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Parte de N.º 1054 de 04/03/1880
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-
VIII
ANNO
QUINTA-FEIRA
4
DE MARÇO DE 1880
NUMERO 1:054
IREDAGTOR-D. MIGUEL
SOTTO-MAYOR
ggggesg
................................ ■■■
i
i
i.EÇO
L>A ASSiGNATUBA
12
mezes,
com
estampilha
2&400
—
12
mezes,
sem
estampilha
1^800—
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte
4&200
—Avulso
20
rs.
PUBLICA-SE ÃS TERÇAS, QlilNTAS E SARBADOS
PUBLICAÇÕES
Correspondências
partic.
cada
linha
40
—Annuncios
cadi
linha
20
—
Repetição
10
rs.—
Assignantes,
20
p.
c.
d
’abatimeuto
■ò«ãZTiT~
T~iii
ÍT
a
—
BRAGA
—4
DE MARÇO
Encyclica
do Nosso Santíssimo
Padre Leão XIII, pela Divina
Providencia
Papa
A
todos
os
Palriarchas,
Primazes,
Arcebispos
e
Bispos
do
Orbe
Catholico
em
Graça
e
Communhão
com a
Sé
Apostólica
[Continuado
do
n.°
antecedente)
Mas
ne<n
porisso
aqui
se resume
to
da
a
perfeição
que do
christiamsmo
teve
o
Matrimonio. Porque,
ein
primeiro
logar
é
certo,
que
á
sociedade
conjugal
foi
as-
signado
um
fim
mais
alto
e nobre
do
que
antes
linha;
pois
que
se
lhe
designou
para
scopo,
não
sómenle a
propagação
do
genero
humano,
mas
(ambem
a
procrea-
ção
da
prole
para
o
grémio
da
Egreja.
Cives
Sanctorum,
et
domésticos
Dei;
(1)
isto
é,
ul
populus
at
veri
Dei
et
Salva-
toris
nostri
Chrisli
cullum
et
religionem
procrcaretur
atque
educaretur
(2).
—
Em
se
gundo
logar
ficaram
bem definidos
e
cla
ramente
estabelecidos
os deveres e
direi
tos
de cada
um
dos
cônjuges.
E
assim
é
que
se lhes
torna
necessário
estarem
sempre
animados de tal
espirito
que
co
nheçam
como
se
devem mnluamente o
maior
amor,
constante
fidelidade,
auxilio
diligente
e
assiduo.
—
O
homem
é
o
chefe
da
tamilia
e
o
cabeça
da
mulher;
e
esta,
porisso
qué
é
carne
de
sua
carne,
osso
de
seus
ossos,
deve
estar-lhe
sujeita
e
obedecer-lhe,
não
como
serva
mas
como
companheira,
para
que
a
sua
obediência
nem seja
indecorosa,
nem
indigna.
cisão
os
amores
dissolutos
e livres
(5
;
e
S.
Paulo
condemnar
um
cidadão
de
Corintho
pelo
crime
d
’
inceslo;
(6) e
a
Egreja
repellir
e
rechaçar
com
a
mesma
firmeza
e
vigor
já
na
sua primeira eda-
de,
os
assaltos
de muitos contra o
ma
trimonio
Christão,
como
foram
os Gnos-
ticos
Manicheus,
Montanistas;
e
em
nos
sos
dias os
Mormons,
Phalansterian->s
e
Communislas.
Do
mesmo
modo
(oi
con
stituido o
direito
do
casamento
igual
en
tre lodos, e
o
mesmo
para
todos,
acaba
da
a
antiga
distincção
de escravos
e in
génuos
(7);
e
foram
igualados
os
direitos
do
marido
e
da
mulher;
porque,
como
bem
dizia
S. Jeronymo.
Apud
nos
quod
non
licel
feminis,
aeque non
licel viris,
et
eadem
servilus
pari
condilione
conselur;
(8) e
firmemente
estabelecida
essa
igual
dade
de
direitos
como
em
retribuição da
benevolencia
e
em
virtude
da
muluali-
dade
dos
deveres;
foi
reconhecida
e
vin
gada
a
dignidade
da
mulher;
foi
prohibi-
do
ao
marido
empregar
a
pena
de morte
contra
a
adultera
^9)
e
violar
libidinosa
e
impudicamente
não
são
menores
limitado,
segundo
paes
de
famílias
berdade
de
seus
que
pretendessem
dos
imperantes civis,
mas
pela auctorida-
de
divina
da
Egreja
a
quem
só
compe
te
o
magistério
das
cousas
sagradas.
Além
d
’
isso
deve
ter-se em
vista
a
di
gnidade
sacramental,
em
virtude
da
qual
os
matrimónios
christãos
foram
elevados
á
mais
alta nobreza.
Ora,
ácerca
dos
sacramentos,
por
vontade
de
Jesus
Chris-
to,
só
a
Egreja
póde
e
deve
estaiuir
e
determinar,
de
maneira
que
é
um
absur
do
monstruoso
querer
transferir
para
a
aucloridade
civil a
menor
parte,
que
se
ja,
d’esle
poder
pleno.
Em
fim,
é
gran
de
a
aucloridade
da
historia
que abundan-
lemente
nos attesta
como
o poder
legisla
tivo
e
judicial,
de
que
falíamos, fôra livre
e
constantemente
exercido
pela
Egreja,
já
n
’aquelles tempos, em
que,
néscia
e
stuilamenle,
se
pretende
sustentar
que
lhe
proviera
do
consentimento
e
accordo
dos
príncipes.
Pois,
que
incrível
e
enorme
absurdo
não seria
dizer-se
que
Jesus
Chris-
lo
condemnara
o
costume inveterado
da
polygamia
e
do
repudio
por
aucbridade
que
lhe
fôra
delegada
pelo Procurador
da
província
ou
pelo príncipe dos
Judeus;
que
S. Paulo,
similhantemente,
declara
illicitos o
divorcio
e
os
casamentos
inces
tuosos
por concessão
ou
mandado
lacilo
de
Tiberio,
de
Caligula,
de
Nero!
E um
homem
de espirito
reclo não
poderá
nun-
ca
persuadir-se
de.
que
para
fazer
tantas
íleis,
como
as
que
a
Egreja
ha publicado
i
sobre
a
santidade
e
firmeza
do
Matrimo
nio (18)
sobre
os
casamentos
entre
os
empenho
!
servos
e
ingénuas
(19,
.
pedira
a
permis
são dos
Imperadores
romanos,
inimigos
que
nada ti-
i
uiium
VVHIV
v
UUUUII
pv,a
pelas'
suas"
leis providenles,
[
violência
e peio
ferio
a
religião
de
Chris-
‘
•
------
nascida:
sobretudo
se
pidos, nada
se
torna
tão
pesado
e
mo
lesto
como a
submissão
e
a
obediência;
e
assim
trabalham
aflincadamenle
por
fa
zer
com
que
não
só
cada
um
dos
ho
mens
em
particular
mas ainda
a
socie
dade
humana
toda
inteira
se
levanle
or
gulhosa
a
despresar
o
império
de
Deus.
—E
como o
principio
e
a
origem
da
so
ciedade
domestica,
e,
mais
ainda,
de
to
da
a
sociedade
humana
esteja
no
Matri
monio,
não lhes
soílre o
animo que
este
se
ache
submellido
á
jurisdicção
da
Egre
ja:
mas
antes
se
esforçam
por
afastal-o
de
toda
a
santidade
e
impellil-o para
o
bem
apertado
circulo
das
cousas,
que
li
veram
aos homens
por
auclores
e
se re
gem e
administram
pelas
leis
civis.
D
’aqui
■devia necessariamente
seguir-se
que
ha
viam
d
’altribuir
aos
príncipes
lemporaes
todos
os
direitos
sobre
o Matrimonio
e[
decretar
que á
Egreja
nenhum
pertencia;
,
e
que
esta,
se
em
algum tempo
exerceu
|
taes
direitos,
ou fora
por concessão
dos
|
príncipes
ou
por
usurpação.
Mas é
tem
po
já,
dizem,
de
que
os
chefes
dos
esta
dos
reivindiquem
com
fortaleza
seus
di
reitos,
e
emprehendam o
regular
á
sua
i
vontade
os
casamentos
em toda
a
sua
extensão.
— E’ d
’
aqui
que
veem
os
cha
mados casamentos
civis;
e
d
’
aqui
as
co
nhecidas
leis
que
estabelecem
as
causas
impedientes
do
Matrimonio;
d
’aqui
as
sen
tenças
dos
tribunaes
que
decidem
se
os
contractos
conjugaes
foram
justa
ou
vi
ciosamente
celebrados.
Finalmenle
vemos
[arrebatar
á
Egreja
com
tanto
a
fidelidade
jurada.
—
E
benefícios,
ter
a
Egreja
convinha
o
poder
dos
coarclarem
a justa
li-
filhos
e
de
suas
filhas,
contrahir
os
santos
vín
culos
conjugaes
(10);
ler
decrelado
a
nul-
lidade
do
Matrimonio
entre
parentes
e
aífins
em
certos
e determinados
graus
(li),
cerlamente
para
abrir
um campo
mais
ges;
ter
velado
por
afastar
do
contracto
[
toda
a
faculdade d
estabelecer
e
consu-
nupcial,
quanto
em
sua
mão
eslava, o
erro, a
violência
e
a fraude
(12);
ter
que-,
rido manter
intacla
a
santa
pureza
do
i
vino,
tuir
direito
n
’
este
assumpto,
que
já
não
figadaes
do
nome christão.
[resta
nenhum
respeito
pelo seu
poder
di-
[
nham
tanto
a peito,
como
o abafar
pela
!
, nem
pJ_.
'
.
-----
■
■
-- -
(13)
!sob
as
quaes
viveram
por
tanto
tempo;
to,
pouco
antes
.íA>_ins
novos
a
uuem
adviera
a
luz
da
ci-
attender
a
que
muitas
vezes
esse
direito
i
a
sabedoria
[
emanado
da
Egreja
tanto
se distanciava
.
■
t
5„
rhn<!ia
'
do
direito
civil,
que
Ignacio
Martyr (20),
mu
esta
instituição
divina
com leis
tao
,
enri^ia.
I
in,iino
i"21
Atlwnaonras
z'29i
P
T
p
n.-
fortes
e
providenles
que
nenhum
justo
Todavia
os
naturalistas
e
todos
aquel-Juslino
çZlj,
A henagoras
(22)
e
le
tu
lones
e
piyviueuic
j
J
de
catar
o maior
l>au°
(23;.
piiblicacameole
condemnavam
avaliador
deixará
de
reconhecer na
Egreja
;
l
es
que
fazendo
p
otissao
ue
catar
o
A
-
a
melhor guarda
e
defensora do
genero
I
respeito
ao
deus
Estado, se
estorçam
por
<<o
inj
uumauo,
cuja
sabeõo.id
triumphou
sem-1
perturbar
todos
os
povos
com
tao
per-,
q«e
no^emtanto
tinham
o
favor
e
protec
pre
da
voracidade
dos
tempos,
da
injuria
'
versas
doutrinas,
nao
pódem
fugir
a
nota
Ç
P
•
(j
as
vicissitudes
sem
conta
l
de
falsidade.
Porquanto
como
o
Malrimo-|
Mais
tarde
porém,
quando
o
governo
e
os
po-1
nio
tem
a
Deus
por
auctor
e
Li
desde
[
dos
povos
passou
para
as
mãos
dos
Im-
___
touibra da
Incar- peradores
christãos,
os
Soberanos
Ponti-
Veibo
de
Deus,
porisso
ha
n
’
el-
(ices
e
os
Bispos
reunidos
em
Concílios
;
lhe
continuaram
sempre
com a
mesma liber-
imuto,
elfeilo,
nao
[dade
e
com
a
mesma
consciência
do
seu
mas
da própria
|
direito
a
prescrever
ou
prohibir
ácerca
dos
matrimónios
tudo
quanto
julgassem
ulil
e conveniente conforme
as
circum-
stancias,
muito
embora
parecesse
ir de
encontro
ás
instituições
civis.
Ninguém
por
certo
ignora
quantas
disposições
fo
ram
tomadas
pelas
aueloridades
da
Egre
ja
ácerca
dos
impedimentos de
ligamen,
de
voto,
de
disparidade
de
culto,
de
con
sanguinidade,
de
crime,
de
honestidade
publica
nos
Concílios d’
Elvira
(24),
de
Arles
(25),
de
Calcedcnia (26),
de
Mi-
levi
II
(27),
e outros,
disposições
que es
tavam
muitas
vezes
em
completo
desac-
cordo
com
os
decretos
sanccionados
pelo
direito
imperial.
—
E
tão
longe
estiveram
sempre
os
príncipes
de
reivindicar
para
si
o
poder
sobre
o
matrimonio
Christão,
que
antes
reconheciam e
declaravam
que
Entre
aquelle
que
preside
e
aquella
^lamo,
^-ança das
pessoas
03)^0
as^qta
„
i? *
,i;moi>
(I
..t
. n
purid^u
mu
esta
instituição
divina
com leis
tao enrista
_
____
que
obedece,
porque
ambos
representam,
um
a imagem de Jesus
Christo,
a
outra
a
da
Egreja,
alimenle-se
a
caridade
divi
na
como
regra
constante
dos
deveres
mu
tues:
porque
vir
caput
est mulieris sicut
Chrislus
caput
est
Ecclesiae...
Sed
sicut
.
.
Ecclesia
subjecla
est Christo.
ita
et
mu-cuja
sabedona
lieres
viris
suis
in
lhos
devem ser
a
seus
paes e i
ver
de
consciência;
é
de
necessidade que
os paes
ponham
toda
a
attenção
e
cuidado
em :
seus
filhos
dos j
s
in
ommbus. .3)
Os
(i-
i
'
*
voraciuaue
nos
tçm
ir
submissos
e
obedientes
i
hofflens-
das
vtcissiludes
se
prestar-lhes
honra
por
de-
P
ar
d^
^m
passado
as
nações
encia;
e por
seu
turno,
V08,
ide
que
os
paes
ponham
Mas, graças
aos
esforços
do
.
i apartar
i
do
genero
humano,
..1.
perigos
e
principalmente
despreze
ou
absolutamenle
em
formar-lhes
os corações
e
dirigil-os rer~‘
1
-
para
a
virtude:
Palres.
.
.
educale illos
(filios)
in
disciplina
el
correptione
Domini.
(4)
D
’
aqui
se
deduz
quantos
e quarn
gran
des sejam
os
deveres
dos
cônjuges;
os
quacs
todavia
para os
bons
esposos
se
tornam,
pela
graça
que
o Sacramento
confere,
não
só
toleráveis,
mas
ainda
ju
cundos
e aprazíveis.
Christo
depois
de
restituir
o
Matri
monio
á
sua pureza
primitiva,
de
o ele
var
a
tal
e
tamanha
excellencia,
confiou
e
commetleu
á
Egreja
toda
a
disciplina
d
’
elle.
E
ella sempre
e em
toda
a
parte
exerceu
o
poder sobre
os
matriminios
dos
Christãos,
e
exerceu-o
por fórma
que
bem
se
via
que
lhe
pertencia
como pró
prio,
e
não
era
adquirido
por consenti
mento
dos
homens,
mas
recebido da ver
dade
divina de
seu auctor.
—
E
quam gran
de
cuidado
e vigilância
ella tenha
em
pregado
para
manter
a
santidade
do
ca
samento,
afim
de
permanecer
em
toda
a
a
sua integridade,
é
por
todos
de tal
moifo
conhecido
que
não
carece
de
de
monstração.
E
assim
é
que
vêmos
o
con
cil
o
de
Jerusaiem
reprovar
por sua
de-
(1)
Ad. Eph.
c.
lí
y.~
19.
(2)
Catech
Rom.
Cap. 8.
(3) A
d.
Eph.
c.
V
y.
23
e
24.
(4)
Ad.
Eph.
c.
VI
y.
4.
nio
tem
a
Deus
lo
principio
uma
como
i-
>
inimigo
naçao
do
------
. ..
,
l.i.aJo
■>«“»
I«
«lg»
e
.
reh
.«
“
“,
?,“
__________
•>
desconheça
o
I
não
é
adventício
mas
i
restabelecimento
e aperfeiçoamento
do
Ma-ida convenção
humana.
,
Innõcencio
vel.
da
mesma
maneira que
leem
regei-
.1
h
(
,
b
)
-
iuslica
e
funda-
,.d.
os
'l?
í..‘
|W^
«
dempção.
—
Foi
crime
de
muitos
anti
0
oso,
existere
Sacramentam
cunjugii.
terem
sido adversanos
do
Matrimomo
eu
ina
les
e^ste
e
tno(1U(ue
nt
Us
da
an-
algum
de
seus
elementos;
mas
é muito
[Assim
o
auesiam
_
_
mais
culpável
e pernicioso
o
peccado
d’a-;
quelles
que
hoje pretendem depravar l
talmente
a
sua
natureza
i,
'
.
completa.
E
a
razao
principal
e
supre j
ma
d
’isto
está
em
que
para
muitos, im- ,
buidos
nas
erradas
opiniões
d
’
uma
pfido- ;
1
sophia
falsa
e
com os
costumes
corrom-
(5)
Act.
XV
y.
19.
(6)
I
ad.
cor.
c.
V
y.
5.
(7) Cap.
I
de
conjug.
serv.
(8)
Oper. tom.
I col.
455.
(9)
Can.
Inlerfedores,
e
can.
adinonere
que
2.
a
(10,
Cap.
30,
quesl.
3,
cap.
3
de
co-
gnat.
spirit.
(11)
Cap
8
de
consgng.
et
affiu.
cap.
1
de
cognal
legali.
(12)
Cap.
26 de
spousal.. capp.
13,
15,
29
de
spousal
et
matrem.,
et
alibi.
(13)
Cap.
1
de
convers.
infid.;
capp.
56
de
co
qui
auxiliam
in
matr.
(14)
Capp
3,
5, 8
de
sponsal.
et
mart.
Triden.
sess.
24
c.
3 de
refor.
matr.
(15)
Cap.
7
de
divor.t.
i
a
.
i
liguidade
e
os
costumes
e instituições
dos
t
uem
aiar
lo-
po
*
os
que
mais
se
tinham
aproximado
da
aoe/feiçoada
e
perfeição
da
natureza
humana e
obtido
'
■
[um
conhecimento
mais
perfeito
da
justiça
.
ie
da equidade:
e
é
sabido
como
em to-
"
3
gs
estes
povos,
por
etleiio
d
’uma dis
posição habitual
e primitiva
dos
espíritos,
a
ideia
do
Matrimonio
se
lhes
apresen
tava sob
a
fórma
d
’uma coisa
intimainente
ligada
com
a
religião
e
a santidade.
D’ahi
vem
que
era
uso
entre
eiles
não ceiebrar
nunca
as
núpcias
sem
as
ceremonias
do
culto,
sem
a
aucloridade
dos
pontífices,
o
ministério
dos
sacerdotes.-
—fama-
foi
o
poder
que
exerceu,
ainda
ine-
privadas
da
doutrina
ce-
natureza
das
coisas,
a
memória
a
consciência
do
genero
tiu-
sem
nho
smo nas
almas
leste
das
origens,
-
mano!
—
Sendo
pois
o Matrimonio, por
sua
natureza
e
esseucia
uma
coisa
sa
grada,
é
de toda a
força
necessário
que
seja
regido
e
regulado,
não
pelo poder
coisa
(16)
Cap. 8
(íe
divort.
|
(17)
Cap.
II
de
transact.
(18)
Can.
Aposl.
16,
17,
18.
(19)
'
■
'•
—
(20
j
(2I)
22)
(23)
(24)
can
(25)
can
11.
(26)
Ibid.
can.
16.
(27) ibid.
can.
17.
1,
Philosophum.
Oxon.
1831.
Epist. ad
Poliearpe,
cap. 5.
Apolog.
mai
n
15.
Legai,
pro Chrisliam.
nn.
32,
33.
De
coron.
milil.
cap.
13.
De
Aguirre,
Cone.
Hispan.
tom.
14,
15,
16,
17.
Harduin., Act.
Concil.
tom.
1
esse
poder
pertencia
á
Egreja
tolo in
teiro.
E com
effeito.
Honorio, Theodosio
o
moço,
Justiniano
(28),
não
duvidaram
confessar
que
em tudo
o que
se
refere
ao
Matrimonio,
nada mais
lhes
competia,
do
que
o
dever <le
guardas
e
lefens^res
dos
sagrados
cânones.
E
se
algumas
dis
posições
chegaram
y
publicar ácerca
dos
mpedimenlos
do
Matrimonio, não tiveram
•a
menor
duvida
em
declarar
desde
logo
que,
se
o
fizeram,
foi
com
permissão
e
auciorisação
da
Egreja
(29),
ao juizo
da
qual
tinham
por
costume
recorrer
e sub
metter se
com
todo
o
respeito
nas
ques
tões
relativas
á
honestidade
do
nascimen-
o
(30),
aos
divorcios
(31),
a
todas
as
tcousas
em
fim
que
de
qualquer
modo
se
relacionavam
com
o
vinculo
conjugal
(32).
—
Foi
pois
com
lodo
o
direito
que
o
Concilio
Tridentino
definiu
que
á
Egreja
pertence
o
poder
de
impedimenta
matri
montum
dirimentia
conslúuere
(33),
et
cau
sas
malrimoniales
ad
judices
ecclesiaslicos
spectare
(34).
(28)
Novel. 137.
(29)
Fejer
Matrim.
ex. inslil.
Christ.
Peslh,
1835.
(30)
Cap.
3 de
ordin,
cognit.
(31)
Cap.
3
de
divrt.
(32)
Cap.
13
gui
filii
sint
legil.
(33)
Trid. sess.
XXIV,
can. 4.
(34)
Ibid.
can.
12
------
—
.1
ESPA O A. l»fC O. AFFOM8O HEN
RIQUES
Vêde
o
primeiro
Aflonso
cuja
espada
Escura
faz
qualquer
extranha
gloria
Assim
cantou
o
nosso
Camões,
dan
do
se
apenas
uma
variante
em
uma
pala
vra
do
verso
dos
seus immortaes
Lusía
das:
elle
disse
lança,
que
nós
substitui-
mos por
espada,
que
para
o
caso
vem
a
ser
a
mesma
cousa.
Essa
espada,
sem
pre
victoriosa,
que
deu
tantas
batalhas,
que
fundou
a
independência
de
Portugal,
deve
ser
commemorada
e
celebrada
por
todos
aquelles
a
quem
pula
no
peito
o
amor
da
palria
e
das nossas
antigas
glo
rias.
O
grande D.
Aflonso
Henriques,
glo
rioso
fundador
da
monarchia
portugueza
não
só
sobresahiu
em
valor
e
pencia
militar,
mas
também
em
piedade
e
res
peito
sincero
para
com
a
religião
calho-
lica. Foram estas virtudes o
fundamento
de
seus
actos
heroicos.
Todos
os
historiadores,
ainda
os
libe-
raes,
concordam
em
dizer
que o primeiro
rèi
portuguez
é
um
dos vultos
rifais
no
táveis
da
nossa
historia
e
da
historia
da
edade
media;
um dos
mais robustos
e
mais
intrépidos
cavalleiros
da
península;
um
heroe
capaz
de levar
a
effeito
a
grande
obra da
autonomia
portugueza.
Com
a sua
espada
sempre vencedora,
como
diz
um
chronista,
o filho
do
conde
D.
Henrique
defende
todo o
Portugal,
e
propaga
com
o
auxilio
de
Deus
as fron
leiras
dos
christãos,
engrandecendo
seus
domínios, desde
o
Mondego
até
ás
mar
gens
do
Guadalquivii
;
e
chega
mesmo
até
o
grande
Oceano,
e
ainda
ao Mar
Mediterrâneo.
Dando
uma
importante
altitude
ao
seu
remo,
este
magnanimo
príncipe
busca
e
inspira
em
sua
nação
o
sentimento
de
sua
propna força; desperta
e
enlhusiasina
o
orgulho nacional;
e
assenta
e
enraiza
no
coração
de
seus
companheiros
uma
no
bre
firmeza
e
toda
a
sorte
de ideias
de
dignidade,
independencia
e
valor militar.
Desde
o
primeiro
momento
em
que
com
a
espada
alçada
conquista
aos
mou
ros
o
restante território
portuguez, até
o
seu
ultimo
suspiro,
isto,
é,
durante
meio
século,
D
Affonso
Henriques
segue
sempre
uma
linha
de
conducta
e con
serva na
sua
mente
um
unico
fim:
a
in
dependencia do
seu
reino
e
a
emancipa
ção
dos seus
povos.
No
século
XII
dominava
o
espirito
belhcoso;
mas, prescindindo
d
’esla
cir-
cumstancia,
é
inconiestavel
que
sómente
a
espada
deveria
assegurar
a
liberdade
de
Portugal,
e
que
então
se
exigia mais
imperiosamente
um
capitão que
um so
berano.
Comtudo
D. Affonso Henriques
reune
as
duas
qualidades: elle
foi esforçado
guer
reiro
e
sabio
monarcha,
mostrando
se tão
habil
na
política
quanto
era
grande
no
campo
da
batalha.
O» portuguezes játnais
poderão
esque
cer
o
séu
primeiro
rei;
sua
memória,
com
o
andar
dos
tempos, nada
tem
per
dido
no coração dos
que
verdadeiramente
o
são.
Este
eximio
monarcha,
o
maior
so
berano
do
século
XII,
que
em
vivo
obrou
feitos
eminenlemente
extraordinários,
por
meio
da
sua
formidável
espada,
tem
exer
cido,
oppresso
pela
lousa
do
tumulo,
uma
doce
e
salutar
influencia sobre
os
cora
ções
dos
seus
legítimos
successores
e
de
lodos
os
bons
portuguezes.
Elle
será
sempre
modelo
dos
reis
de
Portugal,
e
viverá
na
reminiscência
do
seu
povo.
Uma
figura
nobre
e
magestosa
e
ele
vada.
suas
forças
eram
em
paridade
de
sua
estatura: quem
levava um golpe,
es
cusava
segundo.
A
sua
valente
espa
la
só
se
desembainhou
contra
os
inimigos
da
sua
patria,
em
prol
da
nacionalidade
portugueza.
Essa
veneranda
espada
conservou-se
por
muito
tempo
no
mosteiro de
Santa
Cruz
de
Coimbra,
sua fundação,
sobre
o
mausoléu
que
encerra o
corpo
de D. Af
fonso.
Em 21
de
outubro de 1570,
foi
el-
rei
D Sebistião visitar
o
augusto
tem
plo
de
Santa Cruz.
Chegando
á
capella-
mór,
tomou
o
hyssope
da
mão do prior,
e
lançou
agua
benta sobre
as
sepulturas
dos
reis
D.
Affonso
1
e
D.
Sancho
I.
Em segui
la
o
prior
lhe mostrou
a
espada
de
D
Affonso
Henriques
que D
Sebastião
tomou,
e,
depois
de
a
beijar
com
a
maior
veneração,
disse
para
os
fidalgos
da sua
comitiva:
<Bom
tempo
o em
que
se pelejava
com espadas
tão
curtas.
Esta
é
a
espa
da
que
libertou
Portugal
do cruel
jugo
dos
mouros;
sempre
vencedora, e porisso
digna de
se guardar
com
toda
a
vene
ração»
Depois,
devolvendo-a ao
prior
do
mo
steiro.
continuou
o
rei:
«Guardae, Padre,
esta
espada;
por
que
ainda
me
bei
de
valer
d
’ella contra
os
mouros
da
África».
Estas
expressões
não
devem
extranhar-
se em um
rei dotado
d
’
um
genio
mar
cial
e
d
’um
caracter
cavalleiresco,
como
foi
O.
Sebastião
que
procurava
egualar
ou
antes
exceder
a
D.
Aflonso
Henriques;
e
devemos
confessar
que
era
bem
digno
d’essa
gloria.
E
quem
não diria
o
mesmo,
em
iguaes
circumstancias,
ao
ver
a
respeitável e
ve
neranda
espada do
glorioso
monarcha
ba
talhador?
Em
24
de
março
de 1578,
D.
Se
bastião
dirigiu
uma
carta
ao
prior
de
Santa
Cruz,
pedindo
lhe
a
prompta
re
messa
da
preciosa
arma.
Foi-lhe
logo
en
viada com o escudo
do
nosso
primeiro
rei
E'
indizível
o
enthusiasmo
e
alegria
com
que
o
joven
monarcha
recebeu
a
preciosa
joia:
n
’
esse
mesmo
acto
promet-
teu
que,
se
chegasse
a conseguir
a de
sejada
victoria
sobre
os
inimigos
de
Cbristo,
promoveria
aclivamente
a
canonisação
de
D.
Affonso
Henriques,
como
já
o
tinha
intentado
o
seu
piedoso
avô, D.
João
III.
Foi,
com
effeito, a
espada
condusida
para
a
África no
camarim
real
da
famosa
esquadra
que sahiu
de
Lisboa
em
24
de
julho
de
1578;
mas,
por
um
esquecimen
to
inexplicável
(permissão
divina!)
a
es
pada
não
sahiu
da
embarcação,
e
D.
Se
bastião não
se
serviu
d
’
ella.
Voltou
a
Lisboa,
sendo
entregue
ao
cardeal-rei
que
a
mandou
depositar
no
mosteiro
de S.
Vicente
de
Fóra. d
’
onde
passou
outra
vez
a
Santa Cruz
de
Coim
bra.
Foi
o
frade
cruzio
D. Francisco
das
Neves
que conduziu
a
espada
de
Lisboa
a
Coimbra;
e,
passando
por
Santarém,
expôl-a
na
egreja
de
Santa
Maria,
e
alli
foi
dada
a
beijar
ás
principaes
pessoas
da
villa,
e
ao
povo
que
se
achou
pre
sente.
Em
Coimbra
esteve
a
fulminante
adaga
até
1834.
Tinha
uma bainha
de
velludo,
com
guarnições
de prata dourada,
e guar
dava-se
em uma
caixa
de ébano, com
fechadura e chave,
lambem
de
prata
dou
rada.
O
escudo
estava
da
mesma
sorte
em uma caixa
de
ébano.
Todos
estes
adornos foram
mandados
fazer
pelo
prior do
mosteiro
de
Santa
Cruz,
D. Lourenço
Leite,
no
anno
de
1578
Extinclas
em
1834
as
ordens religio
sas
pelo
governo
liberal,
foi
a
espada
de
positada
no
Alheneu
Portuense,
onde
se
acha
presentemente.
Apenas
alli
existe
a
espa
la;
tudo
o
mais
desappareceu!
E
aquella
valorosa
espada que
tantas
victorias alcançou
contra
os
descendentes
do
propheta,
que
consolidou
a
ii
dencia
de
Portugal
é
toda
de
ferro,
de
obra
tosca!
Um
verdadeiro
portuguez
não póde
dei
xar
de venerar
a
espada
de
D.
Affonso
Henriques,
d
’
esse
grande
homem
sem
o
qual
não
existiria
hoje
a
nação portugue
za
e
por
ventura
nem
sequer
o
nome
Portugal.
de
Os
altos
promontorios o
choraram;
E
dos
rios
as
aguas
saudosas
Os
semeados
campos alagaram.
Com
lagrimas
correndo piedosas.
Mas
tanto
pelo mundo
se
alargaram
Com
fama
suas
obras
valerosas.
Que
sempre
no seu
reino
chamarão,
Aflonso,
Affonso, os
eccos;
mas
em
vão.
(Camões)
Padre
João
Vieira Neves
Castro
da
Cruz.
GAZETILHA
PRKVENÇ&O
AOS
NOSSOS AS-
SIRNANTES
Prevenimos
os
nossos
estimáveis
assi-
gnanles
de
que
TODA
a
correspondência
deve
ser
dirigida
unicamente
A
’
Administração
do
Commercio do
Minho.
Exercícios espirituaes.—
Os
exer
cícios
espirituaes
que,
c mo
dissemos,
deliberou
fazer
a
benementa
Conferencia
de
8.
Vicente
de
Paulo,
começarão
no
dia
19
do
corrente,
ás
7
horas
da
noite,
nos
Terceiros,
continuando
em as
noites
seguintes
até
quarta-feira
da
Semana
San
ta.
Na quinta-feira
santa
haverá
comina-
nhão
á
missa.
Estes
exercícios espirituaes
consistirão,
além
de
orações
e
alguns
cânticos,
acom
panhados
a
orgão,
em
duas praticas,
ter
minando
com
o
Tanlum
ergo,
Bênção
do
Santíssimo
e
no
fim
uma
subscripção
a
favor
dos pobres.
RelaçAo dos
cavalheiros que
iu
-
bsidiaratn,
no anno
de 1899,
com
i
*
prestação
mensal de nove
mil rei», tres senhoras sexagi-
nariaa
que
viviam no extincto
eunvento de
N. S
da Penha,
e
por
raridade foram recolhidas
no convento
dos Remedios, d’
es-
ta cidade.
Ex.
mos
snrs.
Arcebispo
Primaz
434200
D.
Deão
da
Sé
Primaz
64000
Couego
Figueiredo
64000
Conde
de
Breliandos
64OUO
Visconde
de
Pindella,
governa
dor
civil
134309
Fernando
Castiço
64OOO
Condessa
de
S.
Mamede
44500
Francisco
Joaquim
Garcia
64OOO
Duas
senhoras
auonymas
64000
Joaquim
Manoel
Rodrigues
Valle
64OOO
Saldo
que
ficou
do
anno
de
1878
194600
Total.
.
.
1224800
Importância
de doze
mezadas
a
nove
mil
reis
cada
uma
1084090
Saldo
que
ficou
para
0
anno
de
1880
144800
E
’
por
si
tão
eloquente 0
mérito
que
resalta
ao
ler
esta
despertenciosa
relação
de
caridade,
que
nos
dispensamos
de
qual
quer
elogio.
Nem
os
cavalheiros
que
ha
annos
tem
conslaniemenle
velado pela
sustentação
d
’
aquellas
pobres
senhoras,
desejam
outra
recompensa
que não
seja
0
jubilo
que
lhes
enche 0
coração
ao
recordarem-se que
aos seus
exforços
devem
aquellas
ires
sexaginarias
e
enfermas
0
pão
de
cada
dia
e
0
abrigo
de
uma
casa
religiosa.
Que
Deus
pague
a
essas
generosas
al
mas
a
sua
constância
e
a
sua
sua
cari
dade,
porque
só
Elle
sabe
pezar na ba
lança
de
sua
infinita
bondade
0
mérito
de
similhante
amor.
Asylo de
s. José.—
Com
muito
pra
zer
publicamos
a
relação
antecedente,
e
com
igual
vamos
apresentar
uma
outra
que
respeita
ao
Asylo
de
S. José.
Por
esta
occasião
não deixaremos
de
chamar
a
altenção
das
pessoas
caritativas
para este
pio
estabelecimento,
que tantos
benefícios
prodigalisa
á
pobresa
enferma,
e
porisso
á
sociedade.
Em
nome
dos
asylados
agradecemos
ndepen-lás
pessoas,
a
quem
só
Deus
compensará
'erro,
e
condignamente,
indicadas
na
seguinte
Relação
dos
donativos
recebidos
no
Asylo
de S. José
d
’esta
cidade
durante
0 me?
de
fevereiro
de
1880:
III.
D1OS
e
ex.
01
*8
snrs. e snr.“
s
Luiz
José
Ferreira, um carro
de
lenha,
D.
Anna
Germana Laura
Braga.
11.850
litros
d
’
azeite.
D.
Candida
Raio
Vieira,
dous
massos
de
algodão.
Francisco
Joaquim
Garcia,
48,357
litros
de
feijão.
Anonymo,
14560
reis
para applicar
em
Bulias
para
os
asylados.
Manoel
Antonio
da Silva Pereira
Gu
ma.
rães,
14760
reis
para
dous
traslados
de
escripturas.
Braga
e
Asylo
de
S.
José,
l.°
de
março
de
1880.
O
Secretario
João
Pereira
de
Castro.
Os
Dois
Tlumloi.—
Accusamos a
recepção
do
n.°
22
d
’este
periodico
illus-
trado
que
continua
a
ser
publicado
re-
gularmenle.
Contém
seis
magnificas
gravuras
e
ar
tigos
em
prosa
e
verso,
alguns excellentes.
Vem
n
’
este n.
a
seguinte
beilissnna
poesia
do
grande
lyrico
João
de
Deus;
CHR1STO
—
Minha
mãe,
quem
é
aqutlle
Pregado
n
’
aquella
cruz?
—
Aquelle,
(ilha
!
é Jesus,
E
’
a
santa
imagem
d
’
elle.
.
—
E
quem
é
Jesus?
—
E
’
Deus.
—
E
quem
é Deus?—
Quem
nos
guia,
E
nos
dá
a
luz
do
dia,
E
fez
a
terra
e
os
ceus,
E
veio
ensinar
á
gente
Que
todos somos irmãos,
E
devemos dar
as
mãos
Uns
aos outros,
irmãmenle
Pae
de amor,
pae
de
bondade...
—
E
morreu?
—
Para
mostrar
Que
a
gente
pela
Verdade
Se
deve
deixar
matar.
Jornal de Viagens.—
Recebemos
0
n.°
40,
cujo
summario
é
0
seguinte:
Texto:
Os
dramas
do
ar:
A
asphyxia
—Pelas
regiões
longínquas:
Da
Barra da
Aguada
ao
Estreito
de Gribrallar—Os
he-
roes
do
continente
negro:
João
Fernandes
—
Feitos
extraordinários:
Os
homens
do
norte—
Os heroes
do
continente
negro:
Da-
vid
Livingstone,
sua vida e
viagens
—
Aventuras de
tetra
e
mar:
O
Vulcão
nos
Geios
—
Sociedades
sabias:
A
questão
Serpa
Pinto—
As
grandes
caças:
A
’ caça
dos
ele-
phantes
—Costumes
e
religiões
dos
diver
sos
povos:
O
mormonismo.
Chronica:
João
Fernandes
—
Hippolyle
Felix
Capitame
—
Explorador
no
Senegal—
O
inglez
avança!—A
Vega—
Observatório
do
Etna
—
O
ouro da
Sibéria.
llluslrações:
Os
dramas
do
ar:
A
asphy
xia
—
Os homens
do
norte:
Rabna-Floki
—
Os homens
do
norte:
Carlos
Magno
—0
mormonismo:
A
iniciação.
Subscripção para aoeeorrer o» ca-
tliolicos
da
Irlanda,
aberta n’n-
ta
cidade.
Transporte
32^930
Padre
Francisco
José
Duarte
de
Macedo
500
Antonio
Silverío
de
Paiva
500
334950
«•olyseopío.
—
Muitas
pesquizas
tem
solo feitas até
hoje,
para
achar
0
meio
de
illuminar
as
cavidades
profundas,
tanto
da
natureza
inorgânica
como
do
homem,
sem
se
ter
conseguido
bons
resultados.
Parece
ter
M.
Trouvé
resolvido
0
pro
blema
melhor
do
que todos
que
0 pre
cederam.
O
novo
apparelho
de
illuminação
in
terior,
imaginado
por
esse
physico
re
pousa sobre
a
propriedade
que
possue
uma
corrente
voltaica,
de
pequena secção, de
levar
até
á
temperatura
do
vermelho
um
conductor
metallico.
Foi a
pilha secun
daria
de
M.
Gaston
Planté
a
fonte
ele-
clrica
a
que
recorreu
M.
Trouvé
para
illuminar
seu polyscopio.
Compõe-se
esse
apparelho
de
um
re
servatório,
que
armazena
a
electricidade
dynamica
da
pilha
secundaria.
O escoa-
mento
da
eleciricidade
é
regulado
á
von
tade,
por
meio
de
um
rheostato
especial
e
de
um
galvanomelro
de
dous
circuitos.
E’
tão regular
esse
escoamento,
que
com
o
polyscopio leva
se
até
o
ponto
de
fusão,
durante
muitas horas
e
sem
exce-
der
esse
ponto,
tios
de
platina
desde
í/lo
de
millimetro
até
millimelro
e
meio
de
diâmetro. Esses
tios
de
platina,
são
acha
tados no
meio,
para formar
um
pequeno
dixo
incandescente,
que
esclarece
as
cavi
dades
no
fundo
das
quaes
forem intro
duzidos.
Completam
o
polyscopio
uma
«érie
de
reíleetores,
um
cabo
de pedal
e
condu-
ctores.
Eez
o
capitão
Mauceron
uma
applica-
ção
do
polyscopio
de
M.
Trouvé,
para
il
luminaçào
do
interior
dos
canhões
e
dos
ohuzes
e
para
obter
projecções
do
inte
rior
dessas
cavidades.
Consegue-se
conhe
cer
assim
os
menores
defeito»
das peças
de
artilharia
K«vo
proeeMO photograplileo
inventado
no
Japfto,—
Hm
fabricante
de
verniz,
no
Japão,
reparou
que
uma
das
substancias
empregadas
na
sua
ma
nufactura
tornava-se
dura
e
resistente,
quando
exposta
á
luz
solar.
Um
inventor
japonez,
aproveitan
lo-se
d
’
esta
circumslan-
cia,
substituiu
na
pholographia
o
papel
albuminado
por
esta
substancia.
Deste
mu
do,
exposta
ao
sol
a
prova
negativa
por
algumas
horas,
o
retraio passa,
ficando
esta
parle
da
substancia
dura
como
pedra,
e
como
o
resto
não
adquiriu
essa
dureza
póde
ser
cavado
por
uma
espatula
■IraaRtreii
mnritimo
*
.
—
No
dia
2
naufragou
na
Ponta
do Fayal
da
Terra,
ilha
de
S.
Miguel, o
lugre
portuguez
«Relampago»,
que
havia
saido
do
porto
de
Villa
Franca
do Campo,
com
carga
de
la
ranja
e
ananazes,
para
a
Inglaterra.
A
tri
pulação
foi
salva
—
Dizem
de
Faro,
com
data
de
28:
«Virou-se
hoje
na
barra
uma
arte
de
pesca,
de
Olhão,
com
25
homens,
pere
cendo
8».
—
Naufragou
proximo
do
porto
do
Ca-
macin,
no
Ceará,
a barca
portugueza
«Ristori».
que
partira
da
Fortaleza
com
carregamento de
generos
para
os
operá
rios da
estrada
de
ferro.
Perdeu-se
toda
a
carga
e. o
navio ficou
completamente
inutilisado.
—
Por
telegramma,
expedido
em
data
de
28
do
mez
passado
a
s.
exc
’
o
snr.
ministro
da marinha
e
ultramar
pelo
go
vernador
geral
da
província
de
Moçambi
que,
houve
conhecimento
de que,
por
eífeilo
de
um
cyclone,
encalhara
em
Be-
zarinho
o
transporte
de
guerra
«Principe
D
Carlos»,
lendo
se
salvado
todas
as
vi
das.
Tralava-se
de desencalhar aquelle
navio
com
o
auxilio
da corveta
«Rainha
de
Portugal»
e
da
canhoneira
«Douro».
Um
e»tholieo, um protestante
e
um
ju
*
l«u.
—
N
’um wagon
de
um
carril
de
ferro
ia
sentado
ao
lado
de
um
padre
catholico
um
velhito
muito
al
gre,
poiém,
pouco fallador,
e
de
maneiras
de
licadas.
Na
frente
ia
um
chamado
mini
stro
evangélico,
que
pretendia
ganhar
as
sympathias
do
velho,
que
era
judeu
de
nação
e
doutor
na
sua
lei,
e
que
nenhum
caso
fazia
do
protestantismo.
Emquanto
esperavam
o momento da
partida
do
comboio,
o
protestante,
fa-
zendo-se
fanfarrão,
disse:
—
«Ora
eis
aqui
um
rabbino,
um
mi si
mario
apostolico
e
um
ministro
da
reforma.
Qual
dos ires
tem
razão»?
O
ecclesiastico
catholico.
sentindo
re
pugnância
em
respnder
a
tão
indiscret
>
pergunta, levantou se
com
ideia
de mudar
de
wagon,
mas
o
rabbino
pegando-lhe
cor-
tezmente
na
mão,
disse-lhe:
— lEspere,
v.,
que eu
vou
responder,
e
voltando
se
para o
ministro
protestante
disse:
Oiça
v.:
se
Christo
não
veiu
ain
da,
lenho
eu
razão,
mas
se já
veiu
lem
ra-
zao
esle
sacerdote;
em
qualquer d>s casos v.
está
em
erro.
O
atrevido
protestante,
depois
de
ma
stigar
em
secco
olhan
lo
para um
cãosilo,
que.
enroscado,
dormia
sobre
os joelhos
do
doutor da
lei
judaica,
disse:
—
Também
u
serás
rabbino?
1
«Não,
lhe
respondeu
o
judeu:
esle
come
toucinho,
logo
nã
>
é
judeu;
come
carne
nos
dias
d
’
abstinen
cia,
logo não é
catholico:
por
tanto,
não
póde
ser senão
protestante, porque
além d
’
isso
dorme
du
rante
os
sermões.
Com
tal
resposta
o
paspalhão
ficou
enluDido.
Veterano da guerra
peningu
ls»r.—
Morreu
em
Setúbal
o
veterano
Joa
quim
José Rodrigues Santiago,
carpinteiro,
natural
de
Santiago
de
Cacem.
Satriago
alislou-se
como
voluntário
no
regimento
de
infanleria
7,
a
1
de
abril
de
<809; entrou
na batalha
do
Bussaco,
na»
acções
de
Fuentes
de
Honor,
cerco
de
Badajoz,
em
Campo
Maior
e
Salamanca,
na
tomada
de
Ciudad
Rodrigo
e
do
forte
del
Retiro,
em
Madrid.
Perseguido
o
exírcto
francez
na
sua
retirada,
foi
ferido
e
recolhido a
Lisboa.
Falleceu contando 93
annos
de
edade
este valente
soldado
portuguez.
Regieidioa.
—
O
«Globe»
de
Paris
menciona
os
regicídios
de
que
ha noticia,
«uccedidos
em
differentes
paizes
da
Europa,
desde
903,
a
saber:
•
Na
Italia:
O
imperador
Luiz
111
é
ce
gado
em
903;
Bérenger
é
envenenado
em
921;
Lothaire,
em
950;
Lucchino
Viscon-
li.
duque
de
Milão,
em
134-9;
Matteo
Vis
conti,
em
1355;
Carlos
III
de
Nápoles
é
assassinado
em
1386;
João
Maria
Visconti.
em
1421;
Galéas
Sforza,
em
1476.
Na
Allemanha: E’
envenenado
Othon
III;
Henrique
VI,
filho
de Frederico
Bar-
baroxa;
Filippe
de
Sonabia,
é
assassinado;
Henrique
VII
de
Luxembourgo,
é
envenena
do
por
m>'io
de
uma
hóstia.
Na
Inglaterra:
Guilherme
Lerox
é
mor
to
na
caça
em
1100;
Ricardo
II.
é
assas
sinado
em 1299;
Henrique
VI,
é
enve
nenado
em
1471;
Eduardo
V,
é
assassinado
em
1483
Na
Rússia:
Pedro
III;
é
estrangulado
em
1762.
Na Hespanha:
Sancho
IV,
rei
de
Na-
varra,
é
assassinado
em 1076;
Pedro,
o
Cruel,
em 1369.
Na
Hungria:
André
é
assassinado
em
1345
Em
França:
Ricardo
III,
duque
de
Normandia
é
envenenado
em
1027; Luiz
V,
em
987; Luiz
VII,
pae
de
S.
Luiz,
em
1226;
são assassinados:
o
duque
Luiz
de
Orleans;
João
sem medo, duque de
Borgonha;
Francisco
de
Guiso; Luiz
de
Condé;
Henrique
de
Condé
é
assassinado
em
1588;
são
assassinados:
Henrique
de
Balaíré,
duque
de
Guise; Henrique
111,
rei
de
França,
em
1589;
Henrique
IV,
em
1610,
depois
de cinco tentativas
mallo-
gradas.
Em
1757, Luiz XV
de França
é
fe
rido
com
um
golpe de faca
por
Da-
miens.
Tlnda
Ulustrada.
—
Publicou-se
O
n
0
25,
correspondente a
1
do
passado e
cujo
summario
é
o seguinte:
Gravuras:
Roupão
de
manhã;
Trajo
de
menina
(frente
e costas);
Duas
guar
nições
bordadas; Entremeio;
Charuteira;
Tira bordada;
Guarnição;
Metade
de
um
cabeção;
Dois
bordados
de
tapeçaria;
Re
de
bordaih;
Vestido
de manhã, feito
de
selim
azul
celeste
(frente
e
costas);
Regalo
de
pellucia
preta;
Regalo
de
velludo casta
nho;
Bracelete;
Broche-medalha;
Tres
bro
ches
para
mania;
Brinco;
Annel
marque-
za;
Botão para
punhos;
Medalha;
Sele
vestuários
para
baile;
Oito ponlas
para
mania;
Vestuário
para
casa
e
jantar
(fren
te
e
costas);
Duas
guarnições
a
ponto
cheio;
B
irdado a
ponto
cheio
e
lulle;
Entremeio
bordado; Entremeio
de crocbet;
Renda
de
miuhardise;
Entremeio
de
mi-
nhardise
e
galão;
Onze
trajos
para
masca
ras
Artigos:
Correio
da
moda;
De
relance;
Entre-aclos;
Ao f’
gão;
Carteira
do
dou
tor;
O
romance
da
Moda;
Mil
e uma
re
ceitas;
Correspondência
Supplemenlos:
Folha
de
moldes
e
de-
buchos;
Figurinos
coloridos.
Supplemenlo
exlrardinario: Folha
de
oito
paginas,
illustradas,
contendo
setenta
e
quatro
gravuras
representando
todos
os
objectos
e
roupas
que
constituem
o
en
xoval
completo
de
um
recemnasci
lo.
Grande ineemlio. —
A
estação
prin
cipal
do
caminho
de
ferro
de
Moscow
a
Brzak,
foi
incendiada,
ardendo
112
wa-
gons.
As
perdas
montam
a
300:009
ru
blos.
A
imprema ruasa. —
Na
Rússia
publicam-se
608
periódicos,
dos
quaes
417
em
russo,
54
em
polaco,
10
em
francez,
40
em
all-mão,
3
em
laiitn.
11
em
lithnanio,
7
em
esloniano,
2
em
firez,
I
em
hebreu.
7
em
arménio,
3
em
geor-
giano
e
4
em
tarlaro.
Seiloa
internaeionass.
—
Agita
se
actualmente
a
ideia
de
estabelecer
sellos
de
correio internacionaes.
N
’
este
intuito
travaram-se
já
negocia
ções
entre
a
França
e
a
Bélgica.
Se
o
projecto
se
realisar.
poder
se
hão
fazer
os
pagamentos
de
pequenas
quan
tias
no
estrangeiro
por
meio
d
’estes sel
los,
que
viriam
a
ser
uma
especie
de
moeda internacional.
•
--- ... —.
BB»-jB
ani
■
---------
VARIEDADES
E' da
penna
do
illustrado antiquário,
o
snr.
Simão Rodrigues
Ferreira,
o
se
guinte
artigo curiosissimo:
A epoeha
aettial
comparada
com
o anno de JSH9.
Oh
!
têmpora,
oh mores
I
Hoje
o
proprietário,
chamando
um
pe
dreiro
para trabalhar n'uma obra, acha
muito pagando
lhe
de
jornal
diário 500
reis, que
os
seus
avoengos,
aquelles
que
jazem
nos
sepulchros
ha
3
séculos,
pro
ximamente,
faziam
por
uma
insignificân
cia.
E
’
certo, porém,
que,
se
n
’
esses
tem
pos
de
saudosa
memória,
os
jornaes
se
pagavam
na
rasão
de
30
e
20
reis
dia-
rios, então
os
generos
alimentícios de
pri
meira
necessidade
estavam
relativamente
mais
baratos
que
os
d’
hoje.
Quando
o
condeslavei
D. Nuno
Alva
res
Pereira,
edificou
o
convento
do
Carmo,
em
Lisboa, taxou
aos
mestres
de
obras
30
reis
por
dia,
e
aos
operários
20
reis,
dizendo:
que
abonava
o
precizo
para
com
prar
um alqueire
de
trigo!
Sem
irmos
mais
longe,
examinando
al
guns
livros
antigos
no cartorio
da
Mise
ricórdia
de
Penafiel,
achamos que
as
con
tas
prestadas
pelo
provedor
e
mesa,
qne
serviu no
anno
de
1589,
dá
o
seguinte
resultado:
Receita,
incluindo
43^864
de sobras,
produclo
de esmolas
pelas
eiras
e
ruas
da
cidade,
a
maior
parle
proveniente
de
acom
panhamento
de defuntos,
a
familia
dos
quaes
pagava,
sendo adultos 600
reis
e
menores
300
reis.
61$6I7
A
despeza d’
um
anno,
foi
de
reis.
55010
Entregou
por
consequência
o
provedor
á
nova
meza.
565607
DESPEZA
COM
A
MISS
a
NA
FESTA
DE
SANTA
ISABEL:
Nove
padres
cantores
a
30
reis.
270
reis
Um
celebrante.
120
»
Dois
diáconos,
a
30
reis.
60 »
Officianles.
210
»
Importou
a
missa com tantos
pa
dres,
13
ou
14,
a
somtna
de
660
»
Um
cirro
d
’
ervas
e
junco
130
»
Ao
moço
que
ajudou
na
festa.
20 »
Por
uma
carga
de
rosmaninho.
50 »
Meia
canada
de
azeite
para
as
alampadus.
40 »
Somrna.
.
.
.
900 »
OUTRAS
DESPEZAS;
Ao
procurador
para
ir
ao
Porto
tratar
d
’
uma
demanda.
140
»
E
por
outra
vez.
135
»
Um
carro
de
bois
para
ir
le
var
um
entrevado
a
Atua-
rante.
264
>
Esmolas
a
19
pobres
de
tran
sito.
576
»
Por
15
cavalgaduras,
e
moços
.
para
levarem
15 doentes ao
Porto,
Canavezes,
e
Ama-
rante.
na
razão
de
150
por
doente.
1$758
»
Meia
duzia
de
colmeiros.
50
»
2
gallinhas
a
40
reis.
80 »
2
missas
pui
2
irmãos
a
40
rs.
80
»
Uma
chave
nova.
10 »
Esmolla a
uma entrevada
para
todo
o
anno.
220
»
Cêra
e
outras
despezas
durante
o
anno.
55
’
110
»
Na
receita
procedeu
de
esmola
de
pe
ditório
em
dinheiro,
e
acompanhamentos
de
defuntos o
anjinhos
e
de 44
3
/4
ràzas
de
pão,
que
foram
vendidas
ao
preço
cor
rente
100
t
is
cada
raza,
45407.
Tal é
o extracto
ie
esta
conta
dada
pelo provedor, que
acabava,
ao
novo
elei
to.
e
foram
dadas
no
hospital
velho,
de
fronte
da
egreja
Matriz
no
anno
de
1589,
aonde
hoje
é
o
theatro.
P.
S.
O preço
corrente,
por
que
o
fundador
da
Misericórdia,
abbade
de
Er
mello. comprou
algumas
medidas
de pão
em
Basto,
foi
de
80
reis.
ANNUNCIOS
OURO E PRATA
Na ourivesaria
á
Porta Nova,
compra-se
ouro
velho
e
em
barra,
prata
e
pedras
preciosas.
(134)
CONFERENCIA
DE S.
VICENTE DE
PAULO
São
por
este meio
prevenidos
os
socios
actjvos
e
honorários
da
Conferencia
de
S.
Vicente de
Paulo,
de
Braga,
que
no
uso
da authorisação, que
lhe
foi
dada
pelar
Conferencia,
a
Meza
resolveu:
1°
que
os
exercícios
espiriluaes
prin
cipiassem
no
dia
19
de
março,
ás
7
ho
ras
da
noite,
na
egreja
dos
Terceiros,
continuando
nas
noites
seguintes
até
4
quarta-feira
da semana
santa;
2.
°
que
na
quinta-feira
santa
tivesse
logar
a
communhão
geral
á
missa.
que
este
anno
é
de
obrigação,
por
ser dia
da
Annunciação
de
Nossa
Senhora;
3.
"
que
os
exercícios espiriluaes
con
sistissem,
além
de orações
e
alguns
cân
ticos,
acompanhadas
pelo
orgão,
em
duas
curtas
conferencias
ou
praticas, separadas
por
um
pequeno
intervallo,
seguindo-se
a
bênção
do
Santíssimo
com
o Tantum
ergo,
e
no fim um
pedilorio a
favor
dos
pobres.
Destes
exercícios
são
excluídas
as
pessoas
do
sexo
feminino.
A
Meza
da
Conferencia,
fazendo
pu
blico
esle
aviso
aos
seus
socios,
tem
em
vista
fazer
conhecido
este
objecto
de to
dos
os fieis,
a
quem convida para
a
acompanharem
n’estes
exercícios,
que
não
são
senão
uma
preparação
mais
cuid
idosa
para
a
communhão
pasclial.
S.
Exc.
a
Revd.
‘
na
o
Snr.
Arcebispo
Primaz,
que plenamenle
approva
estes
actos
de
religião
e piedade, permitte
que
a
communhão
na
quinta-feira
santa
na
egreja
dos
Terceiros,
nas
condições
d
’este
annuncio,
valha
para lodos os
elfeitos,
como
de
desobriga,
com
a
condição de
ser
remettida
pela
Commissão
aos revd."
*
parochos
uma
lista
ou
relação
exacta
dos
indivíduos,
que
alli
foram receber
os
sa
cramentos.
O
secretario
da Conferencia de
S.
Vicente
de
Paulo
(132)
Joaquim
Leal.
AVISO
No
dia
21
do
corrente
tem
de
ir
á
praça
publica
uma
linda
morada
de casas
com
tres
andares,
tudo
a
pedra,
situada
na
Praça
do
Barão
de
S. Martinho, da
cidade
de
Braga
designada
com
o
n.°
policial
de
16.
Acha
se esta
casa
colloca-
da
no
ponto
mais
formoso
e
central
da
cidade
A
base
para
a licitação
é de
3:9135450
reis,
segundo
consta
do res-
pectivo
inventario
a
que
se
procede
pelo
juiso
de direito
da
comarca de
Braga,
e
cartorio
do
escrivão
Pessa.
Manoel
Bernardino
da
Cunha
e
Silva.
(128)
PROCURADOR
José
Bento
Corrêa,
solicitador
encar
tado,
com
escriplorio
no campo
Novo
n.
*
11
D,
d
’esta
cidade
de
Braga,
encarrega-
se
de traclar
de
tudo
que
pertence
á
sua
profissão,
perante
todos
os
tribunaes
e
repartições
d
’
esta
mesma
cidade com aquella
aclividade
e solicitude
de que
é suscepli-
vel
um
bom
procurador;
cumprindo
rigo-
rosamenle
os
.iever.s
e
obrigações,
inhe-
rentes á
profissão
que
actualmente
está
exercendo
n
’esla
comarca. Faz
requeri
mentos
e
reclamações
para
o
governo,
camaras.
coimnissôes,
juntas
e quaesquer
aucloridades.
Também
se
encarrega
de
negocios
ec-
clesiaslicos,
e
com
especialidade
dos rela
tivos a
casamentos,
como dispensas
de
proclamas,
de parentesco, etc.
Salarios
muito
rasoaveis.
(129)
Arrematação
Pelo
juizo
de
direito
da
comarca
de
Braga, e
pelo
cartorio
do
escrivão
do
pri
meiro
oílicio,
Freitas,
se
faz
publico
que
no
dia
7
do proxnno
futuro
mez
de
março,
por
10
horas
da manhã,
á
porta
do
tri
bunal
judicial,
collocado
no
largo de
Santa
Agostinho,
d
’
esta
mesma,
se
hade
arre
matar em
hasta
publica
o
penhor
mer
cantil
do
debito
de
Domingos
José
Alves
Braga,
d
’esla
cidade,
á Gerencia
do
Banco
do
Minho
com
séde
na
mesma,
que
se
compõe
130 acções
do Banco de Villa
Real,
cada
uma
do
valor
nominal
de
reis
50$000,
entrando
em praça
pelo da co
tação,
que
é
de
37^000
reis.
Braga, 20 de
fevereiro
de
1880.
José
Firmino
da
Cosia
Freitas.
Verifiquei
a
exactidão.
<131)
Adriano Carneiro
de Sampaio.
João
Baptista
Pinto
da
Cunha,
ourives
em
Guimarães,
precisa
d
’
um
oílicial
para
cordões,
que
tenha
para
cima
de
18 an-
nos
e
dê abonações.
Quem
quizer,
escreva
-ou dirija-se
ao
aonunciante.
(133)
A
BVliniXISTH VÇÃO DA MASSA
FAUIDA
DE
OLIVE1BA «fc FI
LHO, »’KSTA CSDADE DE BRA
GA.
Achando-se
terminada
a
liquidação
da
massa,
são
por
ordem
do
Juiz
commis-
sario
convidados
todos
os
credores
a
reu
nirem-se
no
dia
20
d
’
este
corrente
tnez
de
Março,
por
11
horas
da
manhã,
no
tribunal
commercial
d
’
esta
cidade,
afim
de
lhes
serem
apresentadas as
contas
da
administração
e
fazer-se
o
dividendo
do
saldo
do aclivo
da
massa
na
conformidade
do
artigo
1258
do
Codigo
Commetcial.
Braga,
2
de
Março
de
1880.
O
Administrador
da massa
(130)
Joí,é
Anlonio da
Silva
Gomes.
RETIRX9A.
Os
abaixo
assignados
tendo
de reti-
rar-se
d
’esia
cidade
e não
podendo
des-
pedir-se
pessoalmenle
de todas as
pessoas
que
os
honraram
com
a
sua
amisade,
vêtm
por
este
meio
significar-lhes
a
sua
eterna
gratidão,
e
oflerecer-lhes
o
seu
len.itado
préstimo
na
Ireguezia
de
Mogeje,
concelho
de
Familicão,
aonde
vão
lixar
a
suá residência.
Braga
1
de março
de 1880.
Mus
ia
Angelina
de
Sousa
Lima
Vieira
da
Cruz.
Thereza de Jesus
Sousa
Lima
Vieira
da
Cruz.
Abbade
Manuel
José
Vieira
da
Cruz
(125)
Mu»
ttuH CapeilíMlan, 80
Do
Banco
do
Minho
a
95^000
Do
Banco
da
Covilhã
a
58$000
Do
Banco
do
Alemtejo
a
30^000
Do
Banco
Porlnguez
a
60$000
Do
Banco
de Villa
Real
a
37$000
Do
Banco
do
Douro a
82$000
Do
Banco
da
Regoa
a
30$000
Do Banco
(
ommercio
Industria
a
62$000
Do Banco
Nacional
Ultramarino
a
65^000
Do
Barco
Nacional
Insulano
a
6€$000
Do
Banco
União
Portugal
e
Brazil
a
50$000
Do
Banco
Mercantil
de
Vianna
a 25$<)00
Do
Banco
de Vianna a
30£0(J0
Do
Banco
Mercantil
de Braga
a 20«S000
Do Banco
Commercial
de
Guima-
r
ães
a
28$000
Do
Bs
nco
de
Bragança
a
18«j000
Do
Bancr
Unito
do
Porto
a 6('$000
Da Companhia
Geral
Biacarense
a 14$t
00
Do
Banco
Lusitano
a
75$000
Do
Banco
Lisboa &
Açores
a 95$000
Bua de S. Vietor, 31.
(124)
Cofrstantino
Ferreira de Almeida
mu
dou
o seu
esctiptorio
de
advocacia
para
a
rua
dos
Chãos
de
Baixo
n.°
31.
(126)
Caixft
penltoriHta
Braearense na
Travma
de
D.
Gualdim «1’esta
eldade.
C<
ntinua
a
emprestar
dinheiro sobre
penhores
lodos
os
dias
desde as 8
horas
da
manhã
até
ás
9
da
noute
na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas.
Pede-sv
a lodos os
mutuários
que
ti
verem
objectos
empenhados
na mesma
caixa cou.
atrazo
de
juros
de
Ires
mezes
os
venham
pagar ou
resgastar,
senão
se
rão
vendidos.
BAPE
Chama-se a attenção dos
consumidores d’este artigo, para
a
imitação
feita pela fabrica BOA-FÉ do Porto, dos rotulos
do rapé da acreditada fabrica de SANTA APOLONI
a
;
imitação
não
só dos desenhos e marca da fabrica, mas até dos seus di
zeres,
resultando d’
esta pratica tão pouco regular,
que alguns
consumidores menos
escrupulosos na apreciação dos empape-
los, compram
como rapé da fabrica de SANTA APOLONIA. ou
tro de qualidade
infinitamente inferior.
(10ò)
MRWlM
MS
MIS
IPHUBMÍCas
DO
DISTRICTO
BE
BRIGA
2.
a
SECÇÃO
DE CONSTRUCÇÃO
ESJRADA
REAL IV
35
DE
GUIMARÃES
A
VILLA
REAL
Ponte
de
Mondim de Easto sobre o rio Tamega
Faz-se
publico
que no
dia 6
de
março,
do corrente
anno,
pelas
11 horas
da
manhã,
lerá
logar na
secretaria
da
Direcção
das
Obras
Publicas,
peranle
uma
com-
missão
nomeada
para este
fim.
a
arrematação da
conslrucção
de
arcos
de canta
ria,
cornija,
passeios
e
guardas,
na
ponte
de Mondim
de
Basto
sobre
o
no
Ta
mega,
sendo a base de
licitação.......................................... 16:500^000 reis.
Para ser
admittido
a
licitar
é
preciso
mostrar
por
documento
ter
feito
no
co
fre
Central
do
Díslriclo
o
deposito
provisorio
de
4U(i$0(i0
reis.
Este
deposito
será
elevado
a
5
por
cento
da
importância
d
’
arrematação,
pelo
licitante
a quem
fôr
adjudicada
a
empreitada,
levantando
os
outros
concorrentes
os
depositos
provisorios.
O
praso
para
a
conclusão
d
’
este
trabalho
será de
18
mezes
a
contar
d.;
data,
do
auto
da
adjudicação.
As
peças desenhadas
e
escriptas
do
projecto,
bem
como
as
condições que
re
gulam
e
approveitam
á
execução
d
’
estes
trabalhos,
pódem
ser
examinadas
na
secre
taria
da Direcção
das
Obras
Publicas,
em
Braga,
lodos
os
dias
não
sanctificados
desde
as
9
horas
da
manhã
alé
ás 3
da
tarde.
Braga
14
de
fevereiro
de
1880.
O
chete
de
secção
(94)
Anlonio
Santos
d'Azevedo
Magalhães.
BMLSAMO
DA CRUZ ROXA
Preparação
com base de alcatrão para uso externo
Grandíssimo
exito
nas
guerras da
America,
llalia,
franco-allemã
e
do
Orien
te,
no
sitio
de
Paris,
e ultimamente
na
Hollaida,
Beigica
e
índias—
Numerosos
cer
tificados
dos
principais médicos
e
atiesiações
dos
enfermos curados.
As
chagas
m<
is
rebeldes
as
offécçôts htrpelicas,
escrofulosas e
cancerosas,
as
feridas,
quermoouras
e
ulceras
de
todas
os
classes,
os
panarícios,
furunculos,
etc.
curam-se
rapidamr
nte
com
o
I
ALSAMODA
CRUZ
ROXA.
CessaçÀo
IMVEl.IílATA «ia
itor°=Tri>Un>tnto IXFA1I.1VÍL.
Vende-se
por
junto,
snrs.
H.
Vanassdre &
C.
a
em
Merxem-lcs Anvers
(Bél
gica)
—
Em
Madrid.
Agencia franco-hispano-portugueza,
Sordo,
31.
Venda
a
reialho
no
Porto, snrs Ferreira
&
Irmão,
Banharia,
77 e
79.
Desconfiar das falsificações.
PARIS
b
AGUA
de
MELISSA
dos
Carmelitas
Unico
successor cios Carmelitas
PARIS
Rue de
l’Abbaye, 14 -EP.A/E&IS
Contra a Apoplexia, o
Cholera, Flatos, Desmayos, Indigestões,
Febre amarella, etc. Veja-se o
prospecto que deve envolver cada frasco.
Exija-se
o rotulo branco e preto que devem levar pegado, os
frascos de todos os tamanhos, e a
assignatura inclusa :
Na
casa
n.°
15
da
rua
do
Poço
ha-
bilitam-se
professores
e professoras
para
■
o
magistério
primário;
e
os
leccionados
praticam
alli
roais de
cem
problemas
e
quesitos
que
tem
leito
parte dos
exames
nos
differentes
lyceus.
Braga,
24
de
fevereiro
de
1889.
(115)
‘LFCAIH-SE
Os
altos
da
casa
da
rua
do
Campo,
n.°
22,
com
bons
commodos
para
uma
numerosa
familia,
agua
encanada
e
bellas
vista.
Quem
pretender
dirija-se á
mesma.
(2716)
SELECT~
POR
Pereira da Cunha
Acha
se
á
venda
n’esla
cidade
na
vestimentaria
Rocha,
rua
do
Souto.
Deposito
no
Porto,
Ferreira
&
Irmão,
Banharia.
Esta
maravilhosa
injecção,
como
cal
mante,
é
a
unica
que
não causa
apertos
d
’
uretra,
curando
todas
as
purgações
ainda
as
mais rebeldes
como
muitas
pessoas
o
podem
attestar.
Deposito
em
Braga
na
pharmacia
Bra
ga
—
Esquina
de
Santa
Cruz
—
40
Porto
—
Cardoso
—Praça
de
D
Pedro
—
113.
(2631)
PiDIBO
A
Meza
da
Santa Casa
da
Misericór
dia,
de
Braga,
tendo
em
consideração
a
avultadissima
despeza
que
está
custan
do o
fornecimento de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de feridas no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n
’este
aclo
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
escrivão
Lourenço
da
Costa
G.
Pereira
Bernardes.
0
PROGRESSO MODERNO
E
O
(BOIPâDm®
(BOWBa
ou
LIMA PALESTRA
AO
CAIHR DA TARDE
POR
COR1NELIO
ARGUS.
Preço
.......................
80
réis.
imiiiími
CONTRA
0S PROTESTANTES
E
outros
inimigos
da
Religião
e
da
Egreja
pelo
DR.
D.
JOÃO
GONZALEZ
TRADUCÇÃO
DE
A.
MOREIRA
BELLO.
Com
permissão
do
ex.
m
’
Cardeal
Bispo
do
Porto
Eis
a
opinião
respeitável
do
iievm.
0
Snr.
Padre
Chrispim
Caetano Ferreira
Tavares
ácerca
d
’esta
obra
:
«Arsdekin,
BiBuart
e sobre
tudo,
Bel-
larmino
e
Suarez,
refutaram
triumphanle-
mente
os
erros
do protestantismo em
obras
immorredoiras,
mas Gonzalez soube
com
pendiar,
em um
pequeno
livro,
o
que
aquel-
les
grandes
sábios
escreveram
em
grandes
paginas.
Nem
todos podem folhear
os
preciosís
simos
volumes
in-folio
de
Bellarmino,
mas
quem haverá
que
não
possa
lêr
o Cathecis-
mo
de
Controvérsia
de
Gonsalez
?
Livros ha
que
não
podem
ser
compre-
hendidos
por
aquelles
que possuem
certa
somma
de
conhecimentos, mas
para
com-
prehender
o
optimo livro
de
Gonzalez
bas
ta
saber
lêr.
E
importa
que
seja
muito
lida esta
obri-
nha,
que
bem
póde
chamar-se
um
livro
de
ouro.
Os
endinheirados
prestarão
um bom
serviço
á
causa
calholica
trabalhando
na
diflusão
d
’este
livrinho.
O
protestantismo
procura
espalhar por
toda a
parle
o
veneno
de
seus
funestissi-
mos
erros;
é
mister que
em
toda
a
parte
appareça também
o contraveneno.
Os
protestantes,
procuram
com
um ze
lo
verdadeiramente diabolico
a
perversão
das
almas,
e
os
catholicos
ficarão
indifle-
rentes.
A
caridade
é
a
rainha das
virtudes,
e
merecerá
o
nome de
caritativo aquelle
que
não
procura
frustar
os
intentos
maléficos
da
nefanda
seita protestante,
que
se
em
penha
com
satanico
furor
em
perverter
nos
sos
irmãos
?
Trabalhemos,
pois,
que
Deus
compensa
rá
nossos
trabalhos.
O
snr.
José
Frnctuoso
da
Fonseca pres
tou
um
bom
serviço
á
causa
calholica
edi
tando
o
preciosíssimo
livro
de
Gonzalez.
Oxa
lá
que
seja
muito
lido
!»
Preço
...................................
160
réis.
Ambas
estas
obras
se
vendem
no
escri-
ptorio
da
administração da
lypographia
d’
es-
te
jornal.
BREVE
COMPENDIO
DE
ORAÇÕES
E DEVOÇÕES
ADOPTADAS PELOS
MISSIONA
CIOS
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
correcla
e
muito augmentada
com
novas
orações e
devoções
mdul-
genciadas,
e
concedidas
posterior-
mente
á
ultima
Raccolta.
Com
approvação
de
S.
Exc.a
HevmJ
o
Snr.
D.
João
Chrysostomo
d
’
Amorin
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em
Braga
oa
typugrapbia
Lusitana,
rua
Nova
n.°
4.
e
nas
livra
rias
de
Manoel
Malheiro,
rua
do
Aítnad^
Porto,
e
Calholica,
de
Lisboa.
Preço=
l60
em
brochura,
e
240
enca-
Idernado
RESPONSÁVEL—Domingos
J. S. Aguiar-
PRAGA,
TYPOGRAPIIIA
LUSITANA—1880
