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Descrição
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No ano passado, 1791, Francisco de Oliveira Ribeiro, que em tempo teve no Porto teares para fabricar toalhas adamascadas e tecidos de algodão (vide 20 de Setembro de 1781) e veio para Guimarães auxiliado pelo Corregedor José Diogo de Mascarenhas Neto que sempre lhe deu todo o auxílio e protecção, e estabeleceu uma fábrica de tecidos de algodão, adamascados, toalhas, guardanapos, lenços, etc. no Miradouro mas por falta de água não podia tê-la em contínua elaboração, pede à Rainha licença para aforar 400 metros em quadrado de terreno baldio no monte da Insua do Barco, freguesia de S. João de Ponte, que confronta com a estrada para Braga, para aí estabelecer a fábrica e oficinas para os operários, etc. A Câmara mandada ouvir respondeu em 19 de Janeiro de 1792 que era muito terreno pedido e se devia limitar para não ser prejudicada a agricultura, principal indústria, como a falta dos matos.