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Descrição
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"Saiu desta Vila pelas quatro horas da manhã uma força do dois e seis comandada por um capitão, a qual chegou até aos Quatro Irmãos parte dela, e outra parte ficou nas Taipas, para recolher algumas armas e fazer algumas prisões de indivíduos que mais se tinham distinguido na revoltada, que tinha tido princípio naqueles sítios. Às nove horas da manhã saiu desta Vila para Braga uma força composta de 12 cavalos de cavalaria nº 6 de um esquadrão que aqui se achava há dias, e com a força de infantaria nº 8 que aqui tinha entrado na noite do dia antecedente, levando presos seis guerrilhas. Às duas horas da tarde houve um grande alarme nesta Vila, pegando em armas o resto da tropa da coluna do comando do tenente-coronel Moniz, assim como o resto da cavalaria, e junta com os Empregados armados, dirigiram-se para as partes da Cruz da Argola, encontrando-se aí com a força do 13 que daqui tinha marchado no dia deste mês para a Póvoa de Lanhoso, vindo acossada pelos guerrilhas de Vieira e outras partes até à Arcela. A força do 13 recolheu-se a esta Vila e a força do dois e seis foi em seguimento dos guerrilhas até à Portela, trazendo na volta presos alguns paisanos do campo, um com uma foice, outro com um machado e outro com uma sachola. Às Trindades recolheu a esta Vila a força do dois e seis que tinha marchado sobre Braga, trazendo uma carga de armas e um lavrador preso (da quinta da Pereira, ao pé de S. Caetano, como um dos que concorreram para se armar os revoltosos) tendo feito bastantes tropelias pela sua digressão. Os guerrilhas fizeram fogo tanto à força do oito quando ia passar à Falperra, como à do dois e seis quando vinha a recolher-se para esta, no sítio de S. Caetano. Também vinha preso o Tomás das Cans, que se recolheu à cadeia, por a tropa levar ordem para o prender". P.L.