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Descrição
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Na Quinta da Torre, de Tagilde, o dr. Baltazar Vieira, tendo aqui fundado uma capela sob a invocação do Espírito Santo com obrigação de uma missa rezada semanalmente e nela se poderem fazer os ofícios divinos como convém, e tendo fundado o Oratório com sua confraria do Espírito Santo na casa da Câmara com duas missa semanais em dias das sessões e um responso no fim pelos falecidos da Confraria e uma missa cantada na primeira oitava do Espírito Santo na Colegiada oficiada com os órgãos e pregação para o que se daria um cruzado de esmola ao Cabido e dois tostões para o tangedor, como tudo mais largamente se continha na instituição que está nos livros dos acórdãos da Câmara - Não existe tal livro. Os senhores da casa do Salvador, do Cano, há muitos anos julgaram-se exonerados do encargo das duas missas semanais, apesar da Câmara haver resolvido em 22 de Janeiro de 1862 mandá-los obrigar -, no que tem gasto mais de cem cruzados, obriga-se, por escritura nas notas do tabelião Cosme do Canto, a tudo fazer seguro por seus terços e que tudo ficaria sujeito ao Ordinário para fazer cumprir deixando um cruzado anual ao Visitador para vigiar por tudo. O Arcebispo, por provisão de 6 de Julho de 1569 concede licença par a celebração das missas na Câmara.