Efeméride de 31-03-1531
- Descrição
- Em vereação acordaram: "que por quanto foram eles vereadores todos com o juiz e procurador e escrivão da Câmara ver as Caldas e rocio dela e os acharam todos pelo chão as casas delas que o procurador faça logo vir para a primeira vereação as pessoas que trazem os chãos para que mostrem seus títulos se os tem e para se deles fazerem o que houverem por bem e proveito da Vila e assim das Caldas"; - que Pêro Fernandes seja almotacé o mês de Abril com João Afonso procurador do Concelho do ano passado; - que Duarte Vaz e Manuel Coelho sejam guardas o mês de Abril e com eles "Anrique" Carvalho aos quais deram os poderes da Câmara para o dito cargo; - "que nenhuma pessoa lave nas fontes e chafarizes da Vila e arrabaldes e em todas as fontes de que a Vila se serve pague cada vez que lavar hortaliça ou roupa ou couros ou outra qualquer coisa por cada vez 240 réis para o coimeiro e o mandaram apregoar e que levem os burros cobertos e não os levem por entre o padrão e a igreja nem por baixo dos alpendres da praça sob pena de vinte reis cada vez, e foi apregoado. - "pareceu Lopo de Estremoz que serve de alcaide pequeno e disse que hoje se vendeu sabão na Vila que era falso que requeria o mandassem vir e examinassem a falsidade por que queria a pena e que façam justiça o logo protestou pela fazenda segundo forma da ordenação mandaram assim escrever e que venha o sabão para se examinar e que isto lhe disseram que era falso porque ele não entendia nisso senão o que lhe disseram que o era" - "depois de jantar por ficarem hoje pela manhã na vereação que viessem à dita Câmara para se despacharem os agravos de almotaçaria e mandaram dizer a Duarte de Miranda juiz que viesse à dita Câmara para estar ao despacho dos agravos e feitos de almotaçaria segundo está por acordo feito por ele juiz e por eles vereadores e por ser a derradeira vereação segundo está no dito acordo declarado que se fez aos seis dias de Março deste mez presente mandaram notificar a Duarte de Miranda juiz que viesse para se despacharem na dita Câmara segundo o acordo que está feito e ordenado e mandado por ele mesmo juiz e foi Gonçalo Gonçalves porteiro e tornou dizendo que não podia vir que estava em inquirição e mandaram que fosse lá o procurador e foi e veio e disse que o dito Duarte de Miranda lhe dissera quando lhe disse que viesse à Câmara que estavam aguardando os vereadores por ele para os despachos dos agravos de almotaçaria e porque era o derradeiro dia da vereação segundo ficára do dito acordo e que o dito Duarte de Miranda juiz se levantou e o separou que se fosse por aí fora muito bradando dizendo que não queria que os vereadores despachassem sua casa e que os vereadores queriam fazer suas emboladas à sua vontade e que ele também o queria fazer à sua vontade e fez sair por a escada abaixo com fúria e com todo mandaram a mim escrivão e a Lopo de Estremoz tabelião e alcaide que hoje serve de alcaide pequeno que viessemos notificar-lho e que com o que disser venhamos para se fazer o que for justiça e mandaram assim escrever". "E o dito Lopo de Estremoz e eu escrivão fomos logo à sua pousada e nos abriram a porta que estava fechada da sala onde estava ele juiz e Duarte Vaz almotacé e Manuel Afonso que serve de escrivão de almotaçaria e eu escrivão lhe notificamos o mandado dos vereadores e que lhe mandavam pedir e requerer que viesse para se despacharem os agravos de almotaçaria e que estavam aguardando para isso por ser a derradeira vereação segundo era já acordado e ele disse que ele estava despachando os ditos requerimentos com o almotacé e escrivão segundo forma da ordenação com que ele só formara despacho? que se fez o dito acordo porque quando o assim não corresse? em forma do da ordenação e tornamos à Câmara e disséramos todo aos oficiais sobreditos que disseram que se escrevesse assim". "E porquanto estiveram as partes à espera à porta da relação mandaram que viessem para lhes notificarem que não podiam despachar os agravos na Câmara como estava ordenado e acordado e vieram Bastião de Laços e Diogo Mendes e Jorge Mendes que disseram que por lhes dizerem que os despachava Duarte de Miranda em sua casa que eles que fossem lá para requerer sua justiça e que lhe dissesse que se foram e que lhes não quizeram abrir a porta nem os quizeram ouvir e o mandaram assim escrever João Vieira o escrevi, e que foram dentro Diogo Mendes e Jorge Mendes e que lhes disseram que se fossem fora".
- Data
- 31 março 1531