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Descrição
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Estando a mesa da Irmandade do Anjo, dos sapateiros (S. Crispim), reunida a fazer a entrega dos bens da albergaria, "atreveu-se o tesoureiro da mesma Irmandade a insultar descompondo a eles ameaços a ponto até de ameaços, frustrando a legalidade daquele acto e reverência devida à capela e imagens que ali se veneram, isto motivado por eles ..... não concordarem com ele coisas em prejuízo daquela albergaria; e como eles ..... enfadados de tal orgulho, que durou todo o tempo da entrega, saíram para fora da capela pegando ele suplicado das chaves deles administradores e as da sacristia e da serventia do campeiro, e fechando tudo as levou para sua casa tudo em desfeita a eles administradores; e como pode acontecer vários prejuízos e mais pela indecência da administração andar pelas mãos das mulheres daquele albergue a quem ele a entregou e admitiu, e não aconteça outros actos pecaminosos que ele ali cometeu no tempo que foi procurador, cujos se alegam sendo necessário": motivo porque no dia seguinte requereram ao provedor o mandasse notificar para no termo de duas horas peremptórias entregasse as ditas chaves e utensílios da sacristia pena de prisão e só trate da obrigação do seu tesouro e não na administração deles e continuando com tais desordens fosse condenado e riscado na forma do estatuto. A notificação foi-lhe feita às cinco horas da tarde.