Repositório genealógico da freguesia micaelense da Achadinha
Foi em 1955 que chegaram a Vitória, na ilha de Vancouver, os primeiros emigrantes portugueses, vindos do território continental. Logo em 1956 começaram a chegar, em maior força, emigrantes vindos da ilha de São Miguel, dominantemente das freguesias da Achadinha e Ponta Garça, alguns de Água de Pau, Lagoa e Vila Franca do Campo. Foram-se organizando em comunidade, tentando recriar e manter na terra de acolhimento a sua cultura de origem. Fundaram um grupo de futebol logo em 1967.
Uma Escola de ensino básico, criada em 1979, foi reconhecida oficialmente pelo Governo português. Nesse mesmo ano organizaram um Grupo de Folclore. O ritual das Festas do Espírito Santo, a devoção à Senhora de Fátima e ao Senhor da Pedra de Vila Franca e a aproximação entre os membros da comunidade, sedimentaram-se em 1984 com a inauguração da Igreja paroquial de Nossa Senhora de Fátima de Vitória. Em 1989 a Lira Portuguesa de Vitória veio abrilhantar as festas. Tiveram também a sua estação de rádio, o Mosaico Português, entre outras manifestações culturais.
Hoje, falecidos os pioneiros, os seus netos vão-se inserindo em outras comunidades e os laços com a terra de origem dos seus avós vão-se diluindo naturalmente.
Entendemos que uma forma de manter vivos esses laços poderá vir através da identificação das gentes que lhes deram origem, através do conhecimento da sua genealogia açoriana. Propomo-nos neste Projeto enriquecer o Repositório Genealógico dos Açores, integrando os percursos genealógicos da freguesia da Achadinha. Procederemos ao levantamento dos registos paroquiais de batismo, casamento e óbito (desde o século XVIII até 1900) e, posteriormente, à reconstituição das trajetórias dos indivíduos em encadeamento genealógico.
Principais Objetivos:
a) Levantamento dos registos paroquias de batismo, casamento e óbito.
b) Reconstituição das trajetórias dos indivíduos em encadeamento genealógico.
c) Integração desta informação no Repositório Genealógico dos Açores.
d) Estudo da evolução demográfica da paróquia da Achadinha desde o início do século XVIII aos alvores do século XX.
e) Divulgação dos resultados do estudo e do Repositório Genealógico no Município de Nordeste (ilha de S. Miguel) e junto da comunidade portuguesa em Vitória.
f) Valorização das raízes açorianas das comunidades da diáspora. g) Fortalecer a ligação entre as comunidades da diáspora e as suas zonas de origem.
h) Potenciar o turismo genealógico.
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