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Descrição
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A mesa e o definitório da Misericórdia, sendo-lhes presente um ofício de corregedor da comarca, datado do Porto de Ave em 21 de Setembro de 1831, em que pedia um donativo que servisse "de auxílio às grandes despesas da Nação" e acorresse "aos estragos que os Revolucionários na mesma haviam praticado, e não devendo a comarca de Guimarães, que tão belos sentimentos tem desenvolvido a favor da Augusta Pessoa d'el-Rei o senhor D. Miguel Primeiro, e ficar excluída da relação dos Portugueses honrados, que ambicionam ocasião de mostrar o seu patriotismo, e interesse que tomam na felicidade da mesma Nação", acordaram em a Misericórdia contribuir com cem mil réis, a saber: trinta e seis mil cento e sessenta réis, em dinheiro de metal, aplicados para capotes do exército, e um título da dívida pública contraída na Repartição da Tesouraria Geral dos juros do ano de 1820, de nº 11.914, da quantia de sessenta e três mil oitocentos e trinta e cinco réis, para entrar na repartição dos outros donativos, ou como o dito corregedor António Joaquim de Carvalho quisesse arbitrar.