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O projecto de organizar uma “visita virtual”
à Citânia de Briteiros enquadra-se no conjunto
de acções promovidas, ou realizadas, pela Sociedade
Martins Sarmento e pela Casa Sarmento com a finalidade de
divulgar um monumento arqueológico paradigmático
da Cultura Castreja. Entre essas acções contam-se
a organização de um Congresso de Proto-História
Europeia, celebrado em Guimarães em 1999, no centenário
da morte de Martins Sarmento, o levantamento topográfico
também realizado em 1999, a campanha de valorização
da Citânia de Briteiros, levada a cabo em 2002, a abertura
a público do Museu da Cultura Castreja no Solar da
Ponte em 2003, local onde se encontra exposto e guardado espólio
resultante dos trabalhos arqueológicos efectuados em
Briteiros e em Sabroso.
Todas estas acções foram possíveis
graças ao esforço financeiro da Sociedade Martins
Sarmento, em parceria com o Programa Operacional da Cultura,
através do Instituto Português do Património
Arquitectónico (IPPAR).
Através da “Visita Virutal” pretende-se
inserir este fascinante arqueossítio na rede do património
disponível na Internet, atraindo novos visitantes à
Citânia, ou lembrando as imagens fixadas na retina de
quem já passeou entre as ruínas do povoado proto-histórico
de Briteiros.
A estrutura do percurso, ora acessível pelo “website”
da Casa Sarmento, segue o percurso tradicional, estabelecido
desde os anos 30 e 40 e que foi influenciado pela própria
estrutura de organização do povoado. De facto,
no espaço da Citânia destaca-se o grande eixo
que parte da porta sudeste do povoado subindo, progressivamente,
até à plataforma superior, que designamos por
Acrópole. Esse trajecto foi percorrido quotidianamente
e durante séculos pelos habitantes do povoado e, desde
o século XIX, após as primeiras escavações
de Francisco Martins Sarmento, por inúmeros visitantes,
professores e especialistas em Arqueologia, alunos de Universidades
e Escolas, turistas interessados no património cultural,
enfim pelos mais diversos públicos.
Para a “visita virtual” foram fixados 18 pontos,
de tal modo que é possível fazer o mesmo caminho
que normalmente se realiza. As fotografias de 180º e
de 360º permitem “olhar” de sucessivos ângulos
a paisagem em redor, quer a imediata quer a mais distante.
A visibilidade é hoje um conceito muito utilizado em
Arqueologia. Não interessa observar apenas as ruínas
mas, também, percorrer com a vista as paisagem que
avistam de um determinado ponto. A leitura completa de monumento
não se deve limitar a um espaço de evidências
materiais. Na análise, ou visita, é forçoso
incluir a sua envolvente, sem o que se perde muito do significado
do monumento. Os dezoito pontos escolhidos são locais
onde convidamos os visitantes a parar e olhar em redor.
Para quem ainda não se deslocou à Citânia
esperamos que estas imagens sejam um convite aliciante. Para
quem já lá esteve é um renovado convite
para uma nova visita, porque de cada vez que nos deslocamos
a um sítio descobrimos pormenores que nos tinham escapado.
As imagens aéreas ajudam uma leitura do monumento,
revelam a sua grande extensão e a densidade habitacional
do que foi outrora um dos grandes povoados do Noroeste Peninsular.
Nota: a “visita virtual” à
Citânia é um processo em construção.
Foi organizada de maneira a ser progressivamente melhorada,
através de novas imagens e textos., o que irá
ser feito. O ponto 1 não está disponível
pois que a estrutura de acolhimento e recepção
dos visitantes ainda não se encontra concluída,
já que falta demolir a antiga casa do guarda.
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