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Descrição
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Sábado. Tendo falecido D. Margarida Fortunata Veloso da Silveira, da casa dos Pombais, o filho, Francisco António da Silveira, mandou vir de Braga um carro funenrário que para lá transportasse o cadáver afim de ser sepultado. Quando o carro chegou ele Francisco António pagou o frete, despediu-o e mandou alugar o da Ordem Terceira de S. Francisco desta cidade, no qual fez conduzir o cadáver para aquela cidade, acompanhado noutros carros pelo pároco e por outras pessoas. Quando à noite o carro chegava com o cadáver às proximidades de Braga, saíram-lhe ao encontro uma multidão de homens, armados de paus e de outros instrumentos, intimando violentamente aos que o acompanhavam que parassem, e transferissem o cadáver para um outro carro que ali estava à espera. Da natural resistência das pessoas que acompanhavam o cadáver, surgiu um sério e vergonhoso conflito, em que se distribuiram algumas pancadas, e em que, sem respeito aos restos mortais, a gente de Braga agarrou violentamente no cadáver, e, apesar dos protestos dos que tinham recebido da família a comissão para o acompanhar, tranferiu-o para o outro carro, e seguiu com ele para Braga, onde entrou ufana do seu feito.