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Descrição
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A Câmara, em sessão, mandou chamar os marchantes (carniceiros), eram cinco, e os instaram e pediram que quisessem obrigar-se a cortar carne na forma do costume, a que eles responderam que o comissário do Real d'Água lhes levara mais de 200$000 réis, grande cópia de dinheiro pelos atrasados, com o que ficaram sem cabedal para continuar a cortar carne e não anuiram. - Idem, os marchantes (carniceiros) de rezes meudas recusaram obrigar-se a cortar os carneiros e chibarros (bodes capados) poque não podiam sofrer o encargo da balança, que Sua Majestade manda pôr no açougue, com que padeciam grande trabalho.