-
Descrição
-
Alvará régio concedendo que da renda da imposição do vinho se tirem 80$000 réis para saldar as dívidas da Câmara. O requerimento que alcançou este alvará e que foi informado por ordem régia de 4 de Janeiro ao corregedor, diz - "que a dita Vila é uma das mais nobres e antigas do Reino e de grande povoação ..... é muito pobre que não tem dez mil reis de renda de propriedades, pelo que el-Rei vosso avô que está em glória há muitos anos lhe fez mercê de um ceitil na imposição do vinho, e depois a Infante D. Isabel que está em glória houve provisão de Sua Alteza para dela dar ao Mosteiro novo que se de Freiras fez cada ano 30$000 réis e lhos dão há 20 anos. E por a Vila ter muita fábrica de "calsadas" pontes fonte e muitos enjeitados que a Câmara manda criar a 70 e tem muitas ordinárias que paga, a saber: 20 cruzados de aposentadoria ao ouvidor outros tantos ao escrivão da Câmara por provisão que tem de seu mantimento, 10 ao porteiro da Câmara um pano da mesa 700 réis ao mestre do relógio e a quem corre o sino e porteiros e as pitanças dos oficiais da Câmara que tem por provisão de Sua Alteza de procuradores e pessoas que mandam fazer os negócios da Vila pelo que sempre anda empenhada maiormente agora que gastaram muito nas exéquias da Infante e hão-de gastar nas do sr. D. Duarte cujas almas Deus tem pelo que P. a Vossa Alteza havendo respeito ao sobredito lhes faça que do depósito das novas imposições que Vossa Alteza novamente concedeu para ser trazer à Vila água de certas fontes e para um chafariz: possam deles suplicantes tomar 80 mil réis para desempenhar a Vila e pagar suas dívidas e para enterração do sr. D. Duarte.