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Descrição
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Escritura lavrada na nota do tabelião Domingos da Cunha, feita no recolhimento das Trinas, na rua do Gado, sendo partes Francisco Antunes, solteiro, mercador e morador na rua da Misericórdia, Maria de Santa Clara, Catarina das Chagas, Maria do Espírito Santo, Maria de Jesus, Paula dos Serafins, Catarina de S. José, Jerónima de S. Tomás e Francisca Rosa do Sacramento, recolhidas no dito recolhimento, às quais ele faz doação de umas casas e quintais na rua da Infesta, que foram dos herdeiros de Manuel Soares de Sousa, de Montelongo, onde já havia feito obras acomodadas ao intento que tinha, com as condições seguintes: Elas aí viverem em recolhimento sem saírem para fora e aí servirem a Deus; - que lhes dava mais 31$000 réis anuais, sendo 1$000 réis para fabrica da capela e os 30$000 réis para ajuda do sustento; ele poder continuar com as obras que quisesse, no recolhimento, sem que elas lho pudessem impedir; - sujeitas a uma eleita por todas; - vivendo em comum e sustentando-se do que ele doador lhes desse, do que trabalhassem ou do que por outra via a elas ou alguma viesse; - querendo alguma ter bens particulares, depois de admoestada a poderiam expulsar e também expulsa a que não viver bem; - Ele poderia meter aí três mulheres suas parentas em todo o tempo que o quisesse fazer sem dote senão o que ele quisesse, e na falta de parentas as pessoas que quisesse, isto por uma vez; - as que fossem aceites deviam ser a beneplácito dele e votos da maior parte da congregação; - quando vivessem mal perderiam os 30$000 réis e as casas, que tudo passaria para a Misericórdia; - o dote das entradas seria entregue a ele doador para o aplicar em serviço de Deu e do recolhimento e por sua morte deixaria nomeado o administrador.