Título: Convento de São Domingos

Datas extremas: 1401-1829

Dimensão: 29 livros

Nível de descrição: arquivo

Nome produtor: Convento de São Domingos

História institucional: É um dos mais antigos conventos fundados em Guimarães. Segundo Frei Luís de Sousa, na história de S. Domingos, a então vila de Guimarães, no ano de 1270, convidou os dominicanos a fundarem uma casa conventual. Com esse fim, chegam à vila em Dezembro quatro religiosos dominicanos, entre os quais o Prior de S. Domingos do Porto, tendo reunido com as pessoas mais notáveis da vila e do povo, na capela de S. Tiago na Praça, sendo-lhes ali concedida a licença para a fundação, demarcando-se-lhe um local perto da porta da vila, junto à Torre da Nossa Senhora da Piedade, hoje no Toural à entrada da Rua da Rainha.
Com esmolas e ajudas compram casas e quintas, começando a obra junto ao muro novo, em 1271, no reinado de Afonso III, concluindo-se oito anos mais tarde. No entanto, em 1323, D. Dinis manda derrubar o convento, devido ao perigo que podia acarretar para a defesa da vila, como se comprovou aquando da rebelião do Infante D. Afonso, que quase conquistou a vila aproveitando-se da vizinhança do seu muro de defesa.
Desalentados, só mais tarde é que os frades, marcado novo local para edificação, a cerca de 130 passos a Poente do antigo convento, principiaram a construção do novo convento. As obras vão sendo feitas com ajuda de esmolas, principalmente do arcebispo de Braga, D. Lourenço Vicente, do fidalgo D. Afonso de Briteiros e dos bispos de Burgos, que lhes deixou a sua livraria. Este edifício foi durante muitos anos um seminário.
Em 1297, juntamente com os franciscanos, fazem um acordo com a Colegiada regulamentar a pregação nas igrejas de Guimarães. Este acordo foi depois renovado em 1 de Abril de 1409.
A igreja de três naves e dez altares laterais, uma das mais espaçosas e elegantes de Guimarães, sofreu profundas alterações durante os séculos XVIII e XIX. No ano de 1744 a câmara, em sessão de 3 de Março, deu verbas para substituir a capela-mor primitiva por uma outra certamente mais ampla, mas sem qualquer beleza arquitectónica. Em 1770, por diligências de Rodrigo de Sousa da Silva Alcoforado, da Casa de Vila Pouca, fez-se uma nova porta principal barroca. Em 1874, a Ordem Terceira e irmandades ali constituídas, reformam toda a igreja, que ameaçava ruir, com pinturas, dourados e estuques, sendo restituída ao culto cinco anos mais tarde. Todas estas sucessivas obras desfiguraram inteiramente a velha igreja gótica.
Com a extinção das ordens religiosas a igreja ficou abandonada, sendo mais tarde cedida à Ordem Terceira de S. Domingos, por D. Maria II, em 24 de Janeiro de 1851, e dado o convento à câmara por decreto de 25 de Abril de 1842, tendo servido em 1839 de quartel militar, e em 1842 foi convertido no Tribunal judicial.
Em 1888 parte do convento foi ocupada pela Sociedade Martins Sarmento, com o fim de nele se estabelecerem os museus, biblioteca e demais dependências da instituição, e hoje a igreja é a paroquial da freguesia de S. Paio.

História custodial: Este arquivo foi incorporado aquando da criação do Arquivo Municipal Alfredo Pimenta de acordo com o disposto no capítulo XXIV do decreto nº 19.952 de 27 de Junho, republicado em 30 de Julho do mesmo ano.

Âmbito e conteúdo: Constituído por livros de escrituras de prazo, escritura de compra e venda, sentenças, testamentos, etc.

Ingressos adicionais: Por se tratar de um arquivo desactivado não se prevê a entrada de novas unidades de instalação.

Condições de reprodução: A reprodução deverá ser solicitada por escrito, através de requerimento dirigido ao responsável da instituição. O seu deferimento encontra-se sujeito a algumas restrições tendo em conta o seu estado de conservação ou o fim a que se destina a reprodução.

Condições de acesso: Comunicável, salvo os originais em mau estado de conservação.

Descrição do estado de conservação: No geral o arquivo encontra-se num estado razoável de conservação, à excepção do livro com a cota MC-94 que está completamente rasgado.

Instrumentos de descrição: Guia e catálogo disponíveis em suporte papel e electrónico.

Nota do(s) arquivista(s): O conteúdo informativo da “História institucional” baseou-se na seguinte bibliografia:

CALDAS, António José Ferreira – Guimarães: Apontamentos para a sua História. Guimarães: Câmara Municipal de Guimarães / Sociedade Martins Sarmento, 1996. 432 p.

Igreja de S. Domingos de Guimarães. Direcção Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais. [Lisboa]: Ministério das Obras Públicas. 1962, n.º 108.

COSTA, Avelino Jesus da, – Normas gerais de Transcrição e Publicação de Documentos e Textos Medievais e Modernos. 3ª ed.. Coimbra: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Instituto de Paleografia e Diplomática, 1993. 80 p., [ 32] p.

Regras e convenções: ISAD (G); NP 405.







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