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Descrição
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É datada deste dia uma carta que el-Rei D. João I dirige ao Cabido de Guimarães, reprovando-lhe o seu procedimento com referência a outra que lhe havia dirigido, manifestando-lhe o desejo que tinha de que os Frades do Convento de S. Francisco estendessem o adro e o rossio do mesmo Convento por uma vinha pertencente a ele Cabido. Nesta carta aconselhava-o também el-Rei a que desse por terminadas as desavenças havidas, não só com os Frades de S. Francisco, como também com os de S. Domingos, originadas pela quebra da concordata que haviam feito para que a pregação, tanto nos dois Conventos, e no da Costa, como na mesma Colegiada, fosse alternada. O Cabido, que era quem rompera o acordo feito, cedeu à segunda carta d'el-Rei, e as desavenças, se não ficaram de todo terminadas, ficaram muito atenuadas, consentindo ele que o adro e rossio de S. Francisco se estendessem pela vinha que lhe pertencia. - A cópia desta carta passada em Viseu em 16 de Fevereiro existia no arquivo da Colegiada, mas sem indicação da era, segundo afirma o autor da História Seráfica, livro 1º capítulo 50, que ali a viu (desde 1863 deve existir na Torre do Tombo). - Não será temerário o supor que seja do ano de 1391 (diz o Abade de Tagilde no "Vimaranense"), não só por ser o ano em que D. João I convocou cortes em Viseu, como também por o que se deduz de outras notícias que a citada História Seráfica do Padre Esperança nos dá com referência a essa época. (É do Abade de Tagilde).