Efeméride de 10-03-1531

Descrição
Em vereação: foi acordado que nenhum negro nem outro escravo traga espada pela Vila nem pelo termo senão indo com seu senhor, sob pena de a perder e pagar 200 réis para Concelho e cativos a metade e outra metade para os meirinhos e alcaides ou seus homens que os representarem, e os meirinhos, alcaides e seus homens que os virem e não o executarem pagarão 500 réis para Concelho e cativos. E foi apregoado. - Foi rematado as penas do Concelho, Vila e termo, a Pêro Anes ferrador, por 9$000 réis, pagos aos quartos do ano; e quanto aos moinhos do termo, afora os de Selho que são coimeiros de antigamente, não irá senão com o procurador do Concelho e o escrivão da Câmara e as penas conteúdas na sentença que a Vila tem d'el-Rei pobre o dito caseiro se guardasse. - Palos Fernandes e Pero Diniz rendeiros do Tento prestaram fiança e Francisco Rodrigues ficou de a prestar na 1ª vereação. - Pero da Mesquita recebedor do Sexto disse que Pero Álvares, que foi sacador nos anos passados, lhe não tem pago muita parte, que lhes pede que lhe façam pagar; mandaram-lhe que logo até Segunda-feira façam sua conta e o que se achar justo que é devido lhe pague, senão que o mandarão andar, e Pero da Mesquita disse que até à Páscoa que lhe dá lugar que lhe pague contanto que não passe nenhum dia, mandaram-lhe que a conta façam e liquidem até Segunda-feira e se a não fizer bem líquida que o mandarão à cadeia, e se faça a sua vista. - Pelo ouvidor do Duque, vereadores e procurador do Concelho, foi visto a casa da Câmara e a do Concelho para se sobre o que se havia mister de gastar na dita casa, e foi vista perante eles por João Gonçalves e João Pires e Pero Gonçalves carpinteiros, e acharam terem as casas necessidade de reparo porque chove por os canos delas; e o Ouvidor mandou que os oficiais da Câmara o façam reparar, porquanto ela partia para Chaves por mandado do Duque e não podia estar a isso presente, e o façam fazer por jornal por ficar todo bem feito e por ser pouca obra. - Foi rematada a imposição do vinho da meia canada que de antigamente a Vila tem, a Manuel Afonso por 45$000 réis, pagos aos quartos do ano.