Efeméride de 29-05-1517

Descrição
Carta de venda, feita em Guimarães a Gonçalo de Faria, escudeiro, e a sua mulher D. Isabel Barbosa, de umas casas, enxido e metade duma adega, sitas na rua de Santa Maria, que pertenceram a Gabriel Fernandes, casado com Beatriz Vaz, e nas quais teve de certo origem o Convento de Santa Clara. Esta carta apareceu no espólio do dito Convento, a que levou o Abade de Tagilde, Oliveira Guimarães, a concluir que ele tivesse princípio naquelas casas, em 1517, pois que o alvará régio, passado em Lisboa aos 17 de Julho de 1553, de que fala o Padre Caldas, que dava ao fundador Baltazar de Andrade, a posse de umas casas, pardieiros e quintais sitos na mesma rua, tinha evidentemente por fim, não erigir aí o Convento que o dito mestre-escola projectára levantar, mas sim dar-lhe mais amplitude. Na rua de Santa Maria, diz o citado Abade, já desde alguns anos a família dos Farias, senhores da casa da Aveleira, freguesia de Pencelo, ligada por este tempo com a casa de Torrados pelo casamento de D. Briolanja de Faria com Pedro Vaz Golias ou Pedro Martins do Vale Golias, ou Pedro Álvares do Vale (diferentes nomes que os genealogistas lhe dão), senhor de Torrados, e esta ligada com os Andrades pelo casamento de D. Helena de Andrade, sobrinha do dito Cónego mestre-escola, com João Ribeiro de Faria, filho e sucesso daquele, possuia propriedades, e foi de certo que nestas que começou a fábrica do edifício, que com a aquisição dquele alvará se petendia aumentar. Gonçalo Faria, almoxarife em Guimarães, era tio materno do já referido João Ribeiro de Faria, e faleceu sem sucessão. - Abade de Tagilde -