A secção das Indústrias Pré e Proto-Históricas do Museu da Sociedade Martins Sarmento na galeria mandada construir para o efeito na década de 1880 na galeria sobreposta ao claustro do antigo Convento de S. Domingos a expensas de Francisco Martins Sarmento. O acesso à zona de exposições faz-se através da escadaria do antigo convento.

O espólio exposto distingue-se pela variedade, quantidade e qualidade das peças expostas, reunindo um património arqueológico de características únicas, com particular destaque para as suas colecções de artefactos produzidos pela cultura castreja, em boa parte reunidos a partir das explorações de Martins Sarmento no noroeste de Portugal ao longo do último quartel do século XIX.

Esta secção está organizada segundo a concepção da divisão do tempo histórico dominante na passagem do século XIX para o século XX, constituindo um interessante objecto de museológico cuja memória importa preservar, conciliando-a com a necessidade de modernização e adaptação à linguagem expositiva contemporânea.

O circuito da visita inicia-se pelos materiais do período paleolítico, com inúmeros artefactos de pedra lascada e de pedra polida: pontas de seta, buris, percutores, raspadores, facas, trituradores, machados, martelos, polidores, enxós, pesos de rede e de tear, etc.

A colecção lítica do Museu tem múltiplas proveniências: dos arredores de Lisboa (Monsanto, Paço de Arcos, Casal do Monte), concheiros de Muge, Picos Asturienses, etc.
Em seguida, passa-se para o espólio de bronze, composto por grande número de peças originárias de sítios do Norte de Portugal onde se incluem diversos machados lisos, de talão, de uma e de duas aletas, alabardas, pontas de lança, peças. O Museu possui uma grande colecção de peças composta por moedas, fíbulas, fivelas, placas de cinto, agulhas, anéis, pinças, peças votivas, alfinetes de toucado, campainhas, para além de múltiplos fragmentos de difícil identificação. Os objectos de bronze mais notáveis são um enigmático carro votivo e um espeto provenientes de Vilela, no concelho de Paredes

A colecção de instrumentos de ferro encontra-se no final do percurso, sendo composta por sachos, um alvião, machados, pontas de lança, chaves, pregos, das mais diversas proveniências. A par destas peças, encontram-se algumas pequenas barras de chumbo provenientes da Citânia de Briteiros.

A colecção de cerâmica é muito vasta, especialmente no que se refere a exemplares da cerâmica castreja e luso-romana, com destaque para os vasos e fragmentos encontrados na Citânia de Briteiros e da Penha. Entre o material exposto, incluem-se excelentes espécimes de cerâmica de pasta fina, pintada e de terra sigillata. Existem também diversos exemplares de telhas, de tijolos e de canalizações romanas.

O Museu possui ainda um interessante conjunto peças de vidro (fragmentos e objectos intactos).

Pertence a esta secção do Museu vaso de grande dimensões (Pithos), com quatro asas e fundo plano, proveniente da Penha e recentemente restaurado, actualmente exposto no átrio da sede da Sociedade Martins Sarmento.

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