Ara votiva

Descrição

Ara consagrada a uma divindade indígena, proveniente de Várzea do Douro (Marco de Canaveses), encontrada próximo da confluência do Tâmega com o Douro. Possivelmente um deus ou Génio, de carácter fluvial. O pai do dedicante. Conielius. tem, segundo Schulze, um nome etrusco. Foi oferecida ao Museu em 1887 por Eduardo Guedes de Melo, de Castelo de Paiva.
Interpretação: A Tameobrigo, Potitus (filho) de Camelius em cumprimento de um voto de (seu) pai.
Leitura: Tameobrig[o] / Potitus / Cumeli / votum / patris / s(olvit) l(ibens) m(erito)
Invocação: TAMEOBRIGVS

É parte de

Epigrafia

Formato

Dimensões da lápide: 69 cm de altura x 38 cm de comprimento x 25,5 cm de profundidade.
Altura das letras: 0,06 e 0,07.

Abrangência espacial

Proveniente de Várzea do Douro (Marco de Canaveses).
Encontra-se atualmente exposta no claustro do Museu Arqueológico da SMS.

Identificador

14

Referências

Corpus Inscriptionum Latinarum, II, n.º 2377; Corpus Inscriptionum Latinarum, II, Grande Suplemento - p. 891; Dispersos, de F. M. Sarmento, p. 296, 307, 308; RG, XVIII, 50; Religiões da Lusitânia, de J. L. vasconcelos, II, 319 - 321; Rev. Lusitana, I, 371; Religiones Primitivas de Hispania, I, de J. M. Blasquez Martinez.. I, 190; Divindades Indígenas sob o domínio romano em Portugal, de J. M. S. Encarnação, 232; Algunsa consideraciones sobre los nombres de divindades del oeste peninsular, de A. Tovar e J. M. Navascués, 184; W. Schulze, Zur Geschichte lateinischer Eigennamen, 1904, 109; J. M. Blazquez, Le Culte des Eaux, Rev. Ogam, Rennes, 1957, p. 220; E. Hübner, «Noticias Arch. de Portugal, in Mem. da Acad. das Ciências, Lisboa, 1872. t. IV, Parte I, p. 80; .J. P. Ribeiro, Dissertações Chronol. e Críticas, Lisboa, 1810, t.I, p. 347.