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Descrição
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"Antonio diaz novaes biguodes", Amador de Freitas, mercador, João Vaz, mercador, e Gonçalo Luís, sapateiro, instituidores da confraria de Nossa Senhora da Oliveira, juiz, secretário, tesoureiro e mordomo da cera, pela mesma ordem em que estão inscritos, fazem contracto da instituição e outras cláusulas com o Cabido. Este contracto está lançado em um livro das actas capitulares e é o único que refere a instituição da confraria (também um contracto em 23 de Julho de 1585 refere os mesmos 4 instituidores, vide esta data) que em 1646 passou a reger-se por estatutos, como Irmandade. Pouco depois da instituição, e sempre daí por diante, ficou o juizado a ser ocupado por uma pessoa da casa de Bragança, quase sempre Rei ou Rainha, até 30 de Junho de 1863 que em virtude de novos estatutos que nesse ano principiaram a vigorar, esse cargo ficou a ser desempenhado por Cónegos que até então serviam de escrivães. Os Cónegos foram sucessivamente juízes até 30 de Junho de 19 ..... e daí em diante o juiz tem sido um Leigo; em 1932 a 1933 juiz da real Irmandade de Nossa Senhora da Oliveira um carniceiro cortador de carnes verdes!!!. Diz-se que a não continuação das pessoas reais no cargo de juiz, foi motivado por as autoridades o não quererem, na aprovação dos estatutos, aprová-lo também, sem que a Irmandade desse certa quantia ao juiz, em vez de ser este quem desse a costumada esmola. Os confrades, não só pela sua grande devoção à Virgem, mas também pela circunstância de ser juiz el-Rei ou o Príncipe, dos quais vinha à Irmandade o título de Real, eram quase todos pessoas de nobreza, ou de posição elevada.