AS FAMÍLIAS DE SÃO JOÃO DO PICO NO SEU ESPAÇO HISTÓRICO À ENTRADA DO SÉCULO XX
Percursos de vida, raízes e descendência
Base de dados inicial - Maria Norberta Amorim, Casa de Sarmento, Universidade do Minho

Saiba mais sobre este projeto

 

Selecione uma família para ver os detalhes

Utilize o menu lateral para navegar entre as casas.

× Foto em tamanho grande

 

 

Esclarecimentos e convenções
A reconstituição da paróquia de São João, através do cruzamento dos batizados, casamentos e óbitos dos que aí viveram, desde os primeiros registos de 1637 até 1980, foi iniciada no Arquivo da Horta, por metodologia manual, no início dessa década de 1980.  Também ainda no Arquivo da Horta recolhemos e cruzámos a informação disponível sobre os passaportes que diziam respeito à freguesia, desde o ano de 1859 até 1939. 
Um primeiro recurso à informática aconteceu no ano de 1986, precisamente sobre São João, com a evolução posterior que deu origem ao Repositório Genealógico Nacional sedeado na Casa de Sarmento da Universidade do Minho.
Também hoje, no sítio da Direção Regional da Cultura do Governo dos Açores, encontram-se disponíveis os registos paroquiais de todas as freguesias açorianas assim como os registos de passaportes das três antigas capitais de distrito.
O nosso trabalho de base utiliza os dados do Repositório Genealógico Nacional com enfoque na freguesia, enriquecidos com os dados dos passaportes que à mesma se referem e ainda enriquecidos, para precisar períodos de residência, pelo cruzamento com uma notável série de róis de confessados iniciada em 1799 e que cobre, tendencialmente, todo o século XIX. Esta série já se encontra disponível no sítio do Arquivo da Horta.
Na ligação das gentes ao espaço, num momento preciso, utilizámos o mais recente rol de confessados de que dispomos, o relativo ao ano de 1899, e, convencionalmente, situámos a sua elaboração no dia 1 de março desse ano, à entrada do período quaresmal. 
O rol de confessados de 1899 permite-nos situar cada habitante de São João num dos dois lugares da freguesia, Companhia de Cima e Companhia de Baixo, numa casa com número de polícia no Caminho paralelo à costa que percorre toda a freguesia, nas canadas perpendiculares, que entroncam nesse Caminho, ou nas travessas que, numa cota mais alta, ligam canadas entre si. As casas do Caminho são numeradas de ocidente para oriente, numa numeração sequencial, embora o caminho tome designações diferentes entre canadas. As casas de cada canada ou travessa também têm numeração própria sequencial. Em qualquer dos casos, o pároco não considerou as casas desabitadas.
Os fogos, equivalentes a famílias ou indivíduos com economia própria, são numerados sequencialmente da primeira à última casa. Encontramos casas com dois ou mais fogos, geralmente relativos a duas gerações da mesma família a residir na mesma casa, cada geração com independência económica, mas também se encontram alguns casos de convivência na mesma casa de indivíduos sem laços de parentesco próximos. 
Para cada residente em cada casa, referimos as datas vitais se conhecidas, nascimento e óbito, e toda a ascendência conhecida, na freguesia ou em outras freguesias da ilha, por gerações, eventualmente a data de casamento ou casamentos, o nome e dados vitais do cônjuge ou cônjuges, e dados vitais dos descendentes, dentro do período legalmente permitido.
Servimo-nos para tal de convenções. 
Os residentes em cada casa no dia 1 de março de 1899 foram identificados a negrito, distinguindo-se de todos os outros nomes referidos. 
A identificação refere-se primeiro aos membros da geração mais antiga residente, a começar pela cabeça do fogo, o homem casado, viúvo ou solteiro, ou a mulher viúva ou solteira. Foi em função da cabeça do fogo que foram contados e identificados os ascendentes conhecidos. Para esses ascendentes foi indicada a naturalidade, se conhecida. Nos registos mais antigos não temos informação sobre a naturalidade dos pais ou mães das crianças registadas, embora seja de admitir que fossem, na sua grande maioria, naturais da paróquia em que batizaram os filhos. 
A ligação entre gerações faz-se por uma numeração simples. O pai de cada indivíduo será o número 2, a mãe o número 3, números não referidos no texto, sendo a numeração do texto referida a partir dos avós. Assim, os avós paternos têm os números 4 e 5; os avós maternos, os números 6 e 7. Os bisavós paternos têm os números 8, 9, 10 e 11, os bisavós maternos os números 12, 13, 14 e 15, e assim sucessivamente. Se, por exemplo, encontramos na geração dos quintos avós o número 108, significa que esse indivíduo é pai do indivíduo com o número 54 na geração dos tetravós. O indivíduo 54 é por sua vez pai do indivíduo com o número 27, da geração dos trisavós. O indivíduo 27 será a mãe do indivíduo 13, da geração dos bisavós O indivíduo com o número 13 será a mãe do indivíduo 6, sendo este o avô materno do indivíduo em causa.
Convencionámos apresentar uma só vez as cadeias genealógicas no caso de pais com filhos com casa própria ou de irmãos com a sua própria casa. No primeiro caso, o de pais com filhos residentes noutra casa, foi em função dos pais que a genealogia foi apresentada. No caso de irmãos com pais falecidos, foi em função do primeiro irmão encontrado na sequência do rol, que fizemos figurar a genealogia extensa. Para todos os casos, foi referido o número da casa e o local de residência do parente ou parentes em primeiro grau. No caso de cônjuges falecidos, sem pais ou irmãos residentes, foi-lhe indicada a genealogia.
No nosso texto cada casa foi identificada pelo local e número de polícia, seguindo-se no número do fogo ou fogos referidos a essa casa, a estrutura do ambiente doméstico para o momento em causa e o número de pessoas encontradas. 
Depois da apresentação do chefe de família e, se for o caso, do cônjuge, vivo ou falecido, pelas datas vitais, percurso de vida conhecido e ascendentes conhecidos, são referidas as datas de casamento e identificados os FILHOS, NETOS ou BISNETOS em função do número do fogo (F. …), que assimilámos a número de Família. Recorde-se que só são apresentados indivíduos que nasceram até final do ano de 1925. No caso de netos e bisnetos, os mesmos indivíduos foram referidos em todos os casos pertinentes, frequentemente em duplicação, dada a forte endogamia paroquial.
Recordamos que o nosso trabalho termina no ano de 1980, o que significa que para um número significativo de casos poderá ser acrescentada a respetiva data de óbito. 
Para o fortalecimento deste trabalho contamos com a participação das pessoas que conhecemos, mas também nos atrevemos a contar com um número muito mais alargado de pessoas que não conhecemos, espalhadas por todos os cantos do mundo, e que se podem referir a uma pequena comunidade como São João, na ilha do Pico, no arquipélago dos Açores.