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Descrição
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Carta d'el-Rei D. João III, em Lisboa, porque dizendo-lhe D. Isabel de Souto-Maior, viúva de Pero da Silva, que el-Rei seu pai doara a Gomes Ferreira, pai dela, para ele e herdeiros por linha direita masculina, certos bens da Corôa, os quais foram de Aires Pinto, a saber: o Couto de "Belmir", a quinta de Ferreira e lugares do "vimieiro" e da casa de junto de Sampaio, e da quinta de Moire que é em terra de Gestaço com todas as rendas delas, e que por falecimento do Gomes vieram ao filho D. Diogo de Souto-Maior irmão dela, o qual falecera, e as ditas quintas estavam vagas para a Corôa, que lhe fizesse mercê delas, e el-Rei fez-lhe a dita mercê, descontando-lhe dois mil cruzados de 1.456$439 réis que à dita D. Isabel e seus filhos eram devidos por um alvará de lembrança para cumprimento do que montou em certa fazenda que na Índia ficou por falecimento do dito Pero da Silva seu marido: por esta carta faz-lhe mercê das ditas na forma sobretida. - Por Alvará régio de 12 de Julho e apostilha de 16 de Setembro de 1549 foi autorizada a dita D. Isabel a vender a D. Catarina de Meneses mulher de António Pereira as mencionadas terras que eram da Corôa, cuja venda foi a retro por tempo de oito anos por um conto de réis, feita em Lisboa a 18 de Setembro de 1549, para o que a D. Isabel em 23 de Fevereiro de 1549 fizera em Guimarães pelo tabelião Salvador de Faria uma procuração a Diogo de Sousa Vasconcelos seu filho e a João Lopes ourives, para poderem vender os ditos bens, e ele Diogo e sua mulher D. Maria fizeram outra em que disseram que para esta venda era necessário outorga e consentimento dele por ser o filho mais velho a quem por falecimento da D. Isabel pertencia a sucessão nestes bens, que eles outorgavam ambos, e para isso fizeram procurador o Dr. Lopo Sentil aos ditos 18 de Setembro. - Carta régia da venda supra, passada em Lisboa a seis de Novembro de 1549, a qual venda foi aprovada por outra Carta régia de 11 de Março de 1550. - Chancelaria de D. João III, livro 62, fl. 206 -