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Descrição
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Neste dia há repiques em todas as torres da Vila e foguetes e morteiros ao romper da alva e meio dia, etc. De tarde, na basílica de S. Pedro, há sermão, Te Deum e procissão, a que assistiram as autoridades, Cabido, clero de todo o termo, Ordens Terceiras, as principais Irmandades da Vila e muitas pessoas de todas as classes. Depois da procissão, às Trindades, saíram da casa da Câmara os retratos de Sua Majestade a Srª D. Maria II e de seu marido e Príncipe D. Augusto debaixo de um pálio a cujas varas pegavam os camaristas, acompanhados de muitas pessoas com tochas acesas, indo atrás de tudo: uma música a tocar o hino constitucional, uma guarda de honra composta de soldados do batalhão móvel e de polícias; este préstito saindo da casa da Câmara foi pela rua de S. Dâmaso, terreiro de S. Francisco e Toural, dirigindo-se à Casa do Toural onde estava aparelhada de antemão uma simples mas vistosa iluminação, e sendo colocados em um trono os supraditos retratos, principiou nas salas da mesma casa a servir-se um bem guarnecido chá, para o qual foram convidados todos os cidadãos em geral; depois do chá uma música tocou os hinos constitucionais até perto da meia noite havendo nos intervalos muitos foguetes e vários versos recitados das janelas da dita casa, em que até o Padre Antunes, vigário velho de S. Sebastião recitou um Ode; e assim terminou o último dia das festas em Guimarães pela chegada do Príncipe Augusto a Portugal. Os retratos foram conduzidos pelo Brigadeiro Mariano, o Barão de Vila Pouca, o sub-perfeito Manuel de Freitas Costa, e o juiz de fora Joaquim Cardoso da Gama. P.L.