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Descrição
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Reune a Câmara, nobreza, povo da Vila e termo, por mandado d'el-Rei, sobre o requerimento que a Sua Majestade fez à Câmara, nobreza e povo do Couto de Santo Tirso e de Landim, em que pediam a imposição de um Real em cada quartilho de vinho e arratel de carne de vaca e porco que se vendesse nas tabernas, açogues e lojas desta Vila e termo, para a obra da ponte principiada a construir no rio Ave, próximo do Mosteiro de Santo Tirso, com o fundamento de ser a estrada que vai à dita ponte, a mais seguida desta Vila para o Porto, principalmente de bestas e carros. Lido o requerimento, foi observado que as premissas eram pouco exactas, por quanto a dita estrada era quase nada seguida de bestas por haverem mais duas menos compridas por onde se transitava para a dita cidade; de carros era verdade ser a mais seguida, pela razão do estado de ruína das outras; mas consertadas elas, cessaria todo o trânsito por aquela. Para a sobredita ponte pagavam todos os passageiros que nela transitavam certo imposto, e era o que se devia continuar a pagar, mas de nenhum modo o Real que agora se requeria, tanto pelo pouco que a obra interessava aos povos deste termo, como por estes estarem mui "dificados" de cabedais, e ainda quando estivessem nas circunstâncias de poder sofrer o dito imposto, muito mais convinha aplicá-lo para conserto das outras estradas, que se achavam em estado de ruína, do que para aquela ponte. Foram estas condições a resposta dada a el-Rei.