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Parte de N.º 979 de 02/09/1879

conteúdo
FOLHA. flELMiííOSA, 'POI
j
ITICA.
j
E2
r^OTTXJMCBSA.
REDACTOiiES—
D. Miguel Sollo-Mayor
e
Dr. Custodio Velloso.
7.’ ANNO
âisÂ
*
iíi

:
ióí
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12 mezes.............................
»
6

».............................
Correspondências
partic.
cada linha
Annuircios
cada linha.......................
Repetição
........................................
1^600
850

iO

20

10
PUBLICA-SE
ÃS
TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
PBEÇO
DA ASSIGNATURA
Províncias,
12
meies........................
»
6
»
.......................
»
sendo

duas
assignaturas
Brazil, 12 mezes,
moeda forte. .
Folha

avulso...................................
2&0C'9
1&050
3Í600
3&600
N.°
379
%
tta^fssaaki-^
JOSÉ MARIA DIAS DA COSTA.
O dia de ámanhã é para nós
de

recordação
crudelíssima.
Perfaz um
anno que a alma
candida de
José Maria Dias
da
Gosta subiu á mansão lumi­
nosa
e serena da
Bemaventu
rança.
Mas se este
nome
foi riscado
do

livro dos vivos, elle jamais
se
apagará

na memória e
no
coração de quantos
com elle
tractaram, ou a cujo conhe­
cimento
chegou a fama das
virtudes austeras e
dos gran­
des
serviços á religião e á
so­
ciedade prestados
por esse be-
nemerito cidadão,—um
dos mais
prestantes

entre

os muitos a
quem

Braga se ufana de cha­
mar

filhos.
Esta verdade dissemol a
nós
ao transmittirmos
aos nossos
leitores a dolorosissima nova
do

passamento de José Maria
Dias
da Costa;
disse-o todo o
paiz
pelo

orgão da imprena
jornalística sem distincção de
côres
políticas,
e cuja opinião
fizemos reproduzir nestas co-
lumnas; dil-o toda esta cidade,
que

ainda hoje pranteia a per
*

da
irreparavei do mais tenaz,
dessa

tenacidade
que gera o
heroísmo,
entre
os mais incan-
çaveis batalhadores da santa
causa
que defendemos.
Justíssimo
é pois
o
tributo
de
gratidão
que neste dia pa­
gamos á memória de
José Ma­
ria Dias da
Gosta. Soube me-
recel-o,

como
poucos.
Que
os nossos estimáveis
leitores
nos acompanhem nas
orações
que

pela alma do illu-
stre
finado dirigimos ao Omni­
potente.
TfRÇA-FEIRA
2
DE SETEMBRO DE
1879
Carta Encyclica
do Nosso
Santíssimo
Pa­
dre o
Papa Leão XIIq a todos os pa-
triarchas,
primazes, arcebispos e bis­
pos do mundo catholico em graça
e
commnnhão

com
a Santa Sé Aposlo­
lica.
[ Continuação).
estes occupa

o
primeiro

Justino
rnarlyr,

que,

de-
Entre
logar

S.
pois

de
ter

percorrido

as

mais
ce
­
lebres
academias

dos
gregos

para
adquirir

experiencia,

e
de
ter

vis­
to,

como

elle

mesmo
confessa
á

bocca

cheia,

que
a

verdade
sómen­
te

póde

tirar-se

das
doutrinas

re
­
veladas,
abraçando-as

com

todo
o
ardor

do
seu

espirito,
as
expurgou
de calumnias,
as defendeu
corajosa
e

eloquenternente

na
presença

dos
imperadores

romanos, concordando
com

muitas
sentenças
dos
philoso-
phos

gregos.
e com

toda

a

confiança

lhes

diz-

Nem
na

sciencia

nem
na

arte

somos

igualados, como vós

outros pensaes.
(3)

Arnobio,

nos

seus

livros
contra
os

gentios
e
principalmente Lactan­
do
nas
suas
Instituições

divinas,
põem

ambos
ao

serviço

do
seu

zelo
igual

eloquência

e igual energia,
para

inculcarem

aos
homens

os

dogmas
e

os
preceitos
da
sabedoria

catholi-

ca;

todavia,

longe de

confundirem
a
philosophia,

como
fazem os

acadé­
micos,
(4.)
servem-se

para

convencer,

das

armas que

lhes
são

próprias,


d

aquellas

que
as
questões intes­
tinas

dos philosophos

lhes porpor-
cionam.

(5) Os

escriptos
que

o
grande
Athanasio

e

Chrysoslomo,
o príncipe
j
dos

oradores, i
queceram,

por
seu

turno,
o
patri­
mónio
da
philosophia.
Finalmenle,
os

doutores

da
eda-

de
media

conhecidos
pelo
nome

de

escolásticos,
emprehendem

a

obra
collossal de
leunir

as

pingues mes­
ses

de

doutrina,
espalhadas,

aqui
e

alli,
nas

innumeras
obras

dos
Pa-
formando d’ellas
como
que


meda
para
uso

e

com

medi­
das
gerações
futuras.



Qual

porém,

Veneráveis

Irmãos,
a
origem,

indole
e
excellencia
da dis­
ciplina

escholastica,

exuberantemen
­
te
o

manifestou

Xisto
V,

homem
de profunda
sabedoria

e

nosso

pre
­
decessor,

cujo

testemunho

nos
apraz

registrar
aqui:

«Pela

divina

muni-
alli,
dres,
uma

dade
seja,
!

dos
oradores, nos deixaram,
sobre
;

«licencia
d

Aquelle
que

so



o
es-
|a

alma

humana,
os

divinos
attribu-

«piiito
da

sciencia,

da

sabedoria
e

!
tos
e

outras questões

da
maxima
«
da

intelligencia,
e

que

augmenta
á

!

importância,
esses escriptos

são,
nai«sua

Lgreja
novos

ben
ficios,
se-
opinião
de

todos, d

uma

tal
perfei-l

«gundo

suas

necessidades
no

decor-

ção, que

nada

mais

copioso

e pro-|«
rer

dos

tempos,

munindo-a de

no-
!
fundo
se

póde desejar.-Sem

que-'

«vos
baluartes, inventaram



rer
augmentar
em

demasia
esta

lista ;
do
espíritos

elevados
ajuntaremos.
|'
Por

este
mesmo
tempo,

segui-
todavia,

aquelles
que



apontámos,;

«Doutores

gloriosos, prinoipalmenle,

Iramiguaes

veredas

OwdratoeArís-;

Basilio

Magno,
bem

como
os

dois
«o

angélico
S.

fliomaz
e
o

seraphi-
1

lides,

Herraias
e

Allmmgoras.

;Gregorios.

Todos

trez

sahiam

de,«coS.

Boaven
ura
prezadíssimos
pro-

Não

conseguiu
menor
gloria

Fre-

Athenas,

abundantemente
providos,

«iessoies

desta
.acuidade...

cultiva-

Inew,
martyr
ilhistre
e
Bispo

da
Egre-jde
todos
os

recursos
da
philosophia;
«™m

e

ennqueceram com
seuin-

n



e

esses

thesouros
scientiíicos
que,

«compaiavel
talento,
estudo

assíduo,

opiniões
dos:
110

ardor

do
seu
z<do
, haviam

con-,

«g
randes

trabalhos
e vigilias, e
que

;

pdos «nos-
!

quistado,

dispendiam-n

os
elles

na
«depois

a

legaram
optimamcnle coor-


8

(

(refutação dos
herejes

e
no
ensino
1

«denada

e

claramante

desenvolvida

-
- ■
-
;

«de muitas
maneiras.
E

na
verda-
A
palma,

porém,

parece
entre

0
conhecimento

e applicação
todos,

pertencer

.r

Santo

Agostinho,! wd

esta

tam

salutar sciencaa,
que

di-
a esse

genio
potente

que,

conhecen-j «n
?ana

das

fontes
ubérrimas
das

di-
do

a
fundo

todas
as

sciencias

divi-|

Bscripturas,
dos Summos

Pon-
nas
e
humanas,
armado
de
uma

! «Ijlíces,

dos

Santos

1
adres

e

Gonci-

soberana
e
d

uma

doutrina

não

me-(aIl0S’
fo1
sernPrc de
grandisima

vah-
nos

grande,

combateu
denodadamen-(
a
.
ta
gem
para

a

Egreja,
quer

para

a
i,

com

uma
Que

ponto
de

philosophia

deixou j <<de*
ra

e

sa

das

sa

ada
s

Escriptu-
!

variedade

incrível,

de
muitas

cou-(elle

de tratar,
mais ainda,
deixou
K,as>
quer

para

a

mais

segura

e
util

icoo

ntaiMÍm-ic

mr-i

fnnJitr

a

nliiln-
nllp

dp

nrnfnndar, quer

descobrindo
wleitura

e
exphcaçao
dos
santos

I a-
altos

mysterios

da

<<dl’es’
Q
uer
P
ara

desmascarar

e

re-
«futar
os

vários

erros

e

heresias:
«mas
nos

dias

que

correm,
em

que

«parece

serem

chegados


os tem-

«pos
previstos
pelo
Apostolo,

e

em
«que
os

homens

blasphemos, sober-
«bos,

seductores

progridem no mal,

«e
induzem
outros

para

o

erro,

é
«ella
mais

necessária

que

nunca

para
«confirmar
os dogmas
da verdadeira
«fé
catholica

e
refutar

as

heresias
,
munindo-a de

no-
i
nossos
«antepassados, varões
sapientíssimos,
«a

Theologia

escholastica,
que

dois
Não

conseguiu
menor
gloria

Fre-
Athenas.
ja
de
Leão,

que,
refutando
valorosa-;
mente

as

perversas </

orientaes,

disseminadas
[

j

ticos

em

todo
o
império

romano,
explicou
segundo

S.

Jeronymo,
os
dos
christãos.

i
princípios
de

cada

uma

das

heresias
'

e

as
fontes

philosophicas,

onde tive­
ram origem:

(I)
Todos
conhecem
as
i

!
disputas

de
Clemente Alexandrino, de
1

que o
mesmo

Jeronymo

falia

n

es- (
tes

termos,

muito
honrosos:
Que

ha

\nellas

de
indouto,

e

mais
—que não

-----------------

_

.
.

.

-

.
~

-
..............


"
(te
todos os erros

do
seu
tempo,

i

«intelligencia
e
interpretação

verda-
ha da philosophia media?
(2)

Elle

mesmo
tratou.
i vnuinJn/lo innrirol Í1O
Maria Clara Dias
da Costa,
lembra ás pessoas
das suas
relações
que ámanhã, 3 de se­
tembro, é o
primeiro anniver
sario
do fallecimento de seu
saudoso irmão, o snr. José Ma­
ria Dias
da
Costa, por alma do
qual
lhes
pede uma prece ao
Senhor.
(elle de tratar,
mais ainda
[sas
utilíssimas

para

fundar

a
philo-jelle
de

profundar,
<

sophia

da

historia,

exercitar
oppor-Jaos

fieis

os

mais

i.—
------------
timamente

a

dialeclica,

estabelecer
fé,

defendendo-os,

ao
mesmo
tempo,

a
concordia
entre
a
rasão
e
a

fé.

dos ataques

furiosos

dos

seus
adver-
A
este
seguiu-se
Origenes, insi-

sarios;

quer
pulverisando

as

ficções
dos ataques
furiosos

dos

seus

adver
(gne
no
magistério

da
egreja
alexan-Idos

académicos

e

dos
manicheus,

i
CONVITE.
A
Redacção
do «Commercio
do

Minho» e pessoal da typo­
graphia Lusitana mandando ce­
lebrar
ámanhã,
anniversario
do
fallecimento
do snr. JOSÉ MA­
RIA DIAS
DA COSTA, uma mis­
sa pela alma do mesmo: convi­
dam

os

seus collegas e pessoas
das suas relações e das do fi­
cado

a assistirem a
este
acto,
que terá logar no templo da
Misericórdia

pelas 9 horas da
manhã.
drina,
altamente versado
nas

dou
­
trinas dos
gregos e

dos orientaes,
que

publicou

muitos
livros

eruditos
para

explicar

as

sagradas

letras

e

para illustrar
os
dogmas
sagrados,
e

cuias
obras,

como

ho

e

existem,

não carecem

absoluta

mente

de er­
ros,

mas

contêem, apezar de

tudo,
grande
quantidade

de
sentenças,
com
as

quaes
se augmentam
as ver
­
dades
naturaes

em
numero

e

firme­
za.

Tertuliano

combate
os
herejes

com

a

auctoridade das Sagradas

Le­
tras
e
com
os philosophos,
trocan
­
do
o

genero
de
armas

philosophi-

camenle,
e
convencendo
estes
tão

subtil

e

eruditamenle
que,
ás
claras
assentando

e firmando

assim
as

ba
­
ses da

sciencia
humana;

uuer

inves­
tigando

a

rasão,
a

origem
e
as cau­
sas

dos
males

sob o
peso

dos
quaes

geme
a

humanidade?
Com
que
abun-
dancia
e penetração
não
tratou
elle
dos


anjos, da
alma,

do
espirito
hu­
mano,
da
vontade
e

do
livre

arbí­
trio,

da

religião
e
da
vida
bemaven-

turada,

do
tempo

e

da
eternidade
e

até da

natureza

dos
corpos
sujei
­
tos

ás
transformações?


Mais

tarde,
no
Oriente,
João
Damasceno,
seguin­
do
o
exemplo
de

Gregorio de
Na-

zianzo,
no
Occidente
Boéce
e
An­
selmo

continuando

Agostinho,

enri-
(1)
Epist
ad
Magnum.
(2)

Loc cit.
(3)

Apologut. S. 46.
(4)

Instit. VII c.
7.
(5) De Opif. Dei, c. é
1.
Estes
elogios,

posto que
pareçam

dirigir-se
só á
Theologia
escholas-

tica,

é
certo
que

devem entender-
se

dirigidos
lambem

á Philosophia.

Com

effeito,
as
preclaras
qualidades

que
tornam
a

Theologia

escholasti-
ca

tam

temida

pelos inimigos da
verdade,
sam,
no

dizer

do
mesmo
Pontífice,

«aquella

coherencia

admi­
rável

e
intima
entre

os

effeitos e
as causas,

aquella

ordem

e

disposi-
(6) Bulia
Triumphantis , n. 15 a
87.















ção
de
suas

parles,

como

soldados

em

batalha,

aquellas
rigorosas

de
­
finições,

aquella

solidez
dos
argu
­
mentos

e

subtilidade nas

controvér­
sias,
com

tudo o
que

a

luz
se

se
­
para

das
trevas,

o
verdadeiro

do
fal­
so,
e as
mentiras dos
hereticos,

en­
volvidas

em
muitos

europeis

e

fic­
ções,
sam patenteadas e postas

a nú
(7)

»,

todas estas
preclaras
e
admi
­
ráveis qualidades,
sam

devidas

uni­
camente

ao

recto

uso

d’
esta
philo­
sophia, que
os
professores
escholas-
ticos
com

sabio
conselho costumam
usar
a

cada
passo,
mesmo
nas
dis­
cussões

theologicas.

Demais,
como
o

caracler

proprio
e

privativo
dos
Theologos escholasticos é

unirem
entre

si,

por

estreito vinculo,

a

scien­
cia

humana
com
a divina,

a

Theo-
logia,

em que

elles

foram

eminen
­
tes,
nunca
teria

podido alcançar

tan­
ta

honra
e

estima
da

opinião

dos
homens,
se
seus

doutores
tivessem

feito

uso (Furna

philosophia

defeituo
­
sa,
imperfeita
e

superficial.
Mas entre os

Doutores
Escholas­
ticos,

aquelle que
mais

brilha
é

Tho
­
maz

d
AquinOy

o príncipe
c
mestre

de
todos:

o
qual,

como



notou

Co-
jetano,

para «profunda

mente vene­
rar

os

antigos doutores sagrados,
foi

necessário
que
d’algum

modo

pos­
suísse
a
intelligencia

de
todos

elles
(8)

».
Thomaz
recolheu

suas
doutri­
nas,
que

andavam

dispersos
como

os
membros
de
qualquer

corpo,

reu­
niu-as,
cla.ssificou-as por

ordem
ad
­
miravel,

e

de

tal

fórma
as
ampliou

e

desenvolveu

que com

razão é

re­
putado
e

mais

forte

defensor
e

sin
­
gular

honra
da
Egreja

Galholica.


E

em

verdade,
espirito
dócil

e

pe­
netrante,
memória

facil
e

tenaz,

de

uma

integridade

perfeita

de

costu­
mes,

amando

a
verdade,
riquíssi­
mo

de spiencia

divina
e

humana,

similhante
ao

Sol,
aqueceu
toda
a

terra

com
o calor
de
suas
virtudes,

e

o
encheu

com
o

esplendor

de
sua
doutrinaz Não ha ponto
algum
de

philosophia

que

elle
não

tratasse
com

toda

a
profundidade
e

rigor:

de

tal
fórma
discorreu

ácerca
das

leis
do

raciocínio, de Deus
e

das
|
os

mestres
e
discípulos

repousavam,
nau.™

..d...;,t<;

J
™,m<t,
unica-

JoS|

mente

no
ensino
e
aucloridade

do

Doutor
angélico.
(
Continua )
substancias
incorpóreas,

do homem'n

uma
admiravel
concordia

e

das

outras
crealuras
sensíveis,
<

actos

humanos
e

dos princípios

que
os

regem, que

nada

falta n

elle, nem
a
copiosa

messe de

questões
nem

a

conveniente

disposição

de
suas

par
­
tes,
nem
o
oplimo

melhodo
segui
­
do,

nem
a

solidez

dos
princípios

ou
o

rigor

dos

argumentos,

nem
a

cla
­
reza

do
estylo
ou

a

propriedade

dos
termos,
nem
a

facilidade
com
que

explica
as mais
absurdas

matérias.
A
tudo
isto
accresce
ainda

que

o

Doutor
angélico
baseou
suas
con
­
clusões

philosophicas

nas
razões

e

princípios

das coisas,

que contém
em

si
amplas
permissas
e

quasi
innu-

meraveis

verdades
como
que
em

germe,
as
quaes
oíferecem
aos

mes
­
tres
das

edades
posteriores

ampla

matéria
de
desenvolvimentos

fru-
cluosos

que se
desenvolvem

em tem
­
po

conveniente.

Empregando

igual
­
mente este
processo
para

a
refuta
­
ção

dos
erros,

o
grande Doutor con­
seguiu

com

elle

debellar
não


todos
os

erros

dos
tempos

anterio­
res,

mas
também fornecer

armas in
­
vencíveis
para fulminar
todos
aquel
­
les
que

apparecessem nos
tempos

futuros. —
Além

d

isso, distinguindo
perfeilamente,

como

convém,
a
ra­
zão

da

fé,

une-as
comtudo

n

um

consorcio
amigavel,
salvaguardando 7
8

(7) Bulia cit.
(8)

In. 2
m. 2 aeq. 148. a. 4. in
finem.
os

direitos

de
cada

uma,

e

conser
­
vando
sua

dignidade
própria,

de

tal
sorte
que

a

razão, levada
nas

azas

de

S.

Thomaz

até
ao

fastígio
hu­
mano,


quasi
não póde
elevar-se

mais

além; nem

a


quasi póde

pedir

á
razão
mais
e
valiosos
auxí
­
lios,

do
que

aquelles

que

S. Tho­
maz

lhe
forneceu.
Foi
essa

a

razão
pela

qual,

prin-

cipalmenle
nos
tempos

passados,
ho
­
mens
doutíssimos,

e

de

grandíssima
nomeada

em theologia e
philosophia,
procurando

adquirir
com

todo

o

em
­
penho os
immortaes
volumes
de
S.
Thomaz,
se entregaram

não
tanto

a

cultivar,

como

a
nutrir-se

e

pene
­
trar
sua
angélica

sabedoria.

E
’ sa
­
bido
que

quasi

todos
os

fundadores
e

legisladores
d

Ordens
Religiosas

impunham

aos
seus
collegas a
obri­
gação
de
estudarem

as
doutrinas
de
S.

Thomaz,
e

applicarem-se

a

ellas
com

todo

o
religioso

respeito,
com

a
condição de
nunca

imponentemente
poderem

afastar-se

na

minima

coisa
dos
vestígios

de
tam

grande varão.
Sem

falarmos

da
familia

Domini
­
cana,
que

por
si

revinca,
com
todo
o
direito, a
gloria de tam

illustre
mestre,
os

Benedictinos,

Carmelitas,
Agostinhos,

Jesuítas,

e outras

mui­
tas

Ordens

sagradas,

estavam

subjei-
tas
a
esta

mesma

disposição,

como
o
attestam
os

estatutos
de
cada

uma.
E
n

este
logar
é

com
grande

pra
­
zer

que
o
espirito

traz
á

memória

essas

Academias

e

Escholas,

que
outr
’ora

floresceram

na

Europa,

co­
mo

as de

Paris,
Salamanca,

de Al-
calá,
de

Donai,

Tolosa,
Lovaina,
Pa-
dua,
Bolonha,
Nápoles,

Coimbra,
e

tantas
outras.
Ninguém ignora

como

o

nome

d

estas

Academias crescera
com o andar dos
tempos,

e
a

gran­
de
aucloridade
que
por

toda

a

par
­
te
tinham

as
decisões

das
consultas

que

lhes

eram

feitas
quando
se

tra
­
tava

de
negocios

importantes.

E
sa­
be-se lambem,
como
n’
esses

asylos
da

sabedoria
humana,

Thomaz
rei­
nava como príncipe
em seu
proprio
i

reino,
e
como

os

ânimos

de

todos
———p
5^——
EOITAL
D.
Manoel
Martins

Alves
Novaes.
bacha­
rel formado

na
faculdade
de

Theologia

pela
Universidade
de

Coimbra,
Deão

da



Primaz,
e

reitor do
Seminário
Con­
ciliar
de
Braga,
Primaz

das

Hespa-

nhas
etc.
Faço

saber,

que

Sua
Exc.
a
Revm.
a

o

Snr.

Arcebispo Primaz
determina
o
se­
guinte:
1.

°
Todos os
alumnos que

pretende­
rem

frequentar
as

aulas

d

este

Seminário,
no

futuro anno
lectivo

de

1879

1880,

de­
verão

requerer-me
a
sua
admissão

á
ma
­
tricula

até

o

dia
22

de

setembro
proxi
­
mo

futuro.
2. ° As
matriculas
dos
alumnos
externos

terão

logar

nos

dias

29
e 30
de
setembro,
e 1.°

de
outubro:—no

dia
29
de
setem­
bro

as

do
curso

triennal,—
no

dia
30

as

de
Portuguez,

Francez,

Latim

e
Geome­
tria,

e

no dia

1.®

d

outubro

as
de

Rhe-

thorica,
Philosophia

e

Geographia.
3.
°

As matriculas dos

alumnos inter
­
nos

terão

logar
no
dia
4

de
outubro,
que

será
o
da

sua
entrada
para
o

Seminário
até
ás 3

horas

da

tarde.
4.

°

Os

alumnos que
pretenderem

ma-

tricular-se

no
l.°

anno
do

curso

triennal,
deverão documentar

os
seus
requerimen
­
tos
cqm
certidões

de
approvação

nos

exa­
mes

do
curso

completo

de Portuguez,

Fran­
cez,

Latim,

Philosophia,

Geographia

e

Geometria:

no 2.° anno

com

certidão

de
approvação

nas
disciplinas do
l.°;

e
no
3.
°
anno

com certidão de

approvação
nas
disciplinas
do

2

°.
o.°

Os
que
pretenderem

se

matricular-

se
nas

de
Portuguez, Francez,

Latim

e

Geometria

deverão
juntar

certidões
de

exames
de

Instrucção

primaria,

feito

em

qualquer

Lyceu
Nacional;

os que
preten­
derem

matricular-se
nas aulas

de

Rhe-
thorica e
Philosophia
deverão juntar
cer
­
tidão
de exame
de
Latim,
e

na

aula

de
Geographia
certidão

de

Geometria.
6.

°

Os

ordinandos

e

collegiies

deve­
rão

juntar,
além
dos documentos

acima
exigidos,

attesta
lo do

seu
revd.
0
parocho

em conformi iade
com
a

portaria

de

Sua

Exc.
Revm.
a

de
31

de maio
de

1875.
3
7.

"

Todas
as aulas
do

Seminário

se

abrirão

no
dia

6

de

outubro,
ás horas
marcadas

no

horário

que

convenientemen-
te

será

publicado.
E

para

constar

será
este
aífixado
á
porta

do

Seminário

no
logar do

costume.
Braga,
Seminário

de

S.

Pedro,

21

d

agosto
de

1879.
D.

Manoel

Martins Alves
Novaes.
GAZETILHA
RuiuariA
de

AT
Senhora
«la

Con
ceição

dl» Sameiro.

Foi

muito

con­
corrida,
como em
anno
nenhum, a
roma
­
ria
que

no

domingo
leve logar
no
Sa
­
meiro.
De

manhã
houve

numerosas
commu-

nhões

no

templo

do
Bom
Jesus,
seguin­
do-se

o
clamor

até

ao
Monumento,

junto
do

qual

prégou
um

brilhante

sermão
o
revm°

snr.

padre

João
Velloso.

Houve
depois

no

Bom

Jesus,

estando
o Santíssi­
mo

Exposto,

Tercia,
e
missa

solernne,
em
que
foi
celebrante
o

rev.
m
°

snr.

padre

José

Luciano

Gomes
da

Costa,

e

Bênção
do
Santíssimo.
De

tarde

continuou
o

arraial,

sempre
muito

concorrido.
Não

houve
a

minima
desordem.
Xunza

se

viu

sianillinUte

im-

puiienela.


E


o

«Diário Illustrado»

que

o
vae
explicar:
«Soinraa

e
segue.

O

«Diário
Popular»
noticiava

hontem que

o
«Commercio
do
Minho»

vae

ser
chamado
aos

tribunaes
por

cansa

de uma
correspondência
de
Ma­
drid

oflensiva

para
el-rei

D.

Affonso

XII.
Nunca a

imprensa

opposicionista
foi
tão
aggressiva
como durante
a
gerencia
dos
regeneradores.
El-rei
o

snr. D.

Luiz
e

o rei
D.

Affonso XII
foram
o

alvo
das

mais
ignóbeis
calumnias,

forjadas

e
pos­
tas
em

circulação

pelos

jornaes progres
­
sistas.
Entretanto, nunca nenhum
dos

ca-

hnhniadores

foi

processado.
Apenas

vão

decorridos

alguns

mezes
de
governo
progressista,

e

foram
persegui­
dos
a

«Nação»,

o «Combate»
e

o
«Com­
mercio
do
Minho»;

e,

circumstancia

notá­
vel,
o

«Popular»
que

foi

quem

mais

abu­
sou
da
tolerância

que
constituiu

um

dos

principaes

padrões

de gloria

do

governo

transacto,

é

o

encarregado de

agora

dar
em primeira mão

as noticias de
proces­
sos

instaurados
aos
collegas!
Nunca

se

viu
similhante

impudência».
Continuemos
arehivnndo.
__
So­
bre

o
mesmo
assumpto
tractado

acima,
escreve

o correspondente
do
Porto

para

à
«Democracia:
«Conta

a
excellente
folha

desta

cidade
o «Jornal
da

Manhã»,

que

ao
«Commer­
cio

do
Minho»

vae ser

instaurado

pro­
cesso,

por

umas
allusoes

que
o

corres
­
pondente

d
’esta

folha
em
Madrid
fizera

ao

monarcha

Affonoo

XII,
Não
tardará
muito que
as

infames

per­
seguições

á

imprensa

se
equiparem

ás de

Hespanha

e
Allemanha.

O

que

é

edifi
­
cante
sobretudo,
é

o

arrojo
com
que
o

governo

pratica

estes

actos.
Durante

annos

um

jornal

da

Granja,

estampou nos
seus
artigos
de
fundo

os

maiores

impropérios,
calumnias
e
infamias
contra

el-rei
D.

Luiz,

offensas

estas
que
para
um particular

teria

a
devida

cor-
recção

nos

tribunaes;

e muitas

vezes

in­
sultou
a
monarchia hespanhola;

ninguém
o
mandou

processar;
a

fome
produz

des­
tas
vertigens.
Hoje
que
estão

comendo,
descarregam

a

sua

ira

contra o
«Commercio do

Minho».

Oh!

senhores

se
são tão
equitativos

e

tão

rasoaveis,

tão

sérios,

olhem primeiro
para

si,

processem-se,

façam

como

o.cura

de
po­
vos...

e
depois tratem

dos

mais. De

con­
trario

é

uma

enorme

patifaria.
Elles
é

que
o ditem.


O

«Diário

Illustrado»
publica

algumas
noticias

da

Guarda,

entre

as
quaes
lemos

a

seguinte:
«Hontem

porém

na
feira
da

Arrifa
na
as

coisas

tomaram

um
aspecto
mais
se­
rio

e
mais
grave;

por

que

os
caluinnia-
dores

eram

commandados
pelo

governador

civil substituto
(em

exercício)
tendo

como

companheiro

o

cirurgião ajudante
do

re.

gimentoll;

e
não

contentes

em
vomitarem

toda

a

casta

de

insulto

e

de

injuria,

con-

tra
a opposiçào, procurando
chamar

0
povo
á
desordem,

dispararam

ou

fizeram

disparar
seis

tiros sobre os eleitores
da

opposiçào,
que
andam inermes,

confiados

na

sua
consciência, e
no

povo,
que
tem

ao

seu

lado,

e

que
os pseudo-liberaes não

pódem

alarmar».
E

dizem
á
bocca
cheia,

que
os

mi-

guelistas

e

os
cabraes

é

que levavam
tudo

a

trabuco

e a marmelleiro!
Não

sejaes
fjrç«nies;

não
sejaes

liberaes

de bocca,
sêde-o
de coração,
como

diz

o
nosso
exc

llente

Pedro
Diniz,

mas

de
co.
ração educado
nos

bons
princípios religio­
sos

e
sociaes.
Festa

«le At.
Se»ahs»j-a <1$
*
fís-oçt»,

-Festejou-se

ante-hontem

no
Populo

à

Imagem
de

N.
Senhora da

Graça, ha­
vendo

de
manhã
missa

solernne,

em
que
foi celebrante o
revd.®

abbade

de

S.
João
do

Souto,
e
de

tarde

sermão

pe

o

revd.®

padre

João

Anlonio Velloso

e

Te-Deum
Fsta

festividade foi
feita

com

muita

pompa.
E


«lar

para baixo.


O
«Diário
da

Manhã»

publica

um

folhetim

intitulado

.4

sociedade

Portugueza,
d

onde

reprodu­
zimos os

seguintes

trechos-
Uma
sociedade que


não

tem
as
crenças
religiosas

dos

seus antepassados,
não
porque as
saiba

discutir,
mas
por­
que
diz

que
passaram
de

moda—
e

que

ainda

não

tem

essa

outra

religião
da
mo­
ral, do

dever
e

da
virtude,

que
é

pró
­
pria

do
homem
que
aspira á
perfeição,
sem

a
ambição

do prémio

nem

o
receio
do
castigo;
uma

sociedade
que

no

mun
­
do

da

sciencia

não apresenta um

único

invento

que

prove
a

sua

individualidade
e
força
creadora,
que nas regiões
da
arte
rasteja
inconsciente

apnz

um ideal

nebu
­
loso

e que
na

sua
ultima
evolução

lit-

teraria,

invocando

a sciencia
positiva,
presta
um

culto

igual

a
Viclor

Hugo

e

a
Carlos
Baudelaire,

ao

idealismo
mais

phantasioso

e

transcendente,

e
ao

realis­
mo

mais cru

e

repugnante,

collocando

no

mesmo

altar

ao

lado
da

figura

angé
­
lica
de

Coselle
a
pintura
asquerosa

da
Charogue,

uma sociedade

em
que o

chefe
de
familia,
o
patriarcha,

depois
de

assis
­
tir

a

uma

leitura

intima

do

Primo

Ba-

sitio,
vae

completar
a
educação
moral
das
suas
filhas,

levatido-as

aos

bailes

infan
­
tis, para

onde um especulador
sem

con
­
sciência,
convoca
a

sua estúpida
e

cri
­
minosa vatdade,
esta
sociedade, se

não

está
completa

e

irremediavelmente

perdida,
se

não

está

corroída

até

á

medulla, está

de

certo

nas
vesperas

d’
um grande

movi
­
mento,

d

uma
grande

convulsão,

porque
é

esse

quasi
sempre

o

termo

final

des­
tas
graves
doenças

moraes

que
accommet-

tem
a humanidade!
E
dizem,
que

progredimos;
e
dizem,

que
a

nossa

nacionalidade

tem

razão
de
ser

no grande
concerto

da

orchestra eu
­
ropeia!
Que

responda
o

snr.
Sousa

Viterbo,
que
tanto

se
avespinhou
quando
alguém
se
deu
ao
cuidado
de
descobrir

e

escre
­
ver,

que
Portugal

devia
desapparecer
de
entre

as
nações,
porque
nem

sequer

tem
litteratura

própria.
Sentímo».—
Acha-se

gravemente
enfer­
mo

o
nosso
respeitável
correligionário

e
bom

amigo,
o snr.

João

Luiz

Correia

Júnior.
Fazemos
votos
ao ceo pelas melhoras

d
’este

cavalheiro,
cuja

ilustração

e

rigi
­
dez

de

caracler

é

de

lodos

apreciada.

Segundo

o

nosso
eru­
dito
collaborador
o exm.°
snr

Pinho
Leal
(Portugal

Antigo
e

Moderno,
Volume IV,
pag.
307),

os
Lusíadas
do

grande

Luiz

de

Camões

teem tifo

143
edicções
—82

portu-

guezas
—5

hespanholas

16 francezas

8

italianas
—10

inglezas—
9
allemães

2

hol-

landezas


1

polaca
—1
bohemia—
2

dina-

marquezas

2

suecas

-2 russas

1 latina
.
— I
grega

e
1

hebraica.
Actualmente
estão

no
prelo
3

novas
edições
de
luxo, para

commemorarem

o

centenário

do

príncipe

dos

nossos

poetas.
Assassínio

d

um
portuguez.
—*

Na

cidade
de
Palmares,

Brazil,

foi
assas
­
sinado

no dia

4,

ás

7

e

meia
horas
da

noite,

o
súbdito
portuguez

José
Francisco
Correia

Marques,

commercianle
alli
esta
­
belecido.
Deu-se

este

acontecimento na

occasião

em

qiie

a

viclima

saia
de
uma
casa
de











bilhar,
á
rua

Bella,
onde

se

estivera

l
rahindo
n

este jogo.
Transpondo

a porta,

e
quando
passos

tinha

dado, viu

elle
á

sua
um
indivíduo

desconhecido,

pardo,

que

sem
nada

dizer,

lhe

cravou
no

lado

direito
do
peito uma grande

faca

e

em

acto
conli
nuo
deitou

a

correr,

deixando

a
faca en
­
terrada

até

o

cabo.
A
victima
cahiu
logo por
terra,
e



quando

as
pessoas que

ficaram
no

bilhar

viram

isto,

foi
que souberam
do

que
aca
­
bava
de

succeder,

não
havendo
mais
tem­
po para
agarrar

o

criminoso,

que entre­
tanto ainda
foi perseguido,
não



por

pessoas

do
povo,
como

pela

policia,

que
destacou
piquetes

a
procural-o.
Marques
ainda

durou
mais

alguma?

ho­
ras,

morrendo

ás

3

da
madrugada.
Declarou
elle
que,
não
tendo

inimisa-
de

pessoal com

o indivíduo

que
o
aggre-
dira,



attribuia o
que
soflrera
a um

seu
inimigo

antigo,
cujo

nome
declarou,

e

co
­
mo

tal
suppunha
ser
elle
o

mandante.
O

assassina lo

era
um dos

comraercian-

tes

mais

fortes
da
cidade,
occupava

alli

o

logar

de agente

do
consulado

portuguez,

e

contava

apenas

33

annos
de

edade.
ULTIMl AS
MOTICIAS
Lisboa
29—
Foram

annullados

os

de
­
cretos
de transferencias

dos

delegados
de
Villa

do

Conde

e

Povoa.
Foram

transferidos

reciprocamenle

os

delegados
da
Povoa

de

Lanhoso
e

Villa
do

Conde.
Foi demittido
o
snr.


Pereira,
escri
vão

de

direito
de
Penatiel.
Foi
transferido

para

Penafiel o

snr,

João

Antonio da
Silva,
escrivão
de

Celo-

rico
da
Beira.
Foi

nomeado
o

snr.

Anthero

José
Soa
­
res,
amanuense

da

Relação
do
Porto.
Foi
transferido

para
Penafiel
o
juiz

de

direito

de

Portalegre

e
o
de

Penafiel
para

Villa

Verde.
Decreto

dissolvendo
a camara
dos
de­
putados

e

convocando
as

cortes

para
o
dia
2 de
janeiro
Approvada
para

uso
das
escolas
pri
­
marias

a
terceira
edição

da

«Cartilha
Ma­
ternal»

de
João
de Deus.
Foi

demittido

o

escrivão
de

fazenda

de

Ribeira
de
Pena.
Foram

transferidos
muluamente
os

es
­
crivães

de

fazenda de
Villa

Verde

e Villa

do

Conde.
Idem
entre
ode

Arronches e
Arruda.
No
dia

1

chegará

ao
Porto

a
bateria
de
artilheria 1
com

o
respeclivo

material
e

pessoal que

vae

para

Vianna.
O

director do

caminho
de
íerro

do
Minho

recebeu

ordem

de
apromptar um
eomboyo

especial
para

a

conduzir.
Idem

30

Na

Bolsa
venderam-se:

15
acções

do

Banco

Lisboa

&

Açores
a
reis

930000;
20
do
Banco
de
Portugal
e Bra
­
zil

a
440800;

10

ditas

a 450100;

10

di­
tas
a
450600;
10

ditas

a
460000; 10
obrigações

da Companhia

das
Aguas
li
­
beradas
a

840400;
8
prediaes d’
assenta-
menlo

a 920000;

20
do

empréstimo

feito

pela

camara

de

Lisboa a
880600;

31

do

empréstimo
para

a

compra
de navios

de

guerra

de

coupons a

890500;
30

dos
ca­
minhas

de
fe

ro

do

Minho

de
coupons a
^90100;

externas

a

980900.
A alfandega

rendeu
durante
o
mez a

quantia de

330:9020704
reis.
Paris

28

0

governador
de

Philippo-
poli descobriu

uma

conspiração

na

Tur­
quia.
Concentram-se

tropas
em

Andrinopla.
Durou

cinco

horas

a
entrevista

hon
­
tem do
príncipe
de

Bismark
com
o
con­
de
Anlrassy

em Gastein.
Londres
28—
0
«Standard» julga
ser
promessa

de

paz

a

approximação
da
Áus­
tria

da

Allemanha.
Manifestou-se

o

colera-morbus
no

Ja­
pão.
mÀBICIMilTOS
0
abaixo assignado
não

podendo
agra
­
decer pessoalmente, como

lhe
cumpria,

as

muitas

e

inequívocas
provas
d

amisade

e

consideração

que

recebeu
d’
um

grande

uumero
de
pessoas

de

suas
relações

por

occasião
da

fatal
desgraça
de

que

esteve

3

ser

victima

no rio

Cavado,
no

dia
20
uo

corrente,

e

de

que,

pela

misericórdia
oe
Deus,

foi
salvo,

lança
mão

d
’esle
meio
Para

a

todos
patentear
a

sua

indelevel
gra
­
tidão.
Outro sim

agradece,

e

mui

especTaU
e
>

áquellas
pessoas
que

tanto
se

empei
dis-jnharam

em

salvar-lhe a
vida,

e
promo-
|
veram e

assistiram
no

dia

23

a

uma

mis-

poucos
;

sa
solemne
em

acção
de

graças

a
N.
Se-

Irente

i

nhor,

na
egreja do

Populo,
d’
esta cidade.
Braga

29

d

agosto

de

1879.
(2576)

Domingos
Pereira

d'Azevedo.
Os
abaixo

assignados,

não

lhes

sendo
possível,
por

justos motivos,

agradecer
pessoalmente,

como

era seu
desejo

e

de
­
ver,

vêem por
este
meio,

em

extremo

pe­
nhorados
para

com
todas
as
pessoas
que
os cumprimentaram

por
occasião do

falle-

cimento

de

sua

sempre
chorada

esposa,
cunhada

e

mãe,

patentear
mais

uma

vez

o
seu

alto
reconhecimento

e
sincera
gra
­
tidão, com especialidade

aquelles senhores

que
se

dignaram
acompanhar

o
cadaver
da

finada
ao
cemiterio;

pelo
que

se

con
­
fessam

eternamente gratos.
Manoel
José
Tinoco

d'Azevedo.
Hoza

Maria
Tinoco.
Maria

do

Carmo
Tinoco
d'Azevedo.

Luiz
Maria

Tinoco
d'Azevedo.
(2575)
ANNUNCIOS
PREVESÇÀO.
Manoel

Joaquim

Alves

Passos,
medi
­
co

cirurgião

de Braga, tendo de
fazer

uso

das
aguas
do

Gefez, no

lugar

da sua

nascente,
durante

o

mez

de setembro,

previne
os

seus
clientes e

as

pessoas,
que

de

longe costumam

procurar
o

seu

consullorio,

estabelecido
no

campo

de
Sant

Anna,
n.°

37,

de

que


no
pri
­
meiro

de
outubro
poderá

voltar
aos

tra
­
balhos

da

clinica

na
cidade

e

no

seu
dito

consultorio.

Braga 30

de

agosto

de 1879.
(2588)
Pelo

juizo
de
direito

da

cidade

e co
­
marca
de

Braga

e

cartorio

do
escrivão
Gonçalves,

se

passaram
éditos
de
trinta
dias

a

contar

da

publicação

do

segundo

annuncio
que
sobre
este

mesmo
objeclo

se

publicar
em

uma
das

folhas,

da
mes­
ma

cidade,
citando,

chamando
e reque
­
rendo
a
todos os

credores
e

legatários

desconhecidos
da
finada

Maria

Joaquina

Ferreira,
mulher
que
foi
de
José
Rodri
­
gues,
do
logar

do

Salgueiral,
freguezia

de

Santa

Lucrecia,

da

mesma

comarca,

para

no referido

prazo deduzirem
seus

direi­
tos

no
inventario

orphanologico
a
que

se

anda

procedendo

por obito

do

dito fina­
do, sob

pena
d’
este

seguir

seus termos
até

final

ás

suas

revelias
quando

não

compareçam. Braga

21
de
agosto
de

1879.
O
escrivão
Antonio
José Gonçalves.
Verifiquei
a
exaclão.
(2587)
A.

Carneiro

de Sampaio.
Pelo

juizo

de
direito
da
cidade
e

co
­
marca

de

Braga,

e

cartorio

do

escrivão
Gonçalves,
no
dia
sete

do mez
de
setem
­
bro,
proximo
futuro,
por

dez horas da
manhã,
na

casa

que
foi
da
habitação
do

finado padre Narcizo
Pinheiro
Alves

de

Carvalho,
sita

no largo
de
S.

Lazaro,

da

mesma

cidade,

lem
de proceder se

á

ven
­
da

e

arrematação

judicial

dos moveis
per­
tencentes ao
expolio

do
dito

finado,

para
cujo

fim
se
passaram
os

respectivos

edi-

taes.


Braga

25
de agosto

de
1879.
O
escrivão
Antonio
José

Gonçalves.
Verifiquei

a
exactidão
(2586)

Adriano

Carneiro de Sampaio.
Rapé

meio
grosso,

pacotes

de
250
gr.
260
Rapé
vinagrinho
»
»
»
260
Hapé
secco

»

»
»
260
Rapé

rosa

»

»
»
26o
Rapé,

pacotinhos
de

25
gr.

30
DA
FABRICA

XABREGAS
Rapé

meio

grosso, em

250

gr.

400
Rapé

Cruz

de

Malta
»
» »
450
Rapé
secco

»
» »
580
Tabacaria,
rua do Carvalhal,
50
(2582)

PRAGA.
MONTE-PIO

DE

S. JOSÉ
A
Meza

da
Assembleia

Geral,

usando

da

faculdade que
lhe

é conferida

pelo

art.
44
dos
Estatutos,

convida

todos
os

snrs.
socios
que
estejam
no

pleno

goso

dos seus direitos, a

reunirem-se
em

as
­
sembleia
gerai

extraordinária
no

dia
7
do

proximo

setembro,

ás
duas
horas
da
tar
­
de,

na

casa

da

Associação,
para se

resolver

definitivamente

a
creação e

dotação

do

no­
vo

logar

de
facultativo,

para

o
serviço
clynico

da

mesma

Associação.
N

esta

assembleia

tratar-se

hão também

alguns
outros

assumptos,
que

a

Meza

jul
­
ga

de interesse

geral

da Associação.
Braga

30

do

Agosto

de

1879.
Presidente

Antonio

Domingues
Alvim.

Vice

presidente
= Antonio
José da

Silva

Mello.
1

Secretario

=
Antonio

Luiz

Rodrigues.
2

0
Secretario


Zeferino
Antonio
Gonçal­
ves

Vieira.

(2580)
ALIG4VI-SE
As casas

n.°

8

A,
9
B,

e

10

B, sitas
na

rua

de

Santa Marga­
rida,

próximas

ao

largo

da
Se­
nhora

Branca.
Trata-se

em

Braga,

na

rua
de Santo

André,

n.°

39.
(2579)
Antiga
fabrica
de
fundição de sinos
DE
João

Ferreira

Lima,
e

hoje

de
José
Antonio

Bebello

da Silva
NA
RUA DA PONTE
N.° 123, EM BRAGA
Esta antiga
e

acreditada
fabrica, que
conta
sinos

seus
em

quasi todas as
po
­
voações

do

reino,

com

um
som

harmo­
nioso
e

sonoro,
como
são
o

dos
Passos

de
Santa Cruz, o
dos
Terceiros,

os
de
S.
Vicente,

os

da
Congregação,

e

outros,

em Braga;

em

Guimarães,
entre
outros
os

da
Misericórdia;

e

no

Porto,

além

de

mais,
o

grande

da

torre

dos

Clérigos
etc.,

como

pôde

atleslar

a marca

de
João

Fer­
reira

Lima,

n

elles
gravada;
continúa ain
­
da

hoje
na

rua
da
Ponte

n.°

123.
Acceitam-se
e

satisfazem-se,
com
to­
da a

pontualidade
quaesquer

encommen-

das
que

lhe

forem feitas,
respondendo-se
pelo

afinado

do

som:
e também
se
refun
­
dem

os quebrados, recebendo-se,
em

des­
conto,

o

metal

velho.
Os

preços

são fi­
xos

uma

vez

que
as
condições

sejam as
de

uzo

e

costume.

Quando

um

sino

não

tenha
bom som a

fabrica

se
obriga

a

fun­
dir outro,

por

cujo

motivo
os

sinos
se
­
rão
examinados,

antes

de
sahirena
d

el!a.
Quem pretender

qualquer encommen-

da

póde

dirigir-se
pessoalmente

ou por

escriplo ao seu

proprielaiio

José
Antonio

Rebello

da

Silva,

ou

ao

mestre

da mes
­
ma

Joaquim

Narciso

da
Costa
Braga.
(2577)
PHIVEVÇÃO
Antonio

Alves
da
Silva,
negociante

na

província

do
Pará,
império

do
Brazil,

e

natural

da

Villa

da

Cerlã,

reino

de

Por
­
tugal,

previne
todas

as
pessoas,

gerên­
cias
de

Bancos,
companhias

e

agencias,
afim
de
que
não

façam

entrega
a
pessoa
alguma
da
herança

e

espolio
pertencente

ao
finado

Manoel

Teixeira
Pinto,

morador
que
foi
na

rua das
Agoas

d
’esta

cidade,
cujo
decesso
se
deu
no
estado

de
solteiro,
e

sem
descendentes

nem
ascendentes;

pois

o

annunciante
acha-se
devidameníe
habi­
litado
com

o

seu
testamento
solemne
de
­
vidamente

legalisado
tanto
no

império

do

Brazil
como

na
secretaria
dos
negocios
dos

estrangeiros
d
’este

reino
para

receber
e

arrecadar

a
sua
herança
e
dar

cumpri­
mento
a

todas

as
disposições
testamenta-

rias; cuja prevenção se faz

afim de
sur­
tir
todos

os
effeitos

legaes

e

jurídicos,

e

ninguém
poder

allegar
ignorância.
Braga
29

d
’agoslo de

1879.
(2581)

Antonio
Alves
da

Silva.
FAMALIGÃO
Vende-se

no
cemro d

esta

villa, de­
fronte

do Campo

da
Feira, n.°
14,
uma

casa

e
quinta, que
produz

6
carros
de

pão

milhão, 2

de
trigo

e
centeio,

e

4

a
5
pipas
de

vinho;

herva

no inverno

ven
­
de

15
a

16

libras;

tem

12
chãos

para
edi
­
ficar casas defronte
do
Campo
da

Feira;

paga
um

fôro censo.
Vende-se,
por seu

dono

se

retirar,

pela
diminuta'

quantia

de

tres
contos
de
reis.
(2578)
Pela
Repartição

de

Fazenda
do
distri-

cto

de

Braga Gz-se
saber

a

todos
os
in­
teressados,

que termina
no

fim

do cor
­
rente

mez

de

Setembro
o

prazo concedido
pela

lei

de
23 de
Junho
ultimo,
publicada
no

«Diário

do
Governo»

de 30

do mes
­
mo
mez, para a
revalidação
dos

docu­
mentos,
tilulos,
livros

e
papeis

de
qual­
quer

natureza,

que
se não
achassem
de­
vidamente

sellados
á

data da

publicação
da mesma
lei.

(25S5)
Vendem-se

umas
estantes
e balcão qua
­
si

novas.
Quem

as
pretender
dirija-se

ao
estabe­
lecimento

de

mercearia na rua

dos
Chãos,
n.°

24.
(2583)
Precisa-se d

um

cosinheiro

habilitado

e

de

bom comportamento. Quem
pretender
dirija-se

a
esta
redacção,

onde
ceceberá

mais
esclarecimentos.
(2584)
ROM
VINHO

VER
RE
Do

snr.

José

Lopes,
da
freguezia

de

Esporões:
vende-se
na
rua

de

S.
Thiago

n.°

3.
(2574)
REFOS1TO

»E

MRVEKS
N
A

PON
­
TE
»

1

B1RCA.
Acha-se
n

esta
localidade

um

deposito

de moveis

que
se

vendem

por

preços

muito
rasoaveis

e
que mais

tarde
terão

de
ser
vendidos

em
leilão,

em

dias
que

serão
annunciados.
(2573)
.. Vende-se
ou

aluga-se

uma

mora-

d
a de

casas
n.°

8

na
rua
de

D.

p
e
d
ro
5.°

com

bons commodos,
quintal

e

boa

agua;
a

casa é
decente

pa­
ra
qualquer
familia.

Tanto
para

uma

co­
mo
outra

cousa,
trata-se

na
mesma

rua
casa

n.°

76.
(2559)
ALUGAM-SE
Os

altos
da

casa
da
rua
do

Campo,

n.°

22,
com
bons

commodos
para
uma

numerosa

familia,
agua

encanada e
bellas

vista.

Quem

pretender
dirija-se
á
mesma.
(2557)
ALUGA-SE
Uma boa
morada

de
casa%
com
dois

andares,
sita

na
rua

do
Anjo, n.° 20
e
20
A.
Está

encarregado

de

a
mostrar

e
tra
­
tar

do

aluguel
o
snr.

Oliveira,

aferidor,

mor-ador

na

mesma rua
n.°

22.
(2547)
PECH1XCII %.
Vende-se
ou troca-se
por
casas
velhas

a

bonita
casa
construída
de

novo,

com

muitos
commodos

e
lindas

vistas
—situa
­
da na
rua

de

S. Marcos,
n.°

53.

Para
tratar,
acha-se auctorisado o

snr.

Fran­
cisco

José
Ferreira
Torres,

negociante,
morador na
mesma
rua

e

póde-se

vêr

a

qualquer
hora.

(2542)
INJECÇÃO
HYGIENICÃ
BALS AMIGO
P3OPHILATIG0
Esta
injecção

é a
nnica

e
eíficaz

que
cura
em
seis
ou

oito
dias

toda a

qualida
­
de

de purgações tanto antigas como

mo
­
dernas,
ainda
as

mais
rebeldes.

Vende-se

em

Braga

na
pharmacia
Alvim,
á Porta

Nova.

Em

Coimbra,

pharmacia

Barata

Di-
niz,

rua

de

S.
Barlholomeu.
Deposito

principal
no

Porto

na
PJiar-
macia
Madureira, rua
do

Triunfo
n.°
742,
proximo

ao

Palacio
de Chrystal.
Preço
de cada

frasco
—4<)0
rs.
(2506)
COLLEGK4»

»O

BOR
SUCCESSO
N’este collegio, em
Villa
Nova
de

Gaya,

ao

pé da
ponte

pênsil,

admiltem-

se alumnos

internos

d’
ambos

os

sexos,

por

6,
7
e 8

mil

reis

mensaes,

confór-
me

as

edades.

O

ensino
da leitura

é

pelo

systema

de

João

de

Deus.
Dirigir
ao

di
­
rector

M.

J.

G.
de Mello.

(2554)
PEDIDO
A

Meza
da
Santa

Casa
da-
Misericór
­
dia,

de
Braga, tendo

em

consideração

a
avultadissima
despeza

que
está

custan
­
do
o
fornecimento

de

pannos
e
fios

para
o

curativo

de
feridas

no
Hospital
de
S.
Marcos,

empenha

ifesle
acio
de caridade

a

devoção

de

seus

concidadãos.
O

escrivão
Lourenço

da

Costa
G.

Pereira

Peruardes^
















ARREMATAÇÃO
C<»âx«

pet»8»3ri»
*
t<
*

BríieareMe
»a
Tfíivcsisra síe
E>.
(x.unldim
d

esíH
eí«S<Mle.
Siniiillaiiea

no ministério
da
fazenda e na repartição de fazenda do dislricto de
Braga, no
dia 20 de
setembro
proximo, ao meio dia:
DSTRtCTO
DE 83ÂGÂ ■
Concelho

de

Braga
Freguezia
de
Guizande
Bens

pertencentes
á
Santa

Casa
da Misericórdia

do

Porto
A

QUINTA
denominada

do

Ribeiro

que se compõe
das

seguintes

propriedades:
Umas
casas nobres
e terreas,
cobertos,

quinteiros,

eira

de
pedra,
tanque

com

agua
de

bica, lojas
para

gado,

adega,
lagar
de

pedra
completo,

lutadas,

terra

e

borla
com
arvores

de
vinho
e frucla,

tendo

juntos

os

campos denominados do

Ca
­
sal,
Linhares,

Rodolho,

Pereira,
Eira,
Cortelho,
Carral
Cova,

Seara,
Cuturellos,
Novo,

Culurellos

da
Laraella,
Vinha

Velha
de
Baixo.
Esmoutada,

Arco

de
Baixo,

Arco

de

Cima,

Seara

Comprida, Seara

das

Vides,

Torre,

Cortelho, casa
e

eido

de Villa

Pou
­
ca;

quatro

prados

unidos

chamados

da

Bicainha,

Prado

da Vinha
Velha

e
do

Ro
­
dolho,
Todas

estas propriedades

são
de

terra

lavradia

com
arvores

de

vinho,

algumas

arvores

de
fructa

e
oliveiras,
com

agua de

rega

e
I

ma,

que

vem

das poças
do

Cabo
da Ribeira, Sernadello

e

Ribeiro

de
Xides,
além

de

outras
dentro das

mes­
mas
propriedades;
confronta

tudo
do

nascente
com

caminho publico

e
padre
Joa
­
quim
José
Gomes
Ribeiro,

norte
com
o

caminho

que

vae

para

S,
Pedro
de
Oli­
veira,

poente
com

caminho

de

servidão

d
’esla

propriedade
e

outros,

e
sul
com o

padre

Joaquim José

Gomes
Ribeiro.
Um

campo

denominado
de

Souto

Lizão, terra

lavradia,

com
arvo-es
de
vinho,

agua
de

rega

e

lima,

tendo

ao
sul

em

toda
a

sua
exle,nsão
uma

testada
de

mat-

to

com

pinheiros,
carvalhos

e
sobreiros. E


formado

em

tres
socalcos
e
confronta

do

norte

com
o
ribeiro

de

Guizande,

sul

com

terra

d

esta Santa
Casa

e

do

padre
Joaquim

José
Gomes
Ribeiro, nascente
com

herdeiros
de

José

Joaquim
de

Faria

e
do

poente

com

o monte
denominado do Outeiro
de

Meias, pertencente
a
esta

San
­
ta
Casa.
Uma

bouça
chamada
da

Cachada,

terra
de matlo

e pinheiros,

dentro da
qual

do

lado

do
poente
existe

uma
leira

pertencente
ao
padre

Joaquim

José

Gomes

Ribeiro; confronta
do
norte
com

terra
d

esla
Santa

Casa,
sul
com

herdeiros

de
An
­
lonio

Luiz
de

Sousa,
nascente

com
Joaquim

José

Gomes
Ribeiro

e
poente
com

ter
­
ra
da

Santa Casa.
Um
montado solto

chamado do

Outeiro
de

Meias, terra
de

malto,

carvalhos,

pinheiros

e

ameeiros;

coufronla

do
norte

com

o
ribeiro
de

Guizande,
nascente

com

terra
d
’esta
Santa

Casa,

poente

com
a
extrema
das
freguezias

de
Guizande
e

S.

Pe
­
dro

de
Oliveira.
Uma
leira

de
terra

de matlo

e carvalhos

chamada a
Bouça

Nova

e

picoto
de
Cima;

confronta
do
norte

com
caminho

para

a
Bouça

do

Trigo

e
terras

do

padre
Joaquim

José

Gomes.
Ribeiro,

sul

com
terras

da

Santa

Casa,
nascente

com
Ma­
noel
da

Costa e
outro,

e
poente
com herdeiros
de

Antonio

de

Sousa
e

outros.
Uma

bouça
chamada
de Meias,

terra

de

matlo

solta,
no

monte

de
S.

Mame-

de,
que
confronta

do
norte
e

nascente

com
terras
da

Santa

Casa,
sul com outra

bouça

de
Meias,
pertencente também
a
esta
Santa
Casa,
e
do
poente
com teiras

da

Santa

Casa

e

padre

Joaquim

José Gomes Ribeiro.
Uma

bouça

chamada
da
Chã,

terra

de
matlo
solta
no
monte

de
S.

Mamede;

confronta

do norte com
terras
d

esta Santa
Casa,

sul
com
Anlonio
José

Ferreira,

nascente

com Domingos Martins,
e
outros,

e poente

com
a
bouça

de
Meias,
d

es-
ta

SantaXasa.
Uma
leira

de

terra

de

malto

solta,
chamada
de
Portas do
Sol,

sita

no

monte
de

S.
Mamede;

confronta
do

sul com

os
limites da
freguezia
de

Santa

Marinha,
da

Portella,

norte,

nascente e poente

com o

padre Joaquim
José Gomes

Ribeiro.
Uma

leira
chamada
o
Campello. terra

de
matlo

e

carvalhos,
solta,

com

al­
guns
penedos,

sita
no monte

de

S.

Mamede;

confronta

do
norte

com
Antonio

Mo
­
reira

e
Domingos

Martins,

sul
com

Domingos

Martins

Gomes
e
faz

uma chave con
­
frontando

com o
mesmo,

nascente
com

o
dito
Martins
Gomes
e
poças

de
Campello,
e

do

poente

termina

em ponta
aguda.
Uma
bouça

chamada

da

Porta

do

Sol,

terra

de
matto
solta,

no
monte

de S.

Mamede;
cmfronla do
norte

com
José

Mendes,

sul
com
o

limite

da

freguezia

de

Santa

Marinha,

nascente

com
José

Antonio

Villaça

e
poente

com

Luiz de

Pedrouços.
Uma

leira

de

terra

de

malto,

solta,

com
pinheiros,
denominada

da

Cruz;

con
­
fronta

do norte

com

herdeiros
de

Manoel Justino,
sul

com o

caminho publico,

nas
­
cente

com terra

da Santa

Casa e
poente
termina

em
ponta

aguda
no

penedo
que
tem

uma
cruz.
Uma

leira
de
terra

de matlo
e
carvalhos

solta,
chamada

da

Cova
da
Deveza;

confronta

do norte e

poente
com o

padre
Joaquim

José Gomes
Ribeiro,

sul

com

terras

da Santa

Casa,
nascente

com

Antonio

José Ferreira.
Uma
deveza
chamada

do

Malheus

ou

Fonte

do

Frade,

terra

de
matto

solta;

confronta do
sul

com
terras da
Santa

Casa,

noite
e
nascente

com
o padre

Go
­
mes

Ribeiro
e

poente

com
os

herdeiros

de

José

Joaquim

de

Faria.
Uma

bouça
chamada

do

Trigo, terra de
malto

com

carvalhos

e
castanheiros,
toda

tapada

por
parede;

confronta
do norte
com
José

Manoel

Mendes,
sul com
ter
­
ra
d

esta

Santa

Casa

e

outro,
nascente

com

terras

do
padre

Gomes

Ribeiro

e
outro,
e

poente

com

terra

de
Francisco

Pereira.
Uma bouça
de
terra
de
matto
e

carvalhos

solta,
chamada

dos

Folechos;

con­
fronta

do

norte

com Anlonio

Joaquim

de Araújo,

sul
com
José
Pereira

e

outros,

nascente
com Manoel

José

Ferreira

e
poente
com

José

Martins

Barreiro
e
outros.
Uma

leira
de
terra
de

matlo

e carvalhos, solta,

chamada da

Cova
da
Deveza,

sita

no
monte

de S.

Mamede;

confronta
do
norte
e

sul

com
terras
d
’esta
Santa
Casa,

nascente

e
poente

com

terras

do

padre

Joaquim

José
Gomes
Ribeiro.
Uma
leira

de

terra
de

matto,
solta
chamada

Gardinheiral.
sita
no
monte

de
S.
Mamede;

confronta
do

norte

com terras

de
Manoel

Ferreira

e

da
Santa

Casa,

sul
com

bouças

do
monte
de

S.
Mamede,

nascente
com

Domingos
Martins
Gomes

e poenie
com
terras

de

Antonio

José

Ferreira
e

outro.
Uma
bouça

de

terra

de matto

solta,

chamada

de
Meias, sita no monte

de

S.

Mamede,
confronta
do

norte,

nascente

e
poenie
com

terras

d
’esta

Santa

Casa,
e

sul

com
teiras
do

padre
Joaquim
José

Gomes Ribeiro.
Uma
leira

de matlo
solta,
contígua

á da
Poria
do

Sol
chamada

da

Bouça

No
­
va,
sita

no

monte

de

S.

Mamede;

confronta
do norte
com

terra
da

Santa
Casa,

sul
com
terras
do padre
Joaquim

José Gomes Ribeiro,

nascente

com
terras

da

Santa

Casa

e

poente

com

lerra

de

José Antonio
Villaça.
Uma

leira

de
matlo
solta,
chamada

dos

Penedos
Pintos,
sita
no
monte

de

S.

Mamede;
confronta

do

norte
com

Antonio

José

Ferreira,

sul
e
poente

com

terra

da

Santa

Casa,
e
nascente
com

Antonio

Gonçalves

Lima.
Esta

qumta

tem

alguns
terrenos
de

matto,

foreiros

á

camara
municipal

de

Braga
em
10985
reis
annuaes,
a

José
Pereira

em
6,042

de
pão

terçado,

e

ao
pa­
dre
Joaquim

José
Gomes

Ribeiro

em

50
reis annuaes,

com

laudemios

de

quaren
­
tena,

sendo
os

outros

terrenos

livres

e

allodiaes.

Foi

louvada

em

10:8660176
reis
e

volta
á
praça

com o
abatimento
de

20 p.
c.,
pela

quantia

de

8:6990940

rs.
Porto
e

Santa

Casa

da

Misericórdia,

26
de

agosto
de

1879.
O

oflicial
maior,
(2572)

Manoel
Gonçalves

da

Costa Lima.
C<

utinua

a

emprestar
dinheiro
sohrr

penhores

lodos
os

dias

desde

as

8

horas

Ha manhã
até
ás

9

da

noule

na

mesma

caixa.
Vende-se
roupas
Pede-se

a
lodos os
mutuários

que

ti­
verem
objeetos

empenhados

na

mesma

caixa

com
alrazo

de
juros
de

tres
mezes

os
venham

pagar ou
resgastar,
senão

se­
rão
venlidos.
CAMBI°
LOTERIAS
Tem

distribuído
esta
casa
cerca

de

2.000:0000000

em prémios
no

paiz

e
Brazil.
O

cambista

Antonio Ignacio

da

Fonse
­
ca,
rua do

Arsenal,

56 e 58,

com

filial

no

Porto,

Feira

de

S
Bento, 33,

34
e
35,
faz sciente
ao

respeitável

publico

que
tem
sempre
nos
seus
estabelecimentos

variadís­
simo

sortimento
de
bilhetes

e
suas
divi
­
sões das

loterias. portugueza
e

hespanhola.
Satisfaz

lodos

os

pedidos
das

provín­
cias, ilhas,
ultramar

e

Brazil,

com

prom-
plidão

e

diminutas

commissões,

quer

se­
ja

para
jogo
particular

ou
para

negocio.

Nas

terras
onde
não

tenha

ainda
corres
­
pondente
acceita
para

seu

agente

qualquer
cavalheiro
estabelecido
que

boas
refe
­
rencias.
Os

vendedores

leem

boas
vanta­
gens,
sendo

uma

d
’ellas o
poderem

re­
cambiar,

o
que

não tenham vendido,

até
á

vespera

do

sorteio.
E


negocio

que

tem

tudo

a

ganhar

e
nada

a perder.

Envia

em

tempo

listas,

pianos

e

teiegrammas.
O

1.®

sorteio,

é
o
da

loteria de

Madrid,
a 5
de

setembro, que
tem

o
seguinte
plano
(moeda
portugueza):
1
de

28:000-5000

1
de 14:001'0000

1

de

7:2000000
1
de 3:6000000

ide
1:8000000
18

de

5400000
2
de

3600000

2

de

1800000
400

de

1085000
446
de

540000
873
prémios
Os

preços

dos

bi­
lhetes
e
fraeções

d
’es-

ta

loteria
são

os

se
­
guintes:
bilhetes

in
­
teiros,

110600;
meios

5:800;quintos
2:320;
décimos,
1
:160;

frae­
ções

de
600, 480,
240,
120

e

60

reis.

Dezenas

de 6:000,

4

800,

2:400, 1
:200

e
600

reis.
O
2.®

sorteio,

é

o

da
loteria
portugue
­
za,

a

9

de

setembro.
que
tem

plano:
o
seguinte
1
de
8:0000000
1

de
1

:OOO0OOO
1

de
4000000
6

de
2000000
20

de
1000000
1

de
620000
589
de
100600
605
prémios
Os preços dos
bi­
lhetes
e
fraeções
d
’es-

la

loteria
são

os

se
­
guintes:

bilhetes

in
­
teiros,

40800;

meios,
2:400;quartos

1
:200;

oitavos,

600;
frae
­
ções
de 520,

440,

330,

260,
220,
130
110,

65,
55,

45,

e

30

rs.
O 3.®
sorteio,

é

o
da
loteria

de
Ma­
drid,

em

15

de
setembro,
que

tem
o
seguin-
tc

plano
(moeda
portugueza):
1
de
28:8000000
1
de
14:4000000
1
de
9:0000000
1
de
4:5000000
15
de
5400000
2
de
4500000
2
de
2700000
400
de
1080000
451
de
720000
874
=

=

=3=
prémios
Os
preços

dos
bilhetes

e
fraeções

d
’es-
ta

loteria

são

os

seguintes: bilhetes intei
­
ros,

110600;

meios,

50800;

quintos.
20320;

décimos,

10160;
e

fraeções

de

600,

480,

240,

120

e
60

e dezenas

de

60000,

40800

20100, 10200

e

600

reis.
Chamamos

a
attenção

do

publico para
um
ponto

importante.

As

fraeções

da

nos­
sa
firma,

tem um

pertence
muito
mais
vantajoso
para
o

jogador,
que

o

das
ca
­
sas

das províncias. Por
exemplo:

em

uma

fraeção
da nossa

firma
do
preço
de

600

reis

em qualquer
sorteio •
ordinário

da
lo
­
teria

de Madrid,

toca-lhe
na

sorte

grande

1:1000000
reis.
Em

igual

fraeção,

com

qualquer
dos
prémios

minimos

loca-lhe
40500

ou

30000

reis.

Consideramo-nos, em
ramo
de
loteria,

um
dos

primeiros.
O que
esperamos

é
a
continuação

do
favor

pu­
blico
e

em

especial

dos
que

não

vivem

nas

duas

principaes

cidades.
Os

prémios

são

pagos,

á

vista

das
competentes
listas.

Querendo,
os

possuidores
dos

prémios,
po­
dem

reçebel-os

nas

suas
localidades,

por

meio

de

remessas de

leiras

ás

ordens
so-
bre

os

recebedores

das
comarcas.

Rece.

be-se
em

pagamento

dos
pedidos

seilos
do
correio,

valles,

ordens

sobre

qualquer
pra
­
ça
ou
como

melhor

convier

aos íreguezes.
Pedidos

ao
cambista
Anlonio Ignacio

da Fonseca,
rua

do Arsenal,
56.

58
e
60
Lisboa,

ou
Feira

de
S.
Bento,

33 34
é

35,

Porto.
,2529)^
KuSE
SM
B
TI/A&
MACHINAS
PARA COSER
DA
Companhia
fabril
SINGER
í

9

rua
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mundo

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de

1877,

»S8:8i»
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Companhia
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machinas,

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alcance de todas
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fortunas,

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não



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seu
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trabalho,
como
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sua
immensa
duração,
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séria garantia.
Avisamos

o publico que
te­
nha todo o cuidado para não
ser enganado com as machinas
imitações, como algumas pes­
soas, por
infelicidade
d’
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tem sido.
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