Itens
Pertence é exactamente
Escultura
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Colosso de Pedralva
Estátua colossal, constituída por três peças de granito, extremamente rude e de formas toscamente esboçadas. Representa uma figura viril, sentada, e com o braço direito levantado. Parece ostentar a representação sexual, mas muito mal definida, como aliás toda a modelação da estátua. É desconhecida a significação desta figura, possivelmente ligada ao culto fálico, que na Lusitânia teve certa expansão, nos tempos proto-históricos (vide Religiões da Lusitânia, de J. L. Vasconcelos—III, p. 248 e 526; O Archeologo Português—VIII, x. p. 300 e ss.). Proveio do monte de Picos, freguesia de Pedralva (Braga), e foi adquirida por Martins Sarmento, em 1892. Perto do local onde se encontrava, existem vestígios de um castro e de numerosas mamôas (vide Revista de Guimarães— XIII, p. 122). Em 1929, foi transportada para o Museu. Pelas suas avantajadas proporções. (2,95 de altura) deve ser, talvez, exemplar único na Península. -
Estatueta
Estatueta feminina, decapitada, em granito encontrada na freguesia de Sendim, Felgueiras em local onde aparecem frequentemente materiais característicos da cultura castreja. Tem de altura 55 cm. | Oferta do Dr. José de Barros da Rocha Carneiro. -
Marco de terrenos
Pedra demarcatória de terrenos pertencentes ao Ducado de Bragança. Século XVI. | Tem a parte superior fracturada. | Tem 1,10 m de altura e foi oferecida pela Câmara Municipal de Guimarães. | A proveniência é desconhecida. | Oferta da Câmara Municipal de Guimarães, em 1977. -
Tampa sepulcral
Pedra tumular proveniente da freguesia de S. Salvador de Pinheiro (Guimarães). Oferecida em 1941 pelo pároco da freguesia. -
Imagem de S.Sebastião
Imagem de S. Sebastião, em pedra calcárea, e com vestígios de pintura. Oferece a curiosidade de o escultor ter vestido o santo com umas cuecas, apertadas na cintura por um lacinho. Tem 60 cm de altura. Ignora-se a proveniência deste exemplar, que pertenceu a Albano Belino e foi oferecido ao Museu, em 1907, pela Viúva do estudioso. -
Figura votiva
Busto de uma figura votiva, em granito, coberta com um manto e com as mãos em atitude orante ou segurando qualquer objecto mal definido. Tem um carácter rústico e grosseiro, parecendo ser imagem cristã. Encontrava-se encimando o portal da Casa do Casal, no lugar de Sernadelo da região do Concelho de Lousada, distrito do Porto. Foi oferecida ao Museu em Setembro de 1971 pelo seu proprietário Sr. Abílio Pacheco Teixeira Rebelo de Carvalho. -
Carranca de pedra
Carranca fontanária de pedra, encontrada entre os materiais provenientes da demolição de um prédio que existiu junto ao Mercado de Guimarães, no prolongamento da rua de Gil Vicente. Tem 40 cm de altura. Foi oferecida ao Museu, em 1933, pela Câmara Municipal. -
Quadrante solar?
Pedra esculturada, de 0,40x0,37, com uma cara radiada (representação solar) e um ornato em relevo na face oposta. Pela sua forma, parece tratar-se do mostrador de um relógio do sol, com a parte superior mutilada, onde estaria cravado o estilete de ferro, cuja sombra marcava a hora solar. | É desconhecida a sua proveniência e data de entrada no Museu. -
Cruz
Cruz de granito, de pontas flordelizadas, que pertenceu ao portão do antigo cemitério de Guimarães, o chamado Campo Santo Velho, e estava colocada por cima do brasão do D. Prior da Colegiada, D. Domingos de Portugal e Gama. A capela do Campo Santo foi demolida em 1916, data em que esta cruz deu entrada no Museu (vid. monumentos n.os 126 e 141); o próprio cemitério já não existe naquele lugar, que os trabalhos de urbanização da cidade transferiram dali para um lugar mais distante, na Atouguia. -
Estatueta cristã
Imagem de um bispo, mitrado e de báculo, com a mão direita erguida, na atitude de lançar a bênção. É de granito, e mede 37 cm de altura. É dada como proveniente de Santo Ovídio. Pertencia este exemplar a Albano Belino, e foi oferecido ao Museu, em 1907, pela viúva do incansável estudioso. -
Cruz de Cristo
Pedra com a cruz de Cristo em relevo e a data de 1721. Tem 0,32 x 0,47. Foi oferecida ao Museu, em 1931, por José Marques de Macedo. -
Marco de terrenos
Pedra demarcatória de terrenos pertencentes ao Ducado de Bragança, proveniente da freguesia de S. Martinho de Leitões (Guimarães). Século XVI. Tem, na parte superior, em relevo, o escudo real, com sete castelos e a coroa fechada. Por baixo do escudo a letra B. | 1,32 de altura. Oferecido ao Museu, em 1934, pela Câmara Municipal de Guimarães. -
Fontanário
Pirâmide fontanária de granito, de quatro bicas ou fontes, proveniente do extinto Convento de Santa Clara, de Guimarães (edifício onde hoje está instalada a Câmara Municipal). Tem 4,70 de altura, a base quadrangular, e era encimada por um globo e uma cruz. -
Ornato zoomórfico
Motivo escultural zoomórfico, representando um coelho. Esta pedra foi encontrada em Braga, na antiga rua do Coelho, num palacete de família que tinha esse apelido. Foi oferecida ao Museu, em 1895, por Albano Belino. Comprimento, 31 cm. -
Fragmentos de pedra
Fragmentos de pedras de aplicação desconhecida, formando um olhal quadrangular de 0,25 x 0,25, encontrados no interior do monumento funerário descoberto na Citânia de Briteiros em setembro de 1930. Deram entrada no museu em 1934. -
Teiga
Elemento de um conjunto de dois recipientes de pedra, cilíndricos, um aproximadamente da capacidade de 1,5 litros, outro de 1 litro. Este último tem a forma de copo com asa, e encontrava-se em Briteiros, no pátio da Casa da Ponte, que pertenceu a Martins Sarmento. O Outro é de proveniência desconhecida. Seriam talvez medidas, designadas teigas, existentes nas antigas igrejas, e que serviam para medir os dízimos devidos ao clero. Porém, mais provavelmente, pelas suas reduzidas proporções, seriam simples almofarizes. Um dos exemplares apresenta no fundo um orifício, para escoar o conteúdo; o outro, dois bicos laterais no bordo. -
Brasão eclesiástico
Pedra de armas proveniente de um dos cunhais da capela-mor da Igreja de S. Domingos, de Guimarães, com simbolismo hagiográfico. O escudo, dividido em mantel, assenta sobre a cruz floretada. A meio do chefe ostenta uma estrela de cinco bicos. No pé o cão simbólico, da Ordem de S.Domingos, com o facho na boca, e sobre este a palma e a açucena. Na parte inferior uma cruz de braços iguais. Superiormente ao escudo a tiara papal, ladeada do chapéu eclesiástico e da mitra episcopal. -
Brasão de família
Escudo esquartelado, tendo no 1.º quartel cinco flores-de-lis, em aspa, com o chefe carregado de uma cruz flordelisada e vazia — armas dos Rodrigues; no 2.º, as armas dos Araújos, que são cinco besantes numa aspa; no 3.º, cinco machados em aspa, armas dos Machados; e no 4.º, as dos Ferrazes, seis rodelas em duas palas. | Esta pedra de armas, de mármore branco, com a indicação heráldica dos «metais» e «esmaltes», pertenceu à Casa do Conde de Santa Luzia, de Guimarães, José Joaquim Machado Ferraz, com brasão desde 1750, edifício este onde actualmente estão instaladas as Escolas primárias centrais, na rua de Francisco Agra. -
Brasão real
Brasão real, de granito, ostentando na bordadura 15 castelos. Pertencia a uma das antigas torres da muralha de Guimarães, chamada torre de S. Bento ou de N.ª Senhora da Graça (vide n.º 101), mandadas construir no reinado de D. João I, para defesa das portas da vila. Esta torre, que se erguia no lugar onde actualmente cruzam as ruas de Santo António e de Francisco Agra, foi mandada demolir, pela Câmara Municipal, em 1840, mas só passados trinta anos foi completamente derrubada. A porta da muralha nesse local era designada poria de Santa Luzia. Do lado de dentro da muralha, e encostada à torre, existia a capela da Senhora da Graça. | Oferta da Câmara Municipal. -
Brasão de família
Escudo esquartelado, contendo no 1.º quartel cinco machados em aspa; no 2.º as armas dos Mirandas — uma aspa com quatro flores-de-lis intercalada no 3.º as armas dos Ferreiras— faixado de quatro faixas; no 4.º uma águia estendida, indicativo dos Aguiar (ou Azevedos?). Por timbre dois machados em aspa, do 1.º quartel, sobre o elmo de grades. | Pertenceu, como o n.0 146, à Família do Conde da Azenha, de Guimarães, e encimava o portal da Quinta das Lamelas, no Campo do Salvador (ou largo do Cano). -
Brasão real
Pertenceu ao tanque que existiu encostado à torre da Igreja de N.ª Senhora da Oliveira, e foi demolido em 1904 (vide n.º147). As torres e quinas do brasão são de pedra de Ançã, embutidas no granito do escudo. Tem vestígios de pintura. | Oferta da Câmara Municipal. Interpretação: Leitura: -
Brasão real
Tal como o n.º 150, encimava uma das portas de entrada do antigo edifício chamado da Alfândega, de Guimarães, que era o depósito ou armazém onde as mercadorias, destinadas ao comércio local, entravam, para serem submetidas aos impostos camarários, edifício este que ficava encostado à torre da muralha, de que ainda hoje existe uma das faces (fronteira à Avenida D. Afonso Henriques). A Alfândega foi demolida em 1876. Um dos escudos tem a forma oval, a coroa fechada, e apresenta vestígios de pintura; o outro, a coroa aberta. Ambos têm as quinas e castelos de pedra de Ançã, embutidos no granito. Oferta da Câmara Municipal. -
Brasão real reais
Tal como o n.º 151, encimava uma das portas de entrada do antigo edifício chamado da Alfândega, de Guimarães, que era o depósito ou armazém onde as mercadorias, destinadas ao comércio local, entravam, para serem submetidas aos impostos camarários, edifício este que ficava encostado à torre da muralha, de que ainda hoje existe uma das faces (fronteira à Avenida D. Afonso Henriques). A Alfândega foi demolida em 1876. Um dos escudos tem a forma oval, a coroa fechada, e apresenta vestígios de pintura; o outro, a coroa aberta. Ambos têm as quinas e castelos de pedra de Ançã, embutidos no granito. Oferta da Câmara Municipal. -
Estatueta feminina
Escultura feminina, em granito, com vestígios de pintura. É proveniente da porta do Açougue, que ficava no Largo de S. Paio (hoje Largo da Condessa do Juncal), por detrás da antiga Alfândega de Guimarães. Representa uma mulher trajando ao uso do começo do séc. XVIII, envolvida em amplas roupagens e mantilha, que lhe cobre a cabeça, sendo desconhecido o significado desta escultura. Mede 87 cm de altura. -
Emblema da cidade de Guimarães
O escudo, oval, em forma de nicho, ostenta a imagem da Virgem, em bronze, com o Menino ao colo e encostada a uma oliveira, a oliveira simbólica, cujos ramos ornamentam a parte superior da pedra. Este escudo emblemático, juntamente com o brasão mencionado no n.º 152, encimava o antigo tanque que existiu encostado à torre da Igreja da Colegiada ou de Nossa Senhora da Oliveira e foi demolido em 1904. O brasão de Guimarães foi alterado em 1929 (vide Revista de Guimarães, XXXIX, p. 44 e ss.). Existe também no Museu um modelo em gesso do brasão vimaranense, conforme com a recente alteração; é a maquette do que está esculpido no monumento a João Franco, inaugurado em Guimarães em 1934. Interpretação: Leitura: