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Descrição
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Tem esta data a seguinte representação: "Senhor - os Juízes vereadores da Vila de Guimarães, beijamos as mãos de Vossa Alteza, o Padre mestre João de Chaves nos fez uma fala em que entre outras coisas propôs que considerando ele pelo experimento que tinha desta terra de Entre Douro e Minho, quanta ignorância havia nela e quão alongados viajamos do católico viver e do culto divino e como eramos outros dos que foram os antigos que nela habitaram que eram mais ardentes no amor de Deus e instrutos nas coisas da fé, que se mostrou pelos muitos edifícios de casas de Religião e multidões de igrejas, que nela há em muito maior número e quantidade que em nenhuma parte dos Reinos e a causa principal era a ignorância das ciências e virtudes que por elas se adquiriam que era nas pessoas da Religião e eclesiásticas e dissoluto viver deles que era e é em tanta maneira que parece coisa miraculosa como se sustêm vivendo em tanta cegueira o que tudo irá representar a vossa alteza e lhe apontará alguns remédios para se extirpar e reduzir a verdadeiro viver entre as quais fora procurar-se plantar nela pessoas cientes e virtuosas e fazer colégios e escolas onde se lessem e aprendessem as ciências, e modos de servir e conhecer e acatar a Deus Nosso Senhor e movido vossa alteza por serviço de quem vos pôs em tão alto estado, nos prouvera se fazer um colégio em nossos Reinos, onde a ele dito mestre João parecesse, e ainda dele nos mostrou nosso alvará e mercê que para isso fazia, o qual cuidando sobre o caso como quem têm tanta sede, de trazer as almas a verdadeiro conhecimento de Deus, e lhes ensinar a gançar o para que foram criadas, assentou considerando, tudo o que se deixa em tal caso, este colégio se fazer nesta Vila, uma das nobres de vossos Reinos, e procurou e procura com muita instância se por em obra, como de facto já se faz, e alguma, ajuda para isso, com madeiras e outras coisas, porém, por a pobreza da terra não somos abastantes, para muito, e por ele consideramos, e praticamos com Diogo Lopes de Lima alcaide-mor desta e como o ouvidor do Duque Nosso Senhor que são pessoas, que têm bom respeito à honra dela, e achamos que sem sentir muito poderiamos por esta via dar algum adjutório a saber lançarmos (sic) imposição na carne em cada arrátel mais um ceitil e pareceu bem, e porque não queriamos, o fazer sem autoridade e mandado de vossa alteza e porém lhe suplicamos e pedimos lhe apraza dar a isso sua autoridade e nos conceder esta mercê por dois ou três anos, ou o tempo que houver por bem. - It. Senhor fazemos saber a sua alteza que el-Rei D. João o 2º que Deus tem, por fazer mercê a esta Vila, que lho pediu lhe fez mercê da igreja de Murça para um pregador que pregasse nesta igreja de Nossa Senhora desta Vila e, ora o Prior e Cabido dela dão doze mil reais ao Mosteiro que nos dá aqui pregador e o mais corrente em seu uso e porque, ela rende muito mais, e foi dotada para somente o pregador e é coisa que vem bem a este colégio pedimos por mercê a vossa alteza lhe apraza, a renda desta igreja se dar e atribuir para uma cátedra, de teologia no dito colégio com obrigação que o que a reger seja obrigado a pregar continuadamente na dita igreja assim como ora faz o mestre. Receberemos infinda mercê ou se vossa alteza houver por melhor, lançar-se no vinho porque já temos para o Concelho uma meia canada lança-se outra meia e ser uma canada por almude em qualquer maneira, que o houver por bem nos fará infinda mercê, Deus Nosso Senhor prospere seu Real estado e acrescente a vida pela qual sempre e muito eficadamente, rogaremos, de Guimarães a XXV dias de Feveriro de 1512. - Diogo Lopes de Lima - Bartolomeu Afonso - Afonso ..... - Estêvão Gonçalves - Pero Álvares de Almada - o ouvidor - Fernão da Mesquita - ..... - sobrescito a el-Rei nosso senhor". - Corpo Cronológico - Parte 1ª, Maço 11, Documento 16 -