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Descrição
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Segunda-feira Santa - À noite, os Terceiros de S. Francisco saíram com a estatuária procissão de penitência, que já não efectuavam há 21 anos. O préstito constituía-se de duas longas alas de irmãos terceiros, descalços, sem capa, com cordas de esparto apertadas na cabeça e pendentes do pescoço, levando a maior partes na mão (penduradas) lampiões grandes, cujas luzes eram as únicas que iluminavam o trânsito da procissão. Seguia-se a imagem de Cristo crucificado, de tamanho quase natural, arvorada num andor que era conduzido por seis irmãos terceiros, e iluminado por oito lanternas conduzidas por sacerdotes, os quais trajavam também as vestes da penitência. Orou à saída num púlpito levantado fora da entrada da igreja de S. Francisco o Padre Martinho António Pereira da Silva, lente de história no seminário de Braga e sacerdote de vasto saber e sólidas virtudes. Durante o trânsito faziam exortações aos numerosos fiéis, todos do sexo masculino, na melhor ordem e no maior silêncio, o Padre-mestre Frei João Tinoco do Senhor da Piedade comissário dos mesmos Terceiros, o Padre José (Mico) Leite de Faria Sampaio e dois missionários. A procissão saiu às oito horas e meia da noite e recolheu depois das 11, percorrendo as seguintes ruas: S. Dâmaso, Trás-do-Muro, Postigo da Guia, Praça de Nossa Senhora da Oliveira, Santa Maria, Carmo, rua do Gado, Laranjais, S. Bento, Val-de-Donas, Misericórdia, Porta da Vila, Toural, S. Domingos, ruas Travessa e Nova das Oliveiras, Lages, S. Sebastião, S. Francisco.