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Descrição
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Os povos da Vila de Chaves, cuja glória e alegria que a inundaram em 24 de Fevereiro e 13 de Março estava abatida, mas não extinta, com a existência das tropas constitucionais dentro dos seus muros, que por ordem superior das secretarias de estado deveriam nela espalhar o terror, o espanto e a morte; o sangue inocente de sete vítimas dos seus insultos etc., cansados de tal sofrimento que os aviltava, e animados com as gostosas notícias que vagavam, correram neste dia a casa do superintendente das alfândegas Francisco Fortunato de Oliveira, onde por acaso se achava então o tenente-coronel de milícias de Guimarães, Francisco Carneiro Vieira de Sousa, e pediram a este rompesse o grito a fim de evitar a prisão de 180 pessoas que o governador Inácio Perestelo queria fazer e o bombardeamento com que ameaçava a Vila pelas desconfianças da revolução. Às oito horas do dia levantaram o grito de verdadeira liberdade, aclamando el-Rei livre no campo do Principal, tendo à sua frente o tenente-coronel de cavalaria nº 5, Alexandre da Costa Leite, unido ao batalhão de milícias comandado pelo tenente-coronel Carneiro Viera, e veteranos pelo capitão Francisco António de Medeiros Feio, etc., etc. - No dia sete houve Te Deum e pregou o vigário-geral de Vila Real, Cristóvão Gonçalo Vieira; que veio a ser Abade de Santa Eufémia de Prazins e arcipreste do julgado eclesiástico de Guimarães.