A crise das subsistências

Descrição

De braços cruzados se assiste a essa crise pavorosa que a todos nos ameaça, sem que vejamos quem pode olhar a sério pelo povo de Guimarães que tem fome! É que além de tudo caríssimo a que os seus magros recursos não podem chegar, não há que comprar! De que há-de viver o povo? (…) Em Guimarães, a crise de subsistências chegou ao máximo! Não há açúcar, não há petróleo, não há arroz, não há feijão e não há sabão! Perdão: há açúcar na esquadra, para quem apresente um atestado médico; há arroz, em algumas mercearias apenas, e vende-se, já, a 900 réis o quilo!

Data
1918
Data de emissão
28 setembro 1918 28 setembro 1918