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Descrição
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O Arcebispo de Braga escreve ao Cabido de Guimarães participando-lhe que não lhe está sendo possível vir visitar pessoalmente a igreja e a Vila, mandaria por seus visitadores, o Bispo de Nicomedia e os doutores Cristóvão de Matos, mestre-escola da Sé e Bernardo da Fonseca Saraiva, seu vigário geral, fazer tal acto, mandando-os no dia nove para darem começo no dia 10 deste mês, guardando a concórdia entre os Arcebispos e o Cabido no que respeitava às visitações. Diz mais aos Cónegos: "Considerem V. Mercês com sua muita prudência se será justo insistirem no ponto que somente está litigioso por parte de V. Mercês de não pôrem os Visitadores deste arcebispado mesas e cadeiras na igreja (Colegiada) e claustra dela para aí fazerem a devassa do povo, pois isto em nenhuma maneira encontra concórdia, antes se costuma fazer em todas as igrejas catedrais e de Malta, ou por outra via privilegiadas e isentas da jurisdição ordinária, e se convém a V. Mercês e à autoridade desse Cabido prosseguir em demandas com tão pouco fundamento de justiça, neste particular devemos esperar que V. Mercês se conformem com o direito e estilo universal, e com o que sem ser prejuizo de V. Mercês é da sua obrigação, e que se escusem contendas judiciais, que eu quisera escusar sempre com todos quanto mais com V. Mercês a quem peço me dêem V. Mercês ocasiões de os servir em comum e em particular que é o que muito desejo, e o que procurei fazer sempre a obrigação de Prelado que como Pai ama a V. Mercês e como tal diz a V. Mercês o que entende e tem por certo em consciência Justiça e Governo". - (Não lhe foi aparado o jogo). - Vide a resposta do Cabido a 5-V-1620 -