaz;
esposa
do
snr.
Luiz
Brelaz
que
por
muitos
annos
exer
ceu
o
logar
de
cônsul
geral
da
Suissa
em
Portugal
e
depois
no
Pará.
SJas» s-epusbíicano...
«eemme
il
fis«at».—
Quereis
ver
stereolypada
a
ba
bel
que
os
nossos babilónicos
republica
nos
prometem
ao
..
paiz
d
’
elles?
Eil
a
no
primeiro paragrapho
d
’
um
ar
tigo
directivo
do
«Partido
do
Povo», re
digido
por
um lente
da
Universidade
(!):
«Os
republicanos
evolucionislas
, sem
deixar
de
promover
a
eliminação
gradual
e
pacifica de todos
os
elementos
resis
tentes
e
perturbadores,
qne
possam,
no
meio
social,
impedir
ou
retardar a
acção
transformadora
e
progressiva da
evolução
política,
conservam
o
que
existe,
em
quan
to
se
não
cria
e
organisa,
natural
e
es
pontaneamente
ou
pelo
emprego
reflecti-
do
da
verdade
scientica
realisavel
e
pela
possível
applicação
pratica
da theoria
positiva,
uma
substituição
melhorada,
que
se
amolde
e corresponda
ás
condições
e
circumslancias do estado
social
presente,
e
sirva
de
preparação
a garantia
a
um
maior
e
provável
desenvolvimento
futuro
da sociedade».
Este
embroglio
impossível
de pene-
trar-se
é
só
coraparavel
á
seguinte
carta,
com
que
se
desempenhou d
’um
pedido
de
perdizes
ura
caçador,
que
devia
ser
um
éxcellente
collaborador
do
«Partido
do
Po
vo».
Ora
comparem:
«Ill.m°
snr.
—Sendo
exactas
as
diligen
cias
para
o
seu
empenho,
apenas,
envol
vido
na
vergonha,
tenho
a
dizer-lhe
que
de
la
perdiz
a
não
sua decisão,
a me
noridade
ultimada
deixariam
este
acto
de
ser
irrisorio.
O
tempo
como
improprio
occasiona
o
perdtgame
distante
do
caça
dor.
—
Eis
a
falta de
espera
e
por
conse
guinte
as
fezes
da
vergonha.
De
V.
S.
a
* *
*»
Ora
não
parecem
irmãs
gemeas
estas
duas
joias?
AbjuraçAo.
—
Abjurou
o
protestan
tismo,
perante o
abbade
da
freguezia
da
Sé
do
Porto,
Emma Niebuhr,
de
26 an
nos
de
edade, natural de
Hamburgo.
A
neophita
vae
desposar
um oflicial
do
nosso
exercito.
Revolta.
—
Os
zulus,
em Lourenço
Marques,
revoltaram-se
contra o
nosso
dominio.
Os
espíritos
estão
agitados:
rou
ba-se
em
pleno
dia,
e
ameaça-se
publica-
mente.
Os
porluguezes
estão
cheios
de
susto.
Vamos
cada
vez
melhor.
Cá
den
tro
muito
bem:
lá
fóra excellentemente»!
Assim
se
expressa
um
collega
de
Vi-
zeu.
NfomeaçAo.
—
Foi
nomeado
primeiro
substituto
do
juiz
de
direito
d’
esta
cida
de,
o
snr.
dr.
Manoel
Joaquim
Correia
Velloso.
Exoneração.
—
O
snr.
Antonio
Do
mingos
Alvim,
primeiro
substituto
do
juiz
ordinário
do
julgado
da
Sé
na
comar
ca de
Braga,
foi
exonerado,
como
reque
reu,
d
’aquelle logar,
sendo
substituído
pe
lo
snr.
Carlos
Antonio
Ribeiro.
A
f«»obs»i!a
de
itíeSem
n.i
Expo-
stça»
de
Paria.
—
O
snr.
E.
Vial,
refe
rindo-se
á
amostra
da
archictetura,
que
representava
Portugal,
na
Exposição
de
Paris,
exprirae-se
assim, no
«Univers»
de
I
do
corrente:
«Uma
das
mais
lindas
fachadas, mais
originaes e
mais
caracteristicas
é,
setn
duvida,
a
de
Portugal.
Representa
um
portico
do
celebre
convento
de
Belem,
nas
margens do
Tejo,
proximo
a
Lisboa.
Esta
fachada branca,
admiravelmente
cavada,
faz
singular
contraste
com todas
as
outras.
E
’
a
unica
de
um
edifício
re
ligioso.
Sacrificou-se
algum
tanto,
é
certo,
ás
ideias
em
voga,
substituindo
as
figuras
de
santos pelas
de
personagens
desconhe
cidas.
Ha
muitos
objectos
religiosos
na
Ex
posição; mas, para
grande
numero
de
pessoas,
estão
al'i pela
mesma
rasão
por
que
está
uma machina
de cortar
beter
rabas;
vem
procurar
a
sua
medalha,
e
que
lhe
admirem
a execução,
não
a
ins
piração.
O
pavilhão
de
Portugal,
que
não
espera
recompensa,
é portanto a unica
manifestação
catholica,
n
’
nma
exposição
que
dispensou
a bênção
da
Egreja».
Tosse eonvulsa.—
Diz
o
nosso
col
lega
de
Faro
que
grassa
n
’aqoel!a cidade
a
tosse
convulsa
altacando
até
os
adul
tos.
AEmnnaeli
de
lembranças
para
o
anno
de ISÍ».—
Não
ha
poucos
annos
que
liamos, sempre
qne
apparecia
a
lume,
este
livrinho,
que
se
tornava re-
comraendavel
pela
innocencia,
corno
pela
variedade
e
escolha
dos assumptos.
Parecia
nos
que
a
leitura
d
’
elle era
não
só
preferível
á de
muitos
outros
que
por
ahi
abundam;
mas
até
de
bastante
utilidade
A
nossa
opinião,
porém,
mudou
com
pletamente
ao
lermos
no principio
do
vo
lume respectivo ao
anno
de
1879,
a
bio-
grapbia
d’
Alexandre
Herculano.
Nada temos
que
ver
com
o
finado-
escriptor,
porque
a
estas
horas
—já
está
julgado
—
e
era
só
o
nosso desejo,
que
Deus
houvesse misericórdia
para
com
elle.
O
que,
sem
embargo,
não
podemos
deixar
de
fazer,
é
mostrar
o nosso
re-
sentimenlo
aliás
justíssimo,
pelo
modo
como o
seu
biographo
apreciar
os
escri-
ptos
do
celebrado
escriplor,
com
mani
festa
oflensa
da
religião
que
professa
mos.
E
eStamos
certos
que se
a
Alexandre
Herculano
lhe
fosse
permittido
erguer
a
voz
desde
onde
está
o
seu espirito,
seria
elle
o
primeiro
a
protestar
contra
os
que
vão remecher as soas
cinzas,
acarretando
ao
mesmo
tempo
sobre
o
seu
nome uma
não
invejável
celebridade.
Porque,
ou o
arrependimento
anterior
á
sua
morte
(que muito
estimamos
elle
tivesse)
lhe
veio
fazer
odiar
os
seus
péssimos
escriptos,
o
que
elle
não
pôde
manifestar,
por
não
ter
occasião,
(como
alguém
assevera,
e
é
possivel);
ou
se
por
ventura
morreu
impenitente,
não
deixará
de
lhe
augmentar
o soffrimento a
certeza
de que o mal
que
fizera
não
acabou
com
a
sua
morte,
antes
é
o
pedestal sobre
que
vizam
erguer-lhe
a estatua....
O
nosso
intuito
porém
não
é
fallar
dos
mortos,
mas
prevenir
os vivos;
e
se
tocamos
de leve
nas
cinzas
do
fallecido
escriplor,
cabe
ioda
a responsabilidade
a
quem
tira partido das suas
fraquezas
(qui
çá
remettidas)
para
offender
a
religião
que
lemos
todos
o
dever
indeclinável
de
res
peitar
e
defender.
Se
não
a
defeza,
pelo menos
o
res
peito
esperavam-o
os
catholicos
do di-
rector
do
Atinanach
de
Lembranças,
e
a
não
ser
assim não se
dignariam
honral-o
com
os
seus
escriptos
e
auxihal-o
com
o
seu
dinheiro...
Mas
tenham
paciência
por
esta
vez,
e,
para
a
outra
façam
o
que
a
consciência
lhes
diclar.
Pela
nos
sa
parle,
damos-lhe,
com todo
o
gosto,
a demissão
do
serviço
recreativo
que
nos
prestava.
(Por
este anno
que
entra;
para
o
outro
veremos).
« *
*
Horrorosa
earnifleina.
—
Noticias
do
Ceará
dizem
que
houve
alli uma
hor
rorosa
carnificina
entre
as
famílias
de
Ignacio José Correia e
Francisco
Gonçalves
Costa,
inimigas.
Travou-se
lucta,
morrendo
48
pessoas.
Quasi
toda
a
familia
Correia
morreu
quei
mada
dentro da
casa,
incendiada
pela
gente
contraria.
Falleeimento d
um
bispo.
—
Fal
leceu
no dia
20
de
outubro
em
Colem-
bos
no
Obio,
nos
Estados
Unidos
da
Ame-
rica,
o
revd.
mo
snr.
Silvestre
Rosecranz,
digníssimo
bispo
da
diocese.
S.
exc.
a fôra
nomeado
bispo
de
Pompeiopolis
a
23
de
dezembro
de 1861; e a
8
de
março
de
1863
tendo
o
Santo Padre
Pio
IX
ele
vado
a
diocese
a
circumscripção
do Co-
lombus
foi
s. exc.a
transferido
para
ella,
e
vindo
assim
a
ser
primeiro
bispo.
Nascera
no
Obio
a
5
de
fevereiro
de
1827.
Vingem
audaciosa.
—
Um
america
no projecta
uma viagem
das
mais
auda
ciosas:
aposta
que fará
o
irajecto
de
New-
York
a
Paris
n
’
um
velocípede.
O
apparelho
de
que pretende servir-se,
e
que
é
conhecido
pelo
nome
de velocí
pede
para
dois
fms,
foi
recentemente in
ventado
por um
machinista
de
New-York,
pode
ser
empregado
tanto
na
locomoção
por
terra, como
pela
agua;
é ao
mesmo
tempo
uma carruagem
e uma
embarca
ção.
A
força
matriz
é fornecida
pela
mano
bra
do
conductor,
que opéra
sobre
uma
alavanca,
ao
mesmo
tempo
que se
utilisa
o
peso
do
corpo.
Até
muitas
pessoas
podem
collocar-se
nos
logares
preparados
ou
para
passeio,
ou
para
salvamento.
A
velocidade calcula-se
na
media
de
6
milhas
tfagua
e
12
em terra.
tVaufragío.
—
Em
Graveline (França)
sossobraram
duas
embarcações
de
pesca
dores,
levando
comsígo
os
16
homens
da
tripulação.
Esta
cataslrophe
occorreu du
rante
a
noite
de
8
para
9.
Os
destroços
das
embarcações
já
foram
arrojados
á
praia,
mas
dos
cadaveres,
en
tre
os
quaes
se
contam
os de
8
a
10
paes
de
família,
não
tem apparecido
nem
um
só.
Minnui
de
enrvilo de
pedra,
—
Teem-se
aclivado
muito
os
trabalhos de
exploração
das
minas
de
carvão
de
pedra
na
montanha
do
Bussaco,
na
parte
com-
prehendida
no
concelho
da
Mealhada.
São
de
muito
valor estas
minas-
e tanto
mais
porque
ficam
a
pequena
distancia
do
caminho
de ferro
do
norte.
Ha
já
grandes
depositos
de minério.
Ha
lambem
perto
d
’estas
novas
minas
outras
de ferro.
A
companhia
exploradora
é
extrangeira. O
seu
capitai
é
de
um
milhão
de
libras.
Estão já
em
conslrucção
casas
para
mineiros,
oflicinas,
armazéns,
escriptorios,
etc
,
etc.
E
’
uma empresa importante
e
que
sem
duvida
ha
de
dar
á
companhia
valiosos
lucros.—
(«D.
d
’
Aveiro»).
PctrtugueztM
falleei<l»s.—
No
Rio
de
Janeiro
falleceram:
-
Marianno
Antonio
da
Cunha, 72 a.,
c.;
José
Ferreira
de
Campos
Serdello,
42
a.,
v.;
Rita
de
Abreu,
46
a.,
s.;
Gaspar
José
da
Cunha,
21
a.,
s.;
Agostinho Mar
tins
de
Campos, 25
a.,
s.;
Manoel
da
Silveira,
43
a.,
s.;
Casimiro José
Alves,
51
a.,
v.; Joaquim Nunes
de
Figueiredo,
42
a.,
s.;
Manoel
Joaquim
Fernandes,
18
a.,
s.;
Joaquim
Antonio
da
Silva,
46
a.,
c.;
Manoel
Pinto
Cardoso,
32
a.,
c.;
Do
mingos
da
Silva
Airosa,
22
a.,
s.;
Ber
nardo
de
Oliveira
Reis,
30
a.,
c.;
Joa
quim
José
de
Medeiros,
53
a., s.;
Jacin-
tho
Pereiia
de
Mattos,
33
a.,
c.;
Manoel
José
Leite,
52
a.,
c.; Manoel
da
Costa
Carvalho,
43
a.,
s ;
José
de
Pinho,
28
a.,
s.;
Anlonio
Francisco Castos,
39
a.,
s.
TELEGRAMMAS.
Paris
19
-Dizem
de
Roma
que
do
mingo
á
noute,
quando se
realisavam
em
Florença
manifestações
de
sympathia
pelo
rei,
foi
lançada
para
o
meio da multidão
uma
bomba que
matou
duas
pessoas
e
feriu
algumas
outras.
Também
noticiam
que
tinha
um
laço
vermelho
a
faca
com
que
foi
ferido
o
rei
Humberto.
Lahore
19
—
Chegou
aqui o
vice-rei
das
índias,
vindo
de
Siinla.
Foi
chamado
de
Pachevar
o
comman-
dante
das
tropas
inglezas
para
conferenciar
com
o
vice-rei.
Roma
20—
Entre
os
indivíduos
presos
em
Nápoles encontra-se
um
chamado
Mel-
lilo,
redactor
do
periodico
«Hunsore»,
o
qual
já em
1870
fôra
preso
com
Passavanti
(ou
Passamanta)
por
andarem
aíTixando
manifestos
revolucionários.
Descobriu-se
o
vendedor
da
faca.
Londres
20—
Beaconsfield escreveu
uma
carta
a
Laurence
dizendo
que
depois das
declarações
do
governo
seria
inútil
rece
ber
as
deputações;
se
rebentar
a
guerra
com
o
Alghauistan
o governo aconselhará
a
rainha
á
convocação
do
parlamento.
Madrid
20
—
0 representante
hespanhol
em
Tanger
annunciou
ao governo
que
é
satisfactorio
o
estado
de
saude
publica de
Marrocos.
No tribunal deve
julgar-se
na
próxima
semana
o
recurso
de
Moncazi
Berlim
20
—
A
«Correspondência
Pro
vincial»
falando
ácerca
do
altentado
con
tra
o rei
Humberto
diz
que
é
necessário
reconhecer
que
a
Europa
está
envolvida
em
uma
rede
de
associações
revoluciona
rias,
secretas,
e
que
portanto
é
urgente
para
deter os
progressos
e
mal
—
estar,
a
união
de
todas
as
forças
baseadas
na
or
dem
social
e
de
todos os
governos
fórtes
e
resolutos.
Roma 20—Passavanti continua
a
ne
gar
que
tenha
cúmplices.
Cairoli
espera
estar
restabelecido
antes
de domingo.
Entre
os
indivíduos
presos
figura
um
chamado
Circaresse
que
na
manhã
do
dia
do
altentado
disse:
Esta
tarde
ou
ámanhã
teremos
regencia.
Londres
20—Todos
os
ministros
assis
tiram
ao
conselho
de
gabinete.
Lord
Beaconsfield
e
o
marquez
Salis-
bury,
foram
acclamados
por
enorme
mul
tidão
entre
a
qual
apenas
dous
indiví
duos
protestaram
com
louvores
a
lord
Laurence.
Londres 24
—
O
ministro
das índias
publicou
hontem
á
noite
um
longo
des
pacho
expondo
a política
seguida para
com
o
Afghanistan.
Lembra
que
apesar
da
benevolencia
da
Inglaterra
para
com Chere-Ali.
este
recusou
receber
a missão
de
Chemberlain
e
o
ul-
timatum
que
se
lhe seguia.
O «Standard» diz
que
o
emir
não
respondeu
ao
ultimatum,
por
consequên
cia
o
governo
das
Índias
recebeu
ordem
para
fazer
avançar
as
tropas.
O
conselho
de
gabinete
reune
hoje
novamente.
Effectivamente
o
governo
resolveu
te-
legraphar
para
as
índias
ordenando
que
as
tropas
avancem
immedialamente.
O
«Times»
confirma
estas
noticias
e
diz
que
as
tropas
vão já
provavelmente
occupar
os
desfiladeiros
de
Kiber
e
Khw-
rutn.
SAte A TODOS
sem
medicina, pur
gantes,
nem despezas, com o
uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
hevai
>
e
$
oiè
&
e
DU
BAHHY
de
Londres.
30
anno»
d
’
invariavel
Hwe®e«H®
2
Combatendo
as
indigestões
(despepsia)
gastrica, gastralgia,
fiegma,
arrotos,
amargor
ua
bocca,
piluitas,
nauseas,
vomitos,
irrita
ções
inteslinaes,
bexigas,
dizenteria,
cólicas,
tosse,
athsma,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões, mal
dos
nervos,
diabethes,
debili
dade,
todas
as desordens
no
peito,
na gar
ganta,
do
alito,
dos
bronchios,
da
bexiga,
do
ligado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue,
83:000 curas
en
tre
as
quaes
conlam-se
a
do
duque
de
Pluskow, da
ex.
ma
snr.a
marqueza
de
Brehan,
Lord
Stuart
de
Dicies,
par
d
’
Io-
glaterra,
o
doutor
e
ptofessor
Wurzer,
etc.
etc.
Cura
n.°
65:311.
—
Vervant,
28
de
mar
ço,
1866.
—
Senhor.—
Bemdilo seja
Deus!
A
sua
ãlevaBeseière
salvou
me
a
vida.
O
meu
temperamento,
naturalmeote
fiaco,
eslava
arruinado
em
consequência
de
uma
horrível
dispepsia
que
durava
ha
oito
an
nos,
tratado
sem
resultado algum
favorá
vel
pelos
médicos,
que
declaravam
que
al
guns
mezes
de
vida
me
restariam,
quan
do a
eminente
virtude
da
sua
Kevales-
cière
me rasliluiu
a
saude.
—
A.
B
rune
-
lière
,
cura.
Cura
n.°
78:364.
—
Mr.
e
m.me
Leger,
de
doença
do
figado,
diarrhea,
tumor
e
vo
mitos.
Cura
n.°
68:471.
—
Mr.
Pierre
Gastel-
li,
abbade,
de
prostração completa
na
edade de 83
annos;
a
«evaleseíère
re
moçou-o.
«Prégo,
confesso,
visito
os
doen
tes,
dou grandes
passeios
a
pé,
e
sinto
o
espirito
lúcido
e
a
memória
fresca.»
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva do
que
a
car
ne,
sem
esquentar, economisa
cincoenla
vezes
o seu
preço
em remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula;
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
1
/l
kilo,
500
; de
i/
i
kilo
800
rs
;
de
um
kilo, 1$100
reis;
de
2
*
/,
kilos,
3$200
reis; de
6
:ki-
los,
6$400;
e
de
12
kilos,
12$000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora, vendem-se
em
caixas
a 800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
ZEevaleiseâère
ehoeolatada
$
ella
res-
titue
o
appettite,
digestão,
somno,
energia
e
carnes
duras ás
pessoas,
e ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
maii
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário
sem
esquentar.
Em
pó
e
em paus, em
caixas
de folha
de
lata
de
12
chavenas,
500
reis;
de
2i
cháve
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
1^400;
de
120
chavenas, 3$200
reis,
ou
25
reis
cadt
chavena.
E»U
BABBY
4!
I
i
IJUKTED.
■■
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
Streeí,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc., das províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
BAsbaa,
(por
grosso
e
miudo)
:
Azevedo
Filhos,
praça
de D.
Pedro, 31,
32;
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea, 12—
B
*
or
<o,
J.
de
Sousa
Ferreira
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI
NHO.
=Aveit-o,
F. E.
da
Luz
e
Costa,
pharm. —
BareelSoe,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm..
Largo
da
Ponte.—
£3s
*
aga,
Domingos
J.
V. Machado, drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
óc
Irmão, rua
do
Souto.—
Viaana
«2®
©aa-
éefiSo,
Aflooso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros, drog.,
Rua
grande,
140.
—
Cuiamardeís,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.—
Antonio
d
’Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
silva,
drog.,
Rua
da
Rainha,
29
e
33.
—
Pen>ftel,
Miranda,
pharm.
—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira, pharm., Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeita,
160;
Fontes
& C.
a
,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108; Antonio
J.
Salgado,
Phatmacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
225 a 227.—
Ponte
d®
IA-
ma,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pbarm.
—
-Povoa
do
Vorzim,
P.
Machado de
Oliveira,
pharma.—
Valença
do
Minho,
Francisco
José
de
Sousa,
pharm.
—
Vílla
da ©onde,
A.
L.
Maia
Torr
s,
pharm.
AGRADECIMENTOS
A
abaixo
assigoada, extremamente
pe
nhorada
para
com
todas
as
exc,mas
snr.
as
e
exc.™
0’
snrs.,
que se
dignaram
visital-a
e
assistiram
ao responso
de
sepultura,
que
no
dia
19
do
corrente
se celebrou
na
capella
do
cemiterio
publico
d
’
esta
cida
de, por
alma
d©
meu
muito querido
e
sempre
chorado
esposo
João
Pereira
Coe
lho
Braga,
vem
por
este
meio
patentear-
lhe
o
seu
mais
profundo
e
perenne re
conhecimento.
Braga
21 de
novembro
de
1878.
(2112) Francisca
Maria
de
Jesus Braga.
ANNUNCIOS
MISSAS
GERAES
Hoje,
23 do corrente, se
ce
lebram missas
geraes por
alma
de
Anna Joaquina
Gandida,
na
capella
de
Santo Antonio, da
Praça Municipal, de
esmola de
500 reis,
que lhe maada dizer
seu
filho
José Cardoso da Silva
Guimarães,
por ser o 30.° dia
da sua morte.
(2115)
Domingos Anlonio
Gonçalves,
espin-
gardeiro,
morador que
foi na
rua
dos
Biscainhos.
faz
publico
aos
seus
amigos
e
freguezes que
mudou
o
seu
estabelecimen
to
para
a
entrada
da
rua da Cruz
de Pe
dra,
n. 53,
e
tem
para
vender
espingar
das
para
caça
e
defesa.
(2113)
DINHEIRO
A
JURO
A
irmandade
de Nossa Senhora
da
Torre
tem 1:000^009
reis
para
dar
a
juro.
O
secretario
—padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
(2114)
COFRE DE
FERRO
Quem
o
tenha
para
vender,
falle
na
rua
Nova
n.°
4.
Quem
em
novembro
de
1877
per
desse
um
adorno
d
’
ouro,
no local do
Bom
Jesus
do
Monte,
dirija-se
ao mes
mo
Sanduario,
onde
póde
encontrar
no
ticia
d
’
elle.
(2107)
Arrematação
de
medidas
Domingo
proximo
terá
logar
por
10
horas
da
manhã a
arrematação
de
229
1/2
medidas
de pão
meado,
6
gallinhas,
4
frangos,
um
cabrito
e
12
ovos,
vencido
tudo
no
S.
Miguel
do
presente
anno,
e
tudo
pertencente
á
confraria
de
N.
Se
nhora
da
Rosa
da
Sé
Primaz.
A
arrematação
será feita
na porta
travessa da Sé
ou
8.
Geraldo.
(2108)
AO PUBLICO
Domingos
Manoel
de
Carvalho,
da
fre-
guezia de
S.
Julião
de Tabaaços,
conce
lho
de
Vieira,
faz
publico
para
todos
os
effeitos, que
desde
hoje
em
diante
vae
accrescentar
ao
sep
nome
o
appellido
de
Castro
—
ficando
por
essa
razão assignan-
do
se
para
sempre
Domingos
Manoel
de
Carvalho
e
Castro,
cujo
nome
inaltera-
velmenle
usará.
Braga
20
de
novembro
de 1878.
Domingos
Manoel
de
Carvalho
e
Castro.
(2109)
GRANDE
E VARIADO SORTIDO
GANDARELLA
& C-a
Campo
de $»nt’
Anno—DJraga
Acabam
de
receber
um completo
e
variado sortido
de
fazendas
próprias para
a
estação
de
inverno,
sendo: lindíssimas
cazimiras
inglezas
próprias
para
fatos
com
pletos,
cazimiras
francezas, idem,
lindís
simos
cortes
de cazimiras
inglezas,
fran
cezas
e
nacionaes,
para
calças,
pannos
sedões
pretos
e
de
cores,
llanellas
ingle
zas, ratinas,
montanhacs,
etc.
etc.
Além
d’isto
os seus numerosos
freguezes
en
contrarão
n
’
este
estabelecimento, ura
gran
de
sortido
de
manias
chalinas
próprias
para
a
estação,
gravatas
de
seda
preta
e
de
cores,
cazimiras
brancas
e
de
cores,
camizollas
colletes
de
malha,
ceroulas
e
muitos
outros
artigos
que
seria
fastidioso
enumerar.
(2110)
Nova
F<rma
Commercial
Viuva
Silva
&
Filho,
successores
do
fallecido
Luiz
Teixeira
da
Silva,
negociante
que
foi
com
estabelecimento
de
pregagens
em S.
Jeronymo
de Real,
subúrbios
de
Braga,
declaram para
lodos
os effeitos
que
continuam
com
o
mesmo
ramo
de
negocio
desde
a
data
da
escnptura
la
vrada
na
nota
do
tabelhão
Fortuna,
eai
21
de
agosto do
corrente
anno,
e que
o
negocio
que
a
cargo
do
ultimo
signatário
se
acha
estabelecido
no
campo
de
Santa
Anna
n.°
1,
d’
esta
cidade
nada tem cora
o
negocio
da
nova
firma.
Braga
18
de
novembro
de
1878.
Anna
Luiza
da
Silva.
Ricardo
Teixeira
da
Silva.
(2106)
VINHOS
DABAIRRADA
Grande
deposito
Filial
AO
CENTRAL
DO
Largo
«1® S
*
.°
Agostinho n.°
3
BRAGA
Manoel
Martins
Canellas,
faz
sciente
ao
respeitável
publico
que
na
terça-feira,
19 do
corrente mez
abre
a
retalho
aquar-
lilhado
o
seu
generoso
vinho-
de sua la
vra,
da
Bairrada,
no
seu
novo
deposito
ua
rua
de
S.
Salvador,
no
Campo
da
Fei
ra
do
Gado,
aonde
encontrarão
os
snrs.
consumidores
de
retalho
vinhos
brancos,
para
meza,
e
tintos,
geropigas
e
genero
so
vinho
da
colheita
de
1868,
tudo
por
junto
ou
a
retalho.
Braga
18
de
novembro
de
1878.
Pelo
snr.
M.
M. Canellas
(2105)
J.
J.
da
Cunha
Moreira.
AAJSUtiJUÍA
ARREMATAÇÃO
PERANTE
0 GOVERNADOR CIVIL DO D1SUUCTO ABAIXO
DECLARADO
ISTo
«Si®
9 dte
«texeisabro de a©?®
LISTA
N.°
1909
3.
a
FORMA
Reforma
da
lista
n.°
1:611
MISTF.ltTO
»E
SR4GA
CONCELHO
DE
GUIMARÃES
GRANDE
RIFA
LOTERICA
QUE
SE
EXTRAIIIRÁ
POR
MEIO
DA
LfinRIA
i
ffiPAMIA
M
1878
.
PROSPECTO
DOS
PRÉMIOS
Fóros
pertencentes
ao
cabido
da
insigne
e
real
cllegiada de
Nossa
Oliveira
da
cidade
de
Guimarães
Numeros
13
Fôro
annual
de 250
reis, duas
gallinhas,
14,688
de
marrã
e
um
carro de
palha
de trigo,
imposto
em
metade
do
casal
dos
Chãos,
freguezia
de
S.
Cyprianno
de
Tabuadella;
laudemio da
terça
parte.
—
Emphyteuta, Guilherme
Pinto
Teixeira
de
Car
valho
—
4833560
reis
14
Fôro
annual
de
60
reis,
121,362
de trigo e uma
gallinha,
im
posto
em metade
do
Coral
de
Rebadaes,
sito
na
freguezia
de
S.
Martinho
de
Armil;
laudemio
da
terça
parte.
—Emphyteuta,
Joaquim
Leite—468-3686
reis
(2116)
/
Senhora
da
Avuliafões
com
abatimen',0
de
20 por
cenlo
3863848
3743950
DE NOVA-YORK
Que recebeu pela superioridade de suas machinas para
coser
EM
VIENNA
1873
0
PRIMEIRO
PRÉMIO
“ra
Y8
?
6
™
ACABA
DE
OBTER
SA
EXKSSÇî
DE
HMB
DE
18»
A
MEI»
I H.t
DÉ OURO
1
de
Um
piauo,
novo
e
garantido,
do conhecido
auctor
«Gaveau», modelo
n.°
1,
com
o
n.°
8612,
comprado
e
depositado
no
muito acreditado
armazém
da
viuva
de
José
de
Mello
Abreu,
para
o
bilhete
que
contiver
o
numero
em
que sahir
o
primeiro prémio
de
2.500:000
pesetas.
1
de
Uma
nova
e
excellente
macbina
de
costura,
para
família,
do
afamado
auctor
«Singer»,
para
o
bilhete que
contiver
o
numero
em
que
sahir
o
segundo
prémio
de
1.250.000
pesetas.
1
de
Um
relogio
d
’
ouro,
experimentado,
para
homem,
do
fabricante
«Jnlien
Gene-
ve>,
com
uma
excellente
caixa d
’
ebano,
para o bilhete que
contiver
o
nu
mero
em
que
sahir
o
terceiro
prémio
de
750:000
pesetas.
2
de
Um
par
de
castiçaes
de
prata,
para
cada
um
dos bilhetes
que
contiver
qual
quer
dos
numeros
em
que
sahirem
os
2
prémios
de
250:000
pesetas.
4
de
Uma
duzia
de
colheres
de
prata,
para
chá,
para
cada
ura
dos bilhetes
que
contiver
qualquer
dos numeros em
que
sahirem
os
4
prémios
de
125:000
pesetas
20
de
Um
talher
de
prata,
composto
de
faca,
garfo
e
colher,
com
a
competente
caixa,
para
cada
um
dos
bilhetes
que
contiver
qualquer
dos
numeros
em
que
sahirem
os
20
prémios
de
50:000
pesetas.
30
de
Urna
bolsa
de prata,
para
homem
ou senhora,
para
cada
um
dos
bilhetes
que
contiver
qualquer
dos
numeros
em
que
sahirem
os
.0
prémios
de
25.000
pesetas.
40
de
Uma
entrada
para
a
Habilitação
Loterica,
com
direito
a
uma
cautela
de
600
reis, em
séries
de 6
loterias,
no
valor
cada
entrada,
de
33600
reis,
para
cada
um
dos
bilhetes
que
contiver
qualquer
dos
40
numeros
cujas
3
ultimas
lettras
sejam
iguaes
ás 3
ultimas
lettras
do
numero
em
que
sair
o
prémio
de
2,500:000
pesetas
99
prémios.
CADA BILHETE PARA ESTA RIFA
CONTÉM 20 NUMEROS
E CUSTA
700 REIS
Os prémios
annunciados
n
’
este
prospecto, acham-se
desde
já
patentes
no
Es
tabelecimento
de
Loterias,
de
Lourenço
Marques d’Almeida,
na
rua
das
Flores
n.°
112,
para
onde
deve
ser
dirigida
qualquer
.encommenda
de
bilhetes.
Machinas
a prestações
de
500
reis
semaoaes,
sem presta
ção
alguma de
entrada, ou
dez
por cento
menos
a
prompto
pagamento.
Deposito rua
de
S.
Vicente,
Braga.
SUGGURSAES
EM PORTUGAL
Aveiro, rua
do
Caes-Beja,
largo
de Santa
Maria
—Braga,
S.
Vicente,
17
—
Bra
gança
—
Coimbra.
rua
do
Visconde
da
Luz
—
Evora,
Praça
do
Geraldes
—Faro,
Santo
Antonio
do
Alto, 34—Funchal,
rua
do Aljube.
28—
Fundão,
largo
do
Terreiro
—
Guarda, rua
Nova
da
Estrada—
Leiria,
Praça
—
Lisboa, Praça
do
Loreto,
6
e
7
—
Porto,
—rua
Formosa,
355—
Ponla
Delgada,
Valverde,
61
—
Portalegre,
rua
da
Sé—
Santarém,
S.
Nicolau—
Vianna
do
Caslello, Praça
da
Rainha,
44
—
Viila
Real,
largo
do
Conde
de
Amarante,
23
e
24—
Vizeu, rua
Formosa,
3
e 4.
I\uv<i
e
terceira
carreira
mensal,
directa
entre
CARRIL,
VIGO,
MONTEVIDEO
e
BUENOS-AYRES
Para
evitar
quarentena
no
Rio
da
Prata
irá um dos excedentes
paquetes
d
’
esla
Companhia
directamente para
lá
depois
de
tocar
em
Carril
e
Vigo
no
dia
29
ou
30
de
novembro
corVente.
Acctitam-se
passageiros
de
todas
as
classes.
Para
mais
esclarecimentos,
dirigir
a:
Guilherme
C.
Tait, Porto,
Inglezes,
23
—
D.
Urioste,
Carril
D.
Eslanislao
Duran,
Vigo—
e
aos
correspondentes,
em
todas
as
cidades
e
villas.
Unico
correspondente em
Braga,
João
Manoel
da
Silva Guimarães. (2091)
A
QUEM
INTERESSAR.
Sub-aluga-se
o
primeiro
andar
da
casa
n.°
32 do
campo
de
D.
Luiz
1,
o
qual
se
compõe
de
quatro
boas
salas na
írenle,
e
um
bom
gabinete
nas
trazeiras.
Quem
o
pertender
póde
dirigir-se
á
commissão
Imuídataria
do
Banco
Commercial
de
Braga.
(2083)
ALUGA-SE um excellente
pian-
ÇiJ
1,0
P
or A$500
reis
mensaes por
tempo
de
Ires
annos,
ficando
no
fim
d
’
este praso
proprietária
do
pian-
no
a
pessoa
que
o
allugar.
Trala-se na rua
Nova
n.°
5—E.
(2092)
Tf.
SB.
A
qsaem
eomprar
de
S
bilhetes
par»
eíma,
eon«ede
»e
®
abatimeanto
de
4®
pt»r
eesato.
(2'00)
Arrematação
de
medidas
Domingo,
por
10 horas da
manhã,
i
lerá
logar
á
porta
da
capella
de S. Se-1
bastião
das
carvalheiras,
a
arrematação!
dos
foros
e
medidas
pertencentes
á ir
mandade
de
N.
Senhora d
’
Ajuda e
S.
Sebastião,
vencidos
no
presente
anno.
(2111)
âWWlÕ
Aluga-se
ou
vende-se o
magnifico
pa
lacete
do
fallecido visconde de
S.
Laza
ro,
silo
na rua
de
S.
Lazaro
d
’
esta
ci
dade,
com
frente
para
a
rua
do
Raio.
Tem
cocheira,
jardins,
pomar,
quin
tal,
agua
em
todos
os
andares,
excellen-
tes
vistas
e
commodos
para
uma
nume
rosa
família.
Também
se
arrenda
ou
vende,
junta
eu
separadamente
d
’
este
prédio,
como
mais
convier, o
prado
contíguo
ao
quintal
d’elle;
o
que
tudo
póde
ser
visto
a
qualquer
hora
do
dia.
Para
tratar
na
gerencia
do
Banco
do
Minho
ou
na
rua
do
Alcaide,
n.°
23.
(2089)
"
dinheiro
a
juro
.
A
irmandade
do
Marlyr
S. Vicente,
tem
em ser
a quantia
de
8003000
reis
para
mutuar
por
hypolheca
de
raiz.
(1056)
DINHEIRO
A
JURO
A
confraria
de
Santo
Amaro
da Sé
Primaz,
tem
para
mutuar,
a
quantia
de
500^000
reis.
(2065)
Na
rua
de
S.
Vicente
desta
cidade
de
Braga,
vendem-se
as
casas
n.os
34
—34
A, e
as
de
n.°
35,
com
seu
quintal,
com sa
bida
para
a
rua
da
Escoura.
(2U16;
kí
’
RESPONSÁVEL—Luiz Baplisla da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—1878.
