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Descrição
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Encartamento de António Ribeiro, filho de João Ribeiro, sargento do número de granadeiros da companhia do capitão Columbano Pinto do partido do Minho e natural de S. Martinho de Gondomar, na propriedade de um ofício de tabelião judicial desta Vila que vagou por óbito de António Fernandes de Carvalho; mercê em satisfação de ter servido na praça de soldado Infante e granadeiro, cabo de esquadra, sargento ut supra, e do número, e de granadeiros que actualmente estava servindo por espaço de 13 anos, três meses e seis dias continuados, desde 1 de Outubro de 1703 até 13 de Abril de 1717, na guerra próxima passada em as províncias do Minho, Trás-os-Montes, Beira e no Alentejo e nos Reinos de Castela e Valência sendo prisioneiro, achando-se em todas as campanhas e nas principais ocasiões delas em que foi ferido gravemente com três feridas, sendo uma delas penetrante, no ano de 1705 achava-se na restauração da praça de Salvaterra, e ajudar a queimar e arrasar a Vila de Sarca no sítio da praça de Badajoz fazendo faxinas acudindo a rebates, achando-se nos incêndios da pólvora que aconteceram nos ataques em que tivera muito perigosa a vida no ano de 1706 - no sítio e rendimento da praça de S. Pedro de Alcântara, no choque que se teve com o inimigo junto ao rio Feta e rendimento da ciudad Rodrigo ajudando a tomar o arrabalde da mesma cidade; na aclamação de Carlos III na corte de Madrid, no choque da Vila de Chadraque, no encontro da Vila de Igneska, e de Outubro do mesmo ano até Março de 1707 - de guarnição na Vila de Carcaginoz, no reino de Valência no mesmo ano de 1707 - ajudar a correr os inimigos da Vila de Eella até a de Monte Alegre quatro léguas de distância em que os seguiram, toda uma noite no sítio e rendimento da cidade de Vilhena e na batalha de Almança onde fora prisioneiro recebendo três feridas, uma delas mortal por baixo do braço esquerdo, outra na perna esquerda, sendo passada com um bala de que lhe ficara uma fístula, e uma cutelada na cabeça. No ano de 1708 - assistir na praça de Castelo de Vide de guarnição e no demolir a praça de Valência de Alcântara, achando-se também no dito ano de guarnição nas praças de Marão e Campo Maior e na batalha de 7 de Maio indo às Vilas e lugares do termo de Valença de Alcântara terras alienadas a buscar os dízimos que ficaram por pagar, metendo-se parte deles nas praças de Albuquerque e Castelo de Vide; no ano de 1709 - ajudar a fazer muitos fortes e trincheiras na raia de Castela para a defesa do nosso exército, e conduzir os soldados que haviam desertado do seu regimento e conduzir outros que de novo se haviam alistado, assistir na praça de Olivença e ajudar a escalar o Castelo da Barca rota; no ano de 1711 - passar da província de Trás-os-Montes e do Minho e reconduzir os soldados absentes e recolher-se governando uma leva de 95 soldados, achando-se no sítio e rendimento da praça e cidade de Miranda, tendo antecipadamente ajudado a cortar as barcas do rio Douro por onde os inimigos se comunicavam com a praça e a tomar por assalto Branabeque, achando-se também no mesmo ano, no rendimento da cidade da Sadra e todos os lugares circunvizinhos trazendo seu governador prisioneiro, achando-se em todas as ocasiões referidas com conhecido valor sendo reputado por um soldado muito valoroso e bem procedido.