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Descrição
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Quando a Ordem Terceira de S. Francisco se preparava a sair para acompanhar a procissão do Corpo de Deus, conforme o costume, apareceu trajado com o hábito da Ordem, Domingos Prado, que fora admitido irmão na Ordem Terceira de Vila do Conde. A mesa, queria dar-lhe o devido lugar como hóspede, que era; mas os irmãos, principalmente os operários!, começaram a tumultuar-se, vociferando que não o haviam deixar ir na procissão, e isto por ele exercer o mister de marchante!; um dos ofícios proibidos pelos estatutos da Ordem de serem exercidos pelos irmãos. O tumulto crescia; a mesa esgotou todos os meios de conciliação, empenhando-se com o Prado para que se retirasse daquele lugar, assegurando-lhe que tomaria povidências para a outra vez ser admitido às festas da Ordem. O Prado escoltado pelos amigos e companheiros de ofício a nada cedeu; a mesa recoreu à autoridade para o afastar dali: o escrivão da administração intimou-o para que se retirasse, ele recusou obedecer à intimação. Neste caso a mesa resolveu deixar de ir à procissão, e mandou recolher a cruz que já estava fora.