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Parte de N.º 889 de 25/01/1879
- conteúdo
-
REDACTORES—
D. Miguel ’
Sotto-Mayor e
Dr. Custodio Velloso.—
DIRECTOR—Antonio Joaquim ;de Mesquita Pimentel.
PREÇO
DA ASSIGNATURA
PREÇO
DA ASSIGNATURA
7.°
anno
Braga,
12
mezes...............................l$600
»
6
»
...............................
850
Correspondências partic. cada
linha
40
Annuncios
cada linha......................... 20
Repetição
...........................................
10
PUBLICA-SE
AS TERÇAS, QUINTAS E SARBADOS.
Províncias, 12
mezes..............................2§000
»
6
»
..............................í|050
» sendo
duas assignaturas 3&600
Brazil, 12
mezes, moeda forte.
. 3$600
Folha
avulso .......
10
N.’
S89
*xnsaiói*a¥i^
ZS
A
SABBADO
23 DE
JANEIRO
DE 1879
Carta
Esicyeliea «í«> Santo 1‘tidre
I.eiío X.SES.
aoa PutriítreliuH, ií*ri-
imnzes, AreelHspos e Bispos de
<o«io
o orbe eatltoiieo em eom-
muniaão
com
4» Sáneta Sé.
A
todos
os
nossos
veneráveis
irmãos
Pa-
triarchas,
Primazes,
Arcebispos
e
Bis
pos
do
mundo
catholico
em
communhão
com
a
Sé
Apostólica.
LEÃO
XIII
PAPA.
Veneráveis
Irmãos.
Saude
e
bênção
apostólica.
Logo
no
principio
de
nosso
pontificado,
na
carta
Encyclica
que vos
dirigimos,
Veneráveis
Irmãos, Vos
apontámos,
como
0
exigia 0
nosso
munus
apostolico,
essa
peste
mortífera
que
vae lavrando
pelas
estranhas
da
sociedade
humana
e
a
con
duz
á
ruina,
e
ao
mesmo
tempo indi
cámos
os
remedios
mais
eílicazes
que
podem
resliluir-lhe
a
saude
e
aílastar
os
gravíssimos
perigos que
lhe estão
immi-
nenles.
Mas
os males
que
então
deplo
rámos
têm
crescido
d
’um
modo
tão
rá
pido
e
assustador que,
parecendo-Nos
ou
vir
incessantemente
a
voz
do
propheta:
t
Clama,
não
cesses,
levanta
como
trom
beta
a
lua voz (1),
segunda
vez
Nos
ve
mos
obrigados
a
dirigir-vos
a palavra.
Desde
já
podeis
ver
que
vos
estamos
fallando
d’essa
seita
de
homens
que são
conhecidos
pelas diversas
e
quasi
barba
ras
denominações
de
socialistas,
commu-
nistas ou
nihilistas,
e
que,
espalhados
por
todo
0
mundo
e
inlimaraente
ligados
por
um pacto
iniquo,
não procuram
já
0
abrigo das
trevas para a
reunião
de
seus
conciliábulos
secretos,
mas
apresen
tando-se
audazmenle
em
plena
luz esfor
çam-se
por
levar
á
execução
0
seu
pla
no,
ha muito
encetado,
de
destruir
pe
los
fundamentos
toda
a
ordem
social.
E
’
d
’
elles,
certamente,
que
as
paginas
sa
gradas
dizem:
contaminam
a
sua
carne,
desprezam
a
dominação,
e
blasphemam
a
magestade.
(2)
De
tudo quanto as
leis
divinas
e
humanas
sabiamente
hão
decre
tado
para
segurança
e
decoro
da
vida,
nada
deixam
intacto
e
em pé:
apregoando
a
perfeita
egualdade
de
direitos e
deve
res
para
todos
os
homens,
recusam obe
decer
ás
aucloridades
legilimamente
con
stituídas,
ás
quaes,
segundo
0
Apostolo
ensina,
é
forçoso
que
todos
obedeçam,
porque
de
Deus
recebem
0
poder
de go
vernar.
A
união
natural
do
homem
e
da
mulher,
que
até
para
os
pagãos
ou
bar
bares
é
uma
cousa
sagrada, elles
a
pro
fanam
e
aviltam, e
0 seu vinculo,
que
é
0
primeiro
fundamento
da sociedade
domestica,
enfraquecem-no
ou
0
abando
nam
ao capricho da sensualidade.
Finalmente,
dominados
pela
avareza,
a
qual
é a
origem
de
todos
os
males
e
desvia
da
fé
todos
que
a
cubicam
(3)
combatem
0
direito
de
propriedade,
sanc-
cionado
pela
lei
natural;
e
por um
enor
me
altenlado,
apparentando altender
ás
necessidades
e
satisfazer
aos
desejos
de
todos
os
homens,
pretendem
roubar
e
considerar
de
todos aquillo
que
alguns
adquiriram
ou
por
titulo
de
legitima
he
rança, ou
pelo
trabalho
intellectual
e
manual,
ou por
meio
d
’
uma
administra
ção
economica.
Demais., proclamam
opt-
(1) Is.,
cap.
58,
|
1.
(2)
Jud.
Epist.
cap.
V
|
8.
(3) Timoth.
cap.
6
10.
niões
lam
monstruosas
em seus
conciliá
bulos,
susientam-nas
em
pampheletos,
es
palham-nas
por
entre 0
povo
n’
uma
allu-
vião
de
jornaes.
D
’
alli
vem
que
a
vene
randa
magestade
e
auctoridade
dos
reis
está
sendo
0
alvo
de
tanto
odio
da
plebe
sediciosa,
que
em
breve
espaço
de tempo
havemos
visto,
por
mais
d
’uma
vez,
exe
crandos
e
desenfreados
traidores
altenta-
rem
de mão armada
contra
a
vida
dos
proprios
Príncipes.
Ora.
esta
audacia
de
homens
tão
pér
fidos,
que
ameaça
a
sociedade com
ca-
lastrophes
cada
vez
mais
graves,
e
traz
constantemente agitados os
ânimos
de
todos,
tem
sua causa
e
origem
n
’
essas
venenosas
doutrinas,
que
espalhadas,
de
ha
tempos
a
esta
parte,
por
entre
os
povos
como
sementes
venenosas,
produ
ziram
a
seu
tempo fructos
tam
pestífe
ros.
Por
quanto.
Veneráveis
Irmãos,
vós
bem
sabeis
que a
cruelissima
guerra
que
desde
0
século
XVI
é
movida
pelos No-
vadores
contra
a
fé
cotholica,
e
que
até
hoje
prodigiosamente
tem
crescido
dia
a
dia,
se
dirige a
nada
menos
que
destruir
toda
a revelação
e
toda
a
ordem
sobre
natural,
e
levantar
sobre
suas
ruinas
as
invenções
ou
delírios
da
razão
abandonada
a
si
mesma.
Similhante
erro
que
toma
injustamenie
seu
nome
da
razão,
excitafldo
e
aguçan
do
0 desejo, natural
ao
homem,
de
se
elevar
entre
os demais,
e
largando
as
redeas
a
todo
0
genero
de
paixões, tem
lavrado
larga e
profundamente
com toda
a
liberdade,
não
Só
no
espirito
de
gran
de
numero
de
homens,
mas
ainda
por
toda
a
sociedade
civil.
D
’
aqui
vem
que
por
uma nova
impiedade,
desconhecida
até
dos
proprios
pagãos,
se
têm
consti
tuído
governos
com
desprezo
de
Deus e
da
ordem
por
Elle
estabelecida;
d
’
aqui
vem
0
proclamar-se
a
cada
passo
que a
auctoridade
publica
não
deriva
de
Deus
nem
0
principio,
nem
a
magestade,
nem
0
poder
de
governar,
mas
sim
das
multi
dões
populares,
as
quaes,
reputando-se
livres
de
toda
a saneção
divina,
só
que
rem
obedecer
ás
leis
por
ellas
estabeleci
das
a
seu
capricho. Impugnadas
e
regeita-
das
as
verdades
sobrenaturaes
da
fé
co
mo
contrarias
á
razão,
0
proprio
Auctor
e
Redemptor do
genero humano
gra-
dualmenle
e
pouco
a
pouco
vae
sendo
expulso
do
ensiuo das
Universidades,
dos
Lyceus,
dos
Collegios, e
de
todo
0
traclo
publico
da vida
humana.
Em
fim,
votados
ao
esquecimento
os
prémios
e
as
penas
da
vida
futura,
pre
tendem
limitar
ao breve cyclo
da
vida
terrena
0
ardente
desejo
da
nossa felici
dade.
Assim
espalhadas
por
toda
a
parte
similhantes
doutrinas,
e
obtida
tamanha
liberdade
de
pensar
e
obrar,
não
é
para
admirar
que
os
homens
de
condição
hu
milde,
aborrecidos da
pobreza do
domi
cilio
ou da
olficina,
ambicionem
assaltar
as
cazas e
as
fortunas
dos
ricos;
não
é
para
admirar
que
na
vida
publica
e
par
ticular
já
não
haja
tranquilidade,
e
que
a
humanidade
esteja
quasi
á
beira
do
abysmo.
E
’
certo
que
os
pastores supremos da
Egreja,
aquelles
que
têm
a
seu
cargo
proteger
0
rebanho
do
Senhor
contra
as
emboscadas
do
inimigo,
cêdo
se
applica-
ram
a
affastar
0
perigo
e
velar
pela sal
vação
dos
fieis.
Porque,
apenas
começa
ram
a
engrossar
as
sociedades
clandesti
nas,
no
seio
das
quaes
se
escondiam
já
as sementes
dos
erros
de
que
Nós
vimos
fallando,
os romanos
Pontiíices
Clemente
XII
e
Bento
XIV
não
se
descuidaram
de desmascarar os
impios
desígnios
das
seitas, e desde
logo
advertiram
aos
fieis
do
mundo
inteiro
os
males que
surda
mente
lhes
preparavam.
E
quando,
gra
ças
áquelles
que
se
glorificavam
com
0
nome
de
phiiosophos, foi
attribuida
ao
homem
uma
liberdade
desenfreada,
co
meçou
a
forjar-se
e
a
ser
sanccionado
0
direito
novo, como
elles
dizem,
em
op-
posição
á
lei
natural
e divina,
0
Papa
Pio
VI
desvendou
immediatamente
0
ca
rácter
detestável
e
a
falsidade
d’
estas
doutrinas
em
seus
documeqtos
públicos.
Mas
como
apezar
d
’isso,
nenhum
meio
efficaz
tivesse
podido
impedir
que
seus
dogmas
perversos
dia
a dia
fossem
acei
tes
pelos
povos,
e
se introduzissem
até
nas
decisões
publicas
dos
governos,
os
Papas
Pio
VII
e
Leão
XII
anathemati-
zaram
as
seitas
secretas,
e,
tanto
quanto
podiam,
avisaram
também
a
sociedade
do
perigo
que
a ameaçava.
E,
por ultimo,
to
dos
sabem
perfeilamente
as palavras
elo
quentíssimas,
a
firmeza
d
’
alma
e
a
con
stância
com
que
nosso
glorioso
prede
cessor
Pio
IX,
de
feliz
memória,
quer
em
suas allocuções,
quer
em
suas
cartas
encyclicas,
enviadas
a
todos
os
bispas
do
universo,
combateu não
só
os
iniquos
esforços
das
seitas,
mas
mui
especial
mente
a
peste
do
socialismo que
cTellas
se
originou,
e
tem
feito
irrupção
por
toda
a
parte.
Mas,
0
que
é
para
lastimar,
é
ver
as
disposições
suspeitas,
e até
mesmo
hos
tis,
que
até
hoje
têm
manifestado
para
com
a
Egreja
aquelles
a
quem
está
con
fiado
0
cuidado
do bem
commum,
dei
xando-se
arrastar
pelas
fraudes
de
homens
impios
e
atemorisar,
por
suas
ameaças,
sem
quererem
comprehender
que
os
es
forços
das
seitas
teriam
sido
baldados,
se
a
doutrina
da
Egreja
Calholica
e a
au
ctoridade
dos
Pontífices
romanos
tivessem
tido
0
devido
acatamento,
tanto da par
te
dos
príncipes
como
da
parle
dos po
vos.
Porque
a
Egreja
do Deus
vivo,
que
é
columna e firmamento
da
verdade,
(4)
ensina
as
doutrinas
e
os
preceitos
com
que
admiravelmente se
consegue
a
salva
ção e
paz da
sociedade,
e
destroe
pela
base
a
nefasta propaganda
do
socialismo.
E
na
verdade,
embora
os
socialistas,
para
mais
facilmente
illudircm
os
incau
tos, abusem
do
proprio
Evangelho,
tor-
cendo-o
para
conformal-o
com
suas
dou
trinas,
é
todavia
certo
que entre
seus
dogmas
perversos
e
a
doutrina
ptirissima
de Jesus
Christo
ha um profundo abys
mo.
Porquanto, que
reciprocidade
tem
a
justiça
com
a
iniquidade? ou
que af-
finidade
tem
a
luz
com
as
trevas
?
(5)
Elles
constantemente
proclamam,
como
sabemos,
que
todos
os
homens
são
eguaes
entre
si
por
natureza,
e
d’
ahi
pre
tendem
deduzir
que
ao
poder
se
não
deve
honra
nem
respeito,
nem
ás
leis
obediência,
salvo
áquellas
que
tiverem
si
do
sanccionadas
por
seu
capricho.
Mas
bem
pelo contrario, a
egualdade
dos
ho
mens, segundo
a
doutrina
evangélica,
consiste
em que, tendo todos
a mesma
natureza,
todos
são
chamados
egualmen-
te
á
excelsa
dignidade
de
filhos
de
Deus,
e
sendo
a
todos
proposta
uma
só
e
mesma
fé,
cada
um
deve
ser
julgado
se
gundo
a
mesma lei
e
alcançar
a recom
pensa
ou soffrer
as
penas
que
houver
merecido.
Todavia
ha
uma
desegualdade
de
direito
e de
•
poder,
que
emana do
Auctor da própria
natureza, do
qual
to
da a
paternidade
toma 0
nome
nos
ceus
e
na
terra.
(6)
Quanto
aos
príncipes
e
aos
vassallos,
segundo
a doutrina
e
os
preceitos
catholicos,
suas
almas
estão
(4) I
Timot. cap.
III jk
15.
(5) II Corint.
cap.
6. | 14.
(6)
Ad.
Ephes.
III
y
15.
de
tal
sorte
ligadas
entre
si
por
direitos
e_ deveres
que, d
’
uma
parte
a
modera
ção
se
impõe
ás
demasias
do
poder,
da
outra
a
obediência
se
torna
facil,
firme,
e
nobilíssima.
Com
effeilo,
a
Egreja
constantemente
recommenda a
todos os
súbditos:
iToda
a
pessoa
esteja submetlida
aos
poderes
su
periores,
porque
não
ha
poder
que
não
venha
de Deus;
e
os
que
ha,
por
Deus
foram
constituídos.
Aquelle
pois
que
re
siste
ao
poder,
resiste
á
ordenação de
Deus.
Os
que,
porém,
lhe
resistem,
a si
mesmos
se allrahem a
condemnaçãos
.
E
0
preceito
continua
ainda:
•iE’
necessário
que
lhes
estejaes
submetlidos,
não
somente
pelo
temor
da
ira,
mas
lambem por
moti
vo
de
consciência;
e....
pagueis
a
lodos
0
que
lhes
é
devido: a
quem
0
tributo.
0
tributo; a
quem
0
imposto,
0
imposto;
a
-
quem
0
temor,
0
temor; a
quem
a
honra,
a
honra.
(7).
Porque
aquelle que
creou e
governa
todas
as
cousas
dispol-as,
em sua
previ
dente
sabedoria,
de
forma
que
as
infe
riores attingem
seu
fim
pelas
medias,
e
estas
pelas
superiores.
E
assim
como
quiz
que
no proprio
reino
celeste
houvessem
córos
d
’
anjos
distinctos
e
subordinados
uns
aos
outros^
e
assim
como
na
Egreja
estabeleceu
diflerentes graus
d
’ordens
com
diversidade
de
funeções
para
que
nem
lodos
fossem
apostolos,
nem todos fos
sem
doutores,
nem
todos
fossem pasto
res,
(8; assim
lambem
na
sociedade
ci
vil
constituiu
muitas ordens
differentes
em
dignidade,
em direitos e
em poderes,
afim
de que
0
Estado,
como
a
Egreja,
formasse
um
só
corpo
composto
d
’um
grande
numero
do
membros, uns
mais
nobres
que
outros,
e
todos
reciproca-
mente necessários,
e tendendo
todos
para
0
bem commum.
Mas
para
que as
aucloridades
usem
do
poder
que
lhes
foi
confiado
para
edifica
ção,
e
não
para
destruição,
a
Egreja
de
Christo
mui
opportunamente adverte
até
os
proprios
príncipes
de
que
sobre
suas
cabeças
está
pendente
a
severidade do
supremo
juiz,
e
empregando
as
palavras
da
Sabedoria
divina,
em nome
de
Deus
a
todos
clama:
Applicae
os
ouvidos,
vós, que
governaes
os povos
e
que
vos
gloriaes
de
terdes de
baixo
de
vós
muitas
nações:
porque
de
Deus
vos
tem
sido
dado
0
poder e
do Al
tíssimo
a
força,
0
qual
vos
perguntará
pelas vossas obras,
e
esquadrinhará
os
vossos
pensamentos......
porque
sobre
os
que
governam
se
fará
um
juizo
rigorosís
simo......
porque
Deus
não
exceptuará
pes
soa alguma,
nem
respeitará a
grandeza
de
quem
quer
que
fôr:
por
quanto
elle
fez
ao pequeno
e
ao
qrande,
e
tem egual-
mente
cuidado
de
lodos,
mas aos
mais
fortes
mais
forte
supplicio
ameaça. (9).
Entretanto,
se
acontece
que
os
prín
cipes
se
excedem
temerariamente
no
exer
cício
de
seu
poder,
a
doutrina
da
Egreja
não
permitte
a
ninguém
0 insurgir-se
contra
elles,
para
que
a
tranquilidade pu
blica
não
se
perturbe
cada vez mais,
nem
a
sociedade
soffra
com isso
maior
detri
mento.
E
quando
as
cousas
chegarem
a
tal
ponto
que
não
deixem
já
entrever ne
nhuma
esperança
de
salvação, a
paciência
christã
saberá
então
procurar
0
remedio
nos
merecimentos
e
orações incessantes
a
Deus.
Se,
porém,
as
determinações
dos
legisladores
e
dos
príncipes
sanccionarem
ou mandarem
alguma cousa que
vá
d’
en-
contro
á
lei
divina
ou
natural,
a
digni
dade
do
nome
christão,
0
dever
e
0
(7)
Bom.
XIII.
(8)
I Corint.
XII.
(9) Sab.
cap.
VI.
dores
são
excluídos
do
reino
do
ceo,
do
mesmo
modo que
os
adúlteros
e
os
ido
latras.
Por
isso
Ella.
como
mãe
carinhosa,
toma
a
seu
cuidado
os
pobres,
e
nada
omitte
para
prover
ás
suas
necessidades,
abrigando-os
em
seu
maternal
seio,
e
sa
bendo
bem
que
eiles
representam
o
pro
prio
Christo,
que
considera
como
feito
a
si
o
bem que
se
faz
ao mais humilde
dos
pobres:
Ella
tem-nos
em
grande hon
ra;
Ella
lhes
assiste
com
todo o seu po
der;
por
toda
a
parte procura
levantar
casas
e
hospitaes
onde
eiles
possam
ser
recebidos,
sustentados
e
tractados,
e
os
acolhe
sob
sua
tutela.
Além
d
’
isso, im
põe
aos
ricos
o reslricio
preceito de
darem
aos pobres
o
superfiuo;
põe-lhes
diante
dos
olhos
o tremendo
juizo
de
Deus,
que
os
condemnará
aos
supplicios
eternos, se
não occorrerem
ás
necessida
des
dos
indigentes.
Finalmente,
Ella
sua-
visa e
consola
o
espirito dos
pobres,
já
propondo-lhes
o exemplo
de Jesus
Cbris-
lo,
que
sendo
rico
se fez
pobre
por
nossa
causa
(16),
já
recordando-lhes as
pala
vras pelas quaes
Elle
declarou
os
pobres
bemaventurados,
e
lhes deu a esperança
de
poderem
alcançar
a
recompensa
da
eter
na
felicidade.
Quem
deixará
de
ver aqui
o
melhor
meio
de
acabar
com a
antiquíssima
ri
validade
entre
os ricos
e
os
pobres?
Por
quanto,
como,
a
própria
evidencia
das
cousas
e
dos
factos
o
demonstra,
uma
vez
despresado
ou
desconhecido
esse
meio,
necessariamente
ha
de succeder
uma
de
duas;
ou
a
maior
parte
do
genero
hu
mano
ha
de
ficar
reduzida
a uma
vil
es
cravidão,
que
por
tanto tempo
existiu
en
tre
os
pagãos,
ou
então
a
sociedade
hu
mana
ha
de
ser
agitada
por
continuas
commoções
e
ser
victima
dos
roubos e
latrocínios,
que
com dor
temos
presen-
ceado.
Veneráveis
Irmãos,
Nós,
a
quem
incumbe
q
governo
de
toda
a
Egreja,
do
mesmo
modo
que
no
principio
de
nos
so
pontificado
mostrámos
aos
príncipes e
aos
povos,
sacudidos
por violenta tempes
tade,
o porto
de
salvação;
assim,
n
’
este
momento
de
supremo
perigo,
cheio
de
commoção
de
novo levantamos
nossa voz
aposiolica,
para
lhe
supplicar
instante
e
ardentemente,
em
nome de
seu
proprio
interesse
e
da
salvação
dos
estados,
que
tomem
por
mestra
a
Egreja,
que
tão
admiravelmente
tem concorrido
para
a
prosperidade
publica
das nações,
e
reco
nheçam
que
as
relações
entre
o
governo
e
a religião
são
tão
estreitas,
que
quan
to
a esta
se
rouba
tanto
se
tira
á
sujei
ção
dos
vassallos
e
á
magestade
do
po
der. E quando
chegarem
a
reconhecer
que
para aff>star tão
grande
flagello
do
socialismo,
a
Egreja
possue
a
virtude,
que
se
não
encontra
nem
nas
leis
humanas,
nem
nas
repressões
dos
magistrados,
nem
nas
armas dos
soldados,
restituam
então
a
essa
Egreja
a
condição
e
a
liberdade,
indispensáveis
para
que
Ella
possa exer
cer
sua
salubérrima
influencia
sobre to
da
a sociedade.
Vós
porém,
Veneráveis
Irmãos,
que
conheceis
bem a origem
e
natureza
dos
males
que
por
toda
a
parte
vemos amon
toados,
applicae-vos
com
todo
o
ardor
e
com
toda
a energia
do
vosso
espirito
a
fazer
com
que
a doutrina
catholica
pe
netre
e
se
arreigue
profundamente
em
to
das as
almas.
Tomai
a
peito
que
tolos,
desde
seus
mais
tenros
annos, se acos
tumem
a
amar
a
Deus
com amor
de
fi
lhos,
e
a
venerar
seu
nome;
acatar a
magestade
dos príncipes e
das
leis;
mode
rar
todos
os
appelites,
e guardar fiel
mente
a
ordem
que
Deus
estabeleceu,
quer
na
sociedade
civil,
quer
na
socie
dade
domestica.
E
’
necessário ainda
que
veleis
porque
os
filhos
da
Egreja
calho-
lica
não
se
alistem
na
abominável
seita,
nem
tão
pouco
a
sirvam
por
qualquer
meio,
mas
sim
mostrem,
por
suas
bellas
acções
e
maneira
honesta
de
proceder
em
tudo,
quão
estável
e
feliz
seria
a
sociedade
humana,
se
todos
os
seus
mem
bros
se
tornassem
distinctos
pela
regula
ridade
de
sua
conducta
e por
suas virtu
des.
Fimlmente,
como
os
secmrios
do
socialismo
se
recrutam
principalmente
en
tre
os
homens
que
exercem
as
diversas
industrias
e
que desgostosos de sna
con
dição
de
operários,
são
mais
facilmente
arrastados
pelo
attractivo
das
riquezas
e
promessas
dos bens,
parece-Nos
oppor-
tuno
animar
as
sociedades
de
obreiros
e
de
artistas
que,
colocaodo-se
sob
a
pro-
tecção
da religião,
conseguem
tornar
lo
dos
os
seus, membros
comentes
com
sua
sorte
e
resignados
ao
trabalho,
proporeis-
(16)
I
Cor.
VIU
>
9.
preceito
apostolico
proclamam
que
é
ne
cessário
obedecer primeiro
a
Deus
do
que
aos homens
(10).
Mas esta
virtude
salutar
da
Egreja,
cuja
acção
se
faz sentir
sobre
a
socie
dade
civil,
mantendo-lhe
a ordem
e
con
servando-a,
necessariamente
vae
influir
na
sociedade
domestica,
que
é
o fundamento
de
toda
a
cidade
e
de
todo
o
Estado.
Vó>
sabeis
com
effeito.
Veneráveis ir
mãos,
que
a
regra
d
’esta
cidade,
em
fa
ce
do
direito
natural,
tem
seu
fundamento
na
união
indissolúvel
do
homem
e
da
mulher,
e
se completa
nos
mutuos deveres
e
di
reitos
dos
paes
e
dos filhos, dos
amos
e
dos
criados.
Sabeis
igoalmente
que
as
theorias
so
cialistas
quasi
a dissolvem, por
isso
que,
perdida
a
força
que
lhe provém
do
casa
mento-
religioso,
necessariamente
se
ha
de
afrouxar
o
poder
dos
paes
para
com
os
filhos
e os
deveres
dos filhos
para
com
os
paes.
Pelo
contrario,
segundo
o
en
sino
da
Egreja,
o
matrimonio,
em
tudo
digno
de
ser
honrado
(11)
que
o proprio
Deus
logo
no
principio
do
mundo
insti
tuiu
para
a
propagação
e
conservação
da
especie
humana
e
declarou
indissolúvel,
mais
li
ripe
e
mais sancto
se
tornou
por
virtude
de
Christo
que
e
elevou
á
digni
dade
de
sacramento
e
d
’
elle
qtiiz
fazer
a
imagem
de
sua
união
com
a
Egreja,
Por
isso,
ensina
o
Apostolo,
(12)
o ma
rido
é
a
cabeça
da
mulher,
assim
como
Christo
é
a
cabeça
da
Egreja;
e
do
mes
mo
modo
que
a
Egreja
está
subjeita a
Jesus
Christo,
que
a
ama
côm
amor
cas
tíssimo
e
perpetuo,
assim
também as mu
lheres
devem
estar
subjeitas
a
seus
ma
ridos,
e
estes
em
compensação amal-as
com
fiel
e
constante
affecto.
A
Egreja
regula
egualmente
o
poder
do
pae
e
do
amo.
a
fim
de
conter
os
filhos
e os
criados
no
dever,
e
nunca
exorbitar.
Porque,
segundo
a
doutrina
ca
tholica, a
auctoridade
dos paes
e dos
amos
é
uma
derivação
da auctoridade do
Pae
e
Senhor
celeste,
e
d’
Elle
tira
não
só
a
sna
origem
e força,
mas
lambem
sua
na
tureza
j
indole!
E’
este
o
motivo
porque
o
Apostolo
exhorla
os
filhos
a
que
obe
deçam
a
seus
paes
no
Senhor,
e
a
que
honrem seu
pae
e
sua
mãe.
o que
é
o
primeiro
mandamento
feito*Com
promessa
(13) E
aos
paes diz:
E
vós,
paes, não
provoqueis á ira os
vossos
filhos
mas
educae
os
em
disciplina
e
correcção
do Se
nhor
(14)
O
preceito
que
o
divino
Apos
tolo
dá
aos
creados
e
aos
amos
é:
que
aquelles
obedeçam
aos
senhores
temporaes
como
a
Christo....
servindo
os de
boa
vontade,
como
ao
Senhor,
e que
estes
evitem
as
ameaças, sabendo
que o
Senhor
de lodos
esta nos
ceos, e
que
não
ha
ex-
cepção
de
pessoas
deante
d
’
Elle.
(15)
Se
todas
estas
cousas fossem
obser
vadas
por
cada
ura
d
’
aquelles
a
quem
di
zem
respeito,
segundo
a disposição
da
divina
vontade,
cada
familia
olfereceria
a
imagem
da
celestial
morada,
e
os
insignes
benefícios que
d’
ahi
adviriam,
não
ficariam
encerrados
tão
sómente
no
recinto
da
fa
milia,
mas
diffundir-se-hiam
abândante-
mente
por
toda
a
sociedade.
Quanto
á
tranquilidade
publica
e
do
mestica,
a
sabedoria
catholica,
apoiada
nos
preceitos
da lei
natural
e
divina,
mui
prudentemente
providenceia
pelas
ideias
que
adopta
e
ensina
sobre
o
direito de
propriedade
e
partilha dos
bens que
fo
ram
legilirnamente
adquiridos
para
occor-
rer
ás
necessidades
e
usos
da
vida. Por
que.
emquanto
os
socialistas
apresentam
o
direito
de
propriedade
como invenção
humana,
contraria
á
egualJade
natural
dos
homens;
e apregoando
a
commtinhão
de
bens,
proclamam que a
pobresa
se
não
deve
soffrer
com
paciência, e que
impu-
nemente
se
pódem
violar
os
haveres
e
os
direitos
dos ricos,
pelo
contrario, a
Egreja
reconhece
muito
mais
util e
sa-
biampnte
a
desegualdade
entre
os
ho
mens,
naturalmente
dissiradhantes
pelas
forças
do
corpo
e
do
espirito,
inclusiva
mente
na
posse
dos
mesmos
bens;
e
além
d
’
isso,
ordena
que o
direito
de
proprieda
de
e
de
domínio,
fundado
na
própria
na
tureza,
seja
mantido
intacto
e
inviolado
nas
mãos
do
seu
legitimo
possuidor:
por
que
sabe
que
o furto
e
o
roubo
foram
condemnados
na
lei
natural
por
Deus,
au-
ctor
e vingador
de
lodo
o direito,
a
pon
to
que
nem mesmo
é permittido
cubiçar
as
cousas
alheias,
e
os
ladrões
e
rouba-
(10)
Act.
cap.
5
t
29.
(11)
Ad.
Hebr.
XIII
V
4.
(12)
Ad.
Eph.
cap.
5.
(13)
Eph.
cap.
VI
}
I,
2..
(14)
l iem,
y
4.
(15)
Idem.
j
5,
6,
7,
nando-lhes
assim
uma vida
tranquilla
e
feliz.
Oxalá
que nossos empenhos, e
os
vos
sos
também,
Veneráveis
Irmãos,
sejam
abençoados
por
Aqtielle
a
quem
somos
obrigados
a
referir
o
principio e
fim
de
todo
o
bem.
Demais,
Nós
temos
funda
das
esperanças
que do
Senhor havemos
receber
um
poderosíssimo
auxilio,
n
’
estes
dias em
que
celebramos
seu
anniversario
natalício.
Porque a
salvação
que
Christo,
com seu nascimento,
trouxe ao
inundo
ja
velho,
e
quasi
em dissolução
por
cau
sa
de
seus
males
extremos,
manda
que
lambem
nós
a esperemos;
e
egualmente
nos
promelteu
essa
paz
que então
atinun-
ciou
aos
homens
pelo
ministério
dos
an
jos.
Porque
a
mão
do
Senhor
não é
abre
viada
para
não
poder
salvar,
nem
o
seu
ouvido
ensurdeceu
para
não
ouvir
dando
atlenção.
(17)
N
’
estes dias, pois,
de
mui
feliz
aus
picio,
desejando-vos,
Veneráveis
Irmãos,
e
aos
fieis
de
vossas
egrejas
todas
as
prosperidades
e
saneias alegrias,
suppli-
camos
ao Dispensador
de
todos
os bens,
que
de
novo
appareça
aos
homens a
be
nignidade
e
a
humanidade
do
Salvador
nosso
Deus
(18)
que,
depois
de nos
ar
rancar
ao
poder
do
inimigo
cruel,
nos
elevou
á
mui
nobre
dignidade
de
filhos
seus.
E
para
que os
nossos
votos
mais
prompta
e
plenamente
se
realisem,
uni-
vos
a
Nós, Veneraves
Irmãos,
para
diri
girmos
a
Deus
fervorosas
orações,
e
in-
vocae
também
o valioso
patrocínio
da
Bemavenlurada Virgem
Maria,
Immacula-
da
desde
sua
origem,
de
José
seu
espo
so,
e
dos bemaventurados
aposlolos
Pe
dro e
Paulo,
em cuja
intercessão
muito
confiamos.
Entretanto,
como
penhor
dos
favores
celestiaes,
do
intimo
de
Nosso
coração
vos
damos
no
Senhor
a
bênção
apostólica
a
Vós,
Veneráveis
Irmãos,
a
vosso
clero,
e
a todo
o
povo
fiel.
Dado em
Roma,
em
S.
Pedro,
aos
28
de
dezembro
de
1878,
primeiro
anno
do
nosso
pontificado.
LEÃO
XIII,
PAPA.
(17)
Isaias
LIX
I.
(18)
Tit.
cap. íll
f
4.
Thentro.
—
Tivemos
tres
espectacu-
los
dados pela
companhia
Chino-ameri
cana.
Os seus trabalhos,
posto
qne
per
feitos,
não
surprehendem.
Tiveram
boas
enchentes.
Kceitías. —
Tem
logar ámanhã,
no
lheatro
de
S.
Geraldo,
a
primeira
da
serie
de
recitas
que
a
Companhia
Drarnatica
Portugueza
se
propõe
dar
n
’
esle
tliea-
tro.
Sobe
á scena
o
drama
em
5
actos,
do
snr.
Pinheiro
Chagas,
intitulado
He
lena.
A
distribuição
dos
papeis
é
a
se
guinte:
Helena
—
Emilia,
Calharina
Loureiro
—
Mathilde,
D.
Pulcheiia
—
Gloria,
Henrique
de
Mello
—
Soares,
Barão
da
Ribeira
Ne
gra—
Godinho,
O
Visconde
—
Soler,
Fortu
nado
— Amado,
Leandro
Borges
—
Silva,
Frederico
Paes
—
P. Nunes.
As'
restantes
recitas
são
prehenchidas
com
os
seguintes
dramas:
Pedro,
do
snr.
Mendes
Leal;
Abnegação,
de
E. Biester;
Vida
d
’um rapaz
pobre,
de
Octavio
Feui-
let;
Homem
de
oiro,
de Mendes
Leal;
Homens
de
mármore,
de Mendes
Leal.
Esta
companhia
vem precedida
de
ex-
cellente
recommendação;
porisso
tudo
leva
a
crer
que o
publico
lhe
prestará
toda
a
coadjuvação, concorrendo
a estes
espe-
ctacnlos.
O
preaidio
de
P>'eSor.
—
Bolor,
on
de
se deram os
acontecimentos
que
em
o
numero
antecedente
referimos,
e
de
qne
ainda
não
ha
promenqres,
é
um
presidio
em terreno Felupe, denominado
a
Ponta
do
Baluarte,
de
que
a
corôa
de
Portu
gal
tomou
posse
era
fevereiro
de
1831,
por
contrato
prévio
celebrado
com
os
reis
de
Bolor.
Esta Ponta
situada
em
12°10’
lat.
N,-,.
e
7°09
’
long a
0.
de
Lisboa, é
o
extremo de
uma
extensa
praia
de
areia,
que
para
alli
se
estende
desde
a
aldeia
de Jafunco, que
lhe
fica
a.
Q. a
distancia
de
pouco
mais
de
uma
milha
(assentada
á borda
de uma
lagôa
de
agua doce),
corre-lhe
ao
S.,
a
meia milha
de
distan
cia,
o
cachopo
chamado
o
Banquinho,
e
entre
elle
e
esta
Ponta
fica
o
cana!
por
onde
forçosamente hão de
passar
a
tiro
de
mosqueie
os navios
que vão
ao
rio
de
Farim
ou
S.
Domingos;
e
bem
assim
os
que
se
destinarem
ao porto
de Bolor,
o
qual
esta
Ponta
domina
pelo
lado
de
E,
e
ENE;
fica-lhe
ao N.
a
aldeia
de
Bolor,
dividida
só
da
nossa praça
por
um
terreno
alagadiço
de
meia
milha
de
com
primento.
Aquella
aldeia
é
muito
povoa
da,
e
está
dentro
da
enseada
que
alli
se
fórma;
e
a
L.
d
’
ella
fica Lála,
dentro
da
bocca
do
rio
Bujetó,
braço
do
Casaman-
sa,
que
n
’
esta
enseada
desagua,
e
d
’a!li
corre
o
resto
da
mesma
enseada
todo
em
parceis
até
á
ponta
de Orno,
que
é
a
do
N.
da
entrada
do
rio
de
Farim:
em
redor
ficam
as
outras
aldeias
Fehipas,
chamadas
Ossol,
Agin/
Aramé, Galam,
Gobéli,
Elia,
e
Varella,
todas
a
distancia
de
uma
legua,
ou
legua
e
meia
do
gen
tio.
Um telegramma
particular
falia
de
309
viclimas
degoladas,
entre
as
quaes
59
sol
dados
e
2
ofliciaes.
Outras
informações
particulares
dizem
que
o
destacamento
que
o
governador
da
Guiné
enviara
a
reforçar
a
guarnição
de
Bolor
e
castigar
os indigenas,
havia
dois
mezes*
se
sublevaram
contra
a
auctorida
de
poriugueza n
’aquèlla
região,
fôra
der
rotado
pelos
rebeldes
e
a
maior
parte
massacrado
pelo
inimigo.
0
governador
de
Cabo
Verde,
logo
que
teve
noticia
de
este
triste
acontecimento,
mandou
para
alli
a
canhoneira
«Piio
Lima»
com
mais
soldados,
e
de
Lisboa
parte
ámanhã
a
corveta
«Duque
da
Terceira».
A
guarni
ção
d
’
aquella
nossa
colonia
era
apenas
de
6
soldados
e
1
cabo
A
guarnição
da
corveta
«Duque
da
Terceira»
compõe-se
de
222
homens.
As
-tropas
que tinham
ido
de
Cabo
Verde
e que
forarn
derrotadas,
compu
nham-se
de
mulatos
e
naluraes
de
Cabo
Verde.
SSoa-s-or!
—
Lê-se
na
correspondência
do
Bio
de Janeiro
para
o
«Diário da
Manhã»:
Contei-lhe
outro
dia
alguns
dos
hor
rores
da
fome no
Ceará.
Mais
uma
scena
pungentissima
para essa
lugubre
tragédia.
Em
Agua
Verde,
a
dez
léguas
do
Ceará,
uma
mãe,
desvairada
pela fome, matou
um
filho,
para
lhe
comer as
coxas
e
os
intestinos.
Estava
já
a
assal-o,
quando
os
gritos d’
uns
pequenos
que
passavam
e
viram
este
extranho
quadro,
a
fizeram
fugir.
A auctoridade
encontrou
no
sitio
a
cabeça
e
outros
membros
da
creança.
Este
caso
não
é
unico,
ha
dias
nar
rei
lhe
outro,
e
tem
sido
presos
vários
homens
e
mulheres
pelo
crime
da
anthro-
pophagia.
A
ms
!»5t» de
um
ei»si»
?»(»»<».
—Escre
vem
de
Puebla
(México),
a
15
de
dezem
bro:
«O
trem
ordinário de passageiros
que
partiu
de
Puebla
no
dia 14
d
*
dezembro,
á
noite,
levava,
com
destino
a
Vera-Cruz,
utna
somma
de
mais de 28:090
libras
es
terlinas,
constituindo
as
remessas para a
Europa
de
vários negociantes
d
’
esta
ci
dade.
O comboio
devia
reunir-se
em
Api-
zaco
ao
trem directo
que
vae
do
México
para
Vera
Cruz.
«Alguns
indivíduos,
que
sabiam
da
importância
dos
valores
transportados
pe
lo
trem
de
Puebla,
tomaram,
em
nume
ro
de
10
ou
13,
bilhetes
de
passagem
para
o wagon
de
3.
a classe, qne
estava
logo depois
do
fourgoíi
em
que
iam
o
dinheiro
e
as
bagagens.
«O
trem
não
tinha
ainda
abandonado
a
gare
havia
meia
hora,
quando
os
taes
indivíduos
tiraram
a
cavilha
que
prendia
ao
seu
os
outros
wagons,
em
que
eram
conduzidos os
passageiros
e
a escolta.
«
Partido
o
comboio
em
dois,
os
ousa
dos
bandidos eontrangeram
o machimsla,
sob
pena
de
morte,
a
continuar
a
via
gem com toda a velocidade.
«Em seguida
ao
transcurso
de uns
oito
kiloinelros,
e
n’
um
sitio
chamado
Bar
ranco
Honda,
um
grupo
de
25
homens
a
cavallo e
armados
até
aos
dentes
pos
taram-se
á
pressa
de
um lado
e
outro
da
via,
e
deram
signal ao
machinista
afim
de
que
parasse.
Ò*
íãccinoras
do
trem,
tão
breve
como
avistaram
a
lanterna
ver
melha
de
seus
camaradas,
fizeram
uma
intimação
no
mesmo
sentido
ao
machi
nista,
que
suspendeu
a
marcha.
«Os
bandidos
arrombaram
então
as
portinholas
do
fourgon
que
levava
as
cai
xas
do
numerário,
e
deram-se
pressa
em
carregar
com
eilas
uma
recua de mulas,
conduzidas
ad hoc.
«Dois empregados
da
companhia
iorara
viclimas
do
seu
dever
na
resistência
co
rajosa
qoe oppozeram
aos
scelerados:
o
guarda-equipagem,
Morales,
succumbiu
qua
si instantaneamente
a uma
bala que
lhe
perfurou
os
intestinos,
e
Santiago
Young,
dialectos
dislinctos
ou
de
trabalhos refe
rentes
á
sua vida
e
ás
suas
obras.
A
sala
de
Cervantes
possuia
a
mais
completa
colleção
das
edições
do D.
Qui-
chote,
muitas
que
não.
se
encontram
na
bibliotheca
escurialense.
Grande
parte
d’
esla
collecção
acabava
de
ser
presenteada ao
instituto livre
dós
cantões
do
centro
por
Mr.
Bragge,
que
havia empregado
em
reunil-a vinte
e cin
co
annos
de trabalho
e
as
despezas
con
sequentes.
Também
quasi
toda foi
consu
mida
pelas
chammas
Ansassinnto.
—
A
«Gazeta Nacional
d
’Allemanha» diz
que
o
commissario
de
Italia
foi
assassinado
em
Gola.
Ha
dias
que
se
ignorava
o
paradeiro
d
’este
indivíduo
e
as auctoridades
oltoma-
nas
haviam
feito
varias
pesquizas para
averiguar
a causa
de
sua desapparição.
Elogio funehre
—O
exra.0
snr.
bis
po
eleito
do
Algarve,
dr.
Antonio
Ayres
de Gouveia,
vae
publicar
o
elogio
fúne
bre
que
prégou
nas
exequias
do
sabio
dr.
Jo*é
Maria
de
Lima
e
Lemos.
O
producto
será
applicado
em
obras
de
beneficencia
para suffragio
da alma
do
fallecido.
Ardil protcHtmrate.
—
Escrevem
d
’
es-
ta
cidade
para
a
«Palavra»,
com
data
de
18:
Um
meu
amigo chegado
hoje
mesmo
d
’
essa
cidade do
Porto,
fez-me
presente
de
dois
bilhetes,
que
um homem bem
fal-
lanle
lhe
deu
na viagem
do
comboyo.
São
de
pequeno
formato,
dobrados
em
fôrma
de livro,
tendo
pelo
exterior,
quer
d’
um
lado
quer
do
outro,
uma
linda
fa
chada
de tinta
de
diRerentes
côres,
no
meio
uma
figura
allegorica,
tendo
os
se
guintes
dizeres
:
—
Guia para
passageiros
pelos
vapores
e caminhos
de
ferro;
o
ou
iro—
Guia
do
viajante,
estradas,
caminho
de
ferro,
vapor
ou
carro americano.
De
pois desdobram-se e então lê-se
uma
immensidade
de textos
bíblicos,
que,
pe
los
modos,
dão
a
entender
que,
para
nos
serem
perdoados
os
peccados
e
ganhar
mos
a
vida
eterna não é
necessário
crer
na
Egreja
Catholica
nem
em
suas
pra
ticas
religiosas.
Ora
esta
propaganda
é
abjecta
e
re
pugnante,
e
cada vez
mais
nos mostra
os
cuidados
que
os
maus
empregam na
propagação
de
suas
doutrinas, e
o
pouco
que
nós empregamos na
propagação
das
nossas.
Eu
apresso-me
a
levar
isto
ao conhe
cimento
de
v.,
porque,
como defensor
da
religião
catholica,
e
por
conseguinte
de lodos
os
santos e
bons
princípios,
e
em
união
com
os
que
fazem coro
para
o
mesmo
fim,
mais
tem
o
dever
de
mostrar
aos
fieis
a
obrigação
que
tem
de
não
to
marem
essas
publicações
ímpias,
nem se
deixarem
illudir
por
essas
dadivas
gra
tuitas;
e ao
clero
principalmente,
ao que
está
encarregado
d
’
algum
rebanho,
para
que
estes pastores
levem
estas
precau
ções
áquelles
a
quem
não chega
o
jornal
religioso,
mas
sim
só
a
sua
palavra
au-
clorisada.
Quantos
e
quantos
sem
sabe
rem
o
mal
que
fazem,
recebem estes
pa
peis
innocentemenle,
mas
depois se
dei
xam
infiltrar
pela
sua
leitura
do
veneno
que
eHes
contém?
Temos
já
provas suílicientes
para
po
dermos
calcular
o
mal
que
fazem
em
grande quantidade
de
pessoas
esses
textos
bíblicos
com o
livre
exame.
Os
maus
não
se
cansam
em
ideiar
como
desterrar
de
cima
da
terra
a
Egre
ja
de Jesus,
porque elles
conhecem
que
é
o
maior
estorvo ás
suas
mais
deprava
das
paixões.
A
historia
da
Egreja
em
19
séculos
devia
ser
para
elles
uma
prova
mais
que
sufficiente
para
desistirem
de
sua
cruel
guerra
á
mesma
Egreja;
não
pensam
as
sim,
continuam;
pois
continuemos
nós
também,
procuremos
quaes
os seus ca
minhos
e
cuidemos
em lhe
estorvar
a
pas
sagem;
sem
Deus
o querer
serão
os
nos
so*
trabalhos
alguma
coisa
infructiferos,
porém
ha
exemplos que
se os
catholicos
não
fossem
fervorosos,
o
mal
leria
talvez
sido muito
maior.
E
’
bom
pois
insistir
na
precaução
que
os christàos
devem
ler
ern
não
receberem,
quer
por dinheiro
quer
de
graça,
essas
publicações ainbu-
inspector
da
linha,
que íicara
gravemen
te
ferido, já morreu
também.
«Este
attentado
causou
uma
sensação
das
mais
penosas
em
todos
os
habitan
tes
de Puebla».
Ci^tJsniácíx.
—
Domingo
26.
—
Praclica
do
Direclor
espiritual,
ás
seis
e
meia da tarde.
Catechese
na
egreja
de
S.
Marcos,
ás
duas
e
meia
da
tarde.
Explica-se
o
séti
mo
mandamento
da
lei
de
Óeos.
Dia
1
de
fevereiro. —
Anniversario
da
morte
do
SS.
Padre
Pio
IX. Missa
re
zada
na
egreja
do
Populo,
ás
9
horas.
Convidam-se
tocfos
os
snrs. associados
a
assistirem.
N.
B.
Acham-se
vagos alguns
logares
na
escola
da
Associação
Catholica,
para
os
filhos
de paes
pobres,
embora
não
so-
cios.
Fteiitseésnento. — Falleceu
em
Vianna
do Casteílo
o
snr. Balthazar
Werneck
Ribeiro
de
Aguilar
de
Vasconcellos,
cava
lheiro
distincto
e
escriptor
muito
apre
ciado.
Entre
outros
legados,
deixa
1:6000000
á
Misericórdia
d’
aquella
cidade,
para
fun
do da
creação
e
sustentação
de
ura
al
bergue,
no qual
haja
sempre
seis
camas
para
recolher
até
seis
peregrinos ou
via
jantes
pobres; 2:5000000
reis
ao
asylo
das
Oi pliãs
Desamparadas,
e
8OO
;
jOOO
reis
á
Ordeui
Terceira
do Carmo.
MUíssieursrios.
—
No
dia
10
de
de
zembro
ultimo
embarcaram
em
Génova
para
Montevideu (Uruguay ,
8
missionários,
padres
e
cathechistas da
congregação
de
S.
Francisco
de
Sales,
de
I).
Bosco
em
Turim.
Dois
outros
missionários
da
mesma
congregação
embarcaram ao mesmo
tem
po
e
para
o
mesmo
destino
em
Marse
lha
sobre
um
navio do
Estado
grátis.
»espacíts>s.
—
Effectuaràm-se
por
de-
decretos
de
16
do corrente, os
seguintes
despachos
ecclesiasticos:
O
presbytero Ignacio Francisco
Pinhei
ro,
parocho
collado
na
egreja
de
Nossa
Senhora
das
Angustias
da
Horta—
apre
sentado
na
egreja
parochial
de
S.
Ma-
theus,
no
concelho
da
Villa
da
Magdale-
na,
diocese
de
Angra.
O
presbytero
Augusto
José
Dias—
apre
sentado na
egreja
parochial
de
Nossa
Se
nhora
da
Luz
de
Albernôa,
no
concelho
e
diocese
de
Beja.
Q
presbytero
Antonio
Jacome da
Cos
ta,
parocho
collado na
egreja de
S.
Vi
cente
de
Okiros, na
diocese
primaz
de
Braga
—
apresentado
nã
egreja
parochial
de
S.
Thomé
de
Caldeilas,
no
concelho
de
Guimarães,
da
mesma
diocese.
O
presbytero
Benigno José Alves
Ca
sal
da
Veiga
—
apresentado
na
egreja
pa
rochial
de
S.
Paio
de
Moledo,
no con
celho
de
Caminha,
diocese
primaz
de
Braga.
O
presbytero
Antonio
Manoel
Xavier
—
apresentado,
precedendo
concurso
por pro
vas
publicas,
na
egreja
parochial de
Nos
sa
Senhora
das
Neves
de
Possacos,
no
concelho
de Valle
Passos,
diocese
primaz
de
Braga.
O
presbytero Antonio
Antunes
Vaz Ser
ra,
parocho
collado
na egreja
de
S.
Bar-
tholomeu
de Salgueiro,
na diocese
da
Guarda
—
apresentado na
egreja
parochial
de
S.
Thiago
de
Belmonle
no
concelho
de
Belmonte,
da
mesma
diocese.
O
presbytero Luiz
Maria
de
Almeida
Cardoso
—
apresentado
na
egreja parochial
de
Nossa
Senhora do
Pranto
do
Poço
do
Canto,
no
concelho
de
Meda.
diocese
de
Lamego.
O
presbytero
João
Rodrigues
de
Al
meida
—
apresentado,
precedendo
concurso
por
provas
publicas,
na egreja parochial
de
Nossa
Senhora
da
Assumpção
do
So
brado
de Paiva,
no concelho
de
Paiva,
diocese
de
Lamego.
Jffoticiais
—
O
infatigá
vel
editor
Ernesto
Chardron,
está
impri
mindo
um
livro de versos
do
snr.
Tho-
inaz Ribeiro,
intitulado
Vesperas;
um
Ou
tro
do.
snr.
Camilio
Casteílo
Branco,
Can
cioneiro
Alegre;
um outro
do
snr.
Pal
meirim,
Galeria
de
Figuras Porluguezas.
ínevii ; ão <Su S>4i«8
lieen «ir «Ui»»-
uiiitjjhiiit.
—
Os jornaes
inglezes
dão
vá
rios
prómenorés d’
este
incêndio.
Cerca
de
80:00
i
volumes
contava,
dos
quaes
só
uns
10:000
escaparam.
O
que
fazia
(Telia
um
verdadeiro
lhesouro
eram
principalmeule
as
duas
salas
de
Sha-
kespeare
e
de
Cervantes e
a
collecção
Staunlon,
que
foram
queimadas
quasi
a-a
sua
integra.
A
sala
de Shakespeare
continha
uns
7:000
volumes,
dás edições
das
oóras
do
grande
trágico
iaglez,
em
20
linguas
e
Em
Guimarães
—
Ao
snr.
Pedro Lopes
Guimarães.
Na
Covilhã
—Ao
snr.
Luiz
Antonio
de
Carvalho.
Em
Lisboa—-Ao
snr.
Antonio
Augusto
S.
Castanheira,
rua
de
Buenos-Ayres,
n.°
34.
—
Re^d."™
José
Feliciano
Coelho
dos
Reis,
Hospicio
do
Sacramento,
Alcantara.
Ilhas
Adjacentes—
Albino Augusto
Pes
soa,
ilha
de S.
Miguel.
A’quelles
cavalheiros
a
quem
enviar
mos esta folha
e
que não
quizerem
ficar
com
a
assignatura
da mesma,
rogamos
a
fineza
de
nol-a
devolverem
para
nosso
governo.
Agradecendo
cordealmente
a ponctua-
iidade com
que
muitos
dos
nossos
esti
máveis
assignantes
tem
satisfeito
o
paga
mento
das
suas
assignaiuras,
lembramos
a
alguns
snrs.
que
ha
muito
se
acham
em
debito,
se
dignem
satisfazer
quanto
antes,
para
regularidade da
nossa admi
nistração.
BMCO
MEHCA3JVTIE
ME BK.AGA
SOCIEDADE
ANONYMA DE
RESPONSABILIDA
DE
LIMITADA
Resumo
do
activo
e
passivo
d
’esle
Banco
ern
31
de
Dezembro
de
1878.
Activo
Caixa..................................
Letras
descontadas,
toma
das e
a
receber
.
.
.
Leiras
em liquidação
.
.
Empréstimos
sob
penhores
Empréstimos
com
hypotheca
Créditos
caucionado* em
c/c
Agencias
no
Reino
e
estran
geiro
...............................
Agencia
da
Madeira.
.
.
Devedores
diversos.
.
.
Acções
recolhidas.
.
.
..
Valores
fluctuantes. .
.
Tilulos
de
Divida
Publica
Effeitos
depositados
.
.
Installação
.......................
Moveis
e
utensílios.
.
.
Contribuições
18:2080401
109:7360538
1:1240930
74:1040830
27:9280424
71:0360296
49:2180861
16:1780338
8:3n80O63
200:0000000
80:7620090
11:4010420
24:5700000
4:0000000
4:4100500
2:8330636
700:8190282
Passivo
Capital
....
Fundo
de
reserva .
Depositos
a
praso
»
á
ordem.
Credores d
’
effeítos
dos
....
Leiras
a
pagar .
Credores
diversos
.
Lucros
e
perdas.
.
.
.
600:0000000
. .
.
3:5090127
.
.
56:0910093
.
.
6:5450965
deposiia-
.
.
.
24:5700000
.
.
2700000
. .
1:8980185
.
.
.
7:9340912
700:8190282
Braga 12
de
Janeiro
de
1879.
Os
Direclores,
João
da
Costa Palmeira.
José
Antonio
d'Oliveira
da
Costa.
THEATRO
DE
S.
GERAL
DO
Companhia
clramatica
portu-
gueza
Domingo
26
de
janeiro de
1879
l.
a
RECITA
DE
ASSIGNATURA
A
representação
do
drama
em
5
actos,
original
do
snr.
Pinheiro
chagas
Principia
ás
8
horas
.
lantes.
EXPEDIENTE
Para
maior
cominodidade,
podem
os
nossos
assignantes
das
seguintes
localida
des
enlrttgar
a
importância
das
suas
as
signaiuras:
No
Porto
—Ao
snr.
José
Carlos das
Neves,
rua
das
Flores.
O
abaixo
assignado
julga
ter
agrede-
cido
a
todas
as
pessoas
que
se
digna
ram comprimental-o
por
occasião do fal-
lecimento
de
seu
chorado
pae
e
assisti
rem
á
missa do
7.”
dia,
que
por
sua
alma
celebrou
na
egreja
do
convento
dos
Remedios,
bem
como a
muitos
rev.
m
°
’
senhores
sacerdotes,
seus
intimos
amigos,
que
lhe
fizeram
a
fineza de
mui
espon
taneamente celebrarem
o Santo
Sacrifício
por alma
de
mesmo
finado;
sendo porém
possível
ler-se
dado
alguma
filia,
posto
que
involuntária,
vem
reparal-a
por
este
modo,
e
a
todas
pnblicaraente
patentear
o
seu
indelevel
reconhecimento.
Braga
24
de
janeiro
de
4879.
(2235)
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
Fabrica
a
vapor de fundição
ferro
e
m taes
Traveagí* «Se S. João—Braga.
N
’
esta
fabrica,
unica
na
província
do
Minho,
fabrica
se
toda
a
qualidade de
obra
t
tanto
de
ferro
como
de
rqelal.
O
proprietário da
mesma
não
se
tem
pou
pado a
sacrifícios
para
poder elevar
este
melhoramento
de
industria
á
altura
de
poder
competir
em
tudo
com
as
fabricas
de
igual genero
do
Porto
e
outras
loca-
idades,
e em
parte o tem conseguido,
pois
que
no
seu
estabelecimento
se fazem
obras
de
todos
os tamanhos
e
qualidades
pelos
preços
que
possam
ser
encontrados
no Porto.
N
’esta fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de
5:000
kilos
e
maiores, sendo
preciso,
achando-se
já
muitas
obras
fundidas,
co
mo são:
btixas
para
eixos
de
carruagens,
moinhos
para
moer
tintas,
pés
para
me-
zas
de
mármore
ou
de
madeira, bancos
para jardins, bombas
de
qualquer
pres
são
até
á
altura
de
200
palmos,
grades
para sacadas
ou
jardins, columnas
e con
solas
para
lampeões,
prendas
para
copia
dores,
fuzos
de novo
systema
para
la
gares,
ferros
para alfaiates
e
chapelleiros
tapeies
e
ventiladores
para
soalhos, canos
e
joelhos
para
agua,
de
todas
as
grossu
ras,
de
guinchos
de
pedreiro
de
todos os
tamanhos.
Também
concerta
todas as
obras
d
’
este
genero
principalmcnie bom
bas
de
poços.
Preços
os
do
Porto.
O
proprietário
Antonio
Germano
Ferreirinha.
L
*GAR
A
G
o
N
l
URSO
A
meza
administradora
da
Irmandade
de
Nossa
Senhora
da
Dores
dos
exlin-
ctos
Congregados
desta
cidade,
faz pu
blico
que
se
acha
a
concurso,
por es
paço
de
15
dias,
a
contar da
data
de
hoje,
o
logar
de
seno
da
mesma
irman
dade
com
o
ordenado
de
300000
reis,
casa
para
viver
e
emolumentos
corres
pondentes.
Os
pretendentes
ao dito
logar,
deve
rão
dirigir
os
seus
requerimenios
ao
the-
soureiro
da
casa o snr.
José
Joaquim
de
Oliveira,
rua
do
Souto.
Braga, 24
de
janeiro de
1879.
O
secrçtario
da
Irmandade
Joaguim
Bernardino
da
Cunha
e
Silva.
(2233)
fAETOl
Vende-se
um
de
quatro
rodas,
em
bom
uso,
para
um
ou
dous
cavallos
e
os
ar
reios
competentes.
Trata
se
na
loja
do
Cachapuz.
(2232)
ârangâo
Troca-se
a
dinheiro
uma Imagem
do
Santo
Christo,
de
marfim,
em
cruz
de
ébano,
e
adornada
com
prata.
Quem
pretender
póde
lêl-a
em
casa
do snr
Barranha,
na
rua
do Souto, n.°
6.
(2234)
Idinheiro
sobre
penhores
Na
Caixa
Penhorista
Bracarense, rua
de
D. Gualdim.
ao
pé
da
Roda,
dá-se
dinheiro
sobre
prata,
ouro,
joias,
roupas
e
outros
mais
objectos
que
tenham
va
lor de
cincoenta
mil
reis
para cima;
tem
grande
abatimento
nos
juros.
Acha-se
aberta desde
as
7 horas
da
manhã
até
ás
8
da
noite.
Associação
do
Monte-Pio
de
S.
José.
Em
cumprimento
do
artigo
53.°
dos
Estatutos,
a
Direcção faz
publico
a
todos
os
socios
que
os
respectivos
livros,
um
exemplar
da
conta
de
Receita
e
Despeza
relativo
ao
á
gerencia
de 1878
e
o
pa
recer
dos
ill.
mos
Fiscaes,
se
acham
pa
tentes
na
secretaria
da
Associação,
sita
no
Largo
de
Santo
Agostinho,
casa
n.°
8,
por
espaço
de
8
dias,
a
contar
desde
o
dia
de
hoje.
E
para
que
os interessa
dos tenham
conhecimento,
se
passou
o
presente.
Braga e
Secretaria do Monte-Pio
de
S. José,
18
de
Janeiro
de
1879.
O
Secretario
da
Direcção
Joaquim
Bernardino da
Cunha.
(2221)
Antonio
Manoel
Ayres
Oliveira,
nego
ciante na rua
dos
Chãos,
compra
acçôes
do
Theatro
de
S.
Geraldo.
(2230)
A
Direcção
do
Banco
Mercantil
de
Bra
ga,
previne
para
que
ninguém
faça con
tracto
algum
em os
bens
moveis
e
immo-
biliarios
pertencentes
a
Manoel
Joaquim
da
Cunha
Vieira
Carvalho
e
sua
mulher,
pois
que
todos
os
que
possuem n’este
conce
lho,
no
de
Vieira
e
Arcos
de
Val-do-Vez,
se
acham
assestados,
para
segurança
dos
credores,
e
que
estão
as
acçôes
em juizo.
(2228)
DINHEIRO
A
JUROS
O
Cabido
da
I.
e
R.
Collegiada
de
Santa
Maria Maior,
de
Barcellos,
tem
di
nheiro
pertencente
aos
capitaes
de
Nos
sa
Senhora da Soledade para dar
a juros
a
quem
o
pretenda
e
apresente
boa
hy-
potheca.
(2227)
DINHEIRO
A
JURO
A
irmandade
de
Nossa
Senhora da
Torre,
tem
330$000
rs. para dar
a
juro.
O
secretario
(2203)
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
Banco
de
Guimarães
Por
deliberação
tomada
em Assembleia
Geral
de 15
do
corrente
são
convidados
os
snrs. accionislas
a
reunirem-s
no
dia
24
d
’
este mez
pelas
10
horas
da
manhã
na
casa
do
Banco
para
os
eíTeitos
do
art.
42
dos
estatutos.
Banco
de
Guimarães, 16
de
janeiro
de
1879.
O
presidente
da
Mesa
da Assemblea
Geral
(2222)
Barão
de Pombeiro.
1
LISBOA
i
IIOJI
í
I
Noticia
Histórica
da
Peregrinação ao
Vaticano,
pelo presbytero Francisco
de
Sousa
do
Prado de
Lacerda,
prior
da
Chamusca.
Vende-se
por
700
reis
na
vestimenta-
ria Rocha,
rua
do Souto
n.
u
41.
(2202)
No
dia
26
do
corrente mez,
pela
1
hora
da
tarde,
tem
de
proceder-se
á
elei
ção
dos
novos
mezarios que
tem
de
re
ger
a
Confraria
de
N.
Senhora
da
Con
solação,
sita
na
freguezia
de
Noguiró,
o
que
tem
de
ser
annunciado
por
campai
nha,
segundo
o
Estatuto.
Além
d
’isto,
vem
o abaixo
assignado
rogar
aos
con
frades
da
mesma,
queiram
fazer
o
favor
de
comparecerem
pela
dita
hora
na
sa
cristia
da
Venerável
Ordem
Terceira
d
’esta
cidade,
onde
por
favor
se
fazem
as me
zas,
para
a dita
nova
eleição.
O
secretario
(2231)
Gaspar
José
da
Cunha.
COSINHEIRO
No Collegio dos
Orphãos
precisa-se
de
um
cosinheiro
e
de um ajudante de
co-
sinha.
Quem
pretender,
falle
no
mesmo
Collegio.
(2124)
Gran
êxito en Paris
VELOUTINE
GH
1" FAY
POLVO
DE
ARROZ
ESPECIAL
PREPARADO
CON
BISMUTO
INVISIBLE
f
ADHERENTE, dá al cútis frescura y trasparencia.
I
nventor
CHARLES FAY, 9,
rue
de
la
P
aix
,
PARIS
Se vende en las Farmacias, Perfumerias, Beluquerias y tiendas
de quincaUa.
$
k
Se
venue eu ias raruidbiaa, rcnumcncu, nuuqucuao j
u
^g^x^x¥^ Descolar
de
las
falsificaciones.
ui
MAGASIN
DES DEMO1SELLES
Publica-se
a
10
e
25
de
cada mez,
por
fascículos
in-8.°
grande
Gravuras <le modei! e modelos <Ie
tapeçaria eoloridan; a agua;
gravaiioi
a preto; novidades
para piano e canta; aibuuH «te
lavores,
folhas de
confeeçSes; eroehet e rendas; riscos, ete.
O
IWagaein
«Ses
HeMíoiselles,
graças
ás
importantes
reformas
que
introduziu
na
sua
publicação,
é
hoje
o
mais
elegante,
o
unico
que
dá
mensalmenle
um
trecho de
musica,
e
reune
o
duplo
attractivo
de
um periodico
lilterario
interessante
e
um
periodico
de
modas
completo,
inteiramente
independentes
um
do
outro.
£'reço
para Portugal
(as
assignaturas fazem-se por um
anno
principiando
no
l.°
de
janeiro)
4$900
rs.
Também
se
acceitam
assignaturas
separadamente
de
cada
edição:
edição
do
dia
10,
—2^800 reis;
edição
do dia
25,
—
f$700
rs.
Subscreve-se
na administração
d
’
este
periodico.
iIOIOIOIOIOKXOX»^
A1TARIC10
A
MALHEIRO
8®,
Praça
ds> Barão de S. Marti-
nlto,
8 7
Receberam
grande sortimento
de:
Chapéus
modelos
para
snr.
a
e
creança.
Flores,
plumas
e
cascos
para
chapéus.
Malhas
de
lã
para
creança.
Toucas
para
senhora
e
creança.
Colarinhos
e punhos.
Colarinhos
de
bretanha de
linho
para
militares,
duzia
a
1^000
e
l$200
rs.
Meias
de
lã
em
cores.
Copos,
cálices
e
garrafas.
Jarras
de dífferentes
qualidades.
Faqueiros
para
meza.
Machinas
para
fazer a
barba,
a
700
rs.
Chavenas
e
pires.
Oleados
para
mezas.
Serviço
para
quarto.
PREÇOS
FIXOS
Vendfts
a dinheiro.
Manoel
Ribeiro
de
Carvalho
Júnior,
morador
no
Bom
Jesus
do
Monte, fre
guezia
de
TenÕes,
d’
este
concelho,
não
tendo
trabalhado
a
sua
lythographia que
o
supplicanle
teve
na
Praça
Municipal n.°
3,
freguezia
da
Sé da
cidade
de
Braga,
senão
no
segundo
e
terceiro
trimestre,
do
anno civil
de
1878,
pede
ás
pessoas
ás
quaes
constar
que
esta
lythographia
trabalhou
mais
algum tempo
o
queiram
fazer
saber
no
praso
de
3
dias,
á
ill.
raa
Junta
da
freguezia
da
Sé.
á
qual
o
sup-
plicante
requereu
que
lhe
attestasse
o
que
houvesse
de
verdade
a
tal
respeito.
Bom
Jesus
do
Monte
24
de
janeiro
1879.
Manoel
Ribeiro
de
Carvalho
Junion.
O
LIBERTADOR DAS ALMAS
DO
PURGAPORIO
Publicou-se
o
n.°
d’
esla
Revista
men
sal,
pertencente
ao
corrente
mez
de
ja
neiro
e
contem:
Expediente;
Do
motivo
da
caridade
para
com as
almas
do
purgatório,
que
é
a
grandesa
das
penas
sensíveis
que
ellas
sollrem;
Da
ideia
do
purgatório
entre
os
ho
mens;
Novena
pelo
allivio das
almas
do
pur
gatório;
Benefícios
das
boas
almas,
etc.
Assigna-se
na
rua
do
Bomjardim
n.°
449
a
453—Porto—
Francisco
Pereira
de
Azevedo.
Preço
500 reis
por
anno.
AIIMTIIIJ )!IIIII)S
DO
ALTO
DOUBO
DA
CASA DE
VII,EA FOIÇA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engar
rafados:
Vinho
tinto
de
meza.
(sem garrafa)
150
>
>
>
3
.
190
>
Lagrima
...............................
200
»
Branco
de
meza
...................
210
»
tinto
de
meza
fino. .
.
.
240
»
de prova secca.
....
300
3
Malvasia
e
2.a...................360
❖
sosraokxoj
3
»
.lho
....................................
400
t>
Malvt. a
Bastardo
e
Moscatel
a
500
3
Roncão........................................ 700
»
Velho
de
1854
....
600
3
a
retalho
par&
meza
60 e
80,
o
quartilho
tinto,
e branco 120.
Responde-se e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio de
qualquer
processo
cbymico.
(
tt
41)
DINHEIRO A JURO
A
confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
Primaz,
tem
para
mutuar,
a
quantia
de
500^000
reis.
(2065)
Dinheiro a
juro
Ha
na confraria de
Santo
Antonio
da
Praça
Municipal a
quantia de
650$000
reis
para
mutuar.
O
secretario—
Padre
Fran
cisco
Maria.
(2117)
ALUGAM-SE
as
casas n.°
21,
no
Campo
Novo
do
Reduto,
nobres
e
com
muitos
commodos. Trata-se
na casa
imme-
diata
n.°
22.
(981)
Os
Kebuçados
ntytilieoM,
de na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectorante,
são o
melhor
dos
remedios
até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200 reis.—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito
no
Porto,
PHARMA
CIA CENTRAL, rua
de
Santo
Antonio,
227.
Unico
deposito
em
Braga,
PHARMA
CIA
DOS ORPHÃOS,
praça
Municipal.
(2080)
rsau iwíÃo
dentista
APPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Rua
de
S.
Marcos n.°
19.
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á sqp
arte
e
conlinúa
operando
grátis, pobres
e
•toldados.
(2159)
LECCIONACÀO
Na
rua
Direita
da Cruz de Pedra,
n.°
38
lecciona-se
PHILOSOPH1A,
RHETO-
RICA
e
FRANCEZ.
Habilila-se
para
exame.
COFRE
DE
FERRO
Quem
o
tenha para
vender,
falle na
rua
Nova
n.°-
4.
Folhinha Civil
on de Algibeira
Acha-se
á
venda
na
rua
Nova
n.°
4
e
na
rua
do
Souto
na
vestimentaria
Ro
cha
e
em todas
as
localidades
do
costu
me.
Preço
50
reis.
S
IIIPI®
MACHINAS
PARA
COSER
1L. E €«
AS
DA
Companhia fabril SINGER
17
—
rua de S. Vicente—17
BRAGA
As
melhores
machinas
para
costura
que
todo
o
mundo
conhece
e
que
nunca
tive
ram
rival.
Vçndeu no anno
de
1877,
SS«:S19
machinas
de
costura!!!
mais
SO:A9«
que
em
1876.
A
Companhia
Fabril
Vende
as
suas
magnificas
e
sempre
acreditadas
machinas,
ao
alcance
de
todas
as
fortunas,
a prestações
de
54;®
reis
aemanaes
sem
prestação
de
entrada
ou
10
por cento
a
menos
a
prompto
paga
mento.
MACHINAS
LEGITIMAS
Para
famílias, alfaiates, costureiras,
chapelleiros
e
sapateiros
4
COMPANHIA
FABRIL
Garante
todas
as
suas
machinas não
só
no seu
bello
trabalho,
como
na
sua
immensa
duração,
com séria
garantia.
Avisamos
o
publico que te
nha
todo
o cuidado
para
não
ser
enganado
com as machinas
imitações, como
algumas
pes
soas, por infelicidade d’ellas, o
tem
sido.
As
machinas
legitimas
sivgesz
só
se
encontram
á
venda
na
Sub-succursal
da
COMPANHIA
FABRIL SINGER
17, RUA DE
S.
VICENTE, 17
BRAGA
e
nas
casas
estabelecidas
em
todas
a ca
pitães
dos
dislrictos
de
Portugal
e His-
panha.
Ensino
esmerado
e
grátis
em
casa
(do
comprador.
Peçam
cathalogos
illustrados
com
lista,
de
preços, que
se
enviarão
GRÁTIS.
(2187)
2
los, fazendo as vezes de fogo
e não deixando
vestígios
do
seu emprego M
ighbl
, pharmv-
ceutico
em Alx
(na Provença) Franca. —
Preço 1,000
reis. —Em
Lisboa,
o
snr.
Barreto,
Lcreto,
n
0
28—03.
(.25)
RESPONSÁVEL—Luiz Baplista da Silva.
BRAGA, TYPOGRAPHIA
LUSITANA—
1879.
