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Descrição
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Em vereação: chamados os marchantes (carniceiros) foi-lhes proposto cortarem a 14 réis, entrando um Real para o meio dobro da sisa, na forma que até agora cortaram com chambões, cabeça e pesarem em balança (era condição tirada no acordo de 19 deste mês). Recusaram. - Propôs-se-lhe então a cortar a 15 réis, mas sem chambões nem cabeças e pesarem em ganchos como no Porto. Recusaram. - Foram mandados ao juiz para proceder contra eles como lhe parecesse, visto não se quererem obrigar com tão justo preço e tão bons partidos como se lhes fazia. - Chamado o rendeiro das penas António da Fonseca Sampaio, que tinha requerido para que fossem soltos os marchantes para acabarem sua obriga que terminou ontem, e dando-lhe parte que eles se não quizeram obrigar, que procurasse ele marchantes que cortassem carne para não sofrer prejuízo os direitos de Sua Majestade e o povo. Ele respondeu que andava fazendo diligência para isso e em breve os trazia. Recusou-se a assinar o termo. - Em seguida um dos marchantes (carniceiros) voltou à Câmara e declarou que cortaria os bois a 13 réis, sem o Real para a sisa, bons e gordos, cinco cada semana; mas não seria obrigado sem os seus companheiros se obrigarem.