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Descrição
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De tarde, na freguesia de Tagilde, estando a montar-se um aparelho de destilação de aguardente pertencente ao Freitas e Miranda, da rua das Flores, do Porto, levantou-se o povo, começaram os sinos a tocar a rebate, e juntaram-se perto de 600 pessoas que quebraram o aparelho e arrombaram os cascos que estavam destinados a conduzir o vinho. De manhã indo um carro com três cascos vazios deram muita pancada aos carreteiros a ponte que fugiram deixando tudo à discrição. Acudiu, passado três horas o administrador do Concelho com uma força de 100 baionetas de caçadores sete, que assim mesmo não pode sossegar o povo. Poucos dias depois lia-se no "Pharol do Minho": As desordens começadas em Vizela, estão felizmente terminadas e alguns dos seus autores acham-se presos.